TRANSCRIÇÃO ESTRELAR

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17:37
Hoje não quero maltratar minhas notas conclusivas do tempo;
Não quero desaparecer na imaginação monstruosa dos acontecimentos;
Não quero nos meus seios as mãos grosseiras da dor nem os fantasmas da percepção vagueando pelas ruelas crepusculares da minha voz, interceptando o sentimento e a vida como um guarda metafísico cumprindo a burocracia urbana.
Dispenso a boca enorme do medo que destrói a força e me deixa neste estado de alimento em digestão do mundo esperando para ser defecado liquidamente pelo cu do Universo e sempre me escarra insultos e humilhações abstratas, porém não deixo de desejar te-la entre as pernas da minha libidinosa galáxia pois gostaria de acalma-la em sufocamentos profundos.
Não deixarei as bruxas mal amadas da insegurança sussurrarem ao meu ouvido os depoimentos de incerteza e sofrimento obscuro entalados na garganta inflamada do caos que lateja como um batimento cardíaco infantil na assustadora gruta trágica da lágrima dependurada nos cantos imaginários da existência e sempre goteja e não termina e sempre maltrata e encharca as flores dos sonhos quando estão em suas primaveras querendo desabrochar na película sensível da minha alma... Agora acreditarei no sol, o bom sol que salvará meu peito do inverno escuro e tristonho e fará luz nos quartos sombrios da minha verdade quando a cara da poesia estará na janela esperando a iluminação das palavras no momento que Ginsberg esteja digno para a chegada do poema, no momento em que Mardou espera estar aquecida, no momento das cartas de amor saltarem para dentro das portas da realidade, no momento em que os poetas serão condenados no tribunal do Cosmo à Eternidade dos sentimentos.
Quero a luz da liberdade interior para preencher o meu vazio, para curar a cegueira psicológica que me faz tropeçar para os abismos da concordância e me faz confundir a intenção de todas as coisas, me faz ser atropelada pelos carros do cotidiano nas pistas surrealistas de horizontes inalcançáveis das coisas mais simples, me faz ridícula perante todos os rostos sociais que riem e me assombram toda noite antes de dormir apontando dedos fascistas e obscenos por todo meu corpo nu como uma tortura greco romana em cenas de ficção científica.
Todo o transe energético percebido por detrás dos olhos inebriados da noite que rompa os portais ultrapassados de si mesmo e alcance o terreno abandonado na periferia do cérebro e construa edificações astrológicas com muralhas musicais dentro de mim para que eu possa compor a canção tema do drama em miniatura da mais inominável das imagens fragmentadas do mural dos sonhos abandonados e desejos sem pontos de exitação.
Mas não quero cantar o fracasso da estética cheia de fraturas das manifestações murchas do meu oceano interno nem molestar as crianças lunáticas da existência com o grunido cheio de cos e tentáculos maníacosda voz da tristeza e decepção pois elas devem respirar longe deste ar com oxigênio mortífero que asfixia os sentidos eafunda os rostos das emoções em travesseiros suicídas.
Quero terminar esta ode despertica de depoimentos vomitados por um estômago nausedo pelas amebas do cansaço e dedos sujos de vísceras mundanas na garganta e poder envenenar todas as doenças da alma uma a uma e deixar esta dor tirana se arrastando agonizando pelos corredores da desistência onde já me esfreguei por tantas vezes sentindo as dores cheias de furacões cósmicossecos que desejam beber a fonte apoteótica do profundo de nós mesmos. Me recuso a servir de alimento para as ratazanas fantasmagóricas da consciência pois a vida me satisfaz e a poesia é o vinho nas veias da minha percepção uivante.
Hoje não me importo com a tragédia da alma. Continue

Nuvens

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15:48



No dia triste o meu coração mais triste que o dia...

Obrigações morais e civis?

Complexidade de deveres, de consequências?

Não, nada...O dia triste, a pouca vontade para tanto...Nada...

Outros viajam (também viajei), outros estão ao sol

(também estive ao sol, ou supus que estive)

Todos têm razão, ou vida, ou ignorância simétrica,

Vaidade, alegria e sociabilidade,

E emigraram para voltar, ou para não voltar,

Em navios que os transportam simplesmente.

Não sentem o que há de morte em toda a partida,

De mistério em toda a chegda,

De horrível em todo o novo...

Não sentem: Por isso são deputados e financeiros,

Dançam e são empregados no comercio,

Vão a todos os teatros e conhecem gente...

Não sentem: para que haveriam de sentir?

Gado vestido dos currais dos Deuses,

Deixá-lo passar engrinaldo para o sacrifício

Sob o sol, alacre, vivo, contente e sentir-se...

Deixai-o passar, mas ai, vou com ele sem grinalda

Para o mesmo destino!

Vou com ele sem o sol que sinto, sem a vida que tenho,

Vou com ele sem desconhecer...

No dia triste o meu coração mais triste que o dia...

No dia triste todod os dias...No dia tão triste...



o Mestre Álvaro de Campos
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A NEUROECONOMIA

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15:39

De: Robert Anton Wilson


A sociedade deriva do sexo, das relações reprodutivas. Enquanto unidades de trabalho, os primeiros bandos tribais humanos mantiveram-se unidos pelos laços entre casais e grupos mamíferos (as emoções impressas de afeição e confiança). No centro, o eixo central, encontrava-se a ternura orgásmica – ato partilhado, no acasalamento, do amor genital. Dele irradiou a ternura “sublimada” da relação entre pai e filho, irmão e irmã, e tios, tias e avós, toda a “família alargada”, ou bando caçador/coletor de alimentos. O Estado conquistador, e a subseqüente fissão da sociedade em classes distintas de privilegiados e carentes, criou a pobreza. Enquanto instituição humana, a pobreza deriva da conquista, da formação de governos (o bando guerreiro invasor que ficava para reger as suas conquistas) e da instituição de “leis” perpetuando a divisão classista entre Invasores e Invadidos. Como qualquer outro primata, o ser humano contém circuitos neurogenéticos prontos para serem impressos por laços de casal e laços de bando. O objetivo evolucionário destes laços continua a ser classicamente mamífero: assegurar a biossobrevivência e o status do bando, além de programar a maioria das sementes com os comportamentos heterossexuais-reprodutivos necessários à sobrevivência do bando, o que assegura por sua vez a biossobrevivência das gerações futuras. A ascensão do Estado conquistador, o Estado feudal, e eventualmente do Estado capitalista moderno, minou e subverteu progressivamente os laços tribais de bando (“a família alargada”). Na nação capitalista mais avançada, os EUA, restam muito poucos destes laços tribais. Muito poucos cidadãos americanos se deterão para dar boléias ou esmolas aos pobres, não confiando sequer nos vizinhos. A maioria nem sequer conhece os vizinhos. Os comportamentos normais de bando, como a confiança, a solidariedade, a afeição, etc., passíveis ainda de serem encontrados nas nações feudais, encontram-se aqui atrofiados. A raiz das célebres “anomias”, “ansiedades”, “alienações”, etc., da sociedade capitalista encontra-se nesta ausência de normais laços de bando. Falando em termos etológicos, os circuitos onde normalmente são impressos os laços de bando sobrevivem ainda. (Poderíamos exprimir o mesmo pensamento em linguagem psicológica dizendo que a necessidade de assegurar a biossobrevivência se mantém ainda). Esta constante mamífera deve ser satisfeita, e numa sociedade abstrata essa satisfação torna-se também abstrata. Na sociedade capitalista, o dinheiro de papel torna-se a impressão da biossobrevivência. William S. Burroughs comparou o capitalismo ao vício da heroína, assinalando os terríveis paralelos: o junkie precisa de doses regulares; o cidadão capitalista precisa igualmente de receber injeções regulares de dinheiro. Se não tiver droga, o viciado transforma-se num feixe espasmódico de ansiedades; se não tiver dinheiro, o cidadão capitalista atravessa um trauma de carência em tudo semelhante. Quando a droga escasseia, os junkies comportam-se de forma desesperada, chegando ao ponto de roubar e mesmo matar. Se o dinheiro escasseia, o cidadão capitalista também é capaz de roubar e matar. Segundo o dr. Timothy Leary, as drogas opiáceas funcionam como neurotransmissores do circuito da biossobrevivência, isto é, ativam as redes neuronais relacionadas com os laços mãe-filho. (Em termos de psicologia freudiana pré-neurológica, o junkie regressa ao êxtase infantil no regaço da Mãe Ópio). Numa sociedade desprovida dos normais laços mamíferos de bando, o dinheiro é sujeito a uma impressão semelhante, através do condicionamento, sobre os reflexos infantis, de uma série de associações aprendidas. O cidadão capitalista aprende neurologicamente que dinheiro equivale a segurança e falta de dinheiro equivale a insegurança. Muito cedo na evolução hominídea, a ansiedade da separação infantil (o medo de perder a Mãe toda-importante) generalizou-se à ansiedade da separação tribal. Quem fosse expulso da tribo por comportamento delinqüente ou anti-social experimentava verdadeira ansiedade de biossobrevivência. (Em condições primitivas, uma tribo possui uma capacidade de sobrevivência muito superior à de um indivíduo só. À época, o ostracismo significava geralmente a morte, assim como o ostracismo da mãe pode significar a morte da criança.) Já que, na sociedade capitalista, o dinheiro substituiu a tribo, a maioria dos cidadãos imprimiu no dinheiro as emoções mamíferas tradicionalmente associadas aos laços de sobrevivência filho-mãe e dos bandos individuais. Esta impressão é mantida por associações condicionadas criadas por experiências de privação real. Nas sociedades capitalistas, antes de surgir a segurança social as pessoas morriam mesmo, e em grande número, por carência de dinheiro; ainda hoje isso sucede ocasionalmente entre os muito ignorantes, os muito tímidos ou os muito velhos. (Por exemplo, há alguns anos, um casal idoso da cidade de Buffalo morreu congelado no mês de janeiro, quando a companhia local lhes corou o aquecimento por falta de pagamento da conta de eletricidade.) A observação, que fazem os europeus, de que os americanos são “loucos por dinheiro” significa simplesmente que a abstração capitalista e o declínio da tribo se encontram mais avançados aqui do que nos estados capitalistas europeus. Carente de dinheiro, o americano vagueia como um lunático possesso. A “ansiedade”, a “anomia”, a “alienação”, etc., vão crescendo exponencialmente, reforçadas por reais privações de segurança. Nas sociedades menos abstratas, os pobres partilham os laços de bando e “amam-se” uns aos outros (a nível de aldeia). Carentes de quaisquer laços de bando, e viciados apenas em dinheiro, os americanos pobres odeiam-se uns aos outros. Isto explica a observação paradoxal, que muitos comentaristas fizeram, de como nas sociedades tradicionais a pobreza conserva ainda a sua dignidade e mesmo algum orgulho, mas surge na América como desonrosa e vergonhosa. Na realidade, os americanos pobres não se odeiam apenas uns aos outros; freqüentemente, e talvez em geral, eles odeiam-se a si próprios. Esses fatos da neuroeconomia encontram-se de tal forma carregados de dor e embaraço que a maioria dos americanos se recusa pura e simplesmente a discuti-los. O puritanismo sexual do século XIX transformou-se no puritanismo monetário. Pelo menos entre o terço mais avant da população, as pessoas conseguem falar muito explicitamente sobre as vertentes fetichistas das suas impressões sexuais (“Sinto-me pleno quando uso a roupa interior da minha mulher”, ou coisas do gênero), mas uma fraqueza equivalente sobre as nossas necessidades monetárias faz gelar a conversa, podendo mesmo esvaziar a sala. Por detrás do embaraço e dor superficiais encontra-se o terror mamífero máximo: a ansiedade da biossobrevivência. A mobilidade das sociedades modernas faz aumentar ainda mais esta síndrome de ansiedade monetária. Durante a depressão dos anos 30, por exemplo, muitas mercearias e outras “lojas de esquina” permitiram aos seus clientes a acumulação de grandes contas, por vezes durante meses a fio. Este procedimento baseava-se nos últimos farrapos dos tradicionais laços tribais e no fato de, nessa altura, há 40 anos, quase toda a gente das mesmas redondezas se conhecer. Hoje isso não aconteceria. Vivemos, como diz um romance, “num mundo cheio de estranhos”. No primeiro capítulo de The Confidence Man, Melville contrasta o “fanático religioso” que carrega um cartaz dizendo “AMAI-VOS UNS AOS OUTROS” comos comerciantes cujos avisos dizem “NÃO FAÇO FIADO”. A idéia desta ironia era fazer-nos refletir sobre a inquieta mistura de cristianismo e capitalismo na América do século XIX – cristianismo esse que, como o budismo e as outras religiões pós-urbanas, parece ser em grande medida uma tentativa, a nível místico, de recriação dos laços tribais no seio da era “civilizada” (isto é, imperialista). A segurança social representa a tentativa de falsificação desses laços por parte do Estado (de forma mesquinha e paranóica, de acordo com o espírito da lei capitalista). O totalitarismo surge como a erupção, possuída de fúria assassina, da mesma tentativa de converter o estado num nexus tribal de confiança mútua e apoio à biossobrevivência. Quando a filosofia libertária surgiu na América, ela representava duas tendências principais, que os libertários modernos parecem ter esquecido – imprudentemente, caso se provar a justeza da análise acima feita. Refiro-me à ênfase na associação voluntária – a retribalização a um nível superior, através de objetivos evolucionários partilhados – e nas moedas alternativas. As associações voluntárias, ou comunas, desprovidas de moeda alternativa são rapidamente absorvidas pelo nexus da moeda capitalista. As associações voluntárias dispondo de moeda alternativa, abertamente declarada, são empurradas para os tribunais e destruídas. É possível que, tal como acontece em Illuminatus!, existam realmente associações voluntárias usando moedas secretas ou dissimuladas, a julgar por indícios ou códigos em algumas publicações libertárias de direita. Nas condições presentes, nenhuma forma de libertarianismo ou anarquismo (incluindo o anarco-capitalismo e o anarco-comunismo) pode competir eficazmente com o estado do bem estar social (welfare state) ou o totalitarismo. As práticas atuais do bem estar social resultaram de 70 anos de lutas entre liberais e conservadores, tendo estes últimos vencido a maioria das batalhas. O sistema funciona de modo a fazer crescer a síndrome do vício. O desempregado recebe uma pequena dose de dinheiro no princípio do mês, muito bem calculada para sustentar um averento extremamente frugal até por volta do dia 10 desse mês. Mediante a dura experiência, o beneficiário do bem estar social aprende a fazer render a dose até o dia 15, ou talvez mesmo até o dia 20. O resto do mês é passado sofrendo de aguda ansiedade de biossobrevivência. Como qualquer traficante ou condicionador comportamental sabe, este período de privação é que sustenta o ciclo todo. No primeiro dia do mês seguinte vem outra dose de dinheiro, e todo o drama recomeça. O rol de beneficiários do desemprego não pára de crescer, já que – apesar da maior redundância e ineficácia – a tendência do industrialismo continua a ser, como diz Buckminster Fuller, fazer-mais-com-menos e a tudo-tornar-efêmero (omni-ephemerize,[2]). A cada nova década, haverá cada vez menos empregos e cada vez mais pessoas dependentes do bem estar social. (Já hoje, 0,5 por cento da população detém setenta por cento da riqueza, deixando os outros 99,5 por cento para competirem violentamente pelo restante). O resultado final poderá muito bem ser uma sociedade totalmente condicionada, motivada apenas pelo vício neuro-químico do dinheiro. Para medir o seu progresso em direção a este estado, tente o leitor imaginar vividamente o que faria se amanhã todo o seu dinheiro e fontes de rendimento desaparecessem. É importante termos bem presente que estamos aqui a discutir comportamentos mamíferos tradicionais. Em pesquisas recentes, alguns chimpanzés foram ensinados a usar dinheiro. Indicam os relatórios que eles desenvolveram atitudes “americanas” normais para com esses ícones misteriosamente poderosos. A Pirâmide dos Illuminati, que vem impressa nas notas de um dólar, e similares emblemas “mágicos”, como a Fleur de Lys, a suástica, a águia bicéfala, estrelas, luas, sóis, etc., com que outras nações acharam por bem decorar as suas notas e documentos de estado, são intrínsecos à “fantasmagoria” do monopólio que o Estado detém sobre o maná, ou energia psíquica. Temos aqui dois pedaços de papel verde; um é dinheiro, o outro não. A diferença é o primeiro ter sido “abençoado” pelos feiticeiros do tesouro. O trabalhador capitalista vive num estado de ansiedade perpétua, em tudo semelhante ao do viciado em opiáceos. Originalmente, a segurança da biossobrevivência, a neuroquímica da sensação de segurança, encontra-se sempre ligada a um poder externo. Esta cadeia condicionada dinheiro equivale a segurança, falta de dinheiro equivale a terror é reforçada sempre que vemos alguém ser “despedido” ou vivendo na miséria. Psicologicamente, este estado pode se caracterizar como paranóia clínica de baixo grau. Politicamente, a manifestação deste desequilíbrio neuroquímico é conhecida por Fascismo: a mentalidade Archie Bunker(3)/Arnold Schickelgruber(4)/Richard Nixon. Como diz Leary, “A nossa vida social é agora dominada por restrições que o medo e a raiva impõem à liberdade (...). O medo e a violência restritiva podem tornar-se prazeres viciantes, reforçados por dirigentes esquizofrênicos e um sistema econômico que depende da restrição da liberdade, da produção de medo e do incitamento ao comportamento violento”. Na metáfora perfeita de Desmond Morris, o macaco nu comporta-se tal qual um animal de zoológico: a essência da experiência da jaula é o desespero. No nosso caso, as grades da jaula são as intangíveis regras impressas no jogo: os “grilhões forjados pela mente” de Blake. Somos literalmente o ceguinho que está a ser roubado. Abandonamos literalmente os nossos sentidos. O ícone incondicional, o dinheiro-símbolo, controla totalmente o nosso bem estar mental. Era aparentemente isto o que Norman O. Brown tentava explicar nas suas obras oculto-freudianas sobre a destruição da nossa “natureza polimorfa” (o êxtase natural do corpo) no processo de condicionamento do sexo sublimado (os laços de bando) em jogos sociais como o dinheiro. A Ressurreição do Corpo prevista por Brown só poderá acontecer através da mutação neurossomática, ou, como lhe chama Leary, engenharia hedônica. Historicamente, os únicos grupos que lograram libertar-se efetivamente da ansiedade do jogo social foram: 1) as aristocracias absolutamente seguras, livres para explorar os vários prazeres “mentais” e “físicos”; e 2) as comunas de pobreza voluntária, uma forma de retribalização alcançada através da pura força de vontade. À semelhança dos outros idealistas de Esquerda e de Direita, os libertários sofrem geralmente de uma dolorosa percepção do horrendo fosso que separa os seus objetivos evolucionários da presente e triste realidade. Esta sensação complica enormemente a resolução da sua própria síndrome de ansiedade monetária. Como resultado, virtualmente todas essas pessoas sentem uma culpa intensa relativa ao modo como adquirem o dinheiro necessário para sobreviver no mundo de macacos domesticados que nos rodeia. “Ele se vendeu”, “Ela se vendeu”, “Eu me vendi”, são acusações ouvidas diariamente em todas os grupos idealistas. Qualquer processo de “fazer dinheiro” expõe-nos automaticamente às vibrações culpabilizantes de uma das facções, da mesma forma que, paradoxalmente, nos livra de mais vibrações culpabilizantes oriundas da outra facção. O Catch-22 (5), a Ligação Dupla, O Princípio SNAFU (6), etc. não passam de extensões da ratoeira neuroeconômica básica: Não É Possível Viver Sem Dinheiro. Como concluiu Joseph Labadie, “A pobreza transforma-nos a todos em covardes”. Em última análise, existe um certo prazer em suportar a pobreza. É como o prazer de sobreviver ao desgosto e luto causados pela morte de um ente querido; o przer que sentia Hemingway em manter-se firme e continuar a disparar sobre o leão que carregava; o przer que sente o santo em perdoar aos seus perseguidores. Não se trata de masoquismo mas sim de orgulho: fui mais forte do julgava possível. “Não chorei nem desatei aos gritos”. Foi esta a alegria sentida por Nietszche e Gurdjieff ao ignorarem as suas doenças dolorosas para só escreverem sobre os estados “despertos”, ultrapassando todos os laços e emoções. A paranóia direitista sobre o dinheiro de papel (as várias teorias conspiratórias sobre a manipulação da oferta e a retirada de moeda) será sempre epidêmica nas sociedades capitalistas. Os junkies nutrem mitos do gênero sobre os traficantes. São alimentos autênticos, roupas autênticas e abrigos autênticos que são ameaçados quando o dinheiro é suprimido, ainda que por pouco tempo, assim como é autêntica a privação que ocorre quando o dinheiro é suprimido durante qualquer período de tempo. O macaco domesticado é apanhado num jogo de símbolos mentais, e a armadilha é mortal Existe uma espécie de prazer masoquista em analisar um assunto doloroso em profundidade, em todas as ramificações e complexidades dos seus labirínticos tormentos. Existe algo deste gênero subjacente à “objetividade” de Marx, Veblen, Freud, Brooks, Adams. Estes autores parecem querer assegurar-nos, e a si próprios também, que “Por pior que a coisa seja, pelo menos conseguimos enfrenta-la sem gritar”. “Só aqueles que beberam da mesma taça nos conhecem”, disse Solzhenitsyn. Referia-se à prisão e não à pobreza, mas as duas experiências assemelham-se enquanto castigos tradicionais para a dissidência. Enchemo-nos de orgulho por havermos conseguido suportá-los, caso consigamos sobreviver. Uma crença muito difundida sugere que a contracultura dos anos 60 foi espancada até a morte pelos bastões da polícia, rusgas antidroga e outros tipos de violência direta. A minha impressão é que a deixaram simplesmente morrer de fome. O fluxo de dinheiro foi cortado e, após privações suficientes, os sobreviventes treparam no primeiro salva-vidas capitalista que passou por perto. Jack London escreveu que o capitalismo tem o seu próprio céu (a riqueza) e o seu próprio inferno (a pobreza). “E o inferno é bem verdadeiro”, escreveu, baseando-se na sua amarga experiência pessoal. Se, na melhor das hipóteses, a paternidade é uma tarefa problemática, então no capitalismo ela se torna um trabalho de herói. Atualmente, quando o fluxo de dinheiro é cortado, o pai de família americano experimenta ansiedade múltipla: medo por si e medo pelos que o amam e nele confiam. Só o capitão de um navio que naufraga conhece esta vertigem, esta chaga. Sobreviver ao terror constitui a essência da verdadeira Iniciação. Porque os que vivem mais felizes são os que mais perdoaram e, como disse Nietszche, aquilo que não me mata, me torna mais forte. Publicado originalmente no boletim No Governor. 1. Este texto faz parte da coletânea de artigos reunida sob o título de The Illuminati Papers, tradução portuguesa: O livro dos Ilumunati, ed. Via Optima, de onde este foi retirado. R.A.W. assina aqui como Hagbard Celine. O capitão Hagbard Celine, para quem não sabe, é um personagem fictício dos romances da trilogia Illuminatus!, de Robert Anton Wilson e Robert Shea. Ele luta contra os Illuminati com seu submarino dourado. É uma espécie de Capitão Nemo discordiano e filósofo anarquista (Nota do Rizoma). 2. Neologismo de Buckminster Fuller (N. do Rizoma). 3. Archie Bunker é um famoso personagem conservador da sitcom americana All in the Family (N. do Rizoma). 4. Arnold Schickelgruber é um trocadilho com o nome do ator Arnold Schwarzenegger e o verdadeiro nome de Hitler, Adolf Schickelburger Hiedler (N. do Trad.). 5. Termo militar, nos EUA, cujo significado básico é: se há uma regra, não importa o que seja essa regra, há sempre uma exceção para ela. É uma espécie de misterioso mecanismo regulador que forma, em essência, um argumento circular (N. do Rizoma). 5. SNAFU é o acrônimo de Situation Normal All Fucked Up (Situação Normal Está Tudo Fodido), aludindo a uma situação de confusão e desorganização provocada por excesso de regulamentações e rotinas. (N. do Rizoma).Tradução de Luís Torres Fontes


Fonte: O livro dos Iluminati, Ed. Via Optima, Porto, 1999.

Arquivo Rozoma.net
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Arquivo UFO

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14:01

A França se transformou em 2007 no primeiro país do mundo a publicar na internet os arquivos de seu grupo de cientistas dedicados à busca de OVNI’s e à pesquisa de fenômenos aeroespaciais não identificados, informou a agência de notícias EFE no final do março último. O Grupo de Estudos e Informações de Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados (Geipan), sediado em Paris, abriu a publicamente, pela primeira vez, a sua documentação considerada até então como segredo de Estado e segurança nacional – e faz isso porque permanecer no silêncio, diante de “tantas evidências acumuladas” em seu acervo, foi classificado como “irresponsabilidade científica, divulgou reportagem da Revista Isto É publicada na edição de 18 de abril e divulgada na Internet no dia 15 de abril.
Conforme a reportagem, nunca os relatos sobre supostos objetos voadores não identificados (óvnis) e seus tripulantes foram bancados de forma oficial por um governo como fazem agora as autoridades francesas. Ao todo são 400 depoimentos de eventuais casos de aparição de ETs, todos minuciosamente investigados ao longo dos últimos 30 anos e que se acumulam em cerca de 200 mil páginas – os depoimentos destacados com exclusividade nessa reportagem, com indicação de local e ano, integram esse calhamaço.Os 1.600 casos analisados pelo Grupo de Estudo e de Informação sobre Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados (Geipan, sigla em francês) serão paulatinamente publicados na rede e poderão ser consultados por qualquer um. Embora o grupo não existisse até a década de 70, o primeiro testemunho do tipo foi recolhido na França em 1937.Como aperitivo, os aficionados e especialistas poderão ter acesso a 400 casos por meio da página do Centro Nacional de Estudos Espaciais (CNES), do qual depende o Geipan. O restante dos dados, incluindo seis mil testemunhos e três mil interrogatórios, serão publicados oportunamente. No total, cerca de 100 mil páginas estarão à disposição do público.
Ali, podem ser encontradas as investigações, os dados e as provas dos casos estudados pelo grupo de cientistas que, em muitas ocasiões, teve que concluir que se tratava de fenômenos inexplicáveis. "Não se deve esperar de nossos arquivos revelações, mas esperamos que sirvam aos cientistas, e que o fenômeno dos OVNI’s se transforme, finalmente, em um objeto de estudo como qualquer outro", explicou o atual responsável pelo Geipan.Alguns casos serão representam paradigmas na história da busca de OVNI’s, como o avistado pelos membros da tripulação de um vôo francês. Um objeto que descreveram como algo em forma de lentilha, com cerca de 200 a 300 metros de diâmetro foi claramente visto perto de Paris pelo piloto, o co-piloto e outro membro da tripulação de um vôo da Air France que ia de Nice a Londres, em 28 de janeiro de 1994.
Os radares do Exército francês também detectaram seu rastro, o que levou os especialistas a considerá-lo um OVNI, por não encontrarem outra explicação razoável.Também não encontraram explicação científica para o relato de um pedreiro aposentado que assegurou que, em 1981, viu pousar, perto de seu jardim, uma espécie de disco voador de cerca de 2,5 metros de diâmetro. Quando os cientistas foram investigar o caso, encontraram provas incompreensíveis: o lugar no qual supostamente aterrissou a nave espacial apresentava restos de terra que, segundo os laboratórios consultados, tinha sido submetida a temperaturas em torno de 600°C e tinha suportado um objeto de entre 500 e 700 quilos.
Além disso, a análise dos pés de alfafa que estavam perto do lugar revelou que os vegetais sofriam um enfraquecimento no processo de fotossíntese que os botânicos só puderam explicar como conseqüência de contato com um campo elétrico intenso. Provas suficientes para qualificar o caso como inexplicável. De acordo com o site do jornal americano Los Angeles Times, em três horas de operação o servidor da agência e seu site principal (cnes.fr) saíram do ar.
Foi ficando cada vez mais comum dizermos a frase eles estão chegando quando nos referimos a seres extraterrestres – cinema e literatura alimentam-nos a imaginação. Numa boa mesa de bar, quem já não divagou em conversas sobre a existência ou não existência de ETs? Na semana passada, esse tema voltou a ser assunto, só que estampado nos principais jornais de todo o mundo. “Eu não conseguia acreditar, jamais vira algo parecido com aquilo. Pensei em guardar o segredo comigo para não passar por louco. Mas decidi contar. Acho que estamos sendo observados por seres altamente evoluídos.” Esse é o relato de um comandante de vôo da Air France (o governo não revela nomes de depoentes), que no dia 28 de janeiro de 1994, numa viagem de Nice a Londres, deparou com o que diz inimaginável: um grande disco marrom-avermelhado cuja forma mudava constantemente e voltava ao formato original. Delírio? Não.
Em terra, controladores da torre de comando, perplexos com o surgimento repentino e inexplicável dessa “coisa” à esquerda da aeronave, esgoelavam para que o comandante fosse prudente. Viagem no tempo“Estamos, felizmente, rompendo agora as barreiras jurídicas e também o medo que nos impedia de abrir o arquivo. Queremos mostrar que o assunto deve ser tratado com seriedade”, diz o diretor do Geipan, Jacques Patenet. Nesse arquivo há fotos, vídeos, mapas e desenhos fornecidos pelas testemunhas desses fenômenos (como se fossem retratos falados). Há também explicações do que aconteceu, a maioria delas atestando que os fatos continuam, sob a ótica da física e da astronomia, como “incógnitas científicas”. “Muitas nações têm programas oficiais de pesquisas ufológicas, mas nunca se admitiu isso, tampouco houve a iniciativa de expor os arquivos à sociedade. A França deu um passo decisivo para a opinião pública mundial encarar essa questão”, disse a ISTOÉ o internacionalmente conceituado ufólogo e químico brasileiro Ademar Gevaerd, que há duas décadas estuda o assunto em 39 países. Para ele, o universo está repleto de civilizações avançadas, com emprego de tecnologias ainda por nós desconhecidas. “No arquivo francês existem desenhos que mostram qual a trajetória de vôo adotada pelas naves. Os discos voadores utilizam meios de navegação e propulsão que nem imaginamos”, diz ele. Os anos de estudo e a intensa pesquisa levaram Gevaerd à conclusão de que os seres extraterrestres podem manipular simultaneamente espaço e tempo: “A distância entre um planeta e outro é imensa.
É evidente que esses ETs não viajam através do espaço, mas sim através do tempo. Estão muito à frente de nós.” Garagem de ETsA especulação sobre possíveis programas secretos governamentais criados para investigar seres extraterrestres também estourou em todo o mundo, nos últimos dias, com as incisivas declarações do físico nuclear americano Robert Lazar. Ele afirma ter trabalhado de 1988 a 1989 na famosa Área 51, base secreta americana localizada a 190 quilômetros a noroeste de Las Vegas, no deserto de Nevada. Segundo Lazar, essa região (que não consta dos mapas oficiais de Nevada) tem esse nome pelo fato de os EUA serem divididos em 50 Estados e esse local, com área equivalente à da Suíça, seria uma espécie de 51º Estado. Nele haveria um complexo subterrâneo que já cumpriu a função de “garagem” para naves alienígenas. “Quando fui trabalhar lá não sabia do que se tratava. Eu e outros 22 engenheiros estudávamos o sistema de propulsão das naves e a princípio pensei estar lidando com uma tecnologia terrestre altamente desenvolvida. Conforme fui analisando as máquinas, notei que aquilo não tinha sido feito por um ser humano. Ainda não temos tanto conhecimento”, diz ele. Lazar assegura que suas suspeitas se confirmaram quando encontrou um memorando no qual havia muitas informações, segundo ele, sobre a presença de óvnis. “Fiquei impressionado com o que li.
Falava sobre a existência de seres cinzas com grandes cabeças calvas, que vieram da galáxia Zeta Reticuli. Também estava citado um incidente ocorrido em 1979, em que os alienígenas mataram militares e cientistas da base”, diz Lazar. Recentemente questionado sobre essas revelações, o Departamento de Defesa dos EUA, oficialmente, não admitiu, mas também não negou o funcionamento da Área 51. Já a Nasa prefere não se manifestar.Fatos e fraudesOs relatos agora divulgados pelo governo francês também evidenciam que, se o assunto não deve ser ignorado, também há fraudes que devem ser desmascaradas. “Há casos que não passam de invenções e de mentiras”, diz Patenet. “Mas também temos evidências de pouso de óvnis na Terra e é preciso ter critério para distinguir ciência e fraude.
Para isso, é necessário apurar tudo.” É isso que o Grupo de Estudos e Informações de Fenômenos Aeroespaciais Não-Identificados vem fazendo. Com a iniciativa do governo da França, inicia-se assim um novo ciclo para pesquisas referentes à ufologia. Mais: daqui para a frente haverá menos mistério e menos temor acerca desse assunto porque, certamente, virão a público novos relatos em outros países. Talvez o homem não seja mesmo o único ser inteligente a habitar o espaço, mas para se decifrar essa questão é preciso que as informações não sejam escondidas – o que não significa fazer delas sensacionalismo nem deixar de analisá-las com critério. Esse é o mérito do Geipan na França, conclui a reportagem da Revista Isto É.
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A LOGICA INVISIVEL

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23:32



a logica absurda da poesia é sentir.
odeio a lógica mas amo o absurdo,
crio enigmas que serão desvendados só por mim,
a chuva acida de sonhos pela metade me fabrica,
goles de venenos subconscientes esfaqueia-me por dentro,
confesso que já decidi viver e não apenas existir,
apertarei o botão de autodestruição na hora vestical,
abismos abstratos percorrem o interior
dos meus olhos causando lagrimas
que so serão sentidas quando eu mergulhar em mim mesmo
escrevo agora sob o efeitos de cacos de vidros
formando a tez da madrugada.,
qual a lógica da tua alma e qual tua simetria?
se eu quisesse desvendar teu corpo
viajairia ate os confins procurando
rastros de finitas nuvens de desejos,
de qualquer formas as formas descritivas
nao cabem na memória soterrada de verdades,
o mundo dorme enquanto sonhamos acordados,
somos estranhos anjos poetas
nos versos infernais da cidade caótica,
caminhamos invisíveis pelo horror
pos-sonho e adentramos
com tubos de pura matemática
os números acorrentados no chão invulnerável,
sentimos a dor infitessima dor de ser
nós mesmo perante o mundo,
o mundo se ressente por termos o nosso próprio mundo,
ele quer nos alcançar não sendo ele mesmo,
quando nuvens de pensamentos
me carca gritando tempestuosidades
e soprando violentamente as paginas da poesia para longe
eu mergulho nela e não fujo,
termino poema como começo, sentindo por completo.
mesmo assim, o fracasso é um satélite
que paira nos meus ombros e observa-me sutilmente,
ilumindando meu mundo com cores crepusculares
e de aurora com tons feitos de noites oblíquos
e madrugadas que vagam solitárias a procura de companhia,
a solidao mais cheia de companhias solitárias é a solidão de si mesmo,
personagens caminham pela noite
e se arrastam com medo da manha
como seu houvesse um grande abismo a baixo das horas,
no diálogo espacial com meu amigo
as vezes estou do outro lado da conversa observando-me,
sou aquela fantasma que assusta-me,
a inquietude é como um vulcão
no centro gravitacional do meu coração desconsolado
meu grito nao é nem de liberdade nem de desespero
é um grito de quem engoliu o infinito.



By: João Leno Lima
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Entrevista com David Lynch

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18:38

entrevista de um dos mestres do cinema moderno, com sua lógica do absurdo e abstratas dimensões oniricas torna o encontro com a arte filmada de David Lynch, obrigatória.



Muitas pessoas acreditam que seus filmes seguem a lógica dos sonhos. Mas você escreve no livro que é muito raro tirar idéias de algum sonho para um filme.


Lynch: É verdade, eu quase nunca tiro idéias dos sonhos que tenho dormindo. Mas sonhar acordado é uma outra coisa. É uma forma ótima de ter idéias. O desejo é a isca. Se você deseja enquanto está sonhando acordado, as idéias vêm à sua mente. Você pode não gostar delas, mas outras virão. Você pode estar sentado em uma cadeira, pode estar andando ou almoçando num restaurante. Uma pequena coisa pode engatilhá-la. Daí você precisa botar no papel. Diga a todos: sempre escreva as idéias pelas quais você se apaixona, porque você não pode esquecê-las.


Como foi a experiência de trabalhar na TV com Twin Peaks? O tempo mais longo da série em relação a um filme permite um fluxo melhor das idéias?


Lynch: Sim, contar uma história numa série é emocionante, porque as idéias não precisam ser concluídas de forma tão rápida como em um longa-metragem. O problema é que a TV consome demais o seu tempo. Em um ponto de Twin Peaks, eu parei de escrever e de me envolver com a série. E daí deixou de ser divertido. Eu filmei o longa Coração selvagem [1990] em meio à série. Não é a forma certa de fazer as coisas. Você tem que estar envolvido o tempo todo, estar dentro do processo, sentir o trabalho.


No livro, você conta que estava obcecado com o julgamento de O.J. Simpson durante a filmagem de A estrada perdida, e que isso se refletiu no filme (como Simpson, o protagonista teria sofrido uma “fuga psicogênica”, em que sua mente se ilude para não pensar no horror cometido). Você parece um artista mais voltado para seu interior do que para o mundo externo. Foi uma surpresa saber que você acompanhava um fato tão mundano como o julgamento de Simpson. De que forma você acompanha questões urgentes do dia-a-dia, como as eleições americanas, por exemplo?


Lynch: Antes de responder, tenho que dizer que vou votar em Barack Obama... Bom, eu sempre fico obcecado por certas coisas, e o julgamento de O.J. Simpson foi uma delas. Eu costumo dizer que seres humanos são como detetives, nós pensamos no mundo como eles. Pistas dispersas vêm de todos os lugares, TV, rádio, revistas, e nós tentamos usá-las para desvendar o grande quadro.



História real (1999) é um trabalho de encomenda, com uma narrativa muito mais linear que a maioria de seus filmes, embora ainda tenha várias marcas de sua obra. Foi mais difícil trabalhar dessa forma, já que essa não é a maneira como sua cabeça geralmente funciona? Você acha que Hollywood tornou-se linear e óbvia em excesso?


Lynch: Com certeza. Mas talvez tenha sido sempre assim. Eu costumo dizer que História real é meu filme mais experimental, porque há uma emoção que eu tentei tirar da narrativa, mas poucos elementos se movimentando para isso. Essa história de uma pessoa na tela chorar, mas o sentimento não se traduzir para o espectador... É delicado, arriscado. Mas às vezes uma pessoa ri na tela e todos vão junto. É uma mágica. Como acontece? Não sei. Por isso digo que esse é um filme experimental.


Cidade dos sonhos tem uma visão dura de Hollywood. De certa forma, o filme compara os produtores com mafiosos. Isso reflete sua opinião sobre Hollywood?


Lynch: Essa é sua visão do filme. Não há uma maneira de um único filme representar toda a Hollywood. É sempre uma pequena fatia de algo. Como acontece com meu filme preferido, Crepúsculo dos deuses [1950], de Billy Wilder, que captura o sentimento de Hollywood em uma época específica.


Você diz que não há só uma Hollywood. E, observando a vista do seu estúdio, dá para entender por que você gosta daqui como um espaço geográfico. Mas como é sua relação com os estúdios?


Lynch: Eu nunca trabalharia em um estúdio. Apesar de sabermos que essa é uma cidadecheia de absurdos, certas coisas podem ser muito dolorosas. Mas há algo de mágico em Hollywood também: ela é sempre a mesma, mas está sempre mudando.Se você quer sobreviver, é melhor encontrar o balanço no sucesso e no fracasso. Aí você estará OK.


Muitos espectadores tentaram decifrar quais partes de Cidade dos sonhos eram pesadelo, imaginação ou realidade. Você considera esse tipo de interpretação válida ou preferia que as pessoas simplesmente aceitassem o mistério do filme? Por que você sempre se recusa a explicar seu trabalho ou a gravar faixas de comentários para seus DVDs?


Lynch: É perfeitamente normal tentar fazer qualquer interpretação do filme. A razão pela qual eu não falo sobre meus filmes é que o que eu tenho a dizer realmente não importa. Sou apenas mais uma pessoa. Se disser algo, é o que representa para mim. Eu não quero estragar as interpretações de ninguém. É importante tentar manter o filme o mais puro possível.Ele leva muito tempo para ser feito. Depois que está concluído, nada deve ser adicionado, nada deve ser tirado.


No livro, você diz que não faz idéia do que a caixa e a chave representam em Cidade dos sonhos. É verdade?


Eu sei o que é para mim. Mas não quero arruinar a visão das outras pessoas sobre o assunto.


Depois das experiências com vídeo digital em Império dos sonhos, para onde vai sua carreira no cinema?


Lynch: Não sei. Estou fazendo um documentário sobre a turnê que fiz por 50 países falando de meditação e paz. Quando terminar, verei o que acontece. Quero saber aonde as coisas estão indo, porque o cinema não é mais o mesmo. Onde um filme será exibido? Que mundo será esse? Eu estou em uma fase de contemplação.


Vou mencionar dois fatos que podem ter te deixado com raiva de Hollywood em diferentes épocas e você me diz se a meditação ajudou a superá-los: o primeiro foi não ter o corte final de Duna (1984) e o outro foi não ter encontrado distribuidor americano para Império dos sonhos (2006).


Lynch: Foi uma tristeza e um pesadelo não ter o corte final de Duna. Eu sabia, intelectualmente, que não deveria aceitar isso. E, assim que topei, percebi que estava me vendendo. Mas não haveria um corte do qual eu me orgulharia, porque comecei a me vender já na fase do roteiro. Sabendo que [o produtor] Dino [De Laurentiis] pensava de um jeito, eu tentei conseguir tudo que queria dele, mas certas coisas eu sabia que não ia conseguir, elas saíram do caminho. No fim do processo, eu estava destruído internamente. Porque o filme sempre sou eu. Eu me identifico tanto com meu trabalho que, se ele é ferido, eu também saio machucado. Eu juro: se eu não estivesse meditando, algo muito ruim teria acontecido comigo.


Como tentar se matar?


Lynch: Ou isso ou ter ficado muito, muito doente. Eu não podia suportar. Mas, de alguma forma, vi que ia passar. Não foi divertido, mas eu aprendi uma lição e superei. Com Império dos sonhos, foi bem diferente. Se você faz um filme no qual realmente acredita e ele não vai bem no mercado, você pode viver com isso facilmente. Se você faz um filme como Duna, no qual não acredita, e ele ainda fracassa, você morre duas vezes. Império dos sonhos é um filme que me levou a lugares lindos, a uma promessa de futuro. Eu amo o filme, então não me importa se ele foi bem ou não no mercado. Além disso, ele foi lançado em uma época que o cinema está mudando radicalmente, como a música. Os lançamentos em salas de cinema raramente se pagam, o DVD também está em crise, tudo acaba desaguando na internet. Império dos sonhos foi pego no meio dessa transição. Além disso, claro, é um filme com três horas de duração que quase ninguém entende. Mas há pessoas que amam o filme. E eu sou uma delas.



Você sempre foi um defensor dos experimentos visuais na internet. E, depois da experiência com o vídeo digital em Império dos sonhos, declarou que a película está morta. A sala de cinema também está em vias de extinção?


Lynch: Está e não está. Há algo sobre uma sala de cinema e uma experiência compartilhada que eu não vejo muito como pode morrer. Mas acho que o cinema vai se tornar cada vez mais uma arena de eventos. Vai ser difícil para as pequenas salas sobreviver. Também acho que os centros de entretenimento caseiros vão se tornar cada vez melhores. Eu acredito que ver um filme é um evento sagrado. Não posso dizer às pessoas o que fazer, mas acho que a luz deve estar baixa, não deve haver interrupções, o som deve ser incrível e a tela a maior possível, para que você tenha a chance de ir para outro mundo. Eu tenho um home theater, e os DVDs ficam lindos nele. Se a imagem está definida demais, você pode tirar um pouco do foco e ter uma grande experiência.


Você continua freqüentando o cinema? Que filmes recentes lhe agradaram?


Eu gostei de Onde os fracos não têm vez, dos irmãos Coen, com exceção do fim. Assim que o herói foi morto, o que nós nem vimos acontecer, eu saí completamente do filme, não me importei com nada do que veio depois.


Como foi sua infância? Você identifica algo naquele período de sua vida que ajuda a explicar o cineasta que você se tornou?


Lynch: Tudo que você assimila quando criança é importante. Meu pai era um pesquisador do Departamento de Agricultura. Ele cresceu em Montana e amava árvores de uma maneira que você não pode imaginar. Ele me levava de tempos em tempos à floresta. E eu continuo indo hoje. Amo as árvores do Noroeste americano, principalmente o pinho. Já a minha mãe cresceu no Brooklyn. Quando eu era pequeno, era comum sair desse clima de floresta do Noroeste para Nova York. E esse contraste violento impressiona uma criança. No Brooklyn, eu sentia uma incrível tensão no ar, violência, medo. Já a floresta eu achava amigavelmente misteriosa. Você podia sentar, ouvir e olhar por horas. Parecia que não acontecia muita coisa, mas era mágico. Não há nada como a natureza.


Você era considerado uma criança excêntrica?


Não. Na verdade, eu nunca tive uma idéia original até eu chegar a 19, 20 anos.E qual foi essa idéia?Não me lembro. Mas me recordo de pensar algo que era mais meu do que de qualquer outra pessoa. Era algo relacionado ao meu trabalho como pintor.


Quando você descobriu que a pintura não seria suficiente para você?


Lynch: Não é que não era suficiente. Eu amava e ainda amo a pintura. O que aconteceu foi o seguinte: eu acabei indo estudar na Pennsylvania Academy of Fine Arts, na Filadélfia. Eu nunca quis pisar na Filadélfia. Mas eu estava lá. E foi um grande lugar para mim, porque os alunos eram pintores sérios, e nós inspiramos uns aos outros. Eu tinha um cubículo em um grande estúdio na escola. E estava lá fazendo uma pintura de um jardim à noite. Eu estava olhando para a pintura e de dentro dela veio um vento que moveu as plantas. Eu pensei: uma pintura em movimento! Havia um concurso de pintura experimental no fim de cada ano. E decidi fazer justamente uma pintura em movimento, um filme com um loop de 1 min sobre uma tela esculpida, com um barulho de sirene ao fundo. Chamava-se Seis homens ficando doentes. Ganhei o primeiro prêmio. E esse foi meu começo no cinema.


Logo depois da escola de arte, você começou a filmar Eraserhead e a praticar meditação transcendental. No livro, você conta que foi uma época turbulenta em sua vida pessoal, e o filme reflete o conflito do protagonista com a idéia de casamento e da paternidade. A meditação também ajudou nessas questões íntimas?

Lynch: Eu me casei e me separei três vezes. Então você pode dizer que tenho problemas no departamento matrimonial. Mas, na minha cabeça, as coisas mudaram. Os eventos na sua vida podem permanecer basicamente os mesmos quando você começa a meditar, mas a maneira como você os enfrenta certamente melhora com o tempo. As relações melhoram. Mesmo as relações estremecidas. Os problemas continuam lá, mas há uma gentileza e uma compreensão maiores pela outra pessoa. Tudo pode estar desmoronando, mas isso não vai mais matar as duas pessoas.


É verdade a história de que, ao ser apresentado à atriz Isabella Rossellini (que depois se tornaria sua namorada por quatro anos), você teria comentado: “Você poderia ser a filha de Ingrid Bergman!” (sem saber que, na verdade, Isabella é realmente filha de Ingrid com o cineasta Roberto Rossellini)?



Lynch: História verdadeira. Eu estava com outras três pessoas. A gente foi apresentado em um restaurante de Nova York. Eu estou lá sentado e olhando para Isabella. Daí fiz aquele comentário. A outra garota na mesa me olhou como se eu fosse um idiota. Mas a Isabella levou na boa.


E quanto à história de que você teria sido convidado por George Lucas para dirigir O retorno do Jedi (1983), depois que ele viu seu trabalho em O homem elefante?


Lynch: Sim, é verdade. Mas era uma história do George. Eu apenas respondi que ele mesmo deveria dirigir.


Depois do fracasso de Duna, você se consagrou com Veludo azul, que tem muito das marcas do seu cinema posterior. Eu gostaria de saber como nasce a idéia de um filme tão peculiar como esse,de entender um pouco seu processo de criação.


Lynch: Quando Bobby Vinton gravou a música “Blue Velvet”, eu não gostei muito. Não era rock’n’roll. Mas, quando a ouvi de novo anos depois, ela despertou algo em mim. Ela tinha o clima do que o filme se tornaria. Eu escutei a música e pensei em gramados verdes de noite, lábios vermelhos e um carro. Isso foi o começo. O filme nunca aparece para mim de uma só vez, ele vem em fragmentos. Esses foram os primeiros.



Entrevista cedida a resvista Trip, em seu estúdio em Los Angeles, em 18 de julho, 2008
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Phoenix confirma existência de água em Marte

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00:54

A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta quinta-feira que testes de laboratório realizados por sua sonda espacial Phoenix confirmaram a existência de água em Marte.
Há anos os cientistas sabiam que havia gelo em Marte. Phoenix foi enviada para o quarto planeta do Sistema Solar para estabelecer se se tratava de gelo formado por água, dióxido de carbono ou outro tipo de substância.
A amostra de gelo foi recolhida na quarta-feira pelo braço robótico de Phoenix e depositada em um instrumento que identifica vapores produzidos pelo aquecimento do material.
"Nós temos água", disse William Boynton, da Universidade do Arizona, responsável pelo analisador termal da Phoenix. "Nós vimos indícios desta água congelada antes em observações feitas pela nave Mars Odyssey e em fragmentos que se diluíram aos serem observados pela Phoenix no mês passado, mas esta foi a primeira vez que água marciana foi tocada e testada."
A amostra de solo foi extraída de uma perfuração de aproximadamente cinco centímetros no solo. Neste ponto, o braço robótico deparou com uma camada dura de material congelado.
'Surpresas'
O material foi exposto por dois dias e parte da água na amostra começou a evaporar, tornando o solo mais fácil de manipular.
"Marte está nos trazendo algumas surpresas", disse o principal investigador da missão, Peter Smith, da Universidade de Arizona.
Apesar do entusiasmo, os pesquisadores mantém alguma cautela. Segundo eles, a constatação não prova que o gelo existia na forma líquida na superfície do planeta, ou que as condições em Marte alguma vez tenham sido favoráveis a isso. Serão necessários mais testes para verificar isso.
Os pesquisadores precisam verificar se água congelada já derreteu alguma vez o suficiente para estar disponível para a sustentação de vida e se substâncias com carbono e outras matérias-primas para a vida estão presentes.
Os resultados obtidos por Phoenix levaram ainda a Nasa a estender sua missão, que terminaria em agosto.
Agora a sonda, que desceu no superfície marciana em 25 de maio, vai prosseguir com suas observações em solo marciano até 30 de setembro.


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Os Oito Circuitos da Consciência

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09:53

por: Robert Anton Wilson

Trecho do livro "Cosmic Trigger: Final Secret of the Illuminati"["Gatilho Cósmico: O segredo final dos Illuminati"]


Vamos tentar entender a perspectiva do Dr. Leary a respeito desses mistérios. Para compreender o espaço neurológico, o Dr. Leary supõe que o sistema nervoso consiste de oito circuitos potenciais, ou "engrenagens", ou mini-cérebros. Quatro desses cérebros estão no lóbulo esquerdo, geralmente ativo, e estão preocupados com nossa sobrevivência terrestre; quatro são extraterrestres, residem no lado direito, "mudo" ou inativo, e são para uso em nossa evolução futura. Isso explica porque o lóbulo direito é geralmente inativo nesse estágio de nosso desenvolvimento, e porque se torna ativo quando a pessoa ingere psicodélicos. (A visão do cérebro simplificada por hemisférios direito-esquerdo é hoje contestada, mas a idéia permanece válida enquanto metáfora, já que a localização dos "cérebros" não interessa na verdade. N. do T.) Iremos explicar brevemente cada um desses oito "cérebros".



I. O CIRCUITO DA BIO-SOBREVIVÊNCIA Este cérebro invertebrado foi o primeiro a evoluir (2 a 3 bilhões de anos atrás) e é o primeiro ativado quando a criança humana nasce. Ele programa as percepções em uma tabela dividida em Coisas úteis-alimentíceas (das quais se aproxima) e Coisas prejudiciais-perigosas (Das quais ele foge, ou as quais ataca). A impressão desse circuito condiciona a atitude básica de confiança ou suspeita a qual sempre afetará os gatilhos de aproximação ou esquiva.


II. O CIRCUITO EMOCIONAL Esse segundo bio-computador, um pouco mais avançado, formou-se quando os vertebrado apareceram e começaram a competir por território (talvez 500.000.000 AC). No indivíduo essa realidade-túnel ampliada é ativada quando a fita mestre de DNA aciona a metamorfose de rastejar para caminhar. Como qualquer pai sabe, o neném já não é mais uma criança passiva (bio-sobrevivência) mas um mamífero político, cheio de exigências territoriais (e psíquicas), em pouco tempo se meterá nos negócios da família e na tomada de decisões. Novamente a primeira impressão desse circuito permanece constante pela vida inteira (exceto quando eliminado por lavagem cerebral) e identifica os estímulos aos quais engatilhará comportamentos dominantes/agressivos ou submissivos/cooperativos. Quando dizemos que uma pessoa está se comportando emocionalmente, egoisticamente ou 'como uma criança de dois anos', estamos querendo dizer que ele/a está seguindo cegamente um dos túneis-realidadel impressos nesses circuito.


III. O CIRCUITO DA DESTREZA/SIMBOLISMO Esse terceiro cérebro se formou quando os hominídeos começaram a se diferenciar dos outros primatas (cerca de 4 a 5 milhões de anos atrás) e é ativado pelas funções lineares do lóbulo esquerdo do cérebro, determina nossos padrões convencionais de manufatura de artefatos e pensamento conceitual. Esta é a terceira "mente" circuito. Não é por acidente portanto que nossa lógica (e nosso desenvolvimento de computadores) siga a estrutura binária desses circuitos. Não é acidente que nossa geometria, até o século passado, tenha sido Euclidiana. A geometria de Euclides, a lógica de Aristóteles e a física de Newton são meta-programas sintetizando e generalizando as programações para frente/para trás do primeiro cérebro, para baixo/para cima do segundo cérebro e esquerda/direita do terceiro cérebro.


IV. O CIRCUITO SEXUAL/SOCIAL O quarto cérebro, lidando com as transmissões de cultura étnica ou tribal através das gerações, introduz a quarta dimensão, tempo. Já que cada um desses túneis-realidade consiste de impressões bioquímicas ou matrizes no sistema nervoso, cada uma delas e especificamente acionada por neurotransmissores e outras drogas. Para ativar o primeiro cérebro tome um opiáceo. Mamãe Ópio e Irmã Morfina trarão você lá para baixo, até a inteligência celular, até a passividade da bio-sobrevivência, até a consciência flutuante do recém nascido. (Esta é a razão pela qual os Freudianos identificam adição aos opiáceos como um desejo de retorno a infância.) Para ativar o segundo túnel-realidade, tome uma quantidade abundante de álcool. Padrões territoriais dos vertebrados e política emocional mamífera aparecem imediatamente enquanto a bebida desce, como Thomas Nashe intuitivamente percebeu quando categorizou os vários estados alcóolicos com rótulos: "bêbado como um asno", "bêbado como um bode", "bêbado como um porco", "bêbado como um urso", etc. Para ativar o terceiro circuito, tente café ou chá, uma dieta rica em proteínas, anfetaminas ou cocaína. O neurotransmissor específico para o quarto circuito ainda não foi sintetizado, mas é gerado pelas glândulas após a puberdade e flui vulcanicamente através dos condutos sangüíneos dos adolescentes. NENHUMA DESSAS DROGAS TERRESTRES ALTERAM AS IMPRESSÕES BIOQUÍMICAS BÁSICAS. Os comportamentos que elas acionam são aqueles que foram armazenados no sistema nervoso durante os primeiros estágios de vulnerabilidade à impressão. O circuito II bêbado exibe os jogos emocionais aprendidos dos pais na infância. O circuito III "mente" nunca vai além das permutações e combinações desses túneis-realidade originalmente impressas, ou com abstrações associadas com essas impressões através de condicionamento posterior. E assim por diante. Mas todo esse robotismo Pavloviano/Skinneriano muda drasticamente e dramaticamente quando nos viramos para o lóbulo direito, os circuitos futuros e os químicos extraterrestres. Os quatro futuros "cérebros" são:


V. O CIRCUITO NEUROSSOMÁTICO Quando esses quinto "corpo-cérebro" é ativado, configurações planas Euclidianas explodem multi-dimensionalmente. Mudança gestalt, nos termos de McLuhan, do ESPAÇO VISUAL linear para um todo-penetrante ESPAÇO SENSÓRIO. Uma excitação hedonística ocorre, uma surpresa extasiante, um desprendimento dos mecanismos compulsivos dos primeiros quatro circuitos. Eu acionei esses circuitos com maconha e Tantra. Esse quinto cérebro começou a aparecer cerca de 4.000 anos atrás nas primeiras civilizações que mantiveram uma "classe de lazer" e tem aumentado estatisticamente nos séculos mais recentes (mesmo antes da Revolução das Drogas), um fato demonstrado pelas artes hedonísticas da Índia, China, Roma e outras sociedades influentes. Mais recentemente, Ornstein e sua escola demonstraram com eletroencefalogramas que este circuito representa o primeiro salto do linear lóbulo esquerdo para o analógico lóbulo direito. A abertura e impressão desses circuito tem sido a preocupação dos "técnicos do oculto" — xamãs tântricos e hatha yogis. Enquanto a quinta realidade-túnel pode ser atingida por privação sensorial, isolamento social, estresse psicológico ou choque brutal (táticas de terror cerimonial praticadas por gurus patifes tais como Don Juan Matus ou Aleister Crowley), tem sido mais tradicionalmente atingida pela aristocracia educada das sociedades de lazer que resolveram os quatro problemas de sobrevivência terrestres. Cerca de 20.000 anos atrás, o quinto neurotransmissor específico foi descoberto por xamãs na área do Mar Cáspio na Ásia e rapidamente se espalhou por outros magos através da Eurásia e África. É, claro, a cannabis. Erva. Mamãe Maria Joana. Não é acidental o fato de que o "cabeção-emaconhado" geralmente refere-se a seu estado neural como "alto", ou "fora do espaço". A transcendência das orientações planetárias gravitacionais, digitais, lineares, ou Aristotélicas, ou Euclidianas, ou Newtonianas (circuitos I-IV) é, numa perspectiva evolucionária, parte de nossa preparação neurológica para a inevitável migração de nosso planeta natal, hoje em seus primórdios. Esta é a razão pela qual tantos "cabeções-emaconhacos" são freaks de Jornada nas Estrelas e adeptos da ficção científica. (Berkeley, California, certamente a Capital da Cannabis dos EUA, tem um Posto de Troca da Federação na Avenida dos Telégrafos, onde o abonado pode facilmente gastar US$500 ou mais num único dia, comprando contos, revistas, bugigangas em geral).O significado extraterrestre de estar "alto" é confirmado pelo astronautas; 85% daqueles que já entraram na queda livre da gravidade zero descrevem "experiências místicas" de êxtase típicas do circuito neurossomático. "Nenhuma foto pode mostrar quão bela a Terra parecia," delira o Capitão Ed Mitchell, descrevendo sua Iluminação em queda livre. Ele soa como qualquer yogi ou "cabeção-emaconhado" bem sucedido. Nenhuma câmara pode mostrar essas experiências, já que elas ocorrem dentro do sistema nervoso. QUEDA LIVRE, NO MOMENTO EVOLUCIONÁRIO CORRETO, ACIONA A MUTAÇÃO NEUROSSOMÁTICA, crê Leary. A princípio essa mutação foi alcançada "artificialmente" por treinamento yogico ou xamânico ou pelo estimulante do quinto circuito, a cannabis. Surfar, esquiar, mergulhar e a nova cultura sexual (massagem sensual, vibradores, arte Tântrica importada, etc.) evoluíram ao mesmo tempo como parte de uma conquista hedonista da gravidade. O estado "Ligado" é sempre descrito como "flutuante", ou na metáfora Zen, "um pé acima do chão."


VI. O CIRCUITO NEUROELÉTRICO No sexto cérebro o sistema nervoso se torna consciente de si mesmo como separado de mapas de realidade gravitacionais (circuitos I-IV) e mesmo separado do êxtase-corporal (circuito V). O semantista Conde Korzybski, chama este estado de "consciência da abstração." O Dr. John Lilly chama ele "metaprogramação", i.e., consciência de programar a própria programação. Essa conteligência (consciência-inteligência) Einsteiniana relativística reconhece, por exemplo, que os mapas da realidade Euclideanos, Aristotélicos e Neutonianos são somente três entre bilhões de possíveis programas ou modelos para a experiência. Eu liguei esse circuito com Peyote, LSD e os metaprogramas de "Magick" de Aleister Crowley. Esse nível de funcionamento cerebral parece ter sido primeiro relatado lá por 500 BC entre vários grupos "ocultos" ligados pela rota da Seda (Roma - Norte da Índia) Está tão além dos túneis-realidade terrestres que aqueles que o alcançaram mal podem falar sobre ele para a humanidade comum (circuitos I-IV) e podem dificilmente ser entendidos mesmo pelos Engenheiros do Êxtase do quinto circuito. As características do circuito neuroelétrico são alta velocidade, escolha múltipla, relatividade, e a fissão-fusão de todas as percepções em universos paralelos de possibilidades alternativas como os da Ficção Científica. As políticas mamíferas que monitoram as lutas por poder entre a humanidade terrestre são aqui transcendidas, i.e., vistas como estáticas, artificiais, uma charada elaborada. A pessoa não é nem manipulada coercivamente até uma realidade territorial alheia nem é forçada a lutar contra ela com um joguinho emocional recíproco (o costumeiro dramalhão de novela). A pessoa simplesmente escolhe, conscientemente, se vai ou não, e até onde, compartilhar o modelo-de-realidade do outro. Táticas para a abertura e impressão do sexto circuito são descritas e raramente experimentadas em rajah yoga avançada, e nos manuais herméticos (codificados) dos alquimistas e Illuminati medievais-Renascentistas. Nenhum químico específico para o sexto circuito é disponível ainda, mas psicodélicos fortes como a mescalina (do cactus sagrado, o peyotl) e a psilocibina (do "cogumelo mágico" Mexicano, teonactl) abrem o sistema nervoso para uma serie misturada dos canais V e VI. Isso é apropriadamente chamado "viajar", como distinguido do "se ligar" ou "ficar alto" exclusivos do V circuito. A supressão de pesquisa científica nessa área tem trazido o resultado desafortunado de trazer a cultura marginal das drogas de volta ao hedonismo do quinto circuito e as realidades-túnel pré-científicas (a revivescência do ocultismo, solipsismo, Orientalismo Pop, etc.). Sem a disciplina e metodologia científicas, poucos conseguem decodificar com sucesso sinais de metaprogramação que são muitas vezes assustadores (mas filosoficamente cruciais). Cientistas que continuam a estudar esse assunto não ousam publicar seus resultados (que são ilegais) e cada vez mais as largas realidades-túnel somente são percebidas em conversações privadas — como os eruditos da era da Inquisição. (Voltaire anunciou a Era da Razão dois séculos atrás. Nós ainda estamos na Era Negra. A maioria dos alquimistas underground desistiram de tal desafiante e arriscado trabalho individual e restringiram suas viagens aos túneis eróticos do quinto circuito.) A função evolucionária do sexto circuito é permitir a nós uma comunicação na relatividade Eisteiniana e na velocidade neuro-elétrica, não usando os símbolos laringísticos do terceiro circuito mas diretamente via feedback, telepatia e ligação computadorizada. Sinais neuroelétricos irão continuamente substituir a "fala" (grunhidos hominídeos) depois da migração espacial. Quando os humanos tiverem escalado para fora do meio de atmosfera-gravidade da vida planetária, a conteligência acelerada do sexto circuito tornará possíveis a comunicação de alta-energia com "Inteligências mais Altas", i.e., nós-mesmos-no-futuro e outras raças pós terrestres. É charmosamente simples e óbvio, a partir do momento que percebemos que nossas experiências neurais fora-do-espaço são realmente extraterrestres, ficar alto e sair do espaço passam a ser metáforas acuradas. O êxtase neurossomático do quinto circuito é uma preparação para o próximo passo em nossa evolução, migração para fora do planeta. O circuito VI é uma preparação para um passo após isto, comunicação entre as espécies com entidades possuidoras de túneis-realidade eletrônicos (pós-verbais). O Circuito VI é o "tradutor universal" muitas vezes imaginado pelos escritores de ficção científica, já embutido em nossos cérebros pela fita de DNA. Da mesma forma eu os circuitos da borboleta futura já estão embutidos na lagarta.


VII. O CIRCUITO NEUROGENÉTICO O sétimo cérebro começa a agir quando o sistema nervoso começa a receber sinais de DENTRO DO NEURÔNIO INDIVIDUAL, do diálogo DNA-RNA. Os primeiros a alcançar essa mutação falam de "memórias das vidas passadas", "reencarnação", "imortalidade", etc. Que esses adeptos estão falando de algo real é indicado pelo fato de muitos deles (especialmente Hindus e Sufis) deram visões poéticas maravilhosamente acuradas da evolução, 1000 ou 2000 anos antes de Darwin, e previram a Super-humanidade antes de Nietzsche. Os "registros akáshicos" da Teosofia, o "inconsciente coletivo" de Jung, "o inconsciente filogenético" de Grof e Ring, são três metáforas modernas para este circuito. As visões de passado e futuro descritas por aqueles que tem experiências "fora do corpo" durante os episódios de proximidade da morte também descrevem o circuito transtemporal da realidade-túnel VII. Exercícios específicos para acionar o circuito VII não serão achados em ensinamentos yogis; após muitos anos do rajah yoga avançada, normalmente acontece, se é que chega a acontecer, o desenvolvimento de circuitos do tipo VI. O neurotransmissor específico do circuito é, é claro, o LSD. (Peyote e psilocibina também produzem algumas experiências do tipo). O circuito VII é melhor entendido, em termos da ciência de 1977, como os arquivos genéticos, ativados por proteínas anti-histônicas. (A ciência de 1996 ainda não contestou isso. N. do T.) A memória DNA se enrolando até a aurora da vida. Um sentido de inevitabilidade da imortalidade e simbiose entre espécies é comum aos mutantes do circuito VII, nós agora percebemos que isto, também, é uma coisa preparada pela evolução, já que ESTAMOS AGORA NO LIMITE ENTRE LONGEVIDADE EXTENDIDA E IMORTALIDADE. O papel exato do circuitos do hemisfério direito e a razão da seu acionamento pela revolução cultural dos anos 60 se torna clara. Como o sociólogo F. M. Esfandiary escreveu em UPWINGERS, "Hoje quando falamos de imortalidade ou de ir para outro mundo nós não mais estamos falando destes em seu sentido teológico e metafísico. As pessoas estão viajando para outros mundos. As pessoas estão lutando pela imortalidade. Transcendência não é mais um conceito metafísico. Ele se tornou realidade." A função evolutiva do sétimo circuito e de sua realidade-túnel é nos preparar para imortalidade consciente e simbiose entre espécies.


VIII. O CIRCUITO NEURO-ATOMICO Segurem seus chapéus e respirem fundo — esse é o ponto mais avançado onde a inteligência humana já se aventurou: Consciência provavelmente precede a unidade biológica, ou fita DNA. "Experiências fora do corpo," "projeção astral," contato com "entidades" alienígenas (extraterrestres?) ou com uma Super-mente galáctica, etc., como as que eu já experimentei, tem sido descritas por milhares de anos, não somente pelo ignorante, o supersticioso, o simplório, mas freqüentemente pelas mentes mais conceituadas entre nós (Sócrates, Giordano Bruno, Edison, Buckminster Fuller, etc.). Tais experiências são relatadas diariamente a parapsicólogos e foram experimentadas por cientistas como o Dr. John Lilly e Carlos Castañeda. O Dr. Kenneth Ring atribuiu a esses fenômenos o que ele chama, muito apropriadamente, de "inconsciente extraterrestre." O Dr. Leary afirma que o circuito VIII é literalmente neuro-atômico — infra, supra e meta-fisiológico — um modelo quântico da consciência e/ou um modelo consciente da mecânica quântica pelos físicos "ligadões" discutidos anteriormente (Prof John Archibald Wheeler, Saul-Paul Sirag, Dr. Fritjof Capra, Dr. Jack Sarfatti, etc.) indicam enfaticamente que a "consciência atômica" primeiro sugerida por Leary em As Sete Línguas de Deus (1962, The Seven Tongues of God) é a conexão que unificará parapsicologia e parafísica nos primeiros experimentos científicos empíricos teológicos da história. Quando o sistema nervoso é ligado nesse circuito de nível quântico, o espaço-tempo se destrói. A barreira da velocidade da luz einsteniana é transcendida; na metáfora do Dr. Sarfatti, escapamos ao "chauvinismo eletromagnético." A conteligência dentro da barraca da projeção quântica É o "cérebro" cósmico inteiro, da mesma forma que a espiral de DNA é um cérebro micro-miniaturizado guiando a evolução planetária. Como Lao-tsé disse de sua própria perspectiva do oitavo circuito, "O maior está dentro do menor." O Circuito VIII é acionado pela ketamina, um neuro-químico pesquisado pelo Dr. John Lilly, o qual é também (de acordo com um boato generalizado, mas não confirmado) dado aos astronautas para prepará-los para o espaço. Altas doses de LSD também produzem alguma consciência quântica do VIII circuito. Essa conteligência neuro-atômica está quatro mutações além da domestificação terrestre. (A corrente rixa ideológica está entre os moralistas tribais do IV circuito e os individualistas hedonistas do V.) Quando nossa necessidade por maior inteligência, maior envolvimento na escritura cósmica, maior transcendência, não mais se satisfizer em corpos físicos, nem mesmo por corpos imortais se movendo pelo espaço-tempo em "Warp 9", o circuito VIII abrirá uma nova fronteira. Novos universos e realidades. "Além da teologia: a arte e a ciência de se tornar Deus," como Alan Watts uma vez escreveu. É portanto possível que as misteriosas "entidades" (anjos e extraterrestres) monotonamente registrados pelos visionários do VIII circuito sejam membros de raças que já alcançaram esse nível. Mas também é possível, como Leary e Sarfatti sugeriram recentemente, que Eles sejam apenas nós-mesmos-no-futuro. Os circuitos do hemisfério esquerdo contém as lições aprendidas por nosso passado (e presente) evolutivo. Os circuitos extraterrestres do lado direito são o roteiro evolucionário de nosso futuro. Até agora existem duas explicações diferentes do acontecimento da Revolução das Drogas. A primeira é apresentada de forma sofisticada pelo antropolólogo Weston LaBarre, e numa maneira ignorante e moralista pela maioria das propagandas anti-drogas nas escolas e mídia de massa. Essa explicação diz, em essência, que milhões saíram das drogas legais "para baixo" (downers) para as drogas "para cima" (uppers) ilegais porque estávamos vivendo tempos conturbados e muitos procuraram escapar na fantasia. Essa teoria, no que há de melhor nela, somente parcialmente explica o aspecto mais feio e mais divulgado dessa revolução — o abuso irresponsável de drogas, característico dos imaturos. Não diz nada a respeito dos milhões de doutores respeitáveis, advogados, engenheiros, etc., que haviam se desligados da intoxicação do segundo circuito com álcool para o êxtase do quinto circuito com maconha. Nem fala ela das investigações pensativas, filosóficas de pessoas de alta sensibilidade e inteligência tais como Aldous Huxley, Dr. Stanley Grof, Masters-Houston, Alan W. Watts, Carlos Castañeda, Dr. John Lilly e milhares de outros pesquisadores da consciência, científicos ou leigos. Uma teoria mais plausível, desenvolvida pelo psiquiatra Norman Zinberg a partir do trabalho de Marshall McLuhan, diz que a moderna mídia eletrônica mudou tanto os parâmetros do sistema nervoso que os jovens não apreciariam mais drogas "lineares" tais como o álcool e achariam significado apenas nos psicodélicos e erva "não-lineares". Certamente isso é parcialmente verdade, mas é muito estreito e supervaloriza computadores e TV sem contar com a cena tecnológica como um todo — a revolução da Ficção Científica da qual os mais significativos aspectos são Migração Espacial (Space Migration), Inteligência Aumentada (Increased Intelligence) e Prolongamento da Vida (Life Extension), a qual Leary condensou em sua fórmula SMIILE. Migração Espacial mais Inteligência Aumentada mais Prolongamento da Vida indicam a expansão da humanidade em todo o espaço tempo. SM + I2 + LE = infinito. Sem totalmente aceitar o misticismo tecnológico de Charles Fort, é óbvio que a metáfora do metaprograma do DNA para evolução planetária é muito mais sábia que qualquer um de nossos sistemas nervosos individuais, que são, de certa forma, robôs ou sensores gigantes ou sensores para o DNA. A ficção científica inicial de escritores brilhantes tais como Stapleton, Clarke, Heinlen; 2001 de Kubrick, estavam todos aumentando os sinais claros do DNA transmitido através do hemisfério direito dos artistas sensíveis, nos preparando para mutação extraterrena. É pouco coincidente que intelectuais "literários" do mainstream — os herdeiros da tradição platônica-aristocrática de que um gentleman jamais usa suas mãos, brinca com ferramentas ou aprende um trabalho manual — desprezem tanto a ficção científica quanto a cultura da droga. Também não é coincidência o fato de que os WHOLE EARTH CATALOGS — criados por Stewart Brand, um graduando dos Travessos Felizes de Ken Kesey — são o Novo Testamento da cultura rural drop-out, cada exemplar com toneladas de informações sobre todos conhecimentos manuais, habilidosos, engenhoquísticos, que Platão e seus herdeiros consideravam apropriados somente para escravos. Não é de surpreender que a última publicação de Brand, CO-EVOLUTION QUATERLY, tenha sido destinada a divulgar o habitat espacial do Prof. Gerard O'Neill, o L5. Não é um acidente que os drogadões prefiram ficção científica a qualquer outra literatura, incluindo aí as escrituras Hindus cheias de aspectos extraterrestres e os poetas viajandões ocultistas-xamânicos dos circuitos VI a VIII como Crowley e Hesse. As drogas do VI circuitos podem ter contribuído muito para a consciência de metaprogramação que tem levado a consciência súbita de "chauvinismo masculino" (feminismo não-facista), "chauvinismo das espécies" (ecologia, os estudos com golfinhos do Dr. Lilly), "chauvinismo de estrela de média grandeza" (Carl Sagan), mesmo "chauvinismo do oxigênio" (a conferência CETI), etc. As realidades-túnel que se identificam alguém como "branco-macho-americano-terrestre", etc. ou "preta-fêmea-cubana", etc, não são mais suficientes para conter nossa conteligência explosiva. Como a revista Time disse em 26 de novembro de 1973, "Dentro de dez anos, de acordo com farmacêuticos, eles terão aperfeiçoado pílulas e eletrodos para o crânio que proverão êxtase contínuo durante toda a vida de qualquer um sobre a terra." (De fato o conhecimento farmacológico na década de 90 pode ser percebido dessa forma, vide Prozac e outras drogas em teste. N. do T.) A histeria dos anos 60 sobre erva e ácido era somente a rompimento dessa passagem para o quinto circuito. Nathan S. Kline, M.D., prevê afrodisíacos verdadeiros (MDMA, Ecstasy, sintetizado em 79 e moda dos anos 90, N. do T.), drogas ampliadoras da rapidez de aprendizado (provavelmente E4Euh — "Intellex", N. do T.) ou, drogas para acionar ou acabar com qualquer comportamento. Alguns foram queimados ou enjaulados no início da revolução da Tecnologia Externa. Alguns que foram enjaulados ou surrados por policiais nos anos 60 eram pioneiros da revolução da Tecnologia Interna. Jornada nas Estrelas é um melhor guia para realidade emergente do que qualquer coisa na New York Review of Books (uma seção de crítica literária de um dos maiores periódicos norte-americanos, N. do T.) O engenheiro dos sistemas de defesa e suporte a vida, Scotty (circuito I), o emocional-sentimental Dr. McCoy (circuito II), o oficial lógico-científico Sr. Spock (circuito III) e o alternadamente paternalista ou romântico Capitão Kirk (circuito IV) estão perpetuamente viajando através de nossa história neurológica futura e encontrando inteligências dos circuitos V, VI, VII e VIII, por mais que sejam toscamente representadas. (O ser chamado "Q" em um dos episódios é claramente uma visão moralista de IV circuito de um ser no VIII, toscamente representado comicamente e pejorativamente pela visão IV circuito dos redatores. N. do T.) Em resumo, os vários níveis de consciência e circuitos que nós estivemos discutindo, e exemplificando, são todos impressões bioquímicas na evolução do sistema nervoso. Cada impressão nova cria um túnel-realidade maior. Na metáfora Sufi, o macaco em que nós cavalgamos vira um novo macaco a cada impressão. O metaprogramador continuamente aprende mais e se torna cada vez mais hábil de se tornar consciente da operação de si mesmo. Nós estamos portanto evoluindo para inteligência-estudando-inteligência (o sistema nervoso estudando o sistema nervoso) e a cada passo nos tornamos mais capazes de acelerar nossa própria evolução. Leary agora simboliza a inteligência-estudando-inteligência pelo logo: I2. Nos níveis baixos, você vê com um "I" somente, generalizando. Nos níveis altos, você vê com muitos "I"s. (Trocadilho impossível em português: "I" se pronuncia igual a "Eye" — "Olho", em inglês, além de ser o pronome pessoal "Eu", N. do T.) E o espaço-tempo rompe das três dimensões euclidianas para a multidimensionalidade não-euclidiana.


Tradução e notas de Eduardo Pinheiro.

Fonte: (Arquivo Rizoma)
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Alpha - Come From Heaven ou a união espacial dos sentidos

0
16:24

com Come From Heavan podemos viajar no espaço.
formado por Andy Jenks e Corin Dingley o alpha,
grupo britanico de downbets nos aremessa pela primeira vez em seu jazz espacial com vocais negros bluseiros e ambiantes retro com camadas noturnas de madrugadas solitarias.
Com uma carreita ate hoje impecavel,
aqui no alpha em seu debut de 1997 cometou o ato de ser sublime.
Rain, por exemplo, nos afunda em cordas e pianos constantes que pulsam em nossa materia flexivel e doses de melodia irresistivel.
Gravado no estudio criado pelos Massive Attack, o alpha ainda bebe em portishead e no classic jazz e penetra nos ambientes com aveludados delirios eletronicos.
Sometime Later é uma camera lenta descendo pelos nossos sentidos,
capturando cada detalhe em gruas poeticamente angustiante cançao que pulsa melancolica,
cançao indispensável para se entender o faz o Alpha e qual o poder arrebatador de uma cançao.
Canções hipnotizantes como Slim ou alucinaçoes auditivais como a faixa titulo como from heaven, torna essa pérola dividiva em quartoze pedaços de canções-nuvens em luzes que dialogam com o interior da alma e voltamos para casa ou melhor para nosso mundo nas asas de Somewhere Not Here agora com vocal feminino, nossos sentidos recuperam-se lentamente mas nao foi um vertigio temos marcars de infinitudes nos nossos ouvidos e coraçoes...



Por: João Leno Lima
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R.E.M - UP

0
16:56

1. Airportman
2. Lotus
3. Suspicion
4. Hope
5. At My Most Beautiful
6. The Apologist
7. Sad Professor
8. You're In The Air
9. Walk Unafraid
10. Why Not Smile
11. Daysleeper
12. Diminished
13. Parakeet
14. Falls To Climb
Automatic For The People (1992) é um dos melhores discos de todos os tempos mas o meu disco favorito do R.E.M é Up (1998), depois da saida do baterista Bill Berry a banda mostrou que ao juntas os cacos ainda restava a genialidade sublime da melodia que poucas bandas conseguem sustentar por tanto tempo, pianos se entrelaçando com sinterizadores e baterias eletronicas envolvidas com letras desconsoladas embrulhada num vocal arrebatador.
pOr: João Leno Lima
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Aniversário

1
14:07
Quadro de Rene Magritte

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...



By Alvaro de Campo
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Arquivo UFO

1
13:25

PERGUNTAS FREQUÊNTES SOBRE UFOLOGIA
PROF. LAÉRCIO FONSECA


Quando foi criada a ufologia? Por que?

Em 1947 começaram a ocorrer muitas aparições de ÓVNIS por todo o mundo e isso obrigou a busca de explicações para esses fenômenos impares. Assim foi criada a Ufologia, ou seja o estudo dos objetos voadores não identificados por uma necessidade fundamental de enfrentar esses mistérios profundamente reais, fotografados e filmados pelas próprias autoridades militares em todo mundo.

A ufologia pode ser considerada uma ciência? Por que?

Como a ufologia está sendo atualmente desenvolvida por muitos grupos leigos e sem conhecimentos científicos, ela passa a ser conduzida de uma forma extremamente amadorística e sendo assim não pode ser considerada uma ciência. No entanto, estamos desenvolvendo modelos altamente científicos para poder teorizar e dar explicações mais claras para esses fenômenos. Por isso lancei o Livro Física Quântica e Ufologia que traz uma abordagem nunca vista até então no mundo sobre esse tema. Essa minha abordagem consiste nas mais modernas teorias da física quântica para explicar a fenomenologia Ufo.

A ufologia é marginalizada? Por que?

Ela é marginalizada porque é feita de forma extremamente amadorística e em muitos casos por grupos religiosos que misturam muito suas crenças pessoais com a fenomenologia ufo, no entanto estamos procurando mudar essa conotação e trazer cientistas sérios para essa área de investigação discutindo ufologia de uma forma bastante avançada. Eu mesmo tenho levado minhas idéias para universidades e estamos começando a fazer discussões muito serias sobre o tema.

O que é preciso para se tornar um ufólogo?

Como não é uma ciência oficial, qualquer um que goste do tema e comece a estuda-lo já se considera um ufólogo e sai dando palestras e assim por diante. Por isso não há critérios rígidos e estabelecidos para ser um ufólogo.

No Brasil, a ufologia ocupa que lugar de destaque?

Junto às instituições cientificas ela não ocupa lugar nenhum. Poucos cientistas se interessam pelo tema. Por isso desenvolvi uma metodologia altamente cientifica para tratar esse tema para que possa ser de interesse de grandes cientistas. Atualmente meu livro de Física Quântica e Ufologia é quase incompreensível pelos ditos ufólogos, pois a maioria não possue conhecimentos de física avançada para acompanhar as idéias exposta nessa obra.

Existe um avanço na aceitação da ufologia no Brasil? Por que?

Os obstáculos são muitos. Existe muito ceticismo e é muito difícil convencer as pessoas de algo que ela não pode apalpar e pegar e colocar em um laboratório. No entanto, estamos trabalhando para que a ufologia se torne mais objetiva e com modelos matemáticos e físicos aceitáveis pela comunidade de céticos. Meu livro é exatamente uma obra para convencer os céticos de plantão e mostrar a todos eles a possibilidade teórica da possibilidade real da presença extraterrestre entre nós.

Quais os principais obstáculos para a aceitação da ufologia?

Exatamente uma linguagem e um tratamento altamente cientifico que os ufólogos amadores não conseguem fazer. Minha proposta de uma nova Ufologia desenvolvida nesse livro foi lançada apenas a alguns meses e estamos pouco a pouco penetrando nos meios acadêmicos e convencendo muitos céticos sobre esse tema. Em breve creio que poderemos mudar o cenário brasileiro e quem sabe o mundial sobre a ufologia.

Os discos voadores existem? Quais as evidências?

Atualmente as evidencias ufológicas consiste de fotos, casos reais de avistamentos, de abduções e contatados de vários níveis, relatos feitos por autoridades militares brasileiras e estrangeiras por todo mundo.

Por que ninguém acredita em discos voadores?

Isso não é verdade. Uma pesquisa séria feita nos Estados Unidos comprovou que cerca de 70% da população acredita em discos voadores. No Brasil uma pesquisa assim nunca foi feita.

O que foi o caso Roswell? E o caso Varginha?

Do meu ponto de vista uma grande fraude ufológica sem precedentes e com interesses altamente pessoais nesses casos. Nunca me convenceram até hoje destes casos.

O que são contatos de primeiro, segundo e terceiro graus?

Contato de primeiro grau consiste de apenas um avistamento de objetos nos céus.
Contato de segundo grau seria quando o ufo deixa marcas físicas no local, como marcas de pouso ou queimaduras em pessoas ou plantas.
Contato de terceiro grau é quando a nave pousa e os tripulantes dessa nave têm um contato com um humano fora da nave.
Contatos de quarto grau é quando um humano é levado para o interior de uma nave extraterrestre.
Contatos de quinto são todos os contatos psíquicos que possam ocorrer com essas inteligências que podem ocorrer sem a presença de naves próximas.

Estima-se que quantas pessoas já tenham tido contato com extraterrestres?

Um pesquisador americano Bud Hopkins estima-se que cerca de 5 milhões de pessoas já tiveram algum tipo de contato.

O que é abdução?

Abdução seria o rapto de seres humanos realizados pelos seres extraterrestres sem o consentimento do humano.

Qual a relação da ufologia com a religião?

É aqui que reside a grande confusão entre as diversas facetas da ufologia atual. Muitos fenômenos ufológicos envolvem mecanismos paranormais e quando são analisados por grupos ou pessoas com tendências religiosas especificas esse fato produz uma conexão inevitável com temas religiosos. Muitas pessoas não conseguem separar as coisas e tudo se processe envolvendo as crenças pessoais de cada um.

O que é a arte ufológica? O que ela representa?

Muitos sensitivos, ou até mesmo artistas plásticos “normais” costumam realizar obras com temáticas ufológicas e isso inspira o ser humano a refletir mais sobre esses temas. Muitos filmes são realizados sobre esse tema, muitos quadros são pintados, novelas da rede globo já encenaram temas ufológicos, enfim de uma maneira geral essas formas de expressão podem colaborar ou em alguns casos até atrapalhar a verdadeira compreensão e facetas reais do fenômeno em questão.
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Flaming Lips The Soft Bulletin

0
13:34

por Cassiano Fagundes


Robert O’Connor, do semanário New York Press, sugere que todos nós precisamos às vezes de amigos imaginários, e que no caso ele poderia ser o Flaming Lips. Porque a imprensa americana trata Wayne Coyne e sua banda como o primo mais novo que ficou louco de ácido e nunca mais voltou, suas armações são sempre vistas sob a lente da compaixão (condescência). "Soft Bulletin" deve reafirmar a imagem de um trio de lunáticos, mas também pode dar a idéia de que sua piada esquisita é necessária para o bem-estar da música no momento pasteurizado pelo qual passamos. Piada para quem não gosta de ficção científica. Numa canção logo no começo do CD, um órgão meio John Paul Jones abre alas para Coyne (Race For the Prize): "Two Scientists are racing for the good of all mankind/both of them side by side, so determined/ Locked In heated battle for the cure that is the prize/It’s so dangerous, but they’re determined..." (Dois cientistas estão disputando pelo bem de toda a humanidade/os dois lado-a-lado, tão determinados/ Envolvidos em batalha brava pela cura que é o prêmio/ é tão perigoso, mas eles estão determinados"; ou para quem não acha genuína a tentativa de explicar o começo dos tempos no encarte (lê-se que "What Is The Light" é sobre a hipótese não testada de que a mesma reação química em nossos cérebros que nos faz sentir amor causou o Big Bang que deu origem ao universo em expansão).
A co-produção impecável de Dave Fridmann (ex-Mercury Rev, a banda irmã dos Lips) e uma mixagem que distanciou os instrumentos ao máximo uns dos outros a fim de realçar a forma (e efeitos) de cada som deram ao disco uma delicadeza sombria que por vezes causa estranheza quando se tenta combinar as imagens sugeridas pelas palavras à música. A tensão causada pode perturbar ou ser até difícil de engolir para não-iniciados, porém quando se descobre que "Soft Bulletin" é do tipo que funciona como um álbum e deve ser escutado do começo ao fim para se ter prazer, há uma grande possibilidade de você achar que está diante de um dos melhores sons dos últimos 12 anos. Já se você não entende inglês e está acostumado a se contentar com a melodia dos vocais, deve desconsiderar todos as convenções de como um bom vocalista deve ser. Do contrário, há o risco de implicar com a voz de Coyne.
Sinto no ar de Soft Bulletin pretensão não levada à sério. E uma pegada claramente Led Zeppelin em alguns momentos que contrabalançam a melancolia festiva e por vezes épica dos 14 números. Não há nada de novo e revolucionário aqui. Só a certeza de que nunca houve nada tão novo e revolucionário.
20 anos atrás, se alguém houvesse tentado prever como seria o disco do ano de 1999, o resultado não teria sido muito diferente deste que está tocando no meu som nesse exato segundo.
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