História da América - O Índio Norte-Americano

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23:48
Quando Cristóvão Colombo descobriu a América, os povos indígenas eram os senhores da terra. Os antropólogos apontam a existência, em 1492, de 12 milhões de índios no novo continente. Primitivos, guerreavam entre si, com raras exceções como no caso das Seis Nações, no extremo norte do país, numa vasta região fronteiriça ao Canadá, onde a aliança entre as tribos só foi quebrada na guerra da independência, onde a maioria lutou contra o colonizador inglês.

Apaches, Comanches, Navajos, Dakota, Siox, Soshones, Pawnees, Hunkpapa, Seminoles, Miccosukee e centenas de nações indígenas dominavam um território selvagem e inexplorado, vivendo como seus ascentrais milenares. Nos últimos 507 anos, o índio americano foi trucidado na genocida marcha da civilização branca, cristã. Mais de 200 povos desapareceram. Na Califórnia, poucos sobreviveram para contar a história. Foram mais de um milhão de índios mortos entre a independência americana, em 1776, e o fim da Guerra da Secessão, em 1865. "Somente nas universidades é que a grande maioria dos americanos toma conhecimento de como foi brutal contra o índio o processo colonizador", reconhece Judd Berbier, professora de História da Universidade do Novo México, que fez sua tese de doutorado sobre a política em Minas Gerais durante o Império, no Brasil.


Massacres contínuos, marchas forçadas e outras barbáries foram cometidas nos Estados Unidos contra os povos indígenas. As tribos Seminole e Miccosukke, que viviam nos Estados da Geórgia e Alabama, foram dizimadas e expulsas de suas terras imemoriais. Muitos só conseguiram sobreviver nos pântanos da Flórida, habitados por cobras e jacarés onde hoje está o Parque Nacional dos Everglades em terras que o branco não tinha interesse.


Eles caçaram animais menores e se adaptaram aos recursos de cada região. Por volta do ano 1.500, dois milhões de pessoas viviam ao norte da mesoamérica, falando cerca de 300 línguas. A partir desse diverso mosaico cultural, podemos destacar quatro regiões principais: a Califórnia tinha 500 tribos diferentes, a maioria liderada por um cacique, um chefe tribal e usavam conchas como moedas. Se dedicavam à produção de nozes e milho. Dois produtos importados revolucionaram a vida do indio: arco e flecha, chegaram no ano 500 anos DC, possivelmente do Ártico. Os cavalos chegaram através dos europeus no século XVIII. Tribos inteiras incorporaram os cavalos ao seu cotidiano.

Entre os povos indígenas mais aguerridos e mais famosos da América do Norte no tempo da colonização inglesa estavam os Sioux, expressão que significa “serpente” e que era usado pelas tribos inimigas para deignar um povo que chamava a si mesmo de Dakota. Os Sioux ou Dakotasabrangiam três grandes grupos: os satees, os yanktons e os tetons. Estes últimos, por sua vez, subdividiam-se em diversas tribos das quais se destacaram os oglalas, brulés, hunkpapas, e outras. Esses grupos viviam no noroeste dos Estados Unidos, nas extensas pradarias cortadas pelas bacias dos rios Mississipi e do Missouri. na região existiam outras tribos como os cheyenne, aliados dos sioux, e inimigos, como a tribo crow.


Com relação aos costumes desse povo, podemos afirmar que eles praticavam a agricultura, em especial a do milho, mas a sua sobrevivência dependia principalmente da caça ao bisão. Para abater as manadas que cortavam as planícies americanas, os sioux mobilizavam aldeias inteiras. Tudo do animal era aproveitado: a carne era consumida pelas tribos, os ossos e os chifres eram utilizados para a fabricação de instrumentos diários e de armas, e com o couro confeccionavam roupas, utensílios domésticos e tendas.
Sem nenhuma dúvida, podemos dividir a existência dos índios norte-americanos em duas fases: antes e depois de conseguirem os cavalos. Estes animais haviam sido introduzidos na América do norte pelos espanhóis que haviam conquistado o México. Os animais se espalharam pelo continente e fizeram com que os indígenas tivessem uma mobilidade que não conheciam antes.

Graças a eles puderam acompanhar as migrações dos rebanhos e a fome nunca mais foi preocupação. A cultura da tribo também modificou e, assim, várias horas que antes eram destinadas à caça foi reservada às orações, rituais religiosos e mágicos. Entre as cerimônias importantes dos sioux estava a chamada Dança do Sol, na qual os participantes usando afiadas estacas cravadas na pele, presas por tiras de couro a um poste de madeira, em torno do qual dançavam horas a fio, expostos ao sol. Só paravam de dançar quando a pele se rompia e eles recebiam a visão dos espíritos.
A situação dos nativos americanos, como são conhecidos nos Estados Unidos, é de luta, pobreza e discriminação. Tribos como a dos Oglala-Lakota ocupam hoje uma das maiores reservas indígenas dos Estados Unidos _ Pine Ridge, com 270 mil hectares, numa área vizinha ao Parque Nacional Bad Lands, que os índios até hoje reivindicam do governo americano como suas terras imemoriais. Em Pine Ridge, com pouco mais de 22 mil habitantes, os tempos são outros. O desemprego atinge 90% da população. As manadas de bisonte_ principal fonte de alimento dos índios, por séculos _ praticamente desapareceram. As poucas existentes estão na mão de fazendeiros privados.


Os Sioux têm recusado sistematicamente receber indenizações em dinheiro do governo dos Estados Unidos por suas antigas terras, principalmente as que hoje integram o Parque Nacional Bad Lands e a Floresta Nacional Black Hills, dois pontos de maior visitação do Dakota do Sul, que anualmente recebe 1,2 milhão de turistas.
Os índios exibem uma série de tratados assinados no século passado com os brancos, intermediados pelo exército, que nunca foram cumpridos. "Nossas terras até o tratado de 1860 ocupavam áreas de quatro estados americanos, mas fomos sendo espoliados a cada novo tratado assinado" - afirma Daphne Richards Cook, uma espécie de ministra do Turismo dos Sioux-Oglala da reserva Pine Ridge. Emily Bull Bear, descendente de Sitt Bull (Touro Sentado), outro chefe indígena que virou lenda nos Estados Unidos, dedica-se atualmente a tentar preservar a cultura de seus ascentrais, pilotando um surrado computador Pentium, onde controla das datas sagradas, onde os Sioux até hoje realizam seus rituais e culto a seus deuses. "Nosso sonho ainda não acabou" - diz Emily, acredita que, no futuro, os índios americanos possam recuperar suas terras e reviver suas tradições milenares. Os Lakota também não esquecem um dos mais bárbaros massacres da história americana.

Se vocês quiserem conhecer mais sobre a história dos índios norte-americanos procurem ler um livro maravilhoso, grande sucesso da década de 70 do século XX:Enterrem meu coração na curva do rio, do escritor Dee Brown.

Os homens que o Pai Grande nos mandou não têm sentimentos nem coração”. A sentença, proferida pelo líder sioux Nuvem Vermelha, define a personalidade do homem branco norte-americano que, na sede por conquistar territórios, dizimou milhões de índios peles-vermelhas que ocupavam o país de dimensões continentais.


Ela está no aclamado livro de Dee Brown, que revela detalhes sobre os mais violentos massacres da história da humanidade.
A partir do relato de chefes e guerreiros de tribos como Cheyenne, Dakota e Sioux, o autor traça o mapa do extermínio que acometeu a América em meados do século XIX. De um lado, soldados protegidos por fortes e armas de fogo. De outro, uma gente corajosa e disposta a lutar pela preservação da própria cultura e existência. Um povo estabelecido na terra há centenas de anos e que, apesar das diferenças, tinha consciência da própria unidade.


Num esclarecedor relato histórico, Enterrem Meu Coração na Curva do Rio conta a história de nomes como Cabelo Pintado, Chifres Ocos, Lobo Pequeno, Chapéu Branco e Cochise - este último protagonista da uma das passagens mais marcantes do livro. Quando o General Oliver Howard sugere o confinamento de sua tribo apache numa reserva, ele sabiamente questiona: “Por que me fechar numa reserva?”. E complementa: “Fixem limites e fronteiras, mas nos deixem viajar livremente como os americanos. Deixem-nos ir aonde quisermos”. Alguém aí falou em “Terra da Liberdade”?


(Fernando Coelho / Texto retirado de: http://gazetaweb.globo.com)

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Convite

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13:58

vicente

Palestra: A expressão paraense no Acervo Musical da Coleção Vicente Salles


Dia: 22 de junho de 2011
Horário: 16h
Local: Biblioteca do Museu da UFPA
Inscrições: a partir do dia 15 de junho na Biblioteca do Museu

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ESTADO DO PARÁ, TERRA SEM LEI: NOTA DE MORTE ANUNCIADA

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08:33

 

A história se repete!

Novamente, choramos e revoltamo-nos:
Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?

No dia 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.
Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.
A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.
Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro:

MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.  
ATÉ QUANDO?


Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?
Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?
Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?
Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?


Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?
Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?
Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!
ESTAMOS EM VÍGILIA!!!


“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”


Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
Comissão Pastoral da Terra – CPT Marabá;
Via Campesina – Pará;
Fórum Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará.


NOTA PÚBLICA da Coordenação Nacional da CPT

“Se nos calarmos, as florestas gritarão”

A Coordenação Nacional da CPT, reunida em Goiânia para uma de suas reuniões ordinárias, recebeu com extrema tristeza e indignação a notícia do assassinato do casal Maria do Espirito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, ocorrido na manhã do dia 24 de maio, no Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Esta é mais uma das ações do agrobanditismo e mais uma das mortes anunciadas. O casal já vinha recebendo ameaças de morte. O nome deles constava da lista de ameaçados de morte registrada e divulgada pela CPT. O de José Cláudio em 2009 e em 2010, e o de sua esposa Maria do Espírito Santo, em 2010 (seguem em anexo as duas listas). Esta lista, junto com a dos assassinatos no campo de 1985 a 2010 foi entregue ao Ministro da Justiça, no ano passado. Mas nenhuma providência foi tomada.

“José Cláudio e Maria do Espírito Santo se dirigiam de moto para a sede do município, localizada a 45 km, ao passarem por uma ponte, em péssimas condições de trafegabilidade, foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato na cabeceira da ponte. Os dois ambientalistas morreram no local. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e a levaram como prova do crime”, registra nota CPT de Marabá, que esteve no local do crime.
José Cláudio e Maria do Espírito Santo foram pioneiros na criação da reserva extrativista do Assentamento Praia Alta Piranheira no ano de 1997. Devido à riqueza em madeira, a reserva era constantemente invadida por madeireiros e pressionada por fazendeiros que pretendiam expandir a criação de gado no local.

Mas nossa indignação aumentou com a notícia, veiculada pelo jornal Valor Econômico do dia de hoje, 25, de que o deputado José Sarney Filho ao ler, em plenário, a reportagem da morte dos dois lutadores do povo, foi vaiado por alguns deputados ruralistas e pessoas presentes nas galerias da Câmara Federal, que lá estavam para acompanhar a votação do novo Código Florestal.  Este fato nos dá a exata dimensão de como a violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo é tratada. Certamente a notícia destas mortes foi recebida com alegria em muitos espaços, pois mais um “estorvo” no caminho dos ruralistas e dos defensores do agronegócio foi removido.

A Coordenação Nacional da CPT reafirma a responsabilidade do Estado por este crime. A vida das pessoas e os bens natureza nada valem se estes se interpuserem como obstáculo ao decantado “crescimento econômico”, defendido pelos sucessivos governos federais, pelos legisladores do Congresso Nacional que aprovam leis que promovem maior destruição do meio ambiente, e pelo judiciário sempre muito ágil em atender os reclamos da elite agrária, mas mais que lento para julgar os crimes contra os camponeses e camponesas e seus aliados. A certeza da impunidade alimenta a violência.

Parafraseando o Evangelho, não podemos nos calar diante desta barbárie, pois se nos calarmos, as florestas falarão (Lc 19,40).

Goiânia, 25 de maio de 2011.
A Coordenação Nacional da CPT

Maiores informações:
www.cptnacional.org.br


26/05/2011

Nova Ipixuna: polícia já tem pista dos culpados (Nota da CPT - Marabá)

A polícia do Pará já tem indícios dos autores do assassinato dos ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido na manhã de terça-feira, em uma estrada vicinal que dá acesso ao assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, a 45 quilômetros de Nova Ipixuna, no sudeste do Estado. Alguns nomes de suspeitos foram checados, mas a polícia não revela detalhes para não prejudicar a investigação. Moradores da comunidade Maçaranduba 2, onde o casal residia, já foram ouvidos e forneceram pistas sobre possíveis mandantes do crime e os pistoleiros.

(jornal Diário do Pará)

O casal foi morto quando se dirigia de motocicleta à sede do município. Foram alvejados com vários tiros de escopeta e revólver calibre 38, disparados por dois pistoleiros que se encontravam de tocaia dentro do mato. Os pistoleiros cortaram uma das orelhas de José Cláudio e levaram como prova do crime.

“Eu defendo a floresta em pé e seus habitantes, mas devido esse meu trabalho sou ameaçado de morte pelos empresários da madeira, que querem derrubar tudo”, denunciava José Cláudio em um vídeo gravado durante um encontro de ambientalistas em Manaus (AM), no ano passado. Ele dizia na gravação que a qualquer momento poderia “aparecer morto”, porque vivia com uma “bala na cabeça”. José Cláudio foi o primeiro presidente da associação do assentamento e foi sucedido na presidência da entidade por sua mulher, Maria do Espírito Santo.

O casal, por diversas vezes, interditou estradas de acesso aos assentamentos, parando caminhões de madeireiros dentro da reserva. Depois de anotar as placas, encaminhavam as denúncias ao Ibama e ao Ministério Público Federal. Eles lideravam 300 famílias. No final do ano passado, a dupla escapou de uma emboscada. Pistoleiros foram até a residência do casal para matá-los, mas não os encontraram. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) denunciou em seu caderno de conflitos agrários que José Ribeiro e Maria estavam em uma lista de 58 pessoas marcadas para morrer no Pará.

HEDIONDO

O secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, disse ontem em Marabá que cerca de 50 policiais civis e militares estão na região do crime fazendo buscas pelos criminosos. A Polícia Federal também vai entrar na investigação. Fernandes tratou do assunto com o delegado Roberto Nunes Teixeira, da PF de Marabá. Por ordem do Ministério da Justiça, a PF fará uma apuração própria. Para Fernandes, isso não impede a cooperação. “O trabalho integrado agiliza o processo investigatório”.

O delegado José Humberto de Melo Junior, titular da Delegacia de Conflitos Agrários de Marabá, preside o inquérito e é a fonte oficial de informações sobre a investigação dos crimes, classificados de “hediondos” pelo governador Simão Jatene. Ele determinou uma “reação enérgica” ao que chama de “atitude irracional” dos responsáveis pelas mortes.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Regional Norte 2, condenou o crime, afirmando em nota que o episódio “escancara a deficiência do Estado Brasileiro em defender os filhos da terra que lutam em favor da vida”. A entidade lembra que em 2001 foi realizada, no município de Marabá, uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Durante essa audiência, José Cláudio informou abertamente que estava ameaçado de morte.

A CNBB diz que recebe muitas denúncias de pessoas ameaçadas de morte. Entre elas, estão missionários, bispos, padres, irmãs e leigos que atuam no Pará.
Hilário Lopes Costa, coordenador estadual da Comissão Pastoral da Terra (CPT), afirma que no ano passado a comissão fez 30 casos de denúncias sobre pessoas que estavam sendo ameaçadas de morte no Estado.

OUVIDOR NO PARÁ

O ouvidor agrário nacional, desembargador Gercino Filho, está no Pará desde ontem para acompanhar as investigações sobre o assassinato, por determinação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. Ele reúne hoje a Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo dentro do projeto Praialta-Piranheira. Até sexta-feira, Gersino Filho preside reuniões com a Polícia Federal, Ministério do Meio Ambiente, Ministério Público Federal, Ibama, Incra, Delegacia de Conflitos Agrários do Pará e produtores rurais do projeto. (Diário do Pará)

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Sobre a política económica de Dominique Strauss-Kahn e a sua morte política

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23:28

por Yanis Varoufakis [*]

 

O que se segue é acerca do significado económico e político da prisão de Dominique Strauss-Kah (DSK), o presidente do Fundo Monetário Internacional. Nada direi acerca dos méritos (ou falta deles) das acusações contra DSK. Todos os casos de alegado assalto sexual contra homens altamente colocados apresentam duas exigências igualmente importantes (embora muitas vezes contrapostas) a todos nós: a importância de respeitar a aflição da alegada vítima (bem como de respeitar a sua luta com o espectro do terror que todas as mulheres enfrentam quando se decidem a acusar um homem poderoso) e a obrigação de respeitar a presunção de inocência do acusado. É neste espírito que nada direi acerca do caso e concentrar-me-ei numa parte importante da política económica contemporânea.

Normalmente, a "eliminação" de um presidente do FMI não teria senão um efeito passageiro sobre a instituição. Suspeito que o afastamento de DSK será diferente. Não se trata apenas de DSK ser um peso pesado que pressionou o FMI a um modo diferente de pensar (adoptando uma abordagem mais subtil quanto às causas mais profundas de crises). Muito mais significativa é a maneira como ele parece entender o que faz a economia global funcionar.
Para abreviar, darei um exemplo pungente – um exemplo cujo significado transcende todas as anedotas acerca da maior "condescendência" que DSK teria demonstrado durante as negociações UE-FMI-governo grego sobre os termos dos empréstimos maciços de salvamento da Grécia. Para reforçar meu argumento vou citá-lo directamente, ao invés de basear minha argumentação no ouvi dizer.


Em Janeiro de 2011 DSK foi entrevistado por uma jornalista da BBC Radio 4 no contexto de um documentário sobre a história do FMI. [1] Próximo do fim do programa, ouvi a voz inconfundível de DSK a responder a uma pergunta da jornalista sobre como a economia global pode ser reconfigurada na sequência da Crise de 2008. A sua espantosa resposta foi:

Nunca no passado uma instituição como o FMI foi tão necessária como hoje ... Keynes, sessenta anos atrás, já previa que era necessária, mas era demasiado cedo. Agora é o momento de avançar. E penso que já estamos a fazê-lo!

Isto foi, na minha opinião, uma declaração programática explosiva, vinda do presidente do FMI. A que é que se estava a referir? Estava, naturalmente, a referir-se ao argumento poderosamente colocado por Keynes (no contexto da conferência de Bretton Woods em 1944) de que um sistema de taxas de câmbio fixas não pode sobreviver por muito tempo sem um mecanismo automático que trate (a) de excedentes comerciais sistemáticos e (b) de défices comerciais sistemáticos como os dois lados da mesma moeda problemática.
A recomendação de Keynes era que, para tratar do efeito desestabilizador do sistema de défices e excedentes, o mundo precisava de um mecanismo que os reequilibrasse pela transferência de excedentes dos países excedentários para os deficitários. Em suma, o mundo precisava de um Mecanismo de Reciclagem de Excedentes (Surplus Recycling Mechanism, SRM). Clique aqui para um extenso, embora académico, relato dos argumentos em favor de um SRM.


Isto era, muito naturalmente, uma sugestão radical. Os Estados Unidos, como era de esperar, rejeitaram a proposta – não, contudo, porque os new dealers no poder naquele tempo não reconhecessem a importância de um SRM a nível global, mas porque não gostavam da ideia do automatismo da reciclagem (que Keynes estava a propor). [2]


Como tenho explicado alhures a função de um SRM (e as consequências da sua ausência ) com algum pormenor (ver aqui por exemplo), desistirei de repeti-las aqui. Basta destacar a significância política e económica do endosso de DSK à sugestão de Keynes e, em particular, a sua declaração de que Keynes estava à frente do seu tempo mas que é oportuna agora após o Crash de 2008: "Agora é o momento de avançar. E penso que estamos prontos para fazê-lo!".


Se o leitor precisar de um pouco mais de persuasão sobre a significância daquela declaração, considere isto: No contexto europeu, a declaração de DSK significa que, do seu ponto de vista, a Alemanha é um problema para a eurozona na mesma medida que a Grécia. Pois se excedentes sistemáticos têm a capacidade de minar uma área de divisa comum (ou de câmbios fixados), então o modelo de desenvolvimento da Alemanha está a minar a eurozona tanto quanto os défices crónicos da Grécia.


Penso que DSK fez uma excelente observação. Mas o problema não é se o leitor concorda ou não comigo. A questão é a morte política de DSK (o anúncio da qual pode revelar-se prematuro) transmite um significado sem precedentes dentro e fora da Europa.


Dentro da Europa, a perspectiva de um presidente francês que acredita fortemente (e está pronto a apoiar a sua convicção com uma formidável panóplia analítica) que a eurozona não pode sobreviver sem um Mecanismo de Reciclagem de Excedentes (que canalize excedentes alemães para países em défice sob a forma de investimento produtivo) tem o potencial para alterar radicalmente a agenda política e económica do continente. Tal presidência, em particular, apresentaria um contraponto estimulante à actual incapacidade mental para encarar as causas mais profundas da crise do euro e para reconhecer, finalmente, que a crise da dívida é um sintoma, não a causa, da cadeia de fracassos que ameaça a própria existência da eurozona.


Mais amplamente, o debate global acerca do que fazer com os crescentes excedentes da China também está destinado a tomar uma rota diferente conforme o presidente do FMI acredite, como DSK declarou fazê-lo, na importância de criar mecanismos automatizados, supranacionais, para reciclar excedentes (em oposição à insistência de Tim Geithner de desequilíbrios globais serem tratados apenas com ajustamentos nas taxas de câmbio).


Em suma, DSK é um dos raros responsáveis a encabeçarem uma instituição extremamente poderosa que possuem visões refrescantes atípicas de cinzentos burocratas mastigadores de números. Sua passagem política pode ficar desapercebida simplesmente porque o seu mandato no FMI foi curto e a sua presidência francesa agora é improvável que se concretize. Contudo, suspeito fortemente de que possa revelar-se como o mais significativo presidente francês já visto, bem como o mais influente presidente que já houve no FMI.

1. BBC Radio 4, Inside the IMF , Part Two, broadcast on 17th January 2011.


2. Os Estados Unidos demonstraram que não rejeitaram a ideia da própria reciclagem de excedentes ao implementarem o Plano Marshall (um exemplo fabuloso de reciclagem maciça de excedentes) e ao tomarem uma miríade de outros passos entre 1947 e 1970 para reciclar uma ampla percentagem de excedentes americanos na Europa e no Japão. O que rejeitarem foi a ideia de uma instituição supranacional que fizesse a reciclagem foram do controle político de Washington.


[*] Professor de Teoria Económic da Faculdade de Ciências Económicas da Universidade de Atenas. Autor de: The Global Minotaur: The True Origins of the Financial Crisis and the Future of the World Economy (Zed Books, 2011); (com S. Hargreaves-Heap) Game Theory: A Critical Text (Routledge, 2004); Foundations of Economics: A Beginner's Companion (Routledge, 1998); e Rational Conflict (Blackwell Publishers, 1991).

 
O original encontra-se em http://mrzine.monthlyreview.org/2011/varoufakis170511.html

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“TERRORISMO LEGAL”

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13:20

Por fábio de oliveira ribeiro

 

 

É preciso ler com cuidado e ver com atenção.

Nos últimos dias está ocorrendo uma avalanche de informação distorcida para justificar a execução de Osama Bin Laden.

A imprensa brasileira chama Bin Laden de “terrorista”, mas raramente lembra que ele foi chamado de “mujarredin” e “guerreiro da liberdade” no tempo em que, sob as bençãos dos EUA e com dinheiro da CIA, ele atuava contra os russos no Afeganistão.

Os soldados norte-americanos que o mataram desarmado são chamados de “Comando” e “Seals”. A Lei Internacional proíbe expressamente a execução de prisioneiros. A violação do espaço aéreo de um país soberano também é proibida exceto em dois casos: autorização válida da ONU e realização de operações militares em caso de ataque militar injusto e não autorizado pela ONU. O Paquistão é aliado dos EUA e não ameaçou militarmente o território norte-americano. Portanto, os soldados gringos que caçaram e executaram Osama violaram a Lei Internacional e poderiam ser chamados de “foras-da-lei”, “criminosos”, “pistoleiros” ou “terroristas”.

A televisão brasileira tem repetido insistentemente as imagens do 11 de setembro, de Obama visitando o Marco Zero e dizendo que os norte-americanos mortos não serão esquecidos. Não são mostradas imagens do ataque dos Marines aos civis em Faluja ou dos bombardeios norte-americanos a civis no Afeganistão. Os bebês iraquianos e afegãos que nasceram deformados em razão da contaminação provocada pelas toneladas de projéteis com urânio usados por Tanques de Guerra norte-americanos na região simplesmente não existem para o telejornalismo brasileiro  http://www.lefigaro.fr/international/2010/12/31/01003-20101231ARTFIG00574-bebes-malformes-en-irak-l-armee-us-pointee-du-doigt.php. As mortes violentas no Oriente Médio provocadas pelas operações militares dos EUA ou em razão da resistência às mesmas são imensas e superam em muito os mortos de 11 de setembro  http://www.iraqbodycount.org/database/ e  http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/jul/04/afghanistan-body-count-civilian-deaths . Mas nada disto parece importar no momento.

Tudo bem pesado, podemos concluir que muitos jornalistas e telejornalistas brasileiros estão empenhados em construir uma “imagem da guerra” amplamente favorável aos norte-americanos. Os veículos de comunicação brasileiros valorizam excessivamente a dor dos gringos por causa do 11 de setembro e a culpa de Osama Bin Laden. Não só isto, também minimizam a dor que os próprios norte-americanos causaram aos russos durante a guerra suja de Osama como preposto dos EUA no Afeganistão num passado distante e a dor provocada pelas mortes e mutilações produzidas diretamente pelos soldados gringos no Afeganistão e no Iraque num passado mais recente.

A função dos jornais e do telejornalismo deveria ser proporcionar aos cidadãos informações indispensáveis com a devida isenção. Este é um caso em que a isenção praticamente desapareceu. A ação norte-americana contra Osama está sendo ideologicamente justificada. As graves violações à Lei Internacional e a cumplicidade da ONU estão sendo esquecidas. É assim que a sociedade brasileira está sendo conduzida a justificar a barbárie norte-americana. É assim que a barbárie norte-americana está sendo infiltrada diariamente e de maneira sorrateira nas consciências dos brasileiros.

 

 

 

MATÉRIA ORIGINAL EM>correiodobrasil

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Governos Lula, Dillma e o PT: a manipulação dos números

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18:46

ESCRITO POR RAYMUNDO ARAUJO FILHO

 

 

"Ao abrir seu bar, o dono viu, com surpresa, o bêbado entrar no estabelecimento e lhe pedir uma coxinha de galinha. Quando ia mordê-la, o bêbado a devolveu dizendo "por favor troque a coxinha pelo mesmo valor, mas de pinga".  Mal recebeu a branquinha, bebeu-a de um só trago, virou as costas e saiu do bar, ganhando a rua. O dono do boteco correu e interpelou-o: "Ó pá! Saístes sem pagar a pinga!". O bêbado respondeu "Mas eu a troquei pela coxinha de galinha...". "Mas então pague a coxinha, ao menos", respondeu o dono do boteco, com cara de esperto. E o bêbado respondeu: "Mas eu não comi a coxinha....".

Não é nada confortável, no século XXI, estarmos a fazer críticas às ações equivocadas e omissões propositais, desta vez levadas a cabo por aqueles que, durante 20 anos, se disseram a força política que poderia mudar o Brasil, mudar o curso das coisas e inaugurar outra era na política brasileira. Uma era de mais ética e com combate à acumulação de capital pelos mais ricos, à custa do empobrecimento geral da nação, além de combate à rapinagem econômica internacional. Traíram esta agenda, ainda se tornando aliados dos quadros da direita que combatemos há décadas, mas agora ilustres apaniguados desta nova aristocracia política, inaugurada nacionalmente com a eleição de Lulla e reeleita com Dillma e penduricalhos.

Assim, na perspectiva de elucidar este complexo e pobre momento político brasileiro, a mim cabe tentar a lucidez política, mas também as análises, como fiz no artigo "Aumento de Salário, sofisticação da renda e qualificação do consumo" e farei agora sobre esta falácia da "diminuição recorde da pobreza extrema no Brasil".

Começamos por esclarecer que a faixa de corte que determina quem é "extremamente pobre" é totalmente arbitrária, nos seus R$ 70 por mês (= R$ 2,3 ao dia). O número é tão arbitrário que sequer respeita o valor marco de R$120,00 / mês (R$ 4,00 ao dia), que é o corte para o recebimento do Bolsa Família. Dizem que o índice é da ONU, o que só mostra a incongruência destes números, devido à flutuação do poder de compra do dólar, entre os países.

Mas mesmo sobre a pobreza extrema do governo, temos uma conta que não chega. O último relatório do IPEA nos mostra que temos 15 milhões de brasileiros nesta situação (R$ 2,3 ao dia). Ora! Lulla e sua troupe de malabaristas de números contestavam a cifra de 50 milhões de brasileiros na faixa de miséria, que usaram para se elegerem contra Serra (pois perderam duas vezes para FHC). No primeiro dia de mandato, começaram imediatamente a adotar o número dos tucanos que, se me lembro bem, era de 32 milhões de brasileiros na faixa de "até" R$ 2,3 ao dia.

Agora nos dizem que temos 15 milhões de "pobres extremos", obrigando-me a concluir que o que se fez de mais profundo no Combate à Miséria foi colocar 17 milhões de Brasileiros sem nada, ou quase nada, na faixa da iniqüidade econômica de, repito, "até" R$ 2,3 ao dia. Dizendo-se que se sai desta situação extremosa quem recebe esta "merreca", ainda mais desobrigando-se, o governo, de gastar com estruturas de acolhimento e promoção social - como não pagar a pinga e dizer que não comeu a coxinha de galinha.

E com o presidente Lulla a propalar, mais de uma vez e em convescote de bacanas, que "os banqueiros lucraram mais comigo do que em qualquer outro governo anterior ao meu" (se vangloriando disso). Sendo que isso representa cerca de mil vezes mais do que foi gasto com estes 17 milhões de brasileiros, que dizem ter "tirado da miséria extrema" com, repito, iníquos R$ 2,3 ao dia.

Mas tratemos dos miseráveis, não daqueles de caráter, mas de dinheiro. Dando de "lambuja" os números de Lulla e FHC, aqueles 32 milhões em 2002 de "miseráveis extremos", contra os 50 milhões do falecido, e esquecido, Betinho (duvido que hoje ele estaria em apoio a isso aí, que o IBASE apóia, mesmo criticamente...).

Podemos, seguindo então a linha do governo, por exemplo, classificar não como miseráveis extremos, mas sim miseráveis, aqueles que ganham de R$ 70 a R$120 por mês. Estes têm entre os R$ 2,3 e R$ 4,0 ao dia e, portanto, além de comerem menos de 1000 calorias / dia (o mínimo aceitável é de 2 mil calorias), não têm onde morar, o que vestir nem como se transportar. É sabido que a estrutura social de acolhimento dos Sem Teto neste país de Lulla e Dillma, tal como foi no de Collor e FHC, é deficitária, ano a ano, em relação aos que passam a necessitar de amparo social.

Afirmo, sem medo de errar, que nesta faixa dos "até R$ 120 / mês" temos cerca de 40 milhões de brasileiros (quem viaja o Brasil, como eu, sabe que esta é uma faixa provável). Colaborando com a elucidação sobre os dados do próprio IPEA, rumamos para a faixa dos que recebem entre R$120 e R$ 250. Alerto que considero, assim como o governo, TODOS os brasileiros, inclusive crianças, que "repartem o salário de seus pais, para a conta per capita".

Assim, temos perto de outros 40 milhões de brasileiros nesta faixa de R$ 4,00 a pouco mais de R$ 8,00 ao dia, que podemos considerar apenas miseráveis, sem adjetivos. Vejam bem o que seria de suas vidas se cada um que lê este artigo tivesse este dinheiro por dia, mesmo excluindo tudo aquilo que não faz parte da sobrevivência física imediata.

De posse então da análise da vida econômica de cerca de 100 milhões de brasileiros, passemos adiante.

Agora analisaremos a faixa que vai de R$ 250 a R$ 545 ao mês (de pouco mais de R$ 8 a cerca de R$ 16 ao dia). Estes, a ex-esquerda Corporation chama de pobres, assim, sem adjetivos. Uma singeleza... Estes somam cerca de 40 milhões de brasileiros, ou algo muito próximo a isso.

Assim, no país pós-Lulla e de Dillma, 140 milhões de brasileiros estão na faixa de ATÉ R$545 ao mês, divididos equanimente nas três faixas descritas acima. Apenas, diferentemente do pessoal que nos governa, eu as nomeio Indigência Sócio-Econômica, Iniqüidade Econômica e Pobreza Extrema, respectivamente.

Agora, vamos nos ocupar daqueles que o governo considera de "classe média", por receberem de 1 a 4 salários mínimos por mês, isto é, cerca de R$ 16 a R$ 64 ao dia, mostrando-nos que "não se faz mais classe média como antigamente". Uma classe média sem poupança e com 25% de inadimplência ao farto crédito com juros escorchantes embutidos. Além de gastarem parte dos seus parcos proventos em planos de saúde, transporte e educação. Aí estão mais cerca de 30 milhões de brasileiros.

Passemos agora um pouco mais para cima da tal Pirâmide Econômica. Estamos na faixa dos 4 a 10 salários mínimos, que antes eram chamados de classe média remediada, mas agora têm a alcunha de classe média alta, quase ricos. Estes existem na razão de cerca de 15 milhões de brasileiros, ou alguém aí vai contestar? Estes, se não têm problemas agudos, sabem que, no dia em que se aposentarem, vão perceber no máximo 3 salários mínimos de referência, do INSS, pelo qual descontaram pelo máximo e dificilmente acumularão bens e rendimentos.

Assim, temos cerca de 175 milhões de brasileiros que recebem de quase nada a algo em torno de 10 salários mínimos, em proporção inversamente proporcional ao aumento dos ganhos.

Podemos ainda colocar cerca de 10 milhões que recebem de 10 a 20 salários mínimos (R$ 5545 a R$ 11090), somando então 190 milhões de brasileiros nestas faixas todas, sendo que, acima de R$1300 ao mês inicia-se o desconto progressivo do imposto de renda, de 7,5% a 27,5%.

Estes, do parágrafo acima e do anterior, eram considerados a classe média de antigamente. Os tempos mudaram e os governantes também... Mas a porcaria só fede cada vez mais.

Assim, sobram os despreocupados que recebem mais de R$ 12 mil por mês (*) e o Eike "X" Batista que parece ser, sozinho, uma classe econômica... -ESTES PERFAZEM NO MÁXIMO 5 MILHÕES DE PESSOAS, SE TANTO.

Estes, senhores e senhoras que conhecem aritmética básica (coisa que os do governo parecem não saber), é o resultado de oito anos e meio em que se mantém a transferência de renda anual para os ricos, de cerca de R$ 300 bilhões – segundo os dados do PNUD avalizados pelo IPEA. Dez vezes mais do que para os pobres, fora o caixa dois e o Pré Sal, transformando esta safadeza no "maior feito social de todos os tempos".

Desconsideram que os empregos na indústria claudicam, que nosso parque industrial idem, que a exoneração de nossas riquezas naturais é algo avassalador, à custa da alienação popular.

Podem enganar muitos por muito tempo. Mas não a todos o tempo todo...

(*) Lembrando que, para que cada membro de uma família de quatro pessoas receba R$ 12 mil por mês, o total de ganhos por lá tem de ser de R$ 48 mil por mês.

Raymundo Araujo Filho é médico veterinário homeopata e se obriga a fazer as contas que o governo faz e esconde; e aqueles que deviam fazer não fazem e se escondem.

 

 

MATÉRIA EM> correiocidadania

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VAGALUMEANDO

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13:58

Por: Júlio Siqueira

Num instante solitário entre montanhas e estradas desertas, vou me debatendo chamando isso de segundos.

Atravessando os longos e frios descampados, pelos túneis das tardes, onde pequenas gotas de memórias são capazes de mergulhar as mais ocultas palavras.

o ser humano suspira, agarra-se em invisíveis constelações, na matéria e no imaterial delírio, depois o declínio da perda, a dor de parto pela saída, não do feto mas da lastimante concentração de afeto com o que se perdeu.

No distante olhar superficial das coisas, apenas podemos lamentar, mas, no núcleo visceral onde provavelmente está a alma - intacta - há milhes de vulcões que se cuspissem todos os sentidos, sentiríamos por toda a eternidade - tudo – ao mesmo tempo.

POEMAS PARA O LIVRO

ONÍRICO PERCURSO POR DENTRO DO MOVIMENTO”

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Abusos e ilegalidades em Guantánamo

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13:24

Reproduzo reportagem de Mónica Ceberio Belaza, Luis Doncel, José María Irujo e Francisco Peregil, do jornal El País, traduzida e publicada no sítio do Instituto Humanitas Unisinos:
A divulgação por parte do Wikileaks de quase 5.000 documentos secretos nos quais o Pentágono avalia mais de 700 presos de Guantánamo põe a descoberto um sistema jurídico onde as violações dos direitos humanos são constantes. O El País, junto com outros meios internacionais, teve acesso aos expedientes em que altos comandantes militares norte-americano detalham e rubricam com sua assinatura esta cadeia de abusos.

Guantánamo criou um sistema policial e penal sem garantias no qual importavam apenas duas coisas: a quantidade de informação que se obteria dos presos, mesmo que fossem inocentes, e se poderiam ser perigosos no futuro. Idosos com demência senil, adolescentes, doentes psiquiátricos graves e professores de escola ou trabalhadores rurais sem nenhum vínculo com a jihad foram levados ao presídio e misturados com verdadeiros terroristas, como os responsáveis pelo 11-S. O El País teve acesso, junto com outros meios de comunicação internacionais e através do Wikileaks, às fichas militares secretas de 759 dos 779 presos que passaram pela prisão, cerca de 170 dos quais continuam presos.

As entranhas da prisão estão expostas em 4.759 folhas assinadas pelos mais altos comandantes da Força Conjunta da base e dirigidas ao Comando Sul do Departamento de Defesa em Miami. A radiografia de uma prisão criada por George W. Bush em 2002 à margem das leis nacionais e internacionais chega em um momento ruim para o presidente Barack Obama. Fechar o presídio foi sua primeira promessa após assumir o cargo, em janeiro de 2009. O anúncio, há um mês, de que reiniciaria os julgamentos nas comissões militares foi o reconhecimento de seu fracasso.

Os relatórios, com datas que vão de 2002 a 2009, que na maioria dos casos têm como finalidade recomendar se o preso deve continuar na prisão, ser libertado ou transferido para outro país, documentam pela primeira vez como os Estados Unidos avaliavam cada um dos internos e o que sabiam sobre eles. Revelam um sistema baseado em delações de outros internos, sem normas claras, baseado em suspeitas e conjecturas, que não necessita de provas para manter uma pessoa presa durante muito tempo – 143 pessoas estiveram presas mais de nove anos – e que estabelece três níveis de risco, definidos com apenas uma frase.

O nível mais alto só supõe que a pessoa “provavelmente” representa “uma ameaça para os Estados Unidos, seus interesses e aliados”; o médio, que “talvez” o represente; e o baixo, nível em que aparecem catalogados presos que estiveram oito e nove anos na prisão, que é “improvável” que representem um risco para a segurança do país.


Há casos, segundo revelam os relatórios secretos, nos quais nem sequer o Governo dos Estados Unidos sabe os reais motivos pelos quais a pessoa em questão foi transferida para Guantánamo, e outros nos quais se concluiu que o detento não representava perigo algum: um idoso de 89 anos com demência senil e depressão que vivia em um complexo residencial em que apareceu um telefone por satélite; um pai que ia buscar seu filho na frente talibã; um comerciante que viajava sem documentação; um homem que fazia uma parada para comprar remédios.


Os Estados Unidos determinaram que 83 presos não representavam nenhum risco para a segurança do país, e de outros 77 se reconhece que é “improvável” que sejam uma ameaça para o país ou seus aliados. 20% dos presos foram conduzidos à prisão de forma arbitrária, segundo as próprias avaliações dos militares norte-americanos. Se a esse dado se acrescenta que apenas “talvez” pudessem representar um perigo, 274 no total, conclui-se que os Estados Unidos não acreditavam seriamente na culpabilidade ou ameaça de quase 60% de seus prisioneiros.

Eram mantidos presos fundamentalmente para “explorá-los”, segundo sua própria terminologia; para ver se sabiam de algo que pudesse ser útil.
Guantánamo é uma prisão, mas a prioridade não é impor sanções por crimes cometidos. Apenas sete foram julgados e condenados até o momento: seis nas comissões militares da base e um em um tribunal civil de Nova York. O que se pretende fundamentalmente, segundo mostram os relatórios, é obter informações através dos interrogatórios. Um dos dois parâmetros que se utiliza para decidir se um preso pode ser libertado ou não é precisamente seu “valor de inteligência”, segundo a terminologia empregada nas fichas secretas.


A prisão funciona como uma imensa delegacia de polícia sem limite de permanência e em que o tempo do castigo não é proporcional ao suposto fato cometido. As fichas secretas mostram alguns reclusos sendo tratados como supostos culpados que devem demonstrar não apenas sua inocência, mas sua falta de conhecimento sobre a Al Qaeda e os talibãs para obter a liberdade. O único crime que as autoridades atribuem a alguns deles foi ter um primo, amigo ou irmão ligado à jihad; ou viver em um povoado em que houve ataques importantes dos talibãs; ou viajar por estradas usadas pelos terroristas e, portanto, conhecê-los bem.


Apesar de seu empenho em obter informações na luta contra o terrorismo, nove anos e três meses depois da abertura de Guantánamo, os relatórios secretos revelam que apenas 22% dos presos apresentaram um nível de interesse alto para os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Nos 78% restantes, o valor informativo dos presos era médio ou baixo, segundo reconheceram os próprios militares.


Os detentos viram o rosto de muitos interrogadores: militares, agentes da CIA e policiais de seus próprios países que desfilaram secretamente por suas celas, entre eles espanhóis, e tomaram declarações algemados e presos por uma argola ao chão. A atividade nos campos de treinamento terrorista no Afeganistão, os experimentos com explosivos, a fixação dos jihadistas para conseguir a chamada “bomba suja”, o trato e proximidade com Osama Bin Laden, Al Zahawiri ou o mulá Mohamed Omar eram objetivos prioritários. Um relógio Casio F91W no pulso de um preso era considerado prova suficiente de que havia recebido formação de explosivos.


Os documentos revelam novos detalhes sobre os 16 presos de alta segurança vinculados com os atentados do 11-S. O cérebro do massacre, Khalid Sheikh Mohammed, ordenou em 2002 a outro preso um ataque suicida contra o então presidente do Paquistão, Pervez Musharraf. Na realidade, tratava-se somente de uma prova de sua disposição em “morrer pela causa”.


Os expedientes não especificam os métodos usados para obter a informação na prisão. A palavra tortura não aparece nos quase 800 documentos. Contudo, o que aparece são as delações de seus ex-companheiros de luta e que chegam às centenas. Em cada expediente costuma haver um parágrafo sob o epígrafe “Razões para continuar preso”. Se o próprio detento não admite ter jurado lealdade a Bin Laden ou ter lutado contra os Estados Unidos nas montanhas de Tora Bora, são seus próprios companheiros que aparecem com nomes e sobrenomes delatando-o ou identificando-o. A lista de delatores vai desde a hierarquia mais alta à mais baixa dos extremistas.


Mas em nenhum momento se informa em que circunstâncias os presos admitiram sua suposta culpa ou incriminaram outros. Às vezes, um preso declara sofrer tortura, mas o próprio redator do relatório se encarrega de afirmar que essa declaração não tem nenhuma credibilidade. No entanto, de alguns não havia maneira de tirar informações. “Estou preparado para estar em Guantánamo 100 anos caso for preciso, mas não revelarei nada”, declarou o kuaitiano Khalid Abdullah Mishal al Mutairi aos seus interrogadores.
Os relatórios são textos frios, de prosa administrativa. Detêm-se apenas em questões pessoais como as tentativas de suicídio, o estado de saúde ou as greves de fome e, no caso do rosário de presos com doenças psiquiátricas se, apesar de seu transtorno (acompanhado muitas vezes de múltiplas tentativas de tirar a vida), pode ser útil continuar a lhes fazer perguntas.


Trataram inutilmente de submeter a um interrogatório final o afegão Kudai Dat, diagnosticado de esquizofrenia, apesar de ter sido hospitalizado com sintomas agudos de psicose. Quando melhorou, levaram-no ao polígrafo, provocando de novo alucinações no enfermo, de acordo com um relatório psiquiátrico da prisão. Seu prognóstico a longo prazo era “pobre”. Mas, apesar da ficha médica, a autoridade militar assegurava que fingia ataques de nervos e se recomendou mantê-lo na base. Passou quatro anos trancado.


Os documentos são extremamente protocolares, mas sob a linguagem administrativa se vislumbram informações que oferecem um retrato das condições de vida no presídio. Quando se fala da conduta do preso, por um lado se registram as infrações disciplinares e por outro as agressões. Qualquer incidente se faz constar sem detalhes: “Inapropriado uso dos fluidos corporais, comunicações desautorizadas, dano sobre as propriedades do Governo, incitar e participar de distúrbios em massa, tentativa de ataques, ataques, palavras e gestos provocativos, posse de comida e contrabando de objetos que não são armas...”.


Tudo é contabilizado e registrado. Mas apenas se traz informação concreta sobre o último incidente disciplinar. E é, precisamente, aí nessa passagem fugaz de apenas uma linha onde aparecem lampejos da dura vida em Guantánamo: a maioria dos presos jogou urina e fezes nos vigias. Nunca se especifica quais são os castigos que sofrem por essas ações nem em que contexto foram perpetrados. Outros detentos foram repreendidos por cobrir a ventilação de sua cela com papel higiênico, devolver um livro à biblioteca sublinhado ou com marcas, recusar a comida ou negar-se a sair para tomar banho.


As fichas oferecem, além disso, uma breve biografia de quase todos os homens que passaram pelas celas de Guantánamo. A gama de motivos que os levaram a participar da jihad ou a ter vínculos com redes islâmicas é muito variada: vai desde o saudita que se comprometeu com a causa após ver um vídeo onde se mostravam as arbitrariedades que os russos cometeram contra os muçulmanos na Chechênia, passando pelo francês que viajou ao Afeganistão para continuar seus estudos do Islã e viver em um Estado puramente islâmico, até o saudita que, desejoso de encontrar uma esposa, entrou em um campo de treinamento com a esperança de emagrecer. “No verão de 2001, um homem sugeriu ao preso viajar ao Afeganistão para cumprir com suas obrigações religiosas durante dois meses. O regime de treinamento físico lhe ofereceria também a oportunidade para perder peso”, garante a ficha de Abdul Rahman Mohammed Hussain Khowlan.


Da documentação se extraem não apenas conclusões sobre a motivação que levou tantos homens a Cabul, Kandahar ou às montanhas de Tora Bora. Também é possível desenhar um perfil com os pontos em comum da maioria, independentemente de se são de algum país europeu, argelinos, iemenitas ou filipinos.
Antes de entrar na prisão norte-americana, muitos viajaram constantemente pelo mundo árabe-muçulmano. São abundantes os relatos de homens que cruzam a fronteira do Paquistão para o Afeganistão a pé ou que conversam com outros ativistas em uma mesquita da cidade paquistanesa de Lahore. As fichas explicam também como os islâmicos se apóiam entre si através de uma rede de pontos de encontro – seis dos sete franceses presos passaram por uma casa de hóspedes que denominam “dos argelinos”, na cidade afegã de Jalalabad –, do dinheiro que membros da rede lhes proporcionavam – os documentos mencionam que muitos detidos são presos com 10.000 dólares, a quantidade típica que a Al Qaeda entrega aos seus ativistas –, ou de organizações de caridade como a Al Wafa que, segundo as autoridades dos Estados Unidos, contribuem para financiar as atividades terroristas.


Mas em muitas ocasiões o fato de viajar pela zona se converte em uma atitude suspeitosa que envia sem mais à prisão dezenas de pessoas. Em uma nota de apenas duas páginas se relata a passagem de Imad Achab Kanouni pela Alemanha, Albânia, Paquistão e Afeganistão. Na parte referente às razões para justificar sua permanência em Guantánamo, é acusado de não ter sido capaz de explicar as condições de sua viagem ao Afeganistão. Não há uma única prova que o incriminasse. Apesar disso, o general Geoffrey Miller – responsável também pela prisão iraquiana de Abu Ghraib – recomenda sua permanência na prisão.


Os relatórios também citam a Espanha; Hamed Abderramán, o chamado talibã ceutense [referência a Ceuta, cidade do Marrocos], condenado pela Audiência Nacional e depois absolvido pelo Tribunal Supremo ao invalidar as provas obtidas sem nenhuma garantia por policiais espanhóis na prisão; e Lachen Ikasrrien, um marroquino residente na Espanha que teve a mesma sorte judicial que Hamed e que se negou, durante os cinco anos de prisão, a reconhecer vínculos com a Al Qaeda.


Os três presos acolhidos pela Espanha em 2010 – um palestino, um iemenita e um afegão – são uma pequena mostra das patologias do sistema penitenciário. Um é um doente mental com graves problemas que mantiveram preso e submeteram a interrogatórios durante vários anos; outro, que esteve às ordens de Bin Laden em Tora Bora, admitiu colaborar com os Estados Unidos; e o terceiro, contra o qual nunca houve provas fidedignas, foi qualificado de problemático. É, contudo, o único que, no momento, conseguiu ter uma vida relativamente normal em nosso país.

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MATÉRIA EM> PLANETA OSASCO

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Bin Laden está morto já faz tempo

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18:21

 

E assim caminha a humanidade...

Um morto é continuamente mantido “vivo” para que exista um bode expiatório necessário, justificando a interminável “Guerra contra o Terror”.

Osama Bin Laden morreu a 16 de dezembro de 2001 no Afeganistão, provavelmente de problemas renais e hepáticos que o atormentavam há anos. Ele tinha hepatite C e tinha que ser internado freqüentemente para se submeter a uma hemodiálise.


Última foto de Osama Bin Laden

Sua última foto, tirada a 6 de dezembro de 2001, mostra um homem bastante envelhecido por uma grave enfermidade. Segundo os especialistas da CIA, Bin Laden precisava naquela época de uma hemodiálise a cada três dias e eles disseram: “Claro que é muito difícil quando precisa-se fugir de um local para outro e ainda, como seria possível por em operação um equipamento transportável pelos seus esconderijos nas montanhas?”. Para comparação, uma foto da época, quando ele ainda estava saudável.


Osama Bin Laden

Há muitas provas e indícios que apontam para o fato de Bin Laden já estar morto há muito tempo. A seguir o relato sobre seu enterro, publicado a 26 de dezembro de 2001 em um jornal egípcio.

Aqui a tradução:

“al-Wafs, quarta-feira, 26 de dezembro de 2001, Vol 15 Nº 4633, notícia sobre a morte de Bin Laden e enterro há 10 dias. Islamabad-Paquistão. Um importante oficial do movimento afegão Talibã anunciou ontem a morte de Osama Bin Laden, o líder da organização Al-Qaeda. Ele disse, Bin Laden sofre graves complicações no pulmão e faleceu serenamente de morte natural. O oficial, que exigiu o anonimato, disse ao jornal ´The Observer of Pakistan`, que ele próprio estava presente ao enterro e ele tinha olhado sua face antes do enterro em Tora Borá, há 10 dias. Ele disse que 30 companheiros de sua Al-Qaeda estavam no enterro, assim como membros de sua família e alguns amigos do Talibã. Na cerimônia de encerramento para o descanso final, foi realizada uma salva de tiros. O oficial ainda disse que seria difícil achar o local exato da cova, pois de acordo com a tradição wahhabistanenhuma marcação indica o local. Ele salienta, seria improvável que os militares americanos encontrassem um dia apenas uma única pista de Bin Laden.


Artigo sobre a morte de Bin Laden

Que Bin Laden estava muito enfermo e necessitava constantemente de tratamento e hemodiálise, isso é mostrado em diversos artigos sobre diversas estadias em hospitais durante seu último ano de vida. Por exemplo, a 4 de julho de 2001, Bin Laden foi tratado no hospital norte-americano de Dubai com medidas emergenciais e com um aparelho de hemodiálise (Guardian). Durante este tratamento, ele recebeu no hospital a visita do chefe local da CIA e eles conversaram amistosamente. Afinal, Bin Laden fora um agente da CIA na guerra contra os soviéticos no Afeganistão e operou sob o codinome “Tim Osman”.

Justamente um dia antes do 11 de setembro de 2001, Bin Laden foi ao hospital militar em Rawalpindi Pakistan, para se submeter a uma diálise. Soldados paquistaneses escortavam Bin Laden e substituíram os funcionários da clínica por pessoas de confiança (CBS). Não é interessante que justamente no dia do grande ataque terrorista contra a América do Norte, Bin Laden estivesse sob custódia dos militares paquistaneses e justamente na semana anterior e na semana posterior, o chefe do serviço secreto paquistanês ISI, General Mahmood Ahmed, esteve em Washington e conversou no Pentágono com o National Security Council, depois com o diretor da CIA Tenet, com pessoas da Casa Branca e com Marc Grossman, Vice-Secretário de Estado para assuntos políticos (Karachi news).

Isso significa que todas as partes sabiam onde Bin Laden se encontrava, e caso os norte-americanos realmente fossem da opinião que Bin Laden era o autor dos ataques, então ele seria entregue sem resistência e eles poderiam tê-lo prendido imediatamente no leito do hospital. Mas nada parecido aconteceu. Eles deixaram-no voltar para o Afeganistão após seu tratamento, aonde então veio a falecer algumas semanas mais tarde.

Este comportamento prova para qualquer pessoa normal que Bin Laden nada tem a ver com o 11 de setembro e ainda prova que eles criaram na mídia mundial um bode-expiatório como organizador dos ataques e super-terrorista. Tudo isso é uma gigantesca mentira.

A 17 de setembro de 2001, a emissora de TV Al Jazeera publicou uma notícia de Bin Laden, onde ele disse que ele nada tinha a ver com o 11 de setembro: “O governo dos EUA me culpa continuamente por cada um dos ataques. Eu gostaria de assegurar ao mundo, eu não planejei estes ataques, que parecem ter sido planejados por outras pessoas por motivos pessoais. Eu vivo no emirado islâmico Afeganistão e sigo as regras de seus governantes. Os governantes atuais não me permitem executar tal operação”. (CNN)

Outra prova que Bin Laden nada tem a ver com o 11/9, é a notícia que Bin Laden alugou um avião, o qual levou para fora do país todos os membros de sua família reunidos por todo os EUA, apenas alguns dias depois dos ataques em Nova York, a 19 de setembro de 2001. Embora houvesse neste momento uma completa proibição para trânsito aéreo nos EUA, este vôo foi autorizado expressamente pela Casa Branca. Nenhum membro da família de Bin Laden ou outros cidadãos sauditas foram interrogados ou controlados antes da decolagem.

O governo norte-americano afirma que 17 dos 19 terroristas são originários da Arábia Saudita e justamente quando cidadãos deste país queriam deixar os EUA e ainda pertenciam à família Bin Laden, eles tiveram a permissão expressa de Bush para partir com este avião. (PDO)

A 12 de setembro de 2001, o embaixador do Talibã no Afeganistão declarou a respeito de Bin Laden: “Caso as provas nos sejam apresentadas, então nós iremos apurá-las. Então nós iremos discutir uma extradição”. (The Hindu) Alguns dias depois, o embaixador disse ainda: “Nossa posição é esta, se os EUA têm provas, nós estamos dispostos a levar Bin Laden aos tribunais segundo estas provas”. (CBS) Estas provas nunca foram disponibilizadas pelo governo dos EUA.

A 23 de setembro de 2001, o então ministro do exterior norte-americano, Colin Powell se contradisse em tom bem marcante, o governo iria publicar em breve os documentos das forças de segurança que provariam a culpa de Bin Laden. (Seattle) Estas provas nunca foram apresentadas, seis anos após os atentados, e o mundo espera ainda hoje por elas.

A última emissão para seus comandados no Afeganistão foi anunciada pelo serviço secreto norte-americano a 15 de dezembro de 2001. Desde então ninguém ouviu sua voz em algum rádio ou telefone, embora toda comunicação do mundo seja vigiada pela NSA. Se ele ainda vivesse, então ele teria que se comunicar por algum meio e então teria sido detectado (Telegraph).

Este também é o motivo do porquê o FBI não colocá-lo na lista de procurados. Questionado por que ele não é procurado pelo FBI por causa do 11/9, veio a resposta: “Nós não temos qualquer prova que Bin Laden tenha algo a ver com o 11 de setembro”. Veja aqui meu artigo sobre isso.

Mas eles não apenas não têm qualquer prova de sua autoria, como eles sabem também que ele morreu, por que eles devem então procurá-lo. Além disso, não é possível que o maior serviço secreto do mundo, a CIA, NSA etc, com seus recursos ilimitados e um orçamento acima de 50 bilhões de dólares anuais e, sobretudo, os demais serviços secretos aliados por todo o globo, assim como todo o aparato militar norte-americano com centenas de milhares de soldados que vasculharam cada quilômetro quadrado do Afeganistão, e todos aos quais for prometido a recompensa de 25 milhões de dólares, não estejam na condição de encontrar Bin Laden nestes lendários seis anos. Não se trata aqui de um fracasso total, caso contrário o presidente teria que demitir todo serviço secreto e comando militar por incompetência, e não é porque Bin Laden seja tão esperto e se esconde bem, mas eles não o encontram, pois Bin Laden já está morto há um longo tempo - e eles sabem disso.

Uma pequena piada en passant, 25 milhões parece ser muita coisa para Bin Laden, mas a transferência do jogador de Baseball Alex Rodriguez custou cerca de 252 milhões em 2001.

Tudo isso é um grande teatro e um show para manter a opinião pública na órbita de mal artificial. Se ele for declarado oficialmente como falecido, então desaba todo o castelo de cartas e o motivo da “Guerra contra o Terror”. Eles não teriam mais um inimigo contra o qual poderiam combater, que torne possível fazer guerra, suprimir a liberdade dos cidadãos, reforçar o Estado policial, garantir seus gigantescos orçamentos e possibilitar um enorme lucro aos conglomerados armamentistas. As medidas bélicas e de segurança são os maiores negócios que existem, ou seja, o “Terror” nunca pode parar, nunca pode haver paz, deve ser mantida a crença neste fantasma o máximo possível.

Também não é digno de nota, que o presidente Bush tenha dito sobre Bin Laden em uma entrevista à imprensa, a 13 de março de 2001, perguntado por jornalistas: “Eu não sei onde ele está. E para ser sincero, eu não tenho qualquer interesse nele”, ou seja, a procura por ele é irrelevante. (WH) Está claro também, quem iria se interessar por alguém que já morreu e o verdadeiro objetivo era mesmo preparar a invasão do Iraque, esta criminosa guerra de agressão com motivos inventados (SPIN) ao povo americano, embora ele tenha admitido que nem Saddam Hussein tenha algo com o 11 de setembro, nem exista qualquer ligação de Saddam com Bin Laden. (BBC)

Bin Laden e sua suposta rede de terror Al-Qaeda sempre são lembrados na ocasião oportuna por Bush, Blair e todos políticos europeus, quando eles querem colocar as pessoas em um estado de medo e pânico, quando eles querem novamente nos restringir a liberdade.

Seguem algumas frases de pessoas que confirmam a morte de Bin Laden:

O presidente paquistanês Musharraf: “Eu acredito que muito provavelmente Bin Laden está morto, pois ele não poderia ser continuamente tratado de sua insuficiência renal”. (CNN)

O presidente afegão Karsai: “Osama Bin Laden está provavelmente morto, mas o antigo chefe talibã Mullah Omar está ainda vivo”. (CNN)

O diretor do departamento anti-terror do FBI, Dale Watson: “Eu acredito que Bin Laden esteja morto”. (BBC)

O chefe-redator da londrina Arab News Magazine: “Nós publicamos o último desejo de Bin Laden que foi escrito no final de 2001 e mostrá-lo deitado prestes a morrer ou já morto”. (CNN)

O serviço secreto israelense: “Nós não vemos Bin Laden como um perigo e ele não está em nossa lista” (Janes) e ainda “Bin Laden morreu provavelmente na ocasião dos ataques dos norte-americanos em dezembro de 2001. O aparecimento de novas notícias e fotos são provavelmente uma fabricação”.

A CIA anunciou a 3 de julho de 2006, segundo o New York Times, que ela dispensou o departamento que se ocupava com Bin Laden. A missão da unidade denominada “Alec Station” foi encerrada no último ano e os agentes incumbidos com novas missões na luta contra o terror.

Vídeo falso de Bin Laden

Nos últimos anos apareceram alguns vídeos de Bin Laden, mas foram desvendados pelos especialistas como falsificações. Na verdade nem é preciso ser um perito para ver imediatamente que trata-se de um ator que representa Bin Laden. Estes vídeos aparecem justamente quando a população norte-americana está diante de alguma decisão importante.

É assim que três dias antes das eleições para presidente a 30 de outubro de 2004, apareceu um vídeo desta natureza. (BBC) Quem se aproveitou da mensagem terrorista do falso Bin Laden, colocando medo nos eleitores. Bush naturalmente, ele foi eleito!


O “novo” Bin Laden

À esquerda vemos o verdadeiro Bin Laden e à direita, o falso, que nos é mostrado em vídeos desde 2002. A diferença é tamanha que qualquer comentário adicional é supérfluo.

Novas declarações sobre a morte de Bin Laden!

A 2 de novembro de 2007, o conhecido jornalista britânico David Frost entrevistou na TV Al-Jazeera a antiga chefe de governo e líder da oposição do Paquistão, Benazir Bhutto, que há pouco tempo foi assassinada por um disparo de pistola pelas costas. A senhora Bhutto faz uma declaração nesta oportunidade que confirma meu artigo acima até momento.

Ela disse, Osama Bin Laden está morto, e foi assassinado por Ahmed Omar Saeed Sheik. Esta declaração de uma pessoa que possui informações do serviço secreto confirma que Bin Laden já está morto há muito tempo e os políticos do ocidente, como Bush e Schäuble, o mantêm vivo artificialmente como fantasma, como imagem do inimigo e vigarista, para justificar suas medidas anti-terror e guerras.

Se ele morreu agora de sua deficiência renal, como os membros do talibã dizem, para transformá-lo em herói, ou ele foi assassinado pelos seus próprios companheiros, não tem importância. Importante é que ele está morto e já faz muito tempo.

Aliás, esta sensacional declaração de Bhutto, que revela a farsa desta “Guerra contra o Terror”, foi completamente boicotada pela mídia do Ocidente e este trecho da entrevista foi cortado. Com isso está provado que a grande mídia é cúmplice na propagação da mentira sobre Bin Laden e seu papel como líder terrorista. Ele não existe mais e todas suas mensagens, que sempre aparecem de tempos em tempos, são falsificações!

A 2 de outubro de 2008, o antigo diretor da CIA, Robert Baer declarou a uma rádio: “Mas é claro que Bin Laden está morto!”

O presidente paquistanês Asif Ali Zardafi declarou a 27 de abril de 2007 sobre Bin Laden: “Nosso reconhecimento acredita que ele esteja morto”. (Ria Novosti)

Professor David Ray Griffin apresenta minuciosamente em seu livro “Osama Bin Laden: Dead or alive?”, que Bin Laden está morto desde dezembro de 2001. Até o Bild Zeitung reportou a esse respeito.

Alles Schall und Rauch, 25 de maio de 2007.

Artigo publicado originalmente a 27/09/2010.

 

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Mas uma reunião de textos,ensaios,teses,matérias, traduzidas por Ricardo Rosas e seus colaboradores, do site Rizoma, uma dos mais emblemáticos sítios da história da internet brasileira.

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Osama Bin Laden: Dead or Alive?

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David Ray Griffin por

 

Está Osama bin Laden ainda está vivo? Tenho lidado com esta questão um pouco mais recente livro intitulado Osama bin Laden: Dead or Alive? O presente artigo resume os principais pontos deste livro.

Desde a transferência de poder da administração Bush para a de governo de Barack Obama, a questão de saber se Bin Laden está vivo ou morto tornou-se mais importante.

Apesar de George W. Bush, famoso por ter dito que queria Osama bin Laden "vivo ou morto", ele deixou claro que ele não estava falando sério sobre isso. Além de afirmar que ele não estava preocupado com Bin Laden, ele demonstrou isso, desviando a maioria dos recursos militares da América ao Iraque. Bush poderia, naturalmente, ser indiferente sobre Bin Laden porque ele sabia que, além do fato de que Bin Laden não tinha nada a ver com 9 / 11, ele provavelmente foi morto de qualquer maneira.

Eu não sei o que o presidente Obama e seu povo pensa sobre estas questões, mas sua retórica pressupõe que bin Laden foi responsável por 9 / 11 e ainda está vivo.

Em novembro de 2008, por exemplo, uma história do Washington Post, disse:

"O presidente eleito Barack Obama. . . tem a intenção de renovar o compromisso dos EUA com a caçada a Osama bin Laden. . . . "Este é o nosso inimigo", disse um assessor de bin Laden, e ele deve ser nosso principal alvo. "

Em seu discurso na Casa Branca em 27 de março deste ano, o presidente Obama disse:

"[A] l Qaeda e seus aliados - os terroristas que planejaram e apoiaram os ataques de 9 / 11 - estão no Paquistão e no Afeganistão. Várias estimativas de inteligência alertaram que a Al Qaeda está ativamente planejando ataques contra o território dos EUA a partir do seu refúgio seguro no Paquistão. . . . [A] l Qaeda e seus aliados extremistas atravessaram a fronteira para áreas remotas da fronteira paquistanesa. Isso certamente inclui a liderança da Al Qaeda:. Osama bin Laden e Ayman al-Zawahiri "

Obama apelou regularmente para estas estimativas de inteligência, que, invariavelmente, afirmou que Bin Laden esteja escondido no Paquistão, em algum lugar ao longo de sua fronteira com o Paquistão. Esta afirmação tem sido usada para justificar a extensão da atividade militar EUA para o Paquistão, com o resultado que as pessoas agora falam de "guerra AfPak".

Uma forma de argumentar contra esta guerra é de salientar que, se estes especialistas em inteligência nem sei se Bin Laden está vivo, certamente eles não podem saber onde ele está eo que ele está pensando.

Há, com certeza, outros bons argumentos contra a guerra este, e muitos críticos estão fazendo estes argumentos.Mas, para salientar que Bin Laden está praticamente morto fornece um argumento que vai para o coração da lógica publicamente articulado para esta guerra.

Claro, outra forma de argumentar contra esta guerra seria de salientar que Bin Laden não tinha nada a ver com 9 / 11. Mas, apesar de nosso próprio FBI admitiu que "não tem provas concretas de ligação de Bin Laden a 11/09," uma grande parte da população americana tem sido condicionado para rejeitar todos os revisionismo sobre o 9 / 11 fora de mão. Como vimos recentemente com "o caso de Van Jones," as pessoas são considerados inaptos para o serviço público desde que uma vez assinado um documento sugerindo que a conta oficial do 9 / 11 pode não ser totalmente verdadeira.

Minha pequena bin Laden livro é principalmente para pessoas que, além de assumir que Osama bin Laden foi o responsável pela 9 / 11 ataques, também acreditam que a guerra é justificável AfPak porque precisamos impedir que planejando outro ataque. Muitas dessas pessoas se revoltem contra a guerra, se tiverem conhecimento de indícios convincentes de que Bin Laden está praticamente morto. Há evidências consideráveis ​​para essa conclusão.

Esta prova é de dois tipos: provas objetivas e testemunhos.

Evidência objetiva de que Bin Laden está morto

A prova objetiva inclui os seguintes fatos:

Em primeiro lugar, até meados de 13 de dezembro de 2001, a CIA tinha sido regularmente interceptar mensagens de Bin Laden e seu povo. Naquela época, no entanto, as mensagens de repente parou, ea CIA nunca foi novamente interceptado uma mensagem.

Em segundo lugar, em 26 de dezembro de 2001, um importante jornal paquistanês publicou uma reportagem a história de que Bin Laden havia morrido em meados de dezembro, acrescentando:

"Um funcionário de destaque no movimento dos talibãs afegãos. . . afirmou. . . que ele próprio foi ao funeral de Bin Laden e vi seu rosto antes do enterro. "

Em terceiro lugar, Bin Laden tinha doença renal. Ele havia sido tratado por ele no Hospital Americano em Dubai em Julho de 2001, momento em que ele teria ordenado duas máquinas de diálise para levar para casa. você já se perguntou o que Bin Laden estava fazendo na noite anterior ao 11 / 9, a CBS News informou que ele estava sendo dado o tratamento de diálise renal em um hospital no Paquistão. Se E em janeiro de 2001, o Dr. Sanjay Gupta disse - com base em um vídeo de Bin Laden, que tinham sido feitas em qualquer final de novembro ou início de dezembro de 2001 - que ele parecia ser nos últimos estágios de insuficiência renal.

Quarto, em julho de 2002, a CNN informou que os guarda-costas de Bin Laden haviam sido capturados em fevereiro do mesmo ano, acrescentando: "As fontes acreditam que se o guarda-costas foram capturados longe de Bin Laden, é provável que o homem mais procurado do mundo é mortos ".

Em quinto lugar, os Estados Unidos desde 2001, ofereceu uma recompensa de US $ 25 milhões por informações que levassem à captura ou morte de Bin Laden. Mas essa oferta de recompensa não produziu tal informação, mesmo que o Paquistão tem muitas pessoas extremamente pobres, apenas cerca de metade dos quais têm dado apoio de Bin Laden.

A prova testemunhal de que Bin Laden está morto

Além desta prova objetiva, tivemos o testemunho considerável em 2002, de pessoas em posição de saber, de que Bin Laden estava morto, ou talvez sim. Estas pessoas incluem:

• Presidente do Paquistão, Pervez Musharraf;

• Dale Watson, chefe do FBI, a unidade de contraterrorismo;

• Oliver North, que disse: "Estou certo de que Osama está morto. . . E assim são todos os outros caras me manter em contato com ";

• Presidente Hamid Karzai no Afeganistão;

• Fontes de dentro da inteligência israelense, que afirmou que qualquer nova mensagem de Bin Laden foram "provavelmente fabricações";

• Fontes de dentro da inteligência paquistanesa, que "confirmou a morte de. . . Osama Bin Laden "e" atribui as razões por trás do esconderijo de imprensa em Washington sobre a morte de Osama Bin Laden ao desejo dos falcões da administração americana de usar a questão da Al-Qaeda eo terrorismo internacional para invadir o Iraque. "

Por esta razão, talvez, as histórias sobre o desaparecimento de Bin Laden pela maior parte chegou ao fim na última parte de 2002, quando os Estados Unidos estava se preparando para o ataque ao Iraque. Desde então até agora, houve poucas dessas histórias.

Recentemente, no entanto, dois ex-oficiais de inteligência se pronunciaram. Em outubro de 2008, o ex-funcionário da CIA caso Robert Baer sugerido de passagem durante uma entrevista na National Public Radio que Bin Laden não estava mais entre os vivos. Quando Baer foi questionado sobre isso, ele disse: "Claro que ele está morto."

Em março de 2009, o ex-chanceler oficial de serviço Angelo Codevilla publicou um ensaio na American Spectator direito Explicando o título, Codevilla escreveu: "Osama bin Elvis.": "Sete anos após a última aparição de Osama bin Laden verificáveis, dentre os vivos, não há mais provas para a presença de Elvis no meio de nós do que a sua ".

Este é um artigo excelente, com apenas uma falha grave. Em 2007, Benazir Bhutto, sendo entrevistado por David Frost, que se refere o Omar Sheikh como "o homem que assassinou Osama bin Laden". Codevilla já esta declaração como mais uma prova de que Bin Laden está morto. Mas Bhutto tinha simplesmente erradas: Ela quis dizer "o homem que matou Daniel Pearl", que é a forma padrão de se referir a Omar Sheikh. Que ela misspoke foi mostrado no dia seguinte, quando ela disse à CNN: ". Eu não acho que Musharaf pessoalmente sabe onde Osama bin Laden é" Dez dias depois, falando à NPR, ela relatou ter pedido um policial designado para proteger sua casa : "Você não deveria estar à procura de Osama bin Laden" Esta falha de lado, o artigo Codevilla oferece um bom suporte para a sua afirmação de que a crença generalizada na existência bin Laden não é apoiada pelas evidências.

E o "mensagens de Osama bin Laden?"

Muitas pessoas, naturalmente, supor que existe um monte de provas de que Bin Laden ainda está vivo, ou seja, as dezenas de fitas de áudio e video tape "de mensagens de bin Laden" que têm aparecido desde 2001. Estas fitas fornecem boas evidências, no entanto, somente se eles são autênticos. O maior capítulo do meu livro é dedicado a esta questão.

Mostro, em primeiro lugar, que a tecnologia de fabricação de áudio falso e fitas de vídeo agora está tão avançado que até mesmo especialistas podem ser enganados. Assim, embora a imprensa regularmente nos diz que as agências de inteligência foram autenticadas as últimas bin Laden fita, é praticamente impossível provar uma fita para ser autêntica.

Às vezes é possível, no entanto, para provar uma fita a ser uma farsa. Por exemplo: Se a pessoa contratada para desempenhar bin Laden escreve com a mão direita, se ele é muito mais pesado e mais escuro do que Bin Laden estava em uma fita feita quase ao mesmo tempo, se ele tem as mãos gordas e os dedos mais curtos, se tem o nariz uma forma diferente. E se, ao discutir as Torres Gêmeas, ele diz que o fogo derreteu o aço, enquanto que o Bin Laden real teria sabido que um edifício em chamas não pode derreter o aço. Estou falando aqui do vídeo que teria sido encontrado por tropas dos EUA em Jalalabad, no Afeganistão, em Novembro de 2001, que é amplamente conhecido como o "video confissão de Bin Laden."

Além disso, obviamente, foi fabricada a "surpresa de outubro" de vídeo, que apareceu em 29 de outubro de 2004, apenas a tempo de ajudar George W. Bush ser reeleito. Um indício de que era uma falsificação, além de seu tempo, é fornecido pela sua linguagem. próprias mensagens de Bin Laden estavam saturados de referências a Deus e ao profeta Maomé. Mas neste vídeo surpresa de outubro, Alá foi mencionada raramente eo único "Mohammad" mencionada era Mohamed Atta. Além disso, enquanto as mensagens bin Laden, sem dúvida, autêntica retratou os acontecimentos mundanos como causa ou, pelo menos, permitido por Deus, o orador sobre este vídeo surpresa de outubro fez um relato puramente secular dos eventos, até mesmo a dizer ao povo americano: "Sua segurança está nas suas próprias mãos. "

O vídeo mais obviamente falsificado é aquele que, surgindo em 2007, era idêntico ao vídeo surpresa de outubro de 2004, exceto que o bin Laden figura agora tinha uma barba completamente preta, levando-me a chamar-lhe o vídeo de "Barba Negra o terrorista." Embora os especialistas tentaram, com faces retas, para explicar por que Bin Laden pode ter barba tingida, ou colocar em um fake, esse vídeo foi o melhor tratados com o respeito que merecia por um vídeo do YouTube com um ator vestindo um longo, muito preto , barba, e dizendo:

Olá tempo, muito tempo sem ver. Trata-se de mim, Osama bin Laden. E não, isso não deve ser confundido com apenas-para-homens comercial cor do cabelo. . . . Eu faço este vídeo para provar ao mundo que eu ainda vivo e pulsante.

Este vídeo é muito engraçado. Mas há, claro, nada de engraçado sobre o fato de que os vídeos do Bin Laden obviamente falsas têm sido usados, e ainda estão sendo usados ​​para justificar a guerra AfPak, que continua a matar dezenas se não centenas de pessoas inocentes a cada semana, incluindo mulheres e crianças que freqüentam casamentos e funerais.

Conclusão

Se o meu pequeno livro, mostrando que Bin Laden foi provavelmente morto há muito tempo, pode ajudar a encurtar a guerra, ele terá cumprido o seu objectivo principal.

Seu outro ponto principal, a que um capítulo especial é dedicado, é que essas fitas de Bin Laden falsos parecem ser simplesmente uma parte de uma extensa operação de propaganda, em que a inteligência militar dos EUA está usando o dinheiro dos impostos - ilegalmente - para propagandear o público americano , com o objectivo de promover a militarização da América e sua política externa.

Espero que o meu pequeno livro irá estimular a circulação verdade 11/09, juntamente com o movimento anti-guerra em geral, para assumir mais plenamente a tarefa de expor o esforço de propaganda, para que uma parcela crescente de dólares de nossos impostos estão sendo dedicados.

David Ray Griffin é um colaborador freqüente do Global Research. Global Research artigos por David Ray Griffin

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A segunda morte de Osama bin Laden

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23:26

 

por Paul Craig Roberts

Cartoon de Latuff.Se hoje fosse 1º de Abril e não

2 de Maio, podíamos ignorar como uma brincadeira a manchete desta manhã de que Osama bin Laden foi morto num combate armado no Paquistão e rapidamente lançado ao mar. No actual estado de coisas, devemos considerar isto como prova adicional de que o governo estado-unidense tem uma fé ilimitada na credulidade dos americanos.


Pense nisso. Quais são as probabilidades de uma pessoa que alegadamente sofre dos rins e precisa de diálise, e que além disso é afligido por diabete e baixa tensão arterial, sobreviva em esconderijos na montanha durante uma década? Se bin Laden fosse capaz de adquirir o equipamento de diálise e os cuidados médicos que as suas condições requeriam, será que o despacho do equipamento de diálise não apontaria a sua localização? Por que foram precisos dez anos para encontrá-lo?


Considere também as afirmações, repetidas pelos media triunfalistas dos EUA a celebrarem a morte de bin Laden, que "bin Laden utilizou seus milhões para financiar campos terroristas no Sudão, nas Filipinas e no Afeganistão, enviando 'guerreiros sagrados' para fomentar a revolução e combater com forças fundamentalistas muçulmanas no Norte da África, Chechénia, Tajiquistão e Bósnia". Isso é um bocado de actividade para ser financiado por uns meros milhões (talvez os EUA devessem tê-los colocado na conta do Pentágono), mas a questão principal é: como é que bin Laden foi capaz de movimentar o seu dinheiro de um lado para o outro? Que sistema bancário o ajudou? O governo estado-unidense tem êxito em apresar os activos de povos de países inteiros, sendo a Líbia o mais recente. Por que não os de bin Laden? Estaria ele a carregar consigo US$100 milhões em moedas de ouro e a enviar emissários para distribuir os pagamentos das suas operações dispersas por lugares remotos?


A manchete desta manhã tem o odor de um evento encenado. O fedor emana dos noticiários triunfalistas carregados de exageros, dos celebrantes que ondeiam bandeiras e cantam "USA, USA". Poderia algo diferente estar em curso?


Não há dúvida de que o presidente Obama precisa desesperadamente de uma vitória. Ele cometeu o erro do idiota ou o recomeço da guerra no Afeganistão e agora, após uma década, os EUA enfrentam o impasse, se não a derrota. As guerras dos regimes Bush/Obama levaram os EUA à bancarrota, deixando no seu rastro enormes défices e um dólar em declínio. E o momento da re-eleição está a aproximar-se.


As várias mentiras e enganos, tais como "armas de destruição maciça", das últimas administrações têm consequências terríveis para os EUA e o mundo. Mas nem todos os enganos são o mesmo. Recordem, toda a razão para invadir o Afeganistão era em primeiro lugar para apanhar bin Laden. Agora que o presidente Obama declarou que bin Laden levou um tiro na cabeça, dado pelas forças especiais dos EUA a operarem num país independente e que estas o lançaram ao mar, não há razão para continuar a guerra.


Talvez o declínio precipitado do US dólar nos mercados de câmbio estrangeiros tenha forçado algumas reduções reais no orçamento, as quais só podem vir da travagem de guerra ilimitadas. Até o declínio do dólar ter atingido o ponto de ruptura, Osama bin Laden, o qual muitos peritos acreditam ter sido morto há anos, era um bicho-papão útil para alimentar os lucros do complexo militar e de segurança dos EUA.

02/Maio/2011

MATÉRIA ENCONTRADA EM >Resistir

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OAB CONTRA o Lixão de Marituba

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08:43

Agora não são apenas populares, lideranças ou políticos sem mandatos, pois os com mandato até agora não se pronunciaram,agora é a OAB, através do Seu presidente da Comissão de Meio Ambiente, Zé Carlos Lima, que entrou na Briga contra o Lixão, algo que os defensores do Lixão não esperavam, a própria empresa " Revita que é ligada a holding Solví" ao saber que a OAB e Zé Carlos iriam participar da Audiência, resolveu cancelar, fato esse, segundo uma funcionária da empresa, porque não tinham todos os documentos e dados para a Audiência.

Isso significa dizer que os organizadores do Encontro, FAMEP, SEMA, P.M.M. e Revita simplesmente estavam preparados para um público leigo e pouco informado sobre o tema, e não para alguém do cacife de Zé Carlos, que junto com a OAB, não pode barrar, mais atrasar em muito a execução de um projeto danoso como esse.

Para exemplificar, funcionários da Revita estiveram no bairros onde será instalada a Uzina, e simplesmente encheram de promessas os moradores da área, agora é importante lembrar que para se instalar um presidio em Marituba, o Governo do estado também fez promessas semelhantes e até agora nada foi cumprido, outro detalhe importante é que o Lixão do Aurá fica bem na divisa de Ananindeua e Marituba, e há um forte indicio que o lixão contaminou os lençóis do Bairro do Pato Macho, mas até hoje Marituba nunca recebeu nenhuma compensação por isso, ou seja, serão promessas vazias que nunca serão cumpridas.



Agora o Blog faz aqui alguns alertas

1º Ponha no SITE do TSE o Nome REVITA, e você vai ver que essa empresa financia milhares de campanhas eleitorais em todo o Brasil.


2º É importante entender quem realmente vai ganhar com esse projeto, pois podem ter certeza alguém vai ganhar e muito com isso, uma empresa não vai de graça instalar uma Usina de Reciclagem e de compostagem de lixo só porque gosta e ama Marituba.


3º O Governo do Estado está por trás disso tudo, é o presente que Simão Jatene da ao povo de Marituba, por ter vencido a eleição aqui na cidade. Com a palavra os que apoiaram Jatene (Mário Filho, Mello, BC e A3)


4ª O que dizem nossos dignificos vereadores sobre isso, Vereadora Chica o que fala sobre o tema, tendo em vista que sua base eleitoral se concentra justamente nos bairro afetados pelo Lixão.


5ª Caso o projeto seja executado, serão 140 caminhões de lixo por dia despejados em Marituba, ou seja, uma média de 01 caminhão a cada 10 minutos durante 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O primeiro passo e movimento contrário foi dado pelo Partido verde da Cidade através de FRED e JHONY, que juntos com Elivan, reuniram cerca de 1000 pessoas, entre lideranças e populares no Mangueirão do Samba na BR no último dia 28/04 as 19:00, em uma espécie de reunião preparatória para a Audiência Pública, o que ninguém contava era com a Presença de Zé Carlos Lima no encontro e na Audiência que acabou não ocorrendo.

Segundo Elivan, o movimento "Não ao Lixão" é supra partidário e todos aqueles que amam Marituba de verdade devem aderir ao Movimento, ou terão o risco de serem taxados como "pessoas ingratas ao município."

Para Jhony Santos, a posição do PV de Marituba será sempre pela defesa do Meio Ambiente e acima de tudo das pessoas, por isso o PV de forma oficial será contra esse projeto.

Já FRED, colocou bem claro que Marituba tem a menor Área do pará, e o espaço em que se instalaria este lixão poderia ser usado para outro fim, como um parque ecológico.

O Professor Doutorando Jean, em sua fala, colocou que esse projeto de maneira nenhuma é bom para o município, e levantou uma série de dados técnicos que justificam essa tese.

Veja o que Zé Carlos Lima publicou em seu BLOG

 

MATÉRIA ENCONTRADA EM> PORTAL DE MARITUBA

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WikiLeaks: sai do isolamento Bradley Manning

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09:36

O soldado Bradley Manning, suspeito de ter sido o informador que passou ao WikiLeaks milhares de documentos diplomáticos confidenciais dos EUA, foi transferido para uma nova prisão, deixando para trás um período em que esteve em isolamento total e em condições que motivaram fortes protestos de organizações diplomáticas.

 

 

Manning foi detido no ano passado no Iraque e posteriormente transferido para Quântico, base da Marinha norte-americana na Virgínia. Chegou a ser colocado em regime de prevenção de suicídio e as condições a que foi sujeito durante o encarceramento e os interrogatórios provocaram fortes protestos por parte de organizações de defesa dos direitos humanos e levou mesmo a uma demissão no Departamento de Estado.

O Pentágono leva agora a cabo uma operação de limpeza da sua imagem, abrindo à comunicação social as portas da prisão para onde foi transferido Manning, um estabelecimento de alta segurança situado nas planícies do Kansas. "Terminou o processo de avaliação mental do soldado, o que nos permite transferi-lo para uma prisão mais adequada para a sua situação. Agora estamos à espera de uma investigação segundo o artigo 32, que é o equivalente militar a uma investigação som um grande júri", explicou o coronel Thomas Collins, citado pelo El País.

O jornal espanhol visitou a nova prisão de Manning e conta que este deixará de estar em isolamento. Passará de uma sela vazia para outra maior, com luz natural e com mais três presos. Poderá comer na cantina e passar uma hora por dia no recreio ao ar livre, nos pavilhões internos ou na biblioteca. Tem direito a 10 livros e 20 cartas ou jornais e pode ser visitado diariamente por amigos e familiares, assim como falar com estes por telefone.

 

 

 

MATÉRIA ENCONTRADA EM> dN Globo

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