Os pecados do Haiti

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23:51

 

por Eduardo Galeano

 

'Loteria', de Yordan Dabady.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A democracia haitiana nasceu há um instante. No seu breve tempo de vida, esta criatura faminta e doentia não recebeu senão bofetadas. Era uma recém-nascida, nos dias de festa de 1991, quando foi assassinada pela quartelada do general Raoul Cedras. Três anos mais tarde, ressuscitou. Depois de haver posto e retirado tantos ditadores militares, os Estados Unidos retiraram e puseram o presidente Jean-Bertrand Aristide, que havia sido o primeiro governante eleito por voto popular em toda a história do Haiti e que tivera a louca ideia de querer um país menos injusto.


O voto e o veto


Para apagar as pegadas da participação estado-unidense na ditadura sangrenta do general Cedras, os fuzileiros navais levaram 160 mil páginas dos arquivos secretos. Aristide regressou acorrentado. Deram-lhe permissão para recuperar o governo, mas proibiram-lhe o poder. O seu sucessor, René Préval, obteve quase 90 por cento dos votos, mas mais poder do que Préval tem qualquer chefete de quarta categoria do Fundo Monetário ou do Banco Mundial, ainda que o povo haitiano não o tenha eleito nem sequer com um voto.
Mais do que o voto, pode o veto. Veto às reformas: cada vez que Préval, ou algum dos seus ministros, pede créditos internacionais para dar pão aos famintos, letras aos analfabetos ou terra aos camponeses, não recebe resposta, ou respondem ordenando-lhe:
– Recite a lição. E como o governo haitiano não acaba de aprender que é preciso desmantelar os poucos serviços públicos que restam, últimos pobres amparos para um dos povos mais desamparados do mundo, os professores dão o exame por perdido.

'Cavalheiro bem apessoado', de Pierre Louis Riche.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O álibi demográfico


Em fins do ano passado, quatro deputados alemães visitaram o Haiti. Mal chegaram, a miséria do povo feriu-lhes os olhos. Então o embaixador da Alemanha explicou-lhe, em Port-au-Prince, qual é o problema:
– Este é um país superpovoado, disse ele. A mulher haitiana sempre quer e o homem haitiano sempre pode.
E riu. Os deputados calaram-se. Nessa noite, um deles, Winfried Wolf, consultou os números. E comprovou que o Haiti é, com El Salvador, o país mais superpovoado das Américas, mas está tão superpovoado quanto a Alemanha: tem quase a mesma quantidade de habitantes por quilómetro quadrado.

Durante os seus dias no Haiti, o deputado Wolf não só foi golpeado pela miséria como também foi deslumbrado pela capacidade de beleza dos pintores populares. E chegou à conclusão de que o Haiti está superpovoado... de artistas.
Na realidade, o álibi demográfico é mais ou menos recente. Até há alguns anos, as potências ocidentais falavam mais claro.


A tradição racista


Os Estados Unidos invadiram o Haiti em 1915 e governaram o país até 1934. Retiraram-se quando conseguiram os seus dois objectivos: cobrar as dívidas do City Bank e abolir o artigo constitucional que proibia vender plantações aos estrangeiros. Então Robert Lansing, secretário de Estado, justificou a longa e feroz ocupação militar explicando que a raça negra é incapaz de governar-se a si própria, que tem "uma tendência inerente à vida selvagem e uma incapacidade física de civilização". Um dos responsáveis da invasão, William Philips, havia incubado tempos antes a ideia sagaz: "Este é um povo inferior, incapaz de conservar a civilização que haviam deixado os franceses".


O Haiti fora a pérola da coroa, a colónia mais rica da França: uma grande plantação de açúcar, com mão-de-obra escrava. No Espírito das leis, Montesquieu havia explicado sem papas na língua: "O açúcar seria demasiado caro se os escravos não trabalhassem na sua produção. Os referidos escravos são negros desde os pés até à cabeça e têm o nariz tão achatado que é quase impossível deles ter pena. Torna-se impensável que Deus, que é um ser muito sábio, tenha posto uma alma, e sobretudo uma alma boa, num corpo inteiramente negro".
Em contrapartida, Deus havia posto um açoite na mão do capataz. Os escravos não se distinguiam pela sua vontade de trabalhar. Os negros eram escravos por natureza e vagos também por natureza, e a natureza, cúmplice da ordem social, era obra de Deus: o escravo devia servir o amo e o amo devia castigar o escravo, que não mostrava o menor entusiasmo na hora de cumprir com o desígnio divino. Karl von Linneo, contemporâneo de Montesquieu, havia retratado o negro com precisão científica: "Vagabundo, preguiçoso, negligente, indolente e de costumes dissolutos". Mais generosamente, outro contemporâneo, David Hume, havia comprovado que o negro "pode desenvolver certas habilidades humanas, tal como o papagaio que fala algumas palavras".


A humilhação imperdoável


Em 1803 os negros do Haiti deram uma tremenda sova nas tropas de Napoleão Bonaparte e a Europa jamais perdoou esta humilhação infligida à raça branca. O Haiti foi o primeiro país livre das Américas. Os Estados Unidos haviam conquistado antes a sua independência, mas tinha meio milhão de escravos a trabalhar nas plantações de algodão e de tabaco. Jefferson, que era dono de escravos, dizia que todos os homens são iguais, mas também dizia que os negros foram, são e serão inferiores.
'Lavadeiras', Watson Etienne. A bandeira dos homens livres levantou-se sobre as ruínas. A terra haitiana fora devastada pela monocultura do açúcar e arrasada pelas calamidades da guerra contra a França, e um terço da população havia caído no combate. Então começou o bloqueio. A nação recém nascida foi condenada à solidão. Ninguém lhe comprava, ninguém lhe vendia, ninguém a reconhecia.


O delito da dignidade


Nem sequer Simón Bolíver, que tão valente soube ser, teve a coragem de firmar o reconhecimento diplomático do país negro. Bolívar havia podido reiniciar a sua luta pela independência americana, quando a Espanha já o havia derrotado, graças ao apoio do Haiti. O governo haitiano havia-lhe entregue sete nave e muitas armas e soldados, com a única condição de que Bolívar libertasse os escravos, uma ideia que não havia ocorrido ao Libertador. Bolívar cumpriu com este compromisso, mas depois da sua vitória, quando já governava a Grande Colômbia, deu as costas ao país que o havia salvo. E quando convocou as nações americanas à reunião do Panamá, não convidou o Haiti mas convidou a Inglaterra.


Os Estados Unidos reconheceram o Haiti apenas sessenta anos depois do fim da guerra de independência, enquanto Etienne Serres, um génio francês da anatomia, descobria em Paris que os negros são primitivos porque têm pouca distância entre o umbigo e o pénis. Por essa altura, o Haiti já estava em mãos de ditaduras militares carniceiras, que destinavam os famélicos recursos do país ao pagamento da dívida francesa. A Europa havia imposto ao Haiti a obrigação de pagar à França uma indemnização gigantesca, a modo de perdã por haver cometido o delito da dignidade.
A história do assédio contra o Haiti, que nos nossos dias tem dimensões de tragédia, é também uma história do racismo na civilização ocidental.

18/Janeiro/2010

 

 

 

 

 

 

 

 

Matéria encontrada em Eduardo Galeano

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O ESPECTRO TEMPO

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21:42
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Prendo o tempo nas mãos

e saio procurando a saída.

Nenhum gesto comporta o irreparável.

Todos os fragmentos das memórias anteriores ao futuro arrastam-se

como um trem cansado que geme a margem do precipício.

Já vejo o túnel...

Praparo-me para prender a respiração no fundo dos olhos, último lugar invulnerável...

Não ouço mais ruídos nem as cólicas de angustias me atraem,

Rendo-me ao esparso vácuo elementar.

Período curto,

Onde as surpresas revelam-se caixas vazias com laços eleatorios.



Nenhum destino trilhado passa por minhas asas.

Não há duvidas que fiz o tempo refém

mas as lágrimas nos ensoparam com delicadas palavras de socorro...

Mergulhamos na anti-materia da ausência,

peixes em forma de versos antigos, fazendo lembrar de anti- ânsias pelo concreto,

Cintilantes pedaços de sorrisos rimam com tristezas formando duetos

atrofiados cabelos dos versos...

No fundo somos

as caldas da melodias que flutua em orbitas lunares

onde descansamos em desespero.



Já não vejo o tempo.

O lençol delirante da borda do pesadelo,

tremula como uma bandeira dissonante

em acordos de boca com meu espírito inconsciente,

a dormência leve e gelada passeando pelos vulcões da tristeza

que resolvem jogar para fora a fúria que reside na tez das galáxias.

Aceito ser levado e miro alguma estrela

aceito o mar de cabeça para baixo

já que sou as chuvas escuras das tardes paradas.



Deus pergunta
-onde ele está?
Respondo...
-deitando nos seus calcanhares para não incomodar
com meu drama findo e obliquo
-eis aqui o poeta – esbraveja!
-Não sou mais eu nem ninguém.
Desde mim até a mais minusculamente partícula existente te procurava...

O tempo larga minha mão e segue...

o temporal cinza das vagas horas petrificadas toca como se sino fosse

Meu coração, fabricado num crepúsculo irradiante

e incerto levanta-se...

Para voltar a ser a pulsação renascida de si mesmo.



11-01-10

João Leno Lima


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Bem vindo ao mundo 2010 de Orwell

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17:38

 

 por John Pilger

Cartoon de Latuff.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1984, George Orwell descreveu um super-estado chamado Oceânia, cuja linguagem de

guerra invertia mentiras que "passaram à história e tornaram-se verdades. 'Quem controla o passado', apregoava o slogan do partido, 'controla o futuro: quem controla o presente controla o passado'."
Barack Obama é o líder de uma Oceânia contemporânea. Em dois discursos no encerrar da década, o ganhador do Prémio Nobel da Paz afirmou que a paz não era mais paz, mas ao invés disso uma guerra permanente que "se estende bem para além do Afeganistão e do Paquistão", para "regiões desordenadas e inimigos difusos". Ele chamou a isto "segurança global" e pediu a nossa gratidão. Para o povo do Afeganistão, que a América invadiu e ocupou, ele disse astuciosamente: "Não temos interesse em ocupar o vosso país".


Na Oceânia, verdade e mentira são inseparáveis. Segundo Obama, o ataque americano ao Afeganistão em 2001 foi autorizado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Não houve autoridade da ONU. Ele disse que "o mundo" apoiou a invasão no rastro do 11/Set quando, na verdade, todos menos três dos 37 países inquiridos pela Gallup exprimiram uma oposição esmagadora. Ele disse que a América invadiu o Afeganistão "só depois de os Taliban se recusarem a entrega [Osama] bin Laden". Em 2001, o Taliban tentou três vezes encaminhar bin Laden para julgamento, informou o regime militar do Paquistão, e foram ignorados. Mesmo a mistificação de Obama do 11/Set como justificação para a sua guerra é falsa. Mais de dois meses antes de as Torres Gémeas terem sido atacadas, o ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros, Niaz Naik, foi informado pela administração Bush de que um assalto militar americano ocorreria em meados de Outubro. O regime Taliban em Cabul, o qual a administração Clinton secretamente apoiara, já não era encarado como suficientemente "estável" para assegurar o controle da América sobre os pipelines do Mar Cáspio de petróleo e gás. Tinha de acontecer.


A mentira mais audaciosa de Obama é que o Afeganistão de hoje é um "abrigo seguro" ("safe haven") para todos os ataques da al-Qaeda ao Ocidente. O seu próprio conselheiro de segurança nacional, general James Jones, disse em Outubro que havia "menos de 100" membros da al-Qaeda no Afeganistão. Segundo a inteligência dos EUA, 90 por cento dos Taliban dificilmente são Taliban mas sim "uma insurgência tribal localizada [a qual] considera-se como opositora dos EUA porque é uma potência ocupante". A guerra é uma fraude. Só os idiotas rematados continuam a acreditar na espécie de "paz mundial" de Obama.


Abaixo da superfície, contudo, há um objectivo sério. Sob o inquietante general Stanley McCrystal, o qual distinguiu-se pelos seus esquadrões de assassinato no Iraque, a ocupação de um dos países mais empobrecidos é um modelo para aquelas "regiões desordenadas" do mundo ainda além do alcance da Oceania. Isto é conhecido como COIN, ou rede de contra-insurgência (counter-insurgency network), a qual mobiliza em conjunto militares, organizações de ajuda, psicólogos, antropólogos, os media e assalariados de relações públicas. A coberto do jargão acerca de ganhar corações e mentes, o seu objectivo é contrapor um grupo étnico contra outro e incitar a guerra civil: tajiques e uzbeques contra pashtuns.


Os americanos fizeram isto no Iraque e destruíram uma sociedade multi-étnica. Eles corromperam e construíram muralhas entre comunidades que outrora casavam-se entre si, fizeram limpeza étnica dos sunitas e expulsaram milhões para fora do país. Os media incorporados [às tropas] relataram isto como "paz" e académicos americanos comprados por Washington e por "peritos em segurança" instruídos pelo Pentágono apareceram na BBC para difundir as boas notícias. Tal como no 1984, a verdade era o oposto.

 
Algo semelhante está planeado para o Afeganistão. O povo está a ser forçado a ir para "áreas alvo" controladas por senhores da guerra financiados pelos americanos e pelo comércio de ópio. Que estes senhores da guerra sejam infames pela sua barbárie é irrelevante. "Podemos viver com isso", disse um diplomata da era Clinton acerca da perseguição às mulheres num Afeganistão "estável" dirigido pelo Taliban. Agências de ajuda favorecidas pelo ocidente, engenheiros e especialistas em agricultura tratarão da "crise humanitária" e assim "proteger" as terras tribais subjugadas.
Esta é a teoria. Ela funcionou de certo modo na Jugoslávia onde a partição com base no sectarismo étnico liquidou uma sociedade outrora pacífica, mas fracassou no Vietname onde o "programa de aldeias estratégicas" da CIA foi concebido para encurralar e dividir a população do Sul e assim derrotar o Viet Cong – a expressão genérica dos americanos para a resistência, semelhante a "Taliban".


Por trás de grande parte disto estão os israelenses, os quais há muito aconselham os americanos tanto nas aventuras do Iraque como do Afeganistão. Limpeza étnica, construção de muralhas, postos de controle (checkpoints), punição colectiva e vigilância constante – são inovações israelenses que tiveram êxito em roubar a maior parte da Palestina do seu povo nativo. E apesar de todo o seu sofrimento, os palestinos não foram divididos irreversivelmente e aguentam-se como nação contra todas as adversidades.


Os mais notáveis antecessores do Plano Obama, os quais o vencedor do Prémio Nobel da Paz, o seu estranho general e os seus homens de RP preferem esquecer, são aqueles que fracassaram no próprio Afeganistão. Os britânicos no século XIX e os soviéticos no século XX [1] tentaram conquistar aquele país selvagem pela limpeza étnica e foram despedidos, embora apesar de terríveis banhos de sangue. Os cemitérios imperiais são os seus monumentos comemorativos. O poder do povo, por vezes desconcertante, muitas vezes heróico, permanece em semente sob a neve e os invasores temem-no.


"Era curioso", escreveu Orwell em 1984, "pensar que o céu era o mesmo para todos, na Eurásia ou na Ásia do Leste assim como aqui. E as pessoas sob o céu também era muito parecidas, por toda a parte, por todo o mundo ... pessoas ignorando a existência umas das outras, mantidas à parte por muralhas de ódio e mentiras, e ainda assim quase exactamente as mesmas pessoas que ... estavam a armazenar nos seus corações, barrigas e músculos o poder que um dia transformaria o mundo".

 

31/Dezembro/2009

 

 

Texto Original

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SAUDADE DA NÃO-AUSÊNCIA

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16:38
Não há espaços para serem preenchidos
e há infinitos lugares a serem percorridos.
como uma maratonista que de repente
flutua acima das embarcações perplexas.
rumo ao desconhecidamente bloco de gelo
íntimo ancorado na solidão dos desejos dissolvidos.
a distancia entre os seres numa calçada
é a mesma distancia entre dois planetas na mesma galáxia.
ambos parecem indiferentes a esse absurdo
ambos parecem dialogar dentro
da própria sombra mas não sentem a lástima da frieza pálida.
muito além dos olhares do visível o olhar do poeta
é a mão que adentra os formigueiros
dos sonhos a procura da razão atemporal.
como a criança que momentaneamente
perde o contato com a mão da mãe
e por alguns segundos cai no mar invisível...

Tenho todos os sentidos,
possuo as sensações acontecidas,
sou inteligente para entre meus fantasmas
e sábio para os medos
mas fracasso ao tentar ser aquele
que não percebe o alvoroço das ruas
e os dispersos olhares da mulher
para um lugar escondido.
por alguma razão a ausência
intransferível de Fernando Pessoa
transforma minha rua vinte de abril
numa ponte que vai do nada para o lugar nenhum
e que ignoro antes dela ruir na noite.
por alguma razão as colunas
dos sentidos desmoronam na palma da minha mão.
palavras se atrofiam e gestos
são sepultados debaixo dos passos.

Seria certo dizer que o tempo falhou mais uma vez?
que os pássaros rumaram
para os galhos envelhecidos das memórias?
que as canções petrificaram-se nos ouvidos...









06-01-2010
João Leno Lima Continue

PASSEIO DESCONHECIDO

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11:43



Gaviões de tempestades me arremessam numa cratera cintilante
onde quebro as pernas da minha alma.
um estado de inconsciência multipla em galerias verdejantes
onde renasço no amanhecer trêmu-lo das dessensações.
Adimtir a passagem do tempo é aceitar o percurso.
Se aceito o dialogo com os sonhos mais dispersos da coesão íntima
Naturalmente aceito o inconcebível
destino de sempre renascer quase que involuntariamente...
Num espaço negro tateio o rosto da solidão
com mãos geladas de diluídas memórias
em goles de momentenas atemporalidades.
Fabrico o vinho de abstrações que só eu sinto
que irá saciar minha sede de poeta.
Sacio o fato insaciável do ser gigante menor que uma formiga elementar.
minhas palavras dispersas sentem-se bêbadas
e giram o mundo na pontas dos seus dedos sem deixar cair.
Quando foi a ultima vez que esse vácuo eterno
que alastrou pelas vielas da minha casa
e se apoderou da minha cama com lençóis invisíveis
cheio de navalhas amoladas pela noite?

Minhas mãos alcançam as mãos das asas mas logo se distanciam...

Nenhum delírio é maior que mil sentidos.
Qualquer palavra pode ser declamada
mas nem sempre será possuída pelo declamador.
O gênio forte do orgulho tem suas próprias
camisas de força pessoais
mas qualquer verdade pode desatar os nós com paciência.
O medo é apenas um espelho,
precisava olhar para nossas galáxias intransferíveis
e refletir o próprio desdobramento dos universos.

Alberto Caeeiro apenas olhar para as coisas e ver nelas o que elas são...absolutas em si mesmas.
eu olho para as coisas e vejo um recomeço profundamente maior que o começo anterior.
e nossos olhares se encontram imersos na múltipla realidade dentro de qualquer realidade

o mundo,
o vasto mundo tem suas garras onde tentamos fugir pelas embarcações
e aeronaves dos nossos sentidos,
só assim, descobriremos o verdadeiro horizonte,
muito além dos mantos celestes do sentir...









04-01-2010
João Leno Lima Continue

Sobre o mito climático

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11:33

personas-desnudas-cambio-climatico-greenpeace_JPG-thumb 

O que é preciso saber sobre mudanças climáticas

Uma grande parcela da presente histeria sobre mudanças climáticas se deve ao generalizado desconhecimento de ciências por uma grande maioria da população mundial. Nos EUA, um estudo recém-divulgado pela Universidade Estadual de Michigan demonstrou que mais de dois terços dos estadunidenses podem ser considerados cientificamente analfabetos (20% deles acredita que o Sol gira em torno da Terra). Tais níveis de ignorância, que incluem os fenômenos da natureza, têm facilitado sobremaneira a disseminação do irracionalismo ambientalista entre os estratos educados das sociedades, os quais, em última análise, atuam como caixas de ressonância das idéias prevalecentes. Por isso, os "aquecimentistas" têm conseguido reduzir as discussões sobre a extremamente complexa teia de fenômenos que envolve as mudanças climáticas ao fator quase irrelevante das emissões antropogênicas de carbono (que respondem, por exemplo, por menos de 5% do CO2 atmosférico).

Para facilitar um entendimento correto dos fatos, recorremos ao geólogo australiano Ray Evans, membro do Grupo Lavoisier, um dos vários grupos de cientistas e leigos que têm se dedicado a recolocar as discussões sobre as mudanças climáticas em termos verdadeiramente científicos. Os tópicos descritos a seguir foram extraídos do seu didático texto "Nove fatos sobre as mudanças climáticas", cujo texto integral em inglês pode ser encontrado no sítio do Grupo Lavoisier (www.lavoisier.com.au). A Fig. 3 integra o trabalho de Evans; a Fig. 4 foi incluída pelos autores.

1. As mudanças climáticas são uma constante na história geológica da Terra. As amostras do gelo perfurado na Antártica (sítio Vostok) mostram cinco breves períodos interglaciais ocorridos desde 415 mil anos atrás e o presente. As amostras do gelo da Groenlândia revelam um Período Quente Minoano (1450-1300 a.C.), um Período Quente Romano (250-0 a.C.), o Período Quente Medieval (800-1100), a Pequena Idade do Gelo (1650-1850) e o Período Quente do Século XX (1900-2010)

2. O dióxido de carbono (CO2) é necessário para toda a vida na Terra e o aumento das suas concentrações na atmosfera é benéfico para o crescimento vegetal, particularmente em condições áridas. Como a capacidade de o CO2 absorver e re-irradiar as radiações infravermelhas na atmosfera (ajudando a compor o efeito estufa) está praticamente saturada, o aumento das concentrações do gás na atmosfera além dos níveis atuais não terá qualquer efeito discernível nas temperaturas globais.

3. O século XX foi quase tão quente como os séculos do Período Quente Medieval, uma era de grandes conquistas da civilização européia. O recente período quente 1976-2000 parece ter chegado ao fim; astrofísicos que estudam o comportamento das manchas solares prognosticam que os próximos 25-50 anos poderão ser um período frio semelhante ao Mínimo de Dalton, ocorrido entre as décadas de 1790 e 1820.

4. As evidências que vinculam as emissões de CO2 antropogênicas ao presente aquecimento se limitam a uma correlação entre as concentrações de CO2 e as temperaturas que só se verifica no período 1976-2000. As tentativas de se elaborar uma teoria holística, pela qual o CO2 atmosférico controle o balanço de radiação da Terra e, portanto, determine as temperaturas médias globais, não foram bem-sucedidas.

5. Os "antropogenistas" afirmam que a esmagadora maioria de cientistas estão de acordo com a teoria de controle do clima pelo CO2 antropogênico; que os fatos científicos estão consolidados e o debate está encerrado; e que os cientistas céticos estão a soldo das indústrias de combustíveis fósseis e, portanto, os seus argumentos são fatalmente comprometidos. Tais afirmativas são expressões de desejo, e não da realidade.

6. Os "antropogenistas", como o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, culpam as emissões antropogênicas de CO2 pelas temperaturas altas, secas, derretimento das capas de gelo polar, aumento do nível do mar, recuo de geleiras e declínio da população de ursos polares. Eles também responsabilizam o CO2 antropogênico por nevascas, neve fora de estação, temperaturas enregelantes em geral e furacões, ciclones e outros eventos meteorológicos extremos. Não há qualquer evidência que sustente tais afirmativas.

7. O aumento das concentrações de CO2 atmosférico terá um impacto desprezível no balanço de radiações da Terra e, ao mesmo tempo, proporcionará o crescimento da vida vegetal em toda parte. Não há necessidade de emprego de métodos de seqüestro de CO2 ou de subsidiar a energia nuclear ou outros métodos de produção de energia não baseados em carbono.

8. As doenças "tropicais", como a malária e a dengue, não são relacionadas às temperaturas, mas à pobreza, falta de saneamento básico e ausência de práticas de controle de insetos transmissores.

9. Se fosse implementada, a descarbonização da economia mundial provocaria vastos problemas econômicos. Qualquer governo democrático que procurasse seriamente se comprometer com as metas de descarbonização colocaria a sua continuidade em risco. O fechamento de centrais geradoras a carvão e a sua substituição por fontes de energia renováveis, como geradores eólicos e painéis solares, provocará desemprego e privações econômicas.

Redimindo a ciência

Enquanto os "Resumos" do IPCC são empregados para promover um apocalipse climático, a ser contido com restrições ao desenvolvimento e a confiança nos mercados, cientistas comprometidos com a busca da verdade se empenham para conhecer os fatores reais que influenciam o clima, com uma perspectiva mais ampla do que o limitado e reducionista enfoque "carbonífero".

Desde a década passada, tem evoluído rapidamente o entendimento do papel exercido pela interação entre os raios cósmicos e o campo magnético do Sol, no que já pode ser considerado uma nova disciplina científica, a cosmoclimatologia. O impulso fundamental veio das pesquisas de Eigil Friis-Christensen e Knud Lassen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês, que, em 1991, conseguiram uma correlação quase perfeita entre a evolução das temperaturas no Hemisfério Norte desde 1860 e a extensão dos ciclos de manchas solares. Pesquisas posteriores revelaram que o mecanismo de interferência é a penetração dos raios cósmicos na atmosfera terrestre, que ionizam as moléculas de ar e ajudam a formar os núcleos de condensação formadores das nuvens. Como se sabe, a cobertura de nuvens (geralmente, mal representada nos modelos climáticos) exerce um fator fundamental no balanço energético da atmosfera e, portanto, sobre as temperaturas.

A intensidade dos fluxos de raios cósmicos é afetada pelo campo magnético do Sol (quanto mais forte, menos raios chegam à atmosfera) e pela migração do Sistema Solar através de áreas da Via Láctea com diferentes concentrações de poeira cósmica e atividades estelares.

A prova experimental foi proporcionada pelo Dr. Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional dinamarquês. Ele e sua equipe simularam a atmosfera terrestre em uma câmara plástica e o Sol com raios ultravioleta, observando enquanto a interação com os raios cósmicos produzia de imediato núcleos estáveis de água e ácido sulfúrico, os elementos constituintes dos núcleos de condensação das nuvens (por ironia, o primeiro artigo de Svensmark comunicando o feito foi publicado em outubro de 2006, nos Proceedings da mesma Real Sociedade que está apoiando a escalada "aquecimentista").

Para divulgar os avanços da cosmoclimatologia, Svensmark se associou ao célebre divulgador científico sir Nigel Calder, para escrever o livro The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change (As estrelas que esfriam: uma nova teoria das mudanças climáticas), que acaba de ser publicado pela editora londrina Icon Books (esperemos que em breve saia uma edição brasileira).

Como os estudos apontam que a atividade solar deverá atingir um mínimo no próximo ciclo, em meados da década de 2020, Svensmark e outros cientistas prevêem um resfriamento atmosférico nas próximas décadas. O Dr. Habibullo Abudssamatov, diretor do Laboratório de Pesquisas Espaciais do Observatório de Pulkovo (Rússia), afirma que as temperaturas começarão a cair já em 2012-15 e atingirão um mínimo em meados do século, em uma queda comparável à Pequena Idade do Gelo, quando as temperaturas caíram 1-2oC.

Finalizamos com as palavras dos geólogos Leonid Khilyuk e George Chilingar, da Universidade do Sul da Califórnia, em um contundente artigo publicado em 2006 na revista Environmental Geology: "Quaisquer tentativas de mitigar mudanças climáticas indesejáveis usando regulamentações restritivas estão condenadas ao fracasso, porque as forças naturais globais são pelo menos 4-5 ordens de magnitude maiores que os controles humanos disponíveis... Assim, as tentativas de alterar as mudanças climáticas globais que estão ocorrendo - e as drásticas medidas prescritas pelo Protocolo de Kyoto - têm que ser abandonadas, por insignificantes e danosas. Em vez disto, a obrigação moral e profissional de todos os cientistas e políticos responsáveis é minimizar a miséria humana potencial resultante das mudanças globais a caminho."

O Caso Lysenko: quando a ideologia destrói a ciência

O chamado Caso Lysenko, que obstaculizou o progresso da biologia e da agricultura na antiga URSS por quase meio século, é um dos mais dramáticos exemplos do que a combinação de uma ideologia estreita com o oportunismo e as ambições de indivíduos limitados pode acarretar para a ciência, em particular, e a sociedade, em geral.

Trofim Denissovitch Lysenko (1898-1976) era um agrônomo ucraniano cientificamente medíocre, mas um grande oportunista político, que soube aproveitar a consolidação de Stálin no poder soviético, no final da década de 1920, para assumir em pouco tempo um literal poder de vida ou morte sobre a política científica do regime, principalmente entre as ciências biológicas. Entre os seus alvos prioritários, estavam os pesquisadores da genética, considerada pelos ideólogos marxistas do regime uma teoria "capitalista, burguesa e idealista", que não se encaixava no ideário do materialismo dialético. Com o beneplácito da cúpula do regime, os pesquisadores da genética eram acusados de reacionários e contrarrevolucionários e os que se atreviam a se opor a Lysenko e seus acólitos passaram a ser perseguidos, demitidos, processados e, com freqüência, encarcerados ou executados. Sua vítima mais famosa foi o geneticista vegetal Nikolai Vavilov, um cientista de renome internacional, que morreu de subnutrição na prisão, em 1943.

Surpreendentemente, a influência nefasta de Lysenko prosseguiu após a morte de Stálin, em 1953, e apenas começou a ser erradicada com a queda de Nikita Kruvschov, em 1964. O "lysenkoísmo" teve resultados catastróficos, pois a ciência e a agricultura soviéticas ficaram afastadas da revolução agrícola mundial ocorrida a partir da década de 1950, a chamada "Revolução Verde", em grande medida baseada na introdução de cultivares geneticamente selecionados. Ainda hoje, a ciência na Rússia e nos antigos integrantes do bloco soviético se ressente dos efeitos dessa onda de obscurantismo e intolerância.

Os paralelos entre o "lysenkoísmo" e a histeria "aquecimentista" não devem ser perdidos de vista, pois a História não costuma perdoar a desatenção com as suas lições.

Nota: Esse documento está também disponível na versão pdf 

(1,3 Mb)

Ray Evans

 

Em:

http://www.alerta.inf.br/ct/723.html

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Discos dos anos 00

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19:34

Emiliana Torrini - Fisherman's Woman (2005)

 

Violões mágicos e voz vinda das estrelas numa tarde chuvosa. Emiliana Torrini ao tentar soar despretensiosa comete uma obra de arte. Uma pequena caixa escondida debaixo da cama ou em alguma passagem secreta, onde encontramos mémorias, pequenos versos há tempos guardados, lúdicas cartas esboçadas mas jamais enviadas a destinatários tão perto e tão longe de nossos corações como restos de impressões digitais de outrora entoados num canto angelical orquestrado de sutilezas.

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Discos dos anos 00

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08:44

alpha - the sky is mine (2007)

As vezes uma canção quando está sendo tocada é capaz

de suprimir o tempo e onde a imensidão das nossas percepções

se estremecem rumo ao alvoroço calmo do sonho…

Poucos grupos conseguem isso como o Alpha.

Não só um dos discos mais belos da década

como um das paisagens sonoras mais delicadas da nossa geração.

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Discos dos anos 00

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22:18


Air - Talkie Walkie (2004)

O terceiro resgistro do duo francês de downbeat (sem contar com a trilha
para o filme da Sofia Copolla) foi a prova definitiva
da magfnicancia sublime de suas composições.
Em Talkie Walkie, o Air está mais humano e destila
suas camadas sedutoras pelo poros do silêncio
impregnado de um ar fresco com paisagens delicadas,
calmarias doces, vozes femininas remoendo antigas memorias,
Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel assinam
um dos discos mais belos do excentrico grupo.

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Discos dos anos 00

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12:14


Sigur Rós - ( ) (2002)


Qual sentimento traduz o sublime?
A "Perfeição", a "beleza", o gesto que eterniza?
Ou uma melodia inesquecível, entoada por seres
vindos dos mais delicados sonhos e tocando nossos sentidos
e nos convidando para não muito longe...apenas...
dentro de nós mesmo. ( ).


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Discos dos anos 00

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21:08


Primal Scream - Exterminator (2000)

Bobby Gillespie e companhia nos arremessam no século XXI
como um vômito sintetico dado por um ciborg futurista.
Eletrônica, jazz e guitarras se unem em passagens caóticas,
catarticas interverções lisergicas num mundo submerso
antropofagicas melodias, como que vindas,
da mente doentia de William Gibson,
O Primal Scream assinava assim,
uma das primeiras obras atemporais da década.



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Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses

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03:20



Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses
:: WebMaster ::

Eu tenho pesquisado o fenômeno Crop Circles (Círculo nas Colheitas ou Círculos Ingleses) desde que eu vi meu primeiro círculo em 1976. Eu tinha feito uma "vigília noturna" tentando observar OVNIs na colina Clay em Warminster. Três círculos de luzes coloridas separadas por aproximadamente seis pés (2 metros) de diâmetro ficaram circulando sobre nós durante umas três horas no topo da colina, fundindo-se às vezes em um único globo e separando novamente bem sobre nós. De repente, um dos círculos desceu a uns trinta pés (10 metros) e voou em um campo abaixo. Quando amanheceu notei um círculo aplainado no campo de trigo. Em minha inspeção observei que não havia nenhum talo quebrado no círculo há pouco perfeitamente aplainado de uns trinta pés de diâmetro.

Em tempo:...eu acabara de tomar conhecimento dos famosos "Tully UFO Nests" que apareceram em 1966 na Austrália, mas não tinha ouvido falar de nada de natureza semelhante neste país. Lá, no entanto, parece haver um lapso no aparecimento de qualquer círculo na colheita. Apesar de minha procura e pedido de qualquer informação sobre eles até 1980, nada descobri. Em minha pesquisa sobre os círculos durante este período eu descobri uma menção deles na literatura francesa antiga (por volta de 800d.C.). O Bispo de Lyon daquela época havia escrito sobre algo semelhante à um padre de fora que estava assumindo a paróquia de Lyon. O conteúdo do manuscrito era basicamente advertir ao novo padre que estava havendo uma "adoração do diabo" pelos paroquianos locais e que eles estavam colecionando sementes de "círculos aplainados" e os usando para ritos de fertilidade.

Com minhas investigações no enigma dos OVNIs desde 1950, eu sentia, e ainda sinto, que há um vínculo entre estes fenômenos. Em 1988 eu comecei minha própria equipe de pesquisa chamada Investigações dos Fenômenos da Colheita (Crop Phenomena Investigations). Desde aquele período eu tenho trabalhado com vários institutos, inclusive com o famoso Dr. William do laboratório de Levengood na América. Ele é um Biofísico e com sua equipe levou a cabo diversas pesquisas em amostras que ele recebeu de várias partes do mundo, que foram tirados de formações nos "Círculos de Colheita", incluindo os de nosso país. Ele teve suas pesquisas publicadas em várias revistas científicas ao redor do mundo.

O que nos realmente sabemos a respeito das formações?
Fato -> sabemos da pesquisa científica em que estou envolvido que eles são formados (as genuínas formações) por uma energia capaz de alterar a estrutura molecular da planta sem danificá-la. Além disso, também é capaz de alterar a taxa de crescimento e o seu padrão.
Fato -> a energia envolvida parece ser benigna e do meu conhecimento não é usada neste planeta.
Fato -> algumas formações irradiam uma onda de aproximadamente 5.7 Hz no espectro eletromagnético.
Fato -> ocorrem paralelamente ao avistamento de OVNIs.
Fato -> mesmo após a colheita, a forma dos círculos tem permanecido na terra
durante pelo menos seis meses em alguns casos. Isto não pode ser conseguido por "formações na colheita" feitas por humanos.
Fato -> em algumas das formações, bússolas giram denotando uma anomalia magnética presente.
Fato -> a plantação fora da formação não exibe as mesmas características encontradas dentro do círculo.
Fato -> não há nenhum nível de consistência. Em algumas formações temos o fator som, as anomalias magnéticas e impressões no solo, mas isto não quer dizer que iremos encontrar as mesmas características na próxima formação.
Ainda assim, pode-se mostrar que os novos círculos fazem parte de uma formação genuína.
Fato -> se nenhum ser humano entrar na formação, a colheita (plantação) continuará crescendo e o fazendeiro não vai perder qualquer grão.

Assim, o que nós temos? Lindos padrões geométricos nos campos que desafiam nossas leis de lógica, da física e os argumentos. Mas eles continuam aparecendo pelo mundo afora! Eles parecem ter um profundo efeito espiritual em todos os visitantes ou pesquisadores. Talvez, se nada mais houver, esta seja a razão da sua existência.

Como no cenário dos OVNIs, talvez exista um encobrimento com o fenômeno das formações dos círculos nas colheitas, eles são um mistério que um dia a humanidade irá conhecer. A verdade está lá fora e vocês sabem onde devem olhar!

David Kingston, Tradução de Gelson Rocha
e-mail: david.kingston@virgin.net


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2264
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Discos dos anos 00

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12:20


Emily Haines - Knives Don't Have Your Back (2007)

Emily Haines, também conhecida pelo vocal do Metric,
mostra em seu debut o poder da melodia.
Disco de camadas de pianos e sussurros flutuantes,
doces reverberações nos entorpecendo
com a beleza de acordes suaves.
Linhas cintilantes de madrugadas sussurantes
e um vocal lagrimejantemente inspirado.
Knives Don't Have Your Back é um tratato com o sublime.
Onde cada passagem releva longas paisagens de vislumbração.
Um verdadeiro achado nos báus dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:58


Microbunny - Dead Star (2004)

al okada e Tamara Williamson nos apresentam sua estrela morta
sulgada por um buraco negro indivizível de camadas de jazz espacial,
fusoes de matais com samples alucinados,
esquizofrenicas passagem abstratas,
faixas que duram segundos,
como pequenas passagens secretas nos becos da melodia.
Dead Star, segundo reberto,
desse extraordináriamente desconhecido grupo canadense,
é um das grandes obras primas do Downbeat dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:37


Bjork - Vesperine (2001)

Em 2001, Bjork volta com uma obra prima.
Vespertine lançado em 2001 é uma análise sobre o amor
e as relações humanas sem cair no clichê, natural dentro de um tema tão batido.
Vespertine com densos arranjos minimalistas, instrumentos pouco usuais,
camadas eletrônicas e um vocal arrebatador,
é um dos grandes discos pra mim dessa década.




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"Climategate"

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11:03


Não se pode permitir que o nosso irremediavelmente comprometido establishment científico escape impune com uma tentativa de camuflagem quanto às estatísticas do aquecimento global.

Uma semana depois de o meu colega James Delingpole, no seu blog Telegraph, cunhar a expressão "Climategate" para descrever o escândalo revelado pela fuga de emails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia, o Google mostrava que a palavra agora aparece mais de nove milhões de vezes na Internet. Mas em toda esta vasta área de cobertura electrónica, um ponto enormemente relevante acerca destes milhares de documentos tem sido em grande medida omitido.

A razão porque mesmo George Monbiot, do Guardian, exprimiu choque total e desalento com o quadro revelado pelos documentos é que os seus autores não são simplesmente qualquer antigo grupo de académicos. A sua importância não pode ser super-estimada. O que estamos a ver aqui é o pequeno grupo de cientistas que durante anos tem sido mais influente do que qualquer outro na promoção do alarme em todo o mundo acerca do aquecimento global, nem que seja através do papel que desempenharam no cerne do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU.

O professor Philip Jones, o director do CRU, é o responsável pelos dois conjuntos de dados chave utilizados pelo IPCC para redigir os seus relatórios. Através do seu link ao Hadley Centre, parte do Met Office britânico, o qual selecciona a maior parte dos contribuidores científicos fundamentais do IPCC, o seu registo da temperatura global é o mais importante dos quatro conjuntos de dados de temperatura sobre os quais repousam o IPCC e os governos – nem que seja para as suas previsões de que o mundo aquecerá a níveis catastróficos a menos que milhões de milhões de dólares sejam gastos para o impedir.

O artigo continua após esta advertência:

O dr. Jones também é uma peça chave do grupo estreitamente coeso de cientistas americanos e britânicos responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico do "hockey stick" de Michael Mann, o qual 10 anos atrás inverteu a história do clima ao mostrar que, após 1000 anos de declínio, as temperaturas globais haviam recentemente disparado para os mais altos níveis da história registada.

Tendo-lhe sido atribuído o estrelato pelo IPCC, ainda que seja pelo modo como pareceu eliminar o desde há muito aceite Período Quente Medieval, quando as temperaturas eram mais elevadas do que hoje, o gráfico tornou-se o ícone central de todo o movimento do aquecimento global de origem antropogénica.

Desde 2003, contudo, quando os métodos estatísticos utilizados para criar o "hockey stick" foram pela primeira vez denunciados pelo perito estatístico canadiano Steve McIntyre como fundamentalmente enviesados, uma batalha cada vez mais acalorada tem estado a ser travada entre os apoiantes de Mann, que se auto-denominam "a Equipe Hockey", e McIntyre e os seus próprios aliados, pois eles têm posto em causa de modo cada vez mais devastador toda a base estatística sobre a qual o IPCC e a CRU construíram a sua argumentação.

Os remetentes e destinatários dos emails escapados da CRU constituem a lista da elite científica do IPCC, incluindo não apenas a "Equipe Hockey", tal como o próprio dr. Mann, o dr. Jones e o seu colega da CRU Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável por uma altamente controversa re-redacção de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth que de modo igualmente controverso empurrou o IPCC para o alarmismo quanto à actividade de furacões; e Gavin Schmidt, a mão direita do aliado de Al Gore, o dr. James Hansen, cujo registo próprio do GISS [Goddard Institute for Space Studies] de dados de temperatura superficial é o segundo em importância após o da própria CRU.

Nos documentos revelados há três sequências em particular que enviaram uma onda de choque aos observadores informados de todo o mundo. Talvez a mais óbvia, como lucidamente destacado por Willis Eschenbach (ver o blog Climate Audit de McIntyre e o blog Watts Up With That de Anthony Watt), é a altamente perturbadora série de emails que mostra como o dr. Jones e os seus colegas durante anos estiveram a discutir as tácticas tortuosas pelas quais podiam evitar divulgar os seus dados para outros [cientistas] externos de acordo com a legislação sobre liberdade de informação (freedom of information laws).

Eles sugeriram todas as desculpas possíveis a fim de esconder os dados de base sobre os quais se baseavam as suas descobertas e registos de temperatura.

OS DADOS "PERDIDOS" DO DR. JONES

Isto por si mesmo tornou-se um grande escândalo, nem que seja pela recusa do dr. Jones a divulgar os dados básicos a partir dos quais a CRU extrai o seu muito influente registo de temperatura, o que no último Verão culminou com a sua espantosa afirmação de que grande parte dos dados de todo o mundo havia simplesmente sido "perdida". O mais incriminador de tudo são os emails nos quais cientistas são aconselhados a eliminar (to delete) grandes blocos (chunks) de dados. Quando isto acontece após a recepção de um requerimento ao abrigo da lei de liberdade de informação constitui um delito criminoso.

Mas a questão que inevitavelmente se levanta desta recusa sistemática a divulgar os seus dados é: o que é que estes cientistas parecem tão ansiosos por esconder? A segunda e mais chocante revelação dos documentos escapados é como eles mostram cientistas a tentarem manipular dados através dos seus tortuosos programas de computador, sempre a apontar apenas para a direcção desejada – reduzir temperaturas passadas e "ajustar" em alta temperaturas recentes, a fim de transmitir a impressão de um aquecimento acelerado. Isto verificou-se tão frequentemente (nos documentos relativos a dados de computador no ficheiro Harry Read Me) que se tornou o elemento único mais perturbador de toda a história. Foi isto que o sr. McIntyre apanhou o dr. Hansen a fazer com o seu registo de temperatura do GISS do ano passado (após o que Hansen foi forçado a rever o seu registo), e dois novos exemplos chocantes agora vieram à luz na Austrália e na Nova Zelândia.

Em cada um destes países foi possível aos cientistas locais compararem o registo da temperatura oficial com os dados originais sobre os quais supostamente estavam baseados. Em cada caso é claro que o mesmo truque foi efectuado – transformar um gráfico de temperatura basicamente constante num gráfico que mostra temperaturas a elevarem-se firmemente. Em cada caso esta manipulação foi executada sob a influência da CRU.

O que é tragicamente evidente a partir do ficheiro Harry Read Me é o quadro que transmite dos cientistas da CRU irremediavelmente confusos com os complexos programas de computador que conceberam para contorcer os seus dados na direcção aprovada, mais de uma vez a exprimirem o seu próprio desespero quanto à dificuldade em conseguirem os resultados que desejavam.

O SILENCIAMENTO DE PERITOS CONTESTATÁRIOS

A terceira revelação chocante nestes documentos é o modo implacável como estes académicos estiveram determinados a silenciar qualquer perito que questionasse as descobertas a que haviam chegado por tão dúbios métodos – não apenas pela recusa a revelar os seus dados de base como também pela desacreditação e exclusão de qualquer publicação científica que ousasse publicar os seus trabalhos de crítica. Aparentemente eles estavam preparados para travar, se não a reprimir, o debate científico por este meio, nem que seja por assegurar que nenhuma investigação divergente teria lugar nas páginas dos relatórios do IPCC.

Já em 2006, quando o eminente estatístico estado-unidense professor Edward Wegman produziu um relatório pericial para o Congresso dos EUA corroborando a demolição de Steve McIntyre do [gráfico do] "hockey stick", ele denunciou o modo como este mesmo "grupo duramente coeso" de académicos parecia entusiástico apenas em colaborar uns com os outros e fazer "avaliações para publicação" ("peer review") só dos documentos uns dos outros a fim de dominar os resultados daqueles relatórios do IPCC sobre os quais grande parte do futuro dos EUA e da economia mundial poderiam depender. À luz das mais recentes revelações, agora parece ainda mais evidente que estes homens fracassaram na defesa daqueles princípios que jazem no cerne da investigação e debate científico genuínos. Agora um respeitado cientista climático dos EUA, o dr. Eduardo Zorita, propôs que o dr. Mann e o dr. Jones fossem excluídos de qualquer nova participação no IPCC. Mesmo o nosso próprio George Monbiot, horrorizado ao descobrir como fora traído pelos supostos peritos que estivera a reverenciar e a citar por tanto tempo, apelou ao dr. Jones para que se demitisse da chefia da CRU.

O antigo chanceler Lord (Nigel) Lawson, ao lançar na semana passada o seu novo grupo de influência (think tank), o Global Warming Policy Foundation, apelou correctamente a uma investigação independente dentro do labirinto de trapaças revelado pelas fugas da CRU. Mas o inquérito, posto a debate na sexta-feira possivelmente será presidido por Lord Rees, presidente da Royal Society – ela própria uma desavergonhada propagandista da causa aquecimentista –, está longe de ser o que Lord Lawson tinha em mente. Ao nosso establishment científico, irremediavelmente comprometido, não pode ser permitido escapar com um branqueamento do que se tornou o maior escândalo científico da nossa era.


28/Novembro/2009

Ver também Aquecimento global: uma impostura científica , artigo do grande cientista Marcel Leroux publicado por resistir.info em 21/Maio/2006.

[*] Autor de The Real Global Warming Disaster: Is the Obsession with 'climate change' Turning Out to be the Most Costly Scientific Blunder in History?

O original encontra-se em http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16321

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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Krautrokando

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11:25


Timewind, de Klaus Schulze


Virgin, 1975, 58m




O Ex música do Tangerine Dream e Ash Ra Tempel (duas lendas do Krautrock) nos presentei com esse
monolito sonoro indiscutivelmente surrealista. Continue

Você chega em casa e coloca um disco pra tocar...

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00:15




Submerso você encontra-se numa teia de sussurros
que se entrelaçam com a melodia.
Sons de ninar para uma noite qualquer e palavras distorcidas
num espectograma inenarravel.
Pulsações frenéticas rompem as barreiras palpáveis que treme os arredores.
Kid A parace ser a reafrmação andrógina do que nos tornamos.
Balbuciadores de nós mesmo, lamentaradores
que se alimentam de sonhos desfeitos mas ainda sonhados,
febre que se vulcaniza e névoa decomposta dentro da própria boca...
Pequenos gemidos ao longe em um ultimo fôlego sedento...

"oque está acontecendo?"

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Disco para se ouvir antes da noite e depois do dia

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15:02



Emiliana Torrini - Fisherman's Woman (2005)
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O mito do aquecimento global

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12:50






O fato importante é que a defesa do modelo CO2 de aquecimento global, incluindo aí a dos painelistas do IPCC, usa como argumento fundamental a antiga suposição de relação geológica causal entre CO2 e clima?


Paulo César Soares, doutor em Ciências e professor sênior na Universidade Federal do Paraná (UFPR, p_soares@terra.com.br). Artigo enviado pelo autor ao ?JC e-mail?:

Durante recente reunião de ministros da União Européia, o novo presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Ragendra Pachauri, transmitia as conhecidas ameaças, vistas nos sucessivos relatórios dos últimos 16 anos, reforçado no quarto relatório da instituição da ONU, de maio de 2007.

Ameaças de maior freqüência das ondas de calor e das enchentes, bem como o derretimento das geleiras e comprometimento das cidades litorâneas fazem parte do arsenal de argumentos para convencer os governos da ameaça das mudanças climáticas.

As revistas especializadas multiplicaram seus índices de citação, enquanto a mídia tem dado eco às previsões catastróficas do IPCC e das ONGs conservacionistas, caso o problema das mudanças climáticas não seja gerenciado, com a redução das emissões de gases de efeito estufa, em especial do CO2. Por outro lado, sucessivas notícias e estudos têm revelado que a energia nuclear, a opção energética na primeira crise do petróleo, embora demonizada, há 40 anos atrás, retorna como a energia limpa.

Do ponto de vista econômico, conhece-se apenas a ponta do iceberg. Do ponto de vista político, observa-se que as mais desenvolvidas nações apresentam elevada reticência na credibilidade da teoria do aquecimento global do IPCC, apesar do apelo emocional presente.

Do ponto de vista científico a questão é ainda mais dramática, pois tem assumido a dimensão de crença. Isto não é uma novidade na ciência ou entre os cientistas. As ciências da natureza trabalham com um nível de complexidades que ultrapassam qualquer possibilidade de representação inequívoca da realidade. A verdade é sempre incompleta e tem um tempo de vida.

Um conceito, modelo ou teoria científicos são, muitas vezes, comparáveis a um mito. Quando paradigmáticos numa ciência, ao serem substituídos por outro modelo, assumem seu caráter mítico.

?O estilo mítico de pensamento é dar uma ênfase especial a uma conjetura científica, baseada tipicamente numa observação inicial ou reconhecimento de um fenômeno ao qual é dado status privilegiado relativamente a outras interpretações possíveis?, escreveu William R. Dickinson, editor associado da American Journal of Science. Muitos destes mitos são reconhecidos na história do conhecimento geológico.

O aspecto negativo dos mitos é o fato de adquirirem vida própria, tenderem a se perpetuar; se retroalimentam, se autoorganizam e se tornam resistentes, pois seus opositores têm que levantar dados e fatos mais conclusivos que as próprias evidências originais, mesmo que frágeis, do modelo, enquanto os defensores movidos pela nova onda andam de costas ou desacreditam os argumentos contrários, até que estejam cercados de evidências contrárias.

Como ciência histórica, a Geologia tem suas verdades fundamentadas nas observações, através da indução. Como ciência interpretativa se socorre da física e da química, na expectativa de que aquele princípio ou aquela lei se apliquem na complexidade dos fenômenos naturais, e melhor expliquem os fatos observados e façam melhores predições.

Como modelo preditivo, se sustenta na verdade indutiva e aplica o procedimento dedutivo. Como bem observou Chamberlin há mais de um século atrás, há que se considerar múltiplas hipóteses; senão, como saber a melhor? Há que se testar a predição, senão como falsear?

Foi o geólogo Chamberlin também quem propôs, entre outras, a hipótese do teor dióxido de carbono na atmosfera ser o responsável por um poderoso efeito estufa, implicando nas mudanças climáticas, as quais haviam então sido constatadas na história recente e antiga da Terra, com períodos glaciais e não-glaciais.

Testou mas não conseguiu comprovar em laboratório o poder de absorção e irradiação da molécula de CO2 suficiente para alterar o clima. Arrhenius tornou-se o principal defensor da possibilidade.

Estimativas de CO2 na atmosfera com base no volume de rochas vulcânicas, na relação entre vulcanismo e liberação de CO2, contrabalanceado com a quantidade de carbonato depositado, permitiram estimar um teor geo-histórico deste gás na atmosfera de até vinte vezes o valor atual de 0,03 por cento em volume. Isto explicaria climas quentes no passado geológico, apesar da então fraca radiação solar.

Na década de 90 diversos pesquisadores identificaram uma estreita correlação histórica entre teor de CO2 em bolhas de ar aprisionadas em centenas de metros de glaciares e a relação entre isótopos leves e pesados tanto para oxigênio como para hidrogênio, indicadores de volume de gelo acumulado nos glaciares e, portanto, de temperatura dos oceanos. A correlação verificada foi quase perfeita!

Teria sido então comprovada, um século depois, a esperada correlação CO2-atmosférico x temperatura. Para cada 18ppm de CO2 adicional na atmosfera ocorreria um aumento na temperatura de 1oC, concluíram importantes cientistas, como James Hansen e Makiko Sato, da NASA. Comprovara-se o poder do CO2 como fator principal do aquecimento global em cerca de 1oC no século e aquecimento maior estaria por vir. Modelos e mais modelos dedutivos foram construídos na tentativa de mostrar com detalhes cada vez mais espetaculares os efeitos maléficos do CO2.

O modelo CO2 de aquecimento global teve a adesão dos cientistas do IPCC e ganhou a mídia tanto científica como popular na condição de verdade incontestável.

Muitos outros cientistas contra-argumentaram. O registro geológico não confirma tal assertiva. Em vão.

Centenas de dados de teores de CO2 na atmosfera obtidos em inclusões minerais e de indicadores de temperatura, para o passado geológico, catalogados e publicados por cientistas como Shaviv e Veiser, há poucos anos atrás, também revelam a inexistência de indicação de que uma atmosfera mais rica em CO2 explicaria os climas mais quentes conhecidos.

Embora, tal como esperado, períodos frios correspondem a baixos teores de CO2 na atmosfera e vice versa, pois o aquecimento da água dos oceanos libera imediatamente volume geometricamente proporcional de CO2 para a atmosfera, e os absorve na medida em que esfria. Isto explica a correlação, mas não a causa.

Cientistas líderes defensores do modelo CO2 de aquecimento global ? este novo mito ? identificaram, entre outros, que há maior correlação ao se considerar o aumento de temperatura como antecedente ao aumento do teor de CO2 na atmosfera, mostrando que não é o CO2 o forçante do aquecimento, mas o aquecimento que força o aumento do CO2 na atmosfera. Mesmo vendo isto claramente, o argumento não foi considerado suficientemente convincente. Lembra a afirmação de Einstein: ?É a teoria que decide o que observamos?.

Da mesma forma, ao se examinar as variações decenais de temperatura, observa-se que há um aquecimento global, dominantemente continental, preferencialmente urbano e no hemisfério norte, contemporâneo com um aumento do teor de CO2, mas sem correlação, a exemplo do resfriamento global das décadas de 60 e 70. Por outro lado as variações quase trienais de temperatura da água dos oceanos, os efeitos La Nina e El Nino, constituem mecanismos de perda e acréscimo de CO2 na atmosfera, em volume oscilando entre 2 a 3 Gigatons, ou seja, equivalente à metade do volume anual de CO2 liberado pela queima de combustíveis fósseis.

O fato importante é que a defesa do modelo CO2 de aquecimento global, incluindo aí a dos painelistas do IPCC, usa como argumento fundamental a antiga suposição de relação geológica causal entre CO2 e clima, e desconsideram todo o volume recentemente disponível de dados e informações, que dão suporte científico à inexistência desta relação causal entre teor CO2 e temperatura, mas sim entre aquecimento, movido primariamente pela radiância solar, e enriquecimento atmosférico de CO2. A variação no efeito estufa não é negligenciável, mas o CO2 parece ser apenas uma pequena fração da absorção e irradiação comparada com o vapor d?água.

O CO2, bem como outros gases de efeito estufa, tem sim que ser considerado uma questão a ser compreendida e enfrentada, assim como a do uso inadequado dos recursos naturais, a do desperdício de energia térmica e a formação de ilhas urbanas de calor.

Certamente não seria para combater as ameaças das inevitáveis mudanças climáticas. Nisto os governos que não aceitaram as recomendações do IPCC, em que pesem as ameaças, não estariam incorretos, especialmente aquela de ampliação do uso de energia nuclear para substituir a derivada de combustíveis.

Nesta questão poderíamos recriar o princípio do atualismo de Charles Lyell, fundador da Geologia ?o passado como chave para o futuro?, e também lembrar Neil Bohr: ?... viver olhando para frente, mas a vida é compreendida olhando-se para trás?.









Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57558
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A INSÔNIA DOS SENTIDOS

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12:33


Regresso para bem longe onde reside as razoes incalculáveis.
Sobrescrevendo por sobre a paciência mundana,
sobrecarregando a massa cinzenta de nevoeiros íntimos
onde desenterro as percepções avessas.
Vagando, estou vagando na linha estreita ao todo
caio e salto-me,
sou degetos arremessados pelo vulcão do destino
seguro nos braceletes montanhosos dos deuses
e planejo mergulhar no pálido oceanos das tardes.
Contemplar as moças de saias Giratórias
e as crianças que ainda não fabricaram paredes para si mesmas
Observo também o vendedor de bom bom
que flutua na sua sabedoria sem movimentos bruscos
e os jovens com mais razoes que as estrelas visíveis...
Nessa passagem rápida pelo conhecido
o desconhecido lança-me um olhar
quer que eu contemple ainda por mais um pouco
a orquestra diárias dos seres
e deixe o tempo do lado de fora da porta do eu contemplador.











João Leno Lima
28-11-2009 Continue

INCALCULAVEL

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13:12



A força montanhosa que sopra no verso como um sopro de deus sobre o barro sou eu...
Magnífica manifestação transcotidiana que traz gesto esbravejastes ocultamente.
oculto braço da meteria decepado pelo delírio.
matéria prima de mundos rabiscados sem sol nem lua.
tênue palidez que afasta-me de mim...
cinematográfico encontro nas molduras abismas
onde arranho seu pescoço com unhas genocidamente sujas de angustias.
Mas reitero...
minha alma é o litoral dos oceanos dos poemas,
cada letra são as areias das praia oníricas
onde sou descabelado pela ausência do tempo.
Mas o tempo reitera "sou o tempo!"
mítico gesto tão irracional para as crianças...
gigante sábio tao formigantemente decisivo para as constelações do dia.
reencontro de nuvens sobre os Andes dos símbolos,
desastre aéreo com pés descalças sobre estradas de terra das memórias.

Como um chamado que finda...
como um salto dos arranha céus
como uma máscara de gás do medo..
como um leopardo abocanhando a inércia.

Rodopio de fragmentações unidas sobre a pele
num congresso de mãos se apalpando
o que queres com o poema João Leno Lima?
quero que ele me escreva...
pressuposições?:
citações de livros antigos?
poetas do passado presente?
visões de mundo de outros mundos?
Reitero,
Não escrevo o verso ele que me escreve.










João Leno Lima
26-11-2009

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