Discos dos anos 00

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22:18


Air - Talkie Walkie (2004)

O terceiro resgistro do duo francês de downbeat (sem contar com a trilha
para o filme da Sofia Copolla) foi a prova definitiva
da magfnicancia sublime de suas composições.
Em Talkie Walkie, o Air está mais humano e destila
suas camadas sedutoras pelo poros do silêncio
impregnado de um ar fresco com paisagens delicadas,
calmarias doces, vozes femininas remoendo antigas memorias,
Nicolas Godin e Jean-Benoit Dunckel assinam
um dos discos mais belos do excentrico grupo.

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Discos dos anos 00

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12:14


Sigur Rós - ( ) (2002)


Qual sentimento traduz o sublime?
A "Perfeição", a "beleza", o gesto que eterniza?
Ou uma melodia inesquecível, entoada por seres
vindos dos mais delicados sonhos e tocando nossos sentidos
e nos convidando para não muito longe...apenas...
dentro de nós mesmo. ( ).


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Discos dos anos 00

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21:08


Primal Scream - Exterminator (2000)

Bobby Gillespie e companhia nos arremessam no século XXI
como um vômito sintetico dado por um ciborg futurista.
Eletrônica, jazz e guitarras se unem em passagens caóticas,
catarticas interverções lisergicas num mundo submerso
antropofagicas melodias, como que vindas,
da mente doentia de William Gibson,
O Primal Scream assinava assim,
uma das primeiras obras atemporais da década.



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Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses

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03:20



Investigações do fenômeno dos Círculos Ingleses
:: WebMaster ::

Eu tenho pesquisado o fenômeno Crop Circles (Círculo nas Colheitas ou Círculos Ingleses) desde que eu vi meu primeiro círculo em 1976. Eu tinha feito uma "vigília noturna" tentando observar OVNIs na colina Clay em Warminster. Três círculos de luzes coloridas separadas por aproximadamente seis pés (2 metros) de diâmetro ficaram circulando sobre nós durante umas três horas no topo da colina, fundindo-se às vezes em um único globo e separando novamente bem sobre nós. De repente, um dos círculos desceu a uns trinta pés (10 metros) e voou em um campo abaixo. Quando amanheceu notei um círculo aplainado no campo de trigo. Em minha inspeção observei que não havia nenhum talo quebrado no círculo há pouco perfeitamente aplainado de uns trinta pés de diâmetro.

Em tempo:...eu acabara de tomar conhecimento dos famosos "Tully UFO Nests" que apareceram em 1966 na Austrália, mas não tinha ouvido falar de nada de natureza semelhante neste país. Lá, no entanto, parece haver um lapso no aparecimento de qualquer círculo na colheita. Apesar de minha procura e pedido de qualquer informação sobre eles até 1980, nada descobri. Em minha pesquisa sobre os círculos durante este período eu descobri uma menção deles na literatura francesa antiga (por volta de 800d.C.). O Bispo de Lyon daquela época havia escrito sobre algo semelhante à um padre de fora que estava assumindo a paróquia de Lyon. O conteúdo do manuscrito era basicamente advertir ao novo padre que estava havendo uma "adoração do diabo" pelos paroquianos locais e que eles estavam colecionando sementes de "círculos aplainados" e os usando para ritos de fertilidade.

Com minhas investigações no enigma dos OVNIs desde 1950, eu sentia, e ainda sinto, que há um vínculo entre estes fenômenos. Em 1988 eu comecei minha própria equipe de pesquisa chamada Investigações dos Fenômenos da Colheita (Crop Phenomena Investigations). Desde aquele período eu tenho trabalhado com vários institutos, inclusive com o famoso Dr. William do laboratório de Levengood na América. Ele é um Biofísico e com sua equipe levou a cabo diversas pesquisas em amostras que ele recebeu de várias partes do mundo, que foram tirados de formações nos "Círculos de Colheita", incluindo os de nosso país. Ele teve suas pesquisas publicadas em várias revistas científicas ao redor do mundo.

O que nos realmente sabemos a respeito das formações?
Fato -> sabemos da pesquisa científica em que estou envolvido que eles são formados (as genuínas formações) por uma energia capaz de alterar a estrutura molecular da planta sem danificá-la. Além disso, também é capaz de alterar a taxa de crescimento e o seu padrão.
Fato -> a energia envolvida parece ser benigna e do meu conhecimento não é usada neste planeta.
Fato -> algumas formações irradiam uma onda de aproximadamente 5.7 Hz no espectro eletromagnético.
Fato -> ocorrem paralelamente ao avistamento de OVNIs.
Fato -> mesmo após a colheita, a forma dos círculos tem permanecido na terra
durante pelo menos seis meses em alguns casos. Isto não pode ser conseguido por "formações na colheita" feitas por humanos.
Fato -> em algumas das formações, bússolas giram denotando uma anomalia magnética presente.
Fato -> a plantação fora da formação não exibe as mesmas características encontradas dentro do círculo.
Fato -> não há nenhum nível de consistência. Em algumas formações temos o fator som, as anomalias magnéticas e impressões no solo, mas isto não quer dizer que iremos encontrar as mesmas características na próxima formação.
Ainda assim, pode-se mostrar que os novos círculos fazem parte de uma formação genuína.
Fato -> se nenhum ser humano entrar na formação, a colheita (plantação) continuará crescendo e o fazendeiro não vai perder qualquer grão.

Assim, o que nós temos? Lindos padrões geométricos nos campos que desafiam nossas leis de lógica, da física e os argumentos. Mas eles continuam aparecendo pelo mundo afora! Eles parecem ter um profundo efeito espiritual em todos os visitantes ou pesquisadores. Talvez, se nada mais houver, esta seja a razão da sua existência.

Como no cenário dos OVNIs, talvez exista um encobrimento com o fenômeno das formações dos círculos nas colheitas, eles são um mistério que um dia a humanidade irá conhecer. A verdade está lá fora e vocês sabem onde devem olhar!

David Kingston, Tradução de Gelson Rocha
e-mail: david.kingston@virgin.net


http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2264
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Discos dos anos 00

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12:20


Emily Haines - Knives Don't Have Your Back (2007)

Emily Haines, também conhecida pelo vocal do Metric,
mostra em seu debut o poder da melodia.
Disco de camadas de pianos e sussurros flutuantes,
doces reverberações nos entorpecendo
com a beleza de acordes suaves.
Linhas cintilantes de madrugadas sussurantes
e um vocal lagrimejantemente inspirado.
Knives Don't Have Your Back é um tratato com o sublime.
Onde cada passagem releva longas paisagens de vislumbração.
Um verdadeiro achado nos báus dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:58


Microbunny - Dead Star (2004)

al okada e Tamara Williamson nos apresentam sua estrela morta
sulgada por um buraco negro indivizível de camadas de jazz espacial,
fusoes de matais com samples alucinados,
esquizofrenicas passagem abstratas,
faixas que duram segundos,
como pequenas passagens secretas nos becos da melodia.
Dead Star, segundo reberto,
desse extraordináriamente desconhecido grupo canadense,
é um das grandes obras primas do Downbeat dessa década.


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Discos dos anos 00

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11:37


Bjork - Vesperine (2001)

Em 2001, Bjork volta com uma obra prima.
Vespertine lançado em 2001 é uma análise sobre o amor
e as relações humanas sem cair no clichê, natural dentro de um tema tão batido.
Vespertine com densos arranjos minimalistas, instrumentos pouco usuais,
camadas eletrônicas e um vocal arrebatador,
é um dos grandes discos pra mim dessa década.




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"Climategate"

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11:03


Não se pode permitir que o nosso irremediavelmente comprometido establishment científico escape impune com uma tentativa de camuflagem quanto às estatísticas do aquecimento global.

Uma semana depois de o meu colega James Delingpole, no seu blog Telegraph, cunhar a expressão "Climategate" para descrever o escândalo revelado pela fuga de emails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia, o Google mostrava que a palavra agora aparece mais de nove milhões de vezes na Internet. Mas em toda esta vasta área de cobertura electrónica, um ponto enormemente relevante acerca destes milhares de documentos tem sido em grande medida omitido.

A razão porque mesmo George Monbiot, do Guardian, exprimiu choque total e desalento com o quadro revelado pelos documentos é que os seus autores não são simplesmente qualquer antigo grupo de académicos. A sua importância não pode ser super-estimada. O que estamos a ver aqui é o pequeno grupo de cientistas que durante anos tem sido mais influente do que qualquer outro na promoção do alarme em todo o mundo acerca do aquecimento global, nem que seja através do papel que desempenharam no cerne do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU.

O professor Philip Jones, o director do CRU, é o responsável pelos dois conjuntos de dados chave utilizados pelo IPCC para redigir os seus relatórios. Através do seu link ao Hadley Centre, parte do Met Office britânico, o qual selecciona a maior parte dos contribuidores científicos fundamentais do IPCC, o seu registo da temperatura global é o mais importante dos quatro conjuntos de dados de temperatura sobre os quais repousam o IPCC e os governos – nem que seja para as suas previsões de que o mundo aquecerá a níveis catastróficos a menos que milhões de milhões de dólares sejam gastos para o impedir.

O artigo continua após esta advertência:

O dr. Jones também é uma peça chave do grupo estreitamente coeso de cientistas americanos e britânicos responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico do "hockey stick" de Michael Mann, o qual 10 anos atrás inverteu a história do clima ao mostrar que, após 1000 anos de declínio, as temperaturas globais haviam recentemente disparado para os mais altos níveis da história registada.

Tendo-lhe sido atribuído o estrelato pelo IPCC, ainda que seja pelo modo como pareceu eliminar o desde há muito aceite Período Quente Medieval, quando as temperaturas eram mais elevadas do que hoje, o gráfico tornou-se o ícone central de todo o movimento do aquecimento global de origem antropogénica.

Desde 2003, contudo, quando os métodos estatísticos utilizados para criar o "hockey stick" foram pela primeira vez denunciados pelo perito estatístico canadiano Steve McIntyre como fundamentalmente enviesados, uma batalha cada vez mais acalorada tem estado a ser travada entre os apoiantes de Mann, que se auto-denominam "a Equipe Hockey", e McIntyre e os seus próprios aliados, pois eles têm posto em causa de modo cada vez mais devastador toda a base estatística sobre a qual o IPCC e a CRU construíram a sua argumentação.

Os remetentes e destinatários dos emails escapados da CRU constituem a lista da elite científica do IPCC, incluindo não apenas a "Equipe Hockey", tal como o próprio dr. Mann, o dr. Jones e o seu colega da CRU Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável por uma altamente controversa re-redacção de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth que de modo igualmente controverso empurrou o IPCC para o alarmismo quanto à actividade de furacões; e Gavin Schmidt, a mão direita do aliado de Al Gore, o dr. James Hansen, cujo registo próprio do GISS [Goddard Institute for Space Studies] de dados de temperatura superficial é o segundo em importância após o da própria CRU.

Nos documentos revelados há três sequências em particular que enviaram uma onda de choque aos observadores informados de todo o mundo. Talvez a mais óbvia, como lucidamente destacado por Willis Eschenbach (ver o blog Climate Audit de McIntyre e o blog Watts Up With That de Anthony Watt), é a altamente perturbadora série de emails que mostra como o dr. Jones e os seus colegas durante anos estiveram a discutir as tácticas tortuosas pelas quais podiam evitar divulgar os seus dados para outros [cientistas] externos de acordo com a legislação sobre liberdade de informação (freedom of information laws).

Eles sugeriram todas as desculpas possíveis a fim de esconder os dados de base sobre os quais se baseavam as suas descobertas e registos de temperatura.

OS DADOS "PERDIDOS" DO DR. JONES

Isto por si mesmo tornou-se um grande escândalo, nem que seja pela recusa do dr. Jones a divulgar os dados básicos a partir dos quais a CRU extrai o seu muito influente registo de temperatura, o que no último Verão culminou com a sua espantosa afirmação de que grande parte dos dados de todo o mundo havia simplesmente sido "perdida". O mais incriminador de tudo são os emails nos quais cientistas são aconselhados a eliminar (to delete) grandes blocos (chunks) de dados. Quando isto acontece após a recepção de um requerimento ao abrigo da lei de liberdade de informação constitui um delito criminoso.

Mas a questão que inevitavelmente se levanta desta recusa sistemática a divulgar os seus dados é: o que é que estes cientistas parecem tão ansiosos por esconder? A segunda e mais chocante revelação dos documentos escapados é como eles mostram cientistas a tentarem manipular dados através dos seus tortuosos programas de computador, sempre a apontar apenas para a direcção desejada – reduzir temperaturas passadas e "ajustar" em alta temperaturas recentes, a fim de transmitir a impressão de um aquecimento acelerado. Isto verificou-se tão frequentemente (nos documentos relativos a dados de computador no ficheiro Harry Read Me) que se tornou o elemento único mais perturbador de toda a história. Foi isto que o sr. McIntyre apanhou o dr. Hansen a fazer com o seu registo de temperatura do GISS do ano passado (após o que Hansen foi forçado a rever o seu registo), e dois novos exemplos chocantes agora vieram à luz na Austrália e na Nova Zelândia.

Em cada um destes países foi possível aos cientistas locais compararem o registo da temperatura oficial com os dados originais sobre os quais supostamente estavam baseados. Em cada caso é claro que o mesmo truque foi efectuado – transformar um gráfico de temperatura basicamente constante num gráfico que mostra temperaturas a elevarem-se firmemente. Em cada caso esta manipulação foi executada sob a influência da CRU.

O que é tragicamente evidente a partir do ficheiro Harry Read Me é o quadro que transmite dos cientistas da CRU irremediavelmente confusos com os complexos programas de computador que conceberam para contorcer os seus dados na direcção aprovada, mais de uma vez a exprimirem o seu próprio desespero quanto à dificuldade em conseguirem os resultados que desejavam.

O SILENCIAMENTO DE PERITOS CONTESTATÁRIOS

A terceira revelação chocante nestes documentos é o modo implacável como estes académicos estiveram determinados a silenciar qualquer perito que questionasse as descobertas a que haviam chegado por tão dúbios métodos – não apenas pela recusa a revelar os seus dados de base como também pela desacreditação e exclusão de qualquer publicação científica que ousasse publicar os seus trabalhos de crítica. Aparentemente eles estavam preparados para travar, se não a reprimir, o debate científico por este meio, nem que seja por assegurar que nenhuma investigação divergente teria lugar nas páginas dos relatórios do IPCC.

Já em 2006, quando o eminente estatístico estado-unidense professor Edward Wegman produziu um relatório pericial para o Congresso dos EUA corroborando a demolição de Steve McIntyre do [gráfico do] "hockey stick", ele denunciou o modo como este mesmo "grupo duramente coeso" de académicos parecia entusiástico apenas em colaborar uns com os outros e fazer "avaliações para publicação" ("peer review") só dos documentos uns dos outros a fim de dominar os resultados daqueles relatórios do IPCC sobre os quais grande parte do futuro dos EUA e da economia mundial poderiam depender. À luz das mais recentes revelações, agora parece ainda mais evidente que estes homens fracassaram na defesa daqueles princípios que jazem no cerne da investigação e debate científico genuínos. Agora um respeitado cientista climático dos EUA, o dr. Eduardo Zorita, propôs que o dr. Mann e o dr. Jones fossem excluídos de qualquer nova participação no IPCC. Mesmo o nosso próprio George Monbiot, horrorizado ao descobrir como fora traído pelos supostos peritos que estivera a reverenciar e a citar por tanto tempo, apelou ao dr. Jones para que se demitisse da chefia da CRU.

O antigo chanceler Lord (Nigel) Lawson, ao lançar na semana passada o seu novo grupo de influência (think tank), o Global Warming Policy Foundation, apelou correctamente a uma investigação independente dentro do labirinto de trapaças revelado pelas fugas da CRU. Mas o inquérito, posto a debate na sexta-feira possivelmente será presidido por Lord Rees, presidente da Royal Society – ela própria uma desavergonhada propagandista da causa aquecimentista –, está longe de ser o que Lord Lawson tinha em mente. Ao nosso establishment científico, irremediavelmente comprometido, não pode ser permitido escapar com um branqueamento do que se tornou o maior escândalo científico da nossa era.


28/Novembro/2009

Ver também Aquecimento global: uma impostura científica , artigo do grande cientista Marcel Leroux publicado por resistir.info em 21/Maio/2006.

[*] Autor de The Real Global Warming Disaster: Is the Obsession with 'climate change' Turning Out to be the Most Costly Scientific Blunder in History?

O original encontra-se em http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16321

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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Krautrokando

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11:25


Timewind, de Klaus Schulze


Virgin, 1975, 58m




O Ex música do Tangerine Dream e Ash Ra Tempel (duas lendas do Krautrock) nos presentei com esse
monolito sonoro indiscutivelmente surrealista. Continue

Você chega em casa e coloca um disco pra tocar...

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00:15




Submerso você encontra-se numa teia de sussurros
que se entrelaçam com a melodia.
Sons de ninar para uma noite qualquer e palavras distorcidas
num espectograma inenarravel.
Pulsações frenéticas rompem as barreiras palpáveis que treme os arredores.
Kid A parace ser a reafrmação andrógina do que nos tornamos.
Balbuciadores de nós mesmo, lamentaradores
que se alimentam de sonhos desfeitos mas ainda sonhados,
febre que se vulcaniza e névoa decomposta dentro da própria boca...
Pequenos gemidos ao longe em um ultimo fôlego sedento...

"oque está acontecendo?"

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Disco para se ouvir antes da noite e depois do dia

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15:02



Emiliana Torrini - Fisherman's Woman (2005)
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O mito do aquecimento global

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12:50






O fato importante é que a defesa do modelo CO2 de aquecimento global, incluindo aí a dos painelistas do IPCC, usa como argumento fundamental a antiga suposição de relação geológica causal entre CO2 e clima?


Paulo César Soares, doutor em Ciências e professor sênior na Universidade Federal do Paraná (UFPR, p_soares@terra.com.br). Artigo enviado pelo autor ao ?JC e-mail?:

Durante recente reunião de ministros da União Européia, o novo presidente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Ragendra Pachauri, transmitia as conhecidas ameaças, vistas nos sucessivos relatórios dos últimos 16 anos, reforçado no quarto relatório da instituição da ONU, de maio de 2007.

Ameaças de maior freqüência das ondas de calor e das enchentes, bem como o derretimento das geleiras e comprometimento das cidades litorâneas fazem parte do arsenal de argumentos para convencer os governos da ameaça das mudanças climáticas.

As revistas especializadas multiplicaram seus índices de citação, enquanto a mídia tem dado eco às previsões catastróficas do IPCC e das ONGs conservacionistas, caso o problema das mudanças climáticas não seja gerenciado, com a redução das emissões de gases de efeito estufa, em especial do CO2. Por outro lado, sucessivas notícias e estudos têm revelado que a energia nuclear, a opção energética na primeira crise do petróleo, embora demonizada, há 40 anos atrás, retorna como a energia limpa.

Do ponto de vista econômico, conhece-se apenas a ponta do iceberg. Do ponto de vista político, observa-se que as mais desenvolvidas nações apresentam elevada reticência na credibilidade da teoria do aquecimento global do IPCC, apesar do apelo emocional presente.

Do ponto de vista científico a questão é ainda mais dramática, pois tem assumido a dimensão de crença. Isto não é uma novidade na ciência ou entre os cientistas. As ciências da natureza trabalham com um nível de complexidades que ultrapassam qualquer possibilidade de representação inequívoca da realidade. A verdade é sempre incompleta e tem um tempo de vida.

Um conceito, modelo ou teoria científicos são, muitas vezes, comparáveis a um mito. Quando paradigmáticos numa ciência, ao serem substituídos por outro modelo, assumem seu caráter mítico.

?O estilo mítico de pensamento é dar uma ênfase especial a uma conjetura científica, baseada tipicamente numa observação inicial ou reconhecimento de um fenômeno ao qual é dado status privilegiado relativamente a outras interpretações possíveis?, escreveu William R. Dickinson, editor associado da American Journal of Science. Muitos destes mitos são reconhecidos na história do conhecimento geológico.

O aspecto negativo dos mitos é o fato de adquirirem vida própria, tenderem a se perpetuar; se retroalimentam, se autoorganizam e se tornam resistentes, pois seus opositores têm que levantar dados e fatos mais conclusivos que as próprias evidências originais, mesmo que frágeis, do modelo, enquanto os defensores movidos pela nova onda andam de costas ou desacreditam os argumentos contrários, até que estejam cercados de evidências contrárias.

Como ciência histórica, a Geologia tem suas verdades fundamentadas nas observações, através da indução. Como ciência interpretativa se socorre da física e da química, na expectativa de que aquele princípio ou aquela lei se apliquem na complexidade dos fenômenos naturais, e melhor expliquem os fatos observados e façam melhores predições.

Como modelo preditivo, se sustenta na verdade indutiva e aplica o procedimento dedutivo. Como bem observou Chamberlin há mais de um século atrás, há que se considerar múltiplas hipóteses; senão, como saber a melhor? Há que se testar a predição, senão como falsear?

Foi o geólogo Chamberlin também quem propôs, entre outras, a hipótese do teor dióxido de carbono na atmosfera ser o responsável por um poderoso efeito estufa, implicando nas mudanças climáticas, as quais haviam então sido constatadas na história recente e antiga da Terra, com períodos glaciais e não-glaciais.

Testou mas não conseguiu comprovar em laboratório o poder de absorção e irradiação da molécula de CO2 suficiente para alterar o clima. Arrhenius tornou-se o principal defensor da possibilidade.

Estimativas de CO2 na atmosfera com base no volume de rochas vulcânicas, na relação entre vulcanismo e liberação de CO2, contrabalanceado com a quantidade de carbonato depositado, permitiram estimar um teor geo-histórico deste gás na atmosfera de até vinte vezes o valor atual de 0,03 por cento em volume. Isto explicaria climas quentes no passado geológico, apesar da então fraca radiação solar.

Na década de 90 diversos pesquisadores identificaram uma estreita correlação histórica entre teor de CO2 em bolhas de ar aprisionadas em centenas de metros de glaciares e a relação entre isótopos leves e pesados tanto para oxigênio como para hidrogênio, indicadores de volume de gelo acumulado nos glaciares e, portanto, de temperatura dos oceanos. A correlação verificada foi quase perfeita!

Teria sido então comprovada, um século depois, a esperada correlação CO2-atmosférico x temperatura. Para cada 18ppm de CO2 adicional na atmosfera ocorreria um aumento na temperatura de 1oC, concluíram importantes cientistas, como James Hansen e Makiko Sato, da NASA. Comprovara-se o poder do CO2 como fator principal do aquecimento global em cerca de 1oC no século e aquecimento maior estaria por vir. Modelos e mais modelos dedutivos foram construídos na tentativa de mostrar com detalhes cada vez mais espetaculares os efeitos maléficos do CO2.

O modelo CO2 de aquecimento global teve a adesão dos cientistas do IPCC e ganhou a mídia tanto científica como popular na condição de verdade incontestável.

Muitos outros cientistas contra-argumentaram. O registro geológico não confirma tal assertiva. Em vão.

Centenas de dados de teores de CO2 na atmosfera obtidos em inclusões minerais e de indicadores de temperatura, para o passado geológico, catalogados e publicados por cientistas como Shaviv e Veiser, há poucos anos atrás, também revelam a inexistência de indicação de que uma atmosfera mais rica em CO2 explicaria os climas mais quentes conhecidos.

Embora, tal como esperado, períodos frios correspondem a baixos teores de CO2 na atmosfera e vice versa, pois o aquecimento da água dos oceanos libera imediatamente volume geometricamente proporcional de CO2 para a atmosfera, e os absorve na medida em que esfria. Isto explica a correlação, mas não a causa.

Cientistas líderes defensores do modelo CO2 de aquecimento global ? este novo mito ? identificaram, entre outros, que há maior correlação ao se considerar o aumento de temperatura como antecedente ao aumento do teor de CO2 na atmosfera, mostrando que não é o CO2 o forçante do aquecimento, mas o aquecimento que força o aumento do CO2 na atmosfera. Mesmo vendo isto claramente, o argumento não foi considerado suficientemente convincente. Lembra a afirmação de Einstein: ?É a teoria que decide o que observamos?.

Da mesma forma, ao se examinar as variações decenais de temperatura, observa-se que há um aquecimento global, dominantemente continental, preferencialmente urbano e no hemisfério norte, contemporâneo com um aumento do teor de CO2, mas sem correlação, a exemplo do resfriamento global das décadas de 60 e 70. Por outro lado as variações quase trienais de temperatura da água dos oceanos, os efeitos La Nina e El Nino, constituem mecanismos de perda e acréscimo de CO2 na atmosfera, em volume oscilando entre 2 a 3 Gigatons, ou seja, equivalente à metade do volume anual de CO2 liberado pela queima de combustíveis fósseis.

O fato importante é que a defesa do modelo CO2 de aquecimento global, incluindo aí a dos painelistas do IPCC, usa como argumento fundamental a antiga suposição de relação geológica causal entre CO2 e clima, e desconsideram todo o volume recentemente disponível de dados e informações, que dão suporte científico à inexistência desta relação causal entre teor CO2 e temperatura, mas sim entre aquecimento, movido primariamente pela radiância solar, e enriquecimento atmosférico de CO2. A variação no efeito estufa não é negligenciável, mas o CO2 parece ser apenas uma pequena fração da absorção e irradiação comparada com o vapor d?água.

O CO2, bem como outros gases de efeito estufa, tem sim que ser considerado uma questão a ser compreendida e enfrentada, assim como a do uso inadequado dos recursos naturais, a do desperdício de energia térmica e a formação de ilhas urbanas de calor.

Certamente não seria para combater as ameaças das inevitáveis mudanças climáticas. Nisto os governos que não aceitaram as recomendações do IPCC, em que pesem as ameaças, não estariam incorretos, especialmente aquela de ampliação do uso de energia nuclear para substituir a derivada de combustíveis.

Nesta questão poderíamos recriar o princípio do atualismo de Charles Lyell, fundador da Geologia ?o passado como chave para o futuro?, e também lembrar Neil Bohr: ?... viver olhando para frente, mas a vida é compreendida olhando-se para trás?.









Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=57558
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A INSÔNIA DOS SENTIDOS

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12:33


Regresso para bem longe onde reside as razoes incalculáveis.
Sobrescrevendo por sobre a paciência mundana,
sobrecarregando a massa cinzenta de nevoeiros íntimos
onde desenterro as percepções avessas.
Vagando, estou vagando na linha estreita ao todo
caio e salto-me,
sou degetos arremessados pelo vulcão do destino
seguro nos braceletes montanhosos dos deuses
e planejo mergulhar no pálido oceanos das tardes.
Contemplar as moças de saias Giratórias
e as crianças que ainda não fabricaram paredes para si mesmas
Observo também o vendedor de bom bom
que flutua na sua sabedoria sem movimentos bruscos
e os jovens com mais razoes que as estrelas visíveis...
Nessa passagem rápida pelo conhecido
o desconhecido lança-me um olhar
quer que eu contemple ainda por mais um pouco
a orquestra diárias dos seres
e deixe o tempo do lado de fora da porta do eu contemplador.











João Leno Lima
28-11-2009 Continue

INCALCULAVEL

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13:12



A força montanhosa que sopra no verso como um sopro de deus sobre o barro sou eu...
Magnífica manifestação transcotidiana que traz gesto esbravejastes ocultamente.
oculto braço da meteria decepado pelo delírio.
matéria prima de mundos rabiscados sem sol nem lua.
tênue palidez que afasta-me de mim...
cinematográfico encontro nas molduras abismas
onde arranho seu pescoço com unhas genocidamente sujas de angustias.
Mas reitero...
minha alma é o litoral dos oceanos dos poemas,
cada letra são as areias das praia oníricas
onde sou descabelado pela ausência do tempo.
Mas o tempo reitera "sou o tempo!"
mítico gesto tão irracional para as crianças...
gigante sábio tao formigantemente decisivo para as constelações do dia.
reencontro de nuvens sobre os Andes dos símbolos,
desastre aéreo com pés descalças sobre estradas de terra das memórias.

Como um chamado que finda...
como um salto dos arranha céus
como uma máscara de gás do medo..
como um leopardo abocanhando a inércia.

Rodopio de fragmentações unidas sobre a pele
num congresso de mãos se apalpando
o que queres com o poema João Leno Lima?
quero que ele me escreva...
pressuposições?:
citações de livros antigos?
poetas do passado presente?
visões de mundo de outros mundos?
Reitero,
Não escrevo o verso ele que me escreve.










João Leno Lima
26-11-2009

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DOSSIÊ COMETA

1
09:23





Foto: NaziUfo




A mais importante notícia científica do começo deste século a respeito dos UFOs está gerando uma verdadeira polêmica mundial sem precedentes, entre exclamações de júbilo, elogios, surpresa e perplexidade. Trata-se do documento Os UFOs e a Defesa, expedido por um grupo de militares, cientistas e notáveis franceses conhecido como Comité d’Études Avancés (Comitê de Estudos Avançados), ou Cometa. Embora não seja um documento assinado ou chancelado pelo governo francês de forma oficial, pela primeira vez em todo o mundo um órgão de tal envergadura admite que os UFOs possam ser uma manifestação material, inteligente e de origem extraterrestre.
O documento foi entregue no dia 13 de julho de 1999 ao presidente Jacques Chirac e ao seu primeiro ministro Lionel Jospin. Inédito neste tipo de situação, a nota circulou por três dias entre prestigiosas autoridades e depois, em 16 de julho, foi publicada na íntegra em edição especial da Revista VSD, uma espécie de revista Veja francesa.
O Groupe d’Étude des Phénomènes Aérospatiaux Non-Identifiés (GEPAN) foi erigido pelo então ministro da Defesa francês Maurice Gallo, há duas décadas e meia, para investigar ocorrências de UFOs em seu país. Funcionando dentro da estrutura do Centro Nacional de Pesquisas Espaciais (CNES), a entidade existe até hoje.
Com 90 páginas, o documento sugere fortemente que se estabeleçam ações imediatas e concretas para conhecermos a fundo a natureza e origem dos discos voadores, que são reconhecidos como de procedência extraterrestre pelo Cometa. Entre seus membros estão antigos auditores militares do Instituto de Altos Estudos da Defesa Nacional (IHEDN) e vários cientistas, alguns do próprio CNES.
O Cometa é presidido pelo general do Exército do Ar Denis Letty e conta, entre seus colaboradores mais ilustres, com o físico Jean-Jacques Vélasco, diretor do que está sendo considerada a versão atual do GEPAN, o Service d’Expertise des Phénomènes de Rentrées Atmosphériques (Serviço de Análise de Fenômenos de Reentradas Atmosféricas, SEPRA). Vélasco tem bom relacionamento com a comunidade ufológica, participando de congressos em que entusiastas apresentam suas teses sobre a origem extraterrestre dos UFOs.
O dossiê está dividido em três partes. A primeira é dedicada aos casos ufológicos franceses e estrangeiros. A segunda descreve como funciona a investigação ufológica na França e em outros países, além de mencionar explicações científicas para o fenômeno. E a terceira – muito polêmica – discorre sobre as medidas que o Ministério da Defesa francês deve tomar quando considerar os relatos de pilotos civis e militares, e suas conseqüências.


Influência alienígena

Um dos muitos pontos interessantes do material é a menção da possível influência dos extraterrestres sobre as civilizações que habitaram a Terra no passado, sintetizado na referência as “...máquinas voadoras que Ezequiel descreveu longamente, a guerra aérea do Ramayana, a epopéia de Gilgamesh, os Elohin do Gênesis...”, entre outros trechos do documento. O dossiê é um duro golpe contra os céticos, pois afirma com certeza a origem extraterrestre dos UFOs e sua realidade física, indicando que estão sob controle de seres inteligentes que não pertencem ao nosso planeta. Por sua vez, representa um revés às teorias psicossociais que tentam explicar o fenômeno ufológico dentro de um contexto que o Cometa considera reducionista.


Recomendações vitais

O dossiê é uma fonte inesgotável de informação, surpresa e estupefação. Seus autores convidam as autoridades francesas e estrangeiras – especialmente as dos Estados Unidos – a atuarem em forma de cooperação, preparando a Humanidade para um possível contato com uma civilização mais avançada que a nossa, entre as muitas que estão nos visitando. Tais conclusões e recomendações não deixaram indiferente à comunidade ufológica internacional. Muitos a bradam como uma nova bandeira de luta, em estímulo aos governos indecisos ou neutros quanto à questão ufológica.


Tecnologia

De qualquer forma, o ponto alto do documento são algumas hipóteses revolucionárias apresentadas como tentativa de se explicar o Fenômeno UFO. Algumas são avançadas teorias sobre seu modo de propulsão, entre as quais um sistema de locomoção avançado baseado no princípio da magnetohidrodinâmica (MHD). Tal sistema permitiria a um objeto movimentar-se pela atmosfera gerando um campo magnético ao seu redor, e estaria sendo desenvolvido em vários países, como os Estados Unidos e Japão. O físico e ufólogo francês Jean-Pierre Petit é um dos que mais se dedicou ao estudo des sa forma de propulsão.
Entretanto, concluiu que tal sistema é inoperante no espaço vazio, funcionando somente na atmosfera terrestre. Segundo outros especialistas, a MHD poderia explicar a ausência do estrondo produzido por UFOs quando alcançam velocidades supersônicas. Mas se o documento se detém longamente a propósito de teorias que explicam os aspectos físicos dos UFOs, justamente os que mais encabulam os cientistas e instituições acadêmicas que se lançam para analisá-los, pouca coisa é falada sobre outro aspecto grave da fenomenologia ufológica: as abduções.


Ameaça

Outro aspecto surpreendente do documento dá conta da possibilidade de que os UFOs ameacem a segurança dos países e cidadãos terrestres. Ainda que não tenham sido detectadas situações agressivas de seres extraterrestres a humanos na França, em outros países se deram casos de ataques e mortes de pessoas – especialmente aqui no Brasil.
Eis a razão de o documento ter o subtítulo Para o que devemos nos preparar? E o Cometa aponta algumas respostas, entre as quais a elaboração de estratégias definidas e concretas ante a ameaça que eventualmente os UFOs venham nos trazer no futuro. Nessa parte do dossiê o grupo francês vai além de muitos outros comitês já criados em todo o mundo para se considerar o assunto. E qualifica as possibilidades relativas à aproximação de ETs da Terra, classificando-as da seguinte forma:

– O que fazer no caso de aparições aleatórias de objetos voadores não identificados e a eventual vontade expressa dos extraterrestres em estabelecer um contato oficial e pacífico com os seres humanos? Como se deverá reagir nesse caso?

– Que atitude adotar no caso do descobrimento fortuito de uma base alienígena sob um ponto qualquer do território europeu, que represente uma ameaça ou não a segurança do planeta?

– Como devemos proceder no caso de suposta invasão de seres alienígenas, embora isso seja considerada uma hipótese muito pouco provável, tendo em conta o fato de que isso poderia ter acontecido há muito tempo?

– Qual seria a possibilidade de recebermos ataques localizados ou em massa, sobre pontos estratégicos ou não da Terra? Haveria manipulação ou desinformação deliberada, com vistas a desestabilizar outras nações?

Mas o Cometa não se limita apenas a descrever tais possibilidades. Ele tenta também apresentar soluções.
Em meio a essas recomendações, úteis e inéditas partindo de um órgão da envergadura do Cometa, o grupo também avalia fatos menos concretos e mais subjetivos quanto à origem dos UFOs, entre eles a possibilidade de existirem bases extraterrestres no cinturão de asteróides, entre Marte e Júpiter, ou ainda se os ETs teriam que fazer escalas na Lua para chegarem à Terra. Pode parecer utópico que discutam esses temas, mas um exame mais detalhado da questão mostra que não. Primeiramente, porque o cinturão de asteróides tem regularmente sido citado por abduzidos como local de possível proveniência de alguns de nossos visitantes.
Considera-se que alguns dos asteróides tenham tamanho e condições suficientes para abrigar bases extraterrestres, sem certos inconvenientes que planetas oferecem – entre eles alta gravidade. Por outro lado, escalas na Lua podem parecer ficção científica, mas não quando analisadas à luz da moderna Astronáutica. Se os extraterrestres que nos visitam vêm de lugares muito distantes, a Lua oferece condições especiais para um ponto de apoio estratégico. Além de ser remota aos olhos dos humanos, está suficientemente perto da Terra para servir de base.


Críticas aos Estados Unidos

Quanto à dura crítica que o Cometa faz à manipulação de informações sobre o Caso Roswell pelo governo norte-americano, a mesma recebeu forte apoio da comunidade ufológica internacional. O segredo e o obscurantismo que rodeiam este caso foram mantidos pelas autoridades dos EUA para conservar a superioridade tecnológica militar daquele sobre outros países. Além disso, o Cometa menciona o Comitê Robertson, criado pela CIA em dezembro de 1952, como uma forma de despojar o Fenômeno UFO de sua aura de mistério, minimizando suas conseqüências perante a sociedade.
Os franceses também acusam os EUA de criar, a partir de 1953, um arsenal repressivo impressionante contra os UFOs, ainda aparentemente em vigor. De fato, o governo norte-americano, através de dois decretos militares emitidos no início da Era Moderna dos Discos Voadores, buscou interditar a divulgação pública de fatos relativos aos UFOs. E ainda punia militares que divulgassem informações não autorizadas sobre o assunto.


Melhores casos estudados pelo Cometa

O Comitê de Estudos Avançados (Cometa), analisou uma grande quantidade de casos ufológicos considerados autênticos para chegar às conclusões que foram noticiadas e publicadas no Dossiê Cometa. A maioria dos registros foi investigada com metodologia científica apurada e rigorosa, por órgãos oficiais dedicados à investigação ufológica, incluindo o GEPAN e o SEPRA.
Alguns dos casos de testemunhos de pilotos e intervenções de naves alienígenas na superfície terrestre, examinados pelo Cometa (em ordem cronológica):

TANANARIVE, MADAGASCAR – Em 16 de agosto de 1954, Edmond Campagnac, oficial de artilharia na reserva e ex-chefe dos serviços técnicos da Air France em Madagascar viu, junto com centenas de pessoas, uma grande esfera verde movimentando-se a grande velocidade no céu, acompanhada de um objeto lenticular que emitia faíscas.

LAKEHEATH, INGLATERRA – Em 13 e 14 de agosto de 1956, numa base conjunta da Força Aérea Norte-Americana (USAF) e da Real Força Aérea Britânica (RAF), perto de Cambridge, os radares captaram um objeto aéreo desconhecido que acelerou de 3.200 à 6.400 km/h. A RAF enviou um avião Vennon para persegui-lo. O piloto estabeleceu contato visual com o objeto e apontou sua metralhadora para ele, mas o UFO mudou sua posição e começou a perseguir o avião, até que decidiu recuar.

ESTADOS UNIDOS – Em 17 de julho de 1957 o bombardeiro RB-47 realizava um treinamento na região centro-sul do país quando, próximo a Louisiana, a tripulação observou uma luz muito intensa dirigindo-se até o avião e logo desaparecendo no ar. Outros objetos foram vistos e captados por variados radares entre os Estados do Texas e Utah.

NANTES, FRANÇA – Entre Nantes e Poitiers, em 03 de março de 1976, o coronel Claude Bosc realizava um vôo de treinamento noturno em um avião T-33. Rapidamente, um objeto luminoso com velocidade vertiginosa se aproximou e tocou a asa do avião de Bosc. O radar não captou nada de anormal, mas outros aviadores também observaram a misteriosa luz.

TEERÃ, IRÃ – Em 18 e 19 setembro de 1976, um objeto cilíndrico foi observado pairando no ar, sobre a capital. Em suas extremidades piscavam luzes multicoloridas e um avião Phantom F-4 foi enviado para interceptá-lo. Mas um objeto brilhante saiu do UFO e dirigiu-se até o avião. Nesse momento o piloto tentou disparar um míssil, mas seus instrumentos deixaram de funcionar misteriosamente. O objeto então se aproximou até seis quilômetros do avião para, vendo sua paralisação, regressar ao interior da nave-mãe.

DIJON, FRANÇA – Em 07 de março de 1977: M. Giraud, pilotando um avião a jato Mirage 4, observou uma luz muito brilhante em rota de colisão com sua aeronave. O objeto estava à 1.500 m do avião e logo desapareceu à grande velocidade.

TRANS-EN-PROVÉNCE, FRANÇA – Em 08 de janeiro de 1981: Um homem que construía abrigo para uma pequena bomba d’água em seu jardim, viu descer do céu um objeto metálico de forma oval. Após alguns minutos parado no ar o UFO subiu novamente sem emitir qualquer ruído. A Guarda Nacional e depois o GEPAN examinaram e analisaram restos da vegetação, que se encontrava queimada no local onde supostamente o objeto pousou. O cientista Michel Bounias realizou análises e concluiu que a vegetação foi modificada por um potente campo eletromagnético de alta freqüência (microondas).

NANCY, FRANÇA – Em 21 de outubro de 1982: Um biólogo viu um misterioso objeto pousar sobre seu jardim e lá permanecer durante 20 minutos. Flutuava à um metro de altura, tinha forma ovóide e um metro de diâmetro. Seu aspecto era metálico e muito brilhante, com a parte superior verde-azulada. O UFO subiu na vertical e desapareceu. As extremidades das folhas de um arbusto ficaram desidratadas, dando a impressão de terem sido submetidas a um campo eletromagnético muito intenso.

RÚSSIA – Em 21 de março de 1990, na região de Pereslavl-Zalesski, a leste de Moscou, vários UFOs de 100 à 200 m de diâmetro foram perseguidos por aviões militares enquanto realizavam manobras à altíssima velocidade.

COULOMMIERS, FRANÇA – Em 28 de janeiro de 1994, o comandante Jean-Charles Duboc e seu co-piloto, realizando o vôo da Air France AF 3532, observaram um UFO de grandes dimensões em forma de campana e de cor marrom à 10.500 m de altitude. O objeto foi captado pelos radares.

BARILOCHE, ARGENTINA – Em 31 de julho de 1995: Um avião fazendo o vôo AR 674 da companhia Aerolíneas Argentinas vinha de Buenos Aires e se preparava para aterrissar na estância montanhosa quando de repente, surgiu um UFO. Enquanto o objeto estava na área houve um blecaute na cidade, incluindo o aeroporto.
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