Debaixo dos nossos olhos?

0
07:40

A região do planeta que mais sofre com a fome provavelmente seja a África, onde a situação parece a cada dia piorar apesar da ajuda humanitária.


Esta situação precisa ser enfrentada, pois uma pessoa faminta não é uma pessoa que se sinta livre.


Mas é preciso, em primeiro lugar, conhecer as causas que levam à fome. Muitos acham que as conhecem, mas não percebem que, quando falam delas, se limitam, muitas vezes, a repetir o que tantos já disseram e a apontar causas que não têm nada a ver com o verdadeiro problema. Por exemplo:


A fome é causada porque o mundo não pode produzir alimentos suficientes . Não é verdade! A terra tem recursos suficientes para alimentar a humanidade inteira. Estudos dizem que a Terra suportaria bem até 7,5 bilhões de pessoas.


A fome é devida ao fato de super população. Também não é verdade! Há países muito populosos, como o Japão, onde todos os habitantes têm, todo dia, pelo menos uma quantidade mínima de alimentos e países muito pouco habitados, como a Bolívia, onde os pobres de verdade padecem fome!


No mundo há poucas terras cultiváveis! Também não é verdade. Por enquanto, há terras suficientes que, infelizmente, são cultivadas, muitas vezes, para fornecer alimentos aos países ricos!


- Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.


- 11 mil crianças morrem de fome a cada dia.


- Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.


- 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.


- 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.


- Uma a cada sete pessoas morre de fome no mundo




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OBSCURA INALCANÇABILIDADE VISIVEL

1
15:00


As vezes fundo-me com os pequenos anjos solitários esquecidos
na invisibilidade sufocante da praça
debaixo dos olhares entre o vácuo entre o tempo e espaço.
seus rostos são pequenos corações cheios de lágrimas do invisível.
elas parecem imperceptíveis
como as nuvens e os pássaros do cotidiano
mas fragmentam-se rasgando as ruas como
plumas num vento indomável.
são pássaros andando em bando num redemoinho silencioso
se desviando dos corpos indiferentes, das mãos violentas do inalcançável,
do bafo de cansaço da noite, apos correr correr longe demais de si mesmas
e cair, despencar, espatifar-se em lembranças sem lembranças
e ruir desmoronando em si o possível.
para na manhã seguinte vê se repetir
em ordens decrescentes de sentido
a desoladora travessia no labirinto das existências impossíveis.




















Joao Leno Lima
12 de Janeiro de 2009
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Manifesto de repúdio a mais este crime de Israel

0
07:16

Desde 27 de dezembro de 2008, Israel vem atacando, por ar e agora também por terra, a Faixa de Gaza na Palestina. Em conseqüência, mais de 700 palestinos foram mortos e cerca de 3 mil feridos - a maioria civis, entre mulheres, crianças e idosos.


Diferentemente do que divulgam os grandes meios de comunicação, os ataques israelenses não são dirigidos a supostos centros de lançamento de mísseis ou a alvos militares, mas a hospitais, mesquitas, escolas, universidades e campos de refugiados.


Com os hospitais superlotados, a população ainda sofre devido à falta de alimentação, medicamentos e profissionais de saúde para atender às milhares de vítimas. Após a incursão terrestre, a água, antes já escassa, agora é inexistente, assim como a energia elétrica e toda a infra-estrutura local.


A desculpa do Estado de Israel, compartilhada pelo imperialismo estadunidense e os principais governos europeus para esse novo massacre, é que o Hamas (agrupamento político religioso eleito por sufrágio democraticamente pelo povo palestino, que atualmente organiza a resistência militar da Faixa de Gaza contra o poderoso exército de Israel) e toda a resistência popular palestina teria quebrado um cessar-fogo de seis meses selado por intermédio do governo egípcio. Nada mais falso!


Nesse período, Israel não cumpriu sua parte do acordo, matando 22 palestinos em Gaza e prolongando o cerco e isolamento criminoso. Tal situação configura claro crime contra a humanidade. Nós, entidades nacionais e sediadas no Brasil, apelamos a todos que se manifestem e se solidarizem com o povo palestino, vítima de mais este holocausto!


Queremos que o governo brasileiro declare publicamente apoio incondicional à Palestina e reveja os laços diplomáticos, econômicos e relações comerciais com Israel. E denunciamos a omissão dos organismos internacionais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) perante o massacre.
Fim do cerco e dos bombardeios à Faixa de Gaza!Fora tropas israelenses da faixa de Gaza na Palestina!Por uma Palestina laica, livre e democrática!


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CRIANÇAS ALCANÇANDO ESTRELAS COM A LENTERNA MÁGICA DO SENTIR.

0
23:03



Pensando em mim nesse exato momento
eu despenco num abismo para cima
como um o grito de um vulcão
na esperança de encontrar refugio em alguma estrela.
pensando em mim nesse exato momento
despedaço-me.
lógicas matérias e pequenos corrimões
levam a lugares esmos das memórias,
como o mar nos expulsando de seu litoral
com sopros dos pulmões da noite,
por desejarmos alcançar as galáxias.
meu coração é uma procissão
sobre as águas angustiantes
onde nos tornamos horizontes entreabertos
meus amigos balbuciam um reino de palavras
mas eu permaneço flagelado pelo meu próprio silencio...
tento acalmar-me com o vento
e escrever pergaminhos de sensações
nas costas de deus sobre as águas verdes do destino.
mas calo-me e deixo os cães fantasmas me cercarem
ate me abandonarem no litoral do invisível.
o vocabulário da minha tristeza
foi sufocado pelo espiral da pungente manifestação de ser.
E já quero ser todo os olhares ao mesmo tempo
e mesmo se ainda me sentisse cego perante
a absoluta inalcansabilidade dessassossegante
de voar em intermináveis extremidades
sem tempo nem espaço
nem escada nem portas
nem túneis nem janelas
so precisaria voar,
voar na absoluta extremidade na nao-materia
como versos pulando a pagina e
fincando os dois pés o mundo.
E esse mundo flutuaria conforme meu querer
Aboliria o tempo, o espaço, o amor sem amor
as distancias entre os corpos.O intransponível.
E destruiria as jaulas dos mais reluzentes sonhos
Para eles nos conduzirem a plenitude.
Ah desequilibro intimo
Não percebes o equilibro das almas navegando?
no suor oceânico das ânsias pelo ar? Pelo vôo? Por amar o libertário sentido?
assim como os poetas
que escrevem seus poemas rumo a eternidade.
ah meu deus me diz o que é a eternidade?
será o canto sublime dos anjos nos ombros do sentir?
será a criança que sorri ensurdecendo qualquer tempestade?
será a voz da musa trazendo de volta
a esperança ao coração sacrificado pelo amar?
será uma constelação de rostos
caminhando no cotidiano da manha veloz?.
quero estar perto do vento
ou perto das nuvens o tempo todo.
na ilha magistral eu e meus amigos saímos para ver estrelas
e nos tornamos uma em nossos próprios céus gigantes
caminhamos em nós mesmos como a estrofe da musica
que sobrevoa a própria musica
ou a cena de um filme que sobrevive mesmo após o final...
verdades, mentiras, sussurros, soluços,
meu ser arrisca-se na corda bamba de
desejar sempre o ato de possuir pequenos universos.
como criança que brinca no litoral indiferente ao onipotente mar.
ainda há tempo além do tempo necessário,
despenco meu rosto num museu de lembranças flutuantes,
acordei sentindo o amargo através de um impossível querer
e o impossível querer é apenas
o que não queremos mais com poesia...
pensando em mim mesmo
as vezes olho para o deserto ao meu redor
e percebo que não houve pegadas nas areias intransponíveis do eu
fique invisível até para a solidão
só os anjos dos sonhos podem me ver.















Joao Leno Lima
06 de Janeiro de 2009
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Colisão Cosmica

0
22:36

Cientistas americanos descobriram que a Via Láctea pesa 50% a mais do que era estimado antes e gira em órbita a 965.600 km/h, quase 161.000 km/h mais rápido do que se considerava anteriormente.


A equipe, formada por pesquisadores do Observatório Nacional de Rádio e Astronomia dos EUA e do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, apresentou hoje os resultados de sua pesquisa em reunião da Sociedade Americana de Astronomia em Long Beach, na Califórnia.


Eles explicam que, por ser mais veloz e pesada, a galáxia tem maior força gravitacional, o que significa que são maiores as possibilidades de ela colidir com a galáxia de Andrômeda, ou com outras, menores e mais próximas.


Essa diferença significa muito, disse o autor do estudo, Mark Reid, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. O astrofísico de 1,50m e 63 quilos disse que seu equivalente cósmico aumentaria de repente para 1,80m e 95 quilos.


"Anteriormente pensávamos que Andrômeda era dominante e que éramos sua pequena irmã", disse Reid. "Mas agora estamos mais para irmãs gêmeas."


O fato de as observações científicas terem sido feitas de o interior da galáxia dificulta as medições e o estudo de sua estrutura, algo mais simples para o restante de galáxias, das quais se pode obter uma imagem geral.


Até agora, o valor das magnitude da Via Láctea era calculado por medições indiretas.


No entanto, os radiotelescópios VLBA da Fundação de Ciência Nacional dos EUA registram imagens de alta qualidade e medidas diretas de distâncias e movimentos que não dependem de outras propriedades, como o brilho.


Nas imagens da galáxia captadas pelos radiotelescópios, os cientistas localizaram regiões de intensa formação de estrelas nas quais moléculas gasosas aumentam as emissões de rádio.


Estas áreas servem como marcas brilhantes para o radiotelescópio, o que permitiu determinar os movimentos tridimensionais dessas regiões, que, em sua maioria, seguem um caminho circular, na medida em que se movimentam pela galáxia, mas elíptico e a uma velocidade inferior às das demais regiões.


Os pesquisadores atribuem estes movimentos às ondas expansivas de densidade espiral, que tomam gás de uma órbita circular, o comprimem para formar estrelas e originam uma nova órbita elíptica.


Estes processos, segundo explicam os cientistas, contribuem para reforçar a estrutura espiral da Via Láctea.


A equipe sugere ainda que a galáxia tem quatro, e não dois braços, de gás e pó em espiral, nos quais se formam estrelas.


O trabalho faz sentido mas não é a palavra final sobre o tamanho da Via Láctea, disse Mark Morris, astrofísico da Universidade da Califórnia.


Ser maior significa que a gravidade entre a Via Láctea e Andrômeda é mais forte. Então a colisão há tanto tempo prevista entre galáxias vizinhas pode ser mais provável, disse Reid.




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02:43

0
12:49


*pouca vezes vi tamanha expressão visual no cinema como nessa obra de arte.

"Asas do Desejo" é um espetaculo visual e poético indescritivel.

é poesia levada ao âmago do absoluto.


“Quando começa o tempo e onde acaba o espaço?”
Dessenterro-mo mil vezes nas
Densas camadas vulcânicas do quarto.
Certezas indesejáveis consomem meu pulmão jovial.
Restos de paredes balbuciam meu horizonte.
Então por que eu não sou um cometa?
Desintegro-me mil vezes e caminho.
Sinto que não há lugar, nem lugar comum
Nem lugar nenhum para descansar minhas memórias.
Estou entre o vácuo da desordem perfeita do labirinto intimo
E o choro invisível de criança ensurdecendo os desejos.
Por que eu não sou uma nuvem?
Viveria entre o céu e as palavras vazias onde já esperei versos,
Sentiria a dor da partida
Mas sentiria também o frio atravessar meu corpo
Com a chegada aos cabelos dos sonhadores.
Sufoco-me mil vezes e ainda corro.
Dasabo-me no espiral de sensações repetidas
Cavernas saídas de dentro dos meus passos
E esconderijos de cabeça para baixo das reflexões.
Possuirei o corpo da musa como
quem possuiria um universo completo.
Tomarei café da manha com meu medo
E serei aconselhado pelo anjos indivisíveis
A quilometro de distancia das lagrimas.
Quero partir em caravelas ou balões vindos de todos os possíveis.
Espero encontrar com meus amigos na esquina da eternidade.
Por que eu não sou um raio?
Atingiria as camadas mais profundas das verdades
Qual das verdades?
Falo baixo comigo mesmo para não acordar o grito silencioso,
Caio no abismo mil vezes e continuo o flutuar nas previsibilidades.
Atravesso as portas abafadas,
Desço as escadas com rosto rarefeito,
Poluo o ar com olhares calmos desesperados por mar,
Mulheres e homens passando de uma seta a outra procurando
Os melhores ângulos de si mesmos,
No duelo particular com a criança eu sou o inimigo de mim mesmo
e reconheço que perdi a mim para um nada.
assim a intensa desordem permanece,
Calculo meus antídotos que não posso tomar e
As pílulas de sorrisos passageiros,
Chega a hora derradeira e eu preciso voltar aos
Braços de um uivo murmurante de pensamentos.
Por que eu não sou vento?
Afogo-me mil vezes mais continuo descendo
As profundezas desconhecidas.
Minha mãe, irmã e conhecidos planejam ser eles mesmo
Nos próximos segundos
Mas eu planejo ser alguma estrela.
Não, não quero brilhar,
Só quero o silencio das galáxias por algumas horas
E observar os passos quebradiços dos meus amados de longe...
Descendo e demonstrando coragem na dor.
Eu procuro nas incertezas alguma certeza metafísica e
Não quero mais sentir o absoluto através das ausências translúcidas,
Sou meu próprio exílio e tranco-me a mim mesmo por fora e
Quando desaba a chuva permaneço sentado engolindo a tempestade.
Só há uma certeza na tempestade,
Que ele passará levando uma parte de mim, mas não o todo...
Por que não sou o que sempre penso que sou
Mais que só dura alguns segundos
E nesse segundo é possível abrigar-me tudo que sou?
Se a pergunta for de uma criança sou o feto agarrado aos joelhos do universo,
Deus diz: "larga-me!”.
E me solta como uma folha solta num céu incerto monstruosamente enorme
Quantas vidas ainda?
Quantos pormenores? Quantos fazeres cotidianos imperfeitos?
Quantos copos de café na madrugada?
Quantas passagens de ônibus acumuladas na manha?
Quantas pedaladas por segundos na temporalidade da matéria?
Quantos sorrisos numa só estrofe de dialogo?
Quantos amores apenas contemplativos?
Quantos amores vividos até explodir o coração em
Constelações incompreensíveis?
Quantas mentiras insuperáveis? Quantas verdades que deixaram ser absolutas?
Quantos goles de
Tempo-
Espaço-
Eu-
Tudo-
E nada-
Ninguém-
Alguém-
E tudo-
Eu - nós...










João Leno Lima
30 de Dezembro de 2008
O primeiro verso do poema foi tirado do genial filme de
Wim Wenders “Asas do Desejo”

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A TEZ DA DESOLAÇÃO

1
13:15






Algum vazio no peito estralhaça meus olhares distantes.
como uma batalha
pelos campos flutuantes
na tez da alma.
na substancia oculta que saliva das incertezas.
como o homem isolado num canto por si mesmo.
como o almoço solitário
num restaurante abandonado.
espero Álvaro de Campos e Eliot Smith
ate bem tarde na minha mente.
bebo os canhaques com meus amigos gritadores
de suas vísceras poéticas
e permaneço em silencio
como quem perdeu a voz conversando consigo mesmo.
a praça da matriz parece mais um congresso intermediário
entre o tempo e o espaço
e a volta para casa um curto caminho
pelos doloridos desertos da noite.
nem se o coração da minha alma fosse arrancado
eu deixaria de sentir o absoluto
mas agora,
nesses instantes que pairam sobre o poema
algum vazio no peito estralhaça meus olhares distantes.

















João Leno Lima
15 de Dezembro de 2008.
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CALANDO O IMPOSSIVEL

1
12:04



Mergulho minha alma no teu impossível
e procuro-te no âmago do sonho.
forças tempestuosas vagam caminhando por
meu litoral escuro com pegadas que pesam toneladas
de chuvas intimas absolutas.
memórias que passeiam de bicicleta
na ponte que me separa de mim mesmo.
um cão salivador de diálogos impenetráveis
escarra seu coração feito de vulcão sufocado
no peito arreganhado do delírio.
meu sonho percorre pisando em vidraças
que estraçalham seus pés defecados de medo.
onde esta o passaro da minha eternidade?
teu útero engole o céu e vomita-o
na minha ânsia de vomito ao ver as
faces verdadeiras dos desejos.
meu olhar vai percorrendo-te lentamente,
na escuridão dos assoalhos da loucura
na angustia indescritível de corpos dilacerados
ele vai se arrastando pelos becos cheios de nevoas
dos teus poros com a certeza de percorrer um labirinto
que me gira por dentro e assola-me por fora,
meu olhar vai atravessando os túneis da inconsciência
bebendo da relva do destino
e tropeçando nos muros deslibertos só
apos o vinho enluarado de todos os
planetas possíveis e impossíveis.
como um monstro ele vai adquirindo camadas supremas
de gelo e fogo
e construções labirínticas de chaves feitas de flores
dos poetas malditos e galáxias rabiscados por deus e
outras poesias impenetráveis onde só sua calda eu passaria séculos para
percorrer por completo.
todas as almas aglomeradas têm a substancias perfeita
que inspira a poesia a seguir em todas as direções inimagináveis
esse olhar afunda seu pescoço no
oceano de gravidades impactantes e
materializa-se em tubarões bretchanos e
caranguejos ancarjos que lambem
sua carcaça de vidro vulto volumoso,
densas camadas de sonhos e vitros mares cheio de versos ocultos
que se misturam a insertos vampiros chupadores do
sangue azul escuro da noite
que me dizem que a insanidade não esta no corpo
e sim no ato mais poético da alma
e a alma esta composição química entre
a lógica do universo e a lógica dos homens.
tudo esta evoluindo em dosagens perfeitas
e equilíbrio imediato.
mesmo assim meu olhar arranca meus braços e
cospe minhas sensações suaves
deixando com o gosto amargo de ter devorado milhões de
blocos de fracassos ao mesmo tempo
rindo de si mesmo e do mundo
o mundo esse sambista desafinado
que abandona seu par para se encontrar
com o vazio de coisas efêmeras
por motivos efêmeros
despropositadamente esvaziantes,
leis da natureza,
morte, centelhas de vida e necessidades básicas,
encontros casuais consigo mesmo
e animais feridos por simples afetos não realizados.
ah meu olhar deixa-me mais uma vez ensangüentado
como um lobo perdido no coração das horas,
ao ver que fui apenas o verme que
passou milhões de segundos multiplicados por
milhões de segundos intermináveis
para entender como é precária a ausência
precisa ausência que novamente em mim renasce.
mas o que tanto me ausenteia?
incendeio campos e causo enchentes no outro lado do meu cérebro
e mesmo assim sinto-me insatisfeito assim com
minha forma pelicana de voar com asas de
relâmpago e planando como um icaro com corpo de nuvem
tremulando de frio e distante que
compõe a paisagem da cidade febril com
constelações sublimes de cores que se recompõe com
átomos recipocros a poesia.
meu olhar agora sente medo...
demasiado medo dentro das crateras das lembranças.
Medo; qual substancia fantasmática me
aconselharias para te subverter?
qual frase falaria no meu ouvido no qual pudesse eu
sair do transe da anti-memoria?
qual passeio me levaria para eu não me sentir mais na
contra mão de mim mesmo?
e tu solidão desse medo?
Olhas-me com medo além do medo marginal da sombra?
Me deixarás acuado antes de encontrar-me preso
as tuas perversões mágicas pelos braceletes das madrugadas invisíveis?
oh solidão dos poetas que também é a minha mas
na verdade a solidão é um congresso onírico de sensações colossais,
na verdade tu solidão, não existe;
o que existe é a desistência de sentir profundamente os versos da alma.
instantes vagando e vagando e eu poderia falar de desertos mas
estou entre estrelas
e meu olhar desarticulando as prisões do impossível
encontra submergindo em mim sem fronteiras os
corredores sanguíneos do inesgotável
sempre a encontrar confessadamente em mim
e em tudo o absoluto supremo absoluto
no âmago do sonho.





João Leno Lima 12 de Dezembro de 2008.
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A Maior Banda do Planeta terra no Brasil

1
18:49

Fãs fazem fila na tarde desta quinta-feira (4) em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para comprar ingressos para o show do Radiohead. Bilheteria abre às 9h de sexta (5). Banda se apresenta em março no Brasil. (Foto: Daigo Oliva / G1)


*********
Desde cerca de 19h, também já era possível comprar entradas no site oficial da banda. Neste caso, a venda é feita em dólar e os ingressos precisam ser retirados no local, no dia dos shows.

O Radiohead se apresenta no dia 20 de março no Rio e no dia 22 de março em São Paulo, dentro do festival Just a Fest – cuja única atração confirmada até o momento foi o Radiohead. Os ingressos custam R$ 200, e há um limite de quatro ingressos por compra. O show do Rio, que será realizado na praça da Apoteose, tem 35 mil ingressos disponíveis, enquanto a apresentação em São Paulo, na Chácara do Jockey, tem 30 mil entradas. Ambos os shows têm direito à meia-entrada.
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Inscrições

1
13:07




Não existe tempo nem hora essa exata
para acontecer um infinito.
a profundidade do olhar estar por trás dos olhos da alma.
percorro os sussurros do mundo tentando encontrar o meu..
passo pela penumbrantes e
densas camadas solitários nas altas
horas da angustia.
E entre a realidade e a minha só há fragmentos de sonhos.
se eu te entregasse o meu abismo tu cairias junto?
Tempo...hora...
não posso mais me esconder do fim do meu mundo
debaixo das mesas dos instantes trêmulos de medo.
nas decadentes passarelas da minha cidade observo os
carros indo para um horizonte irreal e vejo como é real o sentir.

Como é real olhar as estrelas penduradas no céu
Sob o equilíbrio de uma poesia

e o vento desfigurar meus
Pensamentos e transformar-los em pássaros sobrevoando
Outros mundos.

Como é real essa saudade da musa além das fronteiras da
Pagina do coração gigantesco.

Tempo... Hora...

Pobre de mim que só sei acreditar no infinito...
Pobre de mim que só espero dos instantes, a eternidade...
Pobre de mim, poeta que ama todos os universos ao...
mesmo tempo...

que ama o passado o presente e o futuro na real condição
de estar nele dentro de uma poesia...

o que é fascinante é estar além de tudo, sentindo tudo.

Hora... Tempo... Segundos...

Segundo me consta há uma rosa púrpura dentro de
Cada coração honesto a sim mesmo.
E pequenas estrelas caindo na fonte de lágrimas e tocando
o fundo do ser como num toque de anjo iluminado.
e oceanos que pressentindo a brilho dos olhos ao nascer de
uma criança banham de sonhos o novo ser a existência

Segundo me consta, o amor é um cometa que da volta e
Voltas e precisamos estar atentos para seu passeio
Inigualável dentro de nós.

Não, não há hora... Tempo... Segundos...

Essas abstrações não me trazem os gestos perfeitos,
Se o mundo esta a beira do abismo quero me jogar só
Depois de encontrar a mim mesmo dentro do mundo e fora dele.
Minha essência foi desabrigada pela enchente das ausências
E o Destino sem rumo
Caminha pousando em nuvens para
Descansar minhas memórias...
Emquanto aguardo a surpresa do próximo verso

na verdade meu rumo é dentro do
Coração da poesia...
Ela me leva,
Eleva,
Equilibra,
Existe,
Expõe,
Extrai,
Encontra-me para mim.





















João Leno Lima
23 de Novembro de 2008
(Poema em Homenagem ao Filme

“A Rosa Púrpura do Cairo” do Woody Allen)
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UM CORAÇÃO PARA CADA SENTIDO DA ALMA

1
09:28



transpassa-me por um momento e sente como eu sinto.
tua dúvida se dissiparia como o
câncer extirpado pelo laser da loucura.
teu fluxo sanguíneo viraria ondas
sonoras impenetráveis que nem o
ouvido absoluto alcançaria.
minhas civilizações de desejos alargariam tuas
percepções e a misturaria com a pulsação de uma estrela
e dessa alquimia nasceria tua forma poética inigualável.
esqueça o hediondo passado inlucido em orgias de medos
e se preocupa em voar comigo até as todas as direções impossíveis.
a propósito, todas as direções, deixa-me em êxtase quando
é por tua alma que passeio.
tua mutação de colméias desasticulantes causa-me
alvoroço comigo mesmo em demasiada literatura humana refluxa.
Como línguas de anjos tocando meus ouvidos e
se acostumando em me dizer segredos espirituais.
ah por favor, leva-me deus da poesia,
de Baco a Maldoror a Fernando Pessoa leva-me
a profundidades espetaculares que
eu mostrarei minha profundidade que espuma num
turbilhão de mecanismo oceânico,
num espalmado soteramento de convulsões de
peripécias vidraçantes,
num jogo de xadrez com cavalos saltando para o infinito,
nuns reluzentes vaga-lumes que apontam para
direções além do olhar noturno,
quando a noite cair quero carregá-la nos braços e
beijá-la com beijos de auroras assim
ela me deixará calmo como as ondas que sabem seu destino.
sim, só por um segundo, sente
a lua desequilibrar-se quando é observada por um poeta em
estado soprante entre saturno e Vênus e terra,
sente como é ventre abandonar as mascaras e
mergulhar a cabeça num poço de reflexos através
da alma em si mesmos e os universos.
ah o que são nossos universos se não o sentimos?
já que não posso seqüestrar tua eternidade onírica
quero te convidar a redesenhar comigo os
anéis de saturno,
a rebatizar os quadros famosos de René Magritte com
nomes de estrelas e quero apagar com borrachas esculpidoras os
muros que separam nossos corpos ornamentais.
sangra comigo na tristeza entranhável e
ver o poeta sucumbir de saudade de si mesmo na madrugada com
flores de pedras escuras.


observa -me quando vôo sem asas rumo a
outono incompreensível e casta volta ao núcleo anterior.
como o corredor que próximo a completar o percurso vitorioso
percebe que nunca houve o ponto de chegada.
sente como eu ?
como um livro feito de ânsias dolorosas
aremesssando-me a almados descampados cheios
de pianos e blocos de fogo engolindo
gigantes deuses de gelo nas profundezas mais
encravadas no âmago dos versos...
lá no fundo... sente a pressão dos cadeados sendo
asfixiados pelo bafo de sol saindo da vontade transalcançavel de
existir além da escuridão prateada das
horas em harpas de solidão cantantes?
sente o laço sem gravidade rompendo as
barreiras do ar e chagando ate mim como
um piramico pensamento espectral?
sente como o tempo, esse jogador irremediável e compulsivo
paralisa-me com um cheque labiríntico
obrigando-me a arriscar-me pelas torres dos sentidos
a procura de mim mesmo
enquanto no centro do mundo minha alma espera
que nos unamos com cheiro de vento delicado a roçar os rostos
com as pontas dos dedos do nariz sedutor do sonho,
como a poesia seduz o poeta
e como o sentir seduz quem sente absolutamente?
transpassa a poesia por um momento e sente.















João Leno Lima
11 de Novembro de 2008
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M

1
10:21
Por favor, não tente definir o absoluto.
na ausência da palavras que defina o sublime
as almas entregues a si mesmas dialogam
Com gestos vindos das profundezas dos gemidos dos transcendentes.
explosão de constelação rasgam os corpos
Tudo parece se encaixar, o infinito e o espaço interior,
as mãos transpassam-se atravessando júpiter e indo além e
voltando desperadadamente vertiginosa na sua
lucidez de galáxias..e nós,
de mãos dadas com os universos perfeitos.
nos tornamos por mais de um segundo...absolutos.

por favor, não tente definir o infinito.
na ausência da lógica que comove as almas
a minha convulsão é pelo corpo da alma da musa.
pela afeto indefinível da certeza entranhada no
verbo do sentir e no túnel que brota como porta além do cotidiano.
o irremediável vento da manha que bagunça as
mascaras existências e nos arremessam num marca passo de delírios.
se deus nunca deixou de criar, desejo que ele
crie uma estrela que servirá de abrigo a
nossas nuvens pessoais.

por favor, não tente definir o sentir.
ah quantas violações de cadáver de sonhos para
termos nosso momento inexprimível.
toca um blues na penumbra da madrugada enquanto
movo-me para longe das pontas dos dedos do cume.
sinto os universos quando passeio
pelo teus poros excêntricos.
sinto rajadas de ventos com mil braços
abraçando as meu arquitetônico silencio,
minha pirotecnia de translucidez contínua,
na nevoa que cobre o campo do meu
destino para ele florescer na
hora exato enquanto corro corro corro...

Por favor, não tente definir a eternidade.
ela esta no toque mágico nos lábios de
uma estrela ou em zigue zagues no
tempo espaço de si mesmo.
no sono latente quando imaginamos as asas que já temos,
meu deus, como é delicado o rosto da realidade do sonho,
no alvoroço de crianças com rostos soterrados pela
madrugada só com a companhia de si mesma.
como é frio sentir a brisa do abismo das memórias.
sobe-me a garganta um grito com versos que pesam mais
que intermináveis chuvas de meteoros mas
eles acabam se tornando pequenas luzes no interior dos meus universos.
estamos definitivamente sentindo quando sentimos em poesia.
a vida que as vezes parece um convenção de
lógicas impossíveis torna-se o
espetáculo abstrato da matemática possível,
alcançamos graus medonhos e definhamos para afundar o
chão com o peso dos nossos desejos mútuos



por favor, não tente definir-se
so o que te defini é o indefinível.
nos corações banhados de cometas que
percorrem seus próprios universos sublimes
cavalgando em mares e montanhas vindas além do tempo
no magrittiano súbito atravessar de paredes
como parte irreversível da evolução cósmica
meu átomo com atos perfeitos ao mergulhar
nos líquidos flutuantes dos interiores
em expirais de delírios acima dos zincos das angustias
ele percorre a vida se expandido além dela.
o possível é a alma sentindo
nascemos dentro do oceano por isso
respiramos profundidades poéticas impossíveis
caímos e nos espatifamos mil vezes
por isso estamos pronto para nos arremessar destruindo barreiras
ilusões e fracassos persistiram em
pousar em nossas pálpebras
por isso estamos prontos para andar de mãos
dadas com o que antes era inalcançável.
sonhamos quando a alma sonha.
por favor, não tente definir o sonho muito menos alma
a união dos dois formam definitivamente um ser.






By: João Leno Lima
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PLANFETAGEM SUBLIMINAR

1
11:19

Estamos em Território Inimigo & o Inimigo está em nós. A primeira Grande Batalha contra o Império deve se dar dentro de Nossas Cabeças.


Libertar nossa imaginação. Poderosos Feitiços Publicitários iludem nossos Desejos mais Puros, Belos & Loucos. Mau Olhado Policial que aprisiona nossa Espontaneidade Selvagem. Engodos Geopolíticos, Castração Gramatical contendo nossa linguagem transgressora.


As raízes do Poder Total do Império estão em nossa psique e regem nosso cotidiano.


O Assustador Buraco Negro do Poder que tudo absorve & que tudo subverte & que lucra zilhões com a revolta dos Pobres Formigomens, tristes Ibus declamando discursos libertários para um Céu de Concreto.


Os Protestos & Discursos não devem mais ser Espalhafatosos & Coniventes com a lógica do Espetáculo & da Mídia.


Devem ser em Silêncio & Invisíveis: SUBLIMINARES.


Uma Terrível Conspiração agindo no subconsciente das pessoas.


O Novo Ativismo Global encontra-se num beco sem saída: A "Geração de Seattle" encontra-se presa à sua própria mitologia. Os protestos contra a guerra não deram em nada. Os tanques nas avenidas de Bagdá são um Triste Retrato de uma derrota precoce.


Precisamos de Novas Táticas. Teatro Secreto. Loucos Subversivos agindo na calada da noite. Vândalos & Bárbaros criando Novas Situações que arrebentem as correntes da Realidade Consensual.


Panfletagem Aleatória despertando Estranhos Atratores numa caótica sociedade fragmentada.


"Tornai-vos Invisíveis Nada é Real-----Tudo é Permitido Bárbaros Invisíveis que Nada Respeitam Vândalos que fodem com o Cotidiano (mas que devem, impreterivelmente, Gozar Dentro)"


Comícios em forma de Jogos Secretos. (Experimente fazer um comício em que as pessoas nem desconfiem tratar-se de um comício: PANFLETAGEM SUBLIMINAR)


Terrorismo Postal & Sabotagem Ideológica (Santo Hakim), mas lembre-se que a Segunda Grande Batalha se dá no campo da Semântica Corrompida. Aproveite que o Demônio está embrigado com seu Vinho Do Poder & que os Magos não estão do lado do Império.


Faça seu Ativismo Secreto & suas Loucas Conspirações e no mundo real: seja um Delinquente, Inconsequente & Demente.


Delinquente (por causa do estupro do espaço)----Inconsequente (por causa do estupro do tempo)----Delinquente (por causa do estupro da linguagem).


Panfletagem Subliminar Já.


Fontes : Centro de Mídia Independente (http://www.midiaindependente.org/).

Deliquentes de Curitiba (http://www.delinquente.blogger.com.br/).

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Soneto para Vênus

0
10:59
se me perguntares o que ando fazendo
vou dizer que estou
sentindo a alma da musa
como quem sente o infinito.

que os caminhos dos meus sentidos
giram em torno desse universo
na sublime certeza
de estar percorrendo um sonho

que cada metro quadrado
do meu ser procura ela
como quem procura o ar

e que ao senti-la cintila
em nossas almas chuvas
de estrelas ensopadas de eternidade.









By: João Leno Lima
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Portais magnéticos conectam o Sol e Terra

0
16:47



Durante o tempo que se leva para ler este artigo, algo vai acontecer lá em cima e que até muito recentemente, muitos cientistas não acreditavam. Um portal magnético se abrirá, ligando a Terra ao sol com 93 milhões de milhas de distância. Toneladas de partículas de alto-energia podem fluir pela abertura, antes desta se fechar novamente, até o tempo em que você chegar ao fim desta página.


"Isto é chamado de um evento de transferência de fluxo ou FTE," disse o físico espacial David Sibeck do Centro Espacial de Goddard. "Há dez anos atrás tinha certeza absoluta que eles não existiam, mas agora a evidência é incontestável".


Recentemente, Sibeck esteve num Congresso Internacional de Físicos Espaciais no Seminário de Protoplasma em Huntsville, Alabama, onde foi dito que os FTEs não são comuns, mas possivelmente duas vezes mais comum do que qualquer um tenha imaginado.


Os investigadores sabem há muito tempo que a Terra e Sol deveriam estar conectados. A magnetosfera da Terra, a bolha magnética que cerca nosso planeta, está cheia de partículas do sol que chegam através do vento solar e penetram pelas defesas magnéticas do nosso planeta. Elas entram seguindo as linhas do campo magnético que podem ser traçadas em terra firme para todo o caminho de volta até a atmosfera do sol.


"Nós pensávamos que a conexão era permanente e que o vento solar poderia atingir a qualquer hora o ambiente próximo da terra, já que o vento era ativo," disse Sibeck. "Nós estávamos errados. As conexões não são fixas. Elas são freqüentemente breves, e dinâmicas".


Vários oradores do Seminário esboçaram como se formavam os FTEs: No lado iluminado da Terra, o lado mais próximo ao sol, o campo magnético terrestre aperta o campo magnético do sol. A cada oito minutos, os dois campos se fundem brevemente ou "se reconectam" formando um portal pelo qual as partículas podem fluir.


O portal tem a forma de um cilindro magnético aproximadamente do tamanho da largura da Terra. A frota da Agência Espacial Européia composta por quatro agrupamentos de naves e cinco sondas THEMIS da NASA voaram por estes cilindros medindo as suas dimensões e verificando por onde estas partículas circulam."Elas são reais," disse Sibeck.


O físico espacial Jimmy Raeder da Universidade de New Hampshire apresentou uma simulação
no Seminário. Ele falou para seus colegas que os portais cilíndricos tendem a serem formados sobre o equador da Terra e então rolam sobre o polo de inverno da Terra. Em dezembro, os FTEs rolam em cima do polo norte; e em julho eles rolam em cima do polo sul.....
Há muitas perguntas sem respostas: Por que os Portais se formam a cada 8 minutos? Como os campos magnéticos dentro do cilindro se torcem e rolam?" Estamos fazendo um estudo profundo sobre este tema neste Seminário," disse Sibeck.


Enquanto isso, sobre nossas cabeças, um novo portal está sendo aberto e está conectando a Terra ao Sol
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UNIVERSOEU

0
16:38

tenho atração física
sublime espiritual pelos universos.

pelos tempos que me beijam
com lágrimas metálicas de outros planetas.

pelos oceanos que me abraçam invisível
a olho nu mas não invisíveis aos poros dos olhos da minha alma.

sim, estou condenado, tenho atração liquida e gasosa pelos cometas.

e se eu me desequilibrar na borda de um dialogo espectral com o tempo-espaço?

meu deus! tenho atração tridimensional pelo corpo de uma estrela!

serei refugiado em alguma cratera lunar
longe dos meus amigos feitos de constelações?

sinto uma intimidade obliqua quase
irretocável porem melindrosa e divanica pelos desertos

salivo pelos anjos sem sexo imaginando
suas vaginas feitas de versos perfeitos

estarei consumando meu declínio por olhar assim para os seres da perfeição?

ah sinto atração quântica relativamente eletroabstrata
com impulsos eletros que saem da página
de uma poesia quando observo uma nuvem

esquenta-me por dentro
dos pêlos da minha alma com convulsões vulcânicas
pausadamente quando observo os lábios da musa.

serei posto numa redoma no
centro do mundo por amar silenciosamente o infinito?

minhas mãos gélidas derretem-se em cilindros de úteros
feitos de dilatações de galáxias
quando percorro os corpo das palavras...

estarei desgraçando minhas percepções e
logo meus quatro cantos serão amarrados
pela utopia e chicoteados pela amarga solidão dos poetas?

com que violência!
sinto o cheiro sedutor da aurora
almejando engravidá-la de
sonhos feitos de sois vislumbrantes!



desespero!
sinto uma atração poética com ânsia de
universo e sexo de infinito pela perfeição de uma chuva...

estarei condenado a sensibilidade sublime de todos os sentidos?

a violência da poesia é a liberdade!

devora-me!
estraçalhe-me!
desintegra-me!
alarga-me pelos espaços inteiros!

não basta me sentir!
quero sentir
os universos inteiros!





bY: João Leno Lima
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O Nascimento de uma Poesia

1
09:54



Á Musa de Vênus.

se existe a poesia
ela se formou de todos os universos dela.
se esculpiu nascendo versos para
contemplar e lendo a eternidade.
se existe a poesia
delicados sussurros se abraçaram com a alma dela.
num confim de um final de tarde depois da chuva sublime.
se existe a poesia
anjos percorreram milhões que quilômetros
só para vim contemplá-la.
oh cada sentido meu parte-se
nascendo intensas galáxias
cheias de estrelas vivas querendo gritar-te para
ela poder me ouvir verdadeiramente.
ah se existe poesia
o corpo dela é a tez de um verso.
poetas e ultra-românticos dos espaços mais que distantes
inventam planetas saindo de dentro de nossos
goles de perdição labiríntica.
cada canto das tuas infinitas dimensões
Torna-me onipresente.
tenho sede de beber teu sangue possivelmente
cheio de tintas feitas de nuvens.
se existe poesia ela é a alma dos sonetos.
tenho nas mãos os traços do nome dela
e na minha essência ela
é o sonho que me torna a pagina da poesia.
sua voz fabrica a substancia que gira minha
cabeça para cima do meu céu frágil.
sou o átomo que quer engoli o sol para
iluminar a infinitessimamente existência dela.
meus amigos meu inimigos,
se existe poesia
foi tirado dela as partes mais sensíveis do infinito.
quando mergulho-me num oceano de magnitudes e flutuações
busco a sombra dela para ser minha sombra.
a alma dela me procura como quem procura a si mesma.
campos verdes escuros com luzes saídas
dos vaga-lumes das madrugadas
soluçam; que perdemos mais uma vez as horas.
se existe poesia
saturno se abraçará com Vênus nesse instante
para melhor representar sua impossível possível exuberância.
meu deus, seu rosto tem suaves rimas impossíveis de imitar.
meu deus, nunca criastes lábios
tão próximos do âmago das musas dos poetas
quando naquela manhã inspirada pelo amor à poesia
criastes os inomináveis lábios dela.


se existe a poesia
a presença dela é a presença da estrofe perfeita
numa música inesquecível.
seu confuso medo de se sentir poesia
causa danos nas estrelas
que passam a vagar inquietas pelos espaços.
quando ela evita a vida
evita que a chuva poetize os sentimentos
mais absolutos do ser humano
e evita que os arco-íris
tragam os sorrisos aos corações dos poetas.
quando ela resolve, por vulnerabilidades cotidianas,
apenas permanecer e não ser,
é quando o verso do poeta perde-se fugitivo a si mesmo.
se existe a poesia
tubarões passeiam pelos cometas a procura do oceano sedutor dela.
mãos se tocam provocando ondas sonoras ensurdecedoras de
silencio
grito
sussurro
soluço
gemido
vozes
voz
calar
música
meu coração
para
desaba
desafina
partituras pulsantes
ela é os dedos arquitetônicos do pianista
e minha alma são as teclas feitas dos poros dela.
fragmento-me
contornos
buracos negros de saudade sugando a luz da minha razão
via lácteas de sensações
qual o mais profundo desejo da poesia?
paro, guardo o abismo nas mãos e olho a madrugada,
as noites parecem regiões desérticas no meio do mundo.
nos passos dos meus olhos na praça
vi a criança lagrimar a solidão de si mesma
e despencar no chão onde meu rosto já estava
para fazer companhia e pensei
que a voz dela poderia me acalmar naquela hora.
se existe a poesia
a voz dela é a declaração do verso mais desejado.
trompetes e crepúsculos na mesma melodia.
se existe a poesia
meu coração desajustado
é o vento revoltoso que se espalha por todos os lados
só para poder senti-la em todas as direções
joguei fora os cadeados do meu precipício intimo.
passei a ouvir a pulsação dela que é a mesma das estrelas.
e corremos na corda bamba dos nossos corações absolutos

AO PÉ DO OUVIDO

mundos se entrelaçam em goles de violinos.
cometas vêem para contemplar os crepúsculos dos nossos sentidos.
tenho a leve ilusão de estar o tempo todo em mim.
assim como Werther; se não puder te-la aqui
será na outra vida.
Van Gogh diria que não é loucura amar.
deixemos para depois a deseternidade e
abracemos cada membro desse mar.
cada grão de areia no litoral da minha alma
deseja seu passos intermináveis rumo ao absoluto.
cravo como tatuagem os versos mais
inesgotáveis na sensível pele dessa poesia.
às vezes ouço seu chamado
como ondas sedutoras no mar distante...
às vezes almejo tanto a presença que
a ausência se esculpi verdadeiramente
nascendo o delírio e o sorriso.
as vezes ouço sua voz mesmo ela
estando do outro lado do mundo,
como se fosse a voz universal do meu ser.
as vezes ouço seus passos,
mesmo se eles caminhando na lua
eu ouço como quem ouve o movimento das galáxias.
és tu minha via Láctea?
és tu que fazes eu me sentir
um dos anéis de saturno?
és tu que dize-me segredos que
só os deuses são capazes de desvendar num
esforço tremendo de traduzir um livro de flutuações?
és tu que me dizes "minha alma esta aí contigo"?
ah se a alma se transformasse num coração ele
seria o meu nesse momento.
és quem o clamor cintila no silencio?
és quem o grito se transformou em
asas nascendo assim o desejo de ir além de todos os poetas?

JOAO LENO LIMA ESTA CONVERSANDO COM DEUSES DA POESIA.

Fernando pessoa diz "afinal, para viajar basta sentir".
Maiakovski diz "Amo firme, fiel e verdadeiramente"
Allan Ginsberg diz "o peso do mundo é o amor"
Murilo Mendes diz "quero escrever a biografia de cada atomo do seu corpo"
Olavo Bilac diz "amai para entendê-las"
Walt Whitman diz "Contradigo a mim mesmo porque sou vasto"
Rimburd diz "que venha que venha o tempo de amar"
...
NASCE UMA POESIA

se existe a poesia
ela se formou de todos os
universos inteiros completos e absolutos
imensuráveis e minúsculos
gritantes e ensurdecedoramente silenciosos
multidões de homens e mulheres
crianças anjos e anjos crianças
deus e legiões de bondade
poetas e amantes da poesia
todos e ninguém
nascidos desnascidos e ainda não nascidos
versos escritos e outros ainda serão escritos
musicas inspiradas
e músicas que ainda nem foram compostas
tocadores de flautas mágicas e
pintores de todas as épocas
de Homero a Antonio Marcelo
de Mozart a Thomas Edward Yorke
da primeira mulher a ela...
essa poesia
eu a sinto
inegavelmente
na eternidade
da aternidade
de amar.
















João Leno Lima
29 de Outubro de 2008.
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A Música das Estrelas

1
07:36

Cientistas gravaram o som de três estrelas semelhantes ao Sol usando o telescópio francês Corot. Segundo os pesquisadores, a gravação dos sons permitiu que se conseguisse captar pela primeira vez informações sobre processos que acontecem dentro das estrelas.


Os sons captados pelos cientistas revelam que as estrelas têm uma "pulsação" regular. Também é possível perceber que o som de cada uma das estrelas é levemente diferente das demais. Isso acontece porque o som das estrelas depende da idade, tamanho e composição química de cada um dos astros. A técnica de sismologia estelar, usada pelos cientistas nesta pesquisa, está tornando-se mais comum entre astrônomos, porque o som permite que se tenha uma idéia das atividades dentro das estrelas.


De acordo com o professor Eric Michel, do Observatório de Paris, a técnica já permitiu que pesquisadores tenham mais conhecimento sobre as estrelas.


"Esta é uma forma completamente nova de se olhar para as estrelas comparado com o que estava disponível nos últimos 50 anos. É muito animador", diz Michel.
O professor descobriu que a pulsação das estrelas é muito parecida com o que os cientistas imaginavam, mas há uma pequena variação. Essa variação pode indicar que os astrônomos ainda precisam refinar suas teorias sobre evolução estelar.


Os pesquisadores publicaram os resultados da pesquisa na revista científica Science. O professor Ian Roxburgh, do Queen Mary College de Londres, muitos cientistas estão tentando aperfeiçoar a técnica.


"Não é fácil. É como ouvir o som de um instrumento musical e depois tentar reconstruir a forma do instrumento", diz.
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5

5
13:17
Quadro de Van Gogh


Ao me reconciliar com os universos eu alcanço-me.
olhares calmos mesmo no escuro
entregam-se ao absoluto sussurro.
sobrevôo os firmamentos
as esferas
os hemisférios
os quatro cantos dos cinco sentidos
e laço-me pelos campos vangohganos
como nuvens sopradas pelos deuses
para entrelaçar nossos olhos com o sublime.
com tua voz eu espero asas.
me transformo em cometa ao atingir o tempo-espaço,
o átomo que percorre os mundos para se unir a novas existências,
a matemática do invisível visível no sentir,
a música que se constrói e se desfaz
os satélites de saturnos me abraçando,
pequenos poentes brotam nas minhas mãos,
observo as nuvens para encontrar tua forma magistral.
o verme do medo devora a sombra do meu passado,
no império dos meus sentidos
decreto a infinitude do sonho,
Van Gogh e Magritte te esculpiram na minha alma possível,
blues e vinhos sentados na montanha flutuante,
nos campos verdes
almas vestidas de nuvens dançam nos nossos sentidos,
quantos sentidos são possíveis num sonho impossível?
não existe sonho impossível
existe a força na natureza do sentir...
sinto...
Chat Baker tocando nos anos luz das minhas memórias,
sinto o vento do tempo-espaço,
canto-me além de mim,
dou contornos no meu mundo,
voltas e voltas no mar das sensações,
antídoto feito de versos perfeitos,
não, não quero fugir dos universos,
não quero definhar perto da porta irreal,
sim, esse poema lança-se
buscando universos inteiros dentro e fora de mim
sim, na melancólica meia luz das noites solitárias
minha alma brilha para iluminar novos versos sendo escritos,
a profundidade de um verso é mesma de um sonho,
a profundidade do sonho é a mesma da alma,
a profundidade da alma é a mesma de uma poesia,
e a profundidade da poesia é cada um nós
e despenco para cima rumo ao sublime...
ah...reconciliando-me com todos os universos



bY: João Leno Lima

24 de Outubro de 2008
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Os Amantes

4
11:47

Quadro "Os Amantes" do mestre Magritte.


Já sinto a eternidade.
antes vácuo antes vazio
agora partículas de imensidões
causam estrondos de ondas no oceano invisível,
e o que era antes de invisível
agora é visível pelos olhos da minha alma.
sim, já sinto a eternidade.
curo minha dor percorrendo os universos dos meus sonhos.
lavo-me na fonte das nossas memórias mais sublimes,
tento domar minha sede indomável
no mar de todas as poesias,
indivisíveis cometas desbravando poentes estelares
e nuvens cinza sobrevoando densas camadas de medo e solidão,
e se não percebemos quando o impossível se torna possível
pelo simples fato de já acreditrar-mos mais?.
fundo-me em mergulhos
no gelado campo devastado lacrimejantemente
como os violinos tocando por anjos solitários num confim sem sonho,
recupero-me sendo abismo no próprio abismo,
saio de mãos dadas com a força de mil sentidos
e entrego-me a saturno e outro lugares comuns a minha alma,
ouço a voz delicada sussurrando a si mesmo como se fosse ela toda,
na praça antes deserta agora magistral
vejo meu sonho engolir os gigantes sem poesia
com a poesia de si mesma,
sucumbo as vezes mas todos sucumbem as vezes
e isso faz parte da pintura do sentir,
nossa música espectral toca nos ouvidos de deus,
preciso da inesgotalidade do mundo,
e o mundo quer devorar minha inesgotabilidade,
como o jóquei perdido no mundo estranho a si
eu fragmento-me em feixes de luz sobre os hemisférios do absoluto,
flores com formas de estradas para serem percorridas,
ventos feitos de braços estendidos para serem abraçados,
pianos que se desdobram enroscando no corpo como som de água pura,
vozes como arco-íris para fazer-se perceber ao longe,
vinis de delirios e fotografia do futuro,
acalmo teu corpo no suave escuro esconderijo onde brilha nossas almas,
Digo-te não palavras mas sim versos,
dize-me, não respostas, mas pequenos livros de cabeceira
para meu infinito onde leio e releio enquanto cruzo galáxias,
tudo isso na verdade
é por que eu...
já sinto a eternidade.


*O Titulo também é uma Referência ao Quadro
“Os Amantes” de René Magritte.
Poema de João Leno Lima
Em 17 de Outubro de 2008
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