O COLO PRIMORDIAL

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11:11





Preciso, preciso de poesia para viver.
versos, inversos, cadáveres de sonhos, destinos inalterados,
tempestades, venham em me ouçam!
preciso, preciso de poesia para viver
venham todos, ludicamente todos.
saídos do lodo das embarcações atracadas nos litorais da solidão,
saídos do moinho abraçado ao pé da estrada,
saído das poças das paradas de ônibus, saídos dos terminais invisíveis dos desejos,
de dentro da boca das mulheres mal amadas e dos homens mal amados,
preciso, preciso de poesia para viver
resgata-me desse naufrágio cíclico, desse alvoroço flamejante que cobre a cidade de alma dissolvida
numa xícara oca que vaza almas esbravejantes,
meu deus, o ritual das mascaras tem seu apogeu quando abrimos um túmulo de sensações
e despejamos sonhos dentro
e pisoteamos com areis do mar-visagem da lágrima todos
encimentando o dia...
preciso, preciso de poesia para viver.
preciso do ato, do primeiro passo apos o abismo,
do trem viajante que leve apenas os sonhadores,
do fênix-verso eternamente possuído de destreza,
eternamente gritando como o poeta que grita o seu silencio,
como a dançarina união de todos,
como o brotar colossal das arvores dos nossos sentidos
engalfinhando como raízes o âmago dos deuses
e escavando as artérias das nuvens e os pulmões do mar...
nem eu , nem eu, nem eu nem ninguém cessa essa insatisfação
tão gigantes quanto todas as crianças ao mesmo tempo,
ah o poeta deixa o mundo de pernas para o ar puxando o seu tapete real
e aremessando num sopro suas obscuridades e montanhas de medo...
sim, também tenho medo...
só peço-te um abraço oh fantasmas todos,
só por um instante solte-me que lentamente depois voltarei a ser oque queres,
lentamente voltarei a ser poeta...
mas agora quero tomar forma de todas as páginas de poemas do mundo
quero ter no sangue todas as tintas e dialogar usando como dialeto o verso,
e num vento saltimbanco estar no colo – como página- de todos – exatamente todos –
para que todos possam ler o meu sentir
naqueles minutos onde a eternidade
tem o nosso próprio tamanho essencial.







João Leno Lima
01-10-09 Continue

TEMPORIZAR

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10:11







Algumas almas são como um trem

seguindo uma trilha certa, coerente...

as vezes por algum momento se desalinha

mas não significa que saiu dos trilhos....

Eu já me sinto como uma ave

seguindo um rumo desconhecido

as vezes e muitas vezes eu vôo bem alto...bem alto...

depois desabo...

desço fundo, quebro uma asa...

depois... retorno

seguindo e sentindo tudo novamente.
























João Leno Lima

30-09-09 Continue

LONGINQUO ESPAÇO ENTRE AS MÃOS

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00:56





Para o poeta sempre falta o infinito
as longas caldas do sentir
envolve o corpo celeste da alma,
entrelaça-se pelo seu pescoço
e sufoca suas dores puídas de pus e rastro
lançando para o céu gritos
capazes de pentear os cabelos da eternidade...
Para o poeta sempre falta o infinito.























João Leno Lima
30 -09-2009 Continue

DESACORDO

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13:53




Não!
nao quero constelações hoje
chega de abraçar estrelas,
chega de desbravar cometas
chega de dialogar com as galáxias
hoje quero o calor da alma
hoje quero o sorriso inigualável da criança
quero hoje o sol frente a frente
e mesmo que meus olhos queimem
quero hoje apalpar o rosto dos que tem rosto
quero nem que seja por hoje
Cumprimentar o visível não sendo eu o invisível que passa...
ah...se pudesse nem poeta queria ser hoje...
Só queria ser simples...
como a poesia das coisas poéticas do dia...
como as constelações e as estrelas da manhã...




















João Leno Lima
29-09-09 Continue

APROXIMAÇÃO

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13:30








Certa tarde me preparando para atravessar a movimentada esquina
do centro da cidade um - menino da rua –
se aproximou olhou no meus olhos, pisou no meu sapato e disse-me:
“Porque tu pisa no meu pé?”
e sumiu como se tivesse voltado ao subsolo da invisivibilidade...
ser poeta é ser alvo da poesia viva,
latejante, dilaceradora, insaciavelmente mundana
inegostávelmente real, tão lucidamente abstrata
quanto qualquer realidade possível.




















João Leno Lima
28-09-2009 Continue

Labirinto

1
11:12








Eu sempre entendo...

Às vezes penso...será que deveria mudar

e não entender nada?

Na verdade...

Nao entendo...só sinto.

Ela diz....

-Tenho pensando agora

tenho um monte de coisa pra contar

(tá, não é tanta coisa)

eu disse...

-claro que é...

cada pequena coisa é uma galáxia e uma galáxia é grande coisa

É, eu sempre entendo.

Mas na verdade...

não entendemos

Só sentimos.

























João Leno Lima e Nádia

28-09-09 Continue

DESNADA

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00:00






Ele abraça a si mesmo

como a ilha ao mar.

desapega-se das convenções das sombras

deixa-se levar como a folha solta aos ventos arquitetônicos....

como as escuridões para as luzes da manhã...

Ele geme de boca invertida

pronto para receber os cometas

invocados num ritual onde só a noite compareceu...

como um viajante sempre estrangeiro a si,

Ele se abraça como os pés do feto nas areias do destino...

deixando em sua palma da mão do seu outro eu

a experiência com as borboletas dos instantes mais montanhosos...

oh montanhas de sentidos se abraçando mutuamentemente

misturando-se como o sangue aos ralos íntimos dos nossos corpos...

como ele está abrigado,

desabrigado à solidão

mas acorrentado à certeza de possuir a si mesmo,

como é notório que seus batimentos cardíacos

tem a pulsação das maiores estrelas

e seus olhar está mais distante que os confins de Van Gogh...

Ele está certo, somos sugados pelas incertezas;

mas nosso destino é a certeza de encontrar o que sempre procurar...

Enquanto Ele abraça a si mesmo,

não teme, rola-se pelas tapetes que ainda nem flutuam,

acreditando que jamais fugirá de si de novo

-aquela noite onde a lágrima parecia apenas um copo d’agua

do oceano interior...

Não devemos temer também,

somos a construção feita de blocos de sonhos concretos

e sopros de uivos chamando sempre a vida...

onde estáis?

oh empalidecido fim do poema que na verdade

é o inicio do dialogo com cada ser...

seres?

Sejam acima de tudo...

o abraço essencial à própria essencialidade das coisas eternas!













João Leno Lima

25-09-2009 Continue

OS NÓS DE NÓS

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13:27




Quem, dentro das incertezas do destino ousou desistir da poética de ser?


e porque qual razão seu corrimão de dores o levou a desgraça?

E se abandonarmos as nós mesmo

para nos entregarmos as caricias dos abismos

quem sonharia por nós?

Todos que respiram são poetas!

E ser poeta é ser sua própria razão.























João Leno Lima

25-09-2009 Continue

“STALKER”

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10:39






Traduzo-me
Perco-me
Como um vento indesejado
descabelando o nascente das coisas.
Traduzo-me
Perco-me
Verme malabaristisco que se embrenha pelas encostas das costas do mundo.
Vulto de pele ressecada que intraduz o traduzível.
-sim... como o tempo...
Não há mais pressa somos gêmeos da loucura,
idealista de natureza desapegada, básicos sonhadores rompendo laços com o visível,
no sangue das minhas veias escorre o liquido poética
que saciará as imensidões dos poetas.
Traduzo-me
Perco-me...
Não por maldade lamentável e gratuita, lamento na verdade não ser os colos de todos os deuses ao mesmo tempo, eles me contariam suas dores tão mortais quanto a dor da criança ao chorar por sua mãe desencontrada,
tão ou mais hiperbólica que a solidão naufragaria do amante abandonado na porta do seu próprio coração-cratera.
Aquele sorriso, aquelas manifestações poéticas na esquina,
os amigos mais que amigos que se espreitam a si mesmo para não machucar o rastro de harmonia dos desabrigados momentâneos da praça,
reconheceria tua insatisfação mesmo se estivesse do outro lado do mundo,
empalpo teu resto e emlagrimo tua expressão
e a guardo no bolso-gruta em movimentos raros...
Adivinha o que descobri?
há seres maiores que os poetas do outro lado da poesia...acreditas? mas advinha...eles são poetas em si mesmo...meu deus...só há poetas nesse mundo?...infelizmente nao, só há sonhos.
Traduzo-me
Perco-me...
Toco na invadida transilusao da monotonia,
solto-me como a pena ignorada entre os arranhas céus,
enfrento a chuva de meteoros cotidiano,
calo-me só quando o grito já fala por si só ,
silencio ao olhar os pássaros em vôos tão profundos que nem ouso imaginar o que passam por suas imaginações que deve ter gigantes braços dobrando todas as ruas possíveis.
-Sim...traduzo-me- perco-me.
Continuo procurando dentro dos formigueiros de incertezas,
continuo vasculhando os baús das angustias,
continuo - até as mãos envelhecerem - desatar os nós dos nós de nós mesmos,
continuo -com a lanterna do além-olhar - tentando trazer ao alcance aquele sussurro que só as enmadrugadas avessas poderiam explicar,
continuo aqui, como um trovao-ser atravessando a céu- página.
Nos leopardos-nuvens do meu eu está entre seus dentes,
na velocidade irradiante de seus passos continentais
a certeza que somos elementares
como as leis mais intraduzíveis da natureza.








João Leno Lima

24-09-2009

“Stalker” do título é uma referência ao filme do Andrei Tarkovsky

e significa “Espreitador” Continue

APRENDI A OLHAR SEMPRE PARA AS NUVENS

1
09:38



Aprendi a olhar sempre para as nuvens.

Como um fugitivo sempre eternamente se adaptando a si mesmo,
heróis e deuses...permitam-me...o fracasso momentâneo.
Esse poema se entrelaça com a sombra ao chão,
como o touro em sua líquida insanidade lúcida
em movimento múltiplos antes de descansar em paz
e trazer ao algoz a satisfação momentanea e solitaria,
como o átomo de sorriso da criança
em movimentos desaguando em imperceptivel repressas
de horizonteamentos na porta do olhar,
Ainda restam os ventos e suas cordas vocais líricas e roucas de tanto me chamar...
Vou?
-Passageira intantaneidade vultosa,
no saltimbanco desejo entre as gramas da praça.

Na verdade a verdade me atormenta
a verdade de não ser nada e tudo no todo imaterial da matéria essencial.
Ah Álvaro de Campos se soubesses
o quanto esforço-me para ser eu mesmo perante eu mesmo...

Aprendi a olhar sempre para as nuvens.















João Leno Lima
23-09-2009 Continue

CATASTROFEVERSO

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14:02



Abre as asas e recolhe-se
Num vendaval intacto
Onde o dilacerante impacto
Intimamente espalha-se.

Explosão de fragmentos,
Num alvoroço tenaz
Que me deixa em febre incapaz
De submergir-me dos sentidos

Prisão circular indivisível
Que geme poluindo as paredes
Na impaciente putrefação incalculável.

Como num palácio inexorávelmente intimo
Onde as redomas dos gritos agem
Tornondo-me visagem de mim mesmo.













Najda Lima Continue

DENTRO

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19:07


Como num limbo...
Paredes gélidas de escarros da solidão e restos de noites puídas...
Passagens secretam da inconsciência onde percorremos as costas de algo abismal...

Como num vomito da própria poesia....
Num palácio de misturas convulsivas de rostos...
retorcidos sentidos num ralo - segundo.

Declamações de poemas que nunca foram escritos...
união de espaços ausentes...
Metade de saudades chocando com partículas de horizontes...
gotas oceânicas de versibilidade...inundando o próprio poema...

Como num sopro...
Retratos de ventos sobre as ruas...
Átomo-redemoinho que alvoroça o invisível...
Dissolve-se cada tocar...

O poema, como vozes debatendo-se numa esquina,
trem de caminhos percorridos...
Como num choque de desmemorias,
como um cego conhecendo o interior do próprio do olhar das coisas inolhaveis...
esse novo olhar como deus vestindo uma armadura de sonhos...

Como num vulcão de angustiamentos...
O coração flui em direção ao centro do mundo...
em breve explidirá rumo ao âmago da lucidez íntima...

Como um pássaro inexprimível...





joão Leno Lima
11-08-09 Continue

Oculto espaço em branco

1
09:38




Cabe ao poeta o olhar?
Como bordas lunares dentro de pequenas intimidades entre os seres.
Que bordas? Que seres?
Cabe ao poeta as respostas?
A palavra dor é inigualavelmente limitada pelos quatro cantos do sentir,
A certeza é temporal
Mas momentaneamente parto de certos princípios para encontrar outros
Mas rendo-me aos ventos que vem como forasteiros
Trazendo futuras memórias...

O resto ou os fragmentos?
O que queres na verdade?

A união dos espaços onde cabe os sonhos forma o atemporal.
Salto para o incomunicável
Mergulho no coração do tempo
Que bate frenético rumo a nenhuma direção impossível.
Nesse percurso encontro num túnel
Que começa na rua vinte e um de abril e termina
e recomeça na Rua Julio cordeiro
E vou-me... Debate-mo,
Ouço pássaros do lado de fora
E crianças petecando seus destinos pelos arredores,
E vejo num final disperso os cabelos da tarde e os lábios do crepúsculo
E o que tenho nas mãos no final do dia?

A letra, a palavra o verso e a mim mesmo.













João Leno Lima
10-09-2009 Continue

IMAGINE UM MUNDO SEM COPYRIGHT

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13:03



Por Joost Smiers e Marieke van Schijndel

AMSTERDAM - O copyright já foi uma maneira de garantir uma renda decente aos artistas. Além de nos perguntarmos se ele realmente funcionou nesse sentido – a maioria dos artistas nunca receberam um centavo do sistema de copyright – temos de admitir que ele serve a um propósito completamente diferente no mundo contemporâneo. O copyright agora é a ferramenta usada pelas indústrias editoriais e de cinema, imagem e música para controlar seus mercados.

Essas indústrias decidem se os materiais sobre os quais elas passaram a mão devem ou não ser usados por outros. E se elas permitirem o uso, decidem as condições e o preço. As legislações européia e americana estendem esse privilégio para nada menos que 70 anos após a o falecimento do autor original. Quais as conseqüências? A privatização de uma parcela cada vez maior das nossas expressões culturais, por que é precisamente isso que o copyright faz. Nosso direito democrático à liberdade de trocas culturais e artísticas está sendo levado embora aos poucos, mas veementemente.

É também inaceitável que nós tenhamos que consumir as criações culturais exatamente da maneira que eles nos apresentam, e que nós não possamos mudar nenhum detalhe. Nós temos portanto todo o direito de pensar em uma alternativa viável ao copyright.



Ao mesmo tempo, um desenvolvimento fascinante está acontecendo diante dos nossos olhos. Milhares de pessoas trocando músicas e filmes pela Internet se recusam a aceitar que mega empresas possam possuir, por exemplo, milhões de melodias. A digitalização está corroendo os fundamentos do sistema de copyright.

Qual seria uma alternativa de copyright? Para chegar nela, primeiramente teríamos que reconhecer que artistas são empresários. Eles tomam iniciativas como fazer manualmente um determinado trabalho e oferecê-lo ao mercado. Os produtores tomam a iniciativa de empregar artistas. Essas iniciativas têm algo em comum: correm riscos enquanto negócios.

O que o copyright faz é exatamente limitar esses riscos. O empreendedor cultural recebe o direito de erguer uma barreira de proteção em torno do seu trabalho, que é explorado por um período indefinido de tempo. Essa proteção também cobre qualquer coisa que se pareça com o trabalho de um jeito ou de outro. Isso é bizarro.

Nós precisamos nos lembrar de que todo trabalho artístico – seja uma novela, uma música ou um filme estrelando Arnold Schwarzenegger – compõe a maior parte de seu conteúdo do trabalho de outros e do domínio público. Originalidade é um conceito relativo. Em nenhuma outra cultura no mundo, a não ser na ocidental contemporânea, uma pessoa pode se intitular como proprietária de uma melodia, imagem ou palavra. É portanto um exagero permitir o que copyright tem a oferecer: proteções de longo alcance, títulos de propriedade e exclusão de risco. Devemos nos perguntar se essa proteção é realmente necessária para o processo de expansão da criação artística. Nossa proposta, que envolve três passos, irá demonstrar que não.



O que pode substituir o copyright? Em primeiro lugar, um trabalho terá que correr riscos no mercado por sua conta, sem a proteção exagerada oferecida pelos copyrights. Afinal, o primeiro a chegar no mercado tem a vantagem do tempo e da atenção.

O que é interessante nessa proposta é que ela dá um golpe fatal em alguns monopolistas culturais que auxiliados pelo copyright, usam suas estrelas, blockbusters e best-sellers para controlar o mercado e desviar a atenção do trabalho de outros artistas. Isso é problemático para a nossa sociedade, onde temos uma grande necessidade de pluralidade de expressões artísticas.

Como esse golpe fatal funcionaria? Se a proteção que o copyright oferece não existisse mais, nós poderíamos explorar livremente todas as expressões artísticas existentes e adaptá-las de acordo com nosso próprio discernimento. Isso criaria uma situação desagradável para os monopolistas culturais, pois não os incentivaria a prosseguir com seus investimentos ultrajantes em livros, filmes, camisetas e qualquer merchandising associado a um produto cultural. Por que eles continuariam investindo se não pudessem mais controlar os produtos a longo prazo?

A dominação do mercado cultural seria então tirada das mãos dos monopólios culturais, e a competição econômica e cultural entre os diversos artistas poderia mais uma vez seguir seu curso.

Isso ofereceria novas perspectivas para muitos artistas. Eles não seriam mais escondidos do olhar do público e muitos deles poderiam, pela primeira vez, viver do seu trabalho. Afinal, eles não iriam mais ter que desafiar o domínio mercadológico dos gigantes culturais. O mercado seria normalizado.

Porém, algumas expressões artísticas demandam investimentos iniciais consideráveis. Esta é a segunda situação para a qual devemos encontrar uma solução. Pense em filmes ou romances. Nós propomos que quem corre o risco – o artista, o produtor ou o patrocinador – receba por esses tipos de trabalho um usufruto de um ano, ou o direito de se beneficiar dele.

Isso permitiria ao empreendedor recuperar seus investimentos. Ainda seria uma decisão individual investir ou não na produção de um filme, por exemplo, mas ninguém teria os direitos para explorar aquele trabalho artístico por mais de um ano. Quando esse período vencesse, qualquer pessoa poderia lidar com aquele produto como desejasse.

A terceira situação para a qual precisamos achar uma solução é quando uma determinada criação artística tem poucas chances de se desenvolver em um mercado competitivo, nem mesmo com o usufruto de um ano. Em alguns casos, seria uma questão de tempo até o público aprender a apreciar aquele trabalho, mas nós ainda achamos que sob a perspectiva da Diversidade Cultural, esses trabalhos devem existir. Para situações assim, seria necessário criar um espectro generoso de subsídios e outras medidas de incentivo, por que enquanto comunidade, nós devemos ser responsáveis por oferecer uma chance justa a todos os tipos de expressões artísticas.

Os monopolistas culturais querem desesperadamente que nós acreditemos que sem o copyright, nós não teríamos criações artísticas e entretenimento. Isso não faz sentido. Nós teríamos mais, e bem diversificadas.

Um mundo sem copyright é fácil de imaginar. Um mercado em que a produção cultural fosse acessível a todos seria novamente restabelecido. Um mundo sem copyright ofereceria a garantia de boas rendas para muitos artistas, e protegeria o domínio público do conhecimento e da criatividade. E o público teria aquilo a que tem direito: um menu variado e rico de alternativas artísticas.



06/04/2006


Tradução de André Fonseca Continue

SUBSOLO

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13:18


CENA DO FILME "sTALKER" DE ANDREI TARKOVSKY

De onde vêm os cometas?
Minha sombria entrelaça os ventos em suas caldas
E arrasta-me para a beira do pilar dos sentidos.
Mas de onde vêm os cometas?
Súbito deslize pelos solavancos das esquinas
E pelo invisível momento onde a mãe carrega o filho num colo antiaéreo.
Petrifico meus olhares, me relaciono com o barulho dos ônibus.
Mas me entorpeço com as novas cores do desconhecido.
A contra mão de mim que as vezes parece a direção do outro.
De onde vêm os cometas?
As luzes se apagam numa sala de delírios
E ouço os trens desgovernados dos passos lá fora.
Caminho sobre a noite com pés descalços,
Sua epiderme é lisa, mas há inclinações que afundam e pequenas poças escuras.
E escadas onde a madrugada corre como se tivesse num longo palácio vazio
E cantasse musicas eruditas jamais ouvidas.
As estrelas parecem um poema de withimam.
Os planetas longos versos de Fernando pessoa
Os cometas algum rabisco que rimbund arremessou longe
Mas que até hoje retorna,
As galáxias, formação de poesia feitas de todos os poemas.
E o universo uma ópera que se auto constrói sob os cuidados do infinito
De vem os cometas?
Setembro, dias calmos, mas revoltosos por dentro.
Dezembro parece um túnel que iremos alcançar em breve,
Os dias, comunhão de movimentos sincronizados por um caos pragmaticamente anárquico.
O tempo, frutas que brotam nas abobadas das esquinas,
Entre a Rua Cláudio Barbosa e a Fernando guilhon,
Onde vultos choram depois um passeio monótono pela praça.
Um aglomerado de segundos passa feito um comboio
Que as vezes não percebemos.
Há uma colisão de solidões dentro de mim.
De onde vêm os cometas?
O homem sem expressão sorri ao ajudar a senhora embaraçada.
Uma mulher vestida de aço chega para seu trabalho matinal
Sob as ordens do seu patrão Sol
E ambos antes do meio dia
Dialogarão incessantes filosofias sobre as contas do mês e o leite materno dos anjos.
Mas de onde vêm os cometas?
A febre se embalsa com as cordas vocais
E dores me abraçam num período de chuva interna.
Penso menos no cosmo e mais nas cubistas degradações no congresso.
Deformo meu movimento antes dos ponteiros
E declamo poemas no caminho para o supermercado.
O próximo passo dos versos é uma nova expansão dos espaços não-físicos
E adianto que sou impenetravelmente distante.
Como as longas caminhadas da mãe indesejável a si mesma.
Como o peito rasgado do garoto que perde a alma daquele que lhe deu a alma.
Como a célula da distancia que se metamorfoseia em tristezas disfarçadas.
Como o casal desabrigado que planeja encontros nos anéis de saturno.
Como o moribundo de coração saudável.
Como o poema clandestino a sua própria clandestinidade.
Como o jovem deslocado na multidão desértica.
Mergulho nas páginas como a luz que envolve a lâmpada desarticulada
Mas que a contem indivisivelmente...
Pelos todo...
No útero do cometa intimo que leva ao âmago,
Na cratera feita pelo sonho...
No rastro feito pelo ser de dentro...
Mais que um espectro... Mais que um espírito...
O eu. Continue

O que realmente foi a Suméria?

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11:07
Suméria



Existem muitas pessoas que afirmam que a Suméria era um local onde habitavam gigantes que poderiam ser seres de Nibirú que é conhecido como o Planeta X.


Vamos mergulhar na história e entender o que de fato a Suméria representou para humanidade.


O que representou a Suméria: histórico resumido

1686 - Persépolis - Engelbert Kampfer batiza os sinais em forma de cunha contidos nos manuscritos e selos aquemênidas (dinastia de Ciro) de "escrita cuneiforme", após a sua visita a Persépolis. Antes disto, estes sinais haviam sido considerados como "decoração" ou elementos decorativos. Posteriormente, reconheceu-se que esta escrita era a mesma encontrada nos artefatos antigos e barras descobertas na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates.

1843 - Paul Emile Botta inicia a primeira escavação de grande porte no local hoje chamada de Khorsabad - Mesopotâmia do Norte. Botta identifica o nome do local - Dur Sharu Kin - onde reinava Sargão I. Lá encontrou uma construção em degraus - a escada dos deuses para o céu - que vinha a ser uma pirâmide de degraus denominada zigurate. A cidade onde se encontrava este zigurate era de alto nível: palácios, templos, casas, estábulos, armazéns, paredes, cancelas, colunas, decorações, estátuas, obras de arte, torres, rampas, terraços, jardins - foram encontrados no espaço de cinco anos. Idade do achado: 3000 anos. A França marcara um tento importante na arqueologia!

Sir Arthur Layard, foi mandado pela Inglaterra ao Oriente Médio. A Inglaterra estava ciumenta das grandes descobertas francesas. Layard descobre a antiga Nínive, a capital da Assíria, que foi governada por Senaqueribe, Asaradão e Assurbanipal. Em seguida, o arqueólogo descobre "uma cidade de pirâmides" - Nimrud - o centro militar assírio. Lá foi encontrado o obelisco de Shalmaneser II, hoje, no Museu de Londres. Layard estava trilhando, maravilhado, os caminhos bíblicos, ele e os eruditos que o acompanhavam, já intitulados "assiriologistas" (não se sabe o por quê).

Em 1903/1914, surge Assur. Os trabalhos, desta vez, confiados a W. Andrews. Na mesma época R. Koldwei desenterrava a Babilônia - a Babel Bíblica - zigurates, jardins suspensos, palácios, templos, viram outra vez a luz do dia. Artefatos e inscrições escreviam a História dos dois impérios rivais da Mesopotâmia - Babilônia e Assíria, um no sul e outro no norte. A língua falada nestes impérios, e elo cultural, histórico e religioso era a acádia, a primeira língua semítica conhecida. Entretanto, algo preocupava Sir Henry Rawlison na sua conferência feita na Real Sociedade Asiática, ano de 1853: os nomes dos reis, anteriores a Sargão de Akkad, pareciam pertencer a um outro tipo de linguagem.
- "Eles parecem pertencer a um grupo não conhecido de línguas e de povos" - Layard havia retirado da Biblioteca de Assurbanipal em Nínive 25 mil barras, muitas delas se referiam a textos ainda mais antigos.

A Barra Decisiva

A 23ª Barra dizia: "língua de shumer não modificada".
Um outro texto, este escrito pelo proprietário da Biblioteca: Assurbanipal - esclarecia:
O deus dos escribas fez-me dádiva
Do conhecimento da sua arte.
Eu fui iniciado no segredo da escrita.
Eu posso ler as intrincadas barras em shumerio;
Eu entendo as palavras enigmáticas nas gravações
De pedra dos dias anteriores ao dilúvio.

Ano de 1869 - Julles Oppert sugere à "Sociedade Francesa de Numismática e Arqueologia", o reconhecimento da existência de uma língua e de um povo pré-acádico. O povo se chamaria sumério e o seu território - Suméria - salientando que os reis se proclamavam - Reis da Suméria e Akkad. A mesma Terra de Shin'ar, o nome bíblico para Shumer. Sir Henry Rawlison havia decifrado a misteriosa escrita cuneiforme.

Em 1877, arqueólogos franceses mergulham nas escavações que se mostram tão ricas de tesouros arqueológicos que eles prosseguem trabalhando até o ano de 1933. Não conseguiram esgotar o sítio.

É encontrada uma estátua preciosa entre todas estas riquezas: a de Gudéa. Antecipando Moisés em 1200 anos, Gudéa recebeu de "Deus" a tarefa de erguer-Lhe um templo. Gudéa recebeu as plantas das mãos do próprio Deus e as suas estátuas mostram esta planta aberta nos seus joelhos: um zigurate de sete andares. Gudéa foi o governante de Lagash.

Suméria o Berço de Todas as Grandes Civilizações

As realizações: Invenção da imprensa milênios antes de Gutemberg, pelo uso de tipos móveis para imprimir as sequências de signos escolhidos, na argila úmida. O selo cilíndrico trabalhava como as prensas rotativas. A mensagem era gravada ao contrário neste selo. Depois de rolado na argila úmida, nele surgia a "impressão" positiva. O selo podia, também, ser usado em nova impressão que autenticava a predecessora (os sumérios registravam todo o seu cotidiano e as suas crenças religiosas, com precisão de detalhes).

Matemáticas - Usavam o sistema sexagesimal e o conceito matemático de "posição". Conheciam o círculo de 360º, o pé, as polegadas e a dúzia. A astronomia era muito desenvolvida, já haviam estabelecido um calendário e descoberto a precessão do equinócio. O zodíaco é uma outra das suas criações.

Os sumérios usavam nas suas construções um tipo de concreto armado, misturando a argila úmida dos seus tijolos para lhes fornecerem força tensil e durabilidade. Construíam os seus arranha-céus, usando vãos em arco. A Suméria promoveu a Idade dos Metais com a invenção de fornalhas com grandes temperaturas controláveis. Seus artífices trabalhavam as suas jóias, o ouro, o cobre e compostos de prata há 6000 anos.
Foram grandes metalúrgicos. Ligando o cobre com metais inferiores, produziam o bronze. Floresceu a Idade do Bronze. Com o comércio, surgiram os bancos e o primeiro dinheiro - shekel - de prata. Rica em combustíveis (A Suméria é hoje o Iraque), usavam o betume os asfaltos. R. J. Forbes escreveu um livro sobre o assunto: "Bitumen and Petroleum in Antiquity". No ano de 3500 a.C. os sumérios praticavam a esmaltagem e produziam tintas. O uso dos petrolíferos foi amplo, também, nas construções, nas estradas e na calafetagem. Os arqueólogos encontraram todas estas evidências em Ur, a cidade de Abraão. A palavra NAFTA, para petróleo, deriva do sumério NAPARU - Pedras que cintilam -. Com a sua química avançada, os sumérios produziram pedras semi- preciosas artificiais e um substituto para o lápis-lázuli, a pedra preferida da deusa Inanna.

A Medicina avançada, na Suméria, pode ser avaliada a partir de uma seção da Biblioteca de Assurbanipal. Esqueletos encontrados nos túmulos demonstraram as delicadas cirurgias cranianas. Há descrições de operação de "catarata" e o CADUCEU da Medicina tem a sua origem nesta terra extraordinária: era um dos símbolos de Enki o deus INCIADOR/SERPENTE DA SABEDORIA.

A Suméria produzia tecidos delicados e a sua MODA provocava a admiração e o desejo de todos, que preferiam a condenação à morte por roubo para possuírem um bom casaco de Shi'nar. (Livro de Josué 7:21).
Havia um grande desenvolvimento agrícola e uma cozinha caprichada: a primeira receita do que hoje é conhecido como "Cock au vin" francês, com o desenho de um galo, foi encontrada nas escavações de um dos sítios arqueológicos.
A Suméria produziu bebidas e a cerveja era protegida pelas "deusas da cerveja": Nin.Kashi (senhora cerveja).
Este povo conhecia a roda, carros, carruagens e possuíam barcos para o comércio.



Ilustração mostrando como era a Suméria

Artes e literatura

"Um cantor cuja voz não é doce é realmente um "pobre" cantor. (Dito popular sumério).
Os cantores estavam em greve por salários maiores.

A sua literatura contém poemas épicos, como o do semi-deus herói Gilgamesh, a Epópéia da Criação e várias páginas de grande fôlego, beleza e emoção . A Suméria cultivou as artes com esmero, produziu instrumentos musicais e as bases da música, tal como a conhecemos hoje em dia no Ocidente. Adrian Wagner, tetraneto de Wolfgang Wagner, o grande compositor, criou a sua obra "Holy Blood Holy Grail" com a base da música suméria.

Em 1956 o prof. Samuel Kramer, um dos maiores dentre os sumeriologistas ou assiriologistas, escreveu o legado literário e histórico da Suméria em seu livro - Das Barras da Suméria - (From the Tablets of Summer) encontradas sob os montes da Suméria. São 25 capítulos, cada um deles aborda uma conquista sumeriana: escolas, o primeiro congresso com duas assembléias, o primeiro historiador Entemena, rei de Lagash, a primeira farmacopéia, o primeiro almanaque do agricultor, a primeira cosmogonia e cosmologia, o primeiro Jó, provérbios e ditos, os primeiros debates literários, o primeiro Noé, o primeiro catálogo de biblioteca a Primeira "Idade Heróica do Homem"

Antes de Hamurabi - 1900 a.C. - Com a descoberta da Suméria, descobriu-se que o Primeiro Sistema de Leis, conceitos e ordem social e justiça administrativa pertenciam à Suméria e não à Assíria e Babilônia, descobertas antes das escavações arqueológicas na região onde floresceu a Suméria. Há, também, o código de Lipit-Ishtar, promulgado por um governante de Isin, composto por 38 leis - legíveis na Barra parcialmente conservada e na sua cópia gravada em uma estela de pedra. Os códigos (como o Código de Hamurabi também ostenta), nos deixaram a mesma explicação enigmática: - o código agia segundo as instruções dos "grandes deuses" que ordenaram que se "trouxesse o bem estar aos sumérios e aos acádios". Há mais um recuo no tempo - 2350 a.C. - Urnammu, governante de Ur, assina leis decretadas por NANNAR, um "deus", leis que puniam ladrões de gado, cabras e ovelhas!

"Com uma atordoante brusquidão... aparece neste pequeno e barrento jardim sumério... toda a síndrome cultural que constitui desde então a unidade embrionária de todas as grandes civilizações do mundo."
Joseph Campbell - The Mask of God - (As Máscaras de Deus).

"Tudo o que parece belo, nós o criamos pela graça dos deuses".
Esta inscrição está espalhada, aos milhares, nas antigas inscrições mesopotâmicas desenterradas pelos arqueólogos.

INFERÊNCIAS

O "Gênesis e o Antigo Testamento Bíblico" são comuns a todas as religiões judaico- cristãs. É o que se encontra impresso na "A BÍBLIA" - das edições Paulinas: - recomendação - assinada por D. Luciano Mendes de Almeida, Presidente da CNBB - Arcebispo de Mariana. E pelo Bispo Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs - Glauco S. de Lima (Lima em assinatura pouco compreensível).

Na "Introdução" ao GÊNESIS encontra-se:
As Fontes: Ao contarem as origens do mundo e da humanidade, os autores bíblicos não hesitaram em haurir, direta ou indiretamente, das tradições do Antigo Oriente Próximo. As descobertas arqueológicas de aproximadamente um século para cá, mostram que existem muitos pontos comuns entre as primeiras páginas do GÊNESIS e determinados textos líricos, sapienciais ou litúrgicos da Suméria, da Babilônia, de Tebas ou Ugarit. Este fato nada tem de estranho quando se sabe que a terra em que Israel se instalou era aberta às influências estrangeiras e que o povo de Deus manteve relações com seus vizinhos. Mas os progressos da arqueologia revelam igualmente que os escritores bíblicos, responsáveis pelos primeiros capítulos do GÊNESIS, não foram imitadores servis. Souberam trabalhar as suas fontes, repensá-las em função das tradições específicas do seu povo, enfatizando a originalidade da fé javista.

TÁBULAS MESOPOTÂMICAS - (escrita cuneiforme)

As Crônicas da Terra - Zecharia Sitchin – erudito (resumo parcial)

"A resistência às idéias novas aumenta na proporção direta do quadrado da sua importância". Lei de Russel

1ª Parte: A Criação do Sistema Solar - A EPOPÉIA DA CRIAÇÃO ENUMA ELISH

Enuma Elish la nabu shamamu Quando nas alturas o céu não fora nomeado Sha´litu ammatum shuma la zahrat E embaixo solo firme (terra) não fora chamada.

"Com uns poucos rasgos de estilete de junco sobre a primeira barra de argila - em nove curtas linhas - o antigo poeta-cronista consegue fazer-nos sentar no centro da fila da frente e ousada e dramaticamente levanta a cortina para o mais majestoso espetáculo do tempo: A CRIAÇÃO DO NOSSO SISTEMA SOLAR".
Zecharia Stichin - erudito.

Nada, exceto o primordial APSU, seu criador,
Mummu e Tiamat - ela que os deu à luz a todos;
As suas águas foram reunidas
Nenhum junco se formara, nenhum pântano aparecera
Foi então que os deuses se formaram no meio.
Os "deuses" neste caso: planetas. Havia a distinção: a Realeza no Céu e a Realeza na Terra.
Tiamat: um planeta que existiu entre Marte e Júpiter e que foi destruído nas "batalhas Celestes" nº 1 e nº 2.

As suas águas foram confundidas...
Deuses foram gerados entre elas:
O deus Lahmu e o deus Lahamu foram dados à luz;
Pelo nome foram chamados.
LAHMU= Marte e Lahamu = Vênus. LHM (fazer guerra): o deus da guerra e a deusa do amor e da guerra.

Antes que eles avançassem nos anos
E em estatura até ao tamanho idealizado-
Formaram-se o deus ANSHAR e o deus KISHAR,
Que os ultrapassaram (em tamanho)
Nascimento de Saturno (ANSHAR) e de Júpiter (KISHAR).
Antes que eles avançassem nos anos
E em estatura até ao tamanho idealizado-
Formaram-se o deus ANSHAR e o deus KISHAR,
Que os ultrapassaram (em tamanho)
Nascimento de Saturno (ANSHAR) e de Júpiter (KISHAR).

A medida que os dias se alongavam e os anos se multiplicavam,
O Deus ANU tornou-se filho deles - um rival de seus antecessores,
Engendrou à sua imagem e semelhança NUDIMMUD.
Surgiu ANU (Urano) que engendrou NUDIMMUD (Netuno) à sua imagem e semelhança.

A CIÊNCIA moderna confirmou este fato: "imagem e semelhança" entre os dois planetas, usando das mesmas palavras deste texto. (Sonda Voyager 2 enviada pela Nasa) ano de 1989. A Nasa afirmava que eram planetas Gasosos, os sumérios (e Z. Sitchin) que eram aquosos. A Sonda Voyager confirmou as declarações dos sumérios.

Mummu (Mercúrio) e Gaga (Plutão) nesta época eram os "emissários" de APSU (Sol) e de ANSHAR (Saturno) respectivamente. Receberam o "destino" (Órbitas) na "Batalha Celeste" quando foram "desligados" das suas funções de "emissários".

ANSHAR abriu sua boca,
A GAGA, seu Conselheiro, ele dirigiu uma palavra...
"Fica no teu caminho, GAGA,
Manifesta tua posição entre os deuses,
E aquilo que eu te disser
Tu o repetirás a eles."
Este fato resolve um problema da astronomia moderna, implicada com a pequenez de Mercúrio e Plutão, mais parecendo satélites do que planetas.

Nibirú/Marduk: Batalha Celeste nº 1
Na Câmara da Fortuna, o local dos Destinos
Foi engendrado um deus, o mais capaz e sensato dos deuses;
No âmago do Abismo foi MARDUK criado.
Na Câmara da Fortuna, o local dos Destinos
Foi engendrado um deus, o mais capaz e sensato dos deuses;
No âmago do Abismo foi MARDUK criado.

A Babilônia "puxa sardinha para a sua brasa". Na versão da EPÓPEIA DA CRIAÇÃO suméria para o ENUMA ELISH babilônio, os babilônios honram o seu deus nacional: MARDUK. A Suméria nomeava o "planeta invasor" - Nibirú - Travessia - sujo símbolo é uma cruz, aliás, onipresente nas ilustrações das Barras e estelas.

Fascinante era sua figura, cintilante o erguer dos seus olhos,
Altivo seu porte, autoritário como de velhos tempos...
Entre os deuses ele era intensamente exaltado, excedendo através...
Ele era o mais supremo dos deuses, incomparável sua altura;
Seus membros eram enormes, ele era extremamente alto.

1ª Colisão

O Senhor avançou, seguiu seu caminho;
Na direção da irada Tiamat ele virou sua face...
O Senhor aproximou-se para esquadrinhar a face interior de Tiamat
Para se aperceber do esquema de Kingu seu esposo.

Tiamat havia concedido a "Barra dos Destinos" (órbita independente) a Kingu e Marduk tomou esta Barra o reduzindo, novamente à condição de "satélite": a "carreira", como planeta, lhe foi negada por MARDUK na 1ª Colisão.

Ela exaltou Kingu,
No meio deles ela o fez grande...
O alto comando da batalha
Ela depositou nas mãos dele.

Tiamat e Marduk, os mais sensatos de todos os deuses,
Avançavam de encontro um ao outro;
Apressaram-se para o combate individual,
Aproximaram-se para a batalha.

Descrição da Batalha Celeste nº 1

O Senhor espalhou sua rede para as envolver;( energias titânicas)
O vento Vil, o da retaguarda, ele desatrelou à frente dela
Quando Ela, Tiamat, abriu a boca para o devorar -
Ele dirigiu o Vento Vil para ela, para que não pudesse fechar os lábios.
Os ferozes ventos de tempestade atacaram então sua barriga;
Através dela ele disparou uma seta, ele rasgou sua barriga;
Cortou suas entranhas, rasgou até seu ventre.

Tendo-a assim submetido, ele extinguiu seu hálito de vida!

Que cataclismo, que catástrofe horrível não deve ter sido esta!
"VENTOS" são "satélites". Nesta frase: foram os "satélites" de Nibirú (sumério) Marduk (babilônio) que enfrentaram Tiamat. Segundo Sitchin, um fato astronômico de importância fundamental.

Nascimento dos Cometas (os satélites de Tiamat)

Depois de ele Ter trucidado Tiamat, a líder,
Seu grupo foi despedaçado, sua honra partida.
Os deuses, seus ajudantes que marchavam a seu lado
Tremendo de medo,
Voltaram suas costas para salvar e preservar suas vidas.
Voltaram suas costas: reverteram suas órbitas, mas continuaram presos "no laço, na rede" no Sistema Solar:

Atirados para a rede, eles viram-se presos no laço...
O grupo completo de demônios que marchava ao lado dela.
Ele lançou-lhe grilhões, ligou suas mãos...
Estreitamente rodeados, eles não podiam escapar.

Batalha Celeste Final - Marduk colide com Tiamat

Aqui se inicia o Gênesis Bíblico copiado 1000 anos depois dos Originais Mesopotâmico

Mesopotâmia

O Senhor fez uma pausa para apreciar seu corpo sem vida.
Então, engenhosamente, planejou dividir o monstro.
Depois, ele separou-o em duas partes, como um mexilhão.
O Senhor calcou a parte traseira de Tiamat;
Com sua arma, cortou a fundo o crânio ligado;
E fez com que o Vento Norte a levasse
Até locais desconhecidos.
Este foi o momento da CRIAÇÃO DO PLANETA TERRA.

Gênesis Bíblico - Jó (26:7,13)

"Pelo teu poder tu fizestes as águas dispersar; o chefe dos monstros aquosos tu partiste".
A abóbada partida ele estendeu no lugar de Tehom,
A Terra suspendeu no vazio...
Seus poderes prenderam as águas,
Sua energia fendeu O ALTIVO
Seu Vento mediu o Bracelete Partido;
Sua mão extinguiu o tortuoso dragão.
Jó.
Tehom, Tehom-Raba, dragão, monstro aquoso: TIAMAT é assim denominada na Bíblia.

Mesopotâmia

O Bracelete: o Cinturão de Asteróides
A (outra) metade dela ele colocou como anteparo para os céus:
Fechando-os juntos, como vigilantes ele os estacionou...
Inclinou a cauda de Tiamat para formar com o Grande Grupo um bracelete.
Aos 14/02/2000 terminou a "Missão Near" (sonda Near) da Nasa, chefiada pelo Dr. Cheng, quem parabenizou Zecharia Sitchin pela justeza da sua Hipótese, calcada nas Tábulas Mesopotâmicas. A Nasa confirmou, com relatório, esta gigantesca trombada celeste no início do nosso sistema solar (catastrofismo). O Jornal Infinito publicou a notícia completa, na sua edição de Maio de 2000, em um "furo de reportagem". Imprensa e mídia brasileiras em silêncio completo! Em Junho ou Julho de 2001, uma renomada revista, no RODAPÉ, publicou uma notícia sucinta e com data ADULTERADA para o ano de 2001! O "site" de Zecharia Sitchin PROVA a data correta: 14/02/2000 - St. Valentines Day.

Mesopotâmia

Colocando em posição a cabeça de Tiamat (Terra)
Ele ergueu aí as montanhas.
Ele abriu nascentes, afastou as torrentes.
Através dos olhos dela ele libertou o Tigre e o Eufrates.
De seios ele formou as supremas montanhas,
Furou nascentes para a água ser levada em regos
Para os mesopotâmicos "ELE", MARDUK - o SENHOR..

Gênesis Bíblico

E o Senhor disse:
"Que se reúnam as águas sob os céus, juntas num só lugar, e que surja a terra seca".
E assim fez.

E a nossa LUA, seria KINGÙ? Marduk, em outro texto mesopotâmico, "fez aparecer a divina Lua"... designou que ela marcasse a noite e definisse os dias em cada mês. Sitchin nomeia a Lua como sendo - a Testemunha do GÊNESIS e afirma que o nosso satélite cujas proporções intrigam os astrônomos, no passado foi Kingu: um candidato a planeta. Sua pretensão foi castrada nas Batalhas Celestes:

"Ele tirou-lhe a Barra do Destino
Que não era legalmente sua".

O Planeta Nibirú / Marduk

Planeta Marduk:
Em seu aparecimento: Mercúrio
Elevando-se 30º no ano celestial: Júpiter
Quando parado no local da Batalha Celeste: Nibirú.

"Já há algum tempo, os astrônomos que sempre se intrigaram com as perturbações na órbita de Netuno e Saturno, passaram a cogitar sobre a possibilidade da existência de outro planeta em nosso sistema solar, muito mais afastado do Sol do que todos os outros. Eles o chamam de planeta X, o que significa tanto "desconhecido" como "décimo". - Zecharia Sitchin.

Vários astrônomos têm procurado por Nibirú, devido às perturbações da órbita de Plutão. Plutão foi descoberto por perturbar as órbitas de Netuno e Urano, há cento e poucos anos, porém, os astrônomos estão buscando por um planeta que se comporte dentro das normas do nosso sistema solar e Nibirú, o planeta X, não se comporta assim. Nibirú órbita como um cometa. Joseph L. Brady (Lab. Lawrence Livermoore) calculou a órbita do planeta X a uma distância de 64 UA (unidades astronômicas0, com período orbital de 1800 anos.

"O fato de Nibirú estar voltando para seu perigeu poderia explicar o fato de a órbita calculada por Brady, ser exatamente a metade da órbita de 3600 anos terrestres que os sumérios registraram para Nibirú?"- pergunta Zecharia Sitchin.

"O astrônomo Brady tirou conclusões que concordam, plenamente com os dados sumérios: órbita retrógrada (direção dos ponteiros do relógio) e não está na eclíptica ou faixa orbital de todos os outros planetas, exceto Plutão, mas inclinada em relação a ela".

Robert Harrington (falecido recentemente), um dos descobridores de Caronte e quem dirigia o Observatório Naval Americano, forneceu os seus dados a Zecharia Sitchin, semelhantes aos dados sumérios e gravou o vídeo "Are we Alone"? onde, de viva voz e na presença de Sitchin confirmou as suas coordenadas sobre o Planeta X. Thomas C. Van Flandern, estudando dados fornecidos pelas sondas Pioneer 10 e 11 e pelas Voyagers, com mais quatro colegas seus do Observatório Naval Americano, dirigiu-se à Sociedade Astronômica Americana mostrando as evidências de que um corpo celeste com, pelo menos, o dobro do tamanho da Terra órbita o sol a uma distância de, no mínimo, 2, 4 bilhões de Km além de Plutão. O IRAS (Infrared Satellite) foi, também, ao encalço de Nibirú/Planeta X: "Os astrônomos têm tanta certeza da existência do décimo planeta que pensam que nada mais resta senão dar-lhe um nome". O texto citava o nome de Ray T. Reynolds. A geóloga Madeleine Briskin Ph.D. já sugeriu o nome do Planeta X: NIBIRÚ Z.S., "em honra de Zecharia Sitchin".

Descoberto o Planeta X? Há meses atrás a Internet ligada à astronomia entrou em polvorosa: descoberto um planeta estranho escondido na fímbria do Sistema Solar. Sitchin oferece toda a descoberta (nomes e datas) no seu site http://www.sitchin.com/ - The Case of the Lurking Planet -. No nosso site: Descoberto o Planeta X?

Efeitos da "entrada" do planeta segundo as Tábulas Mesopotâmicas e os relatos bíblicos:

Mudança climática drástica. Inundações violentas, e seca em outros locais (devastação no meio ambiente). Vulcões ativos, adormecidos (Vesúvio) e extintos entram em atividade. Movimento desusado das Placas Tectônicas (N. York e outros). Degelo na Antártida (blocos do tamanho da cidade de São Paulo) e nos picos de montanhas sempre congelados (Kilimandjaro). O degelo provoca Tsunamis, no passado, os sumérios chamaram a esta devastação: o dilúvio. Prisão do fuso axial da Terra sobre o seu próprio eixo (escuridão). Inquietação no seio da humanidade: guerras, terrorismo... Será que estamos vendo este filme? Os sumérios acenam com a esperança: sempre se sucedeu uma "Idade de Ouro". Quem viver, verá!

2ª parte: COLONIZAÇÃO DA TERRA E CRIAÇÃO DO ADAMU (terráqueo)

Antes de tudo uma explicação:
Os sumérios designavam o planeta Terra: Ki - Mul - Ki - significava: "corpo celeste partido". A pronúncia da palavra KI foi sendo adulterada e originou GI, depois, GE, de onde os gregos tiraram o prefixo de todas as ciências que envolvem o estudo da terra. Os sábios gregos nunca se cansaram de afirmar que o seu CONHECIMENTO tinha como FONTES, uma SABEDORIA muito remota. (GE - ografia, GE - ologia, etc).

Os habitantes do Planeta Invasor, Nibirú/Marduk, enfrentaram um sério problema no seu planeta e necessitavam do ouro (e outros elementos), não por ganância, mas como solução para o problema. O Planeta KI, outrora "criado" pelo seu próprio planeta oferecia o que desejavam tanto e em profusão. Resolveram, então, "descer dos céus", rumo à KI.
Incrivelmente, existe uma prova desta aterrissagem: uma "ROTA DE VIAGEM" descoberta nas ruínas da Real Biblioteca de Nínive. Segundo o erudito Zecharia Stichin quem a decifrou e quem ocupa o cargo de CONSULTOR da Nasa, o que lhe dá o gabarito de poder opinar abalisadamente: - " Os alienígenas de Nibirú usavam a mesma aproximação utilizada pela Nasa nas suas missões à Lua. É o que dizem os textos Mesopotâmicos". -

Segundo os estudiosos, este é "o mais desconcertante documento mesopotâmico".

Com a "Rota de Viagem" diante de nós, faremos uma pergunta: quem a usou?
Nós os conhecemos, de longa data, sob os nomes de Elohim, Annakim, Anjos, Gigantes, Nefilins, etc. através da Bíblia - do Gênesis e do Antigo Testamento: "Os que dos céus vieram" (Nefilim). Iremos chamá-los Nefilim ou Elohim, por familiaridade, Os Nefilim aqui aterrissaram no nosso Segundo Período Glacial - 480000 e 43000 anos - nas regiões do Indo, Nilo, Tigre e Eufrates. A Mesopotâmia mostrou ser a região ideal para a consecução das suas metas. À primeira colônia deram o nome de E.RI.DU (casa na lonjura construída). Mais tarde, já bem aclimatados, fundaram o ED.IN. (casa dos justos íntegros),o EDEN, o título que lhes foi agraciado, "divinos", origina-se da palavra DIN. GIR (os justos dos foguetes). Para dirigir a ocupação e os trabalhos que iriam ser desenvolvidos o governante de Nibirú, ANU, enviou um dos seus filhos, ENKI, um cientista brilhante, um megacientista e engenheiro. Enki construtor de E.RI.Du foi o seu primeiro habitante. Não tendo dado certo a extração do ouro, iniciada no mar, no Golfo Pérsico, e com a chegada de Enlil, outro dos filhos de ANU, herdeiro do trono de Nibirú e meio-irmão de Enki, na função de "Supremo Comandante da Terra", Enki se dirigiu para a África, para o "ABZU Estava irritado com a situação. O ouro começou a ser retirado das minas africanas. A arqueologia moderna já identificou estas minas" na Suazilândia e outros locais da África, datas: 35000, 46000 e 60000 anos. (Idade da Pedra).

A Revolta

Durante quarenta anos, o povo Anunnaki trabalhou no fundo das minas africanas até que resolveu realizar um motim. Os Anunnaki recusaram-se aos trabalhos. Enlil e a assembléia dos "divinos" estavam no ponto de desistir do "Projeto Ki", voltando para Nibirú, quando ANU resolveu consultar o seu filho Enki. Este o dissuadiu da volta ao seu planeta origem, lançando a luz da esperança: criarem o Awilum (o labutador) os Lulu Amelu (trabalhadores) uma raça escrava para enfrentar os trabalhos das minas, através da Manipulação Genética, onde Enki acessorou à sua meio-irmã Ninti/Ninhurrsag, médica oficial da missão e geneticista. Foi criado o ADAMU (terráqueo), após tentativas de insucesso, onde os dois irmãos produziram "Quimeras" - aberrações, seres monstruosos (há registros). Houve uma segunda mutação genética, visando à procriação. Seres híbridos não podiam procriar (episódio bíblico relacionado à retirada da costela de Adão), as deusas, "barrigas de aluguel", já estavam ficando depauperadas e o processo se mostrava muito trabalhoso e lento.

Os Anunnaki / Nefilim não criaram a raça humana do NADA, eles criaram o "Elo Perdido" - O HOMO SAPIENS, manipulando o Homo Erectus geneticamente, o produto da evolução terrestre.

Quando o Gênesis bíblico se refere a - "o Adão" - refere-se, genericamente ao Terráqueo.

Quem é Zecharia Sitchin?

Zecharia Sitchin é um erudito, especialista na História e na arqueologia do Oriente Médio e do Velho Testamento. Traduz o cuneiforme e outras linguagens antigas e ocupa o cargo de Consultor da Nasa. Sua obra "As Crônicas da Terra" é composta por 8 volumes onde expõe, com minúcias, os detalhes científicos e históricos, as bases das suas teses. Tem o aval de grandes cientistas, teólogos, como o Monsenhor Corrado Balducci do Santo Ofício do Vaticano - filósofos e especialistas de diversas áreas, a nível mundial, onde é sempre convidado a expor as suas hipóteses.

As ciências (e principalmente a Nasa), vêm comprovando os testemunhos da Mesopotâmia como corretos. Nenhum destes testemunhos, de ordem científica ou histórica, foram contestados até agora. A teologia, de há muito, aceita o Gênesis e o antigo Testamento como provenientes dos textos da Mesopotâmia: afinal de contas, Abraão também, era sumério nascido em Ur, e a Bíblia foi compilada 1000 anos depois dos seus originais mesopotâmicos.

TÁBUAS MESOPOTÂMICAS

A Colonização

Nas profundas alturas,
Onde tu tens residido,
"A Casa Real das Alturas" eu construí
Agora, uma contraparte dela
Eu construirei lá embaixo.

Quando das alturas

Para assembléia vocês descerem
Haverá um lugar de repouso para a noite
Para vos receber a todos.
Eu lhes chamarei "Babilônia"
O portão dos Deuses.
Marduk - deus da Babilônia

A Partilha

A primeira destas cidades, ERIDU
Ele deu a Nudimmud, o chefe (Enki)
A segunda, BAD-TIBIRA,
Ele deu a NUGIG.
A terceira, LARAK,
Ele deu a PABILSAG
A quarta, SIPPAR
Ele deu ao herói UTU
A quinta, SHURUPAK,
Ele deu a SUD.

A pessoa a qual o "Ele" se refere é um enigma: está apagado na tábula.

A motivação de se criar o TERRÁQUEO:

Durante 10 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 20 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 30 períodos eles suportaram a fadiga;
Durante 40 períodos eles suportaram a fadiga.

Promessa da Criação do Terráqueo

Eu produzirei um primitivo inferior;
"Homem" será seu nome.
Eu criarei um trabalhador primitivo;
Ele será encarregado do serviço dos deuses
Para que estes possam ter seu descanso...

Mesopotâmia

Nesses dias, nesses anos,
O sensato de Eridu, Ea, (outro nome de Enki)
Criou-o como um modelo de homens.

A Espera do Nascimento

As deusas do nascimento foram mantidas juntas.
Ninti sentou-se, contando os meses
O fatídico décimo mês se aproximava
O décimo mês chegou;
O período de abertura do ventre decorrera.
A face dela irradiava inteligência;
Ela cobriu a cabeça, fez o trabalho de parteira.
Ela cingiu a cintura, pronunciou a benção.
Ela desenhou uma forma; no molde havia vida.

Nota: o nosso primeiro "Bebê de Proveta" nasceu tardio, no10º mês e...de cesariana!

Ninti...conta os meses...
O destinado décimo mês elas chamam;
A senhora cuja mão abre veio.
Com ela... ela abriu o ventre.
Sua face brilhava de alegria.
Sua cabeça estava coberta.
...fez uma abertura;
O que estava no ventre veio à luz
Exultando de alegria a deusa-mãe deixou escapar um grito:
"Eu o criei!
Com minhas mãos o fiz!"

Zecharia Sitchin dá detalhes importantes sobre como Enki procurou "o gene" do deus escolhido como "doador", submetendo o "sangue" do deus à "banhos purificadores". O "sangue" do deus era misturado ao "barro" para ligar geneticamente Deus e Homem "até o fim dos dias", a carne (imagem) e o espírito (semelhança) dos deuses impressos no homem num parentesco de sangue que jamais poderia ser destruído. HOMO/Nefilinus? Como quer o psicólogo, filósofo e pesquisador Neil Freer?

No barro, Deus e Homem serão ligados,
Numa unidade produzidos
Para que até ao fim dos dias
A carne e o espírito
Que num Deus se soltaram
Esse espírito numa consangüinidade seja unido;
Como seu sinal a vida proclamarei.
Para que isto não seja esquecido,
Que o "espírito" numa consangüinidade seja unido.

Nota: Foi esquecido!!! É preciso ler este texto por completo, Sitchin oferece os detalhes científicos (o 12º Planeta: Z. Sitchin).

As primeiras "barrigas de aluguel"
As sensatas e ensinadas,
Duplas de sete deusas do nascimento reuniram-se
Sete deram à luz machos.
Sete deram à luz fêmeas.
A Deusa do Nascimento deu à luz
O vento do hálito da vida.
Em pares eles foram contemplados,
Em pares eles foram completados na
Presença dela,
As criaturas da Deusa-mãe.

Os Lulu Amelu (trabalhadores)

Eles pediram-lhe os cabeças pretas.
Ao povo dos cabeças pretas,
Eles deram a picareta para segurar.

Nota: Já sabemos que o Éden é o Ed.in sumério, onde habitava o deus Enlil, cognominado o "Supremo Comandante da terra"...

Mesopotâmia

Enki:
"A criatura cujo nome vocês proferiram - ELA EXISTE"! (o homo Erectus).
Basta aplicar sobre ela a imagem dos deuses.
Bíblia: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança".

Quando a humanidade foi criada,
Eles não conheciam a alimentação de pão, não conheciam o vestuário em vestes talhadas
Comiam plantas com a boca como carneiros
Bebiam água de um fosso.

Enki e a "Receita do Homem"

"Sangue eu juntarei, trarei ossos à vida".
Que primitivos sejam criados segundo seu padrão.
Do seu sangue (de um deus) eles criaram o gênero humano.
Impuseram a eles o serviço, deixaram livres os deuses...
Era um trabalho para além da compreensão
.
___________________

Quando os deuses como homens

Enquanto a Deusa do Nascimento está presente,
Que a Deusa do Nascimento crie a prole
Enquanto a mãe dos deuses está presente,
Que a Deusa do Nascimento crie o Lulu;
Que ela crie um Lulu Amelu,
Que ele suporte o jugo.

___________________

Enki:

"Eu prepararei um banho purificador
Que seja sangrado um deus...
Com sua carne e sangue,
Que Ninti misture o barro".

O destino do recém-nascido tu proferirás
Ninti fixará sobre ele a imagem de deus;
E o que ele será é "homem".
______________________

Bíblia - Gênesis

Elohim (deuses) criou o Adão à Sua imagem
À imagem de Elohim Ele o criou
Masculino e Feminino Ele os criou.
Nota: "O" Adão - o Terráqueo. Quando o Gênesis diz Adão (após a "queda") já é um homem específico e terá a sua descendência historiada.
____________________

Bíblia

E Javé, Elohim, idealizou o Adão
Do barro do solo;
E Ele soprou em suas narinas o hálito
da vida!
E o Adão tornou-se uma alma viva.
Nota: O Adão = Terráqueo

"À Imagem de Elohim Ele o criou.
Masculino e Feminino Ele os criou."

____________________

E a divindade Javé
Plantou um pomar no Éden, no leste,
E Ele tomou o Adão
E colocou-o no Jardim do Éden
Para trabalhá-lo e guardá-lo.

ADENDO

O Templo de Dendera, Egito, no Abzu (África), é dedicado à Hathor - à Mammi.
Quando os Elohim criaram a grande civilização egípcia, Mami/Ninti, passou a ser conhecida como HATHOR - a vaca, Ninti engordara e envelhecera: mas continuava a ser a Mãe, a Nutrix, a Vaca.

EA/ENKI - foi conhecido no Egito como Ptah e na Meso-América como o pai de Quetzacoatl - o Iniciador, o Deus Serpente Emplumada, a mesma "Serpente" que iniciou Adão e Eva no Ed.in (Éden) seduzindo Eva a comer do fruto da "Árvore da Sabedoria" e provando ao primeiro casal que Yahweh (Enlil) mentira quando lhes dissera que: se os dois comessem do fruto da "Árvore da Sabedoria", morreriam. Bem depressa, Yahweh (Enlil) resguardou a "Árvore da Vida", para que Adão e Eva não se tornassem - "iguais a nós" - quer dizer IMORTAIS.

Imortalidade relativa, ligada aos 3600 anos terrestres, órbita do seu planeta: Nibiru/Marduk. A Imortalidade dos Elohim provavelmente é decorrente do "Ouro dos Deuses" - Pedra Filosofal - Ouro Monoatômico, que nome tenha. Sir F. Petrie, arqueólogo, descobriu no Monte Horeb o "laboratório" dos deuses e foi obrigado a calar-se, proibido pelas RELIGIÕES ligadas à Bíblia.

Há um fato cômico: quando se iniciaram as escavações no Egito, a ordem era de que só poderia ser anunciado o que viesse de encontro e servisse como prova do SISTEMA RELIGIOSO VIGENTE, o judaico/cristão. Quando certas notícias foram divulgadas e geraram dúvidas sérias, uma autoridade religiosa, eminente, declarou - isto apareceu porque Deus colocou estes objetos nestes locais para PROVAR A FÉ do seu rebanho! - (Fato histórico).



Bibliografia

1. O 12º Planeta - origem do Homem e do Universo.
2. A Escada para o Céu - o caminho percorrido pelos povos antigos para atingir a imortalidade dos deuses.
3. As Guerras dos Deuses e dos Homens - nos violentos primórdios da humanidade, a
batalha final pelo planeta Terra.
4. O Gênesis Revisitado - as provas científicas de que os extraterrestres estiveram
entre nós (e ainda estão!).
5. When Time Began - as provas documentadas de que os deuses extraterrestres
mudaram o curso da evolução humana.
6. Os Reinos Perdidos - os deuses e a Meso-América.
7. The Cosmic Code - os códigos cósmicos dos deuses.
8. Divine Encounters - um guia para visões, anjos e outros emissários.
9. Of Heaven and Earth - opiniões de especialistas, cientistas, filósofos, ufólogos e teólogos sobre a obra de Zecharia Sitchin.
Dr. Sitchin comunicou-se com o Jornal Infinito, anunciando que a sua editora brasileira - Nova Cultura/Best Seller já está traduzindo dois dos seus volumes ainda sem tradução para o português.
O Jornal Infinito recomenda a leitura de "As Crônicas da Terra", em especial, "O Gênesis Revisitado" que, segundo o seu autor é o "livro de cabeceira" da sua obra.

NOTA: Zecharia Sitchin não faz identificação alguma de Enlil com o IAHWEW biblico.Outros autores,porem,pensam assim,Neil Freer,por exemplo.




FONTE: http://www.cubbrasil.net/index.php?option=com_content&task=view&id=670&Itemid=88 Continue

O Mistério dos Sumérios

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Os primeiros registros dos sumérios remontam mais de 3.000 anos antes de nossa era. Sua origem ainda permanece desconhecida. O que sabemos no entanto, é que os Sumérios possuíam uma cultura superior, plenamente desenvolvida, a qual impunham aos semitas, em parte ainda bárbaros.

Quanto aos seus deuses, estes os procuravam nos cumes da montanhas, ou, quando não haviam montanhas onde se encontravam, faziam aterros formando morros artificiais.

Conhecimentos e Tecnologia

A astronomia suméria era extremamente avançada. Seus observatórios eram capazes de obter cálculos do ciclo lunar que diferiam somente 0.4 segundos dos nossos cálculos atuais. Foi encontrado também, na colina de Kuyundjick (a antiga Nínive), um cálculo com impressionantes 15 casas, com resultado final igual a 195.955.200.000.000. Os gregos, no auge de seu saber, não se atreveram a ultrapassar o número 10.000, considerando tudo o que passasse deste valor como infinito.


Na cidade de Nipur, a 150 quilômetros de Bagdá, foi encontrada uma biblioteca sumeriana inteira, contendo cerca de 60.000 placas de barro com inscrições cuneiformes.

Suas tábulas de argila contém informações preciosas sobre o Sistema Solar. O mais impressionante são os dados sobre Plutão – planeta só (re)descoberto em 1930! Eles possuíam conhecimentos sobre o tamanho, composições químicas e físicas de Plutão e afirmavam que este era na verdade um satélite de Saturno que se “desprendeu” e ganhou nova órbita. A Lua era por eles chamada de “pote de chumbo” e diziam que seu núcleo era uma cabaça de ferro. Durante o programa Apollo, a NASA confirmou estes dados…

Idades Avançadas

Segundo os escritos cuneiformes encontrados, os sumérios conseguiram alcançar idades fantásticas. Segundo estes escritos, os dez primeiros reis governaram, no total, 456.000 anos e os vinte e três reis seguintes, 24.510 anos, 3 meses e 3 dias e meio – período o qual trouxe muitos aborrecimentos a estes reis, ocasionados pela era pós-dilúvio, tempo de reconstrução geral.

O Dilúvio Segundo os Sumérios: Influência Extraterrestre?

Reza um escrito cuneiforme sumério: “E depois veio o dilúvio e após o dilúvio a realeza tornou a descer mais uma vez do céu…”

Este trecho, de uma das placas encontradas, faz parte da mais antiga descrição do dilúvio que temos conhecimento. Mais antiga até que o poema épico de Gilgamés.

Na mais antiga das placas até hoje encontradas, o “Noé” dos sumerianos chamado Ziusudra, morava em Shuruppak e lá construiu sua arca. Os sumérios foram edificando ao longo dos séculos torres, pirâmides e casas com todo o conforto para seus “deuses” a quem ofereciam sacrifícios enquanto aguardavam o regresso – e a cada cem anos eles retornavam.

Seria possível que seres extraterrestres tivessem descido nesta região da terra, passado um pouco de seus conhecimentos para os sumérios e de tempos em tempos voltassem para saber como estavam seus “pupilos”? Isso explicaria a fantástica vida dos reis sumérios e sua incrível tecnologia.


Na tradução das placas de barro sumérias encontradas, diz-se que a Terra teve origem extraterrestre, através da colisão de dois corpos celestes. Parte dos destroços caíram aqui e no outro corpo celeste chamado Nibiru.

Os sumérios acreditavam que seus deuses vieram deste planeta – “o décimo segundo planeta” – que completa uma volta ao Sol a cada 3.600 anos.

A história diz ainda que após 35 milhões de anos, Nibiru corria risco de se acabar totalmente, então, como a Terra era o único planeta com condições favoráveis para a sua sobrevivência, fizeram misturas genéticas entre os primatas e a sua espécie. Esta mesma história conta que estes eram seres humanóides gigantes que, com o passar do tempo, misturaram-se com os humanos, gerando assim novas raças e etnias: os “filhos dos deuses”.

Estas plaquetas também contém advertências dos ET’s sobre as calamidades que o planeta iria passar. Segundo estas advertências, o planeta Nibiru passaria muito perto da Terra, fazendo com que a atração gravitacional dos dois planetas provocasse um cataclisma.

Investigando a mitologia sumeriana e algumas plaquetas e quadros acádicos, temos que os “deuses” sumerianos não tinham forma humana, e o símbolo de cada um dos deuses era invariavelmente ligado a uma estrela. Nos quadros acádicos, as estrelas estão reproduzidas assim como desenharíamos hoje. O singular porém, é que estas estrelas são rodeadas de planetas de diversos tamanhos. Como poderiam saber os sumérios que uma estrela possui planetas?

Os “Deuses” Sumerianos

Os deuses sumerianos correspondiam a estrelas / astros. Seu deus supremo, Marduk (Marte), segundo o que se sabe, teve construída em sua homenagem, uma estátua em ouro puro, de oitocentos talentos de peso; isso correspondia a uma imagem de 24 toneladas de ouro puro!

Ninurta (Sírio) era o juiz do Universo. Este pronunciava sentenças sobre os mortais. Há placas com inscrições dirigidas à Marte, Sírio e às Plêiades.

Suas descrições sobre as armas utilizadas por estes deuses para combater os inimigos, nos remontam a bomba atômica! Foram encontrados desenhos e até uma maquete de uma residência assemelhando-se a um abrigo anti-atômico pré-fabricado, redondo e tosco e com uma única entrada estranhamente emoldurada. Por que e como um povo de mais de 3 mil anos iria construir um abrigo anti-aéreo?

Curiosidades Encontradas nas Terras do Sumérios

- Em Geoy Tepe, desenhos espirais, uma raridade há 6 mil anos;
- Em Gar Kobeh, uma indústria de pederneiras, a qual se atribuem 4 mil anos de idade;
- Em Baradostian, achados idênticos com idade provável de 30 mil anos;
- Em Tepe Asiab, figuras, túmulos e instrumentos de pedra com data anterior a 13 mil anos passados;
- No mesmo local foram encontrados excrementos petrificados de origem desconhecida (não humana);
- Em Karim Schair encontraram-se buris e outras ferramentas;
- Em Barda Balka, foram desenterradas ferramentas e armas de pederneira;
- Na caverna de Schandiar foram encontrados esqueletos de homens adultos e de uma criança, que datam cerca de 47 mil anos, conforme avaliação realizada pelo processo de C-14.

Conclusão

Estas são somente algumas descobertas feitas no espaço geográfico de Súmer. Temos então que a cerca de 40 mil anos, na região de Súmer, vivia um aglomerado de seres humanos primitivos. De repente, por motivos até agora desconhecidos (ou não divulgados) pela nossa ciência, lá estavam os sumérios com sua astronomia, cultura e técnicas.

Fontes:

Eram os Deuses Astronautas?, Erick Von Däniken; Continue
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13:25




Os maiores buracos na camada de ozônio serão vistos nos próximos 20 anos, afirma o físico Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas. Isso porque, segundo ele, a destruição do ozônio está mais relacionada com a atividade solar do que com a emissão dos clorofluorcarbonos (CFCs) usados em abundância na década de 70 em tubos de spray e geladeiras.

Nas últimas semanas, o buraco sobre a Antártica tem aumentado rapidamente, já tendo alcançado 27 milhões de quilômetros quadrados, mais do que o máximo registrado em 2007. Até agora, o ano de 2006 foi o que apresentou a maior destruição da camada de ozônio, com o buraco chegando a 29,5 milhões de quilômetros quadrados.

Pesquisadores defendem que, se não fosse o Protocolo de Montreal, ratificado em 1987, pelo qual 193 países se comprometeram em eliminar a produção e uso dos CFCs em 95%, o afinamento da camada de ozônio dobraria em 2050 a quantidade da radiação ultravioleta capaz de alcançar a superfície terrestre no hemisfério norte e quadruplicaria a do hemisfério sul.

Já, pela teoria defendida por Molion, a produção da radiação ultravioleta é reduzida quando o Sol está em uma fase de pouca atividade. E, como o ultravioleta é essencial para produção de ozônio (pois quebra a molécula de oxigênio que, ao se recombinar, forma o ozônio), a falta dessa radiação faz com que a camada fique menor.

O físico acrescenta que é um erro fundamental dizer que o ozônio filtra os raios ultravioleta. “Na verdade, para formação do ozônio, o ultravioleta é consumido, é diferente”.

Ele explica ainda que o Sol possui ciclos de 90 anos e que o ponto máximo de atividade solar foi registrado pela última vez em 1960. “Com base nisso, eu posso prever que lá pelo ano de 2050 a camada de ozônio se recuperará e voltará aos mesmos níveis, independente de CFCs ou não”, afirma.

Atualmente, no entanto, o Sol se encaminha para o mínimo de atividade, o que fará com que a camada de ozônio continue diminuindo, explica Molion. “Eu não tenho dúvida de que vamos presenciar nesses próximos 20 anos, enquanto o Sol estiver quieto, os maiores buracos na camada de ozônio já vistos até então”, declara.

As opiniões de Molion têm sido deixadas de lado pela comunidade científica desde a década de 90, quando Mário Molina, recebeu o Prêmio Nobel de Química com uma série de seis equações químicas, sendo que a quinta delas era crucial para explicar a liberação do cloro que viria a destruir o ozônio. Com isso, os CFCs foram acusados como responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Na época, Molion argumentou que a tal equação química não seria a realizada pela natureza, porque seguia num caminho de maior consumo de energia, enquanto, segundo ele, a natureza sempre opta pela baixa energia. “Eu simplesmente argumentei sob o ponto de vista teórico, mas com aquele conjunto de equações o Mário Molina virou Prêmio Nobel de Química em 1995. E eu fui posto na geladeira entre 1992 e 1997, e nunca mais fui convidado para nada”, recorda.

Eis que em abril deste ano pesquisadores da NASA deram força para Molion retomar a defesa de sua teoria. Experimentos realizados em um dos laboratórios da agência espacial norte-americana demonstraram que a probabilidade da quinta equação descrita pelo vencedor do Prêmio Nobel ocorrer é de 10-7. “Ou seja, não existe”, exclama Molion.

“Finalmente apareceu alguém para mostrar que, mesmo em laboratório, é muito difícil conseguir que essa reação exista. Portanto o cloro não pode ser liberado e não pode cataliticamente destruir o ozônio”, enfatiza o físico.

Ele explica que, como a molécula de CFC tem um peso molecular de cinco a seis vezes maior do que o ar, é muito difícil fazê-la subir na atmosfera. “Se levantar ar seco já é difícil, imagina uma molécula mais pesada, que ainda teria de viajar, passar pela propopausa (que é uma inversão de temperatura) e chegar a 40 quilômetros de altura, para depois ser quebrada pelo ultravioleta e liberar o cloro que destrói o ozônio”, indaga Molion ao destacar que o Protocolo de Montreal foi tão rapidamente aceito por prever sanções severas aos países que não o assinassem.

Por Sabrina Domingos, do Carbono Brasil
(Envolverde/CarbonoBrasil)

Este artigo foi publicado em 13 outubro de 2008 Continue

Popol Vuh, In den Gärten Pharaos

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Por Ricardo Gross



Tão bom como aquilo que referi a propósito dos exemplos anteriormente citados é o que se reúne neste disco dos Popol Vuh, In den Gärten Pharaos. A banda de Florian Fricke, Holger Trulzsch e Frank Fiedler teve o mérito de imaginar uma música só sua a partir de elementos cultural e geograficamente díspares, que sendo francamente moderna (e então à época, inícios de 70!) trazia consigo uma qualquer marca de tempos imemoriais. Chega-se ao âmago do trabalho dos Popol Vuh por um processo de desarmamento da interpretação. O caminho vai da impressão causada pelos sons naquilo que estes têm de concreto, para que depois se dê o passo seguinte. Uma rota que se permite ser tão pessoal quanto mais numerosos sejam os destinatários. Imagino a música deste disco como a interpretação que uma civilização extraterrestre faria a partir da recolha de elementos musicais do nosso planeta a que a mesma teria tido acesso na sua forma rarefeita. A música de In den Gärten Pharaos oferece espaço de arejamento para que o seu poder sugestivo possa assumir as mais diversas formas. Exótica e muito além.

http://devaneios-ricardo.blogspot.com/2008/10/discutir-em-vo.html Continue