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Jasmim

sou par, impar, sou infinito, posso datar ou quantificar, posso somar, multiplicar, dividir ou subtrair em letras posso ser eterno, se me permite apresenta-me, prazer, AMOR.

 

De: Jasmim

 

 

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Jasmim é uma poetisa da cidade de Marituba/Pará. Sua influência é a vida, o ensolarado percurso pelas esquinas da racionalidade. Tão sensível quanto uma flor de jasmim, tão bela quanto uma aurora. Sua poesia é colorida com paisagens familiares e densos sorrisos tímidos porém de sons cintilantes.

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08:33



Estranha ausência que se esculpe


na contra Mao das canções que jamais haviam acontecido.

maestro vento roçando a memória.

o céu com um esqueleto branco de nuvens alucina as percepções.

como um bálsamo.

escarrando no auto escarro.

Funde-se com o ambiente cheio de saudade.

Ninguém poderia imaginar

que a ausência se entranharia dividindo

a célula em dois hemisférios.

o infinito e a infinitude.

a Mao e a sombra intocável.

estou possuído por mil olhares.

Minha boca fala por mil bocas

Grito mais que a supernova

mas ainda não alcancei o inalcansávelmente.



























João Leno Lima

Julho/2010 Continue

Você chega em casa e coloca um disco pra tocar...

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Submerso você encontra-se numa teia de sussurros
que se entrelaçam com a melodia.
Sons de ninar para uma noite qualquer e palavras distorcidas
num espectograma inenarravel.
Pulsações frenéticas rompem as barreiras palpáveis que treme os arredores.
Kid A parace ser a reafrmação andrógina do que nos tornamos.
Balbuciadores de nós mesmo, lamentaradores
que se alimentam de sonhos desfeitos mas ainda sonhados,
febre que se vulcaniza e névoa decomposta dentro da própria boca...
Pequenos gemidos ao longe em um ultimo fôlego sedento...

"oque está acontecendo?"

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A INSÔNIA DOS SENTIDOS

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12:33


Regresso para bem longe onde reside as razoes incalculáveis.
Sobrescrevendo por sobre a paciência mundana,
sobrecarregando a massa cinzenta de nevoeiros íntimos
onde desenterro as percepções avessas.
Vagando, estou vagando na linha estreita ao todo
caio e salto-me,
sou degetos arremessados pelo vulcão do destino
seguro nos braceletes montanhosos dos deuses
e planejo mergulhar no pálido oceanos das tardes.
Contemplar as moças de saias Giratórias
e as crianças que ainda não fabricaram paredes para si mesmas
Observo também o vendedor de bom bom
que flutua na sua sabedoria sem movimentos bruscos
e os jovens com mais razoes que as estrelas visíveis...
Nessa passagem rápida pelo conhecido
o desconhecido lança-me um olhar
quer que eu contemple ainda por mais um pouco
a orquestra diárias dos seres
e deixe o tempo do lado de fora da porta do eu contemplador.











João Leno Lima
28-11-2009 Continue

INCALCULAVEL

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13:12



A força montanhosa que sopra no verso como um sopro de deus sobre o barro sou eu...
Magnífica manifestação transcotidiana que traz gesto esbravejastes ocultamente.
oculto braço da meteria decepado pelo delírio.
matéria prima de mundos rabiscados sem sol nem lua.
tênue palidez que afasta-me de mim...
cinematográfico encontro nas molduras abismas
onde arranho seu pescoço com unhas genocidamente sujas de angustias.
Mas reitero...
minha alma é o litoral dos oceanos dos poemas,
cada letra são as areias das praia oníricas
onde sou descabelado pela ausência do tempo.
Mas o tempo reitera "sou o tempo!"
mítico gesto tão irracional para as crianças...
gigante sábio tao formigantemente decisivo para as constelações do dia.
reencontro de nuvens sobre os Andes dos símbolos,
desastre aéreo com pés descalças sobre estradas de terra das memórias.

Como um chamado que finda...
como um salto dos arranha céus
como uma máscara de gás do medo..
como um leopardo abocanhando a inércia.

Rodopio de fragmentações unidas sobre a pele
num congresso de mãos se apalpando
o que queres com o poema João Leno Lima?
quero que ele me escreva...
pressuposições?:
citações de livros antigos?
poetas do passado presente?
visões de mundo de outros mundos?
Reitero,
Não escrevo o verso ele que me escreve.










João Leno Lima
26-11-2009

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Infância Redescoberta

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21:48



O olhar do passáro é o olhar sobrio de quem sabe que o céu é seu.


Não há nada que ele tema mais que a prisao.
Que a insatisfação dos Homens que não podem voar espontaneamente rumo a qualquer direação.
Os passáros tem um rumo apenas; o de rumar sobrevoando o âmago de cada momento,
curta destreza lírica que sobrevoa o espaço como um colar visivel que contemplamos invejosamente.

Ah onde estão as asas quando se precisa delas?
Para um encontro do pássaro-homem com a liberdade?

Minha asas me levariam a saturno
e voltaria para visitas esporádicas
Teria morada no céu, contruiria um pequeno ninho na árvore mais alta
e lá recomeçaria a ser eu mesmo, mesmo até antes de ser...



Poeta.















Helena Límia


Helena Límia é um poetisa pouco conhecida, de origem desconhecida, alguns dizem que veio de Portugal - terra de Antonio Ramos Rosa e Álvaro de campos - outros a chamam de poeta do campo, que teria nascido no interior do Pará mas vivido boa parte do tempo em São-Paulo, em casa em casa de amigos até desaparecer. Dexou alguns escritos ma seu rumo até hoje está incerto.

De poesia voltada para um existencialismo contemplativo, naturalista e de versos exaltando os animais e a beleza dos pequenos gestos das coisas humanas. Helena Límia releva um poesia esperançosa que passa por leves melancolias até encontrar na poética sua morada. Continue

Thomas Edward Yorke sopra as velinhas hoje!

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18:01


O mais genial compositor da minha geração nascia em 7 de Outubro de 1968 pra ser o frontman dos já lendários Radiohead.


Estar ali, há alguns metros dessa entidade da arte moderna em 22 de Março de 2009 em São Paulo foi umas das experiências mais inesquecíveis de todos os meus anos.

Ouvi-lo é ouvir uma voz bela, atormentada, rara, emocional, confessional, seria a voz das estrelas cadentes, ou seria o sussurros dos oceanos? o sopro dos ventos mais delicados, estranhamente confusos, confusamente inimaginaveis, lúdicos como os poetas, frágeis como seus versos e sinceros como sua alma.








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O COLO PRIMORDIAL

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11:11





Preciso, preciso de poesia para viver.
versos, inversos, cadáveres de sonhos, destinos inalterados,
tempestades, venham em me ouçam!
preciso, preciso de poesia para viver
venham todos, ludicamente todos.
saídos do lodo das embarcações atracadas nos litorais da solidão,
saídos do moinho abraçado ao pé da estrada,
saído das poças das paradas de ônibus, saídos dos terminais invisíveis dos desejos,
de dentro da boca das mulheres mal amadas e dos homens mal amados,
preciso, preciso de poesia para viver
resgata-me desse naufrágio cíclico, desse alvoroço flamejante que cobre a cidade de alma dissolvida
numa xícara oca que vaza almas esbravejantes,
meu deus, o ritual das mascaras tem seu apogeu quando abrimos um túmulo de sensações
e despejamos sonhos dentro
e pisoteamos com areis do mar-visagem da lágrima todos
encimentando o dia...
preciso, preciso de poesia para viver.
preciso do ato, do primeiro passo apos o abismo,
do trem viajante que leve apenas os sonhadores,
do fênix-verso eternamente possuído de destreza,
eternamente gritando como o poeta que grita o seu silencio,
como a dançarina união de todos,
como o brotar colossal das arvores dos nossos sentidos
engalfinhando como raízes o âmago dos deuses
e escavando as artérias das nuvens e os pulmões do mar...
nem eu , nem eu, nem eu nem ninguém cessa essa insatisfação
tão gigantes quanto todas as crianças ao mesmo tempo,
ah o poeta deixa o mundo de pernas para o ar puxando o seu tapete real
e aremessando num sopro suas obscuridades e montanhas de medo...
sim, também tenho medo...
só peço-te um abraço oh fantasmas todos,
só por um instante solte-me que lentamente depois voltarei a ser oque queres,
lentamente voltarei a ser poeta...
mas agora quero tomar forma de todas as páginas de poemas do mundo
quero ter no sangue todas as tintas e dialogar usando como dialeto o verso,
e num vento saltimbanco estar no colo – como página- de todos – exatamente todos –
para que todos possam ler o meu sentir
naqueles minutos onde a eternidade
tem o nosso próprio tamanho essencial.







João Leno Lima
01-10-09 Continue

OS NÓS DE NÓS

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13:27




Quem, dentro das incertezas do destino ousou desistir da poética de ser?


e porque qual razão seu corrimão de dores o levou a desgraça?

E se abandonarmos as nós mesmo

para nos entregarmos as caricias dos abismos

quem sonharia por nós?

Todos que respiram são poetas!

E ser poeta é ser sua própria razão.























João Leno Lima

25-09-2009 Continue