Tempo e espaço no cyberspace

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Lenara Verle


Trabalho de conclusão da disciplina:


Comunicação na Era Digital


Prof. Flávio V. Cauduro


Mestrado em Comunicação Social


Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul


Porto Alegre, Outubro de 1997

Introdução

A idéia para este trabalho surgiu enquanto eu respondia a uma pesquisa do Departamento de Psicologia da PUC-Rio. Uma

das perguntas pedia para definir o conceito de cyberspace. Dentre outras coisas, escrevi que "no cyberspace o tempo que se

leva para percorrer uma determinada distância não depende do comprimento, mas da largura da estrada". Isso me fez refletir

sobre o nosso conceito de tempo e espaço e como ele se altera quando adentramos o cyberspace.

Um tópico interessante para se pensar dentro de uma pergunta mais ampla: - como nossa vida e nossas percepções se alteram

com as novas tecnologias da comunicação? Segundo Pierre Lévy, estamos diante de uma revolução tão grande quanto a que

nossa sociedade experimentou ao passar do registro oral para a escrita. Para ele, as tecnologias da comunicação ou, mais

amplamente, tecnologias da inteligência, estariam mudando nossas vidas radicalmente.

Como o tempo e o espaço (ou nossa percepção deles), algo tão inerente à nossa existência e a de nosso universo podem ser

alterados no "universo paralelo" do cyberspace? Para responder a essa pergunta seria necessário responder algumas outras: -

O que é tempo e espaço? O que é cyberspace? Não pretendo responder categoricamente a essas perguntas, mas lançar

algumas hipóteses que podem ajudar a explicar essas questões, até porque se achamos que sabemos muito sobre o tempo e

espaço após séculos de desenvolvimento da física, sabemos ainda muito pouco sobre o cyberspace e onde nos levarão as

novas tecnologias da comunicação.

O que é tempo e espaço?

O tempo e espaço são conceitos inerentes ao nosso universo. Não conseguimos imaginar "o que veio antes do big-bang".

Não faz sentido falar em "antes" quando o próprio tempo como o conhecemos hoje não existia, foi criado junto com o

universo.

"O conceito de tempo não tem significado antes do começo do universo. O que foi apontado pela primeira vez por Santo

Agostinho, quando indagou: 'O que Deus fazia antes de criar o universo?' Agostinho não replicou, então, que estava

preparando o inferno para as pessoas que fazem esse tipo de pergunta. Em vez disso, afirmou que o tempo era uma

propriedade do universo que Deus criou, e que não existia antes do começo do universo."

(Hawking, 1988, p.27)

Como seria o universo sem tempo nem espaço? Lá não existiriam seres como nós para indagar isto!

Primeiro, apreendemos o tempo e o espaço através de nossas experiências pessoais de deslocamento, e depois criamos leis

físicas para estudar cientificamente porque o tempo e o espaço são como são. Podemos hoje conceber intelectualmente

universos alternativos, com tempos e espaços diferentes dos nossos. Apesar de possíveis na teoria, é muito difícil para

nossas mentes imaginar a experiência de viver nesses universos.

Nossa percepção psicológica de tempo e espaço é criada a partir das experiências pessoais e coletivas de movimento.

Construímos essa noção de tempo e espaço em nossas mentes junto com as pessoas que nos cercam e habitam o mesmo

universo. Esse conhecimento é assimilado por nosso cérebro no início de nossas vidas. Pessoas que têm sua noção de tempo

e espaço alteradas por substâncias químicas ou danos no sistema nervoso podem ter grandes dificuldades de interagir com os

que as cercam.

O neurologista Oliver Sacks conta diversos casos desse tipo em seu livro "Tempo de Despertar". Afetados por uma doença

chamada encefalite letárgica, que guarda semelhanças com o mal de parkinson, seus pacientes mostram notáveis alterações

em sua noção de tempo e espaço: percebem um dia inteiro como apenas alguns minutos, ou um pequeno trecho de chão

como um grande buraco instransponível. Sua doença as fez viver em um mundo onde o tempo e o espaço não é o mesmo das

pessoas que as cercam.

"A sra. D. ressalta as distorções fundamentais do espaço parkinsoniano, as singulares dificuldades que ela tem com

ângulos, círculos, conjuntos e limites. Ela comentou certa vez com respeito à sua 'paralisação': 'Não é tão simples como

parece. Não é que eu simplesmente paro, eu continuo indo, só que fiquei sem espaço para me mover. Sabe, meu espaço,

nosso espaço, não se parece em nada com o seu espaço - o nosso fica maior e menor, ricocheteia e dá voltas em torno de

si mesmo, até desembocar no ponto de partida'"

(Sacks, 1997, p. 365)

Essas pessoas são exceções em meio aos outros, "normais", e cada doente tem sua visão particular, única, de tempo e espaço.

Caso a mudança de percepção induzida pela doença fosse sempre a mesma, os pacientes poderiam se relacionar entre si em

um mundo à parte, onde o tempo e o espaço correriam de maneira diferente. Talvez essas pessoas construíssem para si e para

seu mundo novos artefatos tecnológicos, mais adaptados ao seu universo particular.

O que é cyberspace?

O termo cyberspace foi usado pela primeira vez por William Gibson em um conto entitulado "Burning Chrome" (1982) e

mais tarde em seu livro "Neuromancer", tornando-se popular a partir daí.

Se para os personagens de Neuromancer o conceito de cyberspace se manifestava através de um "matrix simulator" e as

pessoas "se plugavam" na "matrix", nós em 1997 "navegamos pela Internet" e "surfamos a world-wide-web".

É difícil descrever o cyberspace para quem nunca esteve lá antes. Segundo Kevin Weherley, a pergunta: "O que os

cibernautas fazem na world-wide web?" é muito difícil de responder."É como se um extraterrestre perguntasse a um ser

humano 'o que há pra se fazer na Terra?'"

Para entender um pouco o cyberspace é fundamental termos em mente as diferenças apontadas por Nicholas Negroponte

entre os átomos e os bits.

A física Einsteniana impõe limites à velocidade que podemos imprimir às coisas. Partículas sem massa podem viajar a uma

velocidade máxima de 299.792.458 metros por segundo. O suficiente para ir quase instantaneamente de um ponto a outro

qualquer na superfície de nosso planeta. É a velocidade máxima atingida pelos bits. Já partículas portadoras de massa, como

os átomos que compõem nosso corpo, têm que se contentar em viajar a velocidades muito menores. Hoje em dia levamos

várias horas para dar uma única volta em nosso planeta de avião. Uma diferença marcante.

Com as tecnologias digitais, podemos codificar diversos tipos de informações em pulsos elétricos, ou bits. O cyberspace é o

espaço virtual por onde se deslocam nossos bits. Sua representação material são as redes de cabos e ondas eletromagnéticas

que cruzam o planeta (e vão além dele), mas isso é apenas um suporte para o que realmente conta: as trocas de informações.

Não podermos "teletransportar" nosso corpo ainda, apenas informações sobre/produzidar por ele. O cyberspace é um

"espaço virtual"

No cyberspace somos pessoas desencarnadas - personas virtuais, imersas em espaço e tempo virtuais.

No cyberspace, viajamos à velocidade da luz. Segundo Virilio, "Alcançar a barreira da luz, alcançar a velocidade da luz, é um

evento que lança a história em desordem e confunde as relações dos seres humanos com o mundo".

Hoje, bits e átomos estão se tornando cada vez mais intercambiáveis. Se no começo o cyberspace era um lugar onde

trafegava apenas texto, hoje nele trafegam imagens em movimento e áudio. Apesar da chamada "realidade virtual" estar se

desenvolvendo, ela ainda é muito pobre comparada às sensações que experimentamos na realidade "real".

Mesmo assim, cada vez mais se fala sobre o fato de estarem sendo criadas "comunidades virtuais" no cyberspace. Pessoas

interagem umas com as outras e trocam seus bits através desse ambiente virtual. Pesquisadores como Sherry Turkle, no livro

"Life on the Screen" estudam as relações interpessoais no cyberspace. Outros como Derek Foster, no artigo "Can We Have

Communities in (Cyber)Space?" olham de maneira crítica o conceito de "comunidades virtuais", usando como referência

autores com Habermas, Baudrillard, MacLuhan e Paul Graham.

Alguns fatores levantados por ambos como característicos do ambiente virtual e da comunicação mediada por computadores

são a habilidade de brincar com identidade, a anonimidade, e o distanciamento do tempo e espaço.

Assim como construímos nossa noção de identidade e nossa noção de de tempo e espaço no mundo material, os habitantes

do cyberspace também começam a fazer o mesmo no mundo virtual.

Nossa percepção de tempo e espaço no cyberspace

Como percebemos o tempo e o espaço no cyberspace? Quais as diferenças entre nossa percepção de tempo e espaço no

mundo real? Como nossa percepção psicológica se altera no ambiente virtual do cyberspace? Para essas perguntas podemos

oferecer algumas hipóteses, levantadas a partir de experiências vividas por "cibernautas".

1. No cyberspace pode-se estar em vários lugares ao mesmo tempo

Algo compartilhado pela grande maioria dos computadores - nossas principais "portas de entrada" no cyberspace - é o

conceito de janelas. No mundo digital, várias coisas acontecem simultaneamente, cada uma em uma "janela".

Podemos conversar com amigos, ler um romance, ver cotações da bolsa, calcular as despesas domésticas e jogar um jogo,

tudo ao mesmo tempo. Podemos ser vários personagens em diferentes jogos, cada um em uma janela. Nossa personalidade

se divide, em uma espécie de "esquizofrenia digital". O mundo virtual nos chega através de um espaço pequeno - a tela de

um computador, onde é fácil concentrar a atenção de nossos olhos e ouvidos. Com o apertar de um botão as janelas se

alternam em nosso campo de visão.

O depoimento de Doug, um estudante universitário americano é um exemplo típico disso:

"Eu divido a minha mente. Estou ficando cada vez melhor nisso. Posso ver a mim mesmo como sendo dois, três ou mais.

Eu ligo e desligo partes da minha mente quando pulo de uma janela a outra. Estou tendo uma discussão em uma janela, e

em outra estou paquerando uma garota em um MUD. Outra janela pode estar rodando uma planilha ou algum programa

técnico para a universidade... E então recebo uma mensagem em tempo real (que pisca na tela assim que é mandada por

um outro usuário da rede) e acho que é da vida real. É apenas mais uma janela."

(Turkle, 1995, p. 13)

Na vida real a janela com a qual recortamos o mundo é o nosso campo de visão limitado, e para mudar o que vemos em

nosso campo de visão é preciso nos deslocarmos até um outro local. Já no cyberspace são os locais que se deslocam até nós.

A montanha vem até Maomé. As janelas se sucedem quase instantaneamente. Como as pás do ventilador que giram e criam a

ilusão de um disco, temos a sensação de estar em vários lugares ao mesmo tempo.

2. No cyberspace o tempo encolhe.

Se esperamos cinco minutos em uma fila do banco, achamos rápido. Em compensação, se tentamos nos conectar por

computador ao mesmo banco e a operação demorar mais de cinco segundos, ficamos irritados. A nossa expectativa sobre o

quanto as coisas devem demorar nos dois casos é muito diferente. Espera-se de um computador que ele seja muito mais

rápido que um ser humano.

Há algum tempo atrás ajudei uma amiga que nunca havia usado a Internet a fazer uma pesquisa sobre escolas de dança

contemporânea na Europa. Ela tinha uma lista de 5 ou 6 companhias que desejava contatar, e ao final de meia hora havíamos

conseguido contatar três delas. Apesar de termos realizado na Internet algo que demoraria talvez várias semanas através dos

meios "tradicionais", minha amiga se revelou extremamente frustrada com sua experiência na Internet. Ela me confidenciou

que esperava contatar todas as companhias da sua lista em apenas alguns minutos.

Apesar de na verdade estarmos fazendo as coisas mais rápido, temos a sensação que o tempo está demorando para passar. O

que encolheu na verdade foi a nossa expectativa. A lei da utilização do espaço em disco diz que independentemente do

espaço total disponível, o espaço livre remanescente sempre tende a zero. Ou seja: quanto mais espaço temos, menos espaço

temos. Quanto mais rápido conseguimos fazer as coisas, mais rápido ainda queremos que elas sejam feitas.

O tempo no cyberspace é um tempo frenético. Fazemos cada vez mais coisas ao mesmo tempo e mais rápido. Depois de

atingirmos a barreira da luz, talvez venha a barreira da telepatia: as coisas serão feitas antes mesmo que as desejemos.

Impossível? Já estão sendo desenvolvidos softwares de "agentes inteligentes" que aprendem nossos gostos, hábitos e

personalidades para buscar na Internet coisas de que gostaríamos, sem que precisemos pedir isso a eles. Além de

fragmentarmos nossas mentes, as replicaremos em nossos agentes e as mandaremos povoar o cyberspace.

3. No cyberspace o tempo que se leva para percorrer uma determinada distância não depende do comprimento, mas da

largura da estrada.

Para levar nossos átomos de Porto Alegre até o Japão demoramos várias horas. Para irmos até a sala vizinha no prédio

demoramos alguns segundos. O tempo dispendido nos dois deslocamentos vai depender, além do tipo de transporte utilizado

(imagine ir até o Japão a pé...), principalmente da distância entre os dois locais, ou seja, do comprimento da estrada. A

distância em metros até o Japão é milhares de vezes maior do que a distância até a sala vizinha.

Já para levarmos nossos bits (digamos, nossa foto digitalizada) de um lugar a outro, o tempo gasto no deslocamento vai

depender principalmente da largura de banda da conexão. A largura de banda é medida em bits por segundo. Um cabo de

fibra ótica pode transportar bilhões de bits por segundo. Se estivermos conectados por fibra ótica submarina até o Japão,

nossa foto vai chegar lá em algumas frações de segundo. Se a sala ao lado lado também estiver conectada por fibra ótica, a

mesma foto vai chegar em uma fração de segundo ligeiramente menor. Porém, se estivermos conectados à sala ao lado por

um modem de 300 bps, a foto pode demorar horas para chegar. Talvez seja mais prático, nesse caso, ir à pé.

No cyberspace, a noção do tempo dispendido em um deslocamento se altera. Os bits não se deslocam da mesma maneira que

os átomos. A topologia do cyberspace não coincide com a do mundo real.

"A Internet nega a geometria. Apesar de ter uma topologia definida de nós computacionais e vizinhanças irradiantes de

bits, e apesar dos locais dos nós poderem ser desenhados em mapas e produzir surpreendendes diagramas

Haussmannians, o cyberspace é fundamentalmente antiespacial. Não é nada como a Piazza Navona ou Copley Square.

Não se pode dizer onde ele está nem descrever seu formato e proporções memoráveis ou ensinar a um estranho como

chegar lá. Mas você pode achar coisas sem saber onde elas estão. A internet é envolvente - não está em nenhum lugar em

particular mas está em todos os lugares ao mesmo tempo. Você não vai até lá, você se "loga" nela, de onde quer que você

esteja no espaço físico."

(Mitchell, 1997)

É o mesmo que fala Negroponte sobre sua experiência de "se logar" no cyberspace:

"No meu caso, eu sei onde meu endereço - @hq.media.mit.edu - se encontra fisicamente: numa máquina HP/Unix de dez

anos de idade que fica num gabinete próximo do meu escritório. Mas, quando as pessoas me enviam mensagens, elas as

mandam para mim, não para o tal gabinete. Podem deduzir que estou em Boston (o que, em geral, não é verdade).

Normalmente, estou num outro fuso horário, de modo que o que se tem não é apenas uma mudança de espaço, mas de

tempo também." (Negroponte, 1995, p.160)

O espaço real e o cyberspace se tocam através de "portas de acesso" mas sua topologia não é a mesma. Podemos estar na

mesma localidade física - nosso escritório por exemplo - acessando diversos locais do cyberspace; ou em diferentes locais

físicos acessando a mesma caixa postal de correio eletrônico.

Quando nos locomovemos pelo cyberspace, jogamos fora nossos mapas, nossas bússolas e nossa concepção de geometria.

Depois que entramos lá, que "nos logamos", começamos a nos movimentar pelas regras dos bits. Entramos em um outro

tempo e espaço.

Bibliografia:

Foster, Derek. Can We Have Communities in (Cyber)Space? 1997. http://www.carleton.ca/~jweston/27523/papers/foster

Hawking, Stephen W. Uma breve história do tempo. Rio de Janeiro, 1988. Ed. Rocco.

Katsura, Hattori. The Transition from the Material World to the Information World. 1997 http://

www0.nexsite.nttdata.jp/info/eye-think3.jhtml

Lévy, Pierre. As tecnologias da Inteligência. Rio de Janeiro,1994. Editora 34.

--- O Digital e a Inteligência Coletiva. Folha de São Paulo, 06 de julho de1997

Mitchell, W. City of Bits. 1997, MIT Press http://mitpress.mit.edu/e-books/City_of_Bits/index.html

Negroponte, Nicholas. A Vida Digital. São Paulo, 1995. Editora Schwartz.

Sacks, Oliver. Tempo de despertar. São Paulo, 1997. Companhia das Letras.

Thompson, Richard L. (Sadaputa Dasa). Paradoxes of Time and Space. 1997 http://albert.ccae.virginia.edu/~svg4j/VEDA/

vedic-time-space.html

Turkle, Sherry. Life on the screen. New York, 1995. Simon & Schuster

Virilio, Paul. Speed and Information: Cyberspace Alarm!. 1997, CTheory. http://www.ctheory.com/a30-

cyberspace_alarm.html

Weherley, Kevin. Charles Darwin in Cyberspace: Electronic Evolution and Technological Selection. 1997. http://

www.csuchico.edu/anth/CASP/Weherley_K.html
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Infância Redescoberta

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21:48



O olhar do passáro é o olhar sobrio de quem sabe que o céu é seu.


Não há nada que ele tema mais que a prisao.
Que a insatisfação dos Homens que não podem voar espontaneamente rumo a qualquer direação.
Os passáros tem um rumo apenas; o de rumar sobrevoando o âmago de cada momento,
curta destreza lírica que sobrevoa o espaço como um colar visivel que contemplamos invejosamente.

Ah onde estão as asas quando se precisa delas?
Para um encontro do pássaro-homem com a liberdade?

Minha asas me levariam a saturno
e voltaria para visitas esporádicas
Teria morada no céu, contruiria um pequeno ninho na árvore mais alta
e lá recomeçaria a ser eu mesmo, mesmo até antes de ser...



Poeta.















Helena Límia


Helena Límia é um poetisa pouco conhecida, de origem desconhecida, alguns dizem que veio de Portugal - terra de Antonio Ramos Rosa e Álvaro de campos - outros a chamam de poeta do campo, que teria nascido no interior do Pará mas vivido boa parte do tempo em São-Paulo, em casa em casa de amigos até desaparecer. Dexou alguns escritos ma seu rumo até hoje está incerto.

De poesia voltada para um existencialismo contemplativo, naturalista e de versos exaltando os animais e a beleza dos pequenos gestos das coisas humanas. Helena Límia releva um poesia esperançosa que passa por leves melancolias até encontrar na poética sua morada. Continue

Vernissage

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21:58




Bem, a arte morreu, e agora? Vamos para casa? Algumas possibilidades de transformação na arte e através da arte.

O que é tão engraçado a respeito da Arte?

A Arte foi gargalhada até a morte pelo dada? Ou talvez este sardonicídio se deu ainda antes, com a primeira performance do Ubu Rei? Ou com a gargalhada sarcástica de fantasma-da-ópera do Baudelaire, que tanto perturbava seus bons amigos burgueses?

O que é engraçado a respeito da Arte (apesar de ser mais engraçado-peculiar do que engraçado-haha) é a visão do cadáver que se recusa a cair, este gincana de mortos-vivos, este teatro de marionetes macabro com todas as cordas ligadas ao Capital (um plutocrata inchado tipo Diego Rivera), este simulacro moribundo zumbizando freneticamente por aí, fingindo ser a única coisa viva de verdade em todo o Universo.

Em face de uma ironia como esta, uma duplicidade tão extrema que chega a um abismo intransponível, qualquer poder de cura de uma gargalhada-na-arte tem que ser no mínimo tomado como suspeito, a propriedade ilusória de uma auto-proclamada elite ou pseudo-vanguarda. Para haver uma vanguarda genuína, a Arte deveria estar indo a algum lugar, e há muito tempo já que este não é o caso. Mencionamos Rivera; certamente nenhum outro artista político genuínamente engraçado chegou a pintar em nosso século - mas para que fim? Trotskysmo! A mais morta e sem saída das políticas do século XX! Sem poder de cura aqui - apenas o barulho oco da zombaria sem poder, ecoando através do abismo.

Para curar, é preciso primeiro destruir - e a arte política que falha em destruir o alvo de seu riso acaba fortificando exatamente as forças que pretende atacar. "O que não me mata me deixa mais forte," diz com desprezo a figura suína em sua cartola brilhante (imitando Nietzsche, é claro, pobre Nietzsche, que tentou gargalhar todo o século dezenove até a morte, mas acabou como um cadáver vivo, cuja irmã lhe amarrou cordas em seus membros para fazê-lo dançar para os fascistas).

Não há nada particularmente misterioso ou metafísico sobre o processo. As circunstâncias, a pobreza, certa vez forçaram Rivera a aceitar um trabalho para vir aos EUA e pintar um mural - para Rockfeller! - o próprio arquétipo máximo de leitão da Wall Street! Rivera fez de seu trabalho uma peça gritante de panfletagem comunista - e então Rockfeller a obliterou. Como se isto não fosse engraçado o bastante, a piada de verdade é que Rockfeller poderia ter saboreado a vitória ainda mais docemente sem destruir o trabalho, mas pagando por ele e o exibindo, transformando-o em Arte, esse parasita banguela da decoração de interiores, essa piada.

O sonho do Romantismo: que a o mundo-realidade dos valores burgueses poderia de alguma maneira ser persuadido a consumir, a absorver, uma arte que à primeira vista se parecesse com todo o resto da arte (livros para ler, quadros para pendurar na parede, etc.), mas que secretamente infeccionaria a realidade com algo mais, algo que mudaria a maneira como é vista, viraria a mesa, colocaria no lugar os valores revolucionários da arte.

Este também foi o sonho do surrealismo. Até mesmo o dada, apesar de seu descarado show de cinismo, ainda ousava ter esperanças. Do Romantismo ao Situacionismo, de Blake a 1968, o sonho de cada vitória sobre o ontem se tornou conversinha decorativa de cada amanhã - comprado, mastigado, reproduzido, vendido, consignado a museus, bibliotecas, universidades e outros mausoléus, esquecido, perdido, ressurecto, tornado em loucura nostálgica, reproduzido, vendido, etc., etc., ad nauseam.

Para entender o quanto Cruikshank ou Daumier ou Grandville ou Rivera ou Tzara ou Duchamp destruíram a visão do mundo burguesa de seus tempos, é preciso se enterrar numa tempestade de referências históricas e se alucinar - já que de fato a destruição-pelo-riso foi um sucesso teóríco mas um fracasso na realidade - o peso morto da ilusão falhou em mover uma polegada com a gargalhada histérica, o ataque do riso. Não foi a sociedade burguesa que entrou em colapso no final, foi a arte.

Á luz do trote que foi pregado em nós, é como se o artista contemporâneo fosse colocado entre duas escolhas (uma vez que o suicídio não é uma solução): um, seguir lançando ataque atrás de ataque, movimento atrás de movimento, na esperança de que um dia (logo) "a coisa" vai ficar tão fraca, tão vazia, que vai evaporar e nos deixar sozinhos no campo de batalha; ou dois, começar imediatamente agora a viver como se a batalha já estivesse vencida, como se hoje o artista já não fosse um tipo especial de pessoa, mas cada pessoa um tipo especial de artista (foi isto que os Situacionistas chamaram de "a supressão e realização da arte").

Ambas estas opções são tão "impossíveis" que agir em qualquer uma delas seria uma piada. Não precisaríamos fazer arte "engraçada" por que apenas fazer arte seria engraçado o suficiente para soltar os intestinos. Mas pelo menos seria a nossa piada (quem pode dizer com certeza que falharíamos? "Eu amo não conhecer o futuro" - Nietzsche). Para que possamos começar a jogar este jogo, devemos provavelmente estabelecer certas regras para nós mesmos:

1. Não há questões. Não existe esse negócio de sexismo, fascismo, especismo, visualismo, ou nenhum outra "franquia de questão" que possa ser separada do complexo social e tratada com um "discurso" como um "problema". Há apenas a totalidade que divide todas estas "questões" ilusórias na completa falsidade de seu discurso, fazendo de todas as opiniões, prós e contras, em apenas bens-de-pensamento para serem compradas e vendidas. E esta totalidade é ela própria uma ilusão, um pesadelo maligno do qual estamos tentando (através da arte, do humor, ou de qualquer outro meio) despertar.

2. Tanto quanto possível, qualquer coisa que façamos deve ser feita fora da estrutura psíquica/econômica gerada pela totalidade como o espaço permissível para o jogo da arte. Como, você pergunta, nós ganharemos a vida sem galerias, agentes, museus, publicação comercial, a NEA* e outras agências em benefício das artes? Bem, ninguém precisa pedir pelo improvável. Mas ainda devemos exigir o "impossível" - ou então, por que catzo uma pessoa é artista?! Não é o suficiente ocupar um pedestal sagrado e especial chamado Arte de cima do qual se zomba da estupidez e injustiça do mundo "quadrado". A arte é parte do problema. O Mundo da Arte enfiou sua cabeça na própria bunda, e se faz necessário sair disto - ou então viver em uma paisagem cheia de merda.

3. Claro que se deve "ganhar a vida" de alguma maneira - mas o essencial aqui é viver. Seja o que for que fizermos, qualquer que seja a opção que escolhamos (talvez todas elas), o o quanto nos comprometamos, devemos orar para nunca confundir arte com vida: a Arte é breve, a Vida é longa. Devemos estar preparados para navegar, nomadizar, escorregar de todas as redes, nunca estabilizar, viver através de várias artes, fazer nossas vidas melhores que nossa arte, fazer da arte nosso grito no lugar de nossa desculpa.

4. O riso que cura (em oposição à gargalhada corrosiva e venenosa) pode apenas surgir de uma arte que é séria - séria, mas não sóbria. Morbidez sem sentido, niilismo cínico, tendências de frivolidade pós-moderna, resmungar/praguejar/reclamar/ (o culto liberal da "vítima"), exaustão, hiperconformidade irônica Baudrillardiana - nenhuma destas opções é séria o suficiente, e ao mesmo tempo nenhuma é intoxicada o bastante para servir aos nossos propósitos, muito menos para merecer o nosso riso.


Nota:

* - National Endowment for the Arts, uma entidade governamental americana que financia as artes


Mestre Hakim Bey
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...E por falar em Radiohead...

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16:45




The most gigantic lying mouth of all time:

Radiohead Tv

Chris Bran, 2004
IndieLisboa, 2006



Bizarro. Cápsula anti-tv. Absurdo, quase. E por isso delicioso. The most gigantic lying mouth of all time é uma quase-mentira. Uma pacote de experiências de levitação. É o produto final de um projecto abortado: na altura de lançamento do álbum Hail to the thief os Radiohead anunciaram a abertura do seu canal próprio, o radiohead-tv. Este filme (?), documentário (?) é o fruto inacabado e vai ficar assim, como objecto final. Um conjunto dos primeiros quatro episódios, que compila material enviado por admiradores e outro produzido pelos próprios Radiohead e apresenta ainda um conjunto de temas inéditos dos magos britânicos.

Momento épico, da máquina a amamentar o recém-nascido com óleo ou diesel ou petróleo ácido, progressiva programação de sentidos, a, b, h, delete, insert, e Spinning Plates (amnesiacquiano) a ganhar visual, inquietante.

Amargo na língua, de tão delicioso. Mas é preciso estar dentro, bater bem a porta para evitar correntes de ar, aborrecimentos por não se perceber o universo radiohead. Sobretudo, é preciso gostar dos génios de Oxford, ter lágrimas cravadas em Ok Computer, desenhos de minúsculos monstros rebeldes no caderno, «against demons», «i might be wrong», «Fitter, happier, more productive, comfortable, not drinking too much, regular exercise at the gym (3 days a week)...», letras de Kid A no impresso para entregar nas finanças, histeria quando se ouve Street Spirit (Fade out) perdida numa radiofonia qualquer. Reunidas estas pétalas de loucura, The most gigantic lying mouth of all time torna-se ultradigerível, entranha as imagens mais absurdas (que as há, que são fatia grande de cada episódio) no mais orgulhoso absurdo do ser. É pura masturbação.

Entrevistas sem sentido com Thom Yorke, viagens sem dentes de ouro pelo experimentalismo da animação, Yorke a solo no piano, Hail to the thief por todos os poros, magnitude de imagem conjugada com uma ou outra, ou mais, absolutamente incompreensível, lição de política internacional declarada (das animações com melhor realização) a Bush e Blair, primeiras-damas do mundo, nódoa de sangue e de luz a pintar o escuro, distorções de imagens, de voz, de faces, de ideias – os Radiohead e a comunidade que os abraça, sem espinhas. Hino à libertação, desaconselhado aos que não resistem a paisagens cinzentas

http://www.rascunho.iol.pt/critica.php?id=895 Continue

Thomas Edward Yorke sopra as velinhas hoje!

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18:01


O mais genial compositor da minha geração nascia em 7 de Outubro de 1968 pra ser o frontman dos já lendários Radiohead.


Estar ali, há alguns metros dessa entidade da arte moderna em 22 de Março de 2009 em São Paulo foi umas das experiências mais inesquecíveis de todos os meus anos.

Ouvi-lo é ouvir uma voz bela, atormentada, rara, emocional, confessional, seria a voz das estrelas cadentes, ou seria o sussurros dos oceanos? o sopro dos ventos mais delicados, estranhamente confusos, confusamente inimaginaveis, lúdicos como os poetas, frágeis como seus versos e sinceros como sua alma.








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04:19

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Basta uma faísca e sonhamos sonhos montanhosos,
cumes impensáveis onde deixamos lá marcas indecifráveis de nós,
rios de redemoinhos e gotas De águas que correm em direções secretas...
arremessando mascaras e gestos contidos num baú entreaberto num deserto voador,
tudo é belo e cortante como se fosse inalcançável,
tudo se dilacera mas na verdade se refaz em minúsculos braços de lagrimas
que ajudam a remar em direções impossíveis,
e na materia-sonho encontramos o abrigo de um colo,
como a folha solta dialogando com a ventania,
como a embarcação com as ondas,
pareço flutuar agora não na imaginação,
livremente me embrenhando pelos arcos e léguas...
largo-me...
num baile de ventos...
eu, solto em mim mesmo.




















João Leno Lima
07-10-09 Continue

O COLO PRIMORDIAL

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Preciso, preciso de poesia para viver.
versos, inversos, cadáveres de sonhos, destinos inalterados,
tempestades, venham em me ouçam!
preciso, preciso de poesia para viver
venham todos, ludicamente todos.
saídos do lodo das embarcações atracadas nos litorais da solidão,
saídos do moinho abraçado ao pé da estrada,
saído das poças das paradas de ônibus, saídos dos terminais invisíveis dos desejos,
de dentro da boca das mulheres mal amadas e dos homens mal amados,
preciso, preciso de poesia para viver
resgata-me desse naufrágio cíclico, desse alvoroço flamejante que cobre a cidade de alma dissolvida
numa xícara oca que vaza almas esbravejantes,
meu deus, o ritual das mascaras tem seu apogeu quando abrimos um túmulo de sensações
e despejamos sonhos dentro
e pisoteamos com areis do mar-visagem da lágrima todos
encimentando o dia...
preciso, preciso de poesia para viver.
preciso do ato, do primeiro passo apos o abismo,
do trem viajante que leve apenas os sonhadores,
do fênix-verso eternamente possuído de destreza,
eternamente gritando como o poeta que grita o seu silencio,
como a dançarina união de todos,
como o brotar colossal das arvores dos nossos sentidos
engalfinhando como raízes o âmago dos deuses
e escavando as artérias das nuvens e os pulmões do mar...
nem eu , nem eu, nem eu nem ninguém cessa essa insatisfação
tão gigantes quanto todas as crianças ao mesmo tempo,
ah o poeta deixa o mundo de pernas para o ar puxando o seu tapete real
e aremessando num sopro suas obscuridades e montanhas de medo...
sim, também tenho medo...
só peço-te um abraço oh fantasmas todos,
só por um instante solte-me que lentamente depois voltarei a ser oque queres,
lentamente voltarei a ser poeta...
mas agora quero tomar forma de todas as páginas de poemas do mundo
quero ter no sangue todas as tintas e dialogar usando como dialeto o verso,
e num vento saltimbanco estar no colo – como página- de todos – exatamente todos –
para que todos possam ler o meu sentir
naqueles minutos onde a eternidade
tem o nosso próprio tamanho essencial.







João Leno Lima
01-10-09 Continue

TEMPORIZAR

0
10:11







Algumas almas são como um trem

seguindo uma trilha certa, coerente...

as vezes por algum momento se desalinha

mas não significa que saiu dos trilhos....

Eu já me sinto como uma ave

seguindo um rumo desconhecido

as vezes e muitas vezes eu vôo bem alto...bem alto...

depois desabo...

desço fundo, quebro uma asa...

depois... retorno

seguindo e sentindo tudo novamente.
























João Leno Lima

30-09-09 Continue

LONGINQUO ESPAÇO ENTRE AS MÃOS

0
00:56





Para o poeta sempre falta o infinito
as longas caldas do sentir
envolve o corpo celeste da alma,
entrelaça-se pelo seu pescoço
e sufoca suas dores puídas de pus e rastro
lançando para o céu gritos
capazes de pentear os cabelos da eternidade...
Para o poeta sempre falta o infinito.























João Leno Lima
30 -09-2009 Continue

DESACORDO

1
13:53




Não!
nao quero constelações hoje
chega de abraçar estrelas,
chega de desbravar cometas
chega de dialogar com as galáxias
hoje quero o calor da alma
hoje quero o sorriso inigualável da criança
quero hoje o sol frente a frente
e mesmo que meus olhos queimem
quero hoje apalpar o rosto dos que tem rosto
quero nem que seja por hoje
Cumprimentar o visível não sendo eu o invisível que passa...
ah...se pudesse nem poeta queria ser hoje...
Só queria ser simples...
como a poesia das coisas poéticas do dia...
como as constelações e as estrelas da manhã...




















João Leno Lima
29-09-09 Continue

APROXIMAÇÃO

0
13:30








Certa tarde me preparando para atravessar a movimentada esquina
do centro da cidade um - menino da rua –
se aproximou olhou no meus olhos, pisou no meu sapato e disse-me:
“Porque tu pisa no meu pé?”
e sumiu como se tivesse voltado ao subsolo da invisivibilidade...
ser poeta é ser alvo da poesia viva,
latejante, dilaceradora, insaciavelmente mundana
inegostávelmente real, tão lucidamente abstrata
quanto qualquer realidade possível.




















João Leno Lima
28-09-2009 Continue

Labirinto

1
11:12








Eu sempre entendo...

Às vezes penso...será que deveria mudar

e não entender nada?

Na verdade...

Nao entendo...só sinto.

Ela diz....

-Tenho pensando agora

tenho um monte de coisa pra contar

(tá, não é tanta coisa)

eu disse...

-claro que é...

cada pequena coisa é uma galáxia e uma galáxia é grande coisa

É, eu sempre entendo.

Mas na verdade...

não entendemos

Só sentimos.

























João Leno Lima e Nádia

28-09-09 Continue

DESNADA

0
00:00






Ele abraça a si mesmo

como a ilha ao mar.

desapega-se das convenções das sombras

deixa-se levar como a folha solta aos ventos arquitetônicos....

como as escuridões para as luzes da manhã...

Ele geme de boca invertida

pronto para receber os cometas

invocados num ritual onde só a noite compareceu...

como um viajante sempre estrangeiro a si,

Ele se abraça como os pés do feto nas areias do destino...

deixando em sua palma da mão do seu outro eu

a experiência com as borboletas dos instantes mais montanhosos...

oh montanhas de sentidos se abraçando mutuamentemente

misturando-se como o sangue aos ralos íntimos dos nossos corpos...

como ele está abrigado,

desabrigado à solidão

mas acorrentado à certeza de possuir a si mesmo,

como é notório que seus batimentos cardíacos

tem a pulsação das maiores estrelas

e seus olhar está mais distante que os confins de Van Gogh...

Ele está certo, somos sugados pelas incertezas;

mas nosso destino é a certeza de encontrar o que sempre procurar...

Enquanto Ele abraça a si mesmo,

não teme, rola-se pelas tapetes que ainda nem flutuam,

acreditando que jamais fugirá de si de novo

-aquela noite onde a lágrima parecia apenas um copo d’agua

do oceano interior...

Não devemos temer também,

somos a construção feita de blocos de sonhos concretos

e sopros de uivos chamando sempre a vida...

onde estáis?

oh empalidecido fim do poema que na verdade

é o inicio do dialogo com cada ser...

seres?

Sejam acima de tudo...

o abraço essencial à própria essencialidade das coisas eternas!













João Leno Lima

25-09-2009 Continue

OS NÓS DE NÓS

0
13:27




Quem, dentro das incertezas do destino ousou desistir da poética de ser?


e porque qual razão seu corrimão de dores o levou a desgraça?

E se abandonarmos as nós mesmo

para nos entregarmos as caricias dos abismos

quem sonharia por nós?

Todos que respiram são poetas!

E ser poeta é ser sua própria razão.























João Leno Lima

25-09-2009 Continue

“STALKER”

0
10:39






Traduzo-me
Perco-me
Como um vento indesejado
descabelando o nascente das coisas.
Traduzo-me
Perco-me
Verme malabaristisco que se embrenha pelas encostas das costas do mundo.
Vulto de pele ressecada que intraduz o traduzível.
-sim... como o tempo...
Não há mais pressa somos gêmeos da loucura,
idealista de natureza desapegada, básicos sonhadores rompendo laços com o visível,
no sangue das minhas veias escorre o liquido poética
que saciará as imensidões dos poetas.
Traduzo-me
Perco-me...
Não por maldade lamentável e gratuita, lamento na verdade não ser os colos de todos os deuses ao mesmo tempo, eles me contariam suas dores tão mortais quanto a dor da criança ao chorar por sua mãe desencontrada,
tão ou mais hiperbólica que a solidão naufragaria do amante abandonado na porta do seu próprio coração-cratera.
Aquele sorriso, aquelas manifestações poéticas na esquina,
os amigos mais que amigos que se espreitam a si mesmo para não machucar o rastro de harmonia dos desabrigados momentâneos da praça,
reconheceria tua insatisfação mesmo se estivesse do outro lado do mundo,
empalpo teu resto e emlagrimo tua expressão
e a guardo no bolso-gruta em movimentos raros...
Adivinha o que descobri?
há seres maiores que os poetas do outro lado da poesia...acreditas? mas advinha...eles são poetas em si mesmo...meu deus...só há poetas nesse mundo?...infelizmente nao, só há sonhos.
Traduzo-me
Perco-me...
Toco na invadida transilusao da monotonia,
solto-me como a pena ignorada entre os arranhas céus,
enfrento a chuva de meteoros cotidiano,
calo-me só quando o grito já fala por si só ,
silencio ao olhar os pássaros em vôos tão profundos que nem ouso imaginar o que passam por suas imaginações que deve ter gigantes braços dobrando todas as ruas possíveis.
-Sim...traduzo-me- perco-me.
Continuo procurando dentro dos formigueiros de incertezas,
continuo vasculhando os baús das angustias,
continuo - até as mãos envelhecerem - desatar os nós dos nós de nós mesmos,
continuo -com a lanterna do além-olhar - tentando trazer ao alcance aquele sussurro que só as enmadrugadas avessas poderiam explicar,
continuo aqui, como um trovao-ser atravessando a céu- página.
Nos leopardos-nuvens do meu eu está entre seus dentes,
na velocidade irradiante de seus passos continentais
a certeza que somos elementares
como as leis mais intraduzíveis da natureza.








João Leno Lima

24-09-2009

“Stalker” do título é uma referência ao filme do Andrei Tarkovsky

e significa “Espreitador” Continue

APRENDI A OLHAR SEMPRE PARA AS NUVENS

1
09:38



Aprendi a olhar sempre para as nuvens.

Como um fugitivo sempre eternamente se adaptando a si mesmo,
heróis e deuses...permitam-me...o fracasso momentâneo.
Esse poema se entrelaça com a sombra ao chão,
como o touro em sua líquida insanidade lúcida
em movimento múltiplos antes de descansar em paz
e trazer ao algoz a satisfação momentanea e solitaria,
como o átomo de sorriso da criança
em movimentos desaguando em imperceptivel repressas
de horizonteamentos na porta do olhar,
Ainda restam os ventos e suas cordas vocais líricas e roucas de tanto me chamar...
Vou?
-Passageira intantaneidade vultosa,
no saltimbanco desejo entre as gramas da praça.

Na verdade a verdade me atormenta
a verdade de não ser nada e tudo no todo imaterial da matéria essencial.
Ah Álvaro de Campos se soubesses
o quanto esforço-me para ser eu mesmo perante eu mesmo...

Aprendi a olhar sempre para as nuvens.















João Leno Lima
23-09-2009 Continue

CATASTROFEVERSO

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14:02



Abre as asas e recolhe-se
Num vendaval intacto
Onde o dilacerante impacto
Intimamente espalha-se.

Explosão de fragmentos,
Num alvoroço tenaz
Que me deixa em febre incapaz
De submergir-me dos sentidos

Prisão circular indivisível
Que geme poluindo as paredes
Na impaciente putrefação incalculável.

Como num palácio inexorávelmente intimo
Onde as redomas dos gritos agem
Tornondo-me visagem de mim mesmo.













Najda Lima Continue

DENTRO

0
19:07


Como num limbo...
Paredes gélidas de escarros da solidão e restos de noites puídas...
Passagens secretam da inconsciência onde percorremos as costas de algo abismal...

Como num vomito da própria poesia....
Num palácio de misturas convulsivas de rostos...
retorcidos sentidos num ralo - segundo.

Declamações de poemas que nunca foram escritos...
união de espaços ausentes...
Metade de saudades chocando com partículas de horizontes...
gotas oceânicas de versibilidade...inundando o próprio poema...

Como num sopro...
Retratos de ventos sobre as ruas...
Átomo-redemoinho que alvoroça o invisível...
Dissolve-se cada tocar...

O poema, como vozes debatendo-se numa esquina,
trem de caminhos percorridos...
Como num choque de desmemorias,
como um cego conhecendo o interior do próprio do olhar das coisas inolhaveis...
esse novo olhar como deus vestindo uma armadura de sonhos...

Como num vulcão de angustiamentos...
O coração flui em direção ao centro do mundo...
em breve explidirá rumo ao âmago da lucidez íntima...

Como um pássaro inexprimível...





joão Leno Lima
11-08-09 Continue

Oculto espaço em branco

1
09:38




Cabe ao poeta o olhar?
Como bordas lunares dentro de pequenas intimidades entre os seres.
Que bordas? Que seres?
Cabe ao poeta as respostas?
A palavra dor é inigualavelmente limitada pelos quatro cantos do sentir,
A certeza é temporal
Mas momentaneamente parto de certos princípios para encontrar outros
Mas rendo-me aos ventos que vem como forasteiros
Trazendo futuras memórias...

O resto ou os fragmentos?
O que queres na verdade?

A união dos espaços onde cabe os sonhos forma o atemporal.
Salto para o incomunicável
Mergulho no coração do tempo
Que bate frenético rumo a nenhuma direção impossível.
Nesse percurso encontro num túnel
Que começa na rua vinte e um de abril e termina
e recomeça na Rua Julio cordeiro
E vou-me... Debate-mo,
Ouço pássaros do lado de fora
E crianças petecando seus destinos pelos arredores,
E vejo num final disperso os cabelos da tarde e os lábios do crepúsculo
E o que tenho nas mãos no final do dia?

A letra, a palavra o verso e a mim mesmo.













João Leno Lima
10-09-2009 Continue

IMAGINE UM MUNDO SEM COPYRIGHT

0
13:03



Por Joost Smiers e Marieke van Schijndel

AMSTERDAM - O copyright já foi uma maneira de garantir uma renda decente aos artistas. Além de nos perguntarmos se ele realmente funcionou nesse sentido – a maioria dos artistas nunca receberam um centavo do sistema de copyright – temos de admitir que ele serve a um propósito completamente diferente no mundo contemporâneo. O copyright agora é a ferramenta usada pelas indústrias editoriais e de cinema, imagem e música para controlar seus mercados.

Essas indústrias decidem se os materiais sobre os quais elas passaram a mão devem ou não ser usados por outros. E se elas permitirem o uso, decidem as condições e o preço. As legislações européia e americana estendem esse privilégio para nada menos que 70 anos após a o falecimento do autor original. Quais as conseqüências? A privatização de uma parcela cada vez maior das nossas expressões culturais, por que é precisamente isso que o copyright faz. Nosso direito democrático à liberdade de trocas culturais e artísticas está sendo levado embora aos poucos, mas veementemente.

É também inaceitável que nós tenhamos que consumir as criações culturais exatamente da maneira que eles nos apresentam, e que nós não possamos mudar nenhum detalhe. Nós temos portanto todo o direito de pensar em uma alternativa viável ao copyright.



Ao mesmo tempo, um desenvolvimento fascinante está acontecendo diante dos nossos olhos. Milhares de pessoas trocando músicas e filmes pela Internet se recusam a aceitar que mega empresas possam possuir, por exemplo, milhões de melodias. A digitalização está corroendo os fundamentos do sistema de copyright.

Qual seria uma alternativa de copyright? Para chegar nela, primeiramente teríamos que reconhecer que artistas são empresários. Eles tomam iniciativas como fazer manualmente um determinado trabalho e oferecê-lo ao mercado. Os produtores tomam a iniciativa de empregar artistas. Essas iniciativas têm algo em comum: correm riscos enquanto negócios.

O que o copyright faz é exatamente limitar esses riscos. O empreendedor cultural recebe o direito de erguer uma barreira de proteção em torno do seu trabalho, que é explorado por um período indefinido de tempo. Essa proteção também cobre qualquer coisa que se pareça com o trabalho de um jeito ou de outro. Isso é bizarro.

Nós precisamos nos lembrar de que todo trabalho artístico – seja uma novela, uma música ou um filme estrelando Arnold Schwarzenegger – compõe a maior parte de seu conteúdo do trabalho de outros e do domínio público. Originalidade é um conceito relativo. Em nenhuma outra cultura no mundo, a não ser na ocidental contemporânea, uma pessoa pode se intitular como proprietária de uma melodia, imagem ou palavra. É portanto um exagero permitir o que copyright tem a oferecer: proteções de longo alcance, títulos de propriedade e exclusão de risco. Devemos nos perguntar se essa proteção é realmente necessária para o processo de expansão da criação artística. Nossa proposta, que envolve três passos, irá demonstrar que não.



O que pode substituir o copyright? Em primeiro lugar, um trabalho terá que correr riscos no mercado por sua conta, sem a proteção exagerada oferecida pelos copyrights. Afinal, o primeiro a chegar no mercado tem a vantagem do tempo e da atenção.

O que é interessante nessa proposta é que ela dá um golpe fatal em alguns monopolistas culturais que auxiliados pelo copyright, usam suas estrelas, blockbusters e best-sellers para controlar o mercado e desviar a atenção do trabalho de outros artistas. Isso é problemático para a nossa sociedade, onde temos uma grande necessidade de pluralidade de expressões artísticas.

Como esse golpe fatal funcionaria? Se a proteção que o copyright oferece não existisse mais, nós poderíamos explorar livremente todas as expressões artísticas existentes e adaptá-las de acordo com nosso próprio discernimento. Isso criaria uma situação desagradável para os monopolistas culturais, pois não os incentivaria a prosseguir com seus investimentos ultrajantes em livros, filmes, camisetas e qualquer merchandising associado a um produto cultural. Por que eles continuariam investindo se não pudessem mais controlar os produtos a longo prazo?

A dominação do mercado cultural seria então tirada das mãos dos monopólios culturais, e a competição econômica e cultural entre os diversos artistas poderia mais uma vez seguir seu curso.

Isso ofereceria novas perspectivas para muitos artistas. Eles não seriam mais escondidos do olhar do público e muitos deles poderiam, pela primeira vez, viver do seu trabalho. Afinal, eles não iriam mais ter que desafiar o domínio mercadológico dos gigantes culturais. O mercado seria normalizado.

Porém, algumas expressões artísticas demandam investimentos iniciais consideráveis. Esta é a segunda situação para a qual devemos encontrar uma solução. Pense em filmes ou romances. Nós propomos que quem corre o risco – o artista, o produtor ou o patrocinador – receba por esses tipos de trabalho um usufruto de um ano, ou o direito de se beneficiar dele.

Isso permitiria ao empreendedor recuperar seus investimentos. Ainda seria uma decisão individual investir ou não na produção de um filme, por exemplo, mas ninguém teria os direitos para explorar aquele trabalho artístico por mais de um ano. Quando esse período vencesse, qualquer pessoa poderia lidar com aquele produto como desejasse.

A terceira situação para a qual precisamos achar uma solução é quando uma determinada criação artística tem poucas chances de se desenvolver em um mercado competitivo, nem mesmo com o usufruto de um ano. Em alguns casos, seria uma questão de tempo até o público aprender a apreciar aquele trabalho, mas nós ainda achamos que sob a perspectiva da Diversidade Cultural, esses trabalhos devem existir. Para situações assim, seria necessário criar um espectro generoso de subsídios e outras medidas de incentivo, por que enquanto comunidade, nós devemos ser responsáveis por oferecer uma chance justa a todos os tipos de expressões artísticas.

Os monopolistas culturais querem desesperadamente que nós acreditemos que sem o copyright, nós não teríamos criações artísticas e entretenimento. Isso não faz sentido. Nós teríamos mais, e bem diversificadas.

Um mundo sem copyright é fácil de imaginar. Um mercado em que a produção cultural fosse acessível a todos seria novamente restabelecido. Um mundo sem copyright ofereceria a garantia de boas rendas para muitos artistas, e protegeria o domínio público do conhecimento e da criatividade. E o público teria aquilo a que tem direito: um menu variado e rico de alternativas artísticas.



06/04/2006


Tradução de André Fonseca Continue

SUBSOLO

0
13:18


CENA DO FILME "sTALKER" DE ANDREI TARKOVSKY

De onde vêm os cometas?
Minha sombria entrelaça os ventos em suas caldas
E arrasta-me para a beira do pilar dos sentidos.
Mas de onde vêm os cometas?
Súbito deslize pelos solavancos das esquinas
E pelo invisível momento onde a mãe carrega o filho num colo antiaéreo.
Petrifico meus olhares, me relaciono com o barulho dos ônibus.
Mas me entorpeço com as novas cores do desconhecido.
A contra mão de mim que as vezes parece a direção do outro.
De onde vêm os cometas?
As luzes se apagam numa sala de delírios
E ouço os trens desgovernados dos passos lá fora.
Caminho sobre a noite com pés descalços,
Sua epiderme é lisa, mas há inclinações que afundam e pequenas poças escuras.
E escadas onde a madrugada corre como se tivesse num longo palácio vazio
E cantasse musicas eruditas jamais ouvidas.
As estrelas parecem um poema de withimam.
Os planetas longos versos de Fernando pessoa
Os cometas algum rabisco que rimbund arremessou longe
Mas que até hoje retorna,
As galáxias, formação de poesia feitas de todos os poemas.
E o universo uma ópera que se auto constrói sob os cuidados do infinito
De vem os cometas?
Setembro, dias calmos, mas revoltosos por dentro.
Dezembro parece um túnel que iremos alcançar em breve,
Os dias, comunhão de movimentos sincronizados por um caos pragmaticamente anárquico.
O tempo, frutas que brotam nas abobadas das esquinas,
Entre a Rua Cláudio Barbosa e a Fernando guilhon,
Onde vultos choram depois um passeio monótono pela praça.
Um aglomerado de segundos passa feito um comboio
Que as vezes não percebemos.
Há uma colisão de solidões dentro de mim.
De onde vêm os cometas?
O homem sem expressão sorri ao ajudar a senhora embaraçada.
Uma mulher vestida de aço chega para seu trabalho matinal
Sob as ordens do seu patrão Sol
E ambos antes do meio dia
Dialogarão incessantes filosofias sobre as contas do mês e o leite materno dos anjos.
Mas de onde vêm os cometas?
A febre se embalsa com as cordas vocais
E dores me abraçam num período de chuva interna.
Penso menos no cosmo e mais nas cubistas degradações no congresso.
Deformo meu movimento antes dos ponteiros
E declamo poemas no caminho para o supermercado.
O próximo passo dos versos é uma nova expansão dos espaços não-físicos
E adianto que sou impenetravelmente distante.
Como as longas caminhadas da mãe indesejável a si mesma.
Como o peito rasgado do garoto que perde a alma daquele que lhe deu a alma.
Como a célula da distancia que se metamorfoseia em tristezas disfarçadas.
Como o casal desabrigado que planeja encontros nos anéis de saturno.
Como o moribundo de coração saudável.
Como o poema clandestino a sua própria clandestinidade.
Como o jovem deslocado na multidão desértica.
Mergulho nas páginas como a luz que envolve a lâmpada desarticulada
Mas que a contem indivisivelmente...
Pelos todo...
No útero do cometa intimo que leva ao âmago,
Na cratera feita pelo sonho...
No rastro feito pelo ser de dentro...
Mais que um espectro... Mais que um espírito...
O eu. Continue

O que realmente foi a Suméria?

0
11:07
Suméria



Existem muitas pessoas que afirmam que a Suméria era um local onde habitavam gigantes que poderiam ser seres de Nibirú que é conhecido como o Planeta X.


Vamos mergulhar na história e entender o que de fato a Suméria representou para humanidade.


O que representou a Suméria: histórico resumido

1686 - Persépolis - Engelbert Kampfer batiza os sinais em forma de cunha contidos nos manuscritos e selos aquemênidas (dinastia de Ciro) de "escrita cuneiforme", após a sua visita a Persépolis. Antes disto, estes sinais haviam sido considerados como "decoração" ou elementos decorativos. Posteriormente, reconheceu-se que esta escrita era a mesma encontrada nos artefatos antigos e barras descobertas na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates.

1843 - Paul Emile Botta inicia a primeira escavação de grande porte no local hoje chamada de Khorsabad - Mesopotâmia do Norte. Botta identifica o nome do local - Dur Sharu Kin - onde reinava Sargão I. Lá encontrou uma construção em degraus - a escada dos deuses para o céu - que vinha a ser uma pirâmide de degraus denominada zigurate. A cidade onde se encontrava este zigurate era de alto nível: palácios, templos, casas, estábulos, armazéns, paredes, cancelas, colunas, decorações, estátuas, obras de arte, torres, rampas, terraços, jardins - foram encontrados no espaço de cinco anos. Idade do achado: 3000 anos. A França marcara um tento importante na arqueologia!

Sir Arthur Layard, foi mandado pela Inglaterra ao Oriente Médio. A Inglaterra estava ciumenta das grandes descobertas francesas. Layard descobre a antiga Nínive, a capital da Assíria, que foi governada por Senaqueribe, Asaradão e Assurbanipal. Em seguida, o arqueólogo descobre "uma cidade de pirâmides" - Nimrud - o centro militar assírio. Lá foi encontrado o obelisco de Shalmaneser II, hoje, no Museu de Londres. Layard estava trilhando, maravilhado, os caminhos bíblicos, ele e os eruditos que o acompanhavam, já intitulados "assiriologistas" (não se sabe o por quê).

Em 1903/1914, surge Assur. Os trabalhos, desta vez, confiados a W. Andrews. Na mesma época R. Koldwei desenterrava a Babilônia - a Babel Bíblica - zigurates, jardins suspensos, palácios, templos, viram outra vez a luz do dia. Artefatos e inscrições escreviam a História dos dois impérios rivais da Mesopotâmia - Babilônia e Assíria, um no sul e outro no norte. A língua falada nestes impérios, e elo cultural, histórico e religioso era a acádia, a primeira língua semítica conhecida. Entretanto, algo preocupava Sir Henry Rawlison na sua conferência feita na Real Sociedade Asiática, ano de 1853: os nomes dos reis, anteriores a Sargão de Akkad, pareciam pertencer a um outro tipo de linguagem.
- "Eles parecem pertencer a um grupo não conhecido de línguas e de povos" - Layard havia retirado da Biblioteca de Assurbanipal em Nínive 25 mil barras, muitas delas se referiam a textos ainda mais antigos.

A Barra Decisiva

A 23ª Barra dizia: "língua de shumer não modificada".
Um outro texto, este escrito pelo proprietário da Biblioteca: Assurbanipal - esclarecia:
O deus dos escribas fez-me dádiva
Do conhecimento da sua arte.
Eu fui iniciado no segredo da escrita.
Eu posso ler as intrincadas barras em shumerio;
Eu entendo as palavras enigmáticas nas gravações
De pedra dos dias anteriores ao dilúvio.

Ano de 1869 - Julles Oppert sugere à "Sociedade Francesa de Numismática e Arqueologia", o reconhecimento da existência de uma língua e de um povo pré-acádico. O povo se chamaria sumério e o seu território - Suméria - salientando que os reis se proclamavam - Reis da Suméria e Akkad. A mesma Terra de Shin'ar, o nome bíblico para Shumer. Sir Henry Rawlison havia decifrado a misteriosa escrita cuneiforme.

Em 1877, arqueólogos franceses mergulham nas escavações que se mostram tão ricas de tesouros arqueológicos que eles prosseguem trabalhando até o ano de 1933. Não conseguiram esgotar o sítio.

É encontrada uma estátua preciosa entre todas estas riquezas: a de Gudéa. Antecipando Moisés em 1200 anos, Gudéa recebeu de "Deus" a tarefa de erguer-Lhe um templo. Gudéa recebeu as plantas das mãos do próprio Deus e as suas estátuas mostram esta planta aberta nos seus joelhos: um zigurate de sete andares. Gudéa foi o governante de Lagash.

Suméria o Berço de Todas as Grandes Civilizações

As realizações: Invenção da imprensa milênios antes de Gutemberg, pelo uso de tipos móveis para imprimir as sequências de signos escolhidos, na argila úmida. O selo cilíndrico trabalhava como as prensas rotativas. A mensagem era gravada ao contrário neste selo. Depois de rolado na argila úmida, nele surgia a "impressão" positiva. O selo podia, também, ser usado em nova impressão que autenticava a predecessora (os sumérios registravam todo o seu cotidiano e as suas crenças religiosas, com precisão de detalhes).

Matemáticas - Usavam o sistema sexagesimal e o conceito matemático de "posição". Conheciam o círculo de 360º, o pé, as polegadas e a dúzia. A astronomia era muito desenvolvida, já haviam estabelecido um calendário e descoberto a precessão do equinócio. O zodíaco é uma outra das suas criações.

Os sumérios usavam nas suas construções um tipo de concreto armado, misturando a argila úmida dos seus tijolos para lhes fornecerem força tensil e durabilidade. Construíam os seus arranha-céus, usando vãos em arco. A Suméria promoveu a Idade dos Metais com a invenção de fornalhas com grandes temperaturas controláveis. Seus artífices trabalhavam as suas jóias, o ouro, o cobre e compostos de prata há 6000 anos.
Foram grandes metalúrgicos. Ligando o cobre com metais inferiores, produziam o bronze. Floresceu a Idade do Bronze. Com o comércio, surgiram os bancos e o primeiro dinheiro - shekel - de prata. Rica em combustíveis (A Suméria é hoje o Iraque), usavam o betume os asfaltos. R. J. Forbes escreveu um livro sobre o assunto: "Bitumen and Petroleum in Antiquity". No ano de 3500 a.C. os sumérios praticavam a esmaltagem e produziam tintas. O uso dos petrolíferos foi amplo, também, nas construções, nas estradas e na calafetagem. Os arqueólogos encontraram todas estas evidências em Ur, a cidade de Abraão. A palavra NAFTA, para petróleo, deriva do sumério NAPARU - Pedras que cintilam -. Com a sua química avançada, os sumérios produziram pedras semi- preciosas artificiais e um substituto para o lápis-lázuli, a pedra preferida da deusa Inanna.

A Medicina avançada, na Suméria, pode ser avaliada a partir de uma seção da Biblioteca de Assurbanipal. Esqueletos encontrados nos túmulos demonstraram as delicadas cirurgias cranianas. Há descrições de operação de "catarata" e o CADUCEU da Medicina tem a sua origem nesta terra extraordinária: era um dos símbolos de Enki o deus INCIADOR/SERPENTE DA SABEDORIA.

A Suméria produzia tecidos delicados e a sua MODA provocava a admiração e o desejo de todos, que preferiam a condenação à morte por roubo para possuírem um bom casaco de Shi'nar. (Livro de Josué 7:21).
Havia um grande desenvolvimento agrícola e uma cozinha caprichada: a primeira receita do que hoje é conhecido como "Cock au vin" francês, com o desenho de um galo, foi encontrada nas escavações de um dos sítios arqueológicos.
A Suméria produziu bebidas e a cerveja era protegida pelas "deusas da cerveja": Nin.Kashi (senhora cerveja).
Este povo conhecia a roda, carros, carruagens e possuíam barcos para o comércio.



Ilustração mostrando como era a Suméria

Artes e literatura

"Um cantor cuja voz não é doce é realmente um "pobre" cantor. (Dito popular sumério).
Os cantores estavam em greve por salários maiores.

A sua literatura contém poemas épicos, como o do semi-deus herói Gilgamesh, a Epópéia da Criação e várias páginas de grande fôlego, beleza e emoção . A Suméria cultivou as artes com esmero, produziu instrumentos musicais e as bases da música, tal como a conhecemos hoje em dia no Ocidente. Adrian Wagner, tetraneto de Wolfgang Wagner, o grande compositor, criou a sua obra "Holy Blood Holy Grail" com a base da música suméria.

Em 1956 o prof. Samuel Kramer, um dos maiores dentre os sumeriologistas ou assiriologistas, escreveu o legado literário e histórico da Suméria em seu livro - Das Barras da Suméria - (From the Tablets of Summer) encontradas sob os montes da Suméria. São 25 capítulos, cada um deles aborda uma conquista sumeriana: escolas, o primeiro congresso com duas assembléias, o primeiro historiador Entemena, rei de Lagash, a primeira farmacopéia, o primeiro almanaque do agricultor, a primeira cosmogonia e cosmologia, o primeiro Jó, provérbios e ditos, os primeiros debates literários, o primeiro Noé, o primeiro catálogo de biblioteca a Primeira "Idade Heróica do Homem"

Antes de Hamurabi - 1900 a.C. - Com a descoberta da Suméria, descobriu-se que o Primeiro Sistema de Leis, conceitos e ordem social e justiça administrativa pertenciam à Suméria e não à Assíria e Babilônia, descobertas antes das escavações arqueológicas na região onde floresceu a Suméria. Há, também, o código de Lipit-Ishtar, promulgado por um governante de Isin, composto por 38 leis - legíveis na Barra parcialmente conservada e na sua cópia gravada em uma estela de pedra. Os códigos (como o Código de Hamurabi também ostenta), nos deixaram a mesma explicação enigmática: - o código agia segundo as instruções dos "grandes deuses" que ordenaram que se "trouxesse o bem estar aos sumérios e aos acádios". Há mais um recuo no tempo - 2350 a.C. - Urnammu, governante de Ur, assina leis decretadas por NANNAR, um "deus", leis que puniam ladrões de gado, cabras e ovelhas!

"Com uma atordoante brusquidão... aparece neste pequeno e barrento jardim sumério... toda a síndrome cultural que constitui desde então a unidade embrionária de todas as grandes civilizações do mundo."
Joseph Campbell - The Mask of God - (As Máscaras de Deus).

"Tudo o que parece belo, nós o criamos pela graça dos deuses".
Esta inscrição está espalhada, aos milhares, nas antigas inscrições mesopotâmicas desenterradas pelos arqueólogos.

INFERÊNCIAS

O "Gênesis e o Antigo Testamento Bíblico" são comuns a todas as religiões judaico- cristãs. É o que se encontra impresso na "A BÍBLIA" - das edições Paulinas: - recomendação - assinada por D. Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB - Arcebispo de Mariana. E pelo Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - Glauco S. de Lima (Lima em assinatura pouco compreensível).

Na "Introdução" ao GÊNESIS encontra-se:
As Fontes: Ao contarem as origens do mundo e da humanidade, os autores bíblicos não hesitaram em haurir, direta ou indiretamente, das tradições do Antigo Oriente Próximo. As descobertas arqueológicas de aproximadamente um século para cá, mostram que existem muitos pontos comuns entre as primeiras páginas do GÊNESIS e determinados textos líricos, sapienciais ou litúrgicos da Suméria, da Babilônia, de Tebas ou Ugarit. Este fato nada tem de estranho quando se sabe que a terra em que Israel se instalou era aberta às influências estrangeiras e que o povo de Deus manteve relações com seus vizinhos. Mas os progressos da arqueologia revelam igualmente que os escritores bíblicos, responsáveis pelos primeiros capítulos do GÊNESIS, não foram imitadores servis. Souberam trabalhar as suas fontes, repensá-las em função das tradições específicas do seu povo, enfatizando a originalidade da fé javista.

TÁBULAS MESOPOTÂMICAS - (escrita cuneiforme)

As Crônicas da Terra - Zecharia Sitchin – erudito (resumo parcial)

"A resistência às idéias novas aumenta na proporção direta do quadrado da sua importância". Lei de Russel

1ª Parte: A Criação do Sistema Solar - A EPOPÉIA DA CRIAÇÃO ENUMA ELISH

Enuma Elish la nabu shamamu Quando nas alturas o céu não fora nomeado Sha´litu ammatum shuma la zahrat E embaixo solo firme (terra) não fora chamada.

"Com uns poucos rasgos de estilete de junco sobre a primeira barra de argila - em nove curtas linhas - o antigo poeta-cronista consegue fazer-nos sentar no centro da fila da frente e ousada e dramaticamente levanta a cortina para o mais majestoso espetáculo do tempo: A CRIAÇÃO DO NOSSO SISTEMA SOLAR".
Zecharia Stichin - erudito.

Nada, exceto o primordial APSU, seu criador,
Mummu e Tiamat - ela que os deu à luz a todos;
As suas águas foram reunidas
Nenhum junco se formara, nenhum pântano aparecera
Foi então que os deuses se formaram no meio.
Os "deuses" neste caso: planetas. Havia a distinção: a Realeza no Céu e a Realeza na Terra.
Tiamat: um planeta que existiu entre Marte e Júpiter e que foi destruído nas "batalhas Celestes" nº 1 e nº 2.

As suas águas foram confundidas...
Deuses foram gerados entre elas:
O deus Lahmu e o deus Lahamu foram dados à luz;
Pelo nome foram chamados.
LAHMU= Marte e Lahamu = Vênus. LHM (fazer guerra): o deus da guerra e a deusa do amor e da guerra.

Antes que eles avançassem nos anos
E em estatura até ao tamanho idealizado-
Formaram-se o deus ANSHAR e o deus KISHAR,
Que os ultrapassaram (em tamanho)
Nascimento de Saturno (ANSHAR) e de Júpiter (KISHAR).
Antes que eles avançassem nos anos
E em estatura até ao tamanho idealizado-
Formaram-se o deus ANSHAR e o deus KISHAR,
Que os ultrapassaram (em tamanho)
Nascimento de Saturno (ANSHAR) e de Júpiter (KISHAR).

A medida que os dias se alongavam e os anos se multiplicavam,
O Deus ANU tornou-se filho deles - um rival de seus antecessores,
Engendrou à sua imagem e semelhança NUDIMMUD.
Surgiu ANU (Urano) que engendrou NUDIMMUD (Netuno) à sua imagem e semelhança.

A CIÊNCIA moderna confirmou este fato: "imagem e semelhança" entre os dois planetas, usando das mesmas palavras deste texto. (Sonda Voyager 2 enviada pela Nasa) ano de 1989. A Nasa afirmava que eram planetas Gasosos, os sumérios (e Z. Sitchin) que eram aquosos. A Sonda Voyager confirmou as declarações dos sumérios.

Mummu (Mercúrio) e Gaga (Plutão) nesta época eram os "emissários" de APSU (Sol) e de ANSHAR (Saturno) respectivamente. Receberam o "destino" (Órbitas) na "Batalha Celeste" quando foram "desligados" das suas funções de "emissários".

ANSHAR abriu sua boca,
A GAGA, seu Conselheiro, ele dirigiu uma palavra...
"Fica no teu caminho, GAGA,
Manifesta tua posição entre os deuses,
E aquilo que eu te disser
Tu o repetirás a eles."
Este fato resolve um problema da astronomia moderna, implicada com a pequenez de Mercúrio e Plutão, mais parecendo satélites do que planetas.

Nibirú/Marduk: Batalha Celeste nº 1
Na Câmara da Fortuna, o local dos Destinos
Foi engendrado um deus, o mais capaz e sensato dos deuses;
No âmago do Abismo foi MARDUK criado.
Na Câmara da Fortuna, o local dos Destinos
Foi engendrado um deus, o mais capaz e sensato dos deuses;
No âmago do Abismo foi MARDUK criado.

A Babilônia "puxa sardinha para a sua brasa". Na versão da EPÓPEIA DA CRIAÇÃO suméria para o ENUMA ELISH babilônio, os babilônios honram o seu deus nacional: MARDUK. A Suméria nomeava o "planeta invasor" - Nibirú - Travessia - sujo símbolo é uma cruz, aliás, onipresente nas ilustrações das Barras e estelas.

Fascinante era sua figura, cintilante o erguer dos seus olhos,
Altivo seu porte, autoritário como de velhos tempos...
Entre os deuses ele era intensamente exaltado, excedendo através...
Ele era o mais supremo dos deuses, incomparável sua altura;
Seus membros eram enormes, ele era extremamente alto.

1ª Colisão

O Senhor avançou, seguiu seu caminho;
Na direção da irada Tiamat ele virou sua face...
O Senhor aproximou-se para esquadrinhar a face interior de Tiamat
Para se aperceber do esquema de Kingu seu esposo.

Tiamat havia concedido a "Barra dos Destinos" (órbita independente) a Kingu e Marduk tomou esta Barra o reduzindo, novamente à condição de "satélite": a "carreira", como planeta, lhe foi negada por MARDUK na 1ª Colisão.

Ela exaltou Kingu,
No meio deles ela o fez grande...
O alto comando da batalha
Ela depositou nas mãos dele.

Tiamat e Marduk, os mais sensatos de todos os deuses,
Avançavam de encontro um ao outro;
Apressaram-se para o combate individual,
Aproximaram-se para a batalha.

Descrição da Batalha Celeste nº 1

O Senhor espalhou sua rede para as envolver;( energias titânicas)
O vento Vil, o da retaguarda, ele desatrelou à frente dela
Quando Ela, Tiamat, abriu a boca para o devorar -
Ele dirigiu o Vento Vil para ela, para que não pudesse fechar os lábios.
Os ferozes ventos de tempestade atacaram então sua barriga;
Através dela ele disparou uma seta, ele rasgou sua barriga;
Cortou suas entranhas, rasgou até seu ventre.

Tendo-a assim submetido, ele extinguiu seu hálito de vida!

Que cataclismo, que catástrofe horrível não deve ter sido esta!
"VENTOS" são "satélites". Nesta frase: foram os "satélites" de Nibirú (sumério) Marduk (babilônio) que enfrentaram Tiamat. Segundo Sitchin, um fato astronômico de importância fundamental.

Nascimento dos Cometas (os satélites de Tiamat)

Depois de ele Ter trucidado Tiamat, a líder,
Seu grupo foi despedaçado, sua honra partida.
Os deuses, seus ajudantes que marchavam a seu lado
Tremendo de medo,
Voltaram suas costas para salvar e preservar suas vidas.
Voltaram suas costas: reverteram suas órbitas, mas continuaram presos "no laço, na rede" no Sistema Solar:

Atirados para a rede, eles viram-se presos no laço...
O grupo completo de demônios que marchava ao lado dela.
Ele lançou-lhe grilhões, ligou suas mãos...
Estreitamente rodeados, eles não podiam escapar.

Batalha Celeste Final - Marduk colide com Tiamat

Aqui se inicia o Gênesis Bíblico copiado 1000 anos depois dos Originais Mesopotâmico

Mesopotâmia

O Senhor fez uma pausa para apreciar seu corpo sem vida.
Então, engenhosamente, planejou dividir o monstro.
Depois, ele separou-o em duas partes, como um mexilhão.
O Senhor calcou a parte traseira de Tiamat;
Com sua arma, cortou a fundo o crânio ligado;
E fez com que o Vento Norte a levasse
Até locais desconhecidos.
Este foi o momento da CRIAÇÃO DO PLANETA TERRA.

Gênesis Bíblico - Jó (26:7,13)

"Pelo teu poder tu fizestes as águas dispersar; o chefe dos monstros aquosos tu partiste".
A abóbada partida ele estendeu no lugar de Tehom,
A Terra suspendeu no vazio...
Seus poderes prenderam as águas,
Sua energia fendeu O ALTIVO
Seu Vento mediu o Bracelete Partido;
Sua mão extinguiu o tortuoso dragão.
Jó.
Tehom, Tehom-Raba, dragão, monstro aquoso: TIAMAT é assim denominada na Bíblia.

Mesopotâmia

O Bracelete: o Cinturão de Asteróides
A (outra) metade dela ele colocou como anteparo para os céus:
Fechando-os juntos, como vigilantes ele os estacionou...
Inclinou a cauda de Tiamat para formar com o Grande Grupo um bracelete.
Aos 14/02/2000 terminou a "Missão Near" (sonda Near) da Nasa, chefiada pelo Dr. Cheng, quem parabenizou Zecharia Sitchin pela justeza da sua Hipótese, calcada nas Tábulas Mesopotâmicas. A Nasa confirmou, com relatório, esta gigantesca trombada celeste no início do nosso sistema solar (catastrofismo). O Jornal Infinito publicou a notícia completa, na sua edição de Maio de 2000, em um "furo de reportagem". Imprensa e mídia brasileiras em silêncio completo! Em Junho ou Julho de 2001, uma renomada revista, no RODAPÉ, publicou uma notícia sucinta e com data ADULTERADA para o ano de 2001! O "site" de Zecharia Sitchin PROVA a data correta: 14/02/2000 - St. Valentines Day.

Mesopotâmia

Colocando em posição a cabeça de Tiamat (Terra)
Ele ergueu aí as montanhas.
Ele abriu nascentes, afastou as torrentes.
Através dos olhos dela ele libertou o Tigre e o Eufrates.
De seios ele formou as supremas montanhas,
Furou nascentes para a água ser levada em regos
Para os mesopotâmicos "ELE", MARDUK - o SENHOR..

Gênesis Bíblico

E o Senhor disse:
"Que se reúnam as águas sob os céus, juntas num só lugar, e que surja a terra seca".
E assim fez.

E a nossa LUA, seria KINGÙ? Marduk, em outro texto mesopotâmico, "fez aparecer a divina Lua"... designou que ela marcasse a noite e definisse os dias em cada mês. Sitchin nomeia a Lua como sendo - a Testemunha do GÊNESIS e afirma que o nosso satélite cujas proporções intrigam os astrônomos, no passado foi Kingu: um candidato a planeta. Sua pretensão foi castrada nas Batalhas Celestes:

"Ele tirou-lhe a Barra do Destino
Que não era legalmente sua".

O Planeta Nibirú / Marduk

Planeta Marduk:
Em seu aparecimento: Mercúrio
Elevando-se 30º no ano celestial: Júpiter
Quando parado no local da Batalha Celeste: Nibirú.

"Já há algum tempo, os astrônomos que sempre se intrigaram com as perturbações na órbita de Netuno e Saturno, passaram a cogitar sobre a possibilidade da existência de outro planeta em nosso sistema solar, muito mais afastado do Sol do que todos os outros. Eles o chamam de planeta X, o que significa tanto "desconhecido" como "décimo". - Zecharia Sitchin.

Vários astrônomos têm procurado por Nibirú, devido às perturbações da órbita de Plutão. Plutão foi descoberto por perturbar as órbitas de Netuno e Urano, há cento e poucos anos, porém, os astrônomos estão buscando por um planeta que se comporte dentro das normas do nosso sistema solar e Nibirú, o planeta X, não se comporta assim. Nibirú órbita como um cometa. Joseph L. Brady (Lab. Lawrence Livermoore) calculou a órbita do planeta X a uma distância de 64 UA (unidades astronômicas0, com período orbital de 1800 anos.

"O fato de Nibirú estar voltando para seu perigeu poderia explicar o fato de a órbita calculada por Brady, ser exatamente a metade da órbita de 3600 anos terrestres que os sumérios registraram para Nibirú?"- pergunta Zecharia Sitchin.

"O astrônomo Brady tirou conclusões que concordam, plenamente com os dados sumérios: órbita retrógrada (direção dos ponteiros do relógio) e não está na eclíptica ou faixa orbital de todos os outros planetas, exceto Plutão, mas inclinada em relação a ela".

Robert Harrington (falecido recentemente), um dos descobridores de Caronte e quem dirigia o Observatório Naval Americano, forneceu os seus dados a Zecharia Sitchin, semelhantes aos dados sumérios e gravou o vídeo "Are we Alone"? onde, de viva voz e na presença de Sitchin confirmou as suas coordenadas sobre o Planeta X. Thomas C. Van Flandern, estudando dados fornecidos pelas sondas Pioneer 10 e 11 e pelas Voyagers, com mais quatro colegas seus do Observatório Naval Americano, dirigiu-se à Sociedade Astronômica Americana mostrando as evidências de que um corpo celeste com, pelo menos, o dobro do tamanho da Terra órbita o sol a uma distância de, no mínimo, 2, 4 bilhões de Km além de Plutão. O IRAS (Infrared Satellite) foi, também, ao encalço de Nibirú/Planeta X: "Os astrônomos têm tanta certeza da existência do décimo planeta que pensam que nada mais resta senão dar-lhe um nome". O texto citava o nome de Ray T. Reynolds. A geóloga Madeleine Briskin Ph.D. já sugeriu o nome do Planeta X: NIBIRÚ Z.S., "em honra de Zecharia Sitchin".

Descoberto o Planeta X? Há meses atrás a Internet ligada à astronomia entrou em polvorosa: descoberto um planeta estranho escondido na fímbria do Sistema Solar. Sitchin oferece toda a descoberta (nomes e datas) no seu site http://www.sitchin.com/ - The Case of the Lurking Planet -. No nosso site: Descoberto o Planeta X?

Efeitos da "entrada" do planeta segundo as Tábulas Mesopotâmicas e os relatos bíblicos:

Mudança climática drástica. Inundações violentas, e seca em outros locais (devastação no meio ambiente). Vulcões ativos, adormecidos (Vesúvio) e extintos entram em atividade. Movimento desusado das Placas Tectônicas (N. York e outros). Degelo na Antártida (blocos do tamanho da cidade de São Paulo) e nos picos de montanhas sempre congelados (Kilimandjaro). O degelo provoca Tsunamis, no passado, os sumérios chamaram a esta devastação: o dilúvio. Prisão do fuso axial da Terra sobre o seu próprio eixo (escuridão). Inquietação no seio da humanidade: guerras, terrorismo... Será que estamos vendo este filme? Os sumérios acenam com a esperança: sempre se sucedeu uma "Idade de Ouro". Quem viver, verá!

2ª parte: COLONIZAÇÃO DA TERRA E CRIAÇÃO DO ADAMU (terráqueo)

Antes de tudo uma explicação:
Os sumérios designavam o planeta Terra: Ki - Mul - Ki - significava: "corpo celeste partido". A pronúncia da palavra KI foi sendo adulterada e originou GI, depois, GE, de onde os gregos tiraram o prefixo de todas as ciências que envolvem o estudo da terra. Os sábios gregos nunca se cansaram de afirmar que o seu CONHECIMENTO tinha como FONTES, uma SABEDORIA muito remota. (GE - ografia, GE - ologia, etc).

Os habitantes do Planeta Invasor, Nibirú/Marduk, enfrentaram um sério problema no seu planeta e necessitavam do ouro (e outros elementos), não por ganância, mas como solução para o problema. O Planeta KI, outrora "criado" pelo seu próprio planeta oferecia o que desejavam tanto e em profusão. Resolveram, então, "descer dos céus", rumo à KI.
Incrivelmente, existe uma prova desta aterrissagem: uma "ROTA DE VIAGEM" descoberta nas ruínas da Real Biblioteca de Nínive. Segundo o erudito Zecharia Stichin quem a decifrou e quem ocupa o cargo de CONSULTOR da Nasa, o que lhe dá o gabarito de poder opinar abalisadamente: - " Os alienígenas de Nibirú usavam a mesma aproximação utilizada pela Nasa nas suas missões à Lua. É o que dizem os textos Mesopotâmicos". -

Segundo os estudiosos, este é "o mais desconcertante documento mesopotâmico".

Com a "Rota de Viagem" diante de nós, faremos uma pergunta: quem a usou?
Nós os conhecemos, de longa data, sob os nomes de Elohim, Annakim, Anjos, Gigantes, Nefilins, etc. através da Bíblia - do Gênesis e do Antigo Testamento: "Os que dos céus vieram" (Nefilim). Iremos chamá-los Nefilim ou Elohim, por familiaridade, Os Nefilim aqui aterrissaram no nosso Segundo Período Glacial - 480000 e 43000 anos - nas regiões do Indo, Nilo, Tigre e Eufrates. A Mesopotâmia mostrou ser a região ideal para a consecução das suas metas. À primeira colônia deram o nome de E.RI.DU (casa na lonjura construída). Mais tarde, já bem aclimatados, fundaram o ED.IN. (casa dos justos íntegros),o EDEN, o título que lhes foi agraciado, "divinos", origina-se da palavra DIN. GIR (os justos dos foguetes). Para dirigir a ocupação e os trabalhos que iriam ser desenvolvidos o governante de Nibirú, ANU, enviou um dos seus filhos, ENKI, um cientista brilhante, um megacientista e engenheiro. Enki construtor de E.RI.Du foi o seu primeiro habitante. Não tendo dado certo a extração do ouro, iniciada no mar, no Golfo Pérsico, e com a chegada de Enlil, outro dos filhos de ANU, herdeiro do trono de Nibirú e meio-irmão de Enki, na função de "Supremo Comandante da Terra", Enki se dirigiu para a África, para o "ABZU Estava irritado com a situação. O ouro começou a ser retirado das minas africanas. A arqueologia moderna já identificou estas minas" na Suazilândia e outros locais da África, datas: 35000, 46000 e 60000 anos. (Idade da Pedra).

A Revolta

Durante quarenta anos, o povo Anunnaki trabalhou no fundo das minas africanas até que resolveu realizar um motim. Os Anunnaki recusaram-se aos trabalhos. Enlil e a assembléia dos "divinos" estavam no ponto de desistir do "Projeto Ki", voltando para Nibirú, quando ANU resolveu consultar o seu filho Enki. Este o dissuadiu da volta ao seu planeta origem, lançando a luz da esperança: criarem o Awilum (o labutador) os Lulu Amelu (trabalhadores) uma raça escrava para enfrentar os trabalhos das minas, através da Manipulação Genética, onde Enki acessorou à sua meio-irmã Ninti/Ninhurrsag, médica oficial da missão e geneticista. Foi criado o ADAMU (terráqueo), após tentativas de insucesso, onde os dois irmãos produziram "Quimeras" - aberrações, seres monstruosos (há registros). Houve uma segunda mutação genética, visando à procriação. Seres híbridos não podiam procriar (episódio bíblico relacionado à retirada da costela de Adão), as deusas, "barrigas de aluguel", já estavam ficando depauperadas e o processo se mostrava muito trabalhoso e lento.

Os Anunnaki / Nefilim não criaram a raça humana do NADA, eles criaram o "Elo Perdido" - O HOMO SAPIENS, manipulando o Homo Erectus geneticamente, o produto da evolução terrestre.

Quando o Gênesis bíblico se refere a - "o Adão" - refere-se, genericamente ao Terráqueo.

Quem é Zecharia Sitchin?

Zecharia Sitchin é um erudito, especialista na História e na arqueologia do Oriente Médio e do Velho Testamento. Traduz o cuneiforme e outras linguagens antigas e ocupa o cargo de Consultor da Nasa. Sua obra "As Crônicas da Terra" é composta por 8 volumes onde expõe, com minúcias, os detalhes científicos e históricos, as bases das suas teses. Tem o aval de grandes cientistas, teólogos, como o Monsenhor Corrado Balducci do Santo Ofício do Vaticano - filósofos e especialistas de diversas áreas, a nível mundial, onde é sempre convidado a expor as suas hipóteses.

As ciências (e principalmente a Nasa), vêm comprovando os testemunhos da Mesopotâmia como corretos. Nenhum destes testemunhos, de ordem científica ou histórica, foram contestados até agora. A teologia, de há muito, aceita o Gênesis e o antigo Testamento como provenientes dos textos da Mesopotâmia: afinal de contas, Abraão também, era sumério nascido em Ur, e a Bíblia foi compilada 1000 anos depois dos seus originais mesopotâmicos.

TÁBUAS MESOPOTÂMICAS

A Colonização

Nas profundas alturas,
Onde tu tens residido,
"A Casa Real das Alturas" eu construí
Agora, uma contraparte dela
Eu construirei lá embaixo.

Quando das alturas

Para assembléia vocês descerem
Haverá um lugar de repouso para a noite
Para vos receber a todos.
Eu lhes chamarei "Babilônia"
O portão dos Deuses.
Marduk - deus da Babilônia

A Partilha

A primeira destas cidades, ERIDU
Ele deu a Nudimmud, o chefe (Enki)
A segunda, BAD-TIBIRA,
Ele deu a NUGIG.
A terceira, LARAK,
Ele deu a PABILSAG
A quarta, SIPPAR
Ele deu ao herói UTU
A quinta, SHURUPAK,
Ele deu a SUD.

A pessoa a qual o "Ele" se refere é um enigma: está apagado na tábula.

A motivação de se criar o TERRÁQUEO:

Durante 10 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 20 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 30 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 40 períodos eles suportaram a fadiga.

Promessa da Criação do Terráqueo

Eu produzirei um primitivo inferior;
"Homem" será seu nome.
Eu criarei um trabalhador primitivo;
Ele será encarregado do serviço dos deuses
Para que estes possam ter seu descanso...

Mesopotâmia

Nesses dias, nesses anos,
O sensato de Eridu, Ea, (outro nome de Enki)
Criou-o como um modelo de homens.

A Espera do Nascimento

As deusas do nascimento foram mantidas juntas.
Ninti sentou-se, contando os meses
O fatídico décimo mês se aproximava
O décimo mês chegou;
O período de abertura do ventre decorrera.
A face dela irradiava inteligência;
Ela cobriu a cabeça, fez o trabalho de parteira.
Ela cingiu a cintura, pronunciou a benção.
Ela desenhou uma forma; no molde havia vida.

Nota: o nosso primeiro "Bebê de Proveta" nasceu tardio, no10º mês e...de cesariana!

Ninti...conta os meses...
O destinado décimo mês elas chamam;
A senhora cuja mão abre veio.
Com ela... ela abriu o ventre.
Sua face brilhava de alegria.
Sua cabeça estava coberta.
...fez uma abertura;
O que estava no ventre veio à luz
Exultando de alegria a deusa-mãe deixou escapar um grito:
"Eu o criei!
Com minhas mãos o fiz!"

Zecharia Sitchin dá detalhes importantes sobre como Enki procurou "o gene" do deus escolhido como "doador", submetendo o "sangue" do deus à "banhos purificadores". O "sangue" do deus era misturado ao "barro" para ligar geneticamente Deus e Homem "até o fim dos dias", a carne (imagem) e o espírito (semelhança) dos deuses impressos no homem num parentesco de sangue que jamais poderia ser destruído. HOMO/Nefilinus? Como quer o psicólogo, filósofo e pesquisador Neil Freer?

No barro, Deus e Homem serão ligados,
Numa unidade produzidos
Para que até ao fim dos dias
A carne e o espírito
Que num Deus se soltaram
Esse espírito numa consangüinidade seja unido;
Como seu sinal a vida proclamarei.
Para que isto não seja esquecido,
Que o "espírito" numa consangüinidade seja unido.

Nota: Foi esquecido!!! É preciso ler este texto por completo, Sitchin oferece os detalhes científicos (o 12º Planeta: Z. Sitchin).

As primeiras "barrigas de aluguel"
As sensatas e ensinadas,
Duplas de sete deusas do nascimento reuniram-se
Sete deram à luz machos.
Sete deram à luz fêmeas.
A Deusa do Nascimento deu à luz
O vento do hálito da vida.
Em pares eles foram contemplados,
Em pares eles foram completados na
Presença dela,
As criaturas da Deusa-mãe.

Os Lulu Amelu (trabalhadores)

Eles pediram-lhe os cabeças pretas.
Ao povo dos cabeças pretas,
Eles deram a picareta para segurar.

Nota: Já sabemos que o Éden é o Ed.in sumério, onde habitava o deus Enlil, cognominado o "Supremo Comandante da terra"...

Mesopotâmia

Enki:
"A criatura cujo nome vocês proferiram - ELA EXISTE"! (o homo Erectus).
Basta aplicar sobre ela a imagem dos deuses.
Bíblia: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança".

Quando a humanidade foi criada,
Eles não conheciam a alimentação de pão, não conheciam o vestuário em vestes talhadas
Comiam plantas com a boca como carneiros
Bebiam água de um fosso.

Enki e a "Receita do Homem"

"Sangue eu juntarei, trarei ossos à vida".
Que primitivos sejam criados segundo seu padrão.
Do seu sangue (de um deus) eles criaram o gênero humano.
Impuseram a eles o serviço, deixaram livres os deuses...
Era um trabalho para além da compreensão
.
___________________

Quando os deuses como homens

Enquanto a Deusa do Nascimento está presente,
Que a Deusa do Nascimento crie a prole
Enquanto a mãe dos deuses está presente,
Que a Deusa do Nascimento crie o Lulu;
Que ela crie um Lulu Amelu,
Que ele suporte o jugo.

___________________

Enki:

"Eu prepararei um banho purificador
Que seja sangrado um deus...
Com sua carne e sangue,
Que Ninti misture o barro".

O destino do recém-nascido tu proferirás
Ninti fixará sobre ele a imagem de deus;
E o que ele será é "homem".
______________________

Bíblia - Gênesis

Elohim (deuses) criou o Adão à Sua imagem
À imagem de Elohim Ele o criou
Masculino e Feminino Ele os criou.
Nota: "O" Adão - o Terráqueo. Quando o Gênesis diz Adão (após a "queda") já é um homem específico e terá a sua descendência historiada.
____________________

Bíblia

E Javé, Elohim, idealizou o Adão
Do barro do solo;
E Ele soprou em suas narinas o hálito
da vida!
E o Adão tornou-se uma alma viva.
Nota: O Adão = Terráqueo

"À Imagem de Elohim Ele o criou.
Masculino e Feminino Ele os criou."

____________________

E a divindade Javé
Plantou um pomar no Éden, no leste,
E Ele tomou o Adão
E colocou-o no Jardim do Éden
Para trabalhá-lo e guardá-lo.

ADENDO

O Templo de Dendera, Egito, no Abzu (África), é dedicado à Hathor - à Mammi.
Quando os Elohim criaram a grande civilização egípcia, Mami/Ninti, passou a ser conhecida como HATHOR - a vaca, Ninti engordara e envelhecera: mas continuava a ser a Mãe, a Nutrix, a Vaca.

EA/ENKI - foi conhecido no Egito como Ptah e na Meso-América como o pai de Quetzacoatl - o Iniciador, o Deus Serpente Emplumada, a mesma "Serpente" que iniciou Adão e Eva no Ed.in (Éden) seduzindo Eva a comer do fruto da "Árvore da Sabedoria" e provando ao primeiro casal que Yahweh (Enlil) mentira quando lhes dissera que: se os dois comessem do fruto da "Árvore da Sabedoria", morreriam. Bem depressa, Yahweh (Enlil) resguardou a "Árvore da Vida", para que Adão e Eva não se tornassem - "iguais a nós" - quer dizer IMORTAIS.

Imortalidade relativa, ligada aos 3600 anos terrestres, órbita do seu planeta: Nibiru/Marduk. A Imortalidade dos Elohim provavelmente é decorrente do "Ouro dos Deuses" - Pedra Filosofal - Ouro Monoatômico, que nome tenha. Sir F. Petrie, arqueólogo, descobriu no Monte Horeb o "laboratório" dos deuses e foi obrigado a calar-se, proibido pelas RELIGIÕES ligadas à Bíblia.

Há um fato cômico: quando se iniciaram as escavações no Egito, a ordem era de que só poderia ser anunciado o que viesse de encontro e servisse como prova do SISTEMA RELIGIOSO VIGENTE, o judaico/cristão. Quando certas notícias foram divulgadas e geraram dúvidas sérias, uma autoridade religiosa, eminente, declarou - isto apareceu porque Deus colocou estes objetos nestes locais para PROVAR A FÉ do seu rebanho! - (Fato histórico).



Bibliografia

1. O 12º Planeta - origem do Homem e do Universo.
2. A Escada para o Céu - o caminho percorrido pelos povos antigos para atingir a imortalidade dos deuses.
3. As Guerras dos Deuses e dos Homens - nos violentos primórdios da humanidade, a
batalha final pelo planeta Terra.
4. O Gênesis Revisitado - as provas científicas de que os extraterrestres estiveram
entre nós (e ainda estão!).
5. When Time Began - as provas documentadas de que os deuses extraterrestres
mudaram o curso da evolução humana.
6. Os Reinos Perdidos - os deuses e a Meso-América.
7. The Cosmic Code - os códigos cósmicos dos deuses.
8. Divine Encounters - um guia para visões, anjos e outros emissários.
9. Of Heaven and Earth - opiniões de especialistas, cientistas, filósofos, ufólogos e teólogos sobre a obra de Zecharia Sitchin.
Dr. Sitchin comunicou-se com o Jornal Infinito, anunciando que a sua editora brasileira - Nova Cultura/Best Seller já está traduzindo dois dos seus volumes ainda sem tradução para o português.
O Jornal Infinito recomenda a leitura de "As Crônicas da Terra", em especial, "O Gênesis Revisitado" que, segundo o seu autor é o "livro de cabeceira" da sua obra.

NOTA: Zecharia Sitchin não faz identificação alguma de Enlil com o IAHWEW biblico.Outros autores,porem,pensam assim,Neil Freer,por exemplo.




FONTE: http://www.cubbrasil.net/index.php?option=com_content&task=view&id=670&Itemid=88 Continue