O Incomunicável

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23:16


Essa melancolia transpassa meu peito como a abstração de uma musica.
já é tarde na burocrática paisagem do meu trabalho.
não adormeço mas o frio dos olhares deixa a alma dormente.
há algo de inexplicável nesses diálogos sintéticos.
meu rosto atravessa a tela mágica da angustia e torno-se invisível.
Billie Holiday sussurra se esculpindo na monotonia
debaixo das pálpebras esconde-se um vomito de eus.
-vejo-me longe
-não estou longe
na arquitetura dos motivos algo racha e lateja,
pequenos dramas pessoais são engolidos por algo chamado cotidiano,
vermes desejos atravessando os aparelhos telefônicos
fracassa a trasncedencia
sucumbi o melodrama vazio.
-sobrevive poeta..
-quem é poeta?
tenazes palavras transitam no corrimão dos movimentos paralelos
e todas caem no baú como um grito alojando-se no silencio.
fora de mim uma chuva como uma orquestra infernal sentenciando-me.
as razoes foram sufocadas com meros
sacos plásticos de uma urbanidade qualquer.
o destino é uma cadeira giratória na sala indiferente a ela.
a razão dessa poesia é a mesma razão do respirar.
"o que pretendes?"
"o que é tua frieza habitual?"
para além da porta de vidro
seres riem indiretamente das razoes
conversam sobre futebol e suas amantes
um tom cinza cobre a sala com os ventos da tarde se desarrumando,
uma, duas, três verdades vem de bandeja
ignoro-as.
quero da voltas e voltas.
Vênus, saturno, lua.
correndo entre oceanos intransponíveis.
sobrevoando as crateras lunares dos monólogos,
escavando a beleza das mudanças faciais das nuvens das seis da tarde,
a volta para casa dos pássaros e dos homens empoeirados do tempo.
suas locomotivas modernas se confundem com a naturalidade do inicio da noite.
bicicletas passeado pelos longos braços da praça.
há um rouco vinil inacessível em cada passo.
posso ouvi-los daqui...longe
porque por alguma razão me penduro nos cadarços coloridos das crianças
a fim de sentir o carinho da infância dado pela lucidez do sonho?
porque essa insatisfação não foge nos colos das tempestades?
minha abstrata presença no mundo deixa-me sem palavras.
mergulho no incomunicável
nado nas saudades decorrentes
"porque não te afogas?"
porque não me afogo...
de repente já estou no litoral da liberdade.
observando retratos íntimos incompreensíveis.
retratos Cubistas que não ouso comentar.
fragmentos dos próprios fragmentos
reinvento-me nos delicados olhares,
ah o universo tem incontáveis corações absolutos!
Sou cada um deles em um.






Joao Leno Lima
04 de Fevereiro de 2009
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PERSONA

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15:31

PERSONA.

Um mergulho profundo no incomunicável, inacessível, âmago visceral da alma Humana.
Fundindo realidades internas com paisagens escuras, teatro de percepções onde atuam nossos mais secretos fantasmas. Mentiras revestidas de um manto de verdades que jamais ousam se comunicar. O que não deixamos jamais para trás forma um rastro de camadas que nos definem. Mas, o tempo esse silencioso companheiro insaparavel, não existe na dicotomia entre o presente o passando no mesmo palco da existência Humana.
A comunicação com o outro torna necessaria a medida que vai crescendo nosso interesse em nos expandir em graus lúcidos de sonhos invisíveis de intensa falsa simplicidade. A comunicação com o outro arrasta-nos em litorais banhados pelo mar da solidão e torna-se desnecessária a medida que nossas redomas são substituidas pela liberdade do silêncio com nós mesmo. Onde definhamos lentamente e controladamente numa calma suportável pelo qual nos tornamos reféns não mais de nossos desejos mas sim do vazio com nós dentro dele para preenche-lo absolutamente.
Persona, uma obra de arte do mestre Ingmar Bergman nos convida e depois nos cerca e nos prende num monólogo com nós mesmo, no deserto abstrato entre a alma e corpo, entre percepções que se misturam e nos misturam num gole de silêncio e desmacaramento. Somos obrigados a prosseguir fazendo os papéis da existência porque escolhemos não-ser o ser que somos ou não encaramos a realidade que nos cabe. Qual será essa realidade?
o que nos torna imcomucáveis?.
A dor causada por um grito que implode internamente por termos medo de causar alguma impressão pode se transformar na propria ausência?
ou o mundo é apenas uma ilusão palpavél como um roteiro a ser filmado com desfecho desconhecido onde a morte torna-se o abismo final do movimento...



"Pensa que não entendo?
O inútil sonhor de ser, não parecer, mas ser
A luta, o que você é com os outro e o que você realmente é"

(Persona) Continue

Debaixo dos nossos olhos?

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07:40

A região do planeta que mais sofre com a fome provavelmente seja a África, onde a situação parece a cada dia piorar apesar da ajuda humanitária.


Esta situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa que se sinta livre.


Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema. Por exemplo:


A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes . Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas.


A fome é devida ao fato de super população. Também não é verdade! Há países muito populosos, como o Japão, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!


No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!


- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.


- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.


- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.


- 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.


- 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.


- Uma a cada sete pessoas morre de fome no mundo




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OBSCURA INALCANÇABILIDADE VISIVEL

1
15:00


As vezes fundo-me com os pequenos anjos solitários esquecidos
na invisibilidade sufocante da praça
debaixo dos olhares entre o vácuo entre o tempo e espaço.
seus rostos são pequenos corações cheios de lágrimas do invisível.
elas parecem imperceptíveis
como as nuvens e os pássaros do cotidiano
mas fragmentam-se rasgando as ruas como
plumas num vento indomável.
são pássaros andando em bando num redemoinho silencioso
se desviando dos corpos indiferentes, das mãos violentas do inalcançável,
do bafo de cansaço da noite, apos correr correr longe demais de si mesmas
e cair, despencar, espatifar-se em lembranças sem lembranças
e ruir desmoronando em si o possível.
para na manhã seguinte vê se repetir
em ordens decrescentes de sentido
a desoladora travessia no labirinto das existências impossíveis.




















Joao Leno Lima
12 de Janeiro de 2009
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Manifesto de repúdio a mais este crime de Israel

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07:16

Desde 27 de dezembro de 2008, Israel vem atacando, por ar e agora também por terra, a Faixa de Gaza na Palestina. Em conseqüência, mais de 700 palestinos foram mortos e cerca de 3 mil feridos - a maioria civis, entre mulheres, crianças e idosos.


Diferentemente do que divulgam os grandes meios de comunicação, os ataques israelenses não são dirigidos a supostos centros de lançamento de mísseis ou a alvos militares, mas a hospitais, mesquitas, escolas, universidades e campos de refugiados.


Com os hospitais superlotados, a população ainda sofre devido à falta de alimentação, medicamentos e profissionais de saúde para atender às milhares de vítimas. Após a incursão terrestre, a água, antes já escassa, agora é inexistente, assim como a energia elétrica e toda a infra-estrutura local.


A desculpa do Estado de Israel, compartilhada pelo imperialismo estadunidense e os principais governos europeus para esse novo massacre, é que o Hamas (agrupamento político religioso eleito por sufrágio democraticamente pelo povo palestino, que atualmente organiza a resistência militar da Faixa de Gaza contra o poderoso exército de Israel) e toda a resistência popular palestina teria quebrado um cessar-fogo de seis meses selado por intermédio do governo egípcio. Nada mais falso!


Nesse período, Israel não cumpriu sua parte do acordo, matando 22 palestinos em Gaza e prolongando o cerco e isolamento criminoso. Tal situação configura claro crime contra a humanidade. Nós, entidades nacionais e sediadas no Brasil, apelamos a todos que se manifestem e se solidarizem com o povo palestino, vítima de mais este holocausto!


Queremos que o governo brasileiro declare publicamente apoio incondicional à Palestina e reveja os laços diplomáticos, econômicos e relações comerciais com Israel. E denunciamos a omissão dos organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) perante o massacre.
Fim do cerco e dos bombardeios à Faixa de Gaza!Fora tropas israelenses da faixa de Gaza na Palestina!Por uma Palestina laica, livre e democrática!


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CRIANÇAS ALCANÇANDO ESTRELAS COM A LENTERNA MÁGICA DO SENTIR.

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23:03



Pensando em mim nesse exato momento
eu despenco num abismo para cima
como um o grito de um vulcão
na esperança de encontrar refugio em alguma estrela.
pensando em mim nesse exato momento
despedaço-me.
lógicas matérias e pequenos corrimões
levam a lugares esmos das memórias,
como o mar nos expulsando de seu litoral
com sopros dos pulmões da noite,
por desejarmos alcançar as galáxias.
meu coração é uma procissão
sobre as águas angustiantes
onde nos tornamos horizontes entreabertos
meus amigos balbuciam um reino de palavras
mas eu permaneço flagelado pelo meu próprio silencio...
tento acalmar-me com o vento
e escrever pergaminhos de sensações
nas costas de deus sobre as águas verdes do destino.
mas calo-me e deixo os cães fantasmas me cercarem
ate me abandonarem no litoral do invisível.
o vocabulário da minha tristeza
foi sufocado pelo espiral da pungente manifestação de ser.
E já quero ser todo os olhares ao mesmo tempo
e mesmo se ainda me sentisse cego perante
a absoluta inalcansabilidade dessassossegante
de voar em intermináveis extremidades
sem tempo nem espaço
nem escada nem portas
nem túneis nem janelas
so precisaria voar,
voar na absoluta extremidade na nao-materia
como versos pulando a pagina e
fincando os dois pés o mundo.
E esse mundo flutuaria conforme meu querer
Aboliria o tempo, o espaço, o amor sem amor
as distancias entre os corpos.O intransponível.
E destruiria as jaulas dos mais reluzentes sonhos
Para eles nos conduzirem a plenitude.
Ah desequilibro intimo
Não percebes o equilibro das almas navegando?
no suor oceânico das ânsias pelo ar? Pelo vôo? Por amar o libertário sentido?
assim como os poetas
que escrevem seus poemas rumo a eternidade.
ah meu deus me diz o que é a eternidade?
será o canto sublime dos anjos nos ombros do sentir?
será a criança que sorri ensurdecendo qualquer tempestade?
será a voz da musa trazendo de volta
a esperança ao coração sacrificado pelo amar?
será uma constelação de rostos
caminhando no cotidiano da manha veloz?.
quero estar perto do vento
ou perto das nuvens o tempo todo.
na ilha magistral eu e meus amigos saímos para ver estrelas
e nos tornamos uma em nossos próprios céus gigantes
caminhamos em nós mesmos como a estrofe da musica
que sobrevoa a própria musica
ou a cena de um filme que sobrevive mesmo após o final...
verdades, mentiras, sussurros, soluços,
meu ser arrisca-se na corda bamba de
desejar sempre o ato de possuir pequenos universos.
como criança que brinca no litoral indiferente ao onipotente mar.
ainda há tempo além do tempo necessário,
despenco meu rosto num museu de lembranças flutuantes,
acordei sentindo o amargo através de um impossível querer
e o impossível querer é apenas
o que não queremos mais com poesia...
pensando em mim mesmo
as vezes olho para o deserto ao meu redor
e percebo que não houve pegadas nas areias intransponíveis do eu
fique invisível até para a solidão
só os anjos dos sonhos podem me ver.















Joao Leno Lima
06 de Janeiro de 2009
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Colisão Cosmica

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22:36

Cientistas americanos descobriram que a Via Láctea pesa 50% a mais do que era estimado antes e gira em órbita a 965.600 km/h, quase 161.000 km/h mais rápido do que se considerava anteriormente.


A equipe, formada por pesquisadores do Observatório Nacional de Rádio e Astronomia dos EUA e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresentou hoje os resultados de sua pesquisa em reunião da Sociedade Americana de Astronomia em Long Beach, na Califórnia.


Eles explicam que, por ser mais veloz e pesada, a galáxia tem maior força gravitacional, o que significa que são maiores as possibilidades de ela colidir com a galáxia de Andrômeda, ou com outras, menores e mais próximas.


Essa diferença significa muito, disse o autor do estudo, Mark Reid, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. O astrofísico de 1,50m e 63 quilos disse que seu equivalente cósmico aumentaria de repente para 1,80m e 95 quilos.


"Anteriormente pensávamos que Andrômeda era dominante e que éramos sua pequena irmã", disse Reid. "Mas agora estamos mais para irmãs gêmeas."


O fato de as observações científicas terem sido feitas de o interior da galáxia dificulta as medições e o estudo de sua estrutura, algo mais simples para o restante de galáxias, das quais se pode obter uma imagem geral.


Até agora, o valor das magnitude da Via Láctea era calculado por medições indiretas.


No entanto, os radiotelescópios VLBA da Fundação de Ciência Nacional dos EUA registram imagens de alta qualidade e medidas diretas de distâncias e movimentos que não dependem de outras propriedades, como o brilho.


Nas imagens da galáxia captadas pelos radiotelescópios, os cientistas localizaram regiões de intensa formação de estrelas nas quais moléculas gasosas aumentam as emissões de rádio.


Estas áreas servem como marcas brilhantes para o radiotelescópio, o que permitiu determinar os movimentos tridimensionais dessas regiões, que, em sua maioria, seguem um caminho circular, na medida em que se movimentam pela galáxia, mas elíptico e a uma velocidade inferior às das demais regiões.


Os pesquisadores atribuem estes movimentos às ondas expansivas de densidade espiral, que tomam gás de uma órbita circular, o comprimem para formar estrelas e originam uma nova órbita elíptica.


Estes processos, segundo explicam os cientistas, contribuem para reforçar a estrutura espiral da Via Láctea.


A equipe sugere ainda que a galáxia tem quatro, e não dois braços, de gás e pó em espiral, nos quais se formam estrelas.


O trabalho faz sentido mas não é a palavra final sobre o tamanho da Via Láctea, disse Mark Morris, astrofísico da Universidade da Califórnia.


Ser maior significa que a gravidade entre a Via Láctea e Andrômeda é mais forte. Então a colisão há tanto tempo prevista entre galáxias vizinhas pode ser mais provável, disse Reid.




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02:43

0
12:49


*pouca vezes vi tamanha expressão visual no cinema como nessa obra de arte.

"Asas do Desejo" é um espetaculo visual e poético indescritivel.

é poesia levada ao âmago do absoluto.


“Quando começa o tempo e onde acaba o espaço?”
Dessenterro-mo mil vezes nas
Densas camadas vulcânicas do quarto.
Certezas indesejáveis consomem meu pulmão jovial.
Restos de paredes balbuciam meu horizonte.
Então por que eu não sou um cometa?
Desintegro-me mil vezes e caminho.
Sinto que não há lugar, nem lugar comum
Nem lugar nenhum para descansar minhas memórias.
Estou entre o vácuo da desordem perfeita do labirinto intimo
E o choro invisível de criança ensurdecendo os desejos.
Por que eu não sou uma nuvem?
Viveria entre o céu e as palavras vazias onde já esperei versos,
Sentiria a dor da partida
Mas sentiria também o frio atravessar meu corpo
Com a chegada aos cabelos dos sonhadores.
Sufoco-me mil vezes e ainda corro.
Dasabo-me no espiral de sensações repetidas
Cavernas saídas de dentro dos meus passos
E esconderijos de cabeça para baixo das reflexões.
Possuirei o corpo da musa como
quem possuiria um universo completo.
Tomarei café da manha com meu medo
E serei aconselhado pelo anjos indivisíveis
A quilometro de distancia das lagrimas.
Quero partir em caravelas ou balões vindos de todos os possíveis.
Espero encontrar com meus amigos na esquina da eternidade.
Por que eu não sou um raio?
Atingiria as camadas mais profundas das verdades
Qual das verdades?
Falo baixo comigo mesmo para não acordar o grito silencioso,
Caio no abismo mil vezes e continuo o flutuar nas previsibilidades.
Atravesso as portas abafadas,
Desço as escadas com rosto rarefeito,
Poluo o ar com olhares calmos desesperados por mar,
Mulheres e homens passando de uma seta a outra procurando
Os melhores ângulos de si mesmos,
No duelo particular com a criança eu sou o inimigo de mim mesmo
e reconheço que perdi a mim para um nada.
assim a intensa desordem permanece,
Calculo meus antídotos que não posso tomar e
As pílulas de sorrisos passageiros,
Chega a hora derradeira e eu preciso voltar aos
Braços de um uivo murmurante de pensamentos.
Por que eu não sou vento?
Afogo-me mil vezes mais continuo descendo
As profundezas desconhecidas.
Minha mãe, irmã e conhecidos planejam ser eles mesmo
Nos próximos segundos
Mas eu planejo ser alguma estrela.
Não, não quero brilhar,
Só quero o silencio das galáxias por algumas horas
E observar os passos quebradiços dos meus amados de longe...
Descendo e demonstrando coragem na dor.
Eu procuro nas incertezas alguma certeza metafísica e
Não quero mais sentir o absoluto através das ausências translúcidas,
Sou meu próprio exílio e tranco-me a mim mesmo por fora e
Quando desaba a chuva permaneço sentado engolindo a tempestade.
Só há uma certeza na tempestade,
Que ele passará levando uma parte de mim, mas não o todo...
Por que não sou o que sempre penso que sou
Mais que só dura alguns segundos
E nesse segundo é possível abrigar-me tudo que sou?
Se a pergunta for de uma criança sou o feto agarrado aos joelhos do universo,
Deus diz: "larga-me!”.
E me solta como uma folha solta num céu incerto monstruosamente enorme
Quantas vidas ainda?
Quantos pormenores? Quantos fazeres cotidianos imperfeitos?
Quantos copos de café na madrugada?
Quantas passagens de ônibus acumuladas na manha?
Quantas pedaladas por segundos na temporalidade da matéria?
Quantos sorrisos numa só estrofe de dialogo?
Quantos amores apenas contemplativos?
Quantos amores vividos até explodir o coração em
Constelações incompreensíveis?
Quantas mentiras insuperáveis? Quantas verdades que deixaram ser absolutas?
Quantos goles de
Tempo-
Espaço-
Eu-
Tudo-
E nada-
Ninguém-
Alguém-
E tudo-
Eu - nós...










João Leno Lima
30 de Dezembro de 2008
O primeiro verso do poema foi tirado do genial filme de
Wim Wenders “Asas do Desejo”

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A TEZ DA DESOLAÇÃO

1
13:15






Algum vazio no peito estralhaça meus olhares distantes.
como uma batalha
pelos campos flutuantes
na tez da alma.
na substancia oculta que saliva das incertezas.
como o homem isolado num canto por si mesmo.
como o almoço solitário
num restaurante abandonado.
espero Álvaro de Campos e Eliot Smith
ate bem tarde na minha mente.
bebo os canhaques com meus amigos gritadores
de suas vísceras poéticas
e permaneço em silencio
como quem perdeu a voz conversando consigo mesmo.
a praça da matriz parece mais um congresso intermediário
entre o tempo e o espaço
e a volta para casa um curto caminho
pelos doloridos desertos da noite.
nem se o coração da minha alma fosse arrancado
eu deixaria de sentir o absoluto
mas agora,
nesses instantes que pairam sobre o poema
algum vazio no peito estralhaça meus olhares distantes.

















João Leno Lima
15 de Dezembro de 2008.
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CALANDO O IMPOSSIVEL

1
12:04



Mergulho minha alma no teu impossível
e procuro-te no âmago do sonho.
forças tempestuosas vagam caminhando por
meu litoral escuro com pegadas que pesam toneladas
de chuvas intimas absolutas.
memórias que passeiam de bicicleta
na ponte que me separa de mim mesmo.
um cão salivador de diálogos impenetráveis
escarra seu coração feito de vulcão sufocado
no peito arreganhado do delírio.
meu sonho percorre pisando em vidraças
que estraçalham seus pés defecados de medo.
onde esta o passaro da minha eternidade?
teu útero engole o céu e vomita-o
na minha ânsia de vomito ao ver as
faces verdadeiras dos desejos.
meu olhar vai percorrendo-te lentamente,
na escuridão dos assoalhos da loucura
na angustia indescritível de corpos dilacerados
ele vai se arrastando pelos becos cheios de nevoas
dos teus poros com a certeza de percorrer um labirinto
que me gira por dentro e assola-me por fora,
meu olhar vai atravessando os túneis da inconsciência
bebendo da relva do destino
e tropeçando nos muros deslibertos só
apos o vinho enluarado de todos os
planetas possíveis e impossíveis.
como um monstro ele vai adquirindo camadas supremas
de gelo e fogo
e construções labirínticas de chaves feitas de flores
dos poetas malditos e galáxias rabiscados por deus e
outras poesias impenetráveis onde só sua calda eu passaria séculos para
percorrer por completo.
todas as almas aglomeradas têm a substancias perfeita
que inspira a poesia a seguir em todas as direções inimagináveis
esse olhar afunda seu pescoço no
oceano de gravidades impactantes e
materializa-se em tubarões bretchanos e
caranguejos ancarjos que lambem
sua carcaça de vidro vulto volumoso,
densas camadas de sonhos e vitros mares cheio de versos ocultos
que se misturam a insertos vampiros chupadores do
sangue azul escuro da noite
que me dizem que a insanidade não esta no corpo
e sim no ato mais poético da alma
e a alma esta composição química entre
a lógica do universo e a lógica dos homens.
tudo esta evoluindo em dosagens perfeitas
e equilíbrio imediato.
mesmo assim meu olhar arranca meus braços e
cospe minhas sensações suaves
deixando com o gosto amargo de ter devorado milhões de
blocos de fracassos ao mesmo tempo
rindo de si mesmo e do mundo
o mundo esse sambista desafinado
que abandona seu par para se encontrar
com o vazio de coisas efêmeras
por motivos efêmeros
despropositadamente esvaziantes,
leis da natureza,
morte, centelhas de vida e necessidades básicas,
encontros casuais consigo mesmo
e animais feridos por simples afetos não realizados.
ah meu olhar deixa-me mais uma vez ensangüentado
como um lobo perdido no coração das horas,
ao ver que fui apenas o verme que
passou milhões de segundos multiplicados por
milhões de segundos intermináveis
para entender como é precária a ausência
precisa ausência que novamente em mim renasce.
mas o que tanto me ausenteia?
incendeio campos e causo enchentes no outro lado do meu cérebro
e mesmo assim sinto-me insatisfeito assim com
minha forma pelicana de voar com asas de
relâmpago e planando como um icaro com corpo de nuvem
tremulando de frio e distante que
compõe a paisagem da cidade febril com
constelações sublimes de cores que se recompõe com
átomos recipocros a poesia.
meu olhar agora sente medo...
demasiado medo dentro das crateras das lembranças.
Medo; qual substancia fantasmática me
aconselharias para te subverter?
qual frase falaria no meu ouvido no qual pudesse eu
sair do transe da anti-memoria?
qual passeio me levaria para eu não me sentir mais na
contra mão de mim mesmo?
e tu solidão desse medo?
Olhas-me com medo além do medo marginal da sombra?
Me deixarás acuado antes de encontrar-me preso
as tuas perversões mágicas pelos braceletes das madrugadas invisíveis?
oh solidão dos poetas que também é a minha mas
na verdade a solidão é um congresso onírico de sensações colossais,
na verdade tu solidão, não existe;
o que existe é a desistência de sentir profundamente os versos da alma.
instantes vagando e vagando e eu poderia falar de desertos mas
estou entre estrelas
e meu olhar desarticulando as prisões do impossível
encontra submergindo em mim sem fronteiras os
corredores sanguíneos do inesgotável
sempre a encontrar confessadamente em mim
e em tudo o absoluto supremo absoluto
no âmago do sonho.





João Leno Lima 12 de Dezembro de 2008.
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A Maior Banda do Planeta terra no Brasil

1
18:49

Fãs fazem fila na tarde desta quinta-feira (4) em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para comprar ingressos para o show do Radiohead. Bilheteria abre às 9h de sexta (5). Banda se apresenta em março no Brasil. (Foto: Daigo Oliva / G1)


*********
Desde cerca de 19h, também já era possível comprar entradas no site oficial da banda. Neste caso, a venda é feita em dólar e os ingressos precisam ser retirados no local, no dia dos shows.

O Radiohead se apresenta no dia 20 de março no Rio e no dia 22 de março em São Paulo, dentro do festival Just a Fest – cuja única atração confirmada até o momento foi o Radiohead. Os ingressos custam R$ 200, e há um limite de quatro ingressos por compra. O show do Rio, que será realizado na praça da Apoteose, tem 35 mil ingressos disponíveis, enquanto a apresentação em São Paulo, na Chácara do Jockey, tem 30 mil entradas. Ambos os shows têm direito à meia-entrada.
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Inscrições

1
13:07




Não existe tempo nem hora essa exata
para acontecer um infinito.
a profundidade do olhar estar por trás dos olhos da alma.
percorro os sussurros do mundo tentando encontrar o meu..
passo pela penumbrantes e
densas camadas solitários nas altas
horas da angustia.
E entre a realidade e a minha só há fragmentos de sonhos.
se eu te entregasse o meu abismo tu cairias junto?
Tempo...hora...
não posso mais me esconder do fim do meu mundo
debaixo das mesas dos instantes trêmulos de medo.
nas decadentes passarelas da minha cidade observo os
carros indo para um horizonte irreal e vejo como é real o sentir.

Como é real olhar as estrelas penduradas no céu
Sob o equilíbrio de uma poesia

e o vento desfigurar meus
Pensamentos e transformar-los em pássaros sobrevoando
Outros mundos.

Como é real essa saudade da musa além das fronteiras da
Pagina do coração gigantesco.

Tempo... Hora...

Pobre de mim que só sei acreditar no infinito...
Pobre de mim que só espero dos instantes, a eternidade...
Pobre de mim, poeta que ama todos os universos ao...
mesmo tempo...

que ama o passado o presente e o futuro na real condição
de estar nele dentro de uma poesia...

o que é fascinante é estar além de tudo, sentindo tudo.

Hora... Tempo... Segundos...

Segundo me consta há uma rosa púrpura dentro de
Cada coração honesto a sim mesmo.
E pequenas estrelas caindo na fonte de lágrimas e tocando
o fundo do ser como num toque de anjo iluminado.
e oceanos que pressentindo a brilho dos olhos ao nascer de
uma criança banham de sonhos o novo ser a existência

Segundo me consta, o amor é um cometa que da volta e
Voltas e precisamos estar atentos para seu passeio
Inigualável dentro de nós.

Não, não há hora... Tempo... Segundos...

Essas abstrações não me trazem os gestos perfeitos,
Se o mundo esta a beira do abismo quero me jogar só
Depois de encontrar a mim mesmo dentro do mundo e fora dele.
Minha essência foi desabrigada pela enchente das ausências
E o Destino sem rumo
Caminha pousando em nuvens para
Descansar minhas memórias...
Emquanto aguardo a surpresa do próximo verso

na verdade meu rumo é dentro do
Coração da poesia...
Ela me leva,
Eleva,
Equilibra,
Existe,
Expõe,
Extrai,
Encontra-me para mim.





















João Leno Lima
23 de Novembro de 2008
(Poema em Homenagem ao Filme

“A Rosa Púrpura do Cairo” do Woody Allen)
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UM CORAÇÃO PARA CADA SENTIDO DA ALMA

1
09:28



transpassa-me por um momento e sente como eu sinto.
tua dúvida se dissiparia como o
câncer extirpado pelo laser da loucura.
teu fluxo sanguíneo viraria ondas
sonoras impenetráveis que nem o
ouvido absoluto alcançaria.
minhas civilizações de desejos alargariam tuas
percepções e a misturaria com a pulsação de uma estrela
e dessa alquimia nasceria tua forma poética inigualável.
esqueça o hediondo passado inlucido em orgias de medos
e se preocupa em voar comigo até as todas as direções impossíveis.
a propósito, todas as direções, deixa-me em êxtase quando
é por tua alma que passeio.
tua mutação de colméias desasticulantes causa-me
alvoroço comigo mesmo em demasiada literatura humana refluxa.
Como línguas de anjos tocando meus ouvidos e
se acostumando em me dizer segredos espirituais.
ah por favor, leva-me deus da poesia,
de Baco a Maldoror a Fernando Pessoa leva-me
a profundidades espetaculares que
eu mostrarei minha profundidade que espuma num
turbilhão de mecanismo oceânico,
num espalmado soteramento de convulsões de
peripécias vidraçantes,
num jogo de xadrez com cavalos saltando para o infinito,
nuns reluzentes vaga-lumes que apontam para
direções além do olhar noturno,
quando a noite cair quero carregá-la nos braços e
beijá-la com beijos de auroras assim
ela me deixará calmo como as ondas que sabem seu destino.
sim, só por um segundo, sente
a lua desequilibrar-se quando é observada por um poeta em
estado soprante entre saturno e Vênus e terra,
sente como é ventre abandonar as mascaras e
mergulhar a cabeça num poço de reflexos através
da alma em si mesmos e os universos.
ah o que são nossos universos se não o sentimos?
já que não posso seqüestrar tua eternidade onírica
quero te convidar a redesenhar comigo os
anéis de saturno,
a rebatizar os quadros famosos de René Magritte com
nomes de estrelas e quero apagar com borrachas esculpidoras os
muros que separam nossos corpos ornamentais.
sangra comigo na tristeza entranhável e
ver o poeta sucumbir de saudade de si mesmo na madrugada com
flores de pedras escuras.


observa -me quando vôo sem asas rumo a
outono incompreensível e casta volta ao núcleo anterior.
como o corredor que próximo a completar o percurso vitorioso
percebe que nunca houve o ponto de chegada.
sente como eu ?
como um livro feito de ânsias dolorosas
aremesssando-me a almados descampados cheios
de pianos e blocos de fogo engolindo
gigantes deuses de gelo nas profundezas mais
encravadas no âmago dos versos...
lá no fundo... sente a pressão dos cadeados sendo
asfixiados pelo bafo de sol saindo da vontade transalcançavel de
existir além da escuridão prateada das
horas em harpas de solidão cantantes?
sente o laço sem gravidade rompendo as
barreiras do ar e chagando ate mim como
um piramico pensamento espectral?
sente como o tempo, esse jogador irremediável e compulsivo
paralisa-me com um cheque labiríntico
obrigando-me a arriscar-me pelas torres dos sentidos
a procura de mim mesmo
enquanto no centro do mundo minha alma espera
que nos unamos com cheiro de vento delicado a roçar os rostos
com as pontas dos dedos do nariz sedutor do sonho,
como a poesia seduz o poeta
e como o sentir seduz quem sente absolutamente?
transpassa a poesia por um momento e sente.















João Leno Lima
11 de Novembro de 2008
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M

1
10:21
Por favor, não tente definir o absoluto.
na ausência da palavras que defina o sublime
as almas entregues a si mesmas dialogam
Com gestos vindos das profundezas dos gemidos dos transcendentes.
explosão de constelação rasgam os corpos
Tudo parece se encaixar, o infinito e o espaço interior,
as mãos transpassam-se atravessando júpiter e indo além e
voltando desperadadamente vertiginosa na sua
lucidez de galáxias..e nós,
de mãos dadas com os universos perfeitos.
nos tornamos por mais de um segundo...absolutos.

por favor, não tente definir o infinito.
na ausência da lógica que comove as almas
a minha convulsão é pelo corpo da alma da musa.
pela afeto indefinível da certeza entranhada no
verbo do sentir e no túnel que brota como porta além do cotidiano.
o irremediável vento da manha que bagunça as
mascaras existências e nos arremessam num marca passo de delírios.
se deus nunca deixou de criar, desejo que ele
crie uma estrela que servirá de abrigo a
nossas nuvens pessoais.

por favor, não tente definir o sentir.
ah quantas violações de cadáver de sonhos para
termos nosso momento inexprimível.
toca um blues na penumbra da madrugada enquanto
movo-me para longe das pontas dos dedos do cume.
sinto os universos quando passeio
pelo teus poros excêntricos.
sinto rajadas de ventos com mil braços
abraçando as meu arquitetônico silencio,
minha pirotecnia de translucidez contínua,
na nevoa que cobre o campo do meu
destino para ele florescer na
hora exato enquanto corro corro corro...

Por favor, não tente definir a eternidade.
ela esta no toque mágico nos lábios de
uma estrela ou em zigue zagues no
tempo espaço de si mesmo.
no sono latente quando imaginamos as asas que já temos,
meu deus, como é delicado o rosto da realidade do sonho,
no alvoroço de crianças com rostos soterrados pela
madrugada só com a companhia de si mesma.
como é frio sentir a brisa do abismo das memórias.
sobe-me a garganta um grito com versos que pesam mais
que intermináveis chuvas de meteoros mas
eles acabam se tornando pequenas luzes no interior dos meus universos.
estamos definitivamente sentindo quando sentimos em poesia.
a vida que as vezes parece um convenção de
lógicas impossíveis torna-se o
espetáculo abstrato da matemática possível,
alcançamos graus medonhos e definhamos para afundar o
chão com o peso dos nossos desejos mútuos



por favor, não tente definir-se
so o que te defini é o indefinível.
nos corações banhados de cometas que
percorrem seus próprios universos sublimes
cavalgando em mares e montanhas vindas além do tempo
no magrittiano súbito atravessar de paredes
como parte irreversível da evolução cósmica
meu átomo com atos perfeitos ao mergulhar
nos líquidos flutuantes dos interiores
em expirais de delírios acima dos zincos das angustias
ele percorre a vida se expandido além dela.
o possível é a alma sentindo
nascemos dentro do oceano por isso
respiramos profundidades poéticas impossíveis
caímos e nos espatifamos mil vezes
por isso estamos pronto para nos arremessar destruindo barreiras
ilusões e fracassos persistiram em
pousar em nossas pálpebras
por isso estamos prontos para andar de mãos
dadas com o que antes era inalcançável.
sonhamos quando a alma sonha.
por favor, não tente definir o sonho muito menos alma
a união dos dois formam definitivamente um ser.






By: João Leno Lima
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PLANFETAGEM SUBLIMINAR

1
11:19

Estamos em Território Inimigo & o Inimigo está em nós. A primeira Grande Batalha contra o Império deve se dar dentro de Nossas Cabeças.


Libertar nossa imaginação. Poderosos Feitiços Publicitários iludem nossos Desejos mais Puros, Belos & Loucos. Mau Olhado Policial que aprisiona nossa Espontaneidade Selvagem. Engodos Geopolíticos, Castração Gramatical contendo nossa linguagem transgressora.


As raízes do Poder Total do Império estão em nossa psique e regem nosso cotidiano.


O Assustador Buraco Negro do Poder que tudo absorve & que tudo subverte & que lucra zilhões com a revolta dos Pobres Formigomens, tristes Ibus declamando discursos libertários para um Céu de Concreto.


Os Protestos & Discursos não devem mais ser Espalhafatosos & Coniventes com a lógica do Espetáculo & da Mídia.


Devem ser em Silêncio & Invisíveis: SUBLIMINARES.


Uma Terrível Conspiração agindo no subconsciente das pessoas.


O Novo Ativismo Global encontra-se num beco sem saída: A "Geração de Seattle" encontra-se presa à sua própria mitologia. Os protestos contra a guerra não deram em nada. Os tanques nas avenidas de Bagdá são um Triste Retrato de uma derrota precoce.


Precisamos de Novas Táticas. Teatro Secreto. Loucos Subversivos agindo na calada da noite. Vândalos & Bárbaros criando Novas Situações que arrebentem as correntes da Realidade Consensual.


Panfletagem Aleatória despertando Estranhos Atratores numa caótica sociedade fragmentada.


"Tornai-vos Invisíveis Nada é Real-----Tudo é Permitido Bárbaros Invisíveis que Nada Respeitam Vândalos que fodem com o Cotidiano (mas que devem, impreterivelmente, Gozar Dentro)"


Comícios em forma de Jogos Secretos. (Experimente fazer um comício em que as pessoas nem desconfiem tratar-se de um comício: PANFLETAGEM SUBLIMINAR)


Terrorismo Postal & Sabotagem Ideológica (Santo Hakim), mas lembre-se que a Segunda Grande Batalha se dá no campo da Semântica Corrompida. Aproveite que o Demônio está embrigado com seu Vinho Do Poder & que os Magos não estão do lado do Império.


Faça seu Ativismo Secreto & suas Loucas Conspirações e no mundo real: seja um Delinquente, Inconsequente & Demente.


Delinquente (por causa do estupro do espaço)----Inconsequente (por causa do estupro do tempo)----Delinquente (por causa do estupro da linguagem).


Panfletagem Subliminar Já.


Fontes : Centro de Mídia Independente (http://www.midiaindependente.org/).

Deliquentes de Curitiba (http://www.delinquente.blogger.com.br/).

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Soneto para Vênus

0
10:59
se me perguntares o que ando fazendo
vou dizer que estou
sentindo a alma da musa
como quem sente o infinito.

que os caminhos dos meus sentidos
giram em torno desse universo
na sublime certeza
de estar percorrendo um sonho

que cada metro quadrado
do meu ser procura ela
como quem procura o ar

e que ao senti-la cintila
em nossas almas chuvas
de estrelas ensopadas de eternidade.









By: João Leno Lima
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Portais magnéticos conectam o Sol e Terra

0
16:47



Durante o tempo que se leva para ler este artigo, algo vai acontecer lá em cima e que até muito recentemente, muitos cientistas não acreditavam. Um portal magnético se abrirá, ligando a Terra ao sol com 93 milhões de milhas de distância. Toneladas de partículas de alto-energia podem fluir pela abertura, antes desta se fechar novamente, até o tempo em que você chegar ao fim desta página.


"Isto é chamado de um evento de transferência de fluxo ou FTE," disse o físico espacial David Sibeck do Centro Espacial de Goddard. "Há dez anos atrás tinha certeza absoluta que eles não existiam, mas agora a evidência é incontestável".


Recentemente, Sibeck esteve num Congresso Internacional de Físicos Espaciais no Seminário de Protoplasma em Huntsville, Alabama, onde foi dito que os FTEs não são comuns, mas possivelmente duas vezes mais comum do que qualquer um tenha imaginado.


Os investigadores sabem há muito tempo que a Terra e Sol deveriam estar conectados. A magnetosfera da Terra, a bolha magnética que cerca nosso planeta, está cheia de partículas do sol que chegam através do vento solar e penetram pelas defesas magnéticas do nosso planeta. Elas entram seguindo as linhas do campo magnético que podem ser traçadas em terra firme para todo o caminho de volta até a atmosfera do sol.


"Nós pensávamos que a conexão era permanente e que o vento solar poderia atingir a qualquer hora o ambiente próximo da terra, já que o vento era ativo," disse Sibeck. "Nós estávamos errados. As conexões não são fixas. Elas são freqüentemente breves, e dinâmicas".


Vários oradores do Seminário esboçaram como se formavam os FTEs: No lado iluminado da Terra, o lado mais próximo ao sol, o campo magnético terrestre aperta o campo magnético do sol. A cada oito minutos, os dois campos se fundem brevemente ou "se reconectam" formando um portal pelo qual as partículas podem fluir.


O portal tem a forma de um cilindro magnético aproximadamente do tamanho da largura da Terra. A frota da Agência Espacial Européia composta por quatro agrupamentos de naves e cinco sondas THEMIS da NASA voaram por estes cilindros medindo as suas dimensões e verificando por onde estas partículas circulam."Elas são reais," disse Sibeck.


O físico espacial Jimmy Raeder da Universidade de New Hampshire apresentou uma simulação
no Seminário. Ele falou para seus colegas que os portais cilíndricos tendem a serem formados sobre o equador da Terra e então rolam sobre o polo de inverno da Terra. Em dezembro, os FTEs rolam em cima do polo norte; e em julho eles rolam em cima do polo sul.....
Há muitas perguntas sem respostas: Por que os Portais se formam a cada 8 minutos? Como os campos magnéticos dentro do cilindro se torcem e rolam?" Estamos fazendo um estudo profundo sobre este tema neste Seminário," disse Sibeck.


Enquanto isso, sobre nossas cabeças, um novo portal está sendo aberto e está conectando a Terra ao Sol
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UNIVERSOEU

0
16:38

tenho atração física
sublime espiritual pelos universos.

pelos tempos que me beijam
com lágrimas metálicas de outros planetas.

pelos oceanos que me abraçam invisível
a olho nu mas não invisíveis aos poros dos olhos da minha alma.

sim, estou condenado, tenho atração liquida e gasosa pelos cometas.

e se eu me desequilibrar na borda de um dialogo espectral com o tempo-espaço?

meu deus! tenho atração tridimensional pelo corpo de uma estrela!

serei refugiado em alguma cratera lunar
longe dos meus amigos feitos de constelações?

sinto uma intimidade obliqua quase
irretocável porem melindrosa e divanica pelos desertos

salivo pelos anjos sem sexo imaginando
suas vaginas feitas de versos perfeitos

estarei consumando meu declínio por olhar assim para os seres da perfeição?

ah sinto atração quântica relativamente eletroabstrata
com impulsos eletros que saem da página
de uma poesia quando observo uma nuvem

esquenta-me por dentro
dos pêlos da minha alma com convulsões vulcânicas
pausadamente quando observo os lábios da musa.

serei posto numa redoma no
centro do mundo por amar silenciosamente o infinito?

minhas mãos gélidas derretem-se em cilindros de úteros
feitos de dilatações de galáxias
quando percorro os corpo das palavras...

estarei desgraçando minhas percepções e
logo meus quatro cantos serão amarrados
pela utopia e chicoteados pela amarga solidão dos poetas?

com que violência!
sinto o cheiro sedutor da aurora
almejando engravidá-la de
sonhos feitos de sois vislumbrantes!



desespero!
sinto uma atração poética com ânsia de
universo e sexo de infinito pela perfeição de uma chuva...

estarei condenado a sensibilidade sublime de todos os sentidos?

a violência da poesia é a liberdade!

devora-me!
estraçalhe-me!
desintegra-me!
alarga-me pelos espaços inteiros!

não basta me sentir!
quero sentir
os universos inteiros!





bY: João Leno Lima
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O Nascimento de uma Poesia

1
09:54



Á Musa de Vênus.

se existe a poesia
ela se formou de todos os universos dela.
se esculpiu nascendo versos para
contemplar e lendo a eternidade.
se existe a poesia
delicados sussurros se abraçaram com a alma dela.
num confim de um final de tarde depois da chuva sublime.
se existe a poesia
anjos percorreram milhões que quilômetros
só para vim contemplá-la.
oh cada sentido meu parte-se
nascendo intensas galáxias
cheias de estrelas vivas querendo gritar-te para
ela poder me ouvir verdadeiramente.
ah se existe poesia
o corpo dela é a tez de um verso.
poetas e ultra-românticos dos espaços mais que distantes
inventam planetas saindo de dentro de nossos
goles de perdição labiríntica.
cada canto das tuas infinitas dimensões
Torna-me onipresente.
tenho sede de beber teu sangue possivelmente
cheio de tintas feitas de nuvens.
se existe poesia ela é a alma dos sonetos.
tenho nas mãos os traços do nome dela
e na minha essência ela
é o sonho que me torna a pagina da poesia.
sua voz fabrica a substancia que gira minha
cabeça para cima do meu céu frágil.
sou o átomo que quer engoli o sol para
iluminar a infinitessimamente existência dela.
meus amigos meu inimigos,
se existe poesia
foi tirado dela as partes mais sensíveis do infinito.
quando mergulho-me num oceano de magnitudes e flutuações
busco a sombra dela para ser minha sombra.
a alma dela me procura como quem procura a si mesma.
campos verdes escuros com luzes saídas
dos vaga-lumes das madrugadas
soluçam; que perdemos mais uma vez as horas.
se existe poesia
saturno se abraçará com Vênus nesse instante
para melhor representar sua impossível possível exuberância.
meu deus, seu rosto tem suaves rimas impossíveis de imitar.
meu deus, nunca criastes lábios
tão próximos do âmago das musas dos poetas
quando naquela manhã inspirada pelo amor à poesia
criastes os inomináveis lábios dela.


se existe a poesia
a presença dela é a presença da estrofe perfeita
numa música inesquecível.
seu confuso medo de se sentir poesia
causa danos nas estrelas
que passam a vagar inquietas pelos espaços.
quando ela evita a vida
evita que a chuva poetize os sentimentos
mais absolutos do ser humano
e evita que os arco-íris
tragam os sorrisos aos corações dos poetas.
quando ela resolve, por vulnerabilidades cotidianas,
apenas permanecer e não ser,
é quando o verso do poeta perde-se fugitivo a si mesmo.
se existe a poesia
tubarões passeiam pelos cometas a procura do oceano sedutor dela.
mãos se tocam provocando ondas sonoras ensurdecedoras de
silencio
grito
sussurro
soluço
gemido
vozes
voz
calar
música
meu coração
para
desaba
desafina
partituras pulsantes
ela é os dedos arquitetônicos do pianista
e minha alma são as teclas feitas dos poros dela.
fragmento-me
contornos
buracos negros de saudade sugando a luz da minha razão
via lácteas de sensações
qual o mais profundo desejo da poesia?
paro, guardo o abismo nas mãos e olho a madrugada,
as noites parecem regiões desérticas no meio do mundo.
nos passos dos meus olhos na praça
vi a criança lagrimar a solidão de si mesma
e despencar no chão onde meu rosto já estava
para fazer companhia e pensei
que a voz dela poderia me acalmar naquela hora.
se existe a poesia
a voz dela é a declaração do verso mais desejado.
trompetes e crepúsculos na mesma melodia.
se existe a poesia
meu coração desajustado
é o vento revoltoso que se espalha por todos os lados
só para poder senti-la em todas as direções
joguei fora os cadeados do meu precipício intimo.
passei a ouvir a pulsação dela que é a mesma das estrelas.
e corremos na corda bamba dos nossos corações absolutos

AO PÉ DO OUVIDO

mundos se entrelaçam em goles de violinos.
cometas vêem para contemplar os crepúsculos dos nossos sentidos.
tenho a leve ilusão de estar o tempo todo em mim.
assim como Werther; se não puder te-la aqui
será na outra vida.
Van Gogh diria que não é loucura amar.
deixemos para depois a deseternidade e
abracemos cada membro desse mar.
cada grão de areia no litoral da minha alma
deseja seu passos intermináveis rumo ao absoluto.
cravo como tatuagem os versos mais
inesgotáveis na sensível pele dessa poesia.
às vezes ouço seu chamado
como ondas sedutoras no mar distante...
às vezes almejo tanto a presença que
a ausência se esculpi verdadeiramente
nascendo o delírio e o sorriso.
as vezes ouço sua voz mesmo ela
estando do outro lado do mundo,
como se fosse a voz universal do meu ser.
as vezes ouço seus passos,
mesmo se eles caminhando na lua
eu ouço como quem ouve o movimento das galáxias.
és tu minha via Láctea?
és tu que fazes eu me sentir
um dos anéis de saturno?
és tu que dize-me segredos que
só os deuses são capazes de desvendar num
esforço tremendo de traduzir um livro de flutuações?
és tu que me dizes "minha alma esta aí contigo"?
ah se a alma se transformasse num coração ele
seria o meu nesse momento.
és quem o clamor cintila no silencio?
és quem o grito se transformou em
asas nascendo assim o desejo de ir além de todos os poetas?

JOAO LENO LIMA ESTA CONVERSANDO COM DEUSES DA POESIA.

Fernando pessoa diz "afinal, para viajar basta sentir".
Maiakovski diz "Amo firme, fiel e verdadeiramente"
Allan Ginsberg diz "o peso do mundo é o amor"
Murilo Mendes diz "quero escrever a biografia de cada atomo do seu corpo"
Olavo Bilac diz "amai para entendê-las"
Walt Whitman diz "Contradigo a mim mesmo porque sou vasto"
Rimburd diz "que venha que venha o tempo de amar"
...
NASCE UMA POESIA

se existe a poesia
ela se formou de todos os
universos inteiros completos e absolutos
imensuráveis e minúsculos
gritantes e ensurdecedoramente silenciosos
multidões de homens e mulheres
crianças anjos e anjos crianças
deus e legiões de bondade
poetas e amantes da poesia
todos e ninguém
nascidos desnascidos e ainda não nascidos
versos escritos e outros ainda serão escritos
musicas inspiradas
e músicas que ainda nem foram compostas
tocadores de flautas mágicas e
pintores de todas as épocas
de Homero a Antonio Marcelo
de Mozart a Thomas Edward Yorke
da primeira mulher a ela...
essa poesia
eu a sinto
inegavelmente
na eternidade
da aternidade
de amar.
















João Leno Lima
29 de Outubro de 2008.
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A Música das Estrelas

1
07:36

Cientistas gravaram o som de três estrelas semelhantes ao Sol usando o telescópio francês Corot. Segundo os pesquisadores, a gravação dos sons permitiu que se conseguisse captar pela primeira vez informações sobre processos que acontecem dentro das estrelas.


Os sons captados pelos cientistas revelam que as estrelas têm uma "pulsação" regular. Também é possível perceber que o som de cada uma das estrelas é levemente diferente das demais. Isso acontece porque o som das estrelas depende da idade, tamanho e composição química de cada um dos astros. A técnica de sismologia estelar, usada pelos cientistas nesta pesquisa, está tornando-se mais comum entre astrônomos, porque o som permite que se tenha uma idéia das atividades dentro das estrelas.


De acordo com o professor Eric Michel, do Observatório de Paris, a técnica já permitiu que pesquisadores tenham mais conhecimento sobre as estrelas.


"Esta é uma forma completamente nova de se olhar para as estrelas comparado com o que estava disponível nos últimos 50 anos. É muito animador", diz Michel.
O professor descobriu que a pulsação das estrelas é muito parecida com o que os cientistas imaginavam, mas há uma pequena variação. Essa variação pode indicar que os astrônomos ainda precisam refinar suas teorias sobre evolução estelar.


Os pesquisadores publicaram os resultados da pesquisa na revista científica Science. O professor Ian Roxburgh, do Queen Mary College de Londres, muitos cientistas estão tentando aperfeiçoar a técnica.


"Não é fácil. É como ouvir o som de um instrumento musical e depois tentar reconstruir a forma do instrumento", diz.
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5

5
13:17
Quadro de Van Gogh


Ao me reconciliar com os universos eu alcanço-me.
olhares calmos mesmo no escuro
entregam-se ao absoluto sussurro.
sobrevôo os firmamentos
as esferas
os hemisférios
os quatro cantos dos cinco sentidos
e laço-me pelos campos vangohganos
como nuvens sopradas pelos deuses
para entrelaçar nossos olhos com o sublime.
com tua voz eu espero asas.
me transformo em cometa ao atingir o tempo-espaço,
o átomo que percorre os mundos para se unir a novas existências,
a matemática do invisível visível no sentir,
a música que se constrói e se desfaz
os satélites de saturnos me abraçando,
pequenos poentes brotam nas minhas mãos,
observo as nuvens para encontrar tua forma magistral.
o verme do medo devora a sombra do meu passado,
no império dos meus sentidos
decreto a infinitude do sonho,
Van Gogh e Magritte te esculpiram na minha alma possível,
blues e vinhos sentados na montanha flutuante,
nos campos verdes
almas vestidas de nuvens dançam nos nossos sentidos,
quantos sentidos são possíveis num sonho impossível?
não existe sonho impossível
existe a força na natureza do sentir...
sinto...
Chat Baker tocando nos anos luz das minhas memórias,
sinto o vento do tempo-espaço,
canto-me além de mim,
dou contornos no meu mundo,
voltas e voltas no mar das sensações,
antídoto feito de versos perfeitos,
não, não quero fugir dos universos,
não quero definhar perto da porta irreal,
sim, esse poema lança-se
buscando universos inteiros dentro e fora de mim
sim, na melancólica meia luz das noites solitárias
minha alma brilha para iluminar novos versos sendo escritos,
a profundidade de um verso é mesma de um sonho,
a profundidade do sonho é a mesma da alma,
a profundidade da alma é a mesma de uma poesia,
e a profundidade da poesia é cada um nós
e despenco para cima rumo ao sublime...
ah...reconciliando-me com todos os universos



bY: João Leno Lima

24 de Outubro de 2008
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Os Amantes

4
11:47

Quadro "Os Amantes" do mestre Magritte.


Já sinto a eternidade.
antes vácuo antes vazio
agora partículas de imensidões
causam estrondos de ondas no oceano invisível,
e o que era antes de invisível
agora é visível pelos olhos da minha alma.
sim, já sinto a eternidade.
curo minha dor percorrendo os universos dos meus sonhos.
lavo-me na fonte das nossas memórias mais sublimes,
tento domar minha sede indomável
no mar de todas as poesias,
indivisíveis cometas desbravando poentes estelares
e nuvens cinza sobrevoando densas camadas de medo e solidão,
e se não percebemos quando o impossível se torna possível
pelo simples fato de já acreditrar-mos mais?.
fundo-me em mergulhos
no gelado campo devastado lacrimejantemente
como os violinos tocando por anjos solitários num confim sem sonho,
recupero-me sendo abismo no próprio abismo,
saio de mãos dadas com a força de mil sentidos
e entrego-me a saturno e outro lugares comuns a minha alma,
ouço a voz delicada sussurrando a si mesmo como se fosse ela toda,
na praça antes deserta agora magistral
vejo meu sonho engolir os gigantes sem poesia
com a poesia de si mesma,
sucumbo as vezes mas todos sucumbem as vezes
e isso faz parte da pintura do sentir,
nossa música espectral toca nos ouvidos de deus,
preciso da inesgotalidade do mundo,
e o mundo quer devorar minha inesgotabilidade,
como o jóquei perdido no mundo estranho a si
eu fragmento-me em feixes de luz sobre os hemisférios do absoluto,
flores com formas de estradas para serem percorridas,
ventos feitos de braços estendidos para serem abraçados,
pianos que se desdobram enroscando no corpo como som de água pura,
vozes como arco-íris para fazer-se perceber ao longe,
vinis de delirios e fotografia do futuro,
acalmo teu corpo no suave escuro esconderijo onde brilha nossas almas,
Digo-te não palavras mas sim versos,
dize-me, não respostas, mas pequenos livros de cabeceira
para meu infinito onde leio e releio enquanto cruzo galáxias,
tudo isso na verdade
é por que eu...
já sinto a eternidade.


*O Titulo também é uma Referência ao Quadro
“Os Amantes” de René Magritte.
Poema de João Leno Lima
Em 17 de Outubro de 2008
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A Infinita Asa do Infinito

2
15:07

imagem do Quadro de Rene Magritte.



A solidão quer arrancar uma das asas da minha alma.
Anjos devoradores de silêncios mútuos,
baixem sobre mim
Tua chuva de calmarias vespertinas!
Qual a chave que abre a porta para fora do abismo do pesadelo?
Tua estranha presença vinda do âmago do sonho me Liberta,
Quero me exilar na tua eternidade.
Lançarei-me para teu longe mais próximo,
Mais do que a solidão dos náufragos
Ou a solidão da mãe ao perder seu filho,
A minha solidão é a solidão de uma
Nuvem que se perdeu do rebanho,
Mas ainda flutua...
Ainda desejo encontrar o absoluto.
Por favor, Deus, abra essa porta,
Quero jogar para fora Essas Memórias
Para ter mais espaço aqui dentro para novas
Memórias magníficas e inesgotáveis!
Estou ansioso pelo gole do sonho voador
Como recompensa para a Alma.
Apavora-me pensar no teu desaparecimento,
Apavora-me menos pensar no meu.
A eternidade é uma poesia com versos que jamais se repetem
Sempre novos, novos sentir;
Saídos dos sentidos que ainda nem alcançamos por Completo,
Deuses e sonhos!
Fazem com que eu não me esqueça que
Também sou infinito.
Longas esperas vulneráveis,
Fantasmas discretos trazendo suaves vertigens,
Paredes de concreto de medo e fracasso definhando,
O esquecimento da dor é um anjo de morte que me traz vida,
Jovens e alucinados, sou escravo da liberdade das poesias!
Van Gogh pousou na minha orelha
E disse-me meu novo poema, sentir...
Trazendo-me de volta
Meu rosto roça o teu rosto como se estivesse tocando um violino,
Só ha ilusão quando o sonho não é sentido
Como se fosse matéria viva interminável.
E quando ao mergulhar num sonho perdemos o ar
E nos sentimentos sufocados,
Devemos então começa a respirar sentimentos.
Às vezes minha alma visita os litorais distantes de algum mar
Vou com ela, mais do que uma obrigação,
É a força da minha natureza seguir a alma.
Ah Álvaro de campos, antes do ópio;
Beba o infinito da sua própria alma
Com a força da certeza do sentir.
Estou em paz com os crepúsculos
E preciso escrever uma musica para a aurora.
Depois de chuva e antes da chuva
Nossos pensamentos se encontraram num arco-íris.
Cada segundo é uma letra no alfabeto da nossa infinitude.
Como um poeta em estado de transcendência irremediável;
Quando estou perto de ti, estou perto de mim mesmo em absoluto.
Só o absoluto compreende os caminhos que quero traçar.
E mesmo que a solidão tente arrancar as asas da minha alma,
Eu renascerei sempre quando alguém em algum lugar do universo
Estiver... Sonhando.



By João Leno Lima
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Um unico todos os universos

2
13:25


no oceano de mim mais profundamente distante
rastros de infinitos deixam marcas no tempo,
as melodias suaves melodias
indivisíveis embalam novas auroras,
e eu, antes alma errática sobrevivente ao
vazio gole de mim e do mundo,
agora, erradio inesgotáveis sóis sobre meus
universos exuberantes,
mesmo que a historia se
repetir e eu cair
espatifando-me no abstrato chão do abismo,
minha alma ficará intacta como o vento mais perfeito,
quantos universos ainda precisarei
conhecer ate conhece-me
completamente?,
vago entre intermediarias
confusões desangustiadoras
e entulhos de muros
derrubados pela minha translucidez contínua
com a sanidade das galáxias,
estamos em todas as
dimensões ao mesmo tempo
sendo nossas almas uma, onde estrelas infinitas
giram em torno de nós
e na ausência da lógica do futuro viajamos
como cometas desbravando o espaço desconhecido,
o que será de nós se confunde
com o nascimento de uma
estrela que poderá ser
engolida por um buraco
negro ou pode se tornar o
centro de luz do magnetismo
do tempo-espaço mais inesgotáveis,
não mais um solitário oceano,
não mais um crepuscular deserto,
não mais a voz rouca de um
poente dissonante,
não mais céu sem nuvens
e auroras sem corações pulsantes,
não mais o rumo natural de precipício,
não mais nao-eu e ninguém,
atravessando os mares, Lisboa,
campos abertos nos paises baixos,
luzes vermelhas no oriente
penetrando nas densas
camadas geladas,
pelas desolações dos povos abandonados
pela respiração ofegante do nascimento de um novo ser,
pousando nas pálpebras
de um inocente pairando na
noite sem eco, pelas ruas
oblíquos às memórias,
pelos beijos roubados da noite,
pelo vento trazendo as mãos
pra perto da outra, por
nossas asas que tem o
tamanho dos universos,
nós, o poema e a poesia
unindo-se na perfeição do
sonho, nós, auroras e crepúsculos na mesma música,
gritos engolidos por silêncios esplendidos,
profundezas absolutas como pegadas visíveis,
chuvas saídas primeiro de nossos pensamentos,
luas que brotam nas mãos leves,
ventos como personagem de um quadro perfeito.



By João Leno Lima
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A Estrela da Manhã

0
11:20


Eu quero a estrela da manhã

Onde está a estrela da manhã?

Meus amigos meus inimigos

Procurem a estrela da manhã

Ela desapareceu

ia nua Desapareceu com quem?

Procurem por toda a parte

Digam que sou um homem sem orgulho

Um homem que aceita tudo Que me importa?

Eu quero a estrela da manhã

Três dias e três noites

Fui assassino e suicida Ladrão,

pulha, falsário Virgem mal-sexuada

Atribuladora dos aflitos Girafa de duas cabeças

Pecai por todos pecai com todos

Pecai com os malandros

Pecai com os sargentos

Pecai com os fuzileiros navais

Pecai de todas as maneiras

Com os gregos e com os troianos

Com o padre e com o sacristão

Com o leproso de Pouso Alto

Depois comigoTe esperarei com mafuás novenas cavalhadas

comerei terra e direi coisas de uma ternura tão simples

Que tu desfalecerás

Procurem por toda parte

Pura ou degradada

até a última baixeza

eu quero a estrela da manhã!!!



By Manual Bandeira
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Profundezas

2
08:57

estou em todos os oceanos mais profundos,
nadando em correntezas revoltosas rumo ao sublime,
navegando em estradas ensopadas
de memórias dilaceradas por medo e sonhos,
o sonho nadando comigo
é a representação suprema dessa realidade,
versos-peixe trafegando em meios a encontros com o destino,
instantes saindo de pequenas crateras
e becos escuros onde também reside lagrimas
em tom claro-escuro,
meu corpo é a matéria oceânica
onde sussurros brotam para atrair algas soluçantes,
desço mais perto de mim mesmo,
adormeço perto dos dentes
feito cravos transcendentais dos tubarões
e acordo em meio a gemido uivante das baleias
que pretendem alcançar a lua mais uma vez,
vozes distantes vindos das mais distantes
profundezas oceânicas dos universos
Carregam-me nos braços
como a mãe que carrega seu bebe
ate as portas no seu oceano intimo
e vou com elas para as mais perfeitas eternidades
sabendo que o oceano é uma parte da minha alma
assim como as nuvens
e os universos inteiros
e que meu ser quebra-se como uma onda
no infinito ao alcançá-lo
e sabendo que meus sonhos jamais naufragam
assim como os oceanos que não se esgotam
nem as nuvem deixam de sobrevoá-los
eu sobrevôo a mim mesmo
como toda a profundidade dos sentidos
sim, sou todos os oceanos que sonho.



By João Leno Lima
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A Natureza Intima Absoluta

2
08:18





Quero todos os universos ao mesmo tempo.
cada gota da chuva e canto do mundo,
fragmentos do espaço interior de cada ser
e restos de delírios de cada sonho,
na verdade quero cada sonho
e mergulhar minha alma
num estado transcendente
entre a nuvem e o cosmo absoluto.
quero todos os universos ao mesmo tempo,
transformar tua sombra
num bom ambiente pra leituras magníficas
e teu lábios num pequeno tesouro
com anéis de saturno em volta,
quero embarcar numa paixão inevitável
e sucumbir só quando o sol estiver sucumbindo
lá nos tempos remotos quando serei de outro mundo,
quero correr pelos poentes
a procura do melhor angulo de visão do horizonte
quero segurar nos braços do futuro
e não mais nas pontas dos dedos,
o espaço irreparável onde dois seres se cruzam
formando ecos tempestuosos, mas que jamais cessam
a chama secreta da memória viva.
preciso reencarnar dentro dos meus próprios sonhos
e ter a chance de ser todos
e ninguém ao mesmo tempo mais ume vez,
como o deserto jamais
deserto para si mesmo por ser seu todo,
como a lua inexplivacelmente radiante num céu intimo,
quero todos os universos ao mesmo tempo,
na profunda profanação da escuridão,
desdenhando espíritos mutilados por si mesmo;
que pretendem mutilar o organismo da minha liberdade,
capsular meu olhos e deixá-los turvos,
estou pronto para ser absudizo pelo útero dos deuses,
sou a esperança feita meteria,
sou aquela criança que se viu adulta
e chorou nos colos do crepúsculo
e recebeu seus conselhos que alegraram a aurora,
ah quero todos os universos ao mesmo tempo,
nenhuma fagulha de nada e vazio me engoli
por que estou dentro das profundezas
das mais âmagas das distancias intimas,
pretendo ser oceano
logo em seguida de ser um buraco negro reverso
que irradiará luz
para os cantos mais nebulosos das almas,
cada lágrima me cobrirá com seu manto celeste
vindo do silencio de um instante sublime
onde perceberei a beleza que há em viver,
no alvoroço das ruas perceberei de longe
as caricias dos sonhos sendo consumados
para dá lugar a outros sonhos,
abismos e precipícios sempre existirão
mas eu quero todos os infinitos ao mesmo tempo.


By João Leno Lima

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Motion Picture Soundtrack

1
10:06
Vinho tinto e pílulas para dormir
Me ajudam a voltar pros seus braços
Sexo barato e filmes tristes
Me ajudam a voltar pra onde eu comecei

Eu acho que você é louco, talvez
Eu acho que você é louco, talvez

Pare de mandar cartas
Cartas sempre acabam queimadas
Não é como nos filmes
Eles nos alimentam com mentiras brancas

Eu acho que você é louco, talvez
Eu acho que você é louco, talvez


Eu verei você na próxima vida


By: Thom Yorke
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A INFINITA ORELHA DE VAN GOGH

3
19:01
Quadro de Vincent Van Gogh



Na solidão eu não encontro silencio.
Ela é como um grito
Feito numa pintura intima e recipocra
Onde pequenas crianças dançam com as nuvens,
Estou girando em partes desesticuladas
Uns véus de pensamentos tempestuosos rodeiam,
O equilíbrio é um pedaço de poema escondido de mim,
Ponho as mãos na cabeça para sentir o calor da alma,
Ha uma chuva lá fora que me persegue,
Estou calmo como os trovoes inalcançáveis,
Penso naquele olhar
Como o nascimento de um oceano sublime,
Passeio com asas pelas ruas,
Logo estou sem elas flutuando,
Meu coração é um descompasso sinfônico
Na aurora da hora exata desse poema,
Meus pensamentos são longas peças teatrais no crepúsculo,
Onde desejei vencer o medo do fracasso
Segurando nas mãos do sentir,
Não ha verdade absoluta no poema, há verdade intima,
Sinto o cansaço das relações supremas comigo mesmo,
Sinto a febre da impaciência transcendente,
Sinto a gota de água como se fosse uma represa indomável,
Disseram-me que a alma esta onde o pensamento esta,
Pois estou dentro de mim agora,
Quero beber da minha própria alma
E dá vida a vida que vem fora de mim,
As pequenas conversações
Entrelaçadas no alvoroço das ruas revelam-me o segredo:
Que faço parte das constelações.
Cada visita ao irreparável lago das almas de cores diversas
Eu toco nos rostos do ser real, a natureza,
Será que o homem deveria conhecer a si mesmo antes de amar?
Um pedaço da minha alma quer te mover pelos universos inteiros
A outra quer te acompanhar, como posso?
Quero engolir os meteoros e me tornar um viajante dos sentidos,
Quero ser levado pelas nuvens e depois fazer parte da chuva
Que se tornará o cenário para o baile do tempo
E dos amantes invisíveis
Ou inspiração para os poetas ensopados de si mesmos,
Como posso descrever num poema a mim mesmo
Sendo a existência o inicio de tudo?
Olho para fora e não ha mais chuva, mas ainda a ouço,
Ainda a gesticulo em meus versos revoltosos,
Ainda corto a orelha desse poema
Como quem quer expulsar de si
Uma infinitude se não-sensaçoes,
Talvez tenha chegado a hora de mergulhar em todos os mundos,
Todas as formas de vida,
Todos os atos de amor supremo,
Sujos e cristalinos
Eterno e limitados
Leis da razão e da abstração,
Minha alma gira-me por dentro
E faz-me olhar o horizonte a cada dia
E descobrir um poema em cada canto dos quatro cantos,
Então Fundo novo cidades,
Busco novas estrelas e guardo-as por alguns segundos
E depois as solto para iluminar novos caminhos do mundo,
Não há nada mais doloroso do que não sentir nada,
Então não sinto a dor suprema
Por que eu sinto tudo inesgotavelmente,
Como um sol eu procuro todos os cantos possíveis
E penetro em todas as direções dos meus sentidos
Mesmo contra as fortes nuvens negras da tristeza e melancolia,
Praticar o maior golpe contra si mesmo e não permitir-se sentir
É estar oco perante o todo
É mergulhar num mar e sobreviver
Mas não aceitar a própria sobrevivência
E agir como se a vida fosse
Um lugar indesejável e impossível de viver,
O impossível me atrai como um quadro
Que não consigo pintar mesmo se pudesse,
O impossível é uma poesia que não precisa ser escrita
E sim sentida para poder escrever suas sensações e não explica-las,
O maior gesto é o gesto do sonho
Que faz o outro sonhar e da música aos sentidos,
Longe do sonho o homem se afasta dele mesmo
Para só trabalhar sem sentido,
Para só observar a existência passando
Na sua janela intima impressionista,
O ser sem o sonho não é uma poesia
É um objeto que cumpre com honra seu dever,
O ser, com sonho, alem de cumprir seu dever;
Cumpre o seu dever para com sua alma,
O de sonhar e sentir o sonho da poesia.




By: João Leno Lima
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Deuses Astronautas

1
04:39

Descrições dos antigos vindas do espaço

As marcas e imagens gravadas na pedra, de grande antiguidade, são indícios importantes. Mais importante ainda é o testemunho dos homens de um passado não tão remoto: desenhos e relatos escritos do surgimento de estranhos aparelhos no céu e dos seres que deles desembarcavam. Existem milhares de referências assim: clipei ardentis (escudos redondos brilhantes) eram fenômeno freqüente nos céus da Roma antiga. Registra-se uma observação no ano 77 de nossa era, e outra de "um disco acompanhado de reflexos de luz", avistado no ano 60 a.C.. Plínio, o Velho, Sêneca e Tito Lívio falam deles, qualificando-os como "prodígios do céu". Muito mais antigas são as passagens de certos livros hindus, como o Ramayana e o Mahabarata. Ali está escrito como os indianos, há milhares de anos, sabiam construir máquinas aéreas chamadas vimanas capazes de elevarem-se "esplendorosamente no céu", e como haviam aprendido essas coisas "dos deuses vindos do céu em veículos mais poderosos".


É por exemplo o caso do Samarangana Sutradhara, documento que os antigos indianos classificam como "manusa", ou seja, "estritamente verídico", e que diz textualmente:
"Por meio dessas máquinas os seres humanos podem viajar ao céu e os seres celestes podem descer a Terra".


Em outras palavras, os antigos indianos estavam acostumados a visitantes vindos do espaço, tanto que a isso faziam referências em seus escritos, não escondendo que com eles haviam aprendido muitas coisas.


Noutro ponto da mesma obra afirma sem a menor hesitação "que alguns vimanas fechados podiam subir às regiões solares (surymandala) e até as regiões estelares (naksatramandala)", o que se pressupõe habilidade e meios para vôos no espaço, conhecimento naturalmente ensinado por seres acostumados a fazê-lo.


As Estâncias de Dizan são uma velha compilação de antiqüíssimas lendas orientas, conservadas pela tradição oral até que surgiu a escrita. O livro foi escrito há pelo menos 3000 anos atrás, mas alguns estudiosos julgam que alguns dos fatos nele descritos remontam há até 10.000 anos. Seja como for, existe neste livro uma passagem impressionante que relata, com riqueza de detalhes, a vinda à Terra de homens do espaço:
"… Um grupo de entes celestes veio à Terra muitos milhares de anos atrás num barco de metal que antes de pousar circulou a Terra várias vezes. Estes seres estabeleceram-se aqui e eram reverenciados pelos homens entre os quais viviam. Com o tempo, porém, surgiram rixas entre eles, e um determinado grupo separou-se, indo-se instalar em outra cidade, levando consigo suas mulheres e seus filhos.


"A separação não trouxe a paz e sua ira chegou a tal ponto que um dia o governante da cidade original tomou consigo um grupo de homens e viajando num esplendoroso barco aéreo de metal voaram para a cidade do inimigo. Ainda a grande distância lançaram contra ela um dardo flamejante que voava com o rugido de um trovão. Quando ele atingiu a cidade inimiga destruiu-a numa imensa bola de fogo, que se elevou ao céu, quase até as estrelas. Todos os que estavam na cidade pereceram horrivelmente queimados. Os que estavam fora da cidade, mas nas suas proximidades, morreram também. Os que olharam para a bola de fogo ficaram cegos para sempre. Aqueles que mais tarde entraram a pé na cidade adoeceram e morreram. Até a poeira que cobria a cidade ficou envenenada, assim como o rio que passava por ela. Ninguém mais voltou a se aventurar lá e seus escombros acabaram sendo destruídos pelo tempo e esquecidos pelos homens.


"Vendo o que tinha feito contra sua própria gente, o chefe retirou-se para seu palácio, recusando-se receber quem quer que fosse. Dias depois reuniu os homens que ainda lhe sobravam, suas mulheres e filhos, e embarcaram todos nos navios aéreos. Um a um, afastaram-se da Terra para não mais voltar…"


Numa simples descrição encontramos referência a vôo orbital, descida de seres do espaço, mísseis dirigidos, explosões nucleares e contaminação radioativa. Nada de novo sobre a Terra…
Aleksadr Kasantsev, cientista russo, escritor e arqueólogo, revela que foram encontrados no deserto de Gobi os esqueletos de um bisonte e de um hominídeo tipo Neandertal, próximos um do outro. Ambos tinham o crânio perfurado por projéteis de alta velocidade, a julgar pelos orifícios perfeitos neles encontrados. Há 50 mil anos atrás alguém esteve ali, armado com um tipo avançado de arma de fogo, e os matou. O exame dos ossos confirma que morreram na mesma época. E quando isso se deu, não existia ainda a civilização atlante, nem a indiana.




Fonte: CUB
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8 e Meio de Federico Fellini

0
23:53
* O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS*

Oito e Meio contém todos os filmes feitos e anuncia os futuros, aqueles em que Fellini adquire definitivamente sua personalidade cinematográfica, aquele misto de fantasia, de reminiscências autobiográficas e de observação da sociedade italiana. É ao mesmo tempo o filme da cristalização e da ruptura: ruptura com a herança neo-realista e cristalização de um estilo próprio.
Quando da sua saída, Oito e Meio desconcertou a todos. A complexidade da estrutura, melhor, da relação do filme com a sua própria realidade a espelhar a realidade do seu criador, era novidade no cinema. Um filme narrado numa flexão ambígua que se situaria entre a primeira e a terceira pessoa do singular. Não realmente o "eu" de uma biografia, tampouco o "ele" de uma ficção.
Ainda hoje, trata-se de um objeto sui generis.Autobiográfico: Fellini conta a história de Guido, cineasta em crise, em meio às suas lembranças de infância, sua relação com as mulheres e a religião.Fantástico: sonho e realidade se entrelaçam, os cenários apresentam-se banhados em luz, em meio às sombras ou envoltos em névoa, os personagens que habitam a fantasia e a memória de Guido misturam-se aos personagens "reais".Auto-referente: há um filme a ser feito e Oito e meio constrói-se a partir dessa necessidade, encerrando-se quando, por fim, Guido encontra a resposta para a sua angústia.
Talvez essa ambiguidade da narração ("eu" ou "ele"?) possa ser comparada a outra forma de cinema, a projeção do inconsciente. Oito e Meio começa com um sonho. No sonho, ensina a psicanálise, muitas vezes o "eu", multiplica-se, espelha-se no "ele". Depois, o filme volta a uma estrutura mais coerente, realista, condizente com uma descrição da realidade. Mas trata-se de uma coerência relativa. As situações muitas vezes são verossímeis, porém não são "razoáveis". Há uma confusão constante, um entrar e sair incessante, em meio a imagens quase oníricas, como as sequências nas termas. A isso misturam-se as lembranças de Guido e suas fantasias, numa espécie de devaneio, de sonhar acordado. Ou seja, Oito e Meio começa com um sonho e continua como um sonho.
É nessa relação subjetiva ao eu – lembranças, fantasias, culpas, angústias – que o filme se constrói e fascina. Ao dar de certa forma voz ao inconsciente, o filme de Fellini vem carregado de uma incrível força criativa, de uma energia vital que o perpassa. O que poderia ter sido apenas um vaidoso ego-trip é um dos mais belos filmes sobre a angústia do criador, a difícil relação entre o artista e a sua arte. Para retomar uma frase de Raymond Bellour: "Oito e Meio está entre os filmes que permitem saber melhor o que é o cinema, portanto, o que é uma obra de arte e o homem que a cria".
Oito e Meio é pura lição de cinema, como Um Corpo que Cai de Hitchcock ou Terra em Transe de Glauber Rocha. A forma que Fellini dá a essa voz do inconsciente é o que faz o filme erguer-se acima de uma simples historieta. No trabalho da imagem, na beleza de um preto e branco levado ao limite de suas possibilidades expressivas e no uso dos movimentos de câmera. No trabalho sutil do som. Este filme demonstra todo o potencial expressivo do uso da dublagem. Técnica sistematicamente utilizada pela escola italiana, a dublagem sempre foi criticada pela artificialidade dos sons obtidos em estúdio, pela impostação das falas, etc. Aqui, é justamente essa falta de realismo que Fellini explora para dar tessitura onírica ao filme. As vozes parecem sussurradas ao ouvido, há uma curiosa distância entre a voz e o corpo que supostamente a emite. A proximidade da voz, principalmente a de Mastroianni/Guido/Fellini, é talvez o principal veículo para entrar nessa impressão de total subjetividade, de devaneio pessoal ao qual o espectador se identifica.
O filme que Guido quer realizar não acontece, porém vai se desenhando aos olhos do espectador uma espécie de auto-retrato cubista, cada faceta abordando um ângulo diferente da personalidade de Guido/Fellini. E o filme de Fellini, este sim, vai nascendo assim, se construindo aos poucos nessas facetas, de maneira lúdica, livre. Há um tremendo risco nessa tentativa retratar um filme se fazendo. É um caminhar na corda bamba, a qualquer momento pode-se perder o fio, a tensão, o propósito, a coesão e em vez de um retrato obter uma colcha de retalhos. Oito e Meio consegue chegar até o outro lado do abismo, e saímos do filme cheios de entusiasmo, esse mesmo entusiasmo que Guido reencontra, pois fizemos parte da travessia.



Por: Carim Azeddine



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ABISMO E INQUIETAÇÃO

1
18:41

Na poesia, o sonho corre desenfreiado além de mim,

véus e curvas rondam as rodas do infinito,

qualquer lágrima é transformada num coliseu revisitado

num ritual solitario,

o mundo é uma cinematografia asimetrica,

seus personagens sao gotas banhadas no vulcao do tempo,

no campo de batalha dos meus pensamentos,

eu morro inumeras vezes antes de voltar para casa,

no teatro mais sincero da minha percepção

eu procuro-me como o personagem invisivel

que recusa-se a entrar em cena,

nao é justo recolher-me toda a vez que vejo uma faisca de fracasso,

sou um acrobata que faz celebraçoes num abismo esquizofrenico,

minha memoria é uma fotografia em preto em branco,

minhas maõs covardas se entrelaçam numa nuvem de horizontes,

meurs amores no fundo,

sao apenas paisagens de um universo inalcançavel,

no sonho, a poesia corre se esculpindo alem de mim,

traçando meu caminho paralelo aos oceanos,

qualquer duvida, sou aquele que fugiu num cometa de desolaçoes

mas que voltará em breve,

aos maoes tocam os rostos como se fossem outras maos,

no delirio de uma dor intranspasavel febre a retina,

no teatro magico de uma rua;

olhares viram bocas mstigando minha alma,

chego cuspido no embiente de trabalho

e ainda resta-me o abrigo das obriagaçoes inviolaveis,

no fundo todos nós somos versos,

no fundo a maior mentira é quando nao ha poesia,

no fundo nao é preciso fugir da solidao,

ela te abandona quanto tu nao queres mais te abandonar,

no final do dia fecha-se as cortinas e abre--se o crepusculo

e desse movimento nasce eu

depois de ser a sombra do dia,

na noite vasculho fronteiras,

esse poema escrito na hora horizontal do dia...

é apenas um abismo, uma inquietação,

apenas uma inquietação,

um abismo,

um abismo inquietante

uma inquietaçao abismal,

uma abismo de inquietação

ou uma inquietação de abismo?
By: João Leno Lima
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