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08:17

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Só há um desejo nesse momento,
O de mergulhar,
Atravessando os grandes desertos
Da minha pequena alma eu disparo,
Encontro a mim mesmo na borda,
O ambiente frio é minha lagrima,
Trago nas mãos o inalcançável,
Perdi no caminho o absoluto,
Através das palavras perdi a fé na humanidade,
Através das palavras eu a encontro desolado,
Aquele silencio interior ao anoitecer,
Aquele instante onde geme o destino,
Planejo chorar daqui a algumas horas,
Quando voltarei a ser eu mesmo sempre?
Quando me recuperarei dos acasos...
O mundo da voltar entorno de mim,
Mas eu só acreditarei quando ouvir o seu silencio,
E só acreditarei em mim quando meu silencio
Se manifestar alem dele mesmo,
Algumas memórias atravessam meu coração
Outrora indizível,
Levando ele para o fundo
Das pequenas frechas dos uivos desacordados,
Para ser oceânico
Pretendo tocar nos lábios dos oceanos,
Esses versos são os frascos que achei no impossível,
E na tarde que não pode ser evitada
Vou ao teu encontro
Como um crepúsculo que se mistura a noite
E a consola de ser ela mesma,
Nascendo na madrugada as horas silenciosas
Onde me abrigo no fundo de mim mesmo. Continue
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07:39

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ha uma alma mas não ha ninguém.
estou tomado pela absoluta certeza de não saber nada,
não quero toda a infinitude do mundo
só quero toda a infinitude
que caiba no meu coração,
minha boca invisível
abocanha a boca invisível das manhãs
e trocamos salivas de abismos,
quero todas as galáxias
e se não puder quero tudo inesgotável
e se não puder quero desejar sonhar...
fui abandonado pelo tempo-espaço implacável,
me sinto órfão das auroras
acolhido pelas madrugadas crepusculares,
sinto o frágil colo dos precipícios íntimos
e me encolho nos braços
de uma momentânea ausência de solidão irreparável.
e essa tempestade interna que não passa?
e essas noites longas onde caminho pisando em fôlegos?,
e essas inevitabilidades cotidianas?
e essas asas que desaparecem no ar dos meus sentidos...
a ausência interna
é um vácuo onde procuro uma porta,
me sinto as horas
um animal incontrolável
que foge levando meu grito,
lá fora, passeio pelo sussurro das tardes
mas eu ainda me sinto uma criança
com medo chorar no possível,
qualquer lagrima é uma gota de oceano
que tem o mesmo peso da minha alma a noite.
meus rastros tocam as pálpebras
das cordas bambas das pequenas felicidades
e quando parece que nada
absolutamente nada
é capaz de me mover
para fora dos meus pensamentos mais dilaceradores
começo a sentir o impossível através de uma poesia
reencontro-me por segundos
levanto de mim e ando...
eu, o impossível sendo possível em mim mesmo. Continue

REPARAÇÃO

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08:08

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Eu, cansado de lagrimas irreversíveis, permaneço, O mundo em sua linguagem rouca dos oceanos olha-me, Atravesso como se fosse nuvem o silencio irremediável, Pequenas profundidades ao meu redor, Sublimes escolhas sinceras, Margens de piedosos instantes, O mundo é um trem inevitável E eu dentro dele Permaneço sentado nos fundo claro-escuro dos sussurros, O verso mais fiel a si mesmo é o verso irretocável, Estou cansado de costurar os segundos, Não consigo conter o sangramento do meu tempo-espaço, Finalmente eu, longe do centro da rua solitária a si, Finalmente eu, distante de todas as mãos calorosas, Finalmente eu, a quilômetros do chamado pelo nome, Alguns poemas afundam minha cabeça, Outros passam despercebidos como as auroras que falham, Na mais profunda noite meu sentidos Esperam os passos do infinito, Interrogações se esculpem por mim E como numa febre Eu deliro de infinitas duvidas que já são mundos por si só, Odeio o mar por não estar nele, afogando-me, Odeio o deserto por não estar nele, perdido, Odeio-me, por estar aqui, Frente a frente com o poema sem estar nele, Estou do outro lado, sou o poema, Sou as pernas das vogais e os braços da consoante E meu corpo é o corpo de um verso E minha alma existe quando existe a poesia, Eu, cansado de lagrimas irreversíveis, permaneço, O solitário crepúsculo é um sonho desfeito, Cartas sendo escritas, mas jamais lidas É um sonho abandonado, Musicas empoeiradas pela memória Mas jamais revisitados são sonhos inacabados, É desnecessário dizer que ainda há o grito? Que ainda há os passos por caminhos inesgotáveis? Que ainda há um resto de rosto voluntariamente verdadeiro? A mão no rosto do poeta encima do seu poema que caminha É um horizonte inabalável, Aquele soluço que vira lagrima E que mancha as palavras É uma tarde que permanece cinza, Às vezes o mundo ao redor é um espectro, Às vezes eu sou o espectro que assusta o mundo, Apenas o meu mundo, E na hora que surgir Na eternidade perdida Em algum canto do universo O irrepreensível sentido para existência, Quero existir e não apenas permanecer.

Continue
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08:05

O mar sempre foi motivo de fascínio entre poetas e artistas em geral da literatura a pintura a fotografia e na musica ele sempre foi motivo de inspiração e mistério profundos para todos nós e nos lembrando disso Adriana Calcanhoto nos entrega o que já é desde de já um profundo mergulho no seu oceano intimo onde descemos para sentir melhor nossa próprio profundida, Maré (2008) faz parte uma espécie de trilogia conceitual que iniciou-se com Maritmo (1998), e é o oitavo disco da gaúcha que adotou o rio de Janeiro para viver e foi ele que deu a paissagem alem dos versos de Dorival Caymmi, Arnaldo Antunes Ferreira Gullar e Caetano Veloso, para o que ja é um dos melhores albuns lançados por ela e pela MPB nos ultimos anos.
Uma bateria eletrônica e um violão bossa nova abre de forma magistral o disco, o moderno e pos-moderno no mesmo ambiente na mesma linguagam ou como diz a própria adriana “ ou será so linguagem?” e vamos nos familiarizando com as imagens ensopadas de memorias e afogadas num cotidiano disfarçadamente desconhecido, Violinos e uma Adriana impecavel mergulha mais ainda para a primeira obra prima do disco "Seu Pensamento" classica musica tipicamente de adriana, um violão ondulante que toma conta da melodia e a poetisa vagando pelas infinitudes do Horizonte tentando alcançar nossos pensamentos mais inalcansaveis uma melodia irresistivel se esculpe entre a vocalização e temos a sensanção de uma leve flutuação em nossos proprios pensamentos inabalaveis para entao Adriana apresnetar "Tres" mais uma vez o violão, agora tenso, tremulo, uma especia de "dança da solidao" é base bossa nova para uma adriana determinada a escancarar seus mais profundos medos e encontrar um lugar dentro desse oceano para a reivenção de si mesma.o mundo como diz adriana "se resumia a tedio e pó", o aspero embiente nesse samba cinza faz um longo percusso e adriana asfixiada canta confusa pelos litorais de si masma. PortoAlegre, musica onde a Adriana Homenageia sua cidade natal é uma musica que distoa ate entao do disco e ainda trz Marisa Monte como dueto, musica lembrando os trabalhos de Adriana no projeto "Adriana Partimpim "(2004), onde temas mais voltado para o publico infantial era interpretados pela cantora. agora sim o disco retorna aoo trilhos em "Mulher sem Razão" um violão que poderia estar em qualquer disco do Djavan e metais criam a cama para Adriana radiofonicaaqui, adriana com muita razão diz "sonhar só nao é nada é uma festa na prisao" e desagua em "Teu nome mais Secreto" mais uma formidavel musica com a assinatura de Adriana, um violão que se impoe nada em oceanos e nós com sede para consumir nossos mais angustiantes sonhos nos deixamos levar por esse rio de sensaçoes de uma das melhores melodias do disco. para entao um violão em dissonantes e noturnas entonaçoes ouvir adriana entre lamurias sussurantes em "sem saida" uma bela vocalização atravessa nossos sentidos e quando ja perto de nossa rendição a jazzistica "Para Lá" nos consome alem de nós mesmo em mais uma grande obra prima do disco, adriana em registro vocal perfeito delimita seu territorio sonora e estilistico e nos entrega uma perola para nos embebedar irreversivelmente. o violão volta a tona em "Um dia Desses" lembrando aqui a Adriana de Trabalhos anteriores mais ainda assim mantendo o nivel do disco e temos aqui uma melodia apaixonante dentro da sua simplicidade irretocavel. antes de nos aforgamos completamente, maré ainda reserva a sua grande obra prima, "Onde Andaras" um timbre de violão oceanicamente poetico abre o corredor de aguas dispersas e infinitas para adriana clamar em vocal magnifico o melhor verso do album "na esperança tavez que o acaso num mero discaso me leve a você" enquanto vagamos por ruas puidas de memorias e nafrugamos pelas marges invisiveis e silenciosos onde nos abrigaremos em nós para seguir por nossos proprio oceanos distantes e dispersos em nossos cotidianos velozes nos tornanos mare. o disco curto e profundamente tenuo infiltra-se derradeiramente por nós em"sargaço Mar" com letra de Dorival Caymmi e violão de Gilberto Gil Adriana e nós afundamos num crepuscular sentido de todos os sentidos, com um olhar em frente ao mar caminhamos ate ele para sermos consumidos e arrebentados alem de nossos sonhos inaufragaveis.somos o mar quando somos nós mesmos. Continue
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09:14

Num mundo dominado pelas massificações que desabam sobre nossas almas afundando nossa essência verdadeiramente imprescindível ciente que sem ela apenas sobreviveremos para uma vida vazia de sonhos e liberdades interiores e nasceremos para uma vida cujo único sentido ainda não alcançamos.
Amnesic (2001), quinto trabalho dos britânicos do Radiohead e quarto disco conceitual da discografia gira em torno mais uma vez do homem, criando a utopia como salvação perante a verdade vigente absoluta.
Depois de duas obras primas que marcaram a década de noventa (Ok Computer e Kid A) a banda comandada por Thom Yorke assina as respostas às reflexões que os dois álbuns anteriores trouxeram.
Sob a batuta do engenheiro de som Nigel Grodich, uma pequena orquestra comandada pelo multi-instrumentista da banda Jonny Greenwood e o lendário trompetista jazzy Humphrey Lyttelton, com a influencia da musica eletrônica experimental de vanguarda e do jazz clássico da década de 40, evocando os ecos da arte-conceitual contemporânea, minimalismo conceitual e expressionismo abstrato e releituras do Krautrock, e inspirações Yorkianas nos artistas da Warp (selo independente de musica eletrônica experimental) para nos entorpecer com nossos próprios sentidos ultras sonoros.
A banda assina um dos mais melancólicos e sombrios discos da sua geração e já um dos melhores e ao mesmo tempo controversos discos desse século XXI.
Se nos discos anteriores a reflexão girava em torno do homem contemporâneo e seu afastamento existencial de si mesmo para assim nascer um homem - maquina, ciente que não pode sonhar e sim sobreviver, ciente que não poder ser ele mesmo e sim ser apenas parte dele e parte nulo.
Aqui Thom Yorke escreve seu sonho maior, o de voltar a sua essência para o qual o homem se vendeu e achar ali um lugar de liberdade onírica e racional que abrirá uma fenda no destino e novos caminhos se ergueirão em meio à soterrada carga de ideologias que vivemos no mundo moderno.
Sufocado por sua própria condição de ser humano, centro do paradoxo do mundo pos-moderno,
York abre o disco em estado de alerta com Packt Like Sardines In A Crushed Box, clama que nossas vidas estão passando num piscar de olhos e não estamos percebendo e afunda mais nossas esperanças quando afirma que quando começar-mos a perceber será tarde demais. Camadas minimalistas de texturas beats se misturam à voz sufocada de Thom Yorke numa esquizofrenia quase kafkaniana “empacotado como uma sardinha esmagada numa lata dentro de uma caixa” dialogo com um Yorke com medo e deslizando em si mesmo em meio à construção da textura entrecortada, vozes de sussurros gélido que desce pelas teias vicerais de um ambiente frio e cheio de ecos vestidos de navalhas que cortam nosso interior. Como barcos navegando para os sonhos mais distantes além da vida Yorke nos entrega Pyramid Song “canção pirâmide” balada jazz num piano descompassado, aqui o visionário joga-se num “rio de olhos negros” e conduz nossas promessas de salvação de uma vida deliberadamente confusa e maravilhosa, não há nada a temer nem a duvidar é o que Yorke nos diz enquanto vai seu barco existencial vai sendo sulgado para dentro da sua subconsciência despertando ela de seu gás do sono feito de senso comum e ideologias-camisas de força em meio a pianos mágicos que se destoam em meio a vozes sussurrantes e tremulas de delírios onde massas cinzentas de eteras camadas de uivos oceânico nos arremessam em Pulk/Pull Revolving Doors “portas giratórias” onde portas desafiadoras pelo qual só conhecemos no mais profundo âmago da nossa consciência são adentradas por um Yorke entubado por uma voz mecânica que paira no ar e desliza pelo seu rosto varando sua boca carcomida de inalcansabilidade, a voz sintética e confusa porem destemida no seu percurso fugitivo entre portas que se fundem num sonho inesgotável então sua alma é transportada para um deserto intimo em You And Whose Army? “Você e que Exercito?” um Yorke distante canta entorpecido por pesadelos futuristas, onde ele acredita que logo chegará o tempo que todos os exércitos que batalham contra o mais íntimo da humanidade irão ruir, o poeta, visionário dos tempos modernos profetiza que logo a maquina conhecerá sua ruína e enquanto eles sugam a força existencial da vida humana Yorke em seu sonho de retorno a si mesmo planeja outra fuga metafisicamente ciente de onde quer ir e numa noite gloriosa um cavalo fantasma o levará para dentro si, Yorke pede que nos aproximemos dele e subamos nesse veiculo soluçante que tem a força do infinito humano. Mergulhado em hipnotizantes guitarras cósmicas vestidas de sentidos que vagueia pelas artérias abstratas do comodismo caótico es que chega I Might Be Wrong “eu posso estar errado” um timbre nervoso da guitarra de Ed’O Brien rasga o silencio surgindo um Yorke futurista, pedindo uma abertura acima ou uma fuga por baixo, mergulha nas cachoeiras flutuantes da sua memória a fim de encontrar de novo os bons tempos, outra fuga, pelos tubos de ventilação do seu destino em meio às densas camadas da sua voz que passeia pela constante repetição da guitarra e baterias eletrônicas que entrecortam o ambiente urbano e perturbador, enquanto ecos sintéticos o perseguem pelos corredores do seu próprio medo de fracassar em si mesmo. Yorke acredita na fuga e pede para não olharmos para trás em Knives Out “facas para fora”, é uma sinfonia de guitarras e vilões dialogando dentro dos nossos cinco sentidos, não podemos desistir agora de nosso plano de vôo, Yorke pede que sejamos fortes perante as tempestades, a constante bateria e labirintos dedilhados por Jonny Greenwood misturam nossas percepções sensoriais enquanto Yorke áspero metaforiza sobre ratos e seres humanos se confundindo no soturno alvorecer dos tempos atuais e em certo momento ambos devem ser engolidos e esmagados no ápice labiríntico e angustiado da poesia Yorkiana. Congelado por um desespero translúcido ele percorre as teias sonoras do seu próprio orgulho fugitivo e destila sua matéria viva de impossível pelos vastos campos do futuro, Como num vento da manhã que leva pelas estradas mais seguras e percorre os túneis das palavras não ditas, Yorke nos apresentar Morning Bell “sino da manhã” em sua outra versão (essa música esta no disco anterior mas com camadas mais eletrônicas) cordas e violinos abraçam um Yorke lagrimejante e inconsolável um Yorke que quer corta-se ao meio, arrastar-se pelo próprio sangue e enroscar-se em sua sombra numa aurora que passou a ser noite. e nessa fragilidade cotidiana de alguma manhã qualquer ele ouve o Dollars And Cents “dólares e centavos” com um silencioso ruído ensurdecedor da maquina vestida de refúgio materialista para sua alma cansada e fraca, que o tenta seduzir pelos caminhos mais razoáveis, um contrabaixo circular de Colin Greenwood e pratos constantes da bateria de Phill metaforiza a monotonia cotidiana, enquanto teias éteras causam um ambiente esquizofrênico e alucinado que conduz Yorke a vertiginosa confusão de pensamentos e angustias, os dólares e centavos (personagem criado por Yorke na sua translucidez critica) afirma que ele terá uma vida magnífica e segura mas Yorke espatifa-se e se desespera, a maquina pede que ele tenha calma se não ela rachará sua alma pequena uma guitarra desliza pelas bordas da musica deixando desolado o cenário cheio de rachaduras e vidraçadas nisso surge uma guitarra gélida explorando um canto desolador na instrumental Hunting Bers “levando a caça" alguns timbres graves e um ar de devastação interior no meio de um deserto transcendente permeia para nos arremessar em Like Spinning Plates “como pratos girando” aranhões de vinis giram ao contrario a melodia improvável que vai conduzindo um Yorke impessoal, áspero, escalando sua própria mente como se tivesse explorando o mundo submerso dos sentidos, incapaz de responder as respostas que o levam ate aqui, um fugitivo querendo encontrar a si mesmo num verdadeiro sentido da própria existencialidade, sua mente caminha acima das nuvens e seus pés se sepultam abaixo da terra e a musica nos envolve para uma distancia inimaginável de nos mesmo e então somos transportados para um ultimo suspiro, baseado num complexo jazz espacial em A Life Glasshouse “vida numa casa de vidro” com letra de Jonny Greewood traz um Yorke melancólico pelos arredores de si mesmo e soterrado pelos trompetes de Humphrey Lyttelton e clarinetes que vagam por nossas artérias do desejo de alcançar-se desejando ir ate o fundo de si num mergulho nas próprias respostas que encontrou pelo caminho, pelo próprio infinito da sua própria infinitude, querendo que a humanidade volta a si mesma, recuperar-se do vazio dos caminhos percorridos na atual celebração do homem contemporâneo como resposta as alienações que engolem com todo a força os nossos sentidos, Yorke parece acreditar na humanidade desacreditando nela mas não em si mesmo e cria sua utopia poético-existencial como ode-manisfeto a tudo que nos torna menos humano e mais maquina, apenas sobreviventes e passageiros de um mundo globalizado tantos nos aspectos culturais como alienadores, vomitando o ser humano numa grade existencial que aos poucos vai encolhendo e sufocando nossos pensamentos mais essenciais para dá lugar a um ser humano vazio de idéias e sonhos que morrem dentro de si mais que vive e morre apenas para alimentar seu frágil desejo de existir por existir.assim como num “musical dos anos 30” encerra-se esse percurso radiohediano por nossas mentes entregues a nós mesmos.
Em Amnesiac, só acreditando na utópica volta as suas raízes essenciais o ser humano voltará a sim mesmo e descobrirá o verdadeiro sentido para sua existência, é preciso acreditar nas utopias do impossível talvez por que em nós mesmo somos impossíveis sendo possíveis, portanto sonhadores eternos da essencia humana. No disco mais esquizofrenicamente esperançoso e viciante do Radiohead, um sopro curto que às vezes parece insuportável, aqui a banda se desconstroi, tornando-se em muitos momentos irreconhecível suas principais características, nos arremessando em ambientes asfixiantes de nós mesmo onde a melodia eletronicamente conceitual enrosca-se pelos tentáculos das camadas da própria natureza orgânica do ser humano causando sensações de oceanos, ventos metálicos vindos da nossa própria mente, horizontes sussurrantes, noites longas e rios que cortam nossos corpos e sombras nos perdendo nas próprias camadas de nossos delírios cotidianos. num emblemático inicio de século que pode representar para a humanidade, um reinicio de existencialidade? Com Amnesiac a música é presenteada com a relevância que transborda questionamentos, perguntas e respostas que transpiram e absorvem nossa certeza e duvidas essências para a libertação de nossos sentidos, usando o próprio passado da musica como ponte para o futuro.Amnesiac é moderno, confuso, belo, áspero, frio, emocional, arrebatador, textualizado e texturizado na própria essência da arte; a de nos enriquecer com sua inesgotável plenitude.
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Breve Eternidade

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11:35

me fragmento pelo espaço a procura da cura de mim mesmo.
ilusão que vaga pelas artérias das noites inconsoláveis.
folha solta que passei pela borda do absoluto
antes de ele sangrar de invisibilidades passageiras.
redemoinho de pensamento que pousa no silencio.
pesa sobre mim os segundos calmos cheios de asas.
minha memória rasga-se de fragilidade disfarçada.
atravesso mil oceanos para encontrar a mim mesmo
só depois percebe que atravessei apenas
um terço da minha própria lagrima,
o mundo samba na minha cabeça e o infinito
abraça meu coração com um calor vulcânico de transcendência,
trazendo-me de volta depois da embriagante viagem
dentro dos olhos que vagam lentamente pelas paredes das horas,
nem homem ou mulher conhece a si mesmo em sua infinitude poética?
quantas almas precisam de espelhos para saber que realmente existem:?
nada alem de tristezas nessa manhã cinza.
quanto infinitos são possíveis num só instante?
apenas quero repousar minha cabeça sobre minha própria sombra e
alcançar nuvens consoláveis,
o silencio do mundo me ensurdece,
o silencio da minha própria alma me ensurdece.
estou surdo de infinitos.
sou um fragmento de imperfeição
que desce pelos braços do destino,
minha essência poética reside numa casa de vidro,
sou aquele horizonte quer alcançar-se,
aquele poente que jamais quer deixar de ser poente,
a palavra dita mas jamais ouvida é minha alma a noite,
o verso escrito mas jamais lido
é minha alma pela manhã
uma construção de labirintos que pesa sobre minha pálpebra
cansada de destinos e acasos formando internos crepúsculos.
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15:01

Em 2007 completou dez anos o que considero uma das maiores obras de arte do século XX. E um dos melhores discos conceitual do rock em todos os tempos e vou dizer por que.
O disco Ok Computer (1997) dos ingleses do Radiohead.
Formado por cinco amigos, (Thom Yorke letra, vocal e Piano, Jonny Greenwood, Guitarra e sintetizadores e cordas, Colin Greenwood, Baixo, Ed O’ Brain, Guitarra e Shill Selwey baterista). Na cidade de Orfoxd (interior da Inglaterra), o grupo subverteu o britpop, (movimento de rock pop inglês versão anos noventa onde letras bobas, poses e holofotes eram mais importantes que a essência da musica na arte),
Com o engenheiro de som Nigel Godrich e o artista plástico Stanley Donwood em um estúdio no meio do nada no interior de Londres, a banda rompe com a estética clássica do britpop, e assina uma obra atemporal que entraria para a história do rock como um dos últimos grandes momentos dele no século. Com influência que vão de Dj Shadow e Krzstof Penderecki (compositor erudito polonês). Passando por inspirações do “Krautrock” (movimento musical anarco-progressivo alemão),
Como Faust e Can ao Jazz de Charles Minguas e Jon Coltrane,
O pós-punk soturno de Joy Division e referências literárias que vão de George Orwell e seu livro febril e político (1984), Thomas Pynchon e seu manifesto da “contracultura” (O Arco-íris da gravidade) e influências do futurismo urbano nos escritos de Philip K. Dick. A banda de Thom Yorke faz um raio X da sua geração anos 90 e o século XX como pano de fundo, a virada tecnológico, as perspectivas para o Homem contemporâneo e suas contradições nos aspectos existenciais como base.
Ok computer metaforiza sobre a idéia do computador; capaz de executar tarefas tão ou mais complexas do que homem, armazenar milhares de informações e trabalhá-la em vários níveis de problemas ao mesmo tempo e com uma precisão racional e matematicamente perfeita, mas incapaz de sentir, incapaz de amar, incapaz de chorar ou sorrir e nesse sentido o quanto temos de máquina ou quanto de humanos? Essa ambigüidade é trabalhada tendo como fio condutor a voz quase sintética, mas ao mesmo tempo teatral e lúdica de Thom Yorke. Temas como a possibilidade da morte trazendo para a vida uma nova chance e inspiração (a faixa Airbag), aonde Yorke conduzido pela “maquina” carro metaforizado que conduz Yorke sem rumo, sofre um acidente, mas ele sobrevive graças a um “Airbag”. Então ele passa a acredita que assim sua missão é salvar o universo. Yorke ironiza o homem sobrevivente e sufocado por seu materialismo psíquico que persiste em anular a si mesmo para assim dá lugar a um homem pragmático que não pode sentir a própria existência; onde sua essência está submersa em teias capitalistas e massificações do senso comum, mas esse homem para Yorke, chora internamente uma dor de sua própria inexistência, em (Paranoid Android) ele é um “andróide paranóico”.
Em (Subterranean Homesick Alien) “nostálgico alien subterrâneo”, alienígenas observam a terra e as relações humanas, Yorke reprimido, almeja ser levado pelos alies para o espaço e encontrar assim um mundo melhor. Para ele os homens estão prestes a tornar-se um alienígena dentro do seu próprio mundo, reprimido para sonhar e voltar a sua essência, o Homem só pode ser ele mesmo nos subterreneos mundos da sua subconsciência. Sufocado pelo comodismo e pela falta de perspectiva que assola sua geração pré-milenio, deixando o fim do século inseguro e tenebroso, um século marcado por duas guerras e pequenas outras; Guerra fria, nazismo, fascismo, ditaduras e contradições religiosas e éticas formaram a teias do século mais assustador da historia, o século da bomba atômica e da perpetuação filosófica do capitalismo.
Sufocado Yorke canta em (Exit Music) “música de saída”, planejando uma fuga para algum lugar nenhum enquanto ouve a máquina sussurrar no seu ouvido que isso não passa de um delírio sufocado.
Em (Let Down) desapontado consigo mesmo e com o mundo Yorke vaga pelas ruas, pelos transportes que o levam por caminhos solitários, como andar em círculos dentro de si mesmo numa das músicas mais melancólicas do álbum, Yorke sonha em ter asas, mas histérico e inútil ele se deixa vencer.
Em Karma Police, (referencia a “policia do pensamento” do livro 1984), metáfora da condição alienadora da sociedade moderna. O “Karma Police” (ideologia capitalista como modelo de pensamento). Escraviza “excluindo” da sociedade, qualquer um que queira andar fora da ordem, qualquer um que queira contrariar o “normal”. onde a palavra revolução virou moeda, onde a arte virou apenas um mero produto na prateleira, onde a utopia é apenas uma palavra que soa risonha e hipócrita, onde qualquer pensamento fora do “normal” é um mero pensamento fora do normal e se ele persistir será devorado pelos tentáculos do senso comum e da ordem absoluta, no final Yorke grita: “ufa! Por minuto eu me perdi” e perde-se em si mesmo, mas as sirenes do Karma Police o engole completamente.


Essa ordem é confessada pela voz totalmente robótica de (fitter happier) “Mais ajustado e mais feliz”.
Nela Yorke ouve as “dicas” da máquina para uma vida melhor e mais feliz, o que você precisa fazer para se adequar ao mundo moderno, agora sem revolução e desarmado você é manipulado mais facilmente e mais sutilmente. Levando-nos a caminhos distantes; a voz de Thom espragueja sobre questões políticas em (Eletioneering) “fazendo propagando política”. Onde para Yorke há um abismo entre política e ser humano conflitantemente real, O ser com sua idéia revolucionarias de estado e sociedade é minoria, governado pela maquina capitalismo só resta ao individuo lutar pela liberdade do seu próprio pensamento e o manter coerente enquanto procura encontra sentido para o mundo.
Mas um medo de se perder de vista toma conta em (Climbing Up The Walls) “subindo pelas paredes” Yorke sobe pelas paredes do seu próprio medo e desespero e se sentindo observado e perseguido, Yorke procura coerência em suas atitudes e sente um medo quase infantil de estar sozinho em meio a seus próprios fantasmas. a máquina veio para confundi-lo e fraquejá-lo.
Em (No Surprises) “sem alarmes e sem supresas”. Um piano quase de ninar faz a base para um Yorke disperso, distante de si mesmo, cansado das atitudes humanas, desgastado dessa luta interna, enquanto a sociedade apenas caminha sem alarmes, para seu próprio fim, para o esgotamento absoluto dos recursos naturais, para a degradação completa da natureza isso, sem alarmes e sem supresas.
Mas em (Lucky) “afortunado” Thom diz esta com sorte, sente que pode amar e ter um dia glorioso, seus pensamentos estão mais claros, observa a humanidade de cima, flutuando em seus sonhos, acredita que seu rumo pode mudar na musica mais cheia de esperança de um álbum escuro e áspero, com a virada tecnológica, a revolução da informática na ultima década a humanidade vem perdendo aos poucos seu espaço de trabalho e o que foi um marco na revolução industrial agora na sociedade “pós-moderna” é feitiço virando contra o próprio feiticeiro (o homem) agora é refém de seu próprio ideal materialista, aumento do desemprego, empregos alternativos, desequilíbrio social, desigualdade, é o preço capitalista, que já não vê ninguém em sua frente para detê-lo então Yorke despenca, afirma que o “chefe do estado o chama pelo nome” clama para tirá-lo do acidente aéreo, afirma que já esta na extremidade de si, síntese de uma sociedade que se viu no século XX a beira de sua extinção, a beira de um colapso político, mas que recuperando suas formas viu na década de 90 uma grande ressaca de idéias e esperança, uma década marcada por um otimismo automático, pelo movimento elétrico dos passos, pelos blocos econômicos causando em paises em desenvolvimento uma ilusão de modernidade e uma pobreza disfarçada para o bem da globalização, pela arte-objeto, efetivação da mulher no mercado de trabalho e consequentemente uma fusão com o homem no papel de maquina de fabricar dinheiro, o homem turista do seu próprio mundo sobrevive asfixiado e asfixiando,
Em (The Turist) a derradeira faixa de Ok Computer, Yorke clama que o homem vá devagar, que ele pare e pense o que significou o século XX, o que significa a própria existência dele, o que ele esta fazendo para si mesmo e o mundo, terminando Ok Computer de forma melancólica e confessional num clamor poético inalcançável, numa musica cheia de espaço vazio, quase um blues sintético, que vai morrendo aos poucos enquanto Yorke canta: “Homem devagar aí, devagar aí...”.
Ok Computer torna-se uma dos últimos sopros de arte do rock no século XX, Por ter a relevância de transformar elementos tão universais e íntimos e sintetizá-los e textualizá-los em seu discurso. Por ser uma copia fiel do seu tempo. Por captar os elementos que tornaram esse fim de século tão instigante tão escuro para as ações e o ser. Pela fusão pós-moderna de rock espacial com ambientes progressivos e música eletrônica experimental renovando assim o movimento (o rock) com originalidade e relevância, por ser tão espelho da própria humanidade na voz nos ambientes urbanos sufocantes e arrebatadores comandados por Yorke & cia. Levando o homem a questionar-se:
qual o futuro da humanidade?
E qual minha própria relevância em tudo isso?
A arte prova mais uma vez que sua relevância não se limita ao seu próprio eixo e sim que ela se expande em todos os níveis e em todos nós; que ela pode transcrever a realidade e ser um documento histórico do seu tempo e ter papel decisivo nas reflexões sobre os principais problemas e questões humanas, por mais estranho e inacessível que possa parecer, a arte, ainda prevalecerá como um das características mais significantes da essência humana.
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Desired Constellation

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14:56

nas entranhas mais profundas da alma do infinito
nasce o impossível que somos nós.
com tentáculos do mundo visível e invisível.
através de um verso eu alcanço tua alma,
cada sonho é um percurso,
flutuo abaixo das camadas sonoras das palavras,
meu corpo é levado pelas correntes de ar do absoluto
e cansa de não-transcender,
na rua escura indo para meu encontro matinal
com minha transobrigação
eu perfuro minha própria subconsciência,
cavo as paredes imaginarias,
cravo meu verso na tua pele carcomida de noites,
devoro tua lógica com pensamentos sem pensamentos,
a razão de ser é uma metáfora cheia bocas,
o dia da revolução poética será o dia que prevalecerá
a persistência da eternidade das nossas procuras,
inicio meu poema mergulhando-o no mundo,
o verso infinito alcança tua alma
e volta para mim inconsolável,
só há uma reposta para esta angustia
escrever versos infinitos interminavelmente
transformar tua alma em bilhete e entregá-los as crianças,
refugiar tua metáfora num envelope e
abandoná-la na praça inquietante,
fazer com que tuas visões poéticas
façam ligações clandestinas para as autoridades
ameaçando-as com sua própria essência poética,
fazer com que o verso mais sublime do teu poema
suba no porte e engula as caixas de sons
trazendo assim de volta a música que fará tua alma
se transformar em nuvem-sonho e sobrevoar a cidade,
transformar teu passeio na rua Cláudio Barbosa
em uma experiência cósmica inigualável,
transformar a prefeitura num museu das idéias mortas
que reencarna no congresso teatral das verdades indecifráveis,
transformar nossos olhares aleatórios em noite chuvosa
o banco da esquina em radares
procurando a nós mesmos no tempo-espaço,
transformar uma carta de amor ridícula
numa arma nuclear
que irá destruir nossa insegurança selvagem,
transformar um pequeno sonho em prioridade cotidiana,
e transformar cada gesto num poema
e cada poema num gesto com dimensões de universo
passam os dias menos minha alma,
passa as horas minha angustia oceânica
passa os segundos menos um medo indecifrável
passa as tempestades com a força vulcânica de um grito.Mas só direi o adeus a mim a mesmo na extremidade de um ultimo segundo
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Procura-se Amy ( Chasing Amy)

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14:43

Procura-se Amy do diretor indenpedente Kevin Smith do aclamado
O Balconista (Clerks), em 1994.
Trata de alguns temas que são tabus ainda em certos setores da sociedade.
A Sexualidade.A historia gira em torno de Holden McNeil e Banky Edwards (Ben Affleck, Joey Lauren em atuações inspiradíssimas) sendo que Bem Affleck de ( O Gênio Indomável e Pearl Harbor) está provavelmente na melhor atuação de sua carreira e ambos trabalham com quadrinhos (parceiros de trabalho) e estão na sua melhor fase, ate Holden conhecer Alyssa Jones (Jason Lee) que também trabalha com quadrinhos. Alternando em momentos de humor negro como o personagem Hooper X (Dwight Ewell) uma espécie de ídolo da comunidade negra nos quadrinhos mas que esconde sua homossexualidade enquanto posa de macho e antibranco para o público, as crises de relacionamentos também são expostas quando Honden começa a se envolvem com Alyssa sem ela saber que ele esta apaixonado até ficar chocado quando decobre que ela é lésbica.
Nesse momento o filme entrelaça seus diálogos afiados com cenas arrebatadoras, Kevin Smith constrói seus personagens deixando-os livres e sem amarras por paisagens cotidianas e sem maneirismo e artificialidade, como a cena que Honden e Alyssa conversando sobre suas preferências sexuais enquanto se embalam num balanço numa tarde fria, Holden apesar de ser um artista, conserva um conservadorismo quase infantil, para ele as relações entre homem e mulher são intocáveis e qualquer mudança fora do normal é absurdamente inexplicável, mas Alysse acredita que assim expandindo suas perspectiva de relacionamentos encontrará mais fácil aquela pessoa que a fará feliz independente de ser homem ou mulher. Aos poucos que o filme vai avançando ambos ficam mais próximos e mais íntimos enquanto Banky não aceita esse relacionamento amigável por justamente ela ser lésbica. Diálogos machistas e brigas vicerais e profundas formas as camadas de um filme tão esteticamente simples mas tão profundamente relevante, no meio de todo esse turbilhão do encontro de dois mundos completamente diferentes Hondel e Alysse se apaixonam, numa das cenas mais belas do filme e entre crises e o choque inicial ambos entregam-se a essa mórbida possibilidade.
Holden agora precisa conviver com esse passado enquanto Alysse abre mão do seu mundo e de sua comunidade e amigas que não aceitam sua escolha, Banky também não aceita e querendo fazer seu amigo perceber que é um relacionamento supostamente absurdo e sem futuro, o instiga a pensar sobre o passado dela e seus desejos que pode aflorar a qualquer momento, tentando assim causar dúvidas e paranóias na cabeça do seu melhor amigo e sócio mas ambos permanecem bem até Holden estragar tudo quando decobre que ele não foi o primeiro homem da vida dela.
Obcecado por ideologias cronicamente machistas que toma conta de suas ações e pensamentos, Holden revela sua insegurança, seus medos e suas razões orgulhosamente masculinas, perdendo ela aos poucos, ele se vê num beco sem saída do seu próprio orgulho e arremessado num canto de bar numa noite solitária, alternando entre um cigarro e outro recebe a visita inesperada de dois amigos que aparentemente não têm nada a acrescentar e assim ele ouve a historia de Amy, uma garota que um desses dois amigos conheceu, mas que por orgulho e infantilidade machista ele a perde e ao perdê-la descobre que essa garota era e sempre foi e será a pessoa que ele passou a vida inteira procurando. Assim, melancolicamente, ela passa o resto dos dias procurando alguém como ela alguém como Amy. Entre encontros e desencontros Kevin Smith deixa-nos mergulhado em nossos próprios conceitos e com a certeza que estamos assistindo a um filme sincero, que trata dos confusos relacionamentos da vida moderna e torna-se tão íntimo e espelho de nossa sociedade que vem aos poucos perdendo a fé nas relações humanas. Um filme obrigatório, um dos melhores filmes de Kevin e uma obra agradável que certamente fará parte da coleção de filmes indispensáveis para se assitir entes de morrer.
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