SAUDADE DA NÃO-AUSÊNCIA

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16:38
Não há espaços para serem preenchidos
e há infinitos lugares a serem percorridos.
como uma maratonista que de repente
flutua acima das embarcações perplexas.
rumo ao desconhecidamente bloco de gelo
íntimo ancorado na solidão dos desejos dissolvidos.
a distancia entre os seres numa calçada
é a mesma distancia entre dois planetas na mesma galáxia.
ambos parecem indiferentes a esse absurdo
ambos parecem dialogar dentro
da própria sombra mas não sentem a lástima da frieza pálida.
muito além dos olhares do visível o olhar do poeta
é a mão que adentra os formigueiros
dos sonhos a procura da razão atemporal.
como a criança que momentaneamente
perde o contato com a mão da mãe
e por alguns segundos cai no mar invisível...

Tenho todos os sentidos,
possuo as sensações acontecidas,
sou inteligente para entre meus fantasmas
e sábio para os medos
mas fracasso ao tentar ser aquele
que não percebe o alvoroço das ruas
e os dispersos olhares da mulher
para um lugar escondido.
por alguma razão a ausência
intransferível de Fernando Pessoa
transforma minha rua vinte de abril
numa ponte que vai do nada para o lugar nenhum
e que ignoro antes dela ruir na noite.
por alguma razão as colunas
dos sentidos desmoronam na palma da minha mão.
palavras se atrofiam e gestos
são sepultados debaixo dos passos.

Seria certo dizer que o tempo falhou mais uma vez?
que os pássaros rumaram
para os galhos envelhecidos das memórias?
que as canções petrificaram-se nos ouvidos...









06-01-2010
João Leno Lima Continue

PASSEIO DESCONHECIDO

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11:43



Gaviões de tempestades me arremessam numa cratera cintilante
onde quebro as pernas da minha alma.
um estado de inconsciência multipla em galerias verdejantes
onde renasço no amanhecer trêmu-lo das dessensações.
Adimtir a passagem do tempo é aceitar o percurso.
Se aceito o dialogo com os sonhos mais dispersos da coesão íntima
Naturalmente aceito o inconcebível
destino de sempre renascer quase que involuntariamente...
Num espaço negro tateio o rosto da solidão
com mãos geladas de diluídas memórias
em goles de momentenas atemporalidades.
Fabrico o vinho de abstrações que só eu sinto
que irá saciar minha sede de poeta.
Sacio o fato insaciável do ser gigante menor que uma formiga elementar.
minhas palavras dispersas sentem-se bêbadas
e giram o mundo na pontas dos seus dedos sem deixar cair.
Quando foi a ultima vez que esse vácuo eterno
que alastrou pelas vielas da minha casa
e se apoderou da minha cama com lençóis invisíveis
cheio de navalhas amoladas pela noite?

Minhas mãos alcançam as mãos das asas mas logo se distanciam...

Nenhum delírio é maior que mil sentidos.
Qualquer palavra pode ser declamada
mas nem sempre será possuída pelo declamador.
O gênio forte do orgulho tem suas próprias
camisas de força pessoais
mas qualquer verdade pode desatar os nós com paciência.
O medo é apenas um espelho,
precisava olhar para nossas galáxias intransferíveis
e refletir o próprio desdobramento dos universos.

Alberto Caeeiro apenas olhar para as coisas e ver nelas o que elas são...absolutas em si mesmas.
eu olho para as coisas e vejo um recomeço profundamente maior que o começo anterior.
e nossos olhares se encontram imersos na múltipla realidade dentro de qualquer realidade

o mundo,
o vasto mundo tem suas garras onde tentamos fugir pelas embarcações
e aeronaves dos nossos sentidos,
só assim, descobriremos o verdadeiro horizonte,
muito além dos mantos celestes do sentir...









04-01-2010
João Leno Lima Continue

Sobre o mito climático

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11:33

personas-desnudas-cambio-climatico-greenpeace_JPG-thumb 

O que é preciso saber sobre mudanças climáticas

Uma grande parcela da presente histeria sobre mudanças climáticas se deve ao generalizado desconhecimento de ciências por uma grande maioria da população mundial. Nos EUA, um estudo recém-divulgado pela Universidade Estadual de Michigan demonstrou que mais de dois terços dos estadunidenses podem ser considerados cientificamente analfabetos (20% deles acredita que o Sol gira em torno da Terra). Tais níveis de ignorância, que incluem os fenômenos da natureza, têm facilitado sobremaneira a disseminação do irracionalismo ambientalista entre os estratos educados das sociedades, os quais, em última análise, atuam como caixas de ressonância das idéias prevalecentes. Por isso, os "aquecimentistas" têm conseguido reduzir as discussões sobre a extremamente complexa teia de fenômenos que envolve as mudanças climáticas ao fator quase irrelevante das emissões antropogênicas de carbono (que respondem, por exemplo, por menos de 5% do CO2 atmosférico).

Para facilitar um entendimento correto dos fatos, recorremos ao geólogo australiano Ray Evans, membro do Grupo Lavoisier, um dos vários grupos de cientistas e leigos que têm se dedicado a recolocar as discussões sobre as mudanças climáticas em termos verdadeiramente científicos. Os tópicos descritos a seguir foram extraídos do seu didático texto "Nove fatos sobre as mudanças climáticas", cujo texto integral em inglês pode ser encontrado no sítio do Grupo Lavoisier (www.lavoisier.com.au). A Fig. 3 integra o trabalho de Evans; a Fig. 4 foi incluída pelos autores.

1. As mudanças climáticas são uma constante na história geológica da Terra. As amostras do gelo perfurado na Antártica (sítio Vostok) mostram cinco breves períodos interglaciais ocorridos desde 415 mil anos atrás e o presente. As amostras do gelo da Groenlândia revelam um Período Quente Minoano (1450-1300 a.C.), um Período Quente Romano (250-0 a.C.), o Período Quente Medieval (800-1100), a Pequena Idade do Gelo (1650-1850) e o Período Quente do Século XX (1900-2010)

2. O dióxido de carbono (CO2) é necessário para toda a vida na Terra e o aumento das suas concentrações na atmosfera é benéfico para o crescimento vegetal, particularmente em condições áridas. Como a capacidade de o CO2 absorver e re-irradiar as radiações infravermelhas na atmosfera (ajudando a compor o efeito estufa) está praticamente saturada, o aumento das concentrações do gás na atmosfera além dos níveis atuais não terá qualquer efeito discernível nas temperaturas globais.

3. O século XX foi quase tão quente como os séculos do Período Quente Medieval, uma era de grandes conquistas da civilização européia. O recente período quente 1976-2000 parece ter chegado ao fim; astrofísicos que estudam o comportamento das manchas solares prognosticam que os próximos 25-50 anos poderão ser um período frio semelhante ao Mínimo de Dalton, ocorrido entre as décadas de 1790 e 1820.

4. As evidências que vinculam as emissões de CO2 antropogênicas ao presente aquecimento se limitam a uma correlação entre as concentrações de CO2 e as temperaturas que só se verifica no período 1976-2000. As tentativas de se elaborar uma teoria holística, pela qual o CO2 atmosférico controle o balanço de radiação da Terra e, portanto, determine as temperaturas médias globais, não foram bem-sucedidas.

5. Os "antropogenistas" afirmam que a esmagadora maioria de cientistas estão de acordo com a teoria de controle do clima pelo CO2 antropogênico; que os fatos científicos estão consolidados e o debate está encerrado; e que os cientistas céticos estão a soldo das indústrias de combustíveis fósseis e, portanto, os seus argumentos são fatalmente comprometidos. Tais afirmativas são expressões de desejo, e não da realidade.

6. Os "antropogenistas", como o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore, culpam as emissões antropogênicas de CO2 pelas temperaturas altas, secas, derretimento das capas de gelo polar, aumento do nível do mar, recuo de geleiras e declínio da população de ursos polares. Eles também responsabilizam o CO2 antropogênico por nevascas, neve fora de estação, temperaturas enregelantes em geral e furacões, ciclones e outros eventos meteorológicos extremos. Não há qualquer evidência que sustente tais afirmativas.

7. O aumento das concentrações de CO2 atmosférico terá um impacto desprezível no balanço de radiações da Terra e, ao mesmo tempo, proporcionará o crescimento da vida vegetal em toda parte. Não há necessidade de emprego de métodos de seqüestro de CO2 ou de subsidiar a energia nuclear ou outros métodos de produção de energia não baseados em carbono.

8. As doenças "tropicais", como a malária e a dengue, não são relacionadas às temperaturas, mas à pobreza, falta de saneamento básico e ausência de práticas de controle de insetos transmissores.

9. Se fosse implementada, a descarbonização da economia mundial provocaria vastos problemas econômicos. Qualquer governo democrático que procurasse seriamente se comprometer com as metas de descarbonização colocaria a sua continuidade em risco. O fechamento de centrais geradoras a carvão e a sua substituição por fontes de energia renováveis, como geradores eólicos e painéis solares, provocará desemprego e privações econômicas.

Redimindo a ciência

Enquanto os "Resumos" do IPCC são empregados para promover um apocalipse climático, a ser contido com restrições ao desenvolvimento e a confiança nos mercados, cientistas comprometidos com a busca da verdade se empenham para conhecer os fatores reais que influenciam o clima, com uma perspectiva mais ampla do que o limitado e reducionista enfoque "carbonífero".

Desde a década passada, tem evoluído rapidamente o entendimento do papel exercido pela interação entre os raios cósmicos e o campo magnético do Sol, no que já pode ser considerado uma nova disciplina científica, a cosmoclimatologia. O impulso fundamental veio das pesquisas de Eigil Friis-Christensen e Knud Lassen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês, que, em 1991, conseguiram uma correlação quase perfeita entre a evolução das temperaturas no Hemisfério Norte desde 1860 e a extensão dos ciclos de manchas solares. Pesquisas posteriores revelaram que o mecanismo de interferência é a penetração dos raios cósmicos na atmosfera terrestre, que ionizam as moléculas de ar e ajudam a formar os núcleos de condensação formadores das nuvens. Como se sabe, a cobertura de nuvens (geralmente, mal representada nos modelos climáticos) exerce um fator fundamental no balanço energético da atmosfera e, portanto, sobre as temperaturas.

A intensidade dos fluxos de raios cósmicos é afetada pelo campo magnético do Sol (quanto mais forte, menos raios chegam à atmosfera) e pela migração do Sistema Solar através de áreas da Via Láctea com diferentes concentrações de poeira cósmica e atividades estelares.

A prova experimental foi proporcionada pelo Dr. Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional dinamarquês. Ele e sua equipe simularam a atmosfera terrestre em uma câmara plástica e o Sol com raios ultravioleta, observando enquanto a interação com os raios cósmicos produzia de imediato núcleos estáveis de água e ácido sulfúrico, os elementos constituintes dos núcleos de condensação das nuvens (por ironia, o primeiro artigo de Svensmark comunicando o feito foi publicado em outubro de 2006, nos Proceedings da mesma Real Sociedade que está apoiando a escalada "aquecimentista").

Para divulgar os avanços da cosmoclimatologia, Svensmark se associou ao célebre divulgador científico sir Nigel Calder, para escrever o livro The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change (As estrelas que esfriam: uma nova teoria das mudanças climáticas), que acaba de ser publicado pela editora londrina Icon Books (esperemos que em breve saia uma edição brasileira).

Como os estudos apontam que a atividade solar deverá atingir um mínimo no próximo ciclo, em meados da década de 2020, Svensmark e outros cientistas prevêem um resfriamento atmosférico nas próximas décadas. O Dr. Habibullo Abudssamatov, diretor do Laboratório de Pesquisas Espaciais do Observatório de Pulkovo (Rússia), afirma que as temperaturas começarão a cair já em 2012-15 e atingirão um mínimo em meados do século, em uma queda comparável à Pequena Idade do Gelo, quando as temperaturas caíram 1-2oC.

Finalizamos com as palavras dos geólogos Leonid Khilyuk e George Chilingar, da Universidade do Sul da Califórnia, em um contundente artigo publicado em 2006 na revista Environmental Geology: "Quaisquer tentativas de mitigar mudanças climáticas indesejáveis usando regulamentações restritivas estão condenadas ao fracasso, porque as forças naturais globais são pelo menos 4-5 ordens de magnitude maiores que os controles humanos disponíveis... Assim, as tentativas de alterar as mudanças climáticas globais que estão ocorrendo - e as drásticas medidas prescritas pelo Protocolo de Kyoto - têm que ser abandonadas, por insignificantes e danosas. Em vez disto, a obrigação moral e profissional de todos os cientistas e políticos responsáveis é minimizar a miséria humana potencial resultante das mudanças globais a caminho."

O Caso Lysenko: quando a ideologia destrói a ciência

O chamado Caso Lysenko, que obstaculizou o progresso da biologia e da agricultura na antiga URSS por quase meio século, é um dos mais dramáticos exemplos do que a combinação de uma ideologia estreita com o oportunismo e as ambições de indivíduos limitados pode acarretar para a ciência, em particular, e a sociedade, em geral.

Trofim Denissovitch Lysenko (1898-1976) era um agrônomo ucraniano cientificamente medíocre, mas um grande oportunista político, que soube aproveitar a consolidação de Stálin no poder soviético, no final da década de 1920, para assumir em pouco tempo um literal poder de vida ou morte sobre a política científica do regime, principalmente entre as ciências biológicas. Entre os seus alvos prioritários, estavam os pesquisadores da genética, considerada pelos ideólogos marxistas do regime uma teoria "capitalista, burguesa e idealista", que não se encaixava no ideário do materialismo dialético. Com o beneplácito da cúpula do regime, os pesquisadores da genética eram acusados de reacionários e contrarrevolucionários e os que se atreviam a se opor a Lysenko e seus acólitos passaram a ser perseguidos, demitidos, processados e, com freqüência, encarcerados ou executados. Sua vítima mais famosa foi o geneticista vegetal Nikolai Vavilov, um cientista de renome internacional, que morreu de subnutrição na prisão, em 1943.

Surpreendentemente, a influência nefasta de Lysenko prosseguiu após a morte de Stálin, em 1953, e apenas começou a ser erradicada com a queda de Nikita Kruvschov, em 1964. O "lysenkoísmo" teve resultados catastróficos, pois a ciência e a agricultura soviéticas ficaram afastadas da revolução agrícola mundial ocorrida a partir da década de 1950, a chamada "Revolução Verde", em grande medida baseada na introdução de cultivares geneticamente selecionados. Ainda hoje, a ciência na Rússia e nos antigos integrantes do bloco soviético se ressente dos efeitos dessa onda de obscurantismo e intolerância.

Os paralelos entre o "lysenkoísmo" e a histeria "aquecimentista" não devem ser perdidos de vista, pois a História não costuma perdoar a desatenção com as suas lições.

Nota: Esse documento está também disponível na versão pdf 

(1,3 Mb)

Ray Evans

 

Em:

http://www.alerta.inf.br/ct/723.html

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Discos dos anos 00

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19:34

Emiliana Torrini - Fisherman's Woman (2005)

 

Violões mágicos e voz vinda das estrelas numa tarde chuvosa. Emiliana Torrini ao tentar soar despretensiosa comete uma obra de arte. Uma pequena caixa escondida debaixo da cama ou em alguma passagem secreta, onde encontramos mémorias, pequenos versos há tempos guardados, lúdicas cartas esboçadas mas jamais enviadas a destinatários tão perto e tão longe de nossos corações como restos de impressões digitais de outrora entoados num canto angelical orquestrado de sutilezas.

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Discos dos anos 00

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08:44

alpha - the sky is mine (2007)

As vezes uma canção quando está sendo tocada é capaz

de suprimir o tempo e onde a imensidão das nossas percepções

se estremecem rumo ao alvoroço calmo do sonho…

Poucos grupos conseguem isso como o Alpha.

Não só um dos discos mais belos da década

como um das paisagens sonoras mais delicadas da nossa geração.

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Discos dos anos 00

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22:18


Air - Talkie Walkie (2004)

O terceiro resgistro do duo francês de downbeat (sem contar com a trilha
para o filme da Sofia Copolla) foi a prova definitiva
da magfnicancia sublime de suas composições.
Em Talkie Walkie, o Air está mais humano e destila
suas camadas sedutoras pelo poros do silêncio
impregnado de um ar fresco com paisagens delicadas,
calmarias doces, vozes femininas remoendo antigas memorias,
Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel assinam
um dos discos mais belos do excentrico grupo.

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Discos dos anos 00

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12:14


Sigur Rós - ( ) (2002)


Qual sentimento traduz o sublime?
A "Perfeição", a "beleza", o gesto que eterniza?
Ou uma melodia inesquecível, entoada por seres
vindos dos mais delicados sonhos e tocando nossos sentidos
e nos convidando para não muito longe...apenas...
dentro de nós mesmo. ( ).


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Discos dos anos 00

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21:08


Primal Scream - Exterminator (2000)

Bobby Gillespie e companhia nos arremessam no século XXI
como um vômito sintetico dado por um ciborg futurista.
Eletrônica, jazz e guitarras se unem em passagens caóticas,
catarticas interverções lisergicas num mundo submerso
antropofagicas melodias, como que vindas,
da mente doentia de William Gibson,
O Primal Scream assinava assim,
uma das primeiras obras atemporais da década.



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Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses

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03:20



Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses
:: WebMaster ::

Eu tenho pesquisado o fenômeno Crop Circles (Círculo nas Colheitas ou Círculos Ingleses) desde que eu vi meu primeiro círculo em 1976. Eu tinha feito uma "vigília noturna" tentando observar OVNIs na colina Clay em Warminster. Três círculos de luzes coloridas separadas por aproximadamente seis pés (2 metros) de diâmetro ficaram circulando sobre nós durante umas três horas no topo da colina, fundindo-se às vezes em um único globo e separando novamente bem sobre nós. De repente, um dos círculos desceu a uns trinta pés (10 metros) e voou em um campo abaixo. Quando amanheceu notei um círculo aplainado no campo de trigo. Em minha inspeção observei que não havia nenhum talo quebrado no círculo há pouco perfeitamente aplainado de uns trinta pés de diâmetro.

Em tempo:...eu acabara de tomar conhecimento dos famosos "Tully UFO Nests" que apareceram em 1966 na Austrália, mas não tinha ouvido falar de nada de natureza semelhante neste país. Lá, no entanto, parece haver um lapso no aparecimento de qualquer círculo na colheita. Apesar de minha procura e pedido de qualquer informação sobre eles até 1980, nada descobri. Em minha pesquisa sobre os círculos durante este período eu descobri uma menção deles na literatura francesa antiga (por volta de 800d.C.). O Bispo de Lyon daquela época havia escrito sobre algo semelhante à um padre de fora que estava assumindo a paróquia de Lyon. O conteúdo do manuscrito era basicamente advertir ao novo padre que estava havendo uma "adoração do diabo" pelos paroquianos locais e que eles estavam colecionando sementes de "círculos aplainados" e os usando para ritos de fertilidade.

Com minhas investigações no enigma dos OVNIs desde 1950, eu sentia, e ainda sinto, que há um vínculo entre estes fenômenos. Em 1988 eu comecei minha própria equipe de pesquisa chamada Investigações dos Fenômenos da Colheita (Crop Phenomena Investigations). Desde aquele período eu tenho trabalhado com vários institutos, inclusive com o famoso Dr. William do laboratório de Levengood na América. Ele é um Biofísico e com sua equipe levou a cabo diversas pesquisas em amostras que ele recebeu de várias partes do mundo, que foram tirados de formações nos "Círculos de Colheita", incluindo os de nosso país. Ele teve suas pesquisas publicadas em várias revistas científicas ao redor do mundo.

O que nos realmente sabemos a respeito das formações?
Fato -> sabemos da pesquisa científica em que estou envolvido que eles são formados (as genuínas formações) por uma energia capaz de alterar a estrutura molecular da planta sem danificá-la. Além disso, também é capaz de alterar a taxa de crescimento e o seu padrão.
Fato -> a energia envolvida parece ser benigna e do meu conhecimento não é usada neste planeta.
Fato -> algumas formações irradiam uma onda de aproximadamente 5.7 Hz no espectro eletromagnético.
Fato -> ocorrem paralelamente ao avistamento de OVNIs.
Fato -> mesmo após a colheita, a forma dos círculos tem permanecido na terra
durante pelo menos seis meses em alguns casos. Isto não pode ser conseguido por "formações na colheita" feitas por humanos.
Fato -> em algumas das formações, bússolas giram denotando uma anomalia magnética presente.
Fato -> a plantação fora da formação não exibe as mesmas características encontradas dentro do círculo.
Fato -> não há nenhum nível de consistência. Em algumas formações temos o fator som, as anomalias magnéticas e impressões no solo, mas isto não quer dizer que iremos encontrar as mesmas características na próxima formação.
Ainda assim, pode-se mostrar que os novos círculos fazem parte de uma formação genuína.
Fato -> se nenhum ser humano entrar na formação, a colheita (plantação) continuará crescendo e o fazendeiro não vai perder qualquer grão.

Assim, o que nós temos? Lindos padrões geométricos nos campos que desafiam nossas leis de lógica, da física e os argumentos. Mas eles continuam aparecendo pelo mundo afora! Eles parecem ter um profundo efeito espiritual em todos os visitantes ou pesquisadores. Talvez, se nada mais houver, esta seja a razão da sua existência.

Como no cenário dos OVNIs, talvez exista um encobrimento com o fenômeno das formações dos círculos nas colheitas, eles são um mistério que um dia a humanidade irá conhecer. A verdade está lá fora e vocês sabem onde devem olhar!

David Kingston, Tradução de Gelson Rocha
e-mail: david.kingston@virgin.net


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2264
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Discos dos anos 00

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12:20


Emily Haines - Knives Don't Have Your Back (2007)

Emily Haines, também conhecida pelo vocal do Metric,
mostra em seu debut o poder da melodia.
Disco de camadas de pianos e sussurros flutuantes,
doces reverberações nos entorpecendo
com a beleza de acordes suaves.
Linhas cintilantes de madrugadas sussurantes
e um vocal lagrimejantemente inspirado.
Knives Don't Have Your Back é um tratato com o sublime.
Onde cada passagem releva longas paisagens de vislumbração.
Um verdadeiro achado nos báus dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:58


Microbunny - Dead Star (2004)

al okada e Tamara Williamson nos apresentam sua estrela morta
sulgada por um buraco negro indivizível de camadas de jazz espacial,
fusoes de matais com samples alucinados,
esquizofrenicas passagem abstratas,
faixas que duram segundos,
como pequenas passagens secretas nos becos da melodia.
Dead Star, segundo reberto,
desse extraordináriamente desconhecido grupo canadense,
é um das grandes obras primas do Downbeat dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:37


Bjork - Vesperine (2001)

Em 2001, Bjork volta com uma obra prima.
Vespertine lançado em 2001 é uma análise sobre o amor
e as relações humanas sem cair no clichê, natural dentro de um tema tão batido.
Vespertine com densos arranjos minimalistas, instrumentos pouco usuais,
camadas eletrônicas e um vocal arrebatador,
é um dos grandes discos pra mim dessa década.




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"Climategate"

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11:03


Não se pode permitir que o nosso irremediavelmente comprometido establishment científico escape impune com uma tentativa de camuflagem quanto às estatísticas do aquecimento global.

Uma semana depois de o meu colega James Delingpole, no seu blog Telegraph, cunhar a expressão "Climategate" para descrever o escândalo revelado pela fuga de emails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia, o Google mostrava que a palavra agora aparece mais de nove milhões de vezes na Internet. Mas em toda esta vasta área de cobertura electrónica, um ponto enormemente relevante acerca destes milhares de documentos tem sido em grande medida omitido.

A razão porque mesmo George Monbiot, do Guardian, exprimiu choque total e desalento com o quadro revelado pelos documentos é que os seus autores não são simplesmente qualquer antigo grupo de académicos. A sua importância não pode ser super-estimada. O que estamos a ver aqui é o pequeno grupo de cientistas que durante anos tem sido mais influente do que qualquer outro na promoção do alarme em todo o mundo acerca do aquecimento global, nem que seja através do papel que desempenharam no cerne do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU.

O professor Philip Jones, o director do CRU, é o responsável pelos dois conjuntos de dados chave utilizados pelo IPCC para redigir os seus relatórios. Através do seu link ao Hadley Centre, parte do Met Office britânico, o qual selecciona a maior parte dos contribuidores científicos fundamentais do IPCC, o seu registo da temperatura global é o mais importante dos quatro conjuntos de dados de temperatura sobre os quais repousam o IPCC e os governos – nem que seja para as suas previsões de que o mundo aquecerá a níveis catastróficos a menos que milhões de milhões de dólares sejam gastos para o impedir.

O artigo continua após esta advertência:

O dr. Jones também é uma peça chave do grupo estreitamente coeso de cientistas americanos e britânicos responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico do "hockey stick" de Michael Mann, o qual 10 anos atrás inverteu a história do clima ao mostrar que, após 1000 anos de declínio, as temperaturas globais haviam recentemente disparado para os mais altos níveis da história registada.

Tendo-lhe sido atribuído o estrelato pelo IPCC, ainda que seja pelo modo como pareceu eliminar o desde há muito aceite Período Quente Medieval, quando as temperaturas eram mais elevadas do que hoje, o gráfico tornou-se o ícone central de todo o movimento do aquecimento global de origem antropogénica.

Desde 2003, contudo, quando os métodos estatísticos utilizados para criar o "hockey stick" foram pela primeira vez denunciados pelo perito estatístico canadiano Steve McIntyre como fundamentalmente enviesados, uma batalha cada vez mais acalorada tem estado a ser travada entre os apoiantes de Mann, que se auto-denominam "a Equipe Hockey", e McIntyre e os seus próprios aliados, pois eles têm posto em causa de modo cada vez mais devastador toda a base estatística sobre a qual o IPCC e a CRU construíram a sua argumentação.

Os remetentes e destinatários dos emails escapados da CRU constituem a lista da elite científica do IPCC, incluindo não apenas a "Equipe Hockey", tal como o próprio dr. Mann, o dr. Jones e o seu colega da CRU Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável por uma altamente controversa re-redacção de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth que de modo igualmente controverso empurrou o IPCC para o alarmismo quanto à actividade de furacões; e Gavin Schmidt, a mão direita do aliado de Al Gore, o dr. James Hansen, cujo registo próprio do GISS [Goddard Institute for Space Studies] de dados de temperatura superficial é o segundo em importância após o da própria CRU.

Nos documentos revelados há três sequências em particular que enviaram uma onda de choque aos observadores informados de todo o mundo. Talvez a mais óbvia, como lucidamente destacado por Willis Eschenbach (ver o blog Climate Audit de McIntyre e o blog Watts Up With That de Anthony Watt), é a altamente perturbadora série de emails que mostra como o dr. Jones e os seus colegas durante anos estiveram a discutir as tácticas tortuosas pelas quais podiam evitar divulgar os seus dados para outros [cientistas] externos de acordo com a legislação sobre liberdade de informação (freedom of information laws).

Eles sugeriram todas as desculpas possíveis a fim de esconder os dados de base sobre os quais se baseavam as suas descobertas e registos de temperatura.

OS DADOS "PERDIDOS" DO DR. JONES

Isto por si mesmo tornou-se um grande escândalo, nem que seja pela recusa do dr. Jones a divulgar os dados básicos a partir dos quais a CRU extrai o seu muito influente registo de temperatura, o que no último Verão culminou com a sua espantosa afirmação de que grande parte dos dados de todo o mundo havia simplesmente sido "perdida". O mais incriminador de tudo são os emails nos quais cientistas são aconselhados a eliminar (to delete) grandes blocos (chunks) de dados. Quando isto acontece após a recepção de um requerimento ao abrigo da lei de liberdade de informação constitui um delito criminoso.

Mas a questão que inevitavelmente se levanta desta recusa sistemática a divulgar os seus dados é: o que é que estes cientistas parecem tão ansiosos por esconder? A segunda e mais chocante revelação dos documentos escapados é como eles mostram cientistas a tentarem manipular dados através dos seus tortuosos programas de computador, sempre a apontar apenas para a direcção desejada – reduzir temperaturas passadas e "ajustar" em alta temperaturas recentes, a fim de transmitir a impressão de um aquecimento acelerado. Isto verificou-se tão frequentemente (nos documentos relativos a dados de computador no ficheiro Harry Read Me) que se tornou o elemento único mais perturbador de toda a história. Foi isto que o sr. McIntyre apanhou o dr. Hansen a fazer com o seu registo de temperatura do GISS do ano passado (após o que Hansen foi forçado a rever o seu registo), e dois novos exemplos chocantes agora vieram à luz na Austrália e na Nova Zelândia.

Em cada um destes países foi possível aos cientistas locais compararem o registo da temperatura oficial com os dados originais sobre os quais supostamente estavam baseados. Em cada caso é claro que o mesmo truque foi efectuado – transformar um gráfico de temperatura basicamente constante num gráfico que mostra temperaturas a elevarem-se firmemente. Em cada caso esta manipulação foi executada sob a influência da CRU.

O que é tragicamente evidente a partir do ficheiro Harry Read Me é o quadro que transmite dos cientistas da CRU irremediavelmente confusos com os complexos programas de computador que conceberam para contorcer os seus dados na direcção aprovada, mais de uma vez a exprimirem o seu próprio desespero quanto à dificuldade em conseguirem os resultados que desejavam.

O SILENCIAMENTO DE PERITOS CONTESTATÁRIOS

A terceira revelação chocante nestes documentos é o modo implacável como estes académicos estiveram determinados a silenciar qualquer perito que questionasse as descobertas a que haviam chegado por tão dúbios métodos – não apenas pela recusa a revelar os seus dados de base como também pela desacreditação e exclusão de qualquer publicação científica que ousasse publicar os seus trabalhos de crítica. Aparentemente eles estavam preparados para travar, se não a reprimir, o debate científico por este meio, nem que seja por assegurar que nenhuma investigação divergente teria lugar nas páginas dos relatórios do IPCC.

Já em 2006, quando o eminente estatístico estado-unidense professor Edward Wegman produziu um relatório pericial para o Congresso dos EUA corroborando a demolição de Steve McIntyre do [gráfico do] "hockey stick", ele denunciou o modo como este mesmo "grupo duramente coeso" de académicos parecia entusiástico apenas em colaborar uns com os outros e fazer "avaliações para publicação" ("peer review") só dos documentos uns dos outros a fim de dominar os resultados daqueles relatórios do IPCC sobre os quais grande parte do futuro dos EUA e da economia mundial poderiam depender. À luz das mais recentes revelações, agora parece ainda mais evidente que estes homens fracassaram na defesa daqueles princípios que jazem no cerne da investigação e debate científico genuínos. Agora um respeitado cientista climático dos EUA, o dr. Eduardo Zorita, propôs que o dr. Mann e o dr. Jones fossem excluídos de qualquer nova participação no IPCC. Mesmo o nosso próprio George Monbiot, horrorizado ao descobrir como fora traído pelos supostos peritos que estivera a reverenciar e a citar por tanto tempo, apelou ao dr. Jones para que se demitisse da chefia da CRU.

O antigo chanceler Lord (Nigel) Lawson, ao lançar na semana passada o seu novo grupo de influência (think tank), o Global Warming Policy Foundation, apelou correctamente a uma investigação independente dentro do labirinto de trapaças revelado pelas fugas da CRU. Mas o inquérito, posto a debate na sexta-feira possivelmente será presidido por Lord Rees, presidente da Royal Society – ela própria uma desavergonhada propagandista da causa aquecimentista –, está longe de ser o que Lord Lawson tinha em mente. Ao nosso establishment científico, irremediavelmente comprometido, não pode ser permitido escapar com um branqueamento do que se tornou o maior escândalo científico da nossa era.


28/Novembro/2009

Ver também Aquecimento global: uma impostura científica , artigo do grande cientista Marcel Leroux publicado por resistir.info em 21/Maio/2006.

[*] Autor de The Real Global Warming Disaster: Is the Obsession with 'climate change' Turning Out to be the Most Costly Scientific Blunder in History?

O original encontra-se em http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16321

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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Krautrokando

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Timewind, de Klaus Schulze


Virgin, 1975, 58m




O Ex música do Tangerine Dream e Ash Ra Tempel (duas lendas do Krautrock) nos presentei com esse
monolito sonoro indiscutivelmente surrealista. Continue

Você chega em casa e coloca um disco pra tocar...

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Submerso você encontra-se numa teia de sussurros
que se entrelaçam com a melodia.
Sons de ninar para uma noite qualquer e palavras distorcidas
num espectograma inenarravel.
Pulsações frenéticas rompem as barreiras palpáveis que treme os arredores.
Kid A parace ser a reafrmação andrógina do que nos tornamos.
Balbuciadores de nós mesmo, lamentaradores
que se alimentam de sonhos desfeitos mas ainda sonhados,
febre que se vulcaniza e névoa decomposta dentro da própria boca...
Pequenos gemidos ao longe em um ultimo fôlego sedento...

"oque está acontecendo?"

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