<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076</id><updated>2012-02-11T12:58:46.894-03:00</updated><category term='Videoarte'/><category term='Doc'/><category term='Letra O'/><category term='Radiohead'/><category term='Cinema'/><category term='Mídia'/><category term='C'/><category term='F'/><category term='Rizoma'/><category term='Letra D'/><category term='Poema'/><category term='Helena Límia'/><category term='Poesia'/><category term='Letra T'/><category term='Política'/><category term='I'/><category term='D'/><category term='Mitos Climáticos'/><category term='Climatege'/><category term='Música'/><category term='V'/><category term='Observatório'/><category term='Wikileaks'/><category term='Roberto Piva'/><category term='Artigos'/><category term='Letra L'/><category term='02:43'/><category term='Letra A'/><category term='Pará'/><category term='Carta Aberta'/><category term='Cosmo'/><category term='Ufo'/><category term='Discos dos anos 00'/><category term='Ciberspace'/><category term='H'/><category term='Kraut'/><category term='E'/><category term='Hakim Bey'/><category term='Andrei Tarkovsy'/><category term='R'/><category term='tamy'/><title type='text'>Entulho Cósmico</title><subtitle type='html'>Toda a palavra é um verso e todo o verso é um infinito.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>474</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5240357239607670720</id><published>2012-02-11T12:57:00.001-03:00</published><updated>2012-02-11T12:57:32.328-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciberspace'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><title type='text'>Facebook: como lucrar com uma máquina de espionagem</title><content type='html'>&lt;p&gt;ESCRITO POR RODRIGO DE OLIVEIRA ANDRADE&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;img src="http://mariano.delegadodepolicia.com/wp-content/uploads/2011/11/Espionagem-na-Internet1.jpg" width="460" height="350" /&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na última semana, o &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; oficializou sua intenção de ir a público ao entregar à Comissão de Valores Imobiliários (&lt;em&gt;Securities and Exchange Commission&lt;/em&gt;) dos Estados Unidos seu pedido para oferta pública inicial. De acordo com texto publicado pela &lt;em&gt;NewScientist&lt;/em&gt;, a expectativa é que a empresa de Mark Zuckerberg fature, a curto prazo, a bagatela de US$ 5 bilhões. No entanto, calcula-se que quando o processo tiver sido concluído o &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;valha até US$ 100 bilhões (R$ 172 bilhões).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Junto ao pedido também foi enviado um documento (disponível &lt;a href="http://www.sec.gov/Archives/edgar/data/1326801/000119312512034517/d287954ds1.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;), o qual me chamou a atenção por divulgar algumas das marcas alcançadas pela rede social nos últimos anos, a saber: o &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;possuía até dezembro do ano passado 845 milhões de usuários, sendo que 483 milhões, isto é, mais da metade, o acessavam todos os dias, gerando, com isso, 2,7 bilhões de&lt;em&gt;“likes”&lt;/em&gt; e comentários – provavelmente sobre as cerca de 250 milhões de fotos que, diariamente, são enviadas ao site de relacionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo o jornalista Jacob Aron, tais números (e outros também) fizeram com que o &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;tivesse lucro de US$ 1 bilhão em 2011 e uma receita de US$ 3,7 bilhões, tornando-se, assim, mais rentável que o &lt;em&gt;Google&lt;/em&gt; quando, em 2004, foi a público com sua oferta pública inicial (&lt;em&gt;Initial Public Offering&lt;/em&gt;). Agora, mais importante do que discutir o futuro da rede social é discutir o que faz do &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; algo tão valioso e rentável a ponto de permitir que seu fundador receba um salário de quase US$ 500 mil, como atesta texto publicado esta semana pelo Observatório da Imprensa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em entrevista ao &lt;em&gt;Russia Today&lt;/em&gt; em&lt;em&gt; &lt;/em&gt;maio de 2011, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, já afirmava ser o &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; a “mais espantosa máquina de espionagem já inventada”. Isso porque, para Assange, as redes sociais são capazes de fornecer aos serviços de inteligência estadunidenses amplas bases de dados sobre os cidadãos que delas fazem uso, o que inclui suas relações, nomes de seus contatos, seus endereços etc. Os protestos que assolaram as ruas da Inglaterra, principalmente as do bairro de Tottenham, no ano passado ilustram bem tal afirmação, visto que a polícia local (&lt;em&gt;Scotland &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Yard&lt;/em&gt;) utilizou-se de páginas como as do &lt;em&gt;Twitter&lt;/em&gt;,&lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Youtube&lt;/em&gt; para localizar possíveis “perturbadores da ordem pública” (o vídeo com a entrevista de Assange encontra-se disponível &lt;a href="http://rt.com/news/wikileaks-revelations-assange-interview/"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para além da Teoria da Conspiração, contudo, o fato é que o negócio do &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; é a venda de espaços publicitários. Para se ter uma idéia, de acordo com Lori Andrews, em texto publicado pelo jornal &lt;em&gt;The New York Times&lt;/em&gt;, apenas em 2011, o site de relacionamento arrecadou US$ 3,2 bilhões com anúncios publicitários, ou seja, 85% de sua receita total. O curioso, porém, é que cada anúncio postado pelo &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;é direcionado aos usuários de acordo as informações que os próprios fornecem ao site.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em outras palavras, significa dizer que, ao mudar seu &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de relacionamento, compartilhar um&lt;em&gt;link&lt;/em&gt; de um filme ou de uma peça teatral, comentar a foto de um amigo ou “curtir” um comentário qualquer, você está fornecendo ao &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;informações que definem seus gostos e preferências. A partir daí, afirma Andrews, “os anunciantes escolhem palavras-chave ou detalhes – como o &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; de relações, a localidade, as atividades, os livros preferidos e o emprego – e o &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; publica os anúncios, dirigindo-os ao subconjunto de seus milhares de usuários”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Logo, quem utiliza as redes sociais, além de trabalhar de graça para as agências de inteligência dos Estados Unidos, como podemos concluir com base nas declarações de Assange, está contribuindo para que seu tempo e trabalho, gastos lendo, publicando, comentando e compartilhando conteúdos, se materializem no valor de mercado da empresa, no caso o&lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;. De acordo com Rafael Evangelista, doutor em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), essa é uma característica de um fenômeno chamado Web 2.0. Afinal, indaga o pesquisador, será que interagir e colaborar em espaços proprietários não significa trabalhar sem ser pago?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo Evangelista, o termo Web 2.0 engloba o que seria a segunda geração da internet, a qual possui uma gama de serviços que promovem as comunidades virtuais, a interatividade e o conteúdo construído pelo grande público. Entretanto, a questão apresentada pelo pesquisador é que esses sites, construídos coletivamente, ganharam um alto valor de mercado e hoje são objeto de negociação em bolsas de valores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; é constituído, majoritariamente, pelo compartilhamento de informações. Esse é seu único e principal atrativo. O problema nesse caso é que a rede social não detém os direitos autorais acerca desses conteúdos, os quais, na maioria dos casos, resumem-se a imagens, vídeos e &lt;em&gt;links &lt;/em&gt;externos. Estes, por sua vez, são lidos, debatidos e, novamente, compartilhados por todos no site. Mesmo os fóruns de discussões são construídos a partir das reflexões dos usuários. Impossível, assim, não relacionar tal fenômeno ao conceito de mais-valia, adaptado, aqui, por Evangelista para Mais-Valia 2.0.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Desenvolvida por Karl Marx, o conceito de mais-valia, grosso modo, representa a diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador. Trata-se do excedente produzido pelo trabalhador referente ao necessário para que ele mantenha seus meios de subsistência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pois ao possibilitar que seus usuários compartilhem conteúdos produzidos por terceiros, obtendo de quebra informações valiosas sobre seus gostos – os quais possibilitam ao site mapear seus interesses e, com isso, criar mecanismos, ancorados em banco de dados, que permitem aperfeiçoar o direcionamento das mensagens publicitárias, fazendo com que o site arrecade valores com anúncios publicitários superiores aos divulgados –, o &lt;em&gt;Facebook &lt;/em&gt;está gerando lucro tendo como matéria-prima o tempo e o talento intelectual de seus usuários, afirma Evangelista. Neste contexto, a Mais-Valia 2.0 configura-se, portanto, a partir da não divisão dos lucros do&lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; com seus reais funcionários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O acesso gratuito à rede social, condição que por vezes acaba por atrair mais usuários, pode ser considerada, pois, uma ilusão, visto que quem usa o &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; não tem acesso 100% livre ao site, no sentido de poder acessar seus códigos e até mesmo modificá-lo, característica esta corriqueira no dia-a-dia de usuários de softwares livres. Pelo contrário, a maioria das modificações feitas por Zuckerberg até hoje foram impostas, algumas delas, inclusive, esbarram em questões delicadas, tais como até que ponto a privacidade dos usuários pode ser violada pela rede social. O acesso gratuito ao &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; poderia ser comparado, então, ao valor da força de trabalho, isto é, ao valor dos meios de subsistência indispensáveis à reprodução da classe trabalhadora – leia-se aqui usuários. Essa seria a única compensação aos milhares de usuários do &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt; por alimentarem, diariamente, o site.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em suma, tudo indica, no entanto, que Mark Zuckerberg se tornará a nona pessoa mais rica do mundo ainda este ano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Via &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6806:social100212&amp;amp;catid=71:social&amp;amp;Itemid=180" target="_blank"&gt;Correio Cidadania&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5240357239607670720?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5240357239607670720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/facebook-como-lucrar-com-uma-maquina-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5240357239607670720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5240357239607670720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/facebook-como-lucrar-com-uma-maquina-de.html' title='Facebook: como lucrar com uma máquina de espionagem'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-1157900844283823703</id><published>2012-02-10T09:11:00.001-03:00</published><updated>2012-02-10T09:11:22.127-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>5:55</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://s3prod.weheartit.netdna-cdn.com/images/4721880/tumblr_lb5vxfpYXE1qbju4oo1_500_large.jpg?1288654223" width="474" height="330"&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-1157900844283823703?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/1157900844283823703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/555.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1157900844283823703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1157900844283823703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/555.html' title='5:55'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-8429515219083454450</id><published>2012-02-09T13:33:00.001-03:00</published><updated>2012-02-09T13:33:58.273-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><title type='text'>Rede Globo, poder e corrupção: tudo a ver</title><content type='html'>&lt;p&gt; Escrito por João Gabriel Vieira Bordin  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;A recente declaração do ex-braço direito do imperador midiático Roberto Marinho, o executivo José Bonifácio Sobrinho, não deve nos impressionar. Trata-se de uma cortina de fumaça para camuflar a verdadeira natureza da Rede Globo: corrupta, monopolizadora, discricionária, obsedada pelo poder. Numa entrevista concedida para a Globonews, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, comenta sobre a influência da vetusta platinada (como a Globo procura se apresentar ao público, ou seja, como incorruptível, de moral ilibada etc.) nas eleições de 1989, primeira após a abertura democrática. O episódio diz respeito ao último debate entre Lula e Collor, ambos candidatos ao segundo turno. A Rede Globo teria sido, segundo Boni, responsável pelas jogadas de marketing do então “caçador de marajás”, assessorando-lhe em coisas como retirar a gravata, plantar suores falsos e ostentar pastas vazias que supostamente continham denúncias contra Lula. &lt;p&gt;Tais alegações são risíveis. Não porque talvez não sejam verdadeiras, mas porque estão muito longe de representar a real história do quarto poder no Brasil. Na verdade, a relação promíscua entre a Rede Globo e o poder político e econômico vai muito além da maquiagem no pescoço e no semblante de um jovem Collor no auge de sua carreira política; vai muito além, portanto, da simples assessoria à imagem de um político. Roberto Marinho e seu canal de televisão participaram ostensivamente do poder político, imiscuindo-se diretamente nos rumos do Estado brasileiro tendo em mira interesses econômicos e ideológicos próprios. Parafraseando a confissão que, em certa ocasião, fez seu fundador, podemos afirmar que “sim, a Globo usa o poder”. &lt;p&gt;A ficha policial da Rede Globo é extensa, embora muita coisa esteja ainda escondida debaixo dos tapetes. De fato, ela já nasce fecundada pelo projeto ideológico imperialista estadunidense, interessado em conter uma possível contaminação da América Latina pelo socialismo soviético. A ascensão da Rede Globo ao canal de televisão mais poderoso da América Latina, em tempo tão diminuto, não teria sido possível se não fosse a injeção de um montante enorme de capital ianque na empresa, através do grupo Time-Life, durante a década de 1960. Os negócios entre a Rede Globo e a Time-Life não significaram apenas uma violação às regras econômicas impostas pela constituição brasileira, mas sim a criação de uma arma de propaganda ideológica burguesa e imperialista no Brasil. E Roberto Marinho manteve-se sempre fiel a essa orientação ideológica. &lt;p&gt;Todo o império midiático da rede Globo foi construído em harmonia perfeita com os mais de vinte anos de Regime Militar no Brasil. Uma declaração do general-presidente Médici, em pleno AI-5, expressa muito bem essa relação: "Sinto-me feliz todas as noites quando assisto o noticiário. Porque, no noticiário da Globo, o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz". Não à toa, a Globo resistiu até o último minuto ao lado dos militares contra o movimento pela abertura democrática. Em janeiro de 1984, uma passeata na Praça da Sé, na qual compareceram mais de duzentas mil pessoas exigindo eleições diretas para presidente, foi noticiada pelo Jornal Nacional como se tratando de uma comemoração pelo aniversário da cidade de São Paulo. Hoje, a sempre vetusta Globo, pinta sua imagem como se fosse um exemplo de luta pela democracia e pela justiça. &lt;p&gt;Mas a ingerência da Globo nos processos político e social vai muito além da manipulação da informação. Sabe-se que pelo menos durante as eleições de 1982 Roberto Marinho partiu para a corrupção ativa – contudo, dificilmente este deve ser um caso isolado. O escândalo ficou conhecido como Proconsult, nome da empresa privada contratada para apurar os votos das eleições no estado do Rio de Janeiro. A Rede Globo teria se mancomunado com a empresa para fraudar o resultado da eleição para governador, fraude que, se não descoberta, teria levado à derrota de Leonel Brizola ante o candidato conservador do PDS, Moreira Franco. Até hoje a Globo nega que tenha participado de qualquer ato fraudulento na contagem dos votos no Rio de Janeiro, admitindo apenas que noticiou equivocadamente, e sem qualquer má-fé, a vitória de Franco sobre Brizola. Tanto a fraude operada pela Proconsult quanto a deturpação na veiculação do resultado da eleição foram conscientemente orquestrados por Roberto Marinho. &lt;p&gt;O mesmo pode-se dizer quanto às eleições de 1989. O papel da Globo na eleição de Collor foi o de empreender uma campanha de manipulação de dados, de difamação, de informações desencontradas, e assim por diante, contra Lula, que tinha, no segundo turno, chance real de vitória (o resultado final foi de poucos pontos percentuais de diferença a favor de Collor). O último debate foi deliberadamente manipulado pelos jornais da rede, favorecendo evidentemente o candidato da direita. Em que medida essa ação pesou no resultado das eleições é difícil determinar, mas é certo que deve ter exercido algum impacto real. Além disso, embora tenha sido este caso o único denunciado, é certo que muitas outras formas sutis de manipulação devem ter passado despercebidas. &lt;p&gt;Em suma, a declaração do antigo executivo da Rede Globo não nos deve enganar, retirando o foco da verdadeira questão. Roberto Marinho e seu canal de TV exerceram e, decerto, exercem ainda uma atividade criminosa no país, atentando contra a soberania nacional e à independência do Estado. Não se trata de uma influência indireta, mas direta e ostensiva, e que só terá fim com a extinção do oligopólio e com a democratização do espectro radiodifusor no país. O que devemos ter em mente é a necessidade de lutar por um novo marco regulatório no âmbito das telecomunicações. De fato, há um projeto nesse sentido sendo construído no legislativo, mas trata-se de uma nova forma de garantir os mesmos privilégios e a mesma estrutura corrupta e privatista. &lt;p&gt;A revelação de Boni deve nos lembrar que a Globo tem de acabar, ou pelo menos tem de se transformar em um canal de proporções modestas, concorrendo com centenas de outros canais no interior de uma radiodifusão democratizada. &lt;p&gt;&lt;strong&gt;João Gabriel Vieira Bordin é cientista social.&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Blog: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.laboratoriodialetico.blogspot.com/"&gt;www.laboratoriodialetico.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8429515219083454450?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8429515219083454450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/rede-globo-poder-e-corrupcao-tudo-ver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8429515219083454450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8429515219083454450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/rede-globo-poder-e-corrupcao-tudo-ver.html' title='Rede Globo, poder e corrupção: tudo a ver'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-763573167047024727</id><published>2012-02-09T13:15:00.001-03:00</published><updated>2012-02-09T13:19:47.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Privataria do PT</title><content type='html'>&lt;p&gt;Escrito por Maria Lucia Fattorelli  &lt;p&gt;Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se:  &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DA PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DE JAZIDAS DE PETRÓLEO, INCLUSIVE DO PRÉ-SAL &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS MAIS MOVIMENTADOS DO PAÍS &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DE RODOVIAS &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DE HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DE FLORESTAS &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;- &lt;strong&gt;PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, e muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos, haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre várias outras necessidades não atendidas, evidenciadas recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho, em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais. &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega-fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobrás possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até estrangeiras? Por que privatizar os hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se cortam recursos destas áreas?  &lt;p&gt;O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões?  &lt;p&gt;O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da nação. Os únicos beneficiários têm sido o setor financeiro privado e as grandes transnacionais.  &lt;p&gt;Então, por que o governo tem se empenhado tanto em aprovar todas essas medidas contrárias aos interesses nacionais?  &lt;p&gt;E o que diz a grande mídia a respeito dessas medidas indesejáveis? Não divulga a posição dos afetados e prejudicados por todas essas medidas, mas promove uma completa “desinformação” ao apresentar argumentos falaciosos e convincentes propagandas de que o Brasil vai muito bem e que a economia está sob controle.  &lt;p&gt;Ora, se estamos tão bem assim, qual a razão para rifar o patrimônio público? Por que esse violento round de privatizações partindo justamente de quem venceu as eleições acusando a privataria?  &lt;p&gt;Na realidade, o país está sucateado. Vejam as estradas rodoviárias assassinas e a ausência de ferrovias; a desindustrialização; o esgotamento de nossas riquezas; as pessoas sem atendimento hospitalar, com cirurgias adiadas até a morte; os profissionais de ensino desrespeitados e obrigados a assumir vários postos de trabalho para sustentar suas famílias; o crescimento da violência e do uso de drogas.  &lt;p&gt;É inegável o fato de que o PIB brasileiro cresceu e já somos a sexta potência mundial, mas o último relatório da ONU mostra que ocupamos a vergonhosa 84ª posição em relação ao atendimento aos direitos humanos, de acordo com o IDH (1), o que é inadmissível considerando as nossas imensas riquezas.  &lt;p&gt;Algo está muito errado. Não há congruência entre nossas riquezas e nossa realidade social. Não há coerência entre o discurso ostentoso e a liquidação do patrimônio nacional.  &lt;p&gt;Dizem que temos reservas internacionais bilionárias, mas não divulgam o custo dessas reservas para o país, o dano às contas públicas e ao crescimento acelerado da dívida pública brasileira que paga os juros mais elevados do mundo.  &lt;p&gt;Dizem que temos batido recordes com exportações, mas não divulgam que lá de fora valorizam os preços das chamadas “commodities” e o que fazemos: aceleramos a exploração dos nossos recursos naturais e os exportamos às toneladas. Mas quem ganha já não é o país, pois as minas, as siderúrgicas e o agrobusiness já foram privatizados há muito tempo.  &lt;p&gt;Outra grande falácia é de que o Brasil está tão bem que a crise financeira que abalou as economias dos países mais ricos do Norte – Estados Unidos e Europa – pouco afetou o país. A grande mídia não divulga, mas a raiz da atual crise “da Dívida” que abala as economias do Norte está na CRISE DO SETOR FINANCEIRO.  &lt;p&gt;A crise estourou em 2008 quando as principais instituições financeiras do planeta entraram em risco de quebra. Tal crise dos bancos decorreu do excesso de emissão de diversos produtos financeiros sem lastro – principalmente os derivativos -, possibilitada pela desregulamentação e autonomia do setor financeiro bancário. Embora tivessem agido com tremenda irresponsabilidade na emissão e especulação de incalculáveis volumes de papéis sem lastro, tais bancos foram “salvos” pelos países do Norte à custa do aumento da dívida pública, que agora está sendo paga por severos planos de ajuste fiscal contra os trabalhadores e crescente sacrifício de direitos sociais.  &lt;p&gt;Apesar da monumental ajuda das nações aos bancos, o sistema financeiro internacional ainda se encontra abarrotado de derivativos e outros papéis sem lastro - tratados pela grande mídia como “ativos tóxicos”. Grande parte desses papéis foi transferida para “bad banks” (2) em várias partes do mundo, à espera de serem trocados por “ativos reais”, principalmente em processos de privatizações.  &lt;p&gt;Assim funcionam as privatizações: são uma forma de reciclar o acúmulo de papéis e transferir as riquezas públicas para o setor financeiro privado.  &lt;p&gt;Relativamente à privatização da Previdência dos Servidores Públicos, o Projeto de Lei PL/1992 cria o FUNPRESP que, se aprovado, deverá ser um dos maiores fundos de pensão do mundo.  &lt;p&gt;Na prática, esse projeto se insere em tendência mundial ditada pelo Banco Mundial, de reduzir a participação estatal a um benefício mínimo, como alerta Osvaldo Coggiola, em seu artigo “A Falência Mundial dos Fundos de Pensão”:  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;“Com este esquema, o que se quer é reduzir a aposentadoria estatal de modo a diminuir o gasto em aposentadorias e aumentar os pagamentos da dívida do Estado&lt;/strong&gt;.”  &lt;p&gt;A dívida brasileira já supera os R$ 3 trilhões. A grande mídia não divulga esse número, mas o mesmo está respaldado em dados oficiais (3).  &lt;p&gt;Os fundos de pensão absorvem grandes quantidades de papéis, pois funcionam trocando o dinheiro dos trabalhadores por papéis que circulam no mercado financeiro. Os tais “ativos tóxicos” estão provocando sérios danos aos fundos de pensão, como adverte Osvaldo Coggiola:  &lt;p&gt;“... &lt;strong&gt;duas Argentinas e meia faliram nos Estados Unidos como produto da crise do capital, levando consigo os fundos de pensões &lt;/strong&gt;lastreados em suas ações. Na Europa, a situação não é melhor. A &lt;strong&gt;OCDE advertiu sobre o grave risco da queda nas Bolsas sobre os fundos privados de pensão&lt;/strong&gt;, cuja viabilidade está ligada à evolução dos mercados de renda variável: “Existe o risco de que as pessoas que investiram nesses fundos recebam pouco ou &lt;strong&gt;nada &lt;/strong&gt;depois de se aposentar”.  &lt;p&gt;O art. 11 do PL-1992 não permite ilusões quanto ao risco para os servidores federais brasileiros, pois assinala que a responsabilidade do Estado será restrita ao pagamento e à transferência de contribuições ao FUNPRESP. Em outras palavras, se algo funcionar errado com o FUNPRESP; se este adquirir papéis podres ou enfrentar qualquer revés, não haverá responsabilidade para a União, suas autarquias ou fundações.  &lt;p&gt;PREVIDÊNCIA É SINÔNIMO DE SEGURANÇA. COMO COLOCAR A PREVIDÊNCIA EM APLICAÇÕES DE RISCO? Qual o sentido dessa medida anti-social?  &lt;p&gt;O gráfico a seguir revela por que a Previdência Social tem sido alvo de ferrenhos ataques por parte do setor financeiro nacional e internacional: o objetivo evidente, como também alertou Osvaldo Coggiola, é apropriar-se dos recursos que ainda são destinados à Seguridade Social para destiná-los aos encargos da dívida pública.  &lt;p&gt;As diversas auditorias cidadãs em andamento no Brasil e no exterior, bem como a auditoria oficial equatoriana (2007/2008) e a CPI da Dívida no Brasil (2009-2010) têm demonstrado que o único beneficiário do processo de endividamento público tem sido o setor financeiro.  &lt;p&gt;No Brasil, o gráfico a seguir denuncia o privilégio da dívida, pois a dívida absorve quase a metade dos recursos do orçamento federal, o que explica o fabuloso lucro auferido pelos bancos aqui instalados, enquanto faltam recursos para as necessidades sociais básicas, tornando nosso país um dos mais injustos do mundo.  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;R$ 708 bilhões: Orçamento Geral da União de 2011 - Executado - Total: R$ 1,571 trilhão&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img border="0" src="http://www.correiocidadania.com.br/images/stories/fotos_artigos/080212_fatorelli.jpg"&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Elaboração:&lt;/strong&gt; Auditoria Cidadã da Dívida.  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota:&lt;/strong&gt; o valor de R$ 708 bilhões inclui o chamado “refinanciamento” ou “rolagem”, pois a CPI da Dívida Pública comprovou que parte relevante dos juros é contabilizada como tal.  &lt;p&gt;Para mais informações ver &lt;a href="http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-15.2486469250/document_view"&gt;http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/artigo.2012-01-15.2486469250/document_view&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;É urgente unir as lutas contra a privatização do que ainda resta de patrimônio público no Brasil, pois é para pagar a dívida pública e preservar este modelo de “Estado Mínimo” para o Social – e “Estado Máximo” para o Capital - que as riquezas nacionais continuam sendo privatizadas.  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;1) IDH: Índice de Desenvolvimento Humano  &lt;p&gt;2) &lt;em&gt;Bad Banks:&lt;/em&gt; instituições paralelas, criadas para absorver grandes quantidades de "ativos tóxicos" que alcançaram volumes tão elevados que passaram a comprometer o funcionamento do sistema financeiro mundial. Até mesmo o G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) chegou a pautar, na última reunião ocorrida em Cannes, a preocupante questão do Sistema Bancário Paralelo.  &lt;p&gt;&amp;nbsp; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Maria Lucia Fatorelli é economista e coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida. &lt;/strong&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Website: &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.divida-auditoriacidada.org.br/"&gt;www.divida-auditoriacidada.org.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-763573167047024727?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/763573167047024727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/privataria-do-pt.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/763573167047024727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/763573167047024727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/privataria-do-pt.html' title='Privataria do PT'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7360625998066519668</id><published>2012-02-08T21:13:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T21:13:22.020-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andrei Tarkovsy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>STALKER Andrei Tarkovski, Stalker, URSS, 1979</title><content type='html'>&lt;p&gt;Luiz Carlos Oliveira Jr.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_eJtObXtpfqM/S-k8BKhVX_I/AAAAAAAAAZ8/WuQTJCHMQ3Q/s1600/tarkovsky.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que há de tão especial em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;, muito provavelmente o melhor filme de Tarkovski? Adianto desde já que não se trata do vasto leque de interpretações aberto a partir dele: ao contrário do que se pode pensar, &lt;i&gt;Stalker &lt;/i&gt;não é um filme cerebróide, hermético, que segue a linha da &amp;quot;ficção-científica para iniciados&amp;quot; e faz disso seu objetivo. É antes um filme que pode ser visto abstraindo-se toda sua carga de significação mais complexa (que lá está de forma latente) e atendo-se tão-somente aos seus aspectos mais básicos. Melhor ainda: é um filme para se apreciar não pelo que ele sugere, mas pelo que ele &lt;i&gt;mostra&lt;/i&gt;: as expressões faciais de &lt;i&gt;Stalker &lt;/i&gt;devem ser vistas como movimentos do rosto. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se Tarkovski aqui insiste em filmar seus atores em primeiro plano – muitas vezes um rosto que surge inesperadamente do extra-campo – é porque essa expressão, que não é mais que uma expressão, contém uma substância importantíssima e de que o filme se alimentará a todo segundo. Cada vinco, cada cicatriz facial em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; aparece como um traço físico de raríssima força; uma concepção escultural da imagem cinematográfica, menos um acontecimento da luz do que um esgarçamento das trevas (como diria Artur Omar). Tarkovski não precisa construir através de falas (apesar delas existirem, e não em pequeno número) ou situações o que seu filme já expõe através de rostos, deslocamentos e paisagens.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O filme gira em torno de uma idéia central perfeitamente bem acabada. Mas qual seria essa idéia? A busca da fé, a reconciliação com um imaginário fundador, a odisséia de cura dos medos e desinquietação das pulsões? (Nas grandes obras de arte, é comum perdermos de vista a idéia central, que, de tão coesa, atua até mesmo invisivelmente.) A atmosfera peculiar de &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; emerge como resposta do meio-ambiente ao filme. Os corpos, os objetos, as paisagens, o vento, a neve, tudo no filme responde a essa idéia que não sabemos exatamente o que representa, que não mostra sua face definitiva (ainda que o final entregue algumas de suas coordenadas), mas que incrivelmente existe e é o que fornece solo firme para o filme ser o que é: um estudo cuidadoso sobre a movimentação de corpos e a topografia de uma superfície (da imagem, dos rostos, das paredes) para além de qualquer noção prévia de profundidade. Em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;, as aparências são o jogo atraente da vastidão de superfície, algo muito distinto da acepção pejorativa – e mais usual – que as toma em oposição a essência. A aparência é o que recobre todas as coisas, é a pele do filme, mas também sua medula (não custa lembrar que a origem embrionária do sistema nervoso central é ectodérmica). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E por que ultrapassar a superfície, se quem olha (dentro do filme e para o filme) não acredita na profundidade? &amp;quot;Eles não têm fé!&amp;quot;, reclama o Stalker, personagem que será descrito mais adiante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Mas o que há em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;?, a pergunta permanece. No excelente texto que Serge Daney escreveu na ocasião do lançamento do filme, ele começa com a definição de dicionário da palavra título. &amp;quot;To stalk&amp;quot; é um verbo inglês, que significa caminhar pé ante pé, dar passos longos, marchar titubeando. É o andar característico de quem invade um território desconhecido, e pode significar também caçar um animal ocultando-se atrás de outro. Uma forma bastante peculiar de aproximação e de perseguição – quase uma dança. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; Tarkovski consagra sua aptidão, já lindamente presente em &lt;i&gt;O Espelho&lt;/i&gt;, para filmar deslocamentos e conformações corporais. Cada personagem tem sua marcha própria, sua envergadura física, sua &amp;quot;presença orgânica&amp;quot;. Tudo é orgânico em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;, incluindo a água, a terra, o vento, o fogo, tudo. A recorrência dos quatro elementos na obra de Tarkovski, como bem sabemos, tem muito mais uma função física do que simbólica. A água possui uma aparição constante em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;, o filme mais úmido da história, e sua importância está justamente na sua natureza, ou seja, em ser uma matéria primitiva, um dos constituintes fundamentais e preponderantes de tudo que existe no mundo, a começar pelos homens. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E não é só a imagem-miríade da água (lago, poça, chuva, goteira), é também seu som em diversas modalidades (ora um barulho de cachoeira, ora um gotejar que ocupa praticamente toda a banda sonora). Embora passe por entre os dedos, a água tem um peso. Embora passem perante nossos olhos e não voltem, as imagens de Tarkovski têm um peso: a densidade não só do tempo que elas materializam, mas também do estranhamento que, mesmo terminado o filme, não se esgota em nenhuma interpretação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;As locações são fábricas desativadas, cemitérios de tanques de guerra, ruínas as mais diversas – um fosso no centro de um mundo pós-apocalíptico onde a fabulação tem um papel tão relativizado quanto reprimido. Os personagens principais são três homens – o Escritor, o Professor e o Stalker – que partem para uma jornada ao local proibido, à terra de ninguém, a uma região assombrosa, lama em que borbulham estranhos objetos de fantasia: a Zona. Um misterioso acidente que deixou boa parte do planeta inabitável deu origem à Zona, em cujo centro há uma espécie de caverna que, conforme dizem, preenche os desejos mais recônditos de quem ali penetra (sim, &lt;i&gt;Solaris&lt;/i&gt; era apenas um aquecimento para este filme). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Talvez por isso, por temerem o potencial dessa realização tão profunda (por temerem o inconsciente?), as autoridades proíbam a entrada de qualquer pessoa, o que justifica aquela cena de ação do início, quando o Stalker conduz de forma até familiar o Escritor e o Professor para dentro da Zona, desviando dos tiros de alguma força militar oficial. O Stalker faz um trabalho de guia turístico conduzindo os outros dois ao longo da Zona. Turismo macabro, sem dúvida. Mas a verdadeira motivação de sua ida constante àquele lugar se explica numa cena das mais bonitas: logo que eles chegam nas imediações da Zona, o Stalker se atira ao chão e chafurda o rosto no capim, como a absorver o vapor da terra, se alimentar do húmus. Nesse momento, vem à mente uma parábola contada no filme seguinte de Andrei Tarkovski, &lt;i&gt;Nostalgia&lt;/i&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A parábola consiste num homem que vê outro se afogando num lamaçal e vai a seu resgate. Quando chegam à margem e o herói pergunta ao outro homem se está tudo bem, este último responde injuriado: &amp;quot;Seu tolo, é lá que eu moro&amp;quot;. Do mesmo modo, a mulher do Stalker dá um ataque histérico no começo do filme, tentando impedi-lo de ir à Zona, mas o que ela não percebe (na verdade, finge não perceber) é que ele pertence àquele limbo. O Stalker é o tecido de transição entre o Escritor (com sua garrafa de vodka embrulhada numa sacolinha plástica) e o Professor (com sua mochila de suprimentos e artefatos secretos).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Não é nenhum absurdo comparar &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;Conta Comigo&lt;/i&gt;(&lt;i&gt;Stand by Me&lt;/i&gt;), de Rob Reiner. Filmes de tonalidades e objetivos absolutamente diferentes, ambos mostram uma viagem que guarda semelhanças: seguir a linha do trem, fugir da repressão, buscar o desconhecido, flertar com o proibido, deparar-se com um cadáver (cena igualmente marcante nos dois filmes), construir um imaginário que permeia a viagem (o personagem narrador de &lt;i&gt;Conta Comigo&lt;/i&gt; é um escritor).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; Enquanto o filme de Reiner narra a jornada iniciática de um grupo de adolescentes, a perda da inocência, sem abrir mão da mais sincera nostalgia,&lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; apanha um grupo de adultos totalmente desiludidos indo em busca de uma tentativa de redescoberta (da criatividade, do mistério, da paz de espírito, da fé). Um é o reverso do outro: de um lado o processo transformador na sua estrutura mais clássica e romantizada, do outro o passeio misterioso e hesitante; de um lado crianças que discutem e brigam para depois fazer as pazes e reforçar a amizade, do outro homens que discutem e brigam como se fossem bêbados decadentes em fim de noite; de um lado o tempo efêmero da adolescência, do outro a duração dilatada pela angústia adulta. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O silêncio da volta em &lt;i&gt;Conta Comigo&lt;/i&gt;, quando os quatro meninos estão por demais submersos num misto de plenitude e vazio de pensamento para conseguir conversar entre si, espelha-se na supressão radical do caminho de volta em &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;, que catapulta seus personagens diretamente ao bar onde se encontraram no início do filme. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apesar da clássica seqüência do campeonato de tortas com o Bola de Sebo não possuir paralelo possível em Tarkovski, &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt; não abdica de um certo humor diretamente relacionado ao patético e ao inusitado, como na cena, dentro da Zona, em que um telefone antigo inesperadamente toca, mostrando que ainda funciona, e o Professor atende e conversa com a pessoa que ligou – um ingrediente à Buñuel, cineasta que Tarkovski muito admirava.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;O que dizer então de &lt;i&gt;Stalker&lt;/i&gt;? O óbvio: que a beleza de suas imagens é estonteante, que seus atores principais (Anatoli Solonitsin, Nikolai Grimko e Alexander Kaidanovski) estão brilhantes, que a &lt;i&gt;mise-en-scène&lt;/i&gt; é um espetáculo tanto do binômio revelação/ocultação (como quando a câmera sai de um personagem apenas para reencontrá-lo mais adiante, após ele se deslocar fora-de-quadro) quanto da prestidigitação (o que é aquele plano-seqüência em que a câmera se distancia dos três, atravessa uma passagem retangular e depois uma enorme poça, estaciona do outro lado, enquadrando-os numa &amp;quot;moldura dentro da moldura&amp;quot;, assiste ao início e ao término da chuva, muda a iluminação, enfim, o que é aquilo tudo?). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E o que dizer do plano final, quando a filha do Stalker move os copos que estão em cima de uma mesa apenas com o olhar, depois deita o rosto na madeira que estremece ao som do trem que passa tocando a 9&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt;Sinfonia de Beethoven, um dos planos mais bonitos da história do cinema? Não há nada o que dizer, no fundo é tudo uma questão de ver e ouvir, tanto para nós quanto para eles dentro do filme.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;rct=j&amp;amp;q=stalker%20tarkovsky%20stalker&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=4&amp;amp;ved=0CEEQFjAD&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww.contracampo.com.br%2F61%2Fstalker.htm&amp;amp;ei=Vw8zT-3QMIHlggef4cyRBQ&amp;amp;usg=AFQjCNGRk6rnytpDeVXoaEHGloAvOzGAPA" target="_blank"&gt;Contracampo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7360625998066519668?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7360625998066519668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/stalker-andrei-tarkovski-stalker-urss.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7360625998066519668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7360625998066519668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/stalker-andrei-tarkovski-stalker-urss.html' title='STALKER Andrei Tarkovski, Stalker, URSS, 1979'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eJtObXtpfqM/S-k8BKhVX_I/AAAAAAAAAZ8/WuQTJCHMQ3Q/s72-c/tarkovsky.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-2623035964613288473</id><published>2012-02-08T13:11:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T13:11:13.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>Audiência Pública debate instalação de Central de Tratamento de Resíduos em Marituba</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agência Pará de Notícias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A II Audiência Pública de apresentação do Relatório de Impacto Ambiental para a construção em Marituba da Central de Processamento e Tratamento de Resíduos Classe II - projeto constituído por um aterro sanitário e instalações de apoio, para recebimento e destinação final de resíduos sólidos urbanos - de responsabilidade da empresa Revita Engenharia Ltda, contou com grande participação popular, 280 pessoas inscritas, na Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira, em Belém, nesta terça-feira, 7. &lt;p align="justify"&gt;A ação, provocada pelo Ministério Público, possibilita à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), responsável por licenciar o empreendimento, uma quantidade significativa de informações que serão úteis para a viabilidade técnica e ambiental do empreendimento. O promotor de Justiça do Ministério Público do Pará, Raimundo Moraes, parabenizou a Sema pela iniciativa de programar várias audiências em diferentes municípios. “É um dever constitucional do MP trabalhar para que as decisões sejam tomadas com a maior participação da população. Uma audiência pública não é um ritual vazio, ao contrário, pois dá mais consistência à decisão, assim, a empresa lucra, pois sai legitimada”, explicou. &lt;p align="justify"&gt;O secretário adjunto da Sema, Rubens Sampaio, que presidiu a mesa, explicou à plenária que a audiência não possuía caráter deliberativo, era o momento de conhecer o empreendimento e esclarecer todas as dúvidas. Informou, ainda, que a participação popular era imprescindível para a coleta de informações que irão subsidiar a equipe técnica da Sema. “As manifestações podem ser de forma oral ou escrita, vocês podem fazer perguntas, criticar, dar sugestões, é só se inscrever”, explicou. &lt;p align="justify"&gt;Além do secretário Rubens Sampaio e do promotor Raimundo Moraes, compuseram a mesa o Diretor interino de Licenciamento Ambiental da Sema (Dilap), Luiz Flávio Bezerra; a promotora de Justiça de Marituba, Herena Maués de Melo; o representante da Revita, o engenheiro civil Paulo Leal e o geógrafo Antônio França, representante da empresa Ampla, a responsável por elaborar o Relatório de Impacto Ambiental (Rima). &lt;p align="justify"&gt;O projeto atende a legislação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que dá aos municípios o prazo limite até 2014 para regularizar os lixões a céu aberto. Essas áreas só receberão resíduos classe II, ou seja, domésticos e não perigosos, que não oferecem risco de contaminação para pessoas, animais e meio ambiente. Com tecnologia de ponta, mecanismos de controle farão a drenagem de gases e águas superficiais para evitar o odor que atrai animais. A área selecionada para o aterro tem 110 hectares, o que equivale a 271 campos de futebol. Terá vida útil de mais de 15 anos e capacidade para receber 1900 toneladas de resíduos por dia, uma média de 116 caminhões repletos de lixo. &lt;p align="justify"&gt;A análise do Ministério Público confirmou que a área é antropizada, descaracterizada de seus aspectos naturais e que a construção do aterro terá baixo impacto na fauna e flora. No entanto, questionou os possíveis impactos à vizinhança, já que o local faz fronteira com uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. &lt;p align="justify"&gt;Interessados em colaborar terão ainda um prazo de 10 dias, contados a partir da realização da audiência, para enviar à Sema&amp;nbsp; comentários, sugestões e manifestações. Essas contribuições serão anexadas ao processo. A próxima audiência será nesta quinta-feira, 9, no Centro Cultural de Formação Cristã da Arquidiocese de Belém, em Ananindeua. &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Texto:&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;Káthia Oliveira - Sema&lt;br&gt;Fone: (91) 3184-3332 / (91) 8119-0088&lt;br&gt;Email: &lt;a href="mailto:ascom@sema.pa.gov.br"&gt;ascom@sema.pa.gov.br&lt;/a&gt;&lt;br&gt;Secretaria de Estado de Meio Ambiente&lt;br&gt;Tv. Lomas Valentinas, 2717 - Marco, Belém-PA - CEP: 66095-770&lt;br&gt;Fone: (91) 3184-3318 / 3319 / 3360&lt;br&gt;Site: &lt;a href="http://http://www.sema.pa.gov.br"&gt;http://www.sema.pa.gov.br&lt;/a&gt; Email: &lt;a href="mailto:gabinete@sema.pa.gov.br"&gt;gabinete@sema.pa.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-2623035964613288473?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/2623035964613288473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/audiencia-publica-debate-instalacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2623035964613288473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2623035964613288473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/audiencia-publica-debate-instalacao-de.html' title='Audiência Pública debate instalação de Central de Tratamento de Resíduos em Marituba'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-1278036036547975403</id><published>2012-02-07T13:55:00.002-03:00</published><updated>2012-02-07T14:19:17.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Greve da PM baiana evidencia divisão na esquerda e conservadorismo dos dirigentes do estado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;ESCRITO POR &lt;strong&gt;&lt;em&gt;HEMERSON FERREIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="518" src="http://www.blogcidadania.com.br/wp-content/uploads/2012/02/pm-greve.png" width="468" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Greves recentes de bombeiros e policiais têm gerado um debate dentro das esquerdas. Certamente a repressão que chefes de Estado têm lhes feito e o apoio da imprensa ajudam a ver de que lado devemos ficar. O breve texto trata disso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há um debate dentro da esquerda brasileira, iniciado quando da greve dos bombeiros no Rio de Janeiro em 2011 e reiniciado agora, com a atual greve dos PMs da Bahia: devemos apoiá-los ou não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os defensores da omissão ou da oposição à greve lembram, com muita razão, que a PM é o braço armado do Estado, a serviço dos governantes, das elites sociais, da exploração dos trabalhadores. Enfim, eles são também opressores do povo. Um aumento salarial (ou qualquer outro recurso destinado a eles) apenas ampliaria seu poder repressivo. Uma histórica repressão covarde e assassina cometida, dentre outros, pela PM recentemente, e os atuais e cotidianos crimes contra os Direitos Humanos, sobretudo contra pobres, reforça o argumento deste grupo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, existem aqueles que enxergam uma divisão social (classista) dentro das PMs: além de seus setores mais elitizados (o alto oficialato), comprometidos com os donos do poder e das riquezas e, por isso, melhores remunerados, a PM é composta em sua maioria por oficiais de baixa patente, praças, enfim, homens e mulheres altamente explorados, diariamente humilhados, sobrecarregados, muito mal-pagos e internamente oprimidos, pertencendo também à classe trabalhadora (assalariados), vindos do povo (compondo-o), de onde são recrutados e (mal) treinados pelo Estado para fazerem o que fazem...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na greve dos bombeiros do Rio, o governador Sérgio Cabral (PMDB) agiu com uma truculência digna de um regime ditatorial: mandou policiais, colegas de farda dos bombeiros, reprimi-los a qualquer custo. Porém, para sua surpresa, os PMs cariocas se negaram e inclusive aderiram aos grevistas. Assim, Cabral acionou o BOPE, sua tropa de elite (ou melhor, DA elite), acostumado a deixar corpos de favelados no chão em suas ações, que reprimiu violentamente a todos, ferindo alguns a cassetetes, tiros e prendendo 400 deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O governador carioca, então, foi à TV e passou a utilizar da velha cantilena demonizadora de greve que todos já conhecemos: chamou essa brava gente - que na sua maioria são pessoas honestas, pais e mães de família - de criminosos, baderneiros e até de covardes. Só que o tiro saiu pela culatra, pois bombeiros são muito bem quistos pela população. Sua greve ganhou mais apoio popular, cresceu e desmoralizou um governador que teve que retroceder.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A PM baiana é uma das mais mal pagas do Brasil. É majoritariamente formada por soldados quase todos pretos, dando porrada na nuca de malandros pretos, de ladrões mulatos e outros quase brancos tratados como pretos (como canta Caetano Veloso em "Haiti"). Já protagonizaram greves duríssimas, muitas delas reprimidas violentamente pelo Exército.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O governador baiano Jaques Wagner, do PT, vem utilizando os mesmíssimos argumentos difamadores de greve e grevistas de sempre. Convocou o ministro da Justiça, seu 'companheiro' de partido, que prontamente enviou o Exército, a Polícia Federal e sua guarda pretoriana, expedindo onze mandados de prisão aos líderes grevistas, que serão enviados a presídios federais destinados aos bandidos de alta periculosidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É o PT mostrando mais uma vez o que se tornou desde sua metamorfose. E pensar: o que seria do governador baiano, do atual Ministro da (In)Justiça, da presidente e de seu partido sem as greves? Eles devem toda a sua história a elas! O que seria, sem as greves, do próprio senhor Luís Inácio Lula da Silva, que chegou a ser preso na ditadura por fazê-las?     &lt;br /&gt;Se vivêssemos no século XIX, certamente os políticos, o ministro de Estado e seus sabujos açoitariam e enforcariam alguns líderes grevistas para servirem de exemplo aos demais oprimidos, como na gloriosa Inconfidência Baiana, em 1798. Se fosse na ditadura, alguns grevistas simplesmente desapareceriam ou seriam suicidados, como o martirizado sargento Manuel Raimundo Soares. Mas vivemos em anos ditos democráticos, em que governos do chamado Partido dos Trabalhadores continuam a reprimir grevistas violentamente, tratando-os como criminosos, como sempre fizeram as classes dominantes em nosso país...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não importa se um juiz baiano simpático ao governador (a solidariedade deles aos poderosos é automática e impressionante!) decretou a greve como ilegal. Greve é um direito universal, inalienável, conquistado nas lutas dos trabalhadores - e que consta inclusive nos artigos dos Direitos Humanos. É e sempre foi o meio mais legítimo, justo e eficaz que os trabalhadores arranjaram para nos defender e se defender de nossos exploradores, sejam eles patrões privados ou chefes de Estado. Greve não é mais crime (foi assim tratada até bem recentemente em vários países, e continua sendo naqueles em descompasso com os Direitos Humanos!) e resulta da mistura da necessidade com a consciência crítica historicamente nascida nos que vivem do suor do trabalho e com miserável salário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Oxalá chegará o dia no qual uma greve qualquer de trabalhadores (fardados ou não) iniciada em qualquer parte do país (ou do planeta) desencadeie muitas outras paralisações, protestos e demais greves em solidariedade. Eis um motivo para apoiarmos sem vacilo a luta dos PMs na Bahia!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hemerson Ferreira é Policial Militar no Rio Grande do Sul, historiador e professor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6781%3Amanchete070212&amp;amp;catid=34%3Amanchete&amp;amp;" target="_blank"&gt;Correio Cidadania&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-1278036036547975403?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/1278036036547975403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/greve-da-pm-baiana-evidencia-divisao-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1278036036547975403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1278036036547975403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/greve-da-pm-baiana-evidencia-divisao-na.html' title='Greve da PM baiana evidencia divisão na esquerda e conservadorismo dos dirigentes do estado'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4627699188678642779</id><published>2012-02-07T13:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.330-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>A Farsa de um Governo dito “Popular” - Diálogos entre Stedile e Dilma</title><content type='html'>&lt;p&gt;ESCRITO POR &lt;strong&gt;&lt;em&gt;RAYMUNDO ARAUJO FILHO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/TUwBzk0ZllI/AAAAAAAAIqU/9H8Yd-SCRO8/s1600/charge_dilma_lula_continuidade2.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não gosto de disseminar conteúdos sobre política sem registrar meu comentário, pois política sem debate ou opinião firmada pelos interlocutores é prosopopéia inútil. Como recebi de um entusiasta do MST a reprodução sem comentários do diálogo entre Stédile e Dilma, talvez na certeza de que ali se travava um debate entre um justo e uma injusta, tento aqui colocar alguns pingos em alguns is.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Senão vejamos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Primeiro a escolha do palco para o &amp;quot;enfrentamento&amp;quot;. Nenhum seria melhor do que este Fórum Social Mundial (e os Fóruns Temáticos) em Porto Alegre, chancelado e a partir da terceira edição totalmente hegemonizado pelas &amp;quot;forças militantes&amp;quot; do PT, tornando mais esta experiência que poderia ser virtuosa apenas em palco para claques políticas e partidárias. Uma espécie de FPU (Fórum do Pensamento Único), nada mais se encontrando por lá em termos de diversidade cultural, ideológica e política. No máximo uns europeus, canadenses e estadunidenses com cara de bobos alegres, ávidos por contatos com &amp;quot;o povo pobre da América Latina e África&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 2003, foi premonitória do que vinha por aí a tortada na cara que José Genoíno levou por parte de uma militante, sob o dizer “vocês (o governo recém empossado de Lula) não nos representam”. Hoje, Genoíno é um obscuro assessor do Ministério da Defesa e tem toda a confiança de jobin, zé dirceu é vendedor de cacimbas de plástico do Salinas (México) para Dilma (aliás, uma burrada sem tamanho em termos de levar água para o semi-árido nordestino e adjacências) e o Brasil é o que é, ponto de encontro do capitalismo mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois, o local &amp;quot;sui generis&amp;quot; para o encontro de Stédile e Dilma: uma reunião fechada, com convidados especiais das cúpulas partidárias, ONGs amigas e demais aliados, todos imbuídos de fazer a aliança resistir às diferenças de opinião, pois é o poder que está em jogo (e as verbas, liberadas em conta-gotas, e sob condições políticas explícitas). E o poder, como sabemos, é a principal meta, desde que eles sejam os dirigentes. A mídia amiga, do PIL (Partido da Imprensa Lullista) já estava toda preparada para divulgar &amp;quot;o nível de democracia de nosso Brasil, il, il, il&amp;quot;. A presidente Dilma em “confronto direto” com o secretário geral do MST, Stédile.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Agora os fatos: dias antes deste &amp;quot;confronto&amp;quot;, o dirigente do MST Joaquim Pinheiro deu entrevista expondo o que venho denunciando há vários anos, e responsabilizando os dirigentes do MST por permitirem, aliás, colaborarem com isso. Literalmente disse que o MST está no chão, sem capacidade de mobilização, que atribui ao crescente nível de emprego no país, ao Bolsa-Família e à inatividade do governo federal com a paralisação da reforma agrária. Lembro a todos que 65% dos empregos do país são de salário mínimo, que corresponde a cerca de US$ 60, em se comparando ao dólar de FHC (cerca de R$3,60, ao final do mandato). E como sabemos, a cotação do dólar é fictícia, respondendo mais às necessidades políticas do que a qualquer coisa mensurável pela econometria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Primeira pergunta: por que um governo avançaria em um programa como a Reforma Agrária se a demanda (pressão popular) é quase nula? Ora! É porque um &amp;quot;governo popular tem esta obrigação, a de democratizar o acesso e uso da terra&amp;quot;, diria algum entusiasta lulo-petista-dilmista. Conclusão aristotélica, obrigatória por parte de quem não gosta do &amp;quot;dito pelo não dito&amp;quot;: este governo do PT não é de cunho e ideologia populares, portanto. Se fosse, faria avançar a Reforma Agrária, ao invés de boicotá-la, em clara opção pelos ricos do setor agroindustrial exportador de matérias-primas monoculturais e minerais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segunda pergunta: por que então o MST apóia politicamente este governo, fingindo não ver que ser derrotado sem luta, aliás, apoiando quem nos trai, é pior, pois não deixa sementes nem histórias para, quem sabe um dia, novas forças recomeçarem tal luta, com outras perspectivas (a não ser que os &amp;quot;esquerdistas&amp;quot; de agora persistam nos tempos vindouros, o que seria um desastre).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com este substrato, no debate aludido aqui e que está disponível na internet, Stedile dirige-se respeitosamente para aquela que veio terminar o serviço iniciado por Lula, isto é, acabar com o MST, só que &amp;quot;democraticamente&amp;quot;, sem uma borrachada, como faziam os outros presidentes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já é alguma coisa, diriam alguns. E muitos, além de acharem isso, se locupletaram com cargos públicos por nomeação (o MST sempre teve gente deles nomeada no INCRA, MDA e outros ministérios e governos estaduais e municipais, em clara situação que chamo de promiscuidade institucional), além de falcatruas como o PRONERA em MG, junto com a Universidade Metodista (segundo denúncia inequívoca do companheiro Julio Castro, aliás, ameaçado de morte por um dirigente do MST mineiro, que atende pelo nome de Cristiano).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na sua preleção retoma, de forma monótona e quase cifrada, toda a agenda abandonada pelo governo (pasmem, até o governo FHC superou os números do PT na Reforma Agrária), na mesma lengalenga anódina que estamos acostumados a ouvir, como se estivesse a dizer para a presidente Dilma &amp;quot;se preocupa não, pois tapa de amor não dói&amp;quot;, reafirmando que as críticas não significam nenhuma possibilidade de rompimento e tornando mais popular ainda um ditado que tanta desgraça já causou neste país machista e misógino, como é o Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dilma respondeu, simplesmente DEMOLINDO a prosopopéia &amp;quot;frapé&amp;quot; do Stédile, reafirmando como verdades todas as mentiras que estávamos acostumados a ouvir do... FHC (e do Collor). E tudo ficou por isso mesmo, todos satisfeitos com o grau de &amp;quot;democracia&amp;quot; deste Brazil, zil, zil, zil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em seguida, a presidente Dilma foi a Cuba (onde ficou um só dia - menos que na Bulgária, terra natal de seu pai, e sem nenhuma importância para nosotros brasileiros). Lá fez bonito, questionada sobre os direitos humanos, mencionou Guantánamo &amp;quot;colocando uma saia justa nos EUA&amp;quot;, como ouvi um basbaque falar, como se o Brasil tivesse alguma importância política no mundo e não fosse apenas a maior Casa de Tolerância do Capitalismo Internacional, como somos hoje - quando não se fazem mais meretrizes como antigamente, pois aquelas ao menos cobravam alto pelos seus serviços. Dilma não fez mais nada do que sua obrigação como convidada de um governo, mas usou isso como um cala-boca na &amp;quot;esquerda brasileira&amp;quot;, para gáudio da Ex-Esquerda Corporation W.C.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ao sair, deixou umas moedinhas para Cuba que, país pobre que é, e sujeito ao bloqueio econômico, não pôde rejeitar, e até agradeceu, o que fez muito bem, visto o beco sem saída em que está, infelizmente. Não sem parcela de responsabilidade de seus dirigentes, o que, no entanto, não me faz imprecar contra eles, como agora fazem alguns &amp;quot;esquerdistas mudernos&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ato contínuo, a presidente do Brasil, país que nos últimos dois anos recebeu de braços abertos e com visto de trabalho cerca de 80 mil estrangeiros, quase todos brancos e europeus, que vieram para o Brasil como numa redescoberta do Novo Mundo quinhentista, disse aos haitianos que o Brasil recebeu de braços abertos 4 mil haitianos e vai receber mais mil....POR ANO, isto é, 40 vezes menos do que recebe de europeus, sem impor restrições. Temo uma guerra civil no Haiti, na fila de vistos diplomáticos para o Brasil...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, Dilma deu um cala-boca nesta &amp;quot;esquerda&amp;quot; de Stédiles e que tais, que a acompanha nesta aventura governamental dizendo que &amp;quot;não corremos o risco de voltar ao neoliberalismo&amp;quot; (é lógico, pois dele não saímos...). Uma resposta tão contundente quanto mentirosa ao Stédile, em um Fórum Internacional, além da viagem de &amp;quot;marketing&amp;quot; pessoal, como uma Rainha de Sabá, a distribuir esmolas aos seus primos pobres do Caribe. E de quebra alguma movimentação tímida, sem graça, sem eficácia e tardia, sobre o Massacre do Pinheirinho, talvez para encobrir a paralisia das forças petistas que dizem antagonizar o PSDB, e com o rabo preso por ação de igual teor, com violenta desocupação de área, feita pelo governo petista do Distrito Federal, outro dia, mas não noticiado &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(vide &lt;a href="http://emicles.blogspot.com/2012/01/fiscalizacao-derruba-500-edificacoes.html"&gt;http://emicles.blogspot.com/2012/01/fiscalizacao-derruba-500-edificacoes.html&lt;/a&gt;). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pra não falar do apoio a governos que segue à risca, só que sob o lema &amp;quot;DESOCUPA&amp;quot;, como são o de Sérgio Cabral Filho e Eduardo Paes (RJ e Rio). Com uma fachada desta, qual &amp;quot;esquerdista&amp;quot; vai contestar o que vai por aqui?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O chato é esperar o que VIRÁ por aqui...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, fica a possibilidade de um &amp;quot;enfrentamento&amp;quot; mixuruca, sem resultado algum, virado senão em mais uma derrota do que seria a reivindicação de um projeto social consistente para o país, cuja política de habitação não dependesse dos &amp;quot;humores e rentabilidade&amp;quot; para os empresários (como declarou um empreiteiro n'A Folha...), uma Reforma Agrária que signifique a mudança de rumos e de modelo econômico (mais do que neoliberal, a meu ver) e tudo aquilo que todos estão cansados de saber, mas que apenas uma minoria tem a coragem de denunciar, sem que esteja por trás apenas a luta política para o retorno do outro time de Ali Babás para nos governar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, Stédile conseguiu a visibilidade que necessita para fingir que &amp;quot;continua na luta&amp;quot; e Dilma ampliou a sua área de manobra, engolindo o Stédile e jogando para a platéia da Ex-Esquerda Corporation W.C., para tudo &amp;quot;continuar como d'antes no quartel do Abrantes&amp;quot;, inclusive em Guantánamo, pois, como já escrevi acima, mas repito convicto, Dilma e o Brasil NADA, ABSOLUTAMENTE NADA, representam na geopolítica mundial, sendo somente o país onde o capitalismo poderá se reorganizar para a sua nova etapa de exploração.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Qualquer interpretação diferente desta que faço, do &amp;quot;embate de Itararé&amp;quot; entre Stédile e Dilma, terá de vir acompanhada de fatos, e não apenas conjecturas pessoais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Raymundo Araujo Filho é médico veterinário, homeopata e reinicia em 2012 a sua labuta de articulista chato e crítico, escrevendo Lula e Dilma com um &amp;quot;l&amp;quot; só, mas adotando o mesmo para o Collor (agora Color) por considerá-lo apenas um aprendiz de feiticeiro, comparando-o com o que vai nas nossas costas com estes &amp;quot;governos populares&amp;quot; que temos tido de uns anos para cá.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6782:submanchete070212&amp;amp;catid=72:imagens-rolantes" target="_blank"&gt;Correio Cidadania&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4627699188678642779?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4627699188678642779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/farsa-de-um-governo-dito-popular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4627699188678642779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4627699188678642779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/02/farsa-de-um-governo-dito-popular.html' title='A Farsa de um Governo dito “Popular” - Diálogos entre Stedile e Dilma'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k3IKh79wICM/TUwBzk0ZllI/AAAAAAAAIqU/9H8Yd-SCRO8/s72-c/charge_dilma_lula_continuidade2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-988974726507275704</id><published>2012-01-31T00:09:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:19:12.115-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Edgar e o terrorismo do filme</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;i&gt;J.&lt;/i&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;por Jared Ball &lt;a href="http://resistir.info/eua/j_edgar_p.html#asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img alt="." align="right" src="http://resistir.info/eua/imagens/j_edgar_40pc.jpg" width="212" height="311" /&gt;J. Edgar, o novo filme de Clint Eastwood, é um verdadeiro filme de terror, é um acto de violência, um acto de terrorismo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cuidadosa construção do filme sobre J. Edgar Hoover, fundador do FBI, como um herói com defeitos sim mas justificáveis, em vez dum canalha a desempenhar as tarefas de uma instituição canalha atingiu as salas de cinema com a precisão rigorosa de um drone predador telecomandado e com igual intenção política.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Enquanto antigos antagonismos provocam novas e ameaçadoras reacções, enquanto surgem novas gerações que, por sua vez, fazem perguntas sérias sobre o planeta, a igualdade, a justiça e a auto-determinação, sejam ocupantes ou descolonizadores, Hoover regressa da morte para lembrar aos liberais, aos ricos, ao Branco que o seu lugar no topo da pirâmide social é legítimo e deve ser protegido a qualquer custo. E seja o que for que disserem, eles adoram-no.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;E é por isso que grande parte da discussão em torno do filme está concentrada na vida sexual de Hoover, digna de um prémio de representação. Uma ignorância intencional permite que se admire uma tal monstruosidade política. Desde o início, Hoover é representado positivamente como um organizador bem necessário e severo da imposição da lei, um protegido dos ataques do advogado General Palmer, contra os violentos terroristas radicais da época.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;E, em conformidade com o modo e a função dos meios de comunicação convencionais, esses dissidentes não merecem qualquer contexto, descrição ou reflexão honesta. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os bolcheviques, os anarquistas e os activistas dos movimentos laborais quase não são referidos e apenas quando necessário para legitimar o desejo de Hoover de catalogar e vigiar todos os cidadãos para depois deportar, aprisionar fraudulentamente ou assassinar aqueles que considera ameaças para a segurança nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;E, obviamente, apenas a violência deles é uma violência real. Claro que a violência da exploração capitalista e das guerras imperialistas não são postas em questão. Não. Só as acções dos inimigos são questionáveis. O que acaba por ficar sem ser posto em causa é a tentativa correcta, mesmo que imperfeitamente executada, do estado e de Hoover para pôr em ordem o trabalho da polícia e uma sociedade destinada por direito divino a ser acima de tudo Branca e capitalista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Assim, o filme faz apenas uma breve e menor referência aos radicais Brancos. Os activistas negros nem sequer aparecem. E porque haviam de aparecer? Os Brancos radicais, como Emma Goldman, apenas aparecem rapidamente no ecrã para justificar a hostilidade actual para com os imigrantes e as chamadas campanhas anti-terrorismo. A deportação de Goldman e a referência de passagem aos anarquistas assassinados Sacco e Vanzetti, que nunca são referidos pelo nome mas apenas como os &amp;quot;dois italianos&amp;quot;, apenas servem para conferir legitimidade a Hoover no passado e aos assassínios premeditados, detenções e políticas de imigração do presente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Deportar aqueles que não é possível matar. Feito isso, nem sequer há necessidade de referir, por exemplo, Hubert Henry Harrison ou Marcus Garvey, ambos alvos precoces de Hoover, a quem ele chamava &amp;quot;chulos racistas&amp;quot; e &amp;quot;conhecidos agitadores pretos&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;E, por causa duma necessidade inexplicável deste filme em se ater aos aspectos mundanos da carreira de Hoover, o filme dá-se ao luxo de pura e simplesmente esgotar o seu tempo. Assim, gasta infindáveis minutos com o rapto do bebé de Lindbergh – sem qualquer referência às crenças de Charles Lindbergh sobre a eugenia e o nazismo – juntamente com uma visão íntima sobre a vida pessoal de Hoover com a sua mãe e com o companheiro dele, o que garante ficarmos sem nada saber sobre o Partido dos Panteras Negras, ou sobre a vigilância e deportação de pessoas como Claudia Jones e C.L.R. James, ou sobre a culpabilidade nos assassínios de, digamos, Malcom X e Fred Hampton (para só falar destes). O Dr. King só aparece como antecedente pornográfico, a sua política e assassínio parecem ser irrelevantes. E a palavra &amp;quot;contra-informação&amp;quot; é referida no filme apenas uma vez mas não como o Programa de Contra Informação de Hoover e obviamente sem qualquer análise do impacto continuado desse programa. Portanto, claro que não podia existir qualquer referência ao envolvimento directo de Hoover nas tramóias incriminando negros radicais por crimes que não praticaram mas pelos quais alguns continuam encarcerados, ainda hoje, em 2011.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muito em especial numa altura de poder policial militarista ampliado e de profundo encanto de um presidente imperialista, este filme representa um ataque violento contra a história com o objectivo de aterrorizar as audiências de hoje reforçando um medo irracional do estado ou uma justificação igualmente irracional para aquilo que o estado faz para sua própria preservação. Não se trata de um simples drama histórico, é um aviso flagrante para a actualidade. Os imigrantes e os radicais têm que ser vigiados, deportados, mortos ou aprisionados e tudo isso por uma boa razão, ou seja, os Estados Unidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;06/Dezembro/2011&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;a name="asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt; Autor de &lt;i&gt;Mix What I Like! A Mixtape Manifesto &lt;/i&gt;e é professor associado de estudos de comunicação na Morgan State University.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;   &lt;p&gt;     &lt;br /&gt;O original encontra-se em &lt;a href="http://www.blackagendareport.com/content/j-edgar-and-terrorism-film"&gt;http://www.blackagendareport.com/content/j-edgar-and-terrorism-film &lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Tradução de Margarida Ferreira. &lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Este artigo encontra-se em &lt;a href="http://resistir.info/"&gt;http://resistir.info/&lt;/a&gt; .&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p&gt;31/Jan/12&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-988974726507275704?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/988974726507275704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/edgar-e-o-terrorismo-do-filme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/988974726507275704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/988974726507275704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/edgar-e-o-terrorismo-do-filme.html' title='Edgar e o terrorismo do filme'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-3707411475067697754</id><published>2012-01-26T10:13:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:17:23.389-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rizoma'/><title type='text'>A ARTE DE SUBVERTER A TECNOLOGIA</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por:&amp;#160; &lt;strong&gt;Michelle Delio&lt;/strong&gt;&amp;#160;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_ier_s3spVKg/TGFVFrywWcI/AAAAAAAAA_U/eYsUqHpZVF4/s1600/AGIM+SULAJ.bmp" width="452" height="424" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;NOVA YORK - A atividade dos hackers já foi descrita como um crime, como uma compulsão e como o resultado geralmente problemático de uma curiosidade fora de controle. Raramente alguém que não se considera hacker tentou retratar a criação, exploração e subversão da tecnologia como uma forma válida e elegante de arte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Mas uma nova exposição que inaugura nesta sexta-feira no New Museum of Contemporary Art (www.newmuseum.org) de Manhattan, intitulada Open_Source_Art Hack(www.netartcommons.net/), pretende mostrar como o ato de hackear e a ética do desenvolvimento de códigoe aberto - participação direta, investigação profunda e acesso à informação - podem ser considerados arte.     &lt;br /&gt;Cada obra apresentada na exposição traz alguma tecnologia que foi alterada por seu criador como uma forma de ativismo - algo que os curadores definem como &amp;quot;o hack enquanto prática artística extrema&amp;quot;. &amp;quot;Originalmente&amp;quot;, diz Jenny Marketou, artista da nova mídia e curadora de Art_Hack, &amp;quot;a palavra Hacker, como foi cunhada no MIT nos anos 60, era sinônimo de virtuose no computador. Hoje ela representa reapropriação, reforma e regeneração, não apenas de sistemas e processos, mas também de cultura&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;A arte criada com a ética do código aberto permite que os artistas ofereçam mais do que apenas imagens bonitas. Eles podem produzir ferramentas funcionais que podem ser usadas por eles e por outros para criar novas formas artísticas, afirma a diretora do museu, Anne Barlow. &amp;quot;E dada a natureza do código aberto, o processo pode ser tão importante quanto o resultado&amp;quot;, afirma.     &lt;br /&gt;De fato, o processo - como a obra foi criada e como poderá evoluir - é um dos principais aspectos da exposição. O ativismo - usar a arte e o hacking para modificar um sistema ou sabotá-lo completamente - é outro. Nesta exposição, o visual das obras não importa muito. O importante mesmo é o que se pode aprender e fazer com elas. &amp;quot;Cheguei à conclusão de que hackear é um processo que envolve uma combinação de informação, disseminação, ação direta, habilidade e soluções criativas&amp;quot;, diz Marketou. &amp;quot;É um fenômeno importante e uma metáfora para como pensamos e manipulamos digitalmente a cultura em rede que nos cerca&amp;quot;. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Art_Hack trará uma série de exibições interativas que envolverão os visitantes no ato de alterar ou minar o código usado no dia-a-dia pelos softwares e pela sociedade. Uma das instalações permitirá que os visitantes clonem (www.tracenoizer.org) seus próprios &amp;quot;corpos de dados&amp;quot; e os libertem na Internet. Os &amp;quot;clones&amp;quot; servirão como uma espécie de &amp;quot;dupla identidade&amp;quot;, permitindo - em teoria - que seus donos evitem qualquer invasão de privacidade destinada a coletar informações. Um outro trabalho que faz parte da exposição explora a mesma idéia de desinformação ao usar ferramentas automáticas para criar páginas da Web falsas. As páginas falsas são então propagadas através de vários sites de busca, impossibilitando a verificação dos dados pessoais verdadeiros dos participantes. A idéia surgiu a partir da prática comum de fornecer dados falsos nos formulários de registro online.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Em Anti-wargame, o artista Josh On, do grupo Future Farmers (www.futurefarmers.com), desafia as idéias que existem por trás da maioria dos jogos de computador. No jogo desenvolvido por On, os jogadores ganham pontos ao demonstrar até a menor noção de consciência social.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O projeto CueJack, assinado por Cue P. Doll/rtmark, transforma o infame CueCat, um aparelho eletrônico destinado a fornecer informações de marketing para as empresas, em uma ferramenta capaz de fornecer dados aos consumidores. O Cuejack (www.cuejack.com) dá aos consumidores o acesso a um banco de dados contendo informações &amp;quot;alternativas&amp;quot; a respeito do fabricante dos produtos passados na leitora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Tenho grande interesse pela forma como os artistas distorcem o uso da tecnologia, aplicando-a em propósitos para os quais ela não foi planejada ou sancionada&amp;quot;, diz Steve Dietz, curador de nova mídia do Walker Art Center (www.walkerart.org) e co-curador de Art_Hack. &amp;quot;Esse tipo de transformação parece ser um aspecto comum, se não fundamental, de todo uso artístico da tecnologia, inclusive a programação e o ato de hackear&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Também serão exibidas obras de arte criadas a partir de dados coletados por grampos eletrônicos conhecidos como &amp;quot;package sniffers&amp;quot;. O projeto permite que os visitantes do museu testem as condições de segurança das redes de computadores de vários grupos ativistas. Quando o sniffer encontra uma brecha, um show de luzes e som se inicia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Devido à natureza dessa exposição, tive a oportunidade de questionar e ser questionada pelo museu em relação a várias questões legais abordadas por alguns trabalhos&amp;quot;, conta Marketou. &amp;quot;Acho surpreendente como a maioria das instituições culturais desse país não estejam preparadas para abrigar exposições como esta por causa de questões técnicas e políticas associadas com algumas destas obras&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A exposição Art_Hack abre com a Noite da Cultura Digital, promovida por Marketou e Dietz, durante a qual se discutirá os méritos artísticos do hacking. Outros programas incluem um debate promovido pelo hacker alemão Rena Tangens a respeito dos conceitos americanos e europeus de privacidade, e um passeio pelas ruas de Manhattan com um guia que irá mostrar aos participantes a localização dos equipamentos ocultos de vigilância instalados na região. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;Texto extraído da Wired News em português (www.wired.com.br).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-3707411475067697754?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/3707411475067697754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/arte-de-subverter-tecnologia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3707411475067697754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3707411475067697754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/arte-de-subverter-tecnologia.html' title='A ARTE DE SUBVERTER A TECNOLOGIA'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ier_s3spVKg/TGFVFrywWcI/AAAAAAAAA_U/eYsUqHpZVF4/s72-c/AGIM+SULAJ.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7645238578571008890</id><published>2012-01-24T12:30:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>A Carta Secreta de Obama para Teerão: A Guerra contra o Irão está Suspensa?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;por Mahdi Darius Nazemroaya &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.rededemocratica.org/media/k2/items/cache/a71eb08b350426b2891f71e7eadd0246_Generic.jpg" width="433" height="557" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;– &amp;quot;A Estrada para Teerão passa por Damasco&amp;quot;&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O &lt;i&gt;New York Times &lt;/i&gt;anunciou que a administração Obama tinha enviado uma carta importante aos dirigentes do Irão a 12 de Janeiro de 2012. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[1]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; A 15 de Janeiro de 2012 o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reconheceu que a carta tinha sido entregue a Teerão através de três canais diplomáticos:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;1) uma cópia foi entregue ao embaixador iraniano nas Nações Unidas, Mohamed Khazaee, pela sua equivalente norte-americana, Susan Rice, em Nova Iorque;    &lt;br /&gt;2) uma segunda cópia da carta foi entregue em Teerão pela embaixadora da Suíça, Livia Leu Agosti; e    &lt;br /&gt;3) uma terceira cópia partiu para o Irão através de Jalal Talabani, do Iraque. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[2]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;Na carta, a Casa Branca expunha a posição dos EUA, ao passo que responsáveis iranianos afirmaram que ela constitui um sinal do real estado das coisas: os EUA não podem dar-se ao luxo duma guerra contra o Irão.    &lt;br /&gt;Da carta, escrita pelo presidente Barak Hussein Obama, constava um pedido norte-americano para o início de negociações entre Washington e Teerão visando colocar um termo às respectivas hostilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&amp;quot;Na carta, Obama anunciava a disponibilidade para negociações e a resolução de desacordos mútuos&amp;quot;, declarou Ali Motahari, um negociador iraniano, à agência noticiosa Mehr. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[3]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; De acordo com outro negociador iraniano, desta feita o vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento do Irão, Hussein Ebrahimi (Ibrahimi), a carta prosseguia solicitando a cooperação e negociações do Irão com os EUA baseadas nos respectivos interesses mútuos. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[4]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;A carta de Obama procurava igualmente assegurar Teerão de que os EUA não se envolveriam em quaisquer acções hostis ao Irão. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[5]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; De facto, em simultâneo o Pentágono cancelou ou adiou grandes exercícios conjuntos com Israel. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[6]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; Para os iranianos, porém, estes gestos são desprovidos de significado, dado que os actos da administração Obama têm sido sempre contrários às respectivas palavras. Mais amplamente, o Irão está persuadido de que os EUA não atacaram apenas porque sabem que os custos de uma guerra com semelhante oponente são demasiado elevados e as respectivas consequências demasiado arriscadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Todavia, isto não significa que um conflito aberto Irão-EUA tenha sido evitado ou que não possa acontecer. As correntes podem levar em qualquer direcção, por assim dizer. Nem tão-pouco impede que a administração Obama esteja já a conduzir uma guerra contra o Irão e os respectivos aliados. De facto, os blocos de Teerão e de Washington têm prosseguido uma guerra fantasma que se prolonga da arena digital e das ondas televisivas até aos vales do Afeganistão e às agitadas ruas de Bagdad.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;A guerra contra o Irão começou há vários anos &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;A guerra contra o Irão não começou em 2012 ou sequer em 2011. A revista &lt;i&gt;Newsweek &lt;/i&gt;chegou ao ponto de afirmar num título de página em 2010: &amp;quot;Assassínios, ataques cibernéticos, sabotagem ¯ será que a guerra contra o Irão já começou?&amp;quot; A guerra real pode bem ter começado em 2006. Em vez de atacarem o Irão directamente, os EUA iniciaram uma guerra encoberta e através de &lt;i&gt;proxies. &lt;/i&gt;As dimensões secretas da guerra têm sido travadas através de agentes infiltrados, ataques cibernéticos, vírus informáticos, unidades militares secretas, espiões, assassinos, agentes provocadores e sabotadores. O rapto e o assassínio de cientistas iranianos que teve início há vários anos é uma parte constituinte desta guerra encoberta. Nesta &amp;quot;guerra sombra&amp;quot; vários diplomatas iranianos em Bagdad têm sido vítimas de sequestros e cidadãos iranianos em visita à Geórgia, à Arábia Saudita e à Turquia foram detidos ou raptados. Vários responsáveis sírios e importantes figuras palestinianas, bem como Imad Fayez Mughniyeh [dirigente do Hezbollah libanês], foram também assassinados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A guerra por &lt;i&gt;proxies &lt;/i&gt;começou em 2006, quando Israel atacou o Líbano com a intenção de expandir a guerra em direcção à Síria. O caminho para Damasco passa por Beirute, do mesmo modo que Damasco está na rota para Teerão. Depois do falhanço de 2006, e compreendendo que a Síria era o ponto fulcral do Bloco de Resistência, dominado pelo Irão, os EUA e os seus aliados passaram os cinco ou seis anos subsequentes a tentarem separar a Síria do Irão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os EUA combatem igualmente o Irão e respectivos aliados na frente diplomática e na económica, através da manipulação de organismos internacionais e de estados satélites. No contexto de 2011-12, a crise na Síria constitui ao nível geopolítico uma frente da guerra conta o Irão. Até mesmo os exercícios conjuntos norte-americanos e israelenses &amp;quot;Austere Challenge 2012&amp;quot; e a correspondente deslocação de tropas visaram primordialmente a Síria enquanto forma de combater o Irão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Síria no centro da tempestade &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;O que Washington está a levar a cabo consiste em exercer pressão psicológica sobre o Irão como maneira de o distanciar da Síria, de forma que os EUA e as suas legiões possam desferir o golpe mortal. Até ao começo de Janeiro de 2012 os israelenses têm estado em permanente preparação para o lançamento da invasão da Síria, numa repetição da iniciativa de 2006, enquanto os EUA e a UE têm continuadamente tentado chegar a um arranjo com Damasco, de forma a separá-la do Irão e do Bloco de Resistência. Todavia, os sírios têm persistentemente recusado esses avanços.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Foreign Policy, &lt;/i&gt;a revista do Conselho de Relações Externas (Council on Foreign Relations) norte-americano, publicou um artigo em Agosto de 2011 expondo o que era a visão do rei Saudita acerca da Síria no contexto do ataque ao Irão: &amp;quot;O rei sabe que à parte o colapso da própria República Islâmica, nada enfraquecerá mais o Irão do que a perda da Síria&amp;quot;. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[7]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;Tenha esta afirmação sido genuinamente proferida ou não por Abdul Aziz Al-Saud, a respectiva concepção estratégica é representativa das razões para visar a Síria. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O próprio conselheiro de segurança de Obama disse a mesma coisa, poucos meses depois de a notícia da &lt;i&gt;Foreign Policy &lt;/i&gt;ter sido publicada, em Novembro de 2011. O conselheiro de segurança nacional [Thomas E.] Donilon garantiu num discurso que o &amp;quot;fim do regime de Assad constituiria o maior inconveniente regional para o Irão ¯ um golpe estratégico que alterará o equilíbrio de poder na região contra o Irão.&amp;quot; &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[8]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;    &lt;br /&gt;O Kremlin também produziu afirmações que corroboram a ideia de que Washington pretende separar a Síria do aliado iraniano. Um alto responsável russo para assuntos de segurança anunciou que a Síria está a ser punida pela sua aliança com o Irão. O secretário do Conselho Nacional de Segurança da Federação Russa, Nikolai Platonovich Patrushev, declarou publicamente que a Síria está submetida à pressão de Washington devido aos interesses geoestratégicos apostados na quebra dos seus laços com o Irão, e não em virtude de quaisquer preocupações humanitárias. &lt;a href="http://resistir.info/irao/carta_secreta_20jan12_p.html#notas"&gt;&lt;b&gt;[9]&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O Irão também deu sinais de que, no caso de os sírios serem atacados, não hesitaria em intervir militarmente em seu apoio. Washington não pretende esse curso de eventos. O Pentágono preferiria engolir a Síria primeiro, antes de dirigir a sua atenção plena e indivisa para o Irão. O seu objectivo consiste em superar cada obstáculo à vez. Não obstante a doutrina militar norte-americana acerca da prossecução de guerras simultaneamente em vários teatros de operação, e de toda a correspondente literatura do Pentágono, a verdade é que os EUA não estão preparados para suportarem uma guerra regional convencional simultaneamente contra o Irão e contra a Síria, menos ainda para o risco duma guerra estendida aos aliados russo e chinês do Irão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O caminho para a guerra, porém, está longe de ter chegado ao fim. Por enquanto, o governo norte-americano terá de continuar com a &amp;quot;guerra sombra&amp;quot; contra o Irão, enquanto intensifica as guerras mediática, diplomática e económica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;20/Janeiro/2012&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;NOTAS &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;[1] Elisabeth Bumiller et al., &lt;a href="http://www.nytimes.com/2012/01/13/world/middleeast/us-warns-top-iran-leader-not-to-shut-strait-of-hormuz.html?_r=1&amp;amp;pagewanted=all"&gt;&amp;quot;US sends top Iran leader warning on Hormuz threat,&amp;quot;&lt;/a&gt; &lt;i&gt;The New York Times, &lt;/i&gt;12/Janeiro/2012.    &lt;br /&gt;[2] Mehr News Agency, &lt;a href="http://www.mehrnews.com/en/newsdetail.aspx?NewsID=1513259"&gt;&amp;quot;Details of Obama's letter to Iran released,&amp;quot;&lt;/a&gt; 18/Janeiro/2012.    &lt;br /&gt;[3] Ibid.    &lt;br /&gt;[4] Ibid.    &lt;br /&gt;[5] Ibid.    &lt;br /&gt;[6] Yakkov Katz, &amp;quot;Israel, US cancel missile defence drill&amp;quot; &lt;i&gt;Jerusalem Post, &lt;/i&gt;15/Janeiro/2012.    &lt;br /&gt;[7] John Hannah, &lt;a href="http://shadow.foreignpolicy.com/posts/2011/08/09/responding_to_syria_the_kings_statement_the_presidents_hesitation"&gt;&amp;quot;Responding to Syria: The King's Statement, the President's hesitation,&amp;quot;&lt;/a&gt; &lt;i&gt;Foreign Policy, &lt;/i&gt;9/Agosto/2011.    &lt;br /&gt;[8] Natasha Mozgovaya, &amp;quot;Obama Aide: End of Assad regime will serve severe blow to Iran,&amp;quot; &lt;i&gt;Haaretz, &lt;/i&gt;22/Novembro/2011.    &lt;br /&gt;[9] Ilya Arkhipov e Henry Meyer, &lt;a href="http://www.bloomberg.com/news/2012-01-12/russia-says-nato-persian-gulf-nations-plan-to-seek-no-fly-zone-for-syria.html"&gt;&amp;quot;Russia Says NATO, Persian Gulf Nations Plan to Seek No-Fly Zone for Syria,&amp;quot;&lt;/a&gt; Bloomberg, 12/Janeiro/2012.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ver também: &lt;/b&gt;    &lt;li&gt;&lt;a href="http://resistir.info/losurdo/siria_irao.html"&gt;Solidariedade com os povos iraniano e sírio!&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/p&gt;  &lt;li&gt;&lt;b&gt;Petição ao governo português: &lt;a href="http://www.peticaopublica.com/?pi=P2012N19400"&gt;Parar os preparativos de guerra! Acabar com o embargo!&lt;/a&gt;      &lt;br /&gt;&lt;a name="asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt; Sociólogo, autor premiado e investigador associado do Centre for Research on Globalization (CRG), Montreal. Está especializado em questões do Médio Oriente e da Ásia Central. Tem contribuído para discussões relativas ao Grande Médio Oriente em numerosos programas internacionais e em estações televisivas tais como a Al Jazeera, a Press TV e a Russia Today. Escritos seus foram publicados em mais de dez idiomas. Escreve para a Strategic Culture Foundation, SCF, Moscovo.&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;  &lt;li&gt;&lt;b&gt;     &lt;br /&gt;O original encontra-se em &lt;a href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;amp;aid=28736"&gt;http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;amp;aid=28736&lt;/a&gt; . Tradução de JCG. &lt;/b&gt;&lt;/li&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7645238578571008890?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7645238578571008890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/carta-secreta-de-obama-para-teerao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7645238578571008890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7645238578571008890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/carta-secreta-de-obama-para-teerao.html' title='A Carta Secreta de Obama para Teerão: A Guerra contra o Irão está Suspensa?'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-285978893719484491</id><published>2012-01-24T10:04:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>A infinita Fluidez</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_xw-4xULvRWk/TGE3cCXeTHI/AAAAAAAAAUw/l77SbmNIg-U/s1600/Picasso_Guitarist.jpg" width="438" height="1214" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Num primeiro ato, nascemos,    &lt;br /&gt;Nossos olhares ainda confusos contemplam o desconhecido,    &lt;br /&gt;pequenas ilusões disformes se formam    &lt;br /&gt;nossos passos são lentos e incalculados,     &lt;br /&gt;parecemos pequenas embarcações rumo a terras inexploradas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Num segundo momento, caímos nas tribulações íntimas da carne, corremos em longos descampados destemidamente,   &lt;br /&gt;tropeçamos mas somos indomáveis como as águas e as nuvens, &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nos atolados em dívidas e dividendos cotidianos,    &lt;br /&gt;repensamos as conclusões da infância,nao vacilamos antes de chegar ao fim de nós mesmos,queremos um colo ou todos os colos.,carros, edifícios, trens, aparelhos e construções elevadas,queremos ainda o delírio, o conforto, a certeza e por ventura até deus... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;num aleatório ato, nos consumimos com as razoes do tempo,    &lt;br /&gt;o destino parece certo como a chegada ao próximo ponto,    &lt;br /&gt;as músicas não envelheceram apenas suas lembranças,    &lt;br /&gt;as pessoas se vão e se tornam pequenas formas de saudade grisalha, as mãos já não seguram mais com tanta força as verdades da aurora, mesmo jovens ou antigos, mesmo saudáveis ou moribundos, o último ato vem...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Numa manhã cinzenta, com pétalas de chuva.     &lt;br /&gt;E como pequenos embarcações rumo a terras inexploradas&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Como pequenas embarcações... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cybernic&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;(Em mémoria ao Profº Ruivaldo – 24 de Janeiro de 2012)&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-285978893719484491?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/285978893719484491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/infinita-fluidez.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/285978893719484491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/285978893719484491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/infinita-fluidez.html' title='A infinita Fluidez'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_xw-4xULvRWk/TGE3cCXeTHI/AAAAAAAAAUw/l77SbmNIg-U/s72-c/Picasso_Guitarist.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-8443148618925642108</id><published>2012-01-23T10:51:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Os desaparecidos do Império</title><content type='html'>&lt;p&gt;ESCRITO POR ATILIO BORON &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s320/imperialismoatuff.gif" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um artigo recente assinado por John Tirman, diretor do Centro de Estudos Internacionais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicado no &lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt;, apresenta com crueza uma reflexão sobre um aspecto pouco estudado das políticas de agressão do imperialismo: a indiferença da Casa Branca e da opinião pública em relação às vítimas das guerras que os Estados Unidos travam no exterior (1).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como acadêmico “bem-pensante” se abstém de utilizar a categoria “imperialismo” como chave interpretativa da política exterior de seu país; sua análise, em troca, revela claramente a necessidade de apelar a esse conceito e à teoria que lhe dá sentido. Tirman expressa em seu artigo a preocupação que lhe suscita, como cidadão que crê na democracia e nos direitos humanos, a incoerência na qual incorreu Barack Obama – não nos esqueçamos, um Prêmio Nobel da Paz -, em seu discurso pronunciado em Fort Bragg (14 de dezembro de 2011), para render homenagem aos integrantes das forças armadas que perderam a vida na guerra do Iraque (4.500, aproximadamente), quando não disse uma única palavra sobre as vítimas civis e militares iraquianas, que morreram por causa da agressão norte-americana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agressão, convém recordar, que não teve nenhuma relação com a existência de “armas de destruição em massa” no Iraque ou com a inverossímil cumplicidade do antigo aliado de Washington, Saddam Hussein, com as travessuras que supostamente cometia outro de seus aliados, Osama Bin Laden. O objetivo fundamental dessa guerra, como a que ameaça iniciar contra o Irã, foi se apoderar do petróleo iraquiano e estabelecer um controle territorial direto sobre essa estratégica região para o momento em que o abastecimento de petróleo deva ser feito confiando na eficácia dissuasiva das armas, no lugar das normas daquilo que alguns espíritos ingênuos na Europa do século XVIII chamaram de “o doce comércio”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em seu artigo, Tirman acerta ao recordar que as principais guerras que os Estados Unidos travaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial – Coréia, Vietnã, Camboja, Laos, Iraque e Afeganistão - produziram, segundo suas próprias palavras, uma “colossal carnificina”. Uma estimativa, que este autor qualifica como muito conservadora, lança um saldo fúnebre de pelo menos seis milhões de mortes ocasionadas pela cruzada lançada por Washington para levar a liberdade e a democracia a esses desafortunados países. Se forem contadas as operações militares de menor escala - como as invasões a Granada e ao Panamá, ou a intervenção apenas dissimulada da Casa Branca nas guerras civis da Nicarágua, El Salvador e Guatemala, para não falar de confusões militares similares em outras latitudes do planeta - a cifra se elevaria consideravelmente (2).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não obstante, e pese as dimensões desta tragédia, às quais se deveria agregar os milhões de deslocados pelos combates e devastação sofrida pelos países agredidos, o governo e a sociedade estadunidense nunca evidenciaram a menor curiosidade, preocupação ou, digamos, compaixão (!) para saber do ocorrido e fazer algo a respeito. Essas milhões de vítimas foram simplesmente apagadas do registro oficial do governo e, pior ainda, da memória do povo estadunidense, mantido de maneira desavergonhada na ignorância ou submetido à interessada tergiversação da notícia. Como de maneira fúnebre reiterava o ditador criminoso argentino Jorge Rafael Videla, diante da angustiada pergunta dos familiares da repressão, também para Barack Obama essas vítimas das guerras estadunidenses “não existem”, “desapareceram”, “não estão”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o holocausto perpetrado por Adolf Hitler ao exterminar seis milhões de judeus fez que seu regime fosse caracterizado como uma monstruosidade aberrante ou como uma apavorante encarnação do mal, então qual categoria teórica haveria de se usar para caracterizar os sucessivos governos dos Estados Unidos que semearam mortes numa escala pelo menos igual, se não maior?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lamentavelmente, nosso autor não se questiona com essa pergunta porque qualquer resposta haveria colocado em questão o crucial artigo de fé do credo norte-americano, que assegura que os Estados Unidos são uma democracia. Mais ainda: que são a encarnação mais perfeita da “democracia” neste mundo. Observa com consternação, em troca, o desinteresse público pelo custo humano das guerras estadunidenses; indiferença reforçada pelo premeditado ocultamento que se faz daqueles mortos na volumosa produção de filmes, novelas e documentários que têm por tema central a guerra; pelo silêncio da imprensa sobre estes massacres – recordar que, depois do Vietnã a censura nas frentes de batalha é total e que não se podem mostrar vítimas civis e tampouco soldados norte-americanos feridos ou mortos; e porque as inumeráveis pesquisas que dia a dia se realizam nos Estados Unidos jamais indagam qual é o grau de conhecimento ou a opinião dos entrevistados sobre as vítimas que ocasionam no exterior as aventuras militares do império.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Este pesado manto de silêncio se explica, segundo Tirman, pela persistência do que o historiador Richard Slotkin denominou “o mito da fronteira”, uma das conformações de sentido mais arraigadas da cultura estadunidense, segundo a qual uma violência nobre e desinteressada - ou interessada somente em produzir o bem - pode ser exercida sem culpa ou peso de consciência sobre aqueles que se interponham ao “destino manifesto” que Deus reservou aos estadunidenses e que, com piedosa gratidão, as notas de dólar recordam em cada uma de suas denominações. Só “raças inferiores” ou “povos bárbaros”, que vivem à margem da lei, poderiam resistir a aceitar os avanços da “civilização”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O violento despojo sofrido pelos povos originários das Américas, tanto no Norte como no Sul, foi justificado por esse mito racista da fronteira e edulcorado com mentiras infames. No extremo sul do continente, na Argentina, a mentira foi denominar como “conquista do deserto” a ocupação territorial a sangue e fogo do habitat, que não era exatamente um deserto, dos povos originários. No Chile, a mentira foi batizar como “a pacificação da Araucania” o nada pacífico e sangrenta submissão do povo mapuche. No norte, o objeto da pilhagem e da conquista não foram as populações indígenas, mas sim uma fantasmagórica categoria, apenas um ponto cardeal: o Oeste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em todos os casos, como observou o historiador Osvaldo Bayer, a “barbárie” dos derrotados, que exigia a peremptória missão civilizadora, era demonstrada por seu... Desconhecimento da propriedade privada!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em suma: esta constelação de crenças - racista e classista até a medula - presidiu o fenomenal despojo de que foram objeto os povos originários e libertou os devotos cristãos, que perpetraram o massacre, de qualquer sentimento de culpa. Na realidade, as vítimas eram humanas só na aparência. Essa ideologia reaparece em nossos dias, claro que de forma transfigurada, para justificar o aniquilamento dos selvagens contemporâneos. Segue “oprimindo o cérebro dos vivos”, para utilizar uma formulação clássica, e fomentando a indiferença popular diante dos crimes cometidos pelo imperialismo em terras distantes. Com a inestimável contribuição da indústria cultural do capitalismo, hoje a condição humana é negada aos palestinos, iraquianos, afegãos, árabes, afro-descendentes e, em geral, aos povos que constituem 80% da população mundial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tirman recorda, como já havia feito antes Noam Chomsky, o sugestivo nome designado à operação destinada a assassinar Osama Bin Laden: “Gerônimo”, o chefe dos apaches que se opôs à pilhagem praticada pelos brancos. O lingüista norte-americano também lembra que alguns dos instrumentos de morte mais letais das forças armadas de seu país também têm nomes que aludem aos povos originários: o helicóptero Apache, o míssil Tomahawk, e assim sucessivamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tirman conclui sua análise dizendo que esta indiferença diante aos “danos colaterais” e das milhões de vítimas das aventuras militares do império enterra a credibilidade de Washington quando pretende se elevar a campeão dos direitos humanos. Acrescentamos: enterra “irreparavelmente” essa credibilidade, como ficou eloqüentemente demonstrado em 2006, quando a Assembléia Geral da ONU criou o Conselho de Direitos Humanos, em substituição à Comissão de Direitos Humanos, com o voto quase unânime dos Estados-membros e repúdio solitário dos Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall (3). O mesmo ocorre quando ano após ano a Assembléia Geral condena por uma maioria esmagadora o bloqueio criminoso a Cuba, imposto pelos Estados Unidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas não é somente a credibilidade de Washington que está em jogo. Mais grave ainda é o fato de que a apatia e o torpor moral, que inviabilizam a questão das vítimas, garantem a impunidade daqueles que perpetram crimes de lesa humanidade contra populações civis indefesas (como nos casos de My Lai, no Vietnã, ou Haditha, no Iraque, para não mencionar os mais conhecidos).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, isso vem de longe: recorde-se a patética indiferença da população norte-americana diante das notícias do bombardeio atômico em Hiroshima e Nagasaki, e as mensagens que enviava o correspondente do &lt;em&gt;New York Times &lt;/em&gt;destacado no Japão, dizendo que não havia indícios de radioatividade na zona bombardeada! Impunidade que alentará futuras atrocidades, motorizadas pela inesgotável voracidade de lucros que exige o complexo industrial-militar, para o qual a guerra é uma condição necessária, imprescindível, aos seus benefícios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem guerras, sem escalada armamentista, o negócio produziria prejuízos, e isso é inadmissível. E são os lucros desses tenebrosos negócios, não nos esqueçamos, que financiam as carreiras dos políticos norte-americanos (e Obama não é exceção a esta regra) e sustentam os oligopólios midiáticos com os quais se desinforma e adormece a população. Não por acaso, os Estados Unidos guerrearam incessantemente nos últimos sessenta anos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os preparativos para novas guerras estão à vista e são inocultáveis: começam com a satanização de líderes desafetos, apresentados diante da opinião pública como figuras despóticas, quase monstruosas; seguem com intensas campanhas publicitárias de estigmatização de governos desafetos e povos dissidentes; logo, vêm as condenações por supostas violações aos diretos humanos ou pela cumplicidade daqueles líderes e governos com o terrorismo internacional ou o narcotráfico, até que finalmente a CIA, ou algum esquadrão especial das forças armadas, se encarrega de fabricar um incidente que permita justificar diante da opinião pública mundial a intervenção dos Estados Unidos e seus comparsas para pôr fim a tanto mal. Em tempos recentes, isso foi feito no Iraque e depois na Líbia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na atualidade, há dois países que atraem a maliciosa atenção do império: Irã e Venezuela, por pura coincidência donos de imensas reservas de petróleo. Isto não significa que a funesta história do Iraque e da Líbia vá necessariamente se repetir, entre outras coisas porque, como observou Noam Chomsky, os Estados Unidos só atacam países frágeis, quase indefesos, e ilhados internacionalmente. Washington fez o impossível para estabelecer um “cordão sanitário” para isolar Teerã e Caracas, até agora sem êxito. E não são países destruídos por longos anos de bloqueio, como o Iraque, ou que se desarmaram voluntariamente, como a Líbia, seduzida pelas hipócritas demonstrações de afeto de uma nova camada de imperialistas. Afortunadamente, nem Irã nem Venezuela se encontram nessa situação. De toda forma, terão de estar alertas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;1) &lt;strong&gt;“Why do we ignore the civilians killed in American wars?” &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, 5 de dezembro de 2011).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;2) Especialistas internacionais asseguram que o número de vítimas ocasionadas pelos Estados Unidos no Vietnã ronda as quatro milhões de pessoas. A estimativa total de seis milhões subestima em grande parte o massacre desencadeado pelo imperialismo norte-americano em suas diferentes guerras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;3) Acrescentamos um dado bem significativo: quando a Assembléia Geral teve que decidir a composição do Conselho, em 9 de maio de 2006, os Estados Unidos não conseguiram os votos necessários para ser um dos 47 países a integrá-lo. Uma grande definição sobre a nula credibilidade internacional dos Estados Unidos como defensor dos direitos humanos!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Traduzido por Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves (&lt;a href="http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3444:os-desaparecidos-do-imperio&amp;amp;catid=43:imperialismo"&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8443148618925642108?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8443148618925642108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8443148618925642108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8443148618925642108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html' title='Os desaparecidos do Império'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s72-c/imperialismoatuff.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-3105994128329942427</id><published>2012-01-23T10:18:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:20:02.017-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>RESTOS DE PEQUENOS PERCURSOS</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/_SFyGGFZWxtQ/S-msN0QGJyI/AAAAAAAAAU8/UmXTsCSw88M/s1600/Picture+008.jpg" width="420" height="574" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strike&gt;&lt;font size="6"&gt;F&lt;/font&gt;&lt;/strike&gt;echo os olhos perante a ausência do percurso desconhecido,     &lt;br /&gt;o dia abre-se em frascos repetidos,     &lt;br /&gt;a decisão precisa ser tomada em goles de sentidos,     &lt;br /&gt;deixo-me adormecer antes de adentrar nas locomotivas escaldantes, abandono as mãos num lugar visível e contemplo paisagens até então obvias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Esse erro lamentável afasta-me da sensação vulcânica da existência, o dia na verdade é uma montanha que renasce em diversos lugares possíveis, escalamos até as altas horas, em tênue força matinal, ao som das embarcações do destino;     &lt;br /&gt;nas pedras pontiagudas do acaso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fecho os olhos perante a ausência do percurso desconhecido, o dia fecha-se e então: &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para que inventamos a palavra recomeço?&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-3105994128329942427?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/3105994128329942427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/restos-de-pequenos-percursos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3105994128329942427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3105994128329942427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/restos-de-pequenos-percursos.html' title='RESTOS DE PEQUENOS PERCURSOS'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SFyGGFZWxtQ/S-msN0QGJyI/AAAAAAAAAU8/UmXTsCSw88M/s72-c/Picture+008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4627681718894686371</id><published>2012-01-17T09:56:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Mensagem ao tempo antes do próximo percurso</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:2d48b3d0-f6f6-4aa6-b712-68080a5fff54" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="cf634581-f03f-4dd6-9c29-04618831b7c0" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=CxtFb25R1cw" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/-qzyBE4MF9TY/TxVv5cy5D3I/AAAAAAAAEUw/RZqYGdXjr4M/video10e65e191b26%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('cf634581-f03f-4dd6-9c29-04618831b7c0'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/CxtFb25R1cw&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/CxtFb25R1cw&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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 &lt;p&gt;quem na insana montagem das horas esqueceu a si mesmo como peça principal? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A resposta exigida pelo poeta   &lt;br /&gt;é tao desnecessária quanto a observação das horas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No verdadeiro percurso literal, reinvidico a condição de ser, não apenas: humano, social, cordial, filho, marido, empregado, poeta... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cybernic   &lt;br /&gt;17 de Janeiro 2012&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4627681718894686371?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4627681718894686371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/mensagem-ao-tempo-antes-do-proximo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4627681718894686371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4627681718894686371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/mensagem-ao-tempo-antes-do-proximo.html' title='Mensagem ao tempo antes do próximo percurso'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-qzyBE4MF9TY/TxVv5cy5D3I/AAAAAAAAEUw/RZqYGdXjr4M/s72-c/video10e65e191b26%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5196939420627874934</id><published>2012-01-12T21:56:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.332-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Impactos de operações da Vale no Brasil e no Mundo</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;#160;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Veja a seguir um resumo de alguns dos impactos sociais, ambientais, trabalhistas e sobre populações tradicionais de vários empreendimentos da Vale no Brasil e no Mundo&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Publicado em 08 de janeiro de 2012    &lt;br /&gt;Por Xingu Vivo&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos Ambientais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entraves ambientais&lt;/strong&gt;     &lt;br /&gt;A Vale tem hoje uma carteira de 37 projetos de investimento com entraves ambientais&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mineração no interior de Unidades de Conservação&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A Vale tem três projetos de mineração dentro de Florestas Nacionais (Flonas, Unidades de Conservação que deveriam ser protegidas): o principal, em termos de investimento (US$ 8 bilhões), &lt;strong&gt;Carajás Serra Sul,&lt;/strong&gt; está dentro da &lt;strong&gt;Floresta Nacional de Carajás&lt;/strong&gt;, no PA, onde a Vale quer explorar 90 milhões ton/ano de minério de ferro. O projeto &lt;strong&gt;Serra Norte&lt;/strong&gt;, também dentro da Flona, explora cerca de 100 milhões de toneladas/ano. Já o &lt;strong&gt;projeto Salobo&lt;/strong&gt; está dentro da&lt;strong&gt;Floresta Nacional Tapirapé-Aquiri&lt;/strong&gt;, no extremo oeste de Marabá, também no Pará, atingindo: 1. As nascentes do igarapé Salobo e toda a porção superior de sua bacia de drenagem onde serão implantados a barragem e o reservatório de acumulação de água e a baragem de contenção de finos. 2. O divisor de águas constituído pelo platô delimitado entre as cotas 300 e 400 m e que separa a bacia do igarapé Salobo do rio cinzento. Neste divisor serão implantados a usina de beneficiamento e todo o complexo de apoio a mina. 3. A encosta voltada para a bacia do rio Cinzento, onde serão implantadas a barragem de rejeito e a respectiva barragem de contenção. Os principais impactos já sentidos são: Poluição dos igarapés Cinzento e Salobo, e do rio Itacaiunas, principal micro bacia da região; aterramento de nascentes de água no local da instalação dos acampamentos das empresas;&amp;#160; represamento de igarapés com a construção de estradas; desmatamento e derrubadas de 300 castanheiras por onde passa a estrada para a mina do projeto, na área da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri.&lt;strong&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos em comunidades ao longo da Ferrovia Carajás&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em 16 comunidades às margens da Estrada de Ferro Carajás no MA (Santa Rosa dos Pretos, Monge Belo, Bom Jesus das Selvas, Nova Vida, Novo Oriente, Francisco Romão, João do Vale, Planalto I, Planalto II, Agro Planalto, VilaDiamante/P.A, Jutay, Alto Alegre do Pindaré, Vila Labote, Vila Pindaré, Vila Concórdia e Vila União, perfazendo mais de 6,5 mil famílias), monitoradas pela Rede Justiça nos Trilhos, os impactos ambientais mais sentidos são: Poluição do ar por partículas de minério de ferro; Atropelamento de animais silvestres (tatu, veado, cutia etc), de animais domésticos de&amp;#160; carga (jumento, cavalo) e de consumo alimentar (bois, vacas); Aterro de igarapés causados pela construção da estrada de ferro e pela sua manutenção; Contaminação de córregos por particulados de minério de ferro; Assoreamento de açudes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos sobre a água em Minas Gerais &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em MG, a Mina de Capão Xavier, da Vale, está sobre um grande aqüífero que beneficia mais de 300 mil pessoas dos Ribeirões de Fechos, Catarina, Mutuca e Barreiro. As águas do manancial de Fechos terão sua vazão natural reduzida em 40% e os mananciais de Catarina e Barreiro, em torno de 20%, além de impactos irreversíveis em sua zona de proteção. A Estação Ecológica de Fechos tem suas águas diminuías ano a ano.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na região metropolitana de Belo Horizonte, capital de MG, a Vale quer implantar a Mina Apolo (maior projeto depois de Carajás) na Serra do Gandarela, última área intacta do quadrilátero ferrífero, em que deve ser constituído o Parque Nacional da Serra do Gandarela pela sua relevância ambiental. No Gandarela, onde existe um importante aqüífero, estão recursos hídricos de valor inestimável, em quantidade e qualidade, fundamentais para o abastecimento futuro de 5 milhões de habitantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em Itabira, MG, berço da Vale, a empresa foi processada pelo município por danos ambientais e sociais causados pelas operações de minério de ferro na região, pedindo a condenação da empresa na restauração do complexo ecológico afetado. Os prejuízos alegados pelo município são da ordem de US$ 868 milhões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Companhia Siderúrgica do Atlântico, Baia de Sepetiba, RJ&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, a &lt;strong&gt;Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA)&lt;/strong&gt;, empreendimento da Vale e da ThyssenKrupp, vem causando inúmeros impactos negativos na saúde, no meio ambiente e na renda de cerca de 8.000 famílias de Pescadores artesanais e centenas famílias residentes em Santa Cruz. Em março de 2008, a TKCSA sofreu embargo pelo Ibama/RJ e foi multada em R$200.000,00 por ter suprimido áreas de manguezais não previstas e intervenção em margem de rios sem autorização; em agosto de 2010, o INEA multou a TKCSA em R$ 1,3 milhão pela poluição atmosférica com material particulado, proveniente da deposição de ferro-gusa em cavas abertas; em janeiro de 2011, o INEA multou a TKCSA em R$ 2,8 milhões pela poluição atmosférica, e foi pedida a compensação socioambiental indenizatória de R$ 14 milhões; Desde dezembro de 2010, o Ministério Público do Estado do RJ, através de ação ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), acusa a TKCSA de haver cometido crimes ambientais, responsabilizando o diretor de projetos e o gerente ambiental da companhia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A TKCSA elevará em 76% as emissões de CO2 no Rio de Janeiro e a Fiocruz constatou um aumento de 1000% na concentração de ferro no ar da região. A TKCSA está processando três pesquisadores da UERJ e da FIOCRUZ que elaboraram estudos que comprovam seus impactos negativos, por danos morais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Emissão de poluentes&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em relação poluição atmosférica, em 2008 a Vale foi responsável pela emissão de cerca 16,8 milhões de toneladas de &lt;strong&gt;dióxido de carbono&lt;/strong&gt; (CO&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;). Em 2010, a emissão total de &lt;strong&gt;material particulado&lt;/strong&gt; foi de 6,6 mil toneladas, registrando um aumento de 29% em relação a 2009. Em relação ao &lt;strong&gt;Óxidos de Nitrogênio (NOx)&lt;/strong&gt;, a emissão total foi de 110 mil toneladas em 2010, registrando um aumento de cerca de 30% em relação ao ano anterior. A emissão total de &lt;strong&gt;óxidos de enxofre&lt;/strong&gt; apurada em 2010 foi de 403 mil toneladas, aumento de cerca de 25% sobre o ano anterior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos sociais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mortes, acidentes e outros impactos da&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Estrada de Ferro Carajás&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A Estrada de Ferro Carajás da Vale corta 25 municípios do MA e PA em seus 892 quilômetros. Existem 94 localidades, entre povoados, vilas e cidades, na faixa de 1.000 metros com o eixo na ferrovia. O intenso fluxo de pessoas, somadas a ausência de mecanismos de proteção e sinalização fazem com que a cada mês uma pessoa, em média, morra atropelada pelos trens operados pela Vale.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 2007 foram contabilizadas 23 mortes, e em 2008 nove vitimas fatais por atropelamento. Também foram registrados nesse ano 2.860 acidentes ao longo da ferrovia, segundo a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No novo projeto de duplicação da ferrovia Carajás, de acordo com o projeto apresentado ao Ibama a Vale prevê a remoção, ao longo da via férrea, de 1.168 “pontos de interferência”: cercas, casas, quintais, plantações e povoados inteiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A legalidade do processo de licenciamento da duplicação da ferrovia Carajás está sendo fortemente contestada. O Ministério Público Federal ajuizou recentemente Ação Civil Pública e uma liminar da Justiça Federal no Maranhão determinou a suspensão da obra em um trecho da ferrovia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Casas rachadas e remoção compulsória&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em 16 comunidades (Santa Rosa dos Pretos, Monge Belo, Bom Jesus das Selvas, Nova Vida, Novo Oriente, Francisco Romão, João do Vale, Planalto I, Planalto II, Agro Planalto, VilaDiamante/P.A, Jutay, Alto Alegre do Pindaré, Vila Labote, Vila Pindaré, Vila Concórdia e Vila União) com mais de 6,5 mil famílias, monitoradas pela Rede Justiça nos Trilhos, os impactos mais sentidos são: atropelamento com morte de pessoas; trepidação e rachaduras causando danos às residências; remoção de famílias ou apropriação de parcela de seus lotes pela Vale; poluição sonora;&amp;#160; danos às estradas vicinais causada por veículos de grande porte; remoção compulsória de famílias; interdição da realização de roças próximas à ferrovia; chegada de um grande número de operários do sexo masculino colocando em risco adolescentes em situação de vulnerabilidade social.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Doenças respiratórias e de pele em Açailandia, MA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em Açailândia, no MA, a unidade de produção de carvão vegetal da Vale (que foi vendida em 2011) está situada ao lado de um assentamento de trabalhadores rurais que sofrem de forma muito intensa o impacto da fumaça gerada nos 70 fornos ali existentes, com relatos de graves doenças respiratórias. Alem disso, em Piquiá estão em operação atualmente cinco usinas siderúrgicas, das quais a Vale é parceira preferencial, fornecendo minério de ferro e transportando toda a produção de ferro-gusa através de sua ferrovia e porto. Atualmente, são produzidas nesta localidade cerca de 500.000 toneladas anuais de ferro-gusa. Pesquisas realizadas em 55% dos domicílios do Piquiá, pelo Centro de Referências em Doenças Infecciosas e Parasitárias da Universidade Federal do Maranhão, e do Núcleo de Estudos em Medicina Tropical da Pré-Amazônia, revelam que 41,1% da população se queixam de doenças nos pulmões e na pele. Os pesquisadores creditam essas doenças a alta poluição causadas pelas cinco siderúrgicas com fumaça e dejetos depositados no solo e na água da comunidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em maio de 2011, a Federação Internacional dos Direitos Humanos divulgou o relatório “Brasil: quanto valem os Direitos Humanos?”, sobre os impactos da Vale em Açailandia, no Maranhão. O relatório constata que “a poluição incessante, o dano contínuo aos recursos hídricos, junto com o sistema de limpeza urbana extremamente precário tiveram impacto sobre as condições de vida&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;dos habitantes, assim como sobre suas plantações, afetando seus modos de vida e aumentando a precariedade e a pobreza das comunidades afetadas, em violação ao direito de toda pessoa a um nível de vida adequado. A mobilização das comunidades na busca de atenuação e reparação pelos danos sofridos tem sido caracterizada por dificuldades em aceder à informação, irregularidades nos processos de aprovação dos estudos de impacto ambiental e ataques sobre a honra, a reputação e a liberdade de expressão dos atores sociais a favor das comunidades afetadas.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Finalmente, os pedidos judiciais apresentados pelas comunidades e que ficaram suspensos o sem seguimento e a ausência de medidas de reparação e garantias de não repetição&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;adequadas&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;demonstram uma violação ao direito a um devido processo e recurso efetivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Prostituição infantil&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em Bom Jesus das Selvas, cidade de 25 mil habitantes, com a chegada dos 2 mil homens para as obras de duplicação da ferrovia de Carajás, houve um aumento dos casos de prostituição e exploração sexual infantil, segundo o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos do município. Adolescentes de baixa renda se prostituem em troca de roupas, sapatos ou quantias de R$ 30 a R$ 50.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ameaças de morte no RJ&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em função da resistência ao projeto da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) na Baía de Sepetiba/RJ, em janeiro de 2009 ameaças de morte sofridas por lideranças de pescadores são evidenciadas com os ataques a casa do presidente da APESCARI, Luiz Carlos, e iniciam-se as negociações para incluí-lo no programa federal de proteção aos defensores dos direitos humanos; em maio, é enviado um oficio ao Representante Especial da Secretaria Geral da ONU para os Direitos Humanos e Empresas Transnacionais e Outras empresas, sobre as violações cometidas pela TKCSA.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Populações tradicionais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Condenação por dano a comunidades quilombolas no PA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em abril de 2011, a Justiça Federal condenou a Vale a pagar mensalmente valores fixados em um e três salários mínimos a &lt;strong&gt;788 famílias quilombolas&lt;/strong&gt; que residem na localidade de Jambuaçu, situado no município de Moju, a 82 quilômetros de Belém, na região nordeste do Pará. Por esse local, passa um mineroduto de 244 quilômetros de extensão da empresa que transporta bauxita de Paragominas, passando por vários município até chegar a Barcarena, próximo a Belém, onde funciona a Alumina do Norte do Brasil (Alunorte), subsidiária da Vale. Entre os impactos, estão a remoção de roças, o assoreamento dos igarapés que fazem parte da bacia do Jambuaçu e do próprio rio, e a derrubada de pelo menos 150 castanheiras produtivas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ação contra titulação de terras quilombolas no MA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;No Maranhão, através de sucessivas impugnações administrativas, a Vale está impedindo que as comunidades tradicionais quilombolas de Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, em Itapecuru-Mirim, tenham a propriedade coletiva de suas terras demarcadas pelo Estado brasileiro. Com isso a Vale pretende ver facilitado o trânsito de suas máquinas e homens destinados às obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás, atualmente em curso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pressão para tomar terras de indígenas no ES&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;No Espírito Santo, o projeto da &lt;strong&gt;Companhia Siderúrgica do Ubu&lt;/strong&gt;, previsto para ser instalado em Anchieta, deve ocupar as terras da &lt;strong&gt;Comunidade Indígena da Chapada do A&lt;/strong&gt;. Apesar de a Licença Ambiental impor à empresa o dever de respeitar a opção dos moradores de permanecer no local, a Vale tem feito uma forte pressão para que eles lhe vendam suas propriedades, oferecendo-lhes um valor médio de R$ 7 mil (sete mil reais) por família. Em fevereiro de 2011 a comunidade informou oficialmente à FUNAI sobre seu auto-reconhecimento como povo indígena Tupinikim. A FUNAI visitou a região e reconheceu a tradicionalidade do povo, mas a demarcação de suas terras ainda deve demorar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Justiça Federal obriga Vale a compensar índios Xikrin no PA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em 2008, a Justiça condenou a Vale a destinar mais de R$ 650 mil por mês aos povos indígenas Xikrin, que vivem nas proximidades da província mineral de Carajás. Depois de realizar, por mais de dez anos, atividades de extração de minérios em terras dos índios localizadas no sudeste do Pará, a Vale foi obrigada a recompensar financeiramente duas comunidades impactadas: a Justiça Federal de Marabá determinou o pagamento mensal de R$268.054,62 à comunidade Xikrin do Cateté e R$388.843,27 aos Xikrin do Djudjekô, num total de mais de R$ 650 mil a serem depositados pela companhia em favor das associações de cada aldeia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos trabalhistas e econômicos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jornadas de trabalho exaustivas&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em março de 2010, a Vara do Trabalho de Parauapebas, no Pará, condenou a Vale a pagar R$ 100 milhões por danos morais coletivos e mais R$ 200 milhões por dumping social. De acordo com a sentença da Justiça, que obrigou a Vale a pagar as horas em que os trabalhadores se deslocam de suas moradias até as minas (horas “in &lt;em&gt;itinere&lt;/em&gt;”), o trabalhador, que deveria cumprir a jornada reduzida de 6 horas, acaba por ficar à disposição das empresas por pelo menos 13 horas de trabalho, em clara afronta às limitações constitucionais e legais da jornada. Mais, retira diariamente cerca de 15 horas do tempo de fruição pessoal do trabalhador para executar tarefas relacionadas ao emprego. A Vale também foi condenada por dano moral coletivo, uma vez que seu tempo livre é totalmente absorvido pelo trabalho. Tal aprisionamento&lt;em&gt; &lt;/em&gt;laboral transforma a folga semanal – repouso semanal remunerado – em válvula de escape, potencializando e incrementando os índices de violência, alcoolismo e prostituição locais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Enxurrada de processos trabalhistas em Parauapebas, PA&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Ainda de acordo com a Justiça Federal, milhares de processos abarrotam – e se encontram em vias de inviabilizar – o Judiciário Trabalhista em Parauapebas, sede do Projeto Carajás, o que levou à criação de mais uma Vara do Trabalho, no ano de 2007, uma vez que as reclamações trabalhistas em Parauapebas explodiram nos últimos anos. Em 1995 elas eram da ordem de 1.878. Em 2006, passaram 3.752. Em 2009 chegaram à 6.761. O tema da indenização da jornada extraordinária perpassa todas elas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Lucros x salários&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A Justiça também afirmou que a Vale aumentou arbitrariamente os seus lucros à custa dos salários, prejudicando não somente trabalhadores, mas suas próprias contratadas&amp;#160; e as concorrentes da produção mineral pelo &lt;em&gt;dumping &lt;/em&gt;social praticado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Trabalho escravo e infantil&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;De acordo com investigações do Ministério Publico e do IBAMA, a Vale tem mantido relações comerciais com guseiras envolvidas em casos de trabalho escravo e infantil, fornecendo minério de ferro e infra-estrutura necessária para o escoamento e exportação da produção destas empresas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sonegação bilionária de royalties e evasão de divisas &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Apesar de operar majoritariamente em um país em que as alíquotas dos royalties da mineração estão entre as mais baixas do mundo, a Vale não paga o que a lei lhe obriga e já acumula um dívida de R$ 4 bilhões com o Estado brasileiro, relativa à CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). Como conseqüência, teve seu nome incluído no cadastro de pessoas físicas e jurídicas em débito com a União, o CADIN (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal), e chegou a ter suspensa por certo período a autorização para a exploração de sua mina mais importante, em Carajás.&amp;#160; Segundo relatório da Procuradoria-Geral no Pará, a empresa vende às suas controladas Vale International e Vale Overseas, nas ilhas Cayman e na Suíça, o minério a um preço abaixo do que é exportado efetivamente para o mercado europeu e asiático.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em dezembro de 2011, a Vale sofreu outra importante derrota na Justiça Federal, que deu ganho de causa ao Estado brasileiro a respeito da incidência da CFEM também sobre a pelotização do minério de ferro, importando em outros milhões de reais que a mineradora deve, mas não recolhe aos cofres públicos.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Impactos internacionais      &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Moçambique:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;expulsão de comunidades&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os mega-projetos de mineração de Moma e Moatize, no Norte e Centro do país, já expulsaram cerca de 760 famílias camponesas das suas comunidades para dar lugar a aberturas das minas de carvão entre novembro de 2009 a Abril de 2010, denunciou o Centro Moçambicano de Integridade Pública. A empresa dividiu as famílias entre rurais e semi-urbanas, usando critérios diferenciados para os reassentamentos das mesmas. As famílias consideradas rurais foram reassentadas a cerca de 45 Km da sua comunidade de origem e a 75km da cidade de Tete. “Estamos a sofrer”, diz um morador reassentado. “A Vale veio agravar a nossa pobreza. Em nossa região vendíamos lenha e carvão. Vendíamos os nossos produtos alimentares. Aqui no reassentamento, só estamos nós os desempregados e pobres sem acesso ao mercado e sem fontes de renda”. Outras remoções desse tipo estão previstas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Canadá:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;maior greve da história e despejo de resíduos&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A Vale usou a recente crise mundial como justificativa para reduzir salários, aumentar jornadas de trabalho, realizar demissões massivas, e cortar benefícios e outros direitos adquiridos, o que provocou&amp;#160; a maior greve da história do Canadá na sua subsidiária Vale-Inco entre os anos de 2009 e 2010: foram 12 meses de greve em Sudbury e Port Colborne, em Ontário, e 18 meses em Voisey’s Bay, na Província de Newfoundland e Labrador, envolvendo mais de 3 mil trabalhadores. A empresa também está sendo processada por prever destruir o lago de Sandy Pond, convertendo-o em uma bacia para 400 mil toneladas de dejetos, de acordo com denuncias de organizações locais. Ainda no Canadá, a Vale é ré na maior ação civil pública por problemas ambientais da história do país, tendo sido condenada em 2010 ao pagamento de cerca de 36 milhoes de dólares canadenses em indenização para mais de 7.000 (sete mil) moradores de Port Colborne, Província de Ontario, onde a Vale opera uma refinaria de níquel. A decisão foi revertida recentemente, mas o caso ainda será apreciado pela Suprema Corte do Canadá.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Peru: milícias particulares&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A subsidiária da Vale “Miski Mayo” (“Rio Doce”, em quecha, idioma indígena) instalou-se em 2003 na região de Cajamarca. Três anos depois, a Comissão de Gestão Ambiental Sustentável, vinculada ao governo, detectou a atuação de milícias dentro das instalações. Há denúncias de perseguição a diversas lideranças que vêm se opondo ao empreendimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indonésia: disputa de terras com refugiados&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em 2000, após guerra civil, os povos refugiados Karonsi’e da comunidade Sorowako ganham o direito de voltar às duas terras, onde a mineradora Vale Inco explorara níquel na região, por acordo com a ditadura anterior. As lavouras e casas deram lugar a alojamentos e minas. Da comunidade, 30 famílias ainda lutam pelo direito às terras e vivem na indigência, sem condições de trabalho, ameaçadas por forças armadas do Estado ou da empresa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Argentina: impactos sobre a água&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Ao sul do Malargue, na região de Mendoza, o aumento da demanda por fertilizantes fez crescer a atuação da Vale, que opera o projeto de Potássio Rio Colorado. As ações da empresa devem impactar uma bacia hidrográfica de aproximadamente 25 mil habitantes, e destruir parte considerável da fauna e da flora locais. Um dos principais fornecedores de água argentinos, o Rio Colorado, que corta quatro diferentes províncias, corre riscos de salinizar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nova Caledônia: duto no mar para despejo de resíduos de mina de níquel&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Desde 2006, a Vale Inco tenta implementar, na colônia francesa situada no sudoeste do oceano Pacífico, a mineração de níquel na mina de Goro, mas tem enfrentado forte oposição da população indígena local, o Kanak. Um dos principais focos dos protestos é intenção da empresa de construir um duto para despejar resíduos da atividade de mineração no mar, o que poderá prejudicar a barreira de corais que circunda o país – a maior do mundo -, formando, também, o maior sistema de lagoas do planeta.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5196939420627874934?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5196939420627874934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/impactos-de-operacoes-da-vale-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5196939420627874934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5196939420627874934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/impactos-de-operacoes-da-vale-no-brasil.html' title='Impactos de operações da Vale no Brasil e no Mundo'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5996473662165519157</id><published>2012-01-12T21:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:21:43.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>Governo federal formaliza desapropriações no Pará sem consulta e explicações</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&amp;#160;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Publicado em 06 de janeiro de 2012   &lt;br /&gt;Por Xingu Vivo&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem audiências públicas, consulta prévia e explicações o governo federal, por intermédio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), formalizou na última terça-feira (3) a desapropriação de 282 mil hectares de terras entre os municípios de Vitória do Xingu, Altamira e Brasil Novo, no Estado do Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A resolução teve publicação no Diário Oficial da União (DOU) e de acordo com a Aneel a área é a última fronteira para o Consórcio Norte Energia efetivar o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, além da construção do reservatório de água, criação de Área de Preservação Permanente (APP) e para reassentar populações afetadas pelo empreendimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para Antonia Melo, liderança do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, a desapropriação promoverá um aporte de aproximadamente 10 mil pessoas aos cerca de 40 mil atingidos diretamente pela usina – a Norte Energia aponta para a realocação de apenas 4 mil famílias. “Essa decisão (da Aneel) envolve uma área gigantesca e afeta a vida de milhares de pessoas”, declara a liderança para a Agência Carta Maior.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conforme denuncia o Movimento Xingu Vivo, o cadastro dos habitantes das terras desapropriadas sequer foi concluído para o estabelecimento de critérios. Desse modo, a quantidade de pessoas atingidas é apenas estimada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na compreensão de Antonia, trata-se de uma postura antidemocrática do governo, porque não ocorreu qualquer procedimento de consulta. “A decisão foi tomada em meio aos feriados de final de ano, quando as pessoas estão desmobilizadas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Utilidade pública&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;A decisão da Aneel tem ainda um caráter mais perverso, pois a resolução é em verdade uma Declaração de Utilidade Pública. Com isso, a Norte Energia está autorizada a invocar o caráter de urgência e a remover ribeirinhos, indígenas e pequenos agricultores de forma amigável ou por via judicial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Em relação às propriedades privadas referidas no artigo 1º, a Norte Energia S.A. fica autorizada a promover, com recursos próprios, amigável ou judicialmente, as desapropriações de domínio, podendo, inclusive, invocar o caráter de urgência para fins de imissão provisória na posse dos bens”, diz o texto da resolução publicada na última terça-feira no DOU.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A área de desapropriação também é contestada pelo Xingu Vivo, movimento que congrega centenas de organizações contrárias a Belo Monte. Como o governo sonega informações, acredita-se que ocorreu um superfaturamento na área a ser desapropriada, ou seja, que não estava previsto o montante de quase 300 mil hectares – equivalente a 282 mil campos de futebol e metade da área do Distrito Federal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As desapropriações para Belo Monte tiveram início em abril de 2010, com 3,5 mil hectares destinados às obras – iniciadas em junho de 2011.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dentro do esquema&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu (PA) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), afirma que está bem no esquema do atual governo tomar medidas sem consulta prévia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“É o sistema do fato consumado. A consulta popular não existiu e isso está dentro da estratégia. Simplesmente se decide e faz. A coisa não é nova e desde o início o governo operou com esse esquema. Mais um capítulo dessa história triste e escandalosa de Belo Monte”, diz Dom Erwin.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para o presidente do Cimi, as consequências da mega desapropriação poderão revelar as explicações não fornecidas pelo governo e os números parciais levantados pelo movimento de resistência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“As medidas estão sendo tomadas na calada da noite. As pessoas impactadas não têm valor, porque o valor está na obra. O mais importante de toda essa história para o governo não são as pessoas, mas Belo Monte. O resto é resto”, enfatiza.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Protestos ignorados&lt;/strong&gt;    &lt;br /&gt;Dom Erwin aponta que todo esforço e revolta da população e organizações sociais contra a usina acirraram ainda mais a postura do governo em defender o empreendimento – quando deveria ser o contrário. Nem a insatisfação do próprio governo paraense com a usina, pontua o bispo, serve para que o Palácio do Planalto se sensibilize.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O presidente da Norte Energia (Carlos Nascimento) continua com o mesmo discurso de três anos atrás, pois diz na imprensa que o consórcio tem feito saneamento básico nas cidades atingidas e essa é uma mentira descarada. Ele nunca veio para cá para ver. O pior é que ele é daqui do Pará”, diz o bispo da Prelazia do Xingu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há 46 anos no Xingu, Dom Erwin viu de perto o “Milagre Econômico” da ditadura militar rasgar o Norte do país com um projeto de desenvolvimento similar ao tocado pela administração do atual governo. Desse processo surge o primeiro projeto de construção de uma usina hidrelétrica no rio Xingu, justamente onde hoje Belo Monte é imposta pelo governo – só que dessa vez em plena democracia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O projeto era da ditadura militar. Pensávamos que esse fantasma desapareceu quando os militares engavetaram o projeto. O próprio Lula e o PT se manifestaram expressamente contra. E por isso a nossa revolta e indignação: depois de eleito, o PT defende com unhas e dentes o que antes condenou. Quais são os reais motivos para executar um projeto que antes se condenava?”, questiona Dom Erwin.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;As informações são do CIMI&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5996473662165519157?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5996473662165519157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/governo-federal-formaliza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5996473662165519157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5996473662165519157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/governo-federal-formaliza.html' title='Governo federal formaliza desapropriações no Pará sem consulta e explicações'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-537948201291521683</id><published>2012-01-12T21:38:00.000-03:00</published><updated>2012-02-08T10:46:12.791-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>(Repetição) As chuvas e o proletariado</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– a responsabilidade de Lula, Cabral e Paes na tragédia do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Adolpho Ferreira&lt;br /&gt;No início da noite de segunda-feira, 5 de abril, várias cidades do Estado do Rio de Janeiro sofreram com as intensas chuvas. Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e outras cidades pararam por conta dos estragos produzidos por tanta água. Os mortos confirmados já são quase duzentos, até o momento. Outras centenas ou milhares – este número é ainda mais impreciso – estão desabrigados.&lt;br /&gt;Neste momento, é necessário apontar os responsáveis por tamanha tragédia.&lt;br /&gt;A imensa maioria dos que mais sofreram com o temporal é a parte dos mais pobres trabalhadores que moram nas favelas, mais especificamente nos locais que apresentam riscos de desabamento. O que sabemos é: moram nestes locais porque são a parte mais proletarizada da população, porque compõem o setor da classe trabalhadora mais afetado pelo desemprego e pela super-exploração do trabalho, porque seus salários não permitem mais que estabelecer a moradia em local tão arriscado! Jamais porque são “loucos, irresponsáveis e suicidas”, como afirma o governador do Estado do RJ, Sergio Cabral/PMDB, de forma absolutamente desumana e descompromissada com as condições de vida da classe trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prefeito Eduardo Paes/PMDB preferiu culpar a natureza e sua tremenda força, eximindo-se de toda a responsabilidade – assim como é responsabilidade de Cabral e Lula – com a realização de políticas públicas que atendam aos interesses de moradia mais imediatos desses trabalhadores, como contenção de encostas, urbanização de favelas, sistema de drenagem etc.&lt;br /&gt;Fica nítido o descaso dos governantes ao revelar a contenção de investimentos públicos, que acarreta a precarização de áreas como a Defesa Civil. As autoridades solicitam à população para não telefonar para a Defesa Civil em caso de situação que não tenha "tanta emergência".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente Lula/PT seguiu a linha já traçada por seus grandes aliados no Rio de Janeiro. Concordando com Cabral, disse que se analisarmos “todas as enchentes brasileiras, elas atingem sempre as pessoas pobres, que moram em locais inadequados". Confirma, portanto, a tese de culpabilização das vítimas. Diz que “o mais importante nessa história é que precisamos conscientizar a população para que deixe as áreas de risco”, ou seja, que abandonem suas casas e tudo aquilo que conseguiram conquistar com seu duro trabalho, sem qualquer garantia de que estará tudo lá quando retornarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula diz ainda que as chuvas não preocupam seus interesses nos eventos de 2014 e 2016, pois “não chove todo dia, quando acontece uma desgraça, acontece; normalmente, os meses de junho e julho são mais tranqüilos”. Portanto, contanto que em junho e julho de 2014 e 2016, a cidade esteja preparada para receber a Copa e a Olimpíada, não importa o sofrimento da população nos outros dias. Até mesmo o falso argumento do “legado dos grandes eventos esportivos” utilizado pelos governantes e pelo grande capital para justificar a importância desses eventos na vida do proletariado – que não usufruirá de seu verniz – cai por terra de vez. Tudo estará funcionando em junho e julho de 2014/2016, com todos os milhares de milhões que serão transferidos pelo Estado (governos federal, estadual e municipal) à burguesia nacional e internacional, nessa relação íntima entre governos e capital que inclui, por exemplo, o financiamento das campanhas eleitorais de PT e PSDB, os partidos brasileiros que mantêm a força da ordem burguesa no país atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, Cabral e Paes são os verdadeiros culpados pela amplitude dos desastres, assim como os governos anteriores que serviram aos interesses burgueses e corruptos. Nada fizeram para melhorar estruturalmente as condições de vida e moradia do proletariado que vive em áreas que ameaçam sua própria sobrevivência e ainda culpam os mortos pela tragédia ocorrida.&lt;br /&gt;É muito importante perceber os projetos sociais que estão em luta: de um lado, o projeto dos capitalistas e dos governos burgueses, que desejam expulsar os favelados de seu local de moradia, motivados por diversos interesses, como a expansão imobiliária nessas regiões (a que se relaciona a imagem da favela criminalizada e de fato alvo da violência policial, do tráfico e de milícias); de outro lado, o projeto do proletariado, que de imediato exige a melhoria de suas condições de vida e moradia, mas tem como objetivo final aquilo que possibilitará o fim das condições sociais que generalizam todas estas tragédias: o fim das condições sociais que causam sua miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundamentalmente, são estas condições sociais (que fazem com que o proletariado recorra à moradia nos locais de risco) que precisam ser combatidas. Este é o horizonte necessário que não pode sair de vista de todos aqueles que sentem profundamente as perdas humanas e sociais e lamentam diante das terríveis reações dos governantes burgueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo final de nossa luta, para além da necessária melhoria imediata das condições de vida dos trabalhadores que habitam as regiões mais precárias, precisa ser o fim da sociedade de classes!&lt;br /&gt;O original (Abril/2010) encontra-se em http://coletivomarxista.blogspot.com/2010/04/as-chuvas-o-proletariado-e.html ; a transcrição (Janeiro/2011) em pcb.org.br/...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;&lt;b&gt;ESSE TEXTO FOI PUBLICADO AQUI NESSE MESMO BLOG EM 16/01/2011&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-537948201291521683?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/537948201291521683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/repeticao-as-chuvas-e-o-proletariado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/537948201291521683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/537948201291521683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/repeticao-as-chuvas-e-o-proletariado.html' title='(Repetição) As chuvas e o proletariado'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4854323483125370655</id><published>2012-01-12T12:40:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>UNIVERSO DESPROPORCIONAL</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_P3v50AAnTzs/S-jHHrhhZhI/AAAAAAAAADU/7yyCnRwyZqk/s1600/realidade.jpeg" width="378" height="516" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vi o mundo em rara profundidade nos olhos de uma senhora, sob as correntes solares na rua 21 de abril. Suas lágrimas gritavam mais que sua voz e fui paralisado entre os entremeios das horas…&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eu, um ato de passividade anti-gravitacional que tende ao tombo nas próximas esquinas, eu, que tento escrever poemas além das razoes dos poetas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O eco da senhora ressoou como sons de pássaros indefesos sendo esmagados pelas tardes sem gotas de água nem pão...Sua anatomia lembra as invisibilidade que escorrem nossos lábios apressados e onde pisoteamos os indefesos da matéria em nome de nossa alma...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dias depois meu estado de espírito era de um alívio cadavérico… &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;entreabrindo os baús para escrever esses versos, fotografo o exato instante onde ser poeta é reger os sentimentos que tomados pelo tempo; nas cinzas, retornam em forma de versos para nos atormentar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cybernic &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;12-01-2012&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4854323483125370655?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4854323483125370655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/universo-desproporcional.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4854323483125370655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4854323483125370655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/universo-desproporcional.html' title='UNIVERSO DESPROPORCIONAL'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P3v50AAnTzs/S-jHHrhhZhI/AAAAAAAAADU/7yyCnRwyZqk/s72-c/realidade.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4500193361195281304</id><published>2012-01-11T23:15:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Os EUA a caminho de um estado totalitário e militar</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;img src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,10473118-EX,00.jpg" /&gt; &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;por Miguel Urbano Rodrigues&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Presidente Barack Obama ofereceu ao povo norte-americano no dia 31 de Dezembro um presente envenenado para 2012: a promulgação da chamada Lei da Autorização da Defesa Nacional.   &lt;br /&gt;O discurso que pronunciou para justificar o seu gesto foi um modelo de hipocrisia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O Presidente declarou discordar de alguns parágrafos da lei. Sendo assim, poderia tê-la vetado, ou devolvido o texto com sugestões suas. Mas não o fez.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;No dia 24 de Janeiro, o Senado vai votar um projecto, o SOPA, que autoriza a Secretaria de Justiça a criminalizar qualquer Web cujo conteúdo seja considerado ilegal ou perigoso pelo governo dos EUA. De acordo com o texto em debate, a simples colocação de um artigo numa rede social pode motivar a intervenção da Justiça de Washington.    &lt;br /&gt;A iniciativa foi já definida por alguns media como um terramoto político.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O pânico que provocou foi tamanho que a &lt;a href="http://www.netcoalition.com/"&gt;Netcoalition.com&lt;/a&gt; , aliança que agrupa gigantes digitais como Facebook, Twitter, Google, e Yahoo, AOL e Amazon admite um &amp;quot;apagão colectivo&amp;quot; durante horas se o Congresso aprovar o projecto.    &lt;br /&gt;A lei, teoricamente motivada pela necessidade de combater a pirataria digital, será de aplicação mundial. Por outras palavras, se uma Web europeia, asiática ou africana publicar algo que as autoridades norte-americanas considerem &amp;quot;perigoso&amp;quot; pode ser bloqueada nos EUA por decisão da Justiça de Obama.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;quot;GOVERNO MILITAR DE TRAJE CIVIL&amp;quot;? &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Despojada da retórica que a envolve, a Lei da Autorização da Segurança Nacional, ora vigente, revoga na prática a Constituição bicentenária do país.    &lt;br /&gt;Afirma Obama que a &amp;quot;ameaça da Al Qaeda à Segurança da Pátria&amp;quot; justificou a iniciativa que elimina liberdades fundamentais. A partir de agora, qualquer cidadão sobre o qual pese a simples suspeita de ligações com &amp;quot;o terrorismo&amp;quot; pode ser preso por tempo ilimitado. E eventualmente submetido à tortura no âmbito de outra lei aprovada pelo Congresso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Comentando a decisão gravíssima do Presidente, Michel Chossudovsky lembra que ela traz à memória o decreto de Hitler para &amp;quot;a Protecção do Povo e do Estado&amp;quot; assinado pelo marechal Hindemburgo em 1933 após o incêndio do Reichstag.    &lt;br /&gt;A escalada de leis reaccionárias nos EUA assinala o fim do regime democrático na grande República.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O discurso em que Obama justificou há dias o Orçamento de Defesa, veio confirmar o crescente protagonismo do Pentágono – agora dirigido por Panetta, o ex director da CIA – na definição da estratégia de dominação planetária dos EUA. Ao esclarecer que a prioridade é agora a Ásia, o Presidente afirmou enfaticamente que os EUA são e serão a primeira potência militar do mundo. Relembrou o óbvio. O Orçamento de Defesa norte-americano supera a soma dos dez maiores que se seguem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A degradação do regime tem-se acentuado de ano para ano. A fascização das Forças Armadas nas guerras imperiais é hoje inocultável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Observadores internacionais respeitados, alguns norte-americanos, comentando essa evolução, definem os EUA neste início do terceiro milénio como &amp;quot;ditadura democrática&amp;quot;.    &lt;br /&gt;Chossudovsky vai mais longe, enuncia uma evidência dolorosa ao escrever que nos EUA se acentua a tendência para &amp;quot;um Estado totalitário militar com traje civil&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Desmontar-lhe a fachada é uma exigência para quantos identificam no imperialismo uma ameaça à própria continuidade da vida. Tarefa difícil, mas indispensável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Significativamente, as leis fascizantes comentadas neste artigo passaram quase desapercebidas em Portugal. Os analistas de serviço da burguesia e os media ditos de referência ignoraram o tema, numa demonstração da vassalagem neocolonial da escória humana que oprime e humilha Portugal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vila Nova de Gaia, 06/Janeiro/2012&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;O original encontra-se em &lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2336"&gt;http://www.odiario.info/?p=2336&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4500193361195281304?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4500193361195281304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/os-eua-caminho-de-um-estado-totalitario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4500193361195281304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4500193361195281304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/os-eua-caminho-de-um-estado-totalitario.html' title='Os EUA a caminho de um estado totalitário e militar'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4582572679049510143</id><published>2012-01-05T09:11:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:16:31.689-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wikileaks'/><title type='text'>Wikileaks ganha rede social para apoiadores</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-1l7dJfn5kbg/TrqiEWpm--I/AAAAAAAAGvA/ompuGB-ZPoE/s1600/wikileaks.jpg" width="447" height="310" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Wikileaks, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/wikileaks_anuncia_paralisacao_das_atividades_por_falta_de_dinheiro"&gt;cujas atividades estão paralisadas desde outubro de 2011&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; por falta de fundos, ganhou um centro para que seus apoiadores e entusiastas se reúnam na forma de uma rede social. Chamada &amp;quot;&lt;em&gt;Friends of Wikileaks&lt;/em&gt;&amp;quot;, ou simplesmente &amp;quot;FoWL&amp;quot;, o canal de relacionamento é uma forma de manter conectados fãs e mentes favoráveis à entidade outrora encabeçada por Julian Assange, que hoje enfrenta um processo judicial junto à corte britânica, sob acusação de estupro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A FoWL não tem relação de qualquer espécie com o Wikileaks, entretanto, como já era de se esperar, a afiliação é gratuita e aberta para qualquer interessado. Ela promove discussões sobre temáticas que norteiam o Wikileaks entre seus usuários. Já existem partes, inclusive, que já estão traduzidas para o português.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Para saber mais, acesse a página da rede &lt;strong&gt;&lt;a href="https://wlfriends.org/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;MATÉRIA EM&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://olhardigital.uol.com.br/jovem/redes_sociais/noticias/wikileaks-ganha-rede-social-para-apoiadores" target="_blank"&gt;olhardigital&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4582572679049510143?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4582572679049510143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/wikileaks-ganha-rede-social-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4582572679049510143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4582572679049510143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/wikileaks-ganha-rede-social-para.html' title='Wikileaks ganha rede social para apoiadores'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1l7dJfn5kbg/TrqiEWpm--I/AAAAAAAAGvA/ompuGB-ZPoE/s72-c/wikileaks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4713285810610786023</id><published>2012-01-01T19:25:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:16:31.690-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wikileaks'/><title type='text'>A nova façanha da Wikileaks: Identificar as empresas que vigiam o mundo</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;img alt="" align="right" src="http://resistir.info/cuba/imagens/vigilancia.jpg" /&gt;A nova façanha da Wi&lt;/h3&gt;  &lt;h4&gt;– Ver o mapa &lt;a href="http://ciperchile.cl/multimedia/un-mundo-bajo-vigilancia/"&gt;Um mundo sob vigilância&lt;/a&gt; , elaborado pela Wikileaks&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;por Ciper&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A mais recente revelação da organização dirigida por &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/julian-assange/"&gt;Julian Assange&lt;/a&gt;põe a nu o negócio milionário das empresas de segurança que converteram o seu negócio na nova indústria de espionagem maciça que alimenta sistemas de espionagem governamentais e privados. A última entrega de &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/etiqueta/wikileaks/"&gt;Wikileaks&lt;/a&gt; fornece os nomes das empresas que, em diferentes países, interceptam telefones, rastreiam mensagens de texto, reconstroem a navegação na Internet e identificam inclusive, as vozes de indivíduos sob vigilância. Tudo isso é feito de forma maciça com softwares que são vendidos a governos democráticos e a ditaduras. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Poderia dizer-se que se trata de um mau filme, mas os sistemas de intercepção maciça fabricados por empresas ocidentais e usados, entre outros objectivos, contra adversários políticos, são mesmo uma realidade. A 1 de Dezembro, &lt;a href="http://mirror.wikileaks.info/"&gt;&lt;b&gt;Wikileaks&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; começou a publicar um banco de dados de centenas de documentos provenientes de cerca de 160 empresas do sector de vigilância dos cidadãos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em colaboração com &lt;i&gt;Budget Planet et Privacy International, &lt;/i&gt;bem como meios de comunicação de seis países – &lt;i&gt;L' ARD &lt;/i&gt;na Alemanha, &lt;i&gt;Le Bureau of Investigative Journalism &lt;/i&gt;na Grã-Bretanha, &lt;i&gt;The Hindu &lt;/i&gt;na Índia, &lt;i&gt;L'Espresso, &lt;/i&gt;em Itália, &lt;i&gt;OWMI &lt;/i&gt;em França e &lt;i&gt;Washington Post &lt;/i&gt;nos EUA, – Wikileaks expõe à luz do dia essa indústria secreta cujo crescimento explodiu após o 11 de Setembro de 2001, representando milhares de milhões de dólares em cada ano. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Desta vez Wikileaks publicou 287 trabalhos, mas o projecto &lt;b&gt;&amp;quot;Um mundo sob vigilância&amp;quot; &lt;/b&gt;está lançado e novas informações serão publicadas esta semana e no próximo ano.     &lt;br /&gt;As empresas internacionais de vigilância estão localizadas nos países que têm as mais refinadas tecnologias. Elas vendem a sua tecnologia a todos os países do mundo. Esta indústria, na prática, não está regulamentada. As agências de espionagem, as forças militares e as autoridades policiais são capazes de interceptar massivamente, sem serem detectadas e no maior segredo, os telefonemas, tomar o controle de computadores, mesmo sem que os fornecedores das redes acesso se apercebam ou façam algo para o impedir. A localização de utentes pode ser seguida passo a passo, se usarem um telefone celular, mesmo se este estiver desligado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os dossiers de &lt;b&gt;&amp;quot;Um Mundo Sob Vigilância&amp;quot; &lt;/b&gt;de Wikileasks estão acima do simplismo dos &amp;quot;bons países ocidentais&amp;quot;, exportando as suas tecnologias para os &amp;quot;pobres países em vias de desenvolvimento&amp;quot;. Empresas ocidentais também vendem um vasto catálogo de equipamento de vigilância para as agências de espionagem orientais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Nas histórias clássicas de espiões, as agências de espionagem, tais como MI5, DGSE, colocam sob escuta o telefone de uma ou duas pessoas que interessem. Durante os últimos 10 anos a vigilância em massa tornou-se uma norma. Sociedades de espionagem, como a VASTech, têm secretamente vendido equipamentos que gravam de forma permanente chamadas telefónicas de países inteiros. Outros registam a posição de todos os telemóveis de uma cidade, com uma precisão de 50 metros. Sistemas capazes de afectar a integridade de pessoas numa população civil que usa Facebook, ou que tem um smartphone estão à venda neste mercado de espionagem.     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;VENDA DE FERRAMENTAS DE VIGILANCIA A DITADORES &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;Durante a primavera árabe, quando os cidadãos derrubaram ditadores no Egipto e Líbia encontraram câmaras de escuta onde, com equipes britânicas da Gamma, os franceses da Amesys, os sul-africanos da VASTech ou os chineses de ZTE, seguiam os seus mais pequenos movimentos on-line e por telefone. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Empresas de espionagem, tais como SS 8 nos Estados Unidos, Hacking Team na Itália e VUPEN na França, fabricam vírus (Troianos) que invadem computadores e telefones (incluindo iPhones, Blackberry e Android), assumindo o seu controle e gravação de todos os seus usos, movimentos e até mesmo imagens e sons da sala onde os usuários estão. Outras sociedades, como a Phoenexia da República Checa, colaboram com os militares para criar ferramentas para análise de voz. Elas identificam os indivíduos e determinam o seu sexo, idade e nível de stress e, assim, seguem-nos através de suas &amp;quot;faixas vocais.&amp;quot; Blue Coat nos EUA e Ipoque na Alemanha, vendem as suas ferramentas aos governos de países como China e Irão para impedir os seus dissidentes de se organizar pala Internet.     &lt;br /&gt;Trovicor uma subsidiária da Nokia Siemens Networks, forneceu ao governo do Bahrein tecnologia de escuta que lhe permitiu seguir a pista do defensor dos direitos humanos Abdul Ghani Al Khanjar. Foram mostrados detalhes de conversas a partir do seu telefone pessoal, que datam de antes de ter sido interrogado e espancado durante o inverno de 2010 e 2011.     &lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;EMPRESAS DE VIGILANCIA PARTILHAM AS SUAS BASES COM ESTADOS &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em Junho de 2011, o NSA inaugurou um sítio no deserto de Utah para o armazenamento para sempre de terabytes das bases de dados tanto americanas como estrangeiras, a fim de poder analisá-las em anos futuros. Toda a operação teve um custo de US$1,5 mil milhões.     &lt;br /&gt;As empresas de telecomunicações estão dispostas a revelar as suas bases de dados dos seus clientes às autoridades de qualquer país. Os principais noticiários mostraram como, durante os confrontos em Agosto na Grã-Bretanha, a Research In Motion (RIM), que comercializa as Blackberry, propôs ao governo identificar os seus clientes. RIM tem estado envolvido em negociações semelhantes com os governos da Índia, Líbano, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, propondo-lhes compartilhar as suas bases de dados extraídas do sistema de mensagens do Blackberry. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;TRANSFORMAR AS BASES DE DADOS EM ARMAS PARA MATAR INOCENTES &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Existem muitas empresas que comercializam actualmente software de análise de bases de dados, transformando-os em poderosas ferramentas utilizadas por militares e agências de espionagem. Por exemplo, em bases militares dos EUA, pilotos da Força Aérea usam um joystick e um monitor de vídeo para pilotar os &amp;quot;Predator&amp;quot;, aviões não tripulados durante as missões de vigilância no Médio Oriente e Ásia Central. Estas bases de dados estão acessíveis aos membros da CIA que se servem delas para lançar mísseis &amp;quot;Hellfire&amp;quot;, sobre os seus alvos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os representantes da CIA têm adquirido software que lhes permite instantaneamente correlacionar os sinais de telefone com faixas vocais para determinar a identidade e a localização de um indivíduo. A empresa Intelligence Integration Systems Inc. (IISI), sediada no Estado de Massachusetts (EUA), vende software para esse fim – &amp;quot;análise com base na posição&amp;quot;,– chamado &amp;quot;Geospatial Toolkit&amp;quot;. Outra empresa, a Netezza, também de Massachusetts, que comprou este software com o objectivo de analisar o seu funcionamento, vendeu uma versão modificada à CIA, destinada a equipar aviões pilotados remotamente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A IISI, que diz ter o seu software uma margem de erro de 12 metros, processou a Netezza para impedir a utilização deste software. O criador da sociedade IISI, Rich Zimmerman, disse a um tribunal que ficou &amp;quot;chocado e surpreso com o fato de que a CIA teria um plano para matar pessoas com o meu software, que nem funciona.&amp;quot; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;UM MUNDO ORWELLIANO &lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em todo o mundo fornecedores mundiais de instrumentos de vigilância em massa ajudam as agências de espionagem a espiar os cidadãos e os &amp;quot;grupos de interesse&amp;quot; em larga escala. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b&gt;COMO NAVEGAR PELOS DOCUMENTOS DE &amp;quot;UM MUNDO SOB VIGILÂNCIA? &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O projecto &amp;quot; &lt;b&gt;Um mundo sob Vigilância &lt;/b&gt;&amp;quot; da Wikileaks revela, até ao pormenor, as empresas que estão fazendo milhares de milhões na venda de sistemas refinados de vigilância para os governos, ignorando as leis de exportação e ignorando de forma sobranceira que os regimes a quem vendem são ditaduras que não respeitam os direitos humanos.     &lt;br /&gt;Para pesquisar estes documentos, clique no local escolhido no mapa na esquerda da página para obter a lista por tipo, empresa, data ou palavra-chave.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;29/Dezembro/2011&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;&lt;a href="http://ciperchile.cl/multimedia/un-mundo-bajo-vigilancia/"&gt;Ver o mapa elaborado pelo Wikileaks: &amp;quot;Um mundo sob vigilância&amp;quot;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;O original encontra-se em &lt;a href="http://ciperchile.cl/2011/12/02/el-ultimo-golpe-de-wikileaks-mapa-identifica-a-las-empresas-que-tienen-al-mundo-bajo-vigilancia/"&gt;ciperchile.cl/...&lt;/a&gt; e em &lt;a href="http://www.cubadebate.cu/noticias/2011/12/27/mapa-de-wikileaks-identifica-a-empresas-que-tienen-al-mundo-bajo-vigilancia/"&gt;www.cubadebate.cu/...&lt;/a&gt; . Tradução de Guilherme Coelho. &lt;/b&gt;    &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Este artigo encontra-se em &lt;a href="http://resistir.info/"&gt;http://resistir.info/&lt;/a&gt; .&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-4713285810610786023?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/4713285810610786023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/nova-facanha-da-wikileaks-identificar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4713285810610786023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/4713285810610786023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2012/01/nova-facanha-da-wikileaks-identificar.html' title='A nova façanha da Wikileaks: Identificar as empresas que vigiam o mundo'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-3128725902696435310</id><published>2012-01-01T19:19:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:29:40.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andrei Tarkovsy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Estudante processa Facebook</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:a2001f05-3c68-4dd4-bff1-dff69b7ecfc4" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="1ae6700f-c8da-4d22-8363-62a33b61570f" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ObbiBeXevkE" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh4.ggpht.com/-T6vxIhHa9ac/TwDcAXcKvWI/AAAAAAAAET0/NN_oZIwu88o/videoa8b8eec29ac8%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('1ae6700f-c8da-4d22-8363-62a33b61570f'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ObbiBeXevkE&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ObbiBeXevkE&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Num profundo ato sobrehumano despenco da razão    &lt;br /&gt;e abraço a realidade múltipla. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com dois pés de aço e gesso deixando pequenos escritos    &lt;br /&gt;que logo se apagarão nas fantasiosas relações da manhã,    &lt;br /&gt;me apego ao redemoinho na rua Claudio Barbosa    &lt;br /&gt;e elevo meu olhos ao gigante de braços abertos da inércia,    &lt;br /&gt;planejo ser espiritual até os ossos nas próximas horas,    &lt;br /&gt;quero desvendar os mecanismos do mundo,     &lt;br /&gt;nao aceito a insatisfação material    &lt;br /&gt;mas aceito pequenos goles de bondade. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas margens casais brigam nas bordas do tempo,    &lt;br /&gt;minha chefa faz cálculos que só terminarão em um milhão de anos,     &lt;br /&gt;os mesmo olhos que observam o poema    &lt;br /&gt;observam o fluxo cotidiano,     &lt;br /&gt;a leitura é a mesma,    &lt;br /&gt;só muda o posicionamento das palavras,    &lt;br /&gt;e em certo momento nem as palavras... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ah poetas e loucos,    &lt;br /&gt;Escrever mais um poema é possuir a alma do tempo em plenitude.    &lt;br /&gt;O dialogo com o mundo é uma catástofre de inclusões,    &lt;br /&gt;uma bomba que precisa ser desarmada nas horas que não voltarão,    &lt;br /&gt;um nó que asfixiou as outras vidas possíveis do amanhã,    &lt;br /&gt;um ato profundo precisa ser vivido nas próximas páginas do poema que escreves a cada dia... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um ato dentre intermináveis atos possíveis... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;cYbernic     &lt;br /&gt;28-12-11 &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;Ao som do disco “The Bends” (Radiohead – 1995)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8581511676081814414?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8581511676081814414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/esculpindo-o-limiar-inexplorado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8581511676081814414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8581511676081814414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/esculpindo-o-limiar-inexplorado.html' title='Esculpindo o limiar inexplorado'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-2438310420149335141</id><published>2011-12-28T10:03:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.333-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Belo Monte em 2011: a instalação do caos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;ESCRITO POR RODOLFO SALM &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A propaganda enganosa a favor de Belo Monte foi abundante em 2011. Tanto na forma de artigos em jornais supostamente sérios como a Folha de São Paulo (ver &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=5583:submanchete120311&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;Impactos indiretos de Belo Monte serão muito maiores que os diretos&lt;/a&gt;) quanto de sites governamentais com aplicativos como o do Robô Ed, que nos tratam como bobos, com uma série de mentiras e distorções relativas a esta obra desastrosa (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=5762:submanchete290411&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;Belo Monte: Entrevista com o Robô Ed&lt;/a&gt;). Entretanto, neste fim de ano, pudemos comemorar que, finalmente, o debate sobre os problemas da construção da hidrelétrica de Belo Monte ganhou a visibilidade que merece, principalmente graças ao vídeo “É a Gota D'Agua + 10”, com a participação de vários atores e atrizes da Rede Globo (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6614%3Amanchete101211&amp;amp;catid=72%3Aimagens-rolantes&amp;amp;Itemid=57"&gt;Belo Monte: a batalha dos vídeos&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É curioso que a entrada dos artistas no debate sobre Belo Monte tenha despertado reações tão iradas: “&lt;em&gt;O Correio me surpreende com a publicação desse artigo em defesa dos atores da Globo. Trata-se de uma oposição politicamente ingênua e perigosa, e a direita tem tudo a ganhar com isso. Apenas indivíduos politicamente cegos e aqueles bem pagos pela oposição estrangeira e nacional não enxergam isso. Cuidado com posições pseudo-esquerdistas como a do autor deste artigo”&lt;/em&gt;. Escreveu um leitor do Correio, na sessão de comentários de “A batalha dos vídeos”, que ainda classificou minha posição como “eco-fascista”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No começo deste ano, Arnold Schwarzenegger e James Cameron estiveram em Altamira, sobrevoaram o Rio Xingu e conversaram com índios preocupados com a construção de Belo Monte (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=5701:submanchete090411&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;Artistas contra Belo Monte&lt;/a&gt;). Então, a reação foi xenofóbica, na linha do “eles deveriam cuidar dos problemas do seu próprio país”. Pois agora que os artistas nacionais ganham destaque no debate, são desqualificados como “eco-chatos” ou manipulados. Cientistas já se posicionaram e posicionam-se contrários à obra e, para estes, a tática é simplesmente ignorá-los. Opositores em geral são taxados de contrários ao desenvolvimento do país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De toda forma, esta visibilidade conseguida com o trabalho dos artistas já é algo a se comemorar, pois não foi fácil conquistá-la. Há exatamente um ano, na edição retrospectiva do Correio da Cidadania de 2010 (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=5330:cidadania211210&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;Belo Monte e as eleições presidenciais&lt;/a&gt;), eu lamentava que a discussão sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte não tivesse se desenvolvido como eu esperava ao longo daquele ano, a ponto de afetar as eleições presidenciais. A então candidata Dilma escondeu o seu grande e polêmico projeto, o candidato José Serra não fez questão de atacá-lo de frente, as discussões programáticas dos dois candidatos se perderam em uma série de pequenos debates, que hoje, em retrospectiva, eram evidentemente menores que a grande questão do futuro da Amazônia. Com a vitória do PT, financiado pelas empreiteiras interessadas na construção da barragem, a única previsão certa para o Xingu em 2011 era que este seria um ano difícil por aqui, “um dos mais duros dos últimos tempos”. Ah, sim, aquele mesmo leitor do Correio, citado mais acima também escreveu: &lt;em&gt;“Àqueles que se opõem à construção da Usina de Belo Monte, sugiro que se mudem pra lá e vivam a tal existência sustentável que defendem para os outros enquanto usufruem de todos os confortos da vida moderna nas cidades eletrificadas”. &lt;/em&gt;Pois é, eu moro em Altamira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Infelizmente, a previsão de um ano difícil para os moradores dessa região não poderia ter sido mais acertada. Com a concessão da licença de instalação da barragem, no primeiro semestre deste ano, e o início da construção do canteiro de obras, o caos instalou-se em Altamira. Caos na saúde, onde os serviços já eram precários e agora estão inviáveis, pois ainda não foi construído um único novo leito hospitalar sequer, e as ocorrências médicas estão se multiplicando com o repentino aumento da população. As filas dos bancos se tornaram quilométricas, pois, apesar de todo o movimento, ainda temos apenas uma agência do Banco do Brasil, uma agência dos Correios etc. Os preços dos aluguéis dispararam (300% de aumento). O preço do tomate na feira disparou. A inflação acumulada do ano na cidade certamente foi muito além daquela de 5% do país. Ninguém se deu ao trabalho de calcular quanto foi, mas certamente foi típica de um país em crise hiper-inflacionária. O número de pedintes na rua aumentou, por causa das pessoas que vieram para a cidade atrás de um emprego na construção da barragem e não conseguiram nada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Caos no trânsito, outrora tranqüilo, e agora engarrafado por centenas de ônibus e caminhões da obra. No começo do ano mal se viam ônibus na cidade. Agora se formam filas intermináveis de ônibus e vans nas ruas, como só se vê em grandes centros como o Rio de Janeiro. Mas nos letreiros dos ônibus, ao invés dos bairros de destino (Botafogo, Copacabana, Leblon), aqui se lê “Sítio Belo Monte”, “Sítio Pimental”, “Canais” – as diferentes frentes de trabalho, ou, devo dizer, de ataque ao rio, das obras de Belo Monte. E, ironicamente, continuamos sem ônibus para circular pela cidade. Em todas as ruas de Altamira, de madrugada, antes que os transeuntes regulares saiam de casa, vê-se um imenso exército de pessoas com um uniforme robótico luminescente e o símbolo do CCBM (Consórcio Construtor Belo Monte). Esses mesmos que foram recentemente surpreendidos com a notícia de que não poderiam passar as festas em casa, pois não haverá recesso de Natal e Ano Novo. E que, quando fazem greve, são demitidos e escoltados pela polícia até a rodoviária, de onde são despachados para seus respectivos estados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Foram muitos os desmatamentos em 2011. O Governo Federal comemora que tenha “estabilizado” os desmatamentos na Amazônia em níveis semelhantes àqueles observados na década de 1980. Porém, esquece-se que aqueles já eram níveis astronômicos, pois na época estavam sendo abertas imensas áreas de fazendas no norte do Mato Grosso, Sul do Pará, em Rondônia. Enfim, estava se formando o chamado “arco-do-desmatamento” da Amazônia.&amp;#160; Hoje, estes desmatamentos migraram em grande medida para áreas centrais e remotas da floresta, atacando-a em seu coração, através de obras como esta da hidrelétrica de Belo Monte. Em Altamira, os desmatamentos são visíveis em toda parte, em todas as escalas, dos remanescentes florestais ainda preservados na beira do rio (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6190:manchete180811&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;As primeiras vítimas de Belo Monte&lt;/a&gt;), às ruas da cidade, pois os jardins das casas são os primeiros devastados nas reformas feitas para receber os engenheiros da barragem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma das coisas que mais me preocuparam em Altamira este ano foi a severidade e a extensão de sua estação seca, que começou em junho e se estende praticamente sem chuvas até agora nas proximidades do Natal (quando o Brasil quase todo já sente os efeitos das tempestades). Aqui foram sete meses de seca este ano. O que, ecologicamente, é uma novidade nessa região, pois temos uma floresta perenifólia, em que a grande maioria das árvores não perde as folhas durante a estação seca. Estas florestas são típicas de áreas com no máximo três a quatro meses de estiagem, exatamente como acontecia por aqui na década de 1970 quando da abertura da Transamazônica. Um colono antigo, assustado com a seca atual, me contou que, há cerca de 30 anos, quem não tivesse queimado a sua roça até novembro, não queimava mais porque as chuvas não permitiam. Agora, já no finzinho do ano, ainda está tudo seco, estalando, pronto para queimar. É bom para os fazendeiros que querem fazer avançar os desmatamentos, e para os barrageiros que também podem avançar com suas máquinas além do cronograma previsto neste projeto de morte. Mas como reagirá o que sobrar da floresta, mesmo nas áreas mais protegidas, a esta nova situação climática? É possível que tudo se degrade rapidamente virando sertão, pasto degradado e deserto. Com a construção da barragem e a proliferação dos desmatamentos na região, as mudanças climáticas locais tendem a crescer.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar da visibilidade recente que conquistamos, segundo um artigo na Folha de São Paulo, assinado pelo jornalista (e “barrageiro”) Agnaldo Brito, “&lt;em&gt;a discussão sobre o empreendimento neste momento pode influenciar pouco o arranjo do projeto negociado com o Ibama e o governo&lt;/em&gt;”. Pois “&lt;em&gt;a usina, leiloada em abril de 2010, terá de começar a gerar energia em fevereiro de 2015&lt;/em&gt;”. Bobagem. Desde sempre, mesmo no período das audiências públicas forjadas, aquele jornal tratou a obra como inevitável. Assim como sempre fizeram todos os barrageiros, disfarçados ou assumidos. Esta usina não estará pronta em 2015, esse cronograma é um blefe, e sempre poderemos lutar pela paralisação das obras ou mesmo a destruição da barragem, se um dia ela ficar pronta. Várias barragens norte-americanas estão sendo desmontadas, como a represa Milltown. Ícone do progresso industrial americano que se tornou símbolo da destruição no Rio Clark Fork, o maior em volume de água do estado de Montana, que drena boa parte das montanhas Rochosas. Com a remoção da barragem, esperam-se a descontaminação do ambiente, a recuperação dos peixes e ganhos com o turismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se há um ano eu lamentava que a discussão sobre a hidrelétrica de Belo Monte não tinha o destaque que merecia, hoje faço o mesmo com relação aos escândalos de corrupção da obra. O ano de 2011 foi marcado politicamente pela queda de vários ministros envolvidos em “malfeitos”. Mas quase não se falou da corrupção associada ao setor elétrico, onde se armam os maiores golpes da atualidade (&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6402:manchete141011&amp;amp;catid=28:ambiente-e-cidadania&amp;amp;Itemid=57"&gt;Belo Monte e as cobras&lt;/a&gt;). Para 2012, espero que eles apareçam cada vez mais, e que a oposição perceba o potencial de se atacar esse governo através dos escândalos de Belo Monte, que não são poucos. Até agora foi feita apenas a instalação do canteiro de obras, e consequentemente do caos em Altamira. O ataque ao rio propriamente dito mal começou. Ainda é possível parar esta obra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rodolfo Salm, PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará) em Altamira, e faz parte do Painel de Especialistas para a Avaliação Independente dos Estudos de Impacto Ambiental de Belo Monte.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-2438310420149335141?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/2438310420149335141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/belo-monte-em-2011-instalacao-do-caos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2438310420149335141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2438310420149335141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/belo-monte-em-2011-instalacao-do-caos.html' title='Belo Monte em 2011: a instalação do caos'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-287397743930482916</id><published>2011-12-28T09:29:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:19:12.116-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A pessoa humana é um limiar: algo do cinema de Andrei Tarkovsky</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;font size="1"&gt;ESCRITO POR CASSIANO TERRA RODRIGUES&amp;#160; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-tollW-Dk11Q/TqgdcEvfmHI/AAAAAAAADh0/XfRPKjAWwpw/s1600/tumblr_l0irnbo5Rn1qzpdnho1_500.png" width="419" height="476" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; &lt;br /&gt;Um aspecto muito impressionante a quem vê os filmes de Andrei Tarkovsky é sua lentidão. Seu estilo de planos longos assemelha-se muito a uma contemplação, e não por acaso seu livro de reflexões sobre cinema chama-se Esculpir o Tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Explica-se isso pelas influências teóricas talvez mais decisivas sobre ele: o personalismo cristão, mesclado com sua formação de cristão ortodoxo russo.   &lt;br /&gt;A principal idéia do personalismo – como todas as outras tendências filosóficas, variegado, mas com um núcleo central – é a da preeminência da pessoa sobre as necessidades materiais e as instituições coletivas que sustentam seu desenvolvimento. Assim é para Emmanuel Mounier, o principal filósofo francês do personalismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A ênfase na pessoa humana vinha a contrariar sua dominação, seu apagamento mesmo pelos totalitarismos em voga na Europa do entre guerras: afirmar o valor da pessoa é contrariar a reificação, a burocratização, a objetificação e redução da vida humana à mera matéria sem vida e desespiritualizada – é contrariar o processo que Max Weber chamou de desencantamento do mundo, valorizando principalmente a integralidade da pessoa humana que, dentro de si, é uma universalidade própria e não apenas uma parte de um todo maior (seja ele a sociedade ou a natureza).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Tarkovsky mescla essa tese central com o cristianismo ortodoxo russo influenciado por Nikolai Berdiaev: a independência da pessoa relativamente às restrições materiais é como a semelhança com Deus na Ortodoxia, nenhuma circunstância empírica pode restringir o divino de nascer da própria materialidade das coisas terrenas. E, para Berdiaev, a pessoa individual é uma ruptura com o todo: o maior mistério de todos não é uma categoria social, histórica ou natural, mas uma categoria ética. É o aspecto ético de todas as pessoas individuais, é uma tarefa, uma “missão”, pois indica uma dimensão incontornável da vida humana que a eleva acima do imediato e do material. Para Berdiaev, ser uma pessoa, tornar-se uma pessoa, é entrar em contato com o transcendente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esse processo não pode ser levado a bom termo exclusivamente por um indivíduo para sua própria egolatria. Nem revolucionário, nem individualista burguês, Berdiaev proclama a necessidade individual de cada um tornar-se pessoa para os outros – trata-se de erradicar o mal de dentro para poder irradiar o bem para fora. A transcendência exige o sair de si, nenhuma pessoa é pronta, toda pessoa precisa ser feita. Assim é que entendemos como em Stalker o que parece uma obsessão psicótica particular é, na verdade, uma busca metafísica pelo outro, pela transcendência, pela criação de toda uma comunidade, um mundo, outra dimensão da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Isso leva naturalmente a indagações de ordem místico-religiosa. A mescla da Ortodoxia com a filosofia personalista pode ser explicada a partir dessa junção, do transcendente com o empírico, resultando, assim, em alguma forma de panteísmo ou imanentismo: Deus está em todas as coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;É para representar essa visão panteísta do mundo que Tarkovsky filma como filma. Na religião ortodoxa, a contemplação da beleza da natureza aproxima as pessoas de ter uma compreensão do divino. De fato, há uma preeminência do visual na cultura russa, conforme indica o lugar central do ícone religioso como forma de expressão dessa relação entre humano e divino – este nasce visualmente das coisas terrenas. Um ícone russo não é mera imagem, mas também uma porta, uma “janela” para o mundo divino por meio da beleza. Nas igrejas Ortodoxas, essa possibilidade de transcendência é representada por uma parede de ícones, a iconóstase. Geralmente situada entre a Nave e o Altar, o qual revela ou esconde, a iconóstase separa, na igreja, o espaço sagrado e o não-sagrado, ou profano, a parede de ícones tem claro significado simbólico de limiar entre dois mundos, entre o aqui e agora da vida terrena e a possibilidade de transcender esse imediato. Esse limiar mantém o santuário invisível ao crente e é como uma grande tela, proporcionando um contato visual indireto, mediado pela imaginação do observador, com a dimensão do divino. A contemplação, pelo indivíduo, da beleza divina é, assim, incitada pelos ícones.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Eis, então, a importância do tempo para quem vê: para conseguir enxergar a beleza do sagrado, é preciso tempo para ver através dos ícones. A beleza deles é mero auxílio para transportar a visão a outra dimensão, para transcender ao mundo do divino. Tarkovsky tenta recuperar essa sugestão com seu ritmo lento, seus longos planos e demoradas sequências por sobre objetos, coisas naturais, horizontes amplos, belas paisagens – como na sequência de Solaris (União Soviética, 1972), com a câmera posta em um automóvel que percorre uma cidade do futuro (essa sequência foi filmada em Akasaka, Tokyo, e pode ser vista aqui:&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rswYl7RLRNE)"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=rswYl7RLRNE)&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cada detalhe visual e sonoro pode revelar a presença de vida, como se fossem índices de uma deidade que, de outra maneira, permaneceria oculta em meio à banalidade, à dureza dos fatos brutos próprios do entorno físico e social. A sensação da duração alongada ou a amplidão das paisagens como a negar o enquadramento da tela, negar a especialização e a aceleração do nosso mundo, transcender a limitação do espaço-tempo, superar as determinações do aqui-e-agora. Até mesmo sua filmografia parece contradizer o ritmo de produção industrial: nove filmes principais (sem contar documentários e produções para TV) em mais de 20 anos de carreira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Assim como para Berdiaev, para Tarkovsky também as pessoas estão nesse limiar entre dois mundos. Uma concepção que retoma a cisão fundamental no ser humano afirmada pelas teorias da natureza humana do século XVII: cindido entre dois mundos, o sensível e o inteligível, o natural e o moral, o âmbito da determinação mecânica absoluta e o da liberdade possível, o ser humano é, ao mesmo tempo, indivíduo e membro de um todo que o transcende, um duplo empírico-transcendental, para falar com Michel Foucault. De fato, o maior filósofo do século XVIII, Immanuel Kant, punha o problema ético fundamental para o ser humano nesses termos: como realizar a moralidade no mundo empírico? Como ser livre em um mundo determinado por causas mecânicas? Como escapar à prisão a nós imposta pelos objetos à nossa volta? Sua resposta confiava na capacidade humana de autodeterminação racional: o ser humano é capaz de representar para si um curso de ação que, embora irrealizado no imediato, é realizável, é possível, porque pensável, concebível, independentemente das circunstâncias limitadoras do presente imediato.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Se Tarkovsky aceita esse dualismo, ele não deixa de problematizá-lo. É claro que há uma nostalgia do absoluto na filosofia personalista. Desde pelo menos Agostinho, a tradição cristã afirma a necessidade de o ser humano reunir-se com o fundamento de tudo (desde o Gênesis, após a expulsão do Éden...). Mas Berdiaev assinala um tom de desilusão: a reunião com o absoluto divino só é possível pela morte, na aniquilação da vida pessoal. A nostalgia da reunião com Deus provoca, assim, uma sensação de esvaimento e náusea assombrosa (as aproximações que faço com o existencialismo não são inocentes), de dor e de sensação de impotência diante da inevitável passagem à outra dimensão, misteriosa, assombrosa e cultuada. Uma relação ambígua com o divino, que também aparece nos filmes de Tarkovsky.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em seus filmes, Tarkovsky lida com esse dualismo como se fosse um conflito entre nossa moderna civilização materialista e a espiritualidade da pessoa humana que justamente nega o materialismo e o imediatismo. O problema está na possibilidade de transcender a condição individual e espiritualizar a comunidade, já que, nesta, as relações intersubjetivas devem predominar, embora de fato predomine o individualismo. Este é um conflito fundamental em seus filmes. Em Nostalgia (produção ítalo-franco-soviética, 1983), um escritor russo, Andrei Gorchakov (OlegYankovsky), em viagem à Itália, luta para encontrar-se entre dois mundos, dos quais sente saudade com a mesma intensidade. Sua busca ganha um sentido quando encontra Domenico (Erland Josephson), um lunático que encontrou sua própria pessoa no isolamento e na solidão. Um ato de sacrifício que condensa o sentido da vida pela sua negação: viver isolado é como não viver, é morrer. E em seu último filme, O Sacrifício (produção sueco-franco-britânica, 1986), parece mesmo que ele busca compreender o sentido da morte e do sacrifício pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O cinema de Tarkovsky representa, de maneira poderosa e muito pessoal, uma luta que todo ser humano, na nossa sociedade de consumo (não é o consumo uma forma de estreitamento à imediatidade e ao efêmero?), da informação, das redes, tecnocrática, globalizada, pós-moderna, contemporânea – enfim, tenha o nome que tiver –, pode sentir e ver como sua: uma luta contra a redução da existência humana à materialidade e à exterioridade absolutas, uma luta contra a negação de sua pessoalidade espiritual e transcendente. Uma luta pela possibilidade de ser mais que mero existir.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Texto original em &amp;gt;&amp;gt;&amp;gt; &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6665:cassiano231211&amp;amp;catid=60:cassiano-terra-rodrigues&amp;amp;Itemid=130" target="_blank"&gt;Correiocidadania&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;FELIZ 2012 A TODOS&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt; E CADA UM POSSA &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;ENCONTRAR A RAZÃO &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;ALÉM &lt;/font&gt;&lt;a href="http://radiohead.com/tourdates/" target="_blank"&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;DAS&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt; RAZÕES &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;IMPOSTAS E SIM&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font color="#ffff00" size="6"&gt;AS RAZÕES DA ALMA&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-287397743930482916?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/287397743930482916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/pessoa-humana-e-um-limiar-algo-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/287397743930482916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/287397743930482916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/pessoa-humana-e-um-limiar-algo-do.html' title='A pessoa humana é um limiar: algo do cinema de Andrei Tarkovsky'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tollW-Dk11Q/TqgdcEvfmHI/AAAAAAAADh0/XfRPKjAWwpw/s72-c/tumblr_l0irnbo5Rn1qzpdnho1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-247379887411534068</id><published>2011-12-27T11:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>INTERMÉDIO</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://img541.imageshack.us/img541/5682/p9160008.jpg" width="461" height="347" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem intermédios, o mundo caminha em múltipla desistência,    &lt;br /&gt;cansado, irremediável como crianças brincando no tempo-espaço. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vermes televisivos e cifrões da inconsciência. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se no passado estávamos em descaminho,    &lt;br /&gt;agora encontramos o precipício espiritual da carne:     &lt;br /&gt;shoppings Center e cartões oniscientes,     &lt;br /&gt;músicas feitas de blocos de gelo,     &lt;br /&gt;assoalhos que escondem metáforas...     &lt;br /&gt;Na cidade periférica, as avenidas levam ao sono,     &lt;br /&gt;num descampado com milhões de olhares famintos,     &lt;br /&gt;sou metade gente metade pássaro metade porções de açaí sintético     &lt;br /&gt;com fragmentos irreconhecíveis e líquidos,     &lt;br /&gt;mas na metrópole de gesso onde moro,     &lt;br /&gt;poetas trocam palavras por um gole de vinho qualquer. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;cYBERNIC    &lt;br /&gt;27-12-11&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-247379887411534068?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/247379887411534068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/intermedio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/247379887411534068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/247379887411534068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/intermedio.html' title='INTERMÉDIO'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-4293604675263855635</id><published>2011-12-27T09:54:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Ocupantes de Londres em canção de protesto: We're all in this together'.</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:a56f2229-7276-4a40-a7c0-0d93c56bd815" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="ea167f1b-322a-4161-90d3-a16830aad603" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=56gOInVh5FY" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/-CmuULTesrcY/Tvm_6X30yQI/AAAAAAAAETE/zUXOIRvFA0E/video9e300cdd9cc2%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('ea167f1b-322a-4161-90d3-a16830aad603'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/56gOInVh5FY&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/56gOInVh5FY&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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&lt;/h4&gt;  &lt;h5&gt;Em Marituba, 77,2% das pessoas vivem em favelas; Belém tem mais da metade da população vivendo em aglomerações&lt;/h5&gt;  &lt;p&gt;Localizada a pouco mais de 11 quilômetros da capital Belém, a pequena Marituba tem a maior proporção de moradores em favelas de todo o País. De 108 mil habitantes, 77,2%, ou em torno de 83,3 mil, moram em invasões. Coincidentemente, Marituba é considerada “cidade dormitório” da capital mais “favelada” do País, Belém onde pouco mais da metade de seus habitantes residem em invasões, segundo &lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mais-de-11-milhoes-vivem-em-favelas-no-brasil/n1597418138857.html"&gt;o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quarta-feira&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bairro do Coroado: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/maior-favela-do-norte-e-nordeste-e-campea-em-violencia-no-ma/n1597418181647.html"&gt;&lt;strong&gt;Conheça a maior favela do Norte e Nordeste&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A população residente em invasões em Marituba significa, por exemplo, 20% a mais que os habitantes da Rocinha, a maior favela do país. Marituba é uma das mais jovens do Pará. Nasceu em 1994, emancipado do vizinho Ananindeua, ambos na região metropolitana de Belém.&lt;/p&gt;  &lt;h6&gt;Leia mais sobre favelas no Brasil:&lt;/h6&gt;  &lt;ul&gt;   &lt;li&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mais-de-11-milhoes-vivem-em-favelas-no-brasil/n1597418138857.html"&gt;Mais de 11 milhões vivem em favelas no Brasil&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;    &lt;li&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/maior-favela-do-pais-rocinha-vive-onus-e-bonus-de-cidade-grande/n1597417909808.html"&gt;Rocinha vive ônus e bônus de cidade grande&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;    &lt;li&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/rio-de-janeiro-x-sao-paulo-conheca-as-principais-diferencas-das/n1597418137849.html"&gt;Favelas Rio e São Paulo: conheça as diferenças&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;    &lt;li&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/para-tem-a-capital-e-a-cidade-com-a-maior-proporcao-de-moradores/n1597418140326.html"&gt;Pará tem capital e cidade com a maior proporção de moradores&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;    &lt;li&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/maior-favela-do-norte-e-nordeste-e-campea-em-violencia-no-ma/n1597418181647.html"&gt;Maior favela do Norte e Nordeste é campeã em violência no MA&lt;/a&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;  &lt;p&gt;Apesar de ser um dos menores municípios do Pará, com 111,09 km² de área, tem a terceira maior taxa de densidade demográfica do Estado com 443,24 habitantes por km².&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pelo crescimento da capital do Estado, Marituba tornou-se uma espécie de “cidade dormitório”. Sem indústrias, a economia de Marituba depende basicamente do setor de serviços e seus moradores tem seus empregos em Belém. Uma situação parecida com a de Olinda, em Pernambuco. Município que também depende economicamente da capital, Recife.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Marituba, com o tempo, tornou-se uma opção barata de moradia principalmente para a classe média baixa. Exemplo: um aluguel de um apartamento de classe média no Centro de Belém, com dois quartos, saí por volta de R$ 700. Em Marituba, um imóvel semelhante saí por metade deste valor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Maior favela do Brasil: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/maior-favela-do-pais-rocinha-vive-onus-e-bonus-de-cidade-grande/n1597417909808.html"&gt;&lt;strong&gt;Rocinha vive ônus e bônus de cidade grande&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A cidade com a segunda maior proporção de moradores em favelas é Vitória do Jari, no Amapá, distante 180 quilômetros da capital, Macapá. Lá, 73,7% da população mora em invasões. No entanto, Vitória do Jari tem apenas 12,2 mil moradores. Destes, 9 mil em favelas. A quarta cidade mais favelada é a mãe de Marituba, Ananindeua. Em Ananindeua, 61,2% da população mora em favelas: um universo de 288 mil pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Belém&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Belém é a quarta cidade e a capital mais com maior proporção de pessoas morando em favelas do país: 54,5% dos moradores da capital paraense, ou 758 mil habitantes, residem em invasões. A capital com a segunda maior proporção é Salvador com 3,1% de sua população. Um detalhe curioso sobre Belém, Marituba e Ananindeua: a concentração de favelas é tão grande nestas cidades que é absolutamente comum encontrar condomínios de luxo rodeados por invasões.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://i0.ig.com/bancodeimagens/dm/89/6h/dm896htmk91wxakv18wclu8k1.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;cite&gt;Foto: Divulgação&lt;/cite&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Concentração de favelas em Belém&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Belém e cidades da região metropolitana como Ananindeua e Marituba, segundo gerente de recursos naturais do IBGE no Pará, Pedro Edson Bezerra, tem características de formação de favelas muito parecidas. Ele acredita que com o avanço urbano de Belém, formou-se no centro da capital paraense um cinturão de serviços públicos que afastou as pessoas para as baixadas e áreas fora desse cinturão de serviços.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pela configuração geográfica de Belém, é como se a cidade crescesse rumo à região leste, onde estão situadas Ananindeua, Marituba, entre outras. “Com o tempo, a população procurou regiões que fogem da chamada terra firme e assim se formaram esses aglomerados subnormais (favelas) em Belém”, explicou Bezerra. “Fatores com alto preço do metro quadrado de terreno em Belém, acredito que um dos mais caros do país e o alto déficit habitacional também influenciam na formação destes aglomerados em Belém”, pontuou Bezerra. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;As dez cidades com a maior proporção de moradores em favelas: &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;    &lt;br /&gt;Marituba (PA) 83.368 - 77,2%    &lt;br /&gt;Vitória do Jari (AP) 9.044 - 73,7%    &lt;br /&gt;Ananindeua (PA) 288.611 - 61,2%    &lt;br /&gt;Belém (PA) 758.524 - 54,5%    &lt;br /&gt;Cabo de Santo Agostinho (PE) 87.990 - 47,7%    &lt;br /&gt;São José do Ribamar (MA) 72.987 - 44,8%    &lt;br /&gt;Laranjal do Jari (AP) 16.210 - 40,7%    &lt;br /&gt;Cubatão (SP) 49.134 - 41,5%    &lt;br /&gt;Iranduba (AM) 14.840 - 36,4%    &lt;br /&gt;Angra dos Reis (RJ) 60.009 - 35,5%&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-3519814529322107601?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/3519814529322107601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/para-tem-capital-e-cidade-com-maior.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3519814529322107601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3519814529322107601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/para-tem-capital-e-cidade-com-maior.html' title='Pará tem a capital e a cidade com a maior proporção de moradores em favelas'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-3-TH4pN_Ltg/TvUvlNdxu-I/AAAAAAAAI7M/_mHmrAUsHYE/s72-c/favela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7742633846949031104</id><published>2011-12-21T11:28:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Palavra Líquida</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/_iH5S8ry67ZE/SymE-DCnXuI/AAAAAAAAA0Y/29ffV9GHDYM/s400/andrei-rublev.jpg" width="457" height="457" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;Na poesia, há qualquer coisas, humana, atemporalmente imaterial,      &lt;br /&gt;divina, perniciosa, olhares que agarram com as duas maos os braços do tempo e por alguns segundos, não solta, indomavelmente obsessivo em&amp;#160; sua marcha ao desconhecido, casa de todos os poetas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;Como o &amp;quot;Stalker&amp;quot; do filme de Tarkovsky, vivo intimamente pequenos desertos, grandes blocos de gelo, vulcões e descampados fazem parte do&amp;#160; ignóbil e as vezes febril momento. Ah, Cada palavra, carrega em si, um&amp;#160; universos sanguíneos de sobreposições e fundos inomináveis e cada poeta&amp;#160; parece disposto a desvendar os segredos do calculo...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;tu que ler esse poema, pensas no tempo gasto com essa imediata leitura?&amp;#160; pensas o quanto foi labiríntico para o poeta escrever esse percurso pelo&amp;#160; qual tu apenas caminha sem preocupações? Sabes dizer-me o grau&amp;#160; irreparável de sentimento colocados nesse período - como setas indicado o&amp;#160; caminho à luz ou ao abismo? só pensas em terminar o percurso assim como&amp;#160; eu, e, só nesse sentido, caminhamos juntos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;Assim como a arte, a vida cria seus próprios versos e ao enveredarmos por ele, desda infância, encontramos a cada instante o desconhecido - assim como o poeta - e queremos no final a redenção... Queremos sempre no final o abrigo, o colo uterino da felicidade, a certeza de conforto e dimensão; a verdade máxima das religioes ou a fantasia mais inexoravelmente lúdica das crianças, queremos apenas sobreviver sempre ao percurso... &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;Ao olhar para os cavalos ou os sempre irremediáveis pássaros, posso admitir que todos os sistemas parecem imperfeitos... &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;A passividade da existência geme,     &lt;br /&gt;agressiva palidez das tardes geme,       &lt;br /&gt;nosso olhares falsamente preocupados geme,       &lt;br /&gt;nossas vozes risivelmente afinadas gemem, &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;Na poesia, há qualquer coisas, humana, atemporalmente imaterial,&amp;#160; divina, perniciosa, olhares que agarram com as duas mãos os braços do&amp;#160; tempo e por alguns segundos, não solta, indomavelmente obsessivo em&amp;#160; sua marcha ao desconhecido, casa de todos os poetas. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;font size="3" face="Perpetua"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Cybernic   &lt;br /&gt;21 de Dezembro de 2011&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7742633846949031104?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7742633846949031104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/palavra-liquida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7742633846949031104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7742633846949031104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/palavra-liquida.html' title='Palavra Líquida'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iH5S8ry67ZE/SymE-DCnXuI/AAAAAAAAA0Y/29ffV9GHDYM/s72-c/andrei-rublev.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-8717590754077030463</id><published>2011-12-09T11:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:21:43.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>Vote em Debora Costa melhor atleta feminina 2011!!!!</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-HWReENP7d7A/TuIdtQnWQ1I/AAAAAAAAEQg/B0WAB7fGH8c/s1600-h/028%25255B1%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="028" border="0" alt="028" src="http://lh5.ggpht.com/-pcP_YsiMX2E/TuId2HR2bgI/AAAAAAAAEQo/wvATBpaLhlE/028_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="530" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-JlDf2E_0ozI/TuId7e225vI/AAAAAAAAEQw/m4syURUDBGw/s1600-h/images%252520%2525281%252529%25255B1%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="images (1)" border="0" alt="images (1)" src="http://lh5.ggpht.com/-7o8IsWCyWNU/TuId_bPR-BI/AAAAAAAAEQ4/ZMdS5cUq-fU/images%252520%2525281%252529_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="318" height="412" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-2B-rhLhqBHw/TuIeFYf1poI/AAAAAAAAERA/AL_0WqYmhb4/s1600-h/SAM_0060%25255B2%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="SAM_0060" border="0" alt="SAM_0060" src="http://lh3.ggpht.com/-AKGNjcL6F4Y/TuIeLpDq1UI/AAAAAAAAERI/g0dY2nlfytc/SAM_0060_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="318" height="415" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-B3K7Z8v78hU/TuIeQ0xW_VI/AAAAAAAAERQ/sN5qySTwyxo/s1600-h/SAM_0069%25255B1%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="SAM_0069" border="0" alt="SAM_0069" src="http://lh6.ggpht.com/-RM6WccpwqHg/TuIeWqLpSNI/AAAAAAAAERY/4q_l7856PLg/SAM_0069_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800" width="316" height="415" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A paraense Debora Costa foi indicada a melhor atleta feminina 2011. A atleta foi medalhista no Parapan e faz parte da equipe de basquete de cadeira de rodas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para votar, acesse&amp;gt;&amp;gt;&lt;a href="http://www.facebook.com/comiteparaolimpico?sk=questions" target="_blank"&gt;Facebook&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8717590754077030463?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8717590754077030463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/vote-em-debora-costa-melhor-atleta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8717590754077030463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8717590754077030463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/vote-em-debora-costa-melhor-atleta.html' title='Vote em Debora Costa melhor atleta feminina 2011!!!!'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-pcP_YsiMX2E/TuId2HR2bgI/AAAAAAAAEQo/wvATBpaLhlE/s72-c/028_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5771481063984318393</id><published>2011-12-05T13:56:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.334-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Para onde vai o capitalismo?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BmQTnpl_5VQ/TkPKlGqD8LI/AAAAAAAAMx0/fylKqjVdR3w/s1600/10Ago-Manny+Francisco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-BmQTnpl_5VQ/TkPKlGqD8LI/AAAAAAAAMx0/fylKqjVdR3w/s400/10Ago-Manny+Francisco.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESCRITO POR WLADIMIR POMAR  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual crise econômica e financeira mundial tem de positivo o fato de que  está suscitando debates, há muito amortecidos, sobre a gravidade e a  profundidade das crises do capital. O mundo de paz e prosperidade, prometido  pela propaganda neoliberal, especialmente após o colapso da União Soviética e do  socialismo do leste europeu, está se transformando rapidamente não só num mundo  hipócrita e perigoso, como acentuamos em comentário anterior, mas também de  desemprego, pobreza e desesperança nos países que antes se arrogavam os centros  desenvolvidos e ricos do planeta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas condições é natural que ressurjam, com ênfase cada vez maior,  perguntas sobre os caminhos reais do capitalismo. Afinal, qual a natureza da  presente crise e para onde vai esse modo de produção que se proclamava eterno?  Muitas pessoas se perguntam se a crise atual é igual à de 1929, ou tem algo de  diferente. Outras acham que estamos diante de uma crise terminal, e que os  países imperiais, ou imperialistas, buscarão nas guerras a saída para suas  dificuldades estruturais. E, paradoxalmente, também existem aquelas pessoas que  consideram a China a responsável por tudo que está acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise atual tem semelhança com a de 1929, na medida em que seu epicentro  está localizado nos Estados Unidos. O Japão já sofrera as conseqüências dos  problemas norte-americanos desde antes, mas só agora suas ondas de choque estão  abalando a Europa, embora muita gente não acreditasse que isso ocorreria. Fora  isso, sua natureza é diferente. A crise atual, embora tenha muitas  características de superprodução, tem por base a transformação da ciência e  tecnologia nas principais forças produtivas, e dos capitalismos monopolistas  nacionais, ainda comuns nos anos 1920 a 1960, num capitalismo corporativo  transnacional. &lt;br /&gt;As corporações transnacionais, embora ainda mantenham matrizes em seus países  de origem, transferiram suas plantas de fabricação para outros países, às vezes  mantendo nos Estados Unidos e na União Européia apenas unidades de montagem.  Ainda mais sério é que possuam uma ação global, que as torna independentes de  suas nações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 1980, suas unidades de projetos, e de pesquisa e desenvolvimento,  também eram conservadas em território dos países centrais. Porém, nos anos  posteriores, até mesmo essas unidades “cerebrais” foram realocadas rumo a países  que ofereciam melhores condições para elevar as margens de rentabilidade. &lt;br /&gt;Paralelamente, todas as corporações transnacionais incorporaram novos braços  comerciais e financeiros, os primeiros para impor preços internacionais  administrados a seus produtos, e os segundos para ingressar na jogatina da  especulação financeira, na ânsia de elevar seus lucros através da criação de  dinheiro fictício, sem base real na riqueza material. O chamado mercado mundial,  onde se daria a competição, se transformou momentaneamente numa ficção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas mudanças estruturais no capitalismo desenvolvido causaram modificações  importantes no ritmo de crescimento dos produtos internos brutos. Os países  desenvolvidos reduziram seu ritmo, enquanto vários dos países da periferia  capitalista os elevaram substancialmente, em especial a China. Enquanto parte do  produto interno bruto dos países da periferia era transferido para os países  centrais, estes ainda podiam manter mecanismos de estímulo aos padrões de  consumo interno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, à medida que os países periféricos adotaram medidas para elevar  seu produto nacional bruto, reduzindo aquelas possibilidades de altas  transferência de rendas, e em que a ciranda financeira atingiu patamares hoje  considerados irresponsáveis, as corporações transnacionais viram-se diante do  retorno de parte da competição do mercado e viram-se obrigadas a adotar medidas  para manter sua lucratividade, fazendo isso às custas dos seus Estados  nacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas condições, as corporações transnacionais transferiram, pelo menos  momentaneamente, a tendência de crise de realização do capital para os Estados  nacionais, transformando-a em crise fiscal. Isto é o que explica, pelo menos em  parte, o fato de que os Estados centrais vivem uma crise sem solução aparente,  enquanto suas corporações transnacionais parecem demonstrar grande vigor, porque  ainda retiram sua rentabilidade dos diversos países em que se realocaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas tendências principais, decorrentes dessas mudanças, residem no  declínio lento e extremamente perigoso da hegemonia norte-americana e de seus  parceiros europeus, e da ascensão não só dos BRIC, mas também de diversos outros  países emergentes. Há, portanto, um paradoxo em que o capitalismo entra em  declínio nos países centrais, todos eles tendendo a se transformar numa  Inglaterra pós-final do colonialismo, e o desenvolvimento do capitalismo no  resto do mundo, com a participação direta das corporações transnacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a não ser que ocorram revoluções sociais nos países centrais, que os  transformem em países socialistas de transição para um novo modo de produção, o  capitalismo ainda possui o resto do campo planetário para desenvolver-se, antes  de esgotar todas as suas possibilidades de reprodução. Não se deve, pois, pensar  que esta seja uma crise terminal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que a hipótese de guerras também continua presente. Por outro lado,  quanto mais os Estados Unidos e os países centrais europeus e o Japão investirem  recursos públicos em armas, para tentar fazer com que seus complexos industriais  bélicos reergam suas economias, mais profundas se tornarão as crises fiscais de  seus Estados. A experiência recente tem mostrado que, ao contrário do passado,  as guerras deixaram de ser produtoras de riquezas das grandes potências  industriais e se transformaram em dilapidadoras da riqueza acumulada. Nada muito  diferente do que ocorreu com o Império Romano a partir de determinado momento de  sua história. &lt;br /&gt;Quanto ao papel da China nessa situação complexa, fica para a próxima semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wladimir Pomar é escritor e analista político.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Via&amp;gt;&lt;/b&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6574:manchete301111&amp;amp;catid=14:wladimir-pomar&amp;amp;Itemid=88" target="_blank"&gt;correiocidadania&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5771481063984318393?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5771481063984318393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/escrito-por-wladimir-pomar-atual-crise.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5771481063984318393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5771481063984318393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/escrito-por-wladimir-pomar-atual-crise.html' title='Para onde vai o capitalismo?'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-BmQTnpl_5VQ/TkPKlGqD8LI/AAAAAAAAMx0/fylKqjVdR3w/s72-c/10Ago-Manny+Francisco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-9095058761329097810</id><published>2011-12-05T13:39:00.000-03:00</published><updated>2012-02-08T10:13:34.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>ACORDE</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Léo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um resto de uma múltipla existencialidade nessa tarde,  &lt;br /&gt;frascos contínuos se decaindo,  &lt;br /&gt;- como gotas sobre um piano - &lt;br /&gt;em indecentes posições poéticas inabitáveis,  &lt;br /&gt;na fragrância de um lapso, &lt;br /&gt;na perplexa palidez da aparecia. &lt;br /&gt;Á mil horas atrás um poeta que amava as cordas usou elas &lt;br /&gt;para seu último delírio, e nós, chocados com a música, &lt;br /&gt;nos tornamos rádios ambulantes,  &lt;br /&gt;sintonizadas ao mesmo tempos com a freqüentes lembranças  &lt;br /&gt;ultra contínuas do amanhecer... &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por: João Leno Lima&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt;05-12-2011&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-9095058761329097810?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/9095058761329097810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/acorde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/9095058761329097810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/9095058761329097810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/acorde.html' title='ACORDE'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-1450371403665901561</id><published>2011-12-05T13:17:00.002-03:00</published><updated>2012-02-08T10:30:47.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Videoarte'/><title type='text'>Tributo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://i.ytimg.com/vi/8zfljC1yNZQ/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8zfljC1yNZQ?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/8zfljC1yNZQ?version=3&amp;f=user_uploads&amp;c=google-webdrive-0&amp;app=youtube_gdata" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-1450371403665901561?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/1450371403665901561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/tributo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1450371403665901561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1450371403665901561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/12/tributo.html' title='Tributo'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-342892396560995189</id><published>2011-10-20T08:44:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:29:40.677-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andrei Tarkovsy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Tributo a Andrei Tarkovsky</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:9b71cb6b-68e3-45d6-ab58-2cf4f2daf153" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="d8ecb84d-7d7f-4100-bcaa-4a31f1dbcfaa" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=LMEGfQEDpL0&amp;amp;feature=related" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh3.ggpht.com/-44zsqmI8SPY/TqAJnRDVbZI/AAAAAAAADQQ/A1FG1Dw_5dk/video55dc8d31a029%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('d8ecb84d-7d7f-4100-bcaa-4a31f1dbcfaa'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/LMEGfQEDpL0&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/LMEGfQEDpL0&amp;amp;hl=en\&amp;quot; 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&lt;cite&gt;Por AE | Agência Estado – &lt;abbr&gt;1 hora 59 minutos atrás&lt;/abbr&gt;&lt;/cite&gt;  &lt;p&gt;Em entrevista exclusiva ao jornal &amp;quot;O Estado de S. Paulo&amp;quot;, o policial militar João Dias Ferreira contradisse a versão do ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), sobre o encontro entre os dois e deu mais detalhes do esquema de corrupção na pasta. Ferreira afirmou que o ministro propôs pessoalmente, numa reunião em março de 2008 na sede do ministério, um acordo para que os desvios de verba envolvendo o Programa Segundo Tempo não fossem denunciados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;“O encontro foi na sala de reunião dele, no sétimo andar do ministério”, detalhou o policial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nas declarações sobre o caso, concedidas na segunda (17) à tarde, o ministro afirmou ter se encontrado com Ferreira apenas uma vez, entre 2004 e 2005, para discutir convênios das entidades dirigidas pelo policial com o Ministério do Esporte. Na época, Orlando era secretário executivo e Agnelo Queiroz - hoje governador do Distrito Federal pelo PT -, o ministro da pasta. “Foi a única vez que encontrei essa pessoa”, disse o ministro.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O policial militar, porém, garante que esse encontro quase protocolar mencionado por Orlando jamais ocorreu. Segundo Dias, o “verdadeiro” encontro ocorreu em outro momento. “Não existe essa reunião. O ministro faltou com a verdade. Ele esteve comigo uma vez para fazer um acordo com o pessoal dele para eu não denunciar o esquema”, afirmou ao Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ferreira deu detalhes do encontro que diz ter tido com o ministro do Esporte em março de 2008 para negociar o sumiço de R$ 3 milhões dos convênios do governo com sua entidade. “O acordo era para que eles tomassem providências internas, limpassem meu nome e eu não denunciaria ao Ministério Público o esquema”, afirmou.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Cúpula     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Na entrevista, o policial contou que, além do ministro, membros da cúpula do ministério estavam presentes nesta reunião. “O Orlando disse para eu ficar tranquilo, que tudo seria resolvido, que não faria escândalo. Eu disse que se isso não fosse feito eu tomaria todas as providências e denunciaria o esquema”, afirmou Ferreira. “E eu disse na reunião que descobri todas as manobras, a ligação dos fornecedores do Programa Segundo Tempo com o PC do B.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo ele, as entidades tinham que dar 20% dos recursos para o PC do B.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O policial disse que, no encontro com Orlando Silva em março de 2008, negociou com ele a produção de um documento falso para selar o acordo com o governo. “Nessa reunião com o Orlando, eles falaram em produzir um documento sem data. Ele foi pré-produzido e consagrado. A reunião foi em março, mas eles colocaram um documento com data de dezembro de 2007 dizendo que eu encerrava o convênio. É um documento fraudado”, disse João Dias.   &lt;br /&gt;Ferreira diz que voltou ao ministério duas semanas depois para um nova reunião com três dirigentes da pasta, Wadson Ribeiro, Fábio Hansen e Júlio Filgueiras. Neste encontro, após o horário do expediente, eles voltaram a discutir um acordo, que, segundo o policial, nunca foi cumprido. João Dias Ferreira afirma que essa reunião foi gravada por ele.    &lt;br /&gt;Segundo o policial, o ministro recebeu dinheiro do esquema. Na entrevista ao &amp;quot;Estado&amp;quot;, ele reafirmou que Fredo Ebling, dirigente do PC do B, representava o ministro nas negociações. “O próprio Fredo relatou para mim que entregou dinheiro, por diversas vezes, para o Orlando.” As informações são do jornal &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;O Estado de S. Paulo.&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5602181509833430063?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5602181509833430063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/copa-2014-esquema-de-desvio-de-verbas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5602181509833430063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5602181509833430063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/copa-2014-esquema-de-desvio-de-verbas.html' title='COPA 2014 - Esquema de desvio de verbas começa a ser desvendado'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-2212616920709237372</id><published>2011-10-15T15:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.336-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>Copa 2014 – Farra e corrupção dos gastos públicos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_Y-PTve2zFlQ/TEjAPGfJJ2I/AAAAAAAAAWc/-8QQLkL5G_g/s320/Charge-Copa2014.jpg" width="426" height="504" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;A 1000 dias da Copa, desregulação de gastos públicos e escárnio geral são fatos consumados     &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;ESCRITO POR GABRIEL BRITO&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A mil dias de iniciar a Copa do Mundo, os trabalhos de preparação e organização do mundial seguem a toada prescrita por este Correio desde a eleição do Brasil como sede do evento, ou seja, uma balbúrdia de atrasos, custos que crescem inexplicavelmente e inescapáveis leis flexibilizadoras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dessa forma, segue impossível fazer qualquer cálculo fidedigno acerca do preço final do torneio. Nos últimos dias, a ABdib (Associação Brasileira das Indústrias de Base) divulgou o seu ‘palpite’: 112 bilhões, ou 84 bilhões considerando apenas as principais necessidades estruturais. Até porque o governo finalmente conseguiu aprovar o Regime Diferenciado de Contratações, algo imaginado por muitos, com as previsíveis alegações de atrasos nas obras e processos licitatórios, que precisam ser acelerados em nome da honra do país, que segundo Dilma Rousseff fará “a melhor Copa da história”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, seria bom a presidenta começar a olhar para o Ministério dos Esportes da mesma maneira que tem se dedicado a outros, tumultuados por infindáveis escândalos e demissões, de preferência evitando posteriores indicações fisiológicas para a continuidade dos trabalhos na respectiva pasta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nesta semana, o ministro Orlando Silva Jr deu importante pista acerca dos embustes que sofreremos com a Copa, vendidos ao público sob os famosos discursos de “legado” a ser deixado pelo evento, indefinidamente desfrutável pela população local.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em encontro realizado nesta quarta, 14, em Brasília, com representantes de estados e municípios envolvidos, o ex-presidente da UNE e membro do PC do B ressaltou que diante dos atrasos (cada vez mais irreversíveis), as “obras de mobilidade urbana não estão entre os pilares essenciais da Copa”. Estes seriam representados pelos estádios e aeroportos, já no devido caminho das privatizações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dessa forma, nossa classe política, que nada faz pelo decadente e bagunçadíssimo futebol nacional, mas entra de cabeça em projetos bilionários a ele relacionados, começa a escancarar as vísceras de um “sonho” desde o princípio nefasto às contas do país, que sequer carecia de qualquer clarividência para se antever como corrupto ao extremo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vale lembrar que logo após a escolha do Brasil, não houve quem deixasse de afirmar que todos, ou quase, os custos do mundial seriam bancados pela iniciativa privada, que em tempos de prosperidade econômica nacional “nunca dantes vista” afluiria com a mesma naturalidade dos rios que deságuam no Amazonas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Claro que nada disso provou-se verdadeiro, até pelas conhecidas características das parcerias público-privadas que assaltam rotineiramente os erários de todos os entes nacionais, em todo e qualquer setor, seja ele estratégico, seja secundário. O próprio caos permanente nos Ministérios de Dilma deixa claro que tal lógica se encontra cada vez mais cristalizada em nossa política. Pra não falar da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que as empreiteiras conseguiram sustar, as mesmas associadas à Copa verde e amarela.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Remoções&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fundamental na questão do legado urbanístico, o ministro das Cidades, Mario Negromonte, manifesta preocupação com o atual estado de coisas, e começa a receber cada vez mais pressões para que o governo trabalhe por outra lei flexibilizadora, que facilite o caminho para as desapropriações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E aqui temos aquele que promete ser um dos maiores focos de tensão dos preparativos. Tal como já observado por urbanistas como Raquel Rolnik e diversos movimentos sociais, as desapropriações em áreas pobres serão uma tônica neste boom de negócios gerado pelos megaeventos. Só no Rio de Janeiro, já são previstas remoções de famílias em 120 áreas diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, elas devem se multiplicar. Cidades como São Paulo, Fortaleza e Recife já começam a ser agitadas por movimentos de resistência (os Comitês Populares da Copa) ao caráter truculento das negociações com as famílias cujas residências viraram alvo dos projetos, sejam de mobilidade, aeroportos ou estádios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estádios&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por sua vez, a construção dos estádios já se encontra sob diversos problemas. Mesmo tratando-se dos mais caros já construídos, com bilhões de reais da sociedade nas mãos do velho cartel de construtoras que praticamente governa o país, não tem sido possível evitar as greves dos operários. No momento, os do Maracanã e do Mineirão estão de braços cruzados pela segunda vez, sendo o segundo caso desde quinta, 15; o mesmo já ocorreu em Fortaleza, além de ameaças em Cuiabá e Salvador.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal como anunciado na construção do estádio paulista (que para tornar-se aceitável ao público, diante da existência do Morumbi, foi vinculado ao Corinthians, único grande da cidade sem casa particular à altura), o novo expediente dos empreiteiros, com todo apoio do governo federal, é empregar presidiários nas obras da maioria dos estádios.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, monta-se (e prega-se) mais uma perfeita peça publicitária a respeito do mundial. Obras, legado, empregos e ainda como brinde ressocialização de marginais, demonstrando como uma Copa do Mundo pode propiciar grandes mudanças numa sociedade. Pena que se trata apenas de trabalho semi-escravo e potencialização de lucros, como se verifica nas queixas emitidas pelos operários do ex-maior do mundo e do Mineirão, que passam por pontos básicos, como qualidade da alimentação e alojamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avança o descontrole&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já a FIFA, mundialmente desmoralizada pelos escândalos denunciados em avalanche pela mídia inglesa, e posteriormente mundial, segue fazendo seu jogo sujo de bastidores, reiterando exigências etéreas que apenas encarecem as obras. Apesar de proibir em seu estatuto a interferência estatal no futebol dos países, aceita de braços abertos que os Estados banquem suas festanças, tal como se viu no sorteio das Eliminatórias, realizado na Marina da Glória, em evento que custou 30 milhões de reais, divididos entre Sergio Cabral e Eduardo Paes, que repassaram imediatamente tal verba para a Geoeventos (empresa de marketing esportivo das Organizações Globo) promover o evento. Uma perfeita ilustração do que e de quem será esta Copa do Mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por fim, o grande responsável de tudo, o governo, faz jogo duplo. No discurso, fala que fiscalizará todos os custos e que as flexibilizações nas contratações de obras não significarão portas abertas à corrupção, apenas agilização dos procedimentos necessários, haja vista que os órgãos reguladores e contábeis continuarão tendo acesso aos números.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No entanto, tal publicidade dos gastos ainda não está realmente esclarecida, assim como a capacidade de atuação do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. Além disso, os portais do governo, e também outros, que prometiam acompanhar os gastos e garantir a transparência exigida estão francamente desatualizados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda assim, algumas autorizações e liberações de verbas e medidas são contidas por tais órgãos controladores, o que faz o governo e seus aliados (políticos e empresariais) intensificarem o jogo de bastidores por mais e mais flexibilizações por meio de leis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto isso, na prática menos da metade dos projetos estão em fase de execução e os prazos continuam se comprimindo. O governo não dá sinais de que colocará todos na linha e organizará, de fato, alguma coisa. Assim, veremos um crescente terrorismo dos “gringos” e empreendedores da Copa, apoiados no discurso de que temos de evitar o vexame. A partir disso, é melhor não pensar no que pode acontecer para que se acelerem os projetos e se entregue tudo, ao menos o necessário àquele sagrado mês, a tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;TEXTO ORIGINAL EM&amp;gt; &lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6302:submanchete170911&amp;amp;catid=67:gabriel-brito&amp;amp;Itemid=172" target="_blank"&gt;correiocidadania&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-2212616920709237372?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/2212616920709237372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/copa-2014-farra-e-corrupcao-dos-gastos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2212616920709237372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/2212616920709237372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/copa-2014-farra-e-corrupcao-dos-gastos.html' title='Copa 2014 – Farra e corrupção dos gastos públicos'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Y-PTve2zFlQ/TEjAPGfJJ2I/AAAAAAAAAWc/-8QQLkL5G_g/s72-c/Charge-Copa2014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-830328165153943551</id><published>2011-10-11T08:28:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:21:43.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>Pará terra sem lei: Fundador de acampamento rural é assassinado no Pará</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/_JZGEFVRel78/SJik2lQfr0I/AAAAAAAAAFg/YT4QAeZh0jM/s400/POL&amp;Atilde;TICO+LADR&amp;Atilde;&amp;fnof;O[1].jpg" width="371" height="399" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos fundadores de um acampamento de trabalhadores rurais foi encontrado morto anteontem em Rondon do Pará, a 538 km de Belém.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;José Ribamar Teixeira dos Santos, 49, foi assassinado a pauladas e com golpes de faca em sua casa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De acordo com informações de integrantes da Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura), a orelha direita de Santos teria sido decepada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pai de quatro filhos, Riba, como era conhecido, foi um dos fundadores do acampamento Deus é Fiel, em 2006.    &lt;br /&gt;O acampamento ocupa parte de uma fazenda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Segundo os trabalhadores rurais, a propriedade é proveniente de grilagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Polícia Civil confirmou a ocorrência, mas ainda não sabe dizer se a morte foi motivada por questões agrárias.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Próximo dali, também no sudeste paraense, foi assassinado, em maio deste ano, o casal de extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para a polícia, o crime foi motivado por um conflito pela posse de uma área no assentamento onde os dois moravam.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CDgQFjAA&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fwww1.folha.uol.com.br%2Fpoder%2F988428-policia-prende-suspeito-de-assassinar-lider-rural-no-para.shtml&amp;amp;ei=RCeUToK6F8fw0gHfqrC4Bw&amp;amp;usg=AFQjCNEXsagPN3zRw2COSppr9PVy3g3MZQ&amp;amp;sig2=pqN_u-uhm0uQb7tMe_Iy0A" target="_blank"&gt;Folha&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-830328165153943551?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/830328165153943551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/para-terra-sem-lei-fundador-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/830328165153943551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/830328165153943551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/10/para-terra-sem-lei-fundador-de.html' title='Pará terra sem lei: Fundador de acampamento rural é assassinado no Pará'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JZGEFVRel78/SJik2lQfr0I/AAAAAAAAAFg/YT4QAeZh0jM/s72-c/POLÃTICO+LADRÃƒO[1].jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7819063443283750754</id><published>2011-09-19T13:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.336-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>No Fantástico, Dilma reforça política como show da vida</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por: &lt;strong&gt;Francisco Bicudo &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_r4xYdKyD3ow/TJgHqId_AII/AAAAAAAACFM/EtYHVqipqGE/s400/Dilma+terrorista.jpg" width="405" height="545" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sem tergiversar (tenho certeza que a presidenta Dilma Rousseff prefere que seja dessa maneira): fiquei incomodado e lamentei profundamente que a entrevista exclusiva de vinte minutos em horário nobre tenha sido dada a um programa de entretenimento, o &amp;quot;show da vida&amp;quot;. No domingão, final de noite, depois do almoço em família e da rodada do futebol, na maioria das vezes quem senta na frente da telinha e procura narrativas como as oferecidas pelo &amp;quot;Fantástico&amp;quot; está justamente disposto a manter a cabeça desligada, prolongando ao limite do impossível mais um final de semana que insiste teimosamente em escorregar pelos dedos, anunciando a agonia de mais uma segunda-feira de trabalho, transtornos, tarefas, reuniões e tensões. Estamos quase a dizer - 'não quero pensar, sem preocupações, só amanhã, mais um pouco, por favor'. É legítimo. Mas é preciso que se trate dessa maneira - como entretenimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A presidenta - e a assessoria dela - sabem disso. Não escolheram o Fantástico ao acaso. Não foi aleatório. Não foram obrigados. Foi feita uma opção. Antes de mais nada, depois de alguns dias em que se falou sobre propostas de regulação da mídia, seria bom mostrar afinidades, sintonias e encantamentos com a principal e mais poderosa emissora de TV do país, como a dizer &amp;quot;calma, nada muda, estamos no mesmo barco&amp;quot;. A proposta da conversa também não era de forma alguma fazer pensar, mas tocar pelas sensações e emoções. Provavelmente a escolha foi mais uma peça de uma estratégia de popularização da imagem da presidenta, algo como &amp;quot;uma mulher como qualquer outra, informal, leve, risonha e brincalhona&amp;quot;. As expectativas estavam explicitamente voltadas para a construção da marca de &amp;quot;alguém que também é comum, que tem desejos, vaidades, manias e vontades, como quaisquer outras brasileiras&amp;quot; - uma presidenta que cria empatias e identidades, capaz de cair no gosto popular. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não é difícil perceber que os marqueteiros (figuras cruciais da política como entretenimento) do Planalto não desgrudam os olhos dos tais índices de popularidade. Muitas das ações e das falas presidenciais têm sido guiadas por esses números mágicos de aprovação - ou trágicos de reprovação. Desde os recordes atingidos pelo ex-presidente Lula, a impressão que tenho é que se tornou uma obsessão conhecer como a opinião pública avalia ações de governo - o que obviamente tem lá sua importância, mas, ao mesmo tempo, quando elevada à enésima potência, faz dos administradores públicos reféns de institutos de pesquisas. Pensam em cada lance. Jogam para a platéia. Aguardam os aplausos. Ficam frustrados quando não os ouvem. E repensam suas ações e agendas. Egos precisam ser acariciados - sobretudo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mais uma vez, o Fantástico cai como uma luva para dar conta dessa demanda - depois de um período difícil, com turbulências, crises e demissões de ministros, eis agora a presidenta doce e meiga, que se reencontra com seu povo, arruma tempo para brincar com o neto, não gosta de ar condicionado (sabiam?), escolhe sem ajuda as roupas e está sempre muito bem alinhada (tem até usado mais saias, vejam só), faz a própria maquiagem (que bom!) e quer muito perder alguns quilinhos extras. A pauta da entrevista, que tragédia, poderia ter sido feita por uma criança de cinco anos, quem sabe até o neto da presidenta pensasse em questões mais relevantes, como chegou a ser comentado nas redes sociais. Mas e quem estava mesmo interessado no debate político?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pois esse é justamente o ponto fundamental da discussão, o que mais me incomoda e para o qual desejo chamar a atenção - ao escolher o Fantástico e favorecer mais uma vez a lógica e a estética do entretenimento, sempre grandiosas e arrebatadoras, a presidenta faz submergir o complexo exercício de racionalidade que marca o debate político. Diante dos olhares desejosos de distração da opinião pública, em horário nobre, a política aparece banalizada, surge como frivolidade, algo secundário, curioso, superficial, simplificado, leve, quase sem conflitos, professoral - vá lá, um tema até interessante, mas não exatamente importante. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse movimento, aliás (o que é mais preocupante e acachapante), parece ser a tendência dominante do atual governo - e também do anterior. Quais são afinal de contas as iniciativas políticas que estão sendo sustentadas e bancadas pela administração Dilma Rousseff? Para além do gerenciar a herança lulista, quais as transformações de fato que estão acontecendo na área social, por exemplo? Quais suas bandeiras e prioridades? Pois não nos disseram que o tal presidencialismo de coalizão era fundamental exatamente para garantir maiorias, a governabilidade e a implementação das ações de governo? Ah, entendi... as alianças não foram ideológicas, mas fisiológicas; não foram programáticas, mas pragmáticas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que acontece é que a Política (com &amp;quot;P&amp;quot; maiúsculo mesmo)... não acontece. O Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados não era o que Dilma queria - mas o governo também não fez força alguma no Parlamento para aprovar proposta alternativa. Temeu melindrar aliados ruralistas. Foi só a ala amiga-religiosa-reacionária gritar um pouco mais alto que o kit anti-homofobia que seria distribuído nas escolas públicas com intuito de combater o preconceito foi suspenso, sob a alegação que não é &amp;quot;consenso no governo&amp;quot;. Dilma não quer a aprovação da emenda 29, diz ser contra a volta da CPMF, mas reconhece que a saúde de fato precisa de mais recursos. De onde virão, afinal? O governo não quer se comprometer. Abre mão de contrariar interesses - ou seja, de fazer política. Lava as mãos. Não quer se desgastar com a classe média (imagem é tudo, lembram-se?). Líderes de trabalhadores rurais são mortos. A presidenta não vem a público para condenar com veemência os assassinatos - e explicitar ao lado de quem está nessa disputa. Democratizar e regulamentar a mídia, quebrar monopólios da informação, cobrar impostos de grandes fortunas? Nem pensar. Podem achar que ela é muito radical, não? Sobre a abertura dos arquivos secretos, puxa vida, as mudanças de discursos já foram tantas que já nem sabemos mais o que Dilma pensa. E até mesmo a Comissão da Verdade, que era questão de honra, precisa das bênçãos do DEM (que patrocinou a ditadura militar) para ser aprovada, para &amp;quot;não causar traumas&amp;quot;. Durma-se com um barulho desses.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fica difícil. Respeitados os fundamentos e princípios da democracia, política significa tensão. Divergência. Debate. Disputa. Enfrentamento. Exige escolhas. E não aceita omissão. Nem medo. Como bem lembra o poeta, escritor e dramaturgo alemão Berthold Brecht, não adianta estufar o peito e nele bater dizendo &amp;quot;não gosto disso&amp;quot;. Quando nos recusamos a fazer política, há certamente alguém disposto a fazê-lo por nós. Espaço vazio é espaço ocupado. Que o diga o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que em nome da conciliação, de afagos em republicanos e por imaginar que seus competentes discursos e belos olhos seriam suficientemente sedutores para governar o país, enfrenta atualmente a fúria fanática de um movimento chamado Tea Party. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não tenho dúvidas: lá, como cá, a desmobilização do debate que deveria marcar a esfera pública e ser a tônica da vida cotidiana, patrocinada por aqueles que tratam a política como mero produto do entretenimento, em grande medida é diretamente responsável pelo avanço do discurso e das práticas conservadoras.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Via&amp;gt;&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=6291" target="_blank"&gt;Correio da Cidadania&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7819063443283750754?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7819063443283750754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/09/no-fantastico-dilma-reforca-politica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7819063443283750754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7819063443283750754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/09/no-fantastico-dilma-reforca-politica.html' title='No Fantástico, Dilma reforça política como show da vida'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_r4xYdKyD3ow/TJgHqId_AII/AAAAAAAACFM/EtYHVqipqGE/s72-c/Dilma+terrorista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-3597307853076842462</id><published>2011-08-24T10:47:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>O terrorismo de estado americano ameaça a humanidade e impede a paz</title><content type='html'>&lt;h4&gt;&lt;b&gt;por Miguel Urbano Rodrigues &lt;a href="http://resistir.info/mur/mur_20ago11.html#asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;p&gt;A humanidade enfrenta a mais grave crise de civilização da sua história. Ela difere de outras, anteriores, por ser global, afectando a totalidade do planeta. É uma crise política, social, militar, financeira, económica, energética, ambiental, cultural.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O homem realizou nos últimos dois séculos conquistas prodigiosas. Se fossem colocadas a serviço da humanidade, permitiriam erradicar da Terra a fome, o analfabetismo, as guerras, abrindo portas a uma era de paz e prosperidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Mas não é o que acontece. Uma minoria insignificante controla e consome os recursos naturais existentes e a esmagadora maioria vive na pobreza ou na miséria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O fim da bipolaridade, após a desagregação da URSS, permitiu aos Estados Unidos adquirir uma superioridade militar, política e económica enorme que passou a usar como instrumento de um projecto de dominação universal. As principais potências da União Europeia, nomeadamente o Reino Unido, a Alemanha e a França tornaram-se cúmplices dessa perigosa política.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O sistema de poder que tem o seu pólo em Washington, incapaz de encontrar solução para a crise do seu modelo, inseparável da desigualdade social, da sobre-exploraçao do trabalho e do esgotamento gradual dos mecanismos de acumulação, concebeu e aplica uma estratégia imperial de agressão a povos do chamado Terceiro Mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em guerras ditas de baixa intensidade, promovidas pelos EUA e seus aliados, morreram nos últimos sessenta anos mais de trinta milhões de pessoas. Algumas particularmente brutais, definidas como &amp;quot;preventivas&amp;quot; visaram o saque dos recursos naturais dos povos agredidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Reagan criou a expressão &amp;quot;o império do mal&amp;quot; para designar a URSS no final da guerra fria. George Bush pai vulgarizou o conceito de &amp;quot;estados canalhas&amp;quot; para satanizar países cujos governos não se submetiam às exigências imperiais. Entre eles incluiu o Irão, a Coreia Popular, a Líbia e Cuba.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em Setembro de 2001, após os atentados que destruíram o World Trade Center e demoliram uma ala do Pentágono, George W. Bush (o filho) utilizou o choque emocional provocado por esse trágico acontecimento para desenvolver uma estratégia que fez da &amp;quot;luta contra o terrorismo&amp;quot; a primeira prioridade da política estado-unidense.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Uma gigantesca campanha mediática foi desencadeada, com o apoio do Congresso, para criar condições favoráveis à implantação da política defendida pela extrema-direita. Segundo Bush e os neocon, &amp;quot;a segurança dos EUA&amp;quot; exigia medidas excepcionais na esfera internacional e na interna.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os grandes jornais, as cadeias de televisão, as rádios, a explorando a indignação popular e o medo, apoiaram iniciativas como o Patriot Act que suspendeu direitos e garantias constitucionais, legalizando a prática de crimes e arbitrariedades. A irracionalidade contaminou o mundo intelectual e até em universidades tradicionais professores progressistas foram despedidos e houve proibição de livros de autores célebres.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A campanha adquiriu rapidamente um carácter de caça às bruxas, com perseguições maciças a muçulmanos. Uma vaga de anti-islamismo varreu os EUA, com a cumplicidade dos grandes media. O Congresso legalizou a tortura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;No terreno internacional, o povo do Afeganistão foi a primeira vítima da &amp;quot;cruzada contra o terrorismo&amp;quot;. Os EUA, a pretexto de que o governo do mullah Omar não lhe entregava Bin Laden – declarado inimigo numero um de Washington – invadiu, bombardeou e ocupou aquele pais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Seguiu-se o Iraque após uma campanha de desinformação de âmbito mundial. O Governo de Bagdad foi acusado de acumular armas de extermínio massivo e de ameaçar portanto a segurança dos EUA e da Humanidade. A acusação era falsa, como se provou mais tarde, e os EUA não conseguiram obter o apoio do Conselho de Segurança. Mas, ignorando a posição da ONU, invadiram, vandalizaram e ocuparam o país. Inicialmente contaram somente com o apoio do Reino Unido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Crimes monstruosos foram cometidos no Afeganistão e no Iraque pelas forças de ocupação. A tortura de prisioneiros no presídio de Abu Ghrabi assumiu proporções de escândalo mundial. Ficou provado que o alto comando do exército e o próprio secretário da Defesa, Donald Rumsfeld tinham autorizado esses actos de barbárie. Mas a Justiça norte-americana limitou-se a punir com penas leves meia dúzia de torcionários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Simultaneamente, milhares de civis, acusados de &amp;quot;terroristas&amp;quot; -muitos nunca tinham sequer pegado numa arma – foram levados para a base de Guantanamo, em Cuba, e para cárceres da CIA instalados em países da Europa do Leste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;As Nações Unidas não somente ignoraram essas atrocidades como acabaram dando o seu aval à instalação de governos títeres em Cabul e Bagdad e ao envio para ali de tropas de muitos países. No caso do Afeganistão, a NATO, violando o seu próprio estatuto, participa activamente, com 40 mil soldados, da agressão às populações. Dezenas de milhares de mercenários estão envolvidas nessas guerras.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em ambos os casos, Washington sustenta que essas guerras preventivas representam uma contribuição dos EUA para a defesa da liberdade, da democracia, dos direitos humanos e da paz e foram inspiradas por princípios e valores éticos universais. O presidente Barack Obama, ao receber o Premio Nobel da Paz em Oslo, defendeu ambas, num discurso farisaico, como serviço prestado à humanidade. Isso no momento em que decidira enviar mais 30 mil soldados para a fogueira afegã.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os factos são esses. Apresentando-se como líder da luta mundial contra o terrorismo, o sistema de Poder dos EUA faz hoje do terrorismo de Estado um pilar da sua estratégia de dominação.    &lt;br /&gt;A criação de um exército permanente em África – o Africom – os bombardeamentos da Somália e do Iémen, a participação na agressão ao povo da Líbia inserem-se nessa politica criminosa de desrespeito pela Carta da ONU.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Mas a ambição de poder absoluto de Washington é insaciável.    &lt;br /&gt;O Irão, por não capitular perante as exigências do sistema de Poder hegemonizado pelos EUA, é há anos alvo permanente da hostilidade dos EUA. Washington tem saudades do governo vassalo do Xá Pahlevi e cobiça as enormes reservas de gás e petróleo iranianas.    &lt;br /&gt;A campanha de calúnias, apoiada pelos media, repete incansavelmente que o Irão enriquece urânio para produzir armas atómicas. A acusação é gratuita. A Agencia Internacional de Segurança Atómica não conseguiu encontrar qualquer indício de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com fins militares. O presidente Ahmanidejah, aliás, de acordo com o Brasil e a Turquia, numa demonstração de boa fé, propôs-se a enriquecer o urânio no exterior. Mas essa proposta logo foi recusada por Washington e pelos aliados europeus.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Sobre as armas nucleares de Israel, obviamente, nem uma palavra. Para os EUA, o Estado sionista e neo fascista, responsável por monstruosos crimes contra os povos do Líbano e da Palestina, é uma democracia exemplar e o seu melhor aliado no Médio Oriente.    &lt;br /&gt;O agravamento das sanções que visam estrangular economicamente o Irão é acompanhado de declarações provocatórias do Presidente Obama e da secretaria de Estado Clinton, segundo as quais &amp;quot;todas as opções continuam em aberto&amp;quot;, incluindo a militar. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Periodicamente jornais influentes divulgam planos de hipotéticos bombardeamentos do Irão, ou pelos EUA ou por Israel, sem excluir o recurso a armas nucleares tácticas. O objectivo é manter a tensão na guerra não declarada contra um pais soberano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Lamentavelmente, uma parcela importante do povo dos EUA assimila as calunia anti-iranianas como verdades. A maioria dos estado-unidenses desconhece a gravidade e complexidade da crise interna. A recente elevação do teto da divida publica de mais de 14 mil milhões de dólares para 16 mil milhões – total superior ao PIB do pais – é, porem, reveladora da fragilidade do gigante que impõe ao mundo uma politica de terrorismo de estado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Entretanto, o discurso oficial, invocando os &amp;quot;pais da Pátria&amp;quot;, insiste em apresentar os EUA como o grande defensor da democracia e das liberdades, vocacionado para salvar a humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Sem o controlo pelo grande capital da esmagadora maioria dos meios de comunicação social e dos áudio visuais pelo sistema de poder imperial, a manipulação da informação e a falsificação da História não seriam possíveis. Um instrumento importante nessa politica é a exportação da contra-cultura dos EUA, país -- registe-se -- onde coexiste com a cultura autêntica.    &lt;br /&gt;A televisão, o cinema, a imprensa escrita e, hoje, s&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;obretudo a Internet cumprem um papel fundamental como difusores dessa contra cultura que nos países industrializados do Ocidente alterou profundamente nos últimos anos a vida quotidiana dos povos e a sua atitude perante a existência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A construção do homem formatado principia na infância e exige uma ruptura com a utilização tradicional dos tempos livres. O convívio familiar e com os amigos é substituído por ocupações lúdicas frente à TV e ao computador, com prioridade para jogos violentos e filmes que difundem a contra cultura com prioridade para os que fazem a apologia das Forças Armadas dos EUA.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A contra-cultura actua intensamente no terreno da música, da canção, das artes plásticas, da sexualidade. A contra-musica que empolga hoje multidões juvenis é a de estranhas personagens que gritam e gesticulam, exibindo roupas exóticas, berrantes em gigantescos palcos luminosos, numa atmosfera ensurdecedora, em rebeldia abstracta contra o vácuo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O jornalismo degradou-se. Transmite a imagem de uma falsa objectividade para ocultar que os media ao serviço da engrenagem do poder insistem, com poucas excepções, em justificar as guerras americanas como &amp;quot;cruzada anti-terrorista&amp;quot; em defesa da humanidade porque os EUA, nação predestinada, batalhariam por um mundo de justiça e paz.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;É de justiça assinalar que um número crescente de cidadãos americanos denunciam essa estratégia de Poder, exigem o fim das guerras na Ásia e lutam em condições muito difíceis contra a estratégia criminosa do sistema de poder.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Nestes dias em que se multiplicam as ameaças ao Irão, é minha convicção de que a solidariedade actuante com o seu povo se tornou um dever humanista para os intelectuais progressistas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Visitei o Irão há cinco anos. Percorri o país de Chiraz ao Mar Cáspio. Escrevi sobre o que vi e senti. Tive a oportunidade de verificar que é falsa e caluniosa a imagem que os governos ocidentais difundem do país e da sua gente. Independentemente da minha discordância de aspectos da politica interna iraniana nomeadamente os referentes à situação da mulher -- encontrei um povo educado, hospitaleiro, generoso, amante da paz, orgulhoso de uma cultura e uma civilização milenares que contribuíram decisivamente para o progresso da humanidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Para mim o Irão encarna muito mais valores eternos da condição humana do que a sociedade norte americana, cada vez mais robotizada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porto, Portugal, 10/Agosto/2011&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;a name="asterisco"&gt;[*]&lt;/a&gt; Texto enviado ao Festival Internacional Justiça e Paz que se realizará no Irão em Outubro próximo      &lt;br /&gt;O original encontra-se em &lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2178"&gt;http://www.odiario.info/?p=2178&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-3597307853076842462?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/3597307853076842462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/o-terrorismo-de-estado-americano-ameaca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3597307853076842462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3597307853076842462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/o-terrorismo-de-estado-americano-ameaca.html' title='O terrorismo de estado americano ameaça a humanidade e impede a paz'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-6864655507167794111</id><published>2011-08-18T08:34:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T11:04:07.991-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doc'/><title type='text'>Century of Self (2002) – Século do Ego</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:eeac37e0-f4bf-4b82-a1ca-97f1a5250ab2" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="d87c3924-43a7-4c85-85b5-a9a0982f64c0" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZndYVCzZAwA&amp;amp;feature=related" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh6.ggpht.com/-OmFu1pqajko/Tkz4zWR0t-I/AAAAAAAAC24/CP--EV6Zacc/videodd5147570165%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('d87c3924-43a7-4c85-85b5-a9a0982f64c0'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ZndYVCzZAwA&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/ZndYVCzZAwA&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(Grã-Bretanha, 2002 - Direção:Adam Curtis)   &lt;br /&gt;&lt;i&gt;Documentário da BBC &amp;quot;The Century of the Self&amp;quot; descreve a irônica jornada de como a revolução de psicoterapeutas e filósofos nos anos 60 e 70 contra as ideias de Freud sobre o inconsciente (usadas pelo mundo do Marketing Publicidade e Governos para fins de manipulação) resultou no oposto: o surgimento do sujeito fractal, vulnerável, isolado e, acima de tudo, ganancioso.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;em&gt;&lt;/em&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Comentários de psicologiadospsicologos.blogspot.com: Descobri no Youtube esta pérola: o documentário &amp;quot;Century of the self&amp;quot; (Inglaterra, 2002), do diretor Adam Curtis, sobre a utilização das idéias freudianas na manipulação das massas. Excelente! Este polêmico documentário é dividido em 4 episódios: &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(1) Máquinas de felicidade; (2) Engenharia do consenso; (3) Há um policial dentro de nossas cabeças. Ele deve ser destruído; (4) Oito pessoas bebericando vinho em kettering. Cada epsódio dividido em quatro ou cinco partes, todos legendados e com duração total de cerca de 240 minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;dOCVERDADE &lt;a href="http://docverdade.blogspot.com/" target="_blank"&gt;lINK&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-6864655507167794111?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/6864655507167794111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/century-of-self-2002-seculo-do-ego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/6864655507167794111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/6864655507167794111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/century-of-self-2002-seculo-do-ego.html' title='Century of Self (2002) – Século do Ego'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-OmFu1pqajko/Tkz4zWR0t-I/AAAAAAAAC24/CP--EV6Zacc/s72-c/videodd5147570165%25255B4%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-2676712763506771029</id><published>2011-08-17T14:40:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:29:40.677-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Andrei Tarkovsy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Mídia amordaçada</title><content type='html'>&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:078e9fff-3fcb-4bef-aaec-a72aa64252d6" style="padding-right: 0px; 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 &lt;p&gt;Por: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;font color="#8000ff" size="3"&gt;Cybernic&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;img src="http://queilaferraz.fashionbubbles.com/files/2010/10/sambabossa.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tema &amp;quot;amor&amp;quot; é universalmente e historicamente o tema mais vestilado nas artes e na cultura ocidental, é recorrente e rarrismo encontrar um artista que não tenha tocado no tema pelo menos alguma vez. Não só o amor (homem e mulher) mas a relaçoes humanas em seus graus mais profundos em seu laços. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Trazendo expecificamente para a música e jogando uma lupa sobre a música pop nacional e até mesmo em boa parte da chamada &amp;quot;MPB&amp;quot; a temática define até toda a discografia de alguns artistas como o alagoano Djavan por exemplo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas essa incenssante produção de composições que giram sobre o lirismo romantico remete a dois pontos centrais: ou se confessa que boa parte desses artistas estão eternamente apaixonados, o amor saí por seus poros quase que independentes ou é o tipo de &lt;em&gt;fórmula &lt;/em&gt;que lhe irá garantir (ou pelo menos encaminhar) para o sucesso comercial. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vide o soterramento de produções da industria fonografica, a fabricação de sub_estilos e a controversa mistura de estilo que permeia a mente de alguns músicos como base para sua ilusoria sensação de &amp;quot;novo&amp;quot;. As bases para uma literatura pop de carater romantico (temas que giram sobre relacionamentos, separação, traição, sexo, brigas, amores partidos, paixões diversas) é a estrutura necessaria para que se forme um público e uma gama de artistas de pouco senso crítico e pouca ousadia. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas será que é necessária a crítica e a ousadia nas artes? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A música nacional é vendida (com o velho ufanismo global) como uma das músicas mais bem feitas no mundo. Sua mistura de ritmos, estilos é dita como uma das mais ricas desdos tempos da bossa nova. Aliás, essa, um dos movimentos mais abrangentes da música nacional em todo o mundo (chegando a influenciar o jazz e a própria música conteporanea até os dias de hoje) tem como uma das suas bases, o amor. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A qualidade da música nacional é indiscutivel. Alguns artistas da bossa nova influencia outros artistas em todo o mundo, o movimento &lt;em&gt;tropicalia&lt;/em&gt; é um dos mais respeitados e é referencia numa época de transformaçao na cultura nacional, intensa mundanças universais, ditadura e ousadia. O movimento punk no brasil foi proficuo e ainda é nos dias atuais, com dezenas de bandas espalhadas pelas perefiria das cidades. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas a industrua da música de intretenimento, aliada a pouca vontade de alguns artistas de ir mais além, com a metéria sendo abarrotada nas rádios (numa especie de acordo temático vigente) rende pouco espaço para o melhor da música nacional. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na verdade o que se vê nas radios, programas de Tv, festivais carnavalescos (dentro e fora de época) bandas de rock midiaticas e outras bandas (padoge, forró) cantores chamados de &amp;quot;sertanejos&amp;quot; e outros artistas/cantores diversos&amp;#160; é uma medriocre variação temática. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na verdade, o que se vê é um ironico jogo de palavras com pseudo formas de falar/cantar/gesticular/expressar a mesma temática. É incrível a capacidade da música pop nacional em criar novas melodias assoviaveis e gesticular frases e versos como uma especia (roubando a frase do musico Tom Zé) de &amp;quot;plagiocombinação&amp;quot; enlouquecedora e demente. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se produz novos duplas ou cantores sentanejos a cada temporada, a industria é inteligente e muda semanticamente a forma de vender esse &amp;quot;produtor&amp;quot; os jovens musicos sertanejos são chamandos de “sertanejos pop&amp;quot;. Incrível uma país que teve bandas de rock relevantes consiga - no atual estado de coisas da música brasileira - que seu versos/refrãos sejam confundidos com qualquer refrão cantado por algum grupo de forró ou tecnobrega ou qualquer outra variação de ritmo de apelo mais popular. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A música brasileira é sim uma das mais ricas do mundo, sua ritmica é conteporanea, suas letras (quando não se reduz a temas medriocres e de pouca imaginação) conseguem render grandes e profundos versos, a língua portuguesa é capaz de surpreender com sua atemporalidade sensivel e singular. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas parace que alguns artistas e a induatria da música aqui nesse país não pensa da mesma forma. E para quem não tem acesso a outros meios, é soterrado com uma esquizofrenica forma de variação que se traduz em pouca vontade, cansaço ou simplesmente abraça a fórmula capaz de garantir o sucesso, esse, para alguns artistas, a verdadeira razão de fazer arte nos tenebrosos tempos da música pop brasileira. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-3190902491464567860?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/3190902491464567860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/plagicombinacao-ou-o-culto-ao-amor-e-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3190902491464567860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/3190902491464567860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/plagicombinacao-ou-o-culto-ao-amor-e-ao.html' title='PLAGICOMBINAÇÃO OU o culto ao amor e ao dinheiro na música pop brasileira.'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-8223937558903053215</id><published>2011-08-17T08:41:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:16:31.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wikileaks'/><title type='text'>Wikileaks desmascara mídia brasileira</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;img src="http://acerp.net/fotos/b4b08.jpg" width="420" height="568" /&gt; &lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Aconteceu o que já era de conhecimento dos menos desavisados. A grande imprensa brasileira foi finalmente desnudada, com tudo comprovado em documentos oficiais e sigilosos. Quem ainda tinha motivos para outorgar credibilidade à estes veículos e seus jornalistas, não tem mais.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LPO7zIm2_Og/TkL3mlybuBI/AAAAAAAABX8/sYex5ztgwcw/s1600/Willian+Waack%255B1%255D.JPG"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-LPO7zIm2_Og/TkL3mlybuBI/AAAAAAAABX8/sYex5ztgwcw/s320/Willian+Waack%255B1%255D.JPG" width="320" height="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;William Waack, da Globo, aparece nos documentos secretos&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Novos documentos vazados pela organização WikiLeaks trazem à tona detalhes e provas da &lt;b&gt;estreita relação do USA com o monopólio dos meios de comunicação no Brasil&lt;/b&gt; semicolonial. Um despacho diplomático de 2005, por exemplo, assinado pelo então cônsul de São Paulo, Patrick Dennis Duddy, narra o encontro em Porto Alegre do então embaixador John Danilovich com representantes do grupo RBS, descrito como &amp;quot;&lt;i&gt;o maior grupo regional de comunicação da América Latina&lt;/i&gt;&amp;quot;, ligado às organizações Globo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O encontro é descrito como &amp;quot;um almoço &lt;i&gt;'off the record' &lt;/i&gt;[cujo teor da conversa não pode ser divulgado], e uma nota complementar do despacho diz: &amp;quot;Nós temos tradicionalmente tido acesso e relações excelentes com o grupo&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro despacho diplomático datado de 2005 descreve um encontro entre Danilovich e Abraham Goldstein, líder judeu de São Paulo, no qual a conversa girou em torno de uma campanha de imprensa pró-sionista no monopólio da imprensa no Brasil que antecedesse a Cúpula América do Sul-Países Árabes daquele ano, no que o jornalão O Estado de S.Paulo se prontificou a ajudar, prometendo uma cobertura &amp;quot;positiva&amp;quot; para Israel.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os documentos revelados pelo WikiLeaks mostram ainda que nomes proeminentes do monopólio da imprensa são sistematicamente convocados por diplomatas ianques para lhes passar informações sobre a política partidária e o cenário econômico da semicolônia ou para ouvir recomendações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um deles é o jornalista William Waack, apresentador de telejornais e de programas de entrevistas das Organizações Globo. Os despachos diplomáticos enviados a Washington pelas representações consulares ianques no Brasil citam três encontros de Waack com emissários da administração do USA. O primeiro deles foi em abril de 2008 (junto com outros jornalistas) com o almirante Philip Cullom, que estava no Brasil para acompanhar exercícios conjuntos entre as marinhas do USA, do Brasil e da Argentina.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O segundo encontro aconteceu em 2009, quando Waack foi chamado para dar informações sobre as conformações das facções partidárias visando o processo eleitoral de 2010. O terceiro foi em 2010, com o atual embaixador ianque, Thomas Shannon, quando o jornalista novamente abasteceu os ianques com informações detalhadas sobre os então candidatos a gerente da semicolônia Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro nome proeminente muito requisitado pelos ianques é do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, d'A Folha de S.Paulo. Os documentos revelados pelo WikiLeaks dão conta de quatro participações do jornalista (ou &amp;quot;ex-jornalista e consultor político&amp;quot;, como é descrito) em reuniões de brasileiros com representantes da administração ianque: um membro do Departamento de Estado, um senador, o cônsul-geral no Brasil e um secretário para assuntos do hemisfério ocidental. Na pauta, o repasse de informações sobre os partidos eleitoreiros no Brasil e sobre a exploração de petróleo na camada pré-sal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BqLPZwNnYG4/TkL4KJE3hGI/AAAAAAAABYA/jnkI5c6MOy0/s1600/6132057-large.jpg"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-BqLPZwNnYG4/TkL4KJE3hGI/AAAAAAAABYA/jnkI5c6MOy0/s320/6132057-large.jpg" width="320" height="236" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Cai também a máscara de Fernando Rodrigues, da Folha&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fernando Rodrigues, repórter especial de política da Folha de S.Paulo, chegou a dar explicações aos ianques sobre o funcionamento do Tribunal de Contas da União.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro assunto que veio à tona com documentos revelados pelo WikiLeaks são os interesses do imperialismo ianque no estado brasileiro do Piauí.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um documento datado de 2 de fevereiro de 2010 mostra que representantes do USA participaram de uma conferência organizada pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), na capital Teresina, a fim de requisitar a implementação de obras de infra-estrutura que poderiam favorecer a exploração pelos monopólios ianques das imensas riquezas em matérias-primas do segundo estado mais pobre do Nordeste.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A representante do WikiLeaks no Brasil, a jornalista Natália Viana, adiantou que a organização divulgará em breve milhares de documentos inéditos da diplomacia ianque sobre o Brasil produzidos durante o gerenciamento Lula, incluindo alguns que desnudam a estreita relação do USA com o treinamento do aparato repressivo do velho Estado brasileiro. A ver.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hugo R C Souza&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://saraiva13.blogspot.com/2011/08/denuncia-wikileaks-tira-mascara-da.html" target="_blank"&gt;Blog Saraiva&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8223937558903053215?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8223937558903053215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/wikileaks-desmascara-midia-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8223937558903053215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8223937558903053215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/wikileaks-desmascara-midia-brasileira.html' title='Wikileaks desmascara mídia brasileira'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LPO7zIm2_Og/TkL3mlybuBI/AAAAAAAABX8/sYex5ztgwcw/s72-c/Willian+Waack%255B1%255D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5821857361760026456</id><published>2011-08-16T12:13:00.001-03:00</published><updated>2011-08-16T12:13:39.205-03:00</updated><title type='text'>Artista é processado por vídeo que critica aumento salarial de deputado</title><content type='html'>&lt;div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:f5ea76b7-5a2f-4f96-982e-941be0f4c6a2" class="wlWriterEditableSmartContent"&gt;&lt;div id="debcfe00-336f-47f8-8275-c134f397d493" style="margin: 0px; padding: 0px; display: inline;"&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5UyWNI6GFBo" target="_new"&gt;&lt;img src="http://lh5.ggpht.com/-Hg5QiFk6-0E/TkqJHLMWQgI/AAAAAAAAC2k/M3UyATJYiPE/video52d0faadc530%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" style="border-style: none" galleryimg="no" onload="var downlevelDiv = document.getElementById('debcfe00-336f-47f8-8275-c134f397d493'); downlevelDiv.innerHTML = &amp;quot;&amp;lt;div&amp;gt;&amp;lt;object width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;param name=\&amp;quot;movie\&amp;quot; value=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/5UyWNI6GFBo&amp;amp;hl=en\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/param&amp;gt;&amp;lt;embed src=\&amp;quot;http://www.youtube.com/v/5UyWNI6GFBo&amp;amp;hl=en\&amp;quot; type=\&amp;quot;application/x-shockwave-flash\&amp;quot; width=\&amp;quot;425\&amp;quot; height=\&amp;quot;355\&amp;quot;&amp;gt;&amp;lt;\/embed&amp;gt;&amp;lt;\/object&amp;gt;&amp;lt;\/div&amp;gt;&amp;quot;;" alt=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um músico gaúcho está sendo processado por ter criticado o reajuste de salário dos deputados estaduais do Rio Grande do Sul. Tonho Crocco, que já foi da banda Ultramen e hoje segue carreira solo, está sendo acionado por causa de seu rap “Gangue da Matriz”. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A “gangue” no caso são 36 parlamentares que concederam aumento de 73% a si mesmos em dezembro do ano passado (apenas 11 do PT e um do PTB votaram contra) A música motivou o deputado Giovanni Cherini (PDT) a enviar uma representação ao Ministério Público por “crime contra a honra”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De acordo com matéria do site Sul 21, o deputado expressou “insurgência contra a manifestação espúria de Antonio Crocco, que enseja o presente pedido de providências ao Ministério Público Estadual”&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5821857361760026456?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5821857361760026456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/artista-e-processado-por-video-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5821857361760026456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5821857361760026456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/artista-e-processado-por-video-que.html' title='Artista é processado por vídeo que critica aumento salarial de deputado'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-Hg5QiFk6-0E/TkqJHLMWQgI/AAAAAAAAC2k/M3UyATJYiPE/s72-c/video52d0faadc530%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-957074130919749390</id><published>2011-08-16T08:33:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>EUA bloqueiam celulares para impedir passeata contra a polícia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-RANKiaJnZJ0/Tdq3imo1VmI/AAAAAAAABd0/EQnQzxn05RM/s1600/imperialismo.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O sistema de transportes de São Francisco, nos EUA, foi atacado pelo Anonymous. O grupo atacou o&lt;em&gt;site&lt;/em&gt; do sistema de Trânsito Rápido de São Francisco (Bart, na sigla em inglês) no domingo, e o serviço permaneceu fora do ar até segunda-feira, 15, com a mensagem “este &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; está no momento sob renovação”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ataque foi uma resposta à medida da direção do Bart de bloquear o funcionamento de celulares para tentar impedir um protesto. Um grupo de manifestantes havia planejado uma ação na quinta-feira, 11, em protesto ao assassinato de um homem por um policial no metrô. A polícia e a direção do sistema de transportes optaram pelo bloqueio para tentar impedir a manfestação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A direção do Bart disse que a medida foi “uma de várias táticas para garantir a segurança de todos na plataforma”. Houve várias manifestações contra a medida, do Twitter à Eletrônic Frontier Foundation, que classificou a decisão como uma afronta à liberdade de expressão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois, no sábado, o Anonymous anunciou a #OpBART para derrubar o &lt;em&gt;site &lt;/em&gt;da empresa. A primeira ação foi divulgar informações de contato para que os usuários pudessem enviar &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; de protesto; depois, além de desfigurar a página, o grupo também divulgou informações pessoais de pelo menos 2,4 mil usuários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Na Bay Area, temos visto pessoas sendo amordaçadas. E uma vez mais, o Anonymous tentará mostrar àqueles envolvidos com a censura como é ser silenciado. A #OperationBART é uma operação voltada para o equilíbrio. Você não censura as pessoas por causa da vontade delas de falar contra as ocorrências nocivas em volta delas. O Bay Area Rapid Transit tomou a decisão consciente de ordenar às várias companhias de telefonia que encerrassem seus serviços do centro, inibindo aqueles nessas áreas de usarem seus celulares – mesmo em caso de emergência”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Nós sinceramente esperamos que essa série de ações sirva como alerta à Bart e todas as organizações públicas dos EUA a não se envolverem nesse tipo de comportamento perigoso e violador dos direitos humanos”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://blogs.estadao.com.br/link/anonymous-ataca-site-do-transporte-de-sao-francisco/" target="_blank"&gt;Link&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-957074130919749390?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/957074130919749390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/eua-bloqueiam-celulares-para-impedir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/957074130919749390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/957074130919749390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/eua-bloqueiam-celulares-para-impedir.html' title='EUA bloqueiam celulares para impedir passeata contra a polícia'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RANKiaJnZJ0/Tdq3imo1VmI/AAAAAAAABd0/EQnQzxn05RM/s72-c/imperialismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7610550180744987833</id><published>2011-08-10T13:41:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:21:43.878-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>Reflexão sobre a música mais popular do Pará</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por: &lt;font color="#ff0000" size="3" face="Perpetua"&gt;&lt;em&gt;Cybernic&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.thewire.co.uk/images/issues/issue320/main/Tecnobrega.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O universo da música popular é vasto. Em todos os lugares da grande globo, há dignas e interessantes manifestações culturais envolta na música e nas artes de um modo generalizado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;especificamente, no Pará, nos ultimos anos, cresceu de forma mais clara (chegando a outras regiões do país e da mídia) o chamado &amp;quot;Tecnobrega&amp;quot;. movimento que visa trazer à luz da modernidade, uma música que já estava sendo feita mas que pouco havia de diálogo com o grande público fora do âmbito do estado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como movimento, o techno brega, carrega um interessante jogo de marketing em se tratando de distribuição de seu material pelas rádios e as chamadas &amp;quot;aparelhagens&amp;quot; (grandes estruturas que comporta palcos, maquinários de iluminação, djs) tudo de forma itinerária, circulando por várias regiões e municípios, além de Belém, capital. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se apoiando na indústria informal, no jabás das rádios locais e sobretudo nas aparelhagens, os músicos conseguem divulgar seus trabalhos, por vezes, feito de apenas uma música, que navega por todas as formas de acesso pelo estado, causando a sensação de um grande sucesso de público. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;o&lt;em&gt; faça você mesmo&lt;/em&gt;, encontra uma repaginação, enquanto a falta de apoio de grandes gravadoras e até o déficit financeiro que alguns dos música passa, até ter sua canção na mente do povo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como música o Tecnobrega não traz nada de novo e de inovador para a música feita nos tempos atuais. Suas incessante reciclagem de sons de outros artistas, muitas das vezes os mesmos que freqüentam as novelas globais e outras mídias mais populares, é um atestado controverso. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Apesar de levar o nome &amp;quot;techno&amp;quot; como difusor de uma música eletrônica mais de caráter moderno e popular também encontra pouco sentido quando o teste do ouvido é ativado para uma leitura mais cuidadosa das músicas. O Techno ( um dos ou o movimento de música mais inovador da música contemporânea) pouco é representado. Na verdade, o chamado techno brega poderia facilmente enquadrado em &amp;quot;eletro brega&amp;quot; com o abuso de vocais manipuladores, passagens com samples e cliques diversos em suas canções computadozidas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, o Tecnobrega, em se tratando de letra, não foge a regra do que é feito na música pop brasileira nos ultimos 20 anos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em comparação com outros estilos (axé, pagode, rock, sertanejo)&amp;#160; que freqüentam a grande mídia corporativa e os mais acessíveis meios, o movimento também encontra não um postura de inferior e sim de no mínimo igualitária e condizente com o modelo de música que preenche radiofonicamente as praças mais populares da música brasileira e nesse sentido, a música brasileira apresentada dentro e fora do país pelos mais respeitados meios de comunicação, é lamentável.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É notório também o apelo popular do movimento no estado do Pará e até de uma classe de músicos (da chamado MPP) que aderiu e incorporou alguns artistas do estilo em palcos e festivais antes um pouco mais inacessíveis. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o faça-você-mesmo para ser o espirito de vanguarda dos músicos do chamado techno brega o mesmo não aconteceu com sua música. De cunho até conservadora e de pouca ousadia em sua estrutura, com letras condescendes com as temáticas vigentes e vendáveis e de apelo simplório em muitos casos, o Tecnobrega, preenche bem&amp;#160; a lacuna deixada por músicos/artistas que poderiam até buscar novos mecanismo e revoluções para sua música, mas que ficaram pelo caminho, apenas posando de “artistas”, como uma paisagem de si mesmo, com seus violões inteligentes e com a inercia criativa e a pouca vontade de inovar no peito. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Também se deve ao descaso absoluto dos medias comercias, em acreditar na variedade de artistas que existe em Belém e no estado, nos meios alternativos, no subsolos undergrounds que existe em cada cidade, bairros etc... do estado. De acreditar na pluralidade de estilos e em novas linguagens. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vivemos na verdade um período (universalmente) onde, a arte, acima de tudo, precisa saber dialogar com as pessoas como produtor e não como arte. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7610550180744987833?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7610550180744987833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/reflexao-sobre-musica-mais-popular-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7610550180744987833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7610550180744987833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/reflexao-sobre-musica-mais-popular-do.html' title='Reflexão sobre a música mais popular do Pará'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-8251309486615667615</id><published>2011-08-10T12:55:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:17:23.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rizoma'/><title type='text'>ARQUIVO RIZOMA - CANETA DIGITAL</title><content type='html'>&lt;p&gt;CANETA DIGITAL   &lt;br /&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-UEHHeE0v0G4/TZvfJPKdNRI/AAAAAAAAAEo/qH8hbXaLVl8/s1600/tumblr_lfmy2rW2d01qecj3uo1_500.jpg" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Patrícia Moran&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)    &lt;br /&gt;O slogan punk do início dos anos 80 do it youself, chegou ao vídeo. A miniaturização de equipamentos de produção como câmeras digitais e ilhas de edição em computadores domésticos está criando o vídeo de garagem. A qualidade do equipamento permite tanto o transfer para cinema 35mm, quanto um trabalho jornalístico. Já na realização artística o maior acesso a um equipamento praticamente portátil e com recursos sofisticados cria uma outra cultura de produção; câmera e ilha de edição funcionam como caneta e caderno de notas. Há um tempo maior para imersão nos trabalhos. Por outro lado, mais de um trabalho costuma ser produzido ao mesmo tempo. Algumas vezes os trabalhos surgem do registro gratuito de situações, roteiros são apresentados em vídeo. Em suma, a caneta digital é a versão garagem do audiovisual com as portas abertas a diversas experiências. ........................................................................................................... &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Agosto, de Avi Mograbi   &lt;br /&gt;Vinheta de apresentação    &lt;br /&gt;Na introdução de seu livro The language of new media, Lev Manovich coloca o desafio de se pensarem as novidades das novas mídias no momento em que as estamos experimentando. Para o autor estudos desta natureza podem ter mais equívocos, o que seria um resultado do olhar projetivo e da falta de maturidade no uso do meio. Mas este tipo de esforço tem além do papel que cabe a qualquer ensaio teórico – o de elaborar uma perspectiva de análise sobre um assunto específico - fornecer a futuros estudiosos nosso ponto de vista ainda verde em algumas questões, sobre as novas mídias. Estaremos assim mostrando o olhar da descoberta e por conseqüência o que estas inovações significaram por ocasião de seu lançamento para as pessoas que viveram sua instauração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Nos propomos a abraçar esta “causa” e tentar mapear e analisar algumas mudanças na maneira de produção audiovisual tendo em vista a generalização do uso do equipamento digital, seja na captação ou finalização. Nossa ênfase é a tecnologia digital e como novos hábitos, comunidades e culturas resultantes desta produção fazem emergir um novo processo criativo, uma nova criatividade.    &lt;br /&gt;Gostaríamos de lembrar que um novo artefato tecnológico não se traduz necessariamente em uma proposta de linguagem inovadora. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mas diversos trabalhos exibidos tanto no circuito comercial quanto no alternativo têm mostrado experiências instigantes que souberam utilizar recursos oferecidos pelo equipamento digital de uma maneira ainda não vista. Realizadores consagrados como Godard em seu último filme O elogio do amor trata a cor conferindo novo sentido às imagens. O documentarista israelense Avi Mograbi, um dos vencedores do Festival de Berlim de 2002 e de diversos festivais, entre eles o “It´s all true” 2002, no Rio de Janeiro e&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;São Paulo com seu filme Agosto também tem uma perspectiva particular e inventiva. Destacamos o trabalho de Mograbi menos pelo uso da cor e mais pela maneira como a câmera, uma mini-DV, imprime à movimentação e à imagem captada uma tensão e descomprometimento típicos do que denominamos caneta digital. O realizador vai para as ruas e se propõe explicitamente a aventura de ser sujeito e objeto do trabalho. Ele tem um propósito, ele busca uma questão, e sai para a rua em busca dela. Este é um dos aspectos da miniaturização do equipamento que iremos tratar adiante. Nos dois casos temos peças audiovisuais marcadas por uma opção técnico-estética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O cinema digital atinge tanto a ponta comercial da arte do audiovisual, quanto possibilita a invenção de novas formas de trabalho à qual denominamos de vídeo de garagem, numa alusão direta ao rock de garagem e à liberdade de expressão proporcionada nesta situação de trabalho. Buscaremos um paralelo entre a cena punk do início dos anos 80 e a situação do audiovisual nos dias de hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Também utilizaremos a título de exemplo experiências como as de Avi Mograbi acima citado, e de Éder Santos, artista brasileiro que tem uma carreira internacional construída com sua criação audiovisual em vídeo, instalações e performances.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Recentemente, na apresentação de seu último projeto de roteiro Blue Desert, vencedor do concurso promovido pela Fundação Vitae, Éder entregou parte dos aspectos formais exigidos pelo edital em vídeo. Ou seja, antes de desenvolver o roteiro - o concurso era para a realização do roteiro - ele apresentou imagens e sons. O que aparentemente é um paradoxo, entregar um vídeo para pleitear recursos para redigir um roteiro, pode estar se configurando em outra escrita.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em suma, nos propomos a mapear uma nova cultura de produção proporcionada pelo barateamento e melhoria de qualidade do equipamento digital. Consideramos que esta mudança traz um novo olhar, um novo tipo de imersão no trabalho o que resulta na escrita da caneta digital.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A cena digital&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A consolidação da pesquisa e produção audiovisual vem acompanhada da união de empresas como a Lucas Filmes, de instituições governamentais como a NASA, de universidades e de artistas para a investigação e descoberta de soluções tanto no âmbito de simuladores com uma utilização prática imediata, quanto de trabalhos artísticos e comerciais(1). Essa união de saberes para a criação de hardware, software ou peças de arte testemunha a importância da união e troca de conhecimentos possibilitados e demandados pela cena digital. A associação dos grupos acima citados não se restringe à invenção de novos instrumentos de trabalho, passa por soluções que se fazem presentes no trabalho, na imagem no som, enfim na linguagem. Essa união é ainda importante em termos da filosofia da ciência pois saberes que estavam separados são chamados novamente a operar em conjunto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Os realizadores que não tem acesso à tecnologia mais cara de uma linha, que fazem seus vídeos de garagem, também participam dos debates de criação e ajuste de programas. Hoje já é praxe nas corporações produtoras de software a consulta regular a diversos realizadores e/ou técnicos espalhados pela rede. Sejamos mais claros. Um programa antes de ser lançado no mercado, têm versões beta disponíveis na rede para o uso dos curiosos. Alguns destes, normalmente jovens inventivos, se deliciam em apontar falhas nos programas, inclusive criam uma disputa entre si para ver quem conseguirá entender melhor o programa e descobrir usos não previstos dos mesmos. De acordo com as sugestões oferecidas pelo testador curioso, as companhias elegem alguns para receber diversos produtos da empresa e testá-los.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt; Listas de discussões na rede sobre programas aprovados, mas com suas primeiras versões ainda com problemas, também utilizam as questões levantadas pelos usuários para repensar e refazer a nova versão do programa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Estas situações são um esboço de uma nova cultura de troca e produção da cena digital. De um lado há o esmaecimento da linha divisória entre profissionais e amadores. Os testadores nem sempre são desenvolvedores de programas, mas estão sugerindo mudanças para estes. Outro dado interessante é que muitas vezes quem mais contribui são jovens com tempo disponível, jovens que tem uma relação apaixonada com as máquinas e em suas “garagens” operam como profissionais. A fronteira arte e não arte também é atingida. Designers gráficos e realizadores de filmes voltados para a rede por exemplo, não necessitam do carimbo de arte para produzir, e assim caminham e criam experimentações originais entendidas pelos estudiosos de arte como tal. (2)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O acesso a programas também não se pauta em divisões profissional e amador. Alguns softwares como o Photoshop (3) são utilizados tanto por amadores, quanto profissionais. Do garoto que tem uma cópia pirata, ou um genérico segundo os vendedores, ao profissional de Hollywood, todos usam o Photoshop. Mas não é apenas no acesso a um software que percebemos a proximidade do trabalho amador e profissional, diversos procedimentos de manipulação de programas são próximos. O uso de programas é assim a porta de acesso a uma lógica de trabalho que será desenvolvida em escala de mercado ou doméstica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A possibilidade do entusiasta do audiovisual ou do artista ter acesso a programas complexos em sua própria casa acontece graças à diminuição do tamanho e dos custos do equipamento. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um computador G4 da Macintosh, um software de edição de imagens, outro para o som, uma câmera digital funcionando como vídeo, duas caixas de som, um amplificador e um monitor são mais baratos que dois vídeos Betacam, e com vídeos Betacam nada se faz, enquanto com esta configuração de equipamento é possível se realizar a captação, finalização e até distribuição pela rede do trabalho. O avanço da indústria no barateamento das máquinas tem proporcionado a um número cada vez maior de pessoas o acesso à criação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;O aumento da quantidade de trabalhos produzidos extrapola um dado estritamente estatístico. Um maior número de trabalhos representa potencialmente mais pessoas realizando e de maneira diferente. A qualidade, o novo, não tem uma relação causal com a quantidade, mas potencializa alternativas de expressão diferenciadas, principalmente quando consideramos que os custos de alguns trabalhos são pequenos pelo fato dos meios de criação estarem ao alcance do realizador.    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A ampliação dos “circuitos” de exibição como já citamos é uma novidade da cena digital. Um filme produzido digitalmente pode ser exibido na internet e também transferido (4) para o cinema alcançando assim os circuitos tradicionais. A internet é o campo por excelência de expressão de trabalhos experimentais, a ausência praticamente completa de compromissos institucionais ou comerciais faz dos filmes produzidos para a internet um campo ideal para a experimentação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em se tratando da exibição no cinema, além dos aspectos comerciais implicados na possibilidade de se alcançar o circuito mais organizado em termos de mercado temos a abertura de flancos para experiências&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;pessoais chegarem aos rincões mais conservadores da produção audiovisual, promovendo discussões de linguagem em um âmbito oficial. Novamente o digital proporciona a duas pontas opostas em termos de condições e estrutura o acesso à produção de bens simbólicos. Do mainstream da sala de cinema a filminhos colocados na rede há uma lógica digital.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A captação em vídeo, para a posterior utilização da imagem no cinema não é uma novidade. Pelo contrário, muitas experiências pioneiras foram realizadas antes de entrarmos no uso generalizado do vídeo para a pós-produção em cinema como vemos hoje. Em 1988 Arlindo Machado (5) já discutiu em seu livro A arte do vídeo a aproximação entre o cinema e o vídeo. Na época o sinal era analógico e o equipamento eletrônico, hoje é digital. Mas as diferenças entre aquele momento e hoje não se restringem a um aspecto técnico. Estas têm implicações na quantidade de trabalhos realizados, na ampliação do alcance potencial destes filmes e na maneira de criação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Em suma, a cena digital não obedece a modelos excludentes de invenção. Temos distintos projetos de realização, de linguagem e de formato. Na sala de cinema o digital aparece na transferência de fita para filme e em efeitos especiais. De outro lado há uma gama praticamente imensurável de trabalhos sem muitos vínculos institucionais, sem compromisso com procedimentos de linguagem usuais. Estes são livres, muitas vezes criativos, são as expressões de subjetividade produzidas para a internet ou para ser exibida em mostras locais, bares e festivais de cinema. As listas distribuídas pela internet de festivais e eventos internacionais não param de chegar solicitando trabalhos que muitas vezes são a manifestação de grupos e tem a intenção de expressar anseios dos criadores do trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Algumas defesas da cena digital têm o tom das utopias modernistas. Nas comunidades virtuais de discussão vemos um entusiasmo militante. Este tem seu correspondente em estudiosos que em vez de fechar os olhos aos novos trabalhos se debruçam neles buscando trazer sua novidade como pensamento e proposta de linguagem sobre/do nosso tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Novamente cito Lev Manovich (6) quando na conclusão de seu texto sobre a Geração Flash (7), chama nossa atenção para as possibilidades de montagem materializadas na internet. Por que as pessoas se dedicam a fazer filminhos, com programas disponibilizados na rede? É porque “nós ainda precisamos de arte. Nós ainda queremos dizer alguma coisa sobre o mundo e sobre nossas vidas nele, nós ainda precisamos de nosso próprio espelho no meio de uma estrada empoeirada, segundo expressão de Stendhal para chamar a arte do século XIX.” (8) Conclui esta parte do seu texto com um convite para a aventura de criação possibilitada por programas utilizados na internet: “Welcome to visual remixing Flash style.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Alex Sernambi (9) diretor de fotografia de Houve uma vez dois verões, primeiro longa do diretor gaúcho Jorge Furtado, também destaca as alternativas potenciais de invenção de um trabalho em DV. “Como fotógrafo me entusiasmo com as possibilidades do processo de transferência digital e não só quando a captação é feita em DV, pois entendo que isso é uma prerrogativa do produtor, mas porque ele aumenta de diferencial fotográfico.” Em suma a cena digital impõe novos procedimentos, pede outras habilidades e maneira de pensar. Até situações de trabalho corriqueiras podem responder diferente no trabalho. Há uma instabilidade inicial interessante para o realizador que decidir abraçar a alternativa de transformar sua maneira de criar, de deixar seus hábitos, para também fazer da técnica uma fonte de inspiração, uma aliada na exploração recursos de linguagem ainda não experimentados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O vídeo de garagem&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Temos usado a expressão vídeo de garagem para nomear uma condição de trabalho criada com a miniaturização do equipamento de captação e finalização. O barateamento de equipamentos para produção audiovisual esta socializando os meios de produção. Em países como o Brasil onde as desigualdades e carências atingem grande parte da população, onde grande parte da população é excluída do consumo é difícil falar em socialização em um sentido amplo (10), mas há um acesso maior a equipamentos. Escolas de comunicação e de artes tem mais facilidades para adquirir as máquinas e pessoas tem comprado o equipamento individualmente ou em grupos. Novas formas de organização aparecem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Uma produção de garagem retoma um estado de espírito da contracultura. O compromisso do realizador é com suas questões. O vídeo de garagem é uma proposta de organização e de trabalho. Uma pessoa pode ter um equipamento destes e fazer um uso convencional do mesmo. O realizador de garagem não faz, para ele ter acesso a um meio de produção é uma maneira de falar, de se expressar, de construir representações sobre seu tempo.    &lt;br /&gt;Um dos pontos que os aproxima da cena punk está no slogan do movimento punk, a palavra de ordem era “do it yourself”. Este slogan trazia embutida a idéia de que não havia porque se esperar gravadoras para produzir os discos, eles deveriam ser realizados independente de um domínio técnico virtuose do meio, independente de gravadoras e mesmo de empresários. Existia a proposta de uma relação social de produção. Hoje os garotos que auxiliam na definição da dinâmica de programas e fazem vídeo instalações, filmes para internet ou para o cinema estão imbuídos deste estado de ânimo, eles fazem seus filmes independentes sem compromissos institucionais. Isso implica uma maior liberdade de criação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;A maneira como as pessoas se organizam nas garagens têm um espírito comunitário. Os trabalhos são discutidos e criticados em grupos, as idéias circulam. Curiosamente foi este princípio que uniu a dupla Steve Jobs e Steve Wozniac inventores da Apple, atual fabricante do G4. Em meados da década de 70, ainda sob a égide do movimento hippie eles se reuniam em garagens no Silicon Valley para desenvolver traquitanas tecnológicas. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O campus de Berkeley não ficava muito longe; a paixão pela bricolagem eletrônica se misturava então a idéia sobre o desvio da alta tecnologia em proveito da ‘contracultura’ e a slogans tais como Computers for the people (computadores ‘para o povo’ ou ‘a serviço do povo’ ou ‘ao serviço das pessoas’)”(Levy. pg 43). Os computadores que tem possibilitado o vídeo de garagem são tataranetos dos ideais de liberdade, da aventura (11) do fazer aonde o compromisso é com a necessidade pessoal de expressão, seja representativa de minorias ou trabalhos mais poéticos e pessoais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Esta alternativa de criação gera trabalhos marcados pela condição de produção do digital de garagem. O vídeo Só de Conrado Almado é um exemplo. Com duração de quatro minutos, ele foi exibido no VídeoBrasil de 2001. Segundo sinopse do catálogo do Festival, Só “narra a insólita trajetória de um jovem ao interior de seu ego. Lá, ele se vê só, tendo como única companhia sua própria pessoa”. Só utiliza um único ator e pelo corte quase obsessivo de alguns frames desumaniza a pessoa. A personagem é transformada em uma animação, sua questão existencial não é apresentada por textos ou reflexões, é na maneira de se relacionar com o espaço, em como ela se situa no espaço, que vemos seus estados emocionais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O desconforto da perda parâmetros existenciais têm seu correlato na imagem, na maneira como o filme é cortado. O desespero da personagem está no ritmo frenético da imagem e do som, é linguagem. Conversei com Conrado sobre este trabalho e ele narrou uma situação exemplar de uma certa incompatibilidade da experiência de garagem e do mercado. Para o mercado tempo é dinheiro, para o mercado publicitário a solicitação de vídeos é para ontem. Para a garagem tempo é invenção, é erro, é acerto, é descoberta, é uma série de versões para o mesmo trabalho. Conrado costuma ser procurado por agências de publicidade que solicitam um VT comercial com as características de montagem como as de seu filme de garagem Só. Perguntei-lhe como reagia, sorriu e disse, impossível. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O vídeo de garagem pede o tempo da utopia, pede um tempo desperdício; tempo do erro para o encontro de um caminho para o trabalho. Os realizadores de garagem investem em cada frame. Lembrando que cada segundo tem 29,97 frames o trabalho no frame a frame em máquinas semi-domésticas exige uma imersão e tempo fora de praticas comerciais. Arrisco-me a pensar que um trabalho como Só existe graças a esta condição de trabalho.   &lt;br /&gt;Um diferencial em termos de linguagem de filmes produzidos em computadores é essa manipulação do detalhe, de cada frame. No cinema do filme fotográfico é o laboratório quem vai fazer, na era do eletrônico, de ilhas de edição analógica, a fita que é a parte material do trabalho não suportava muitos cortes. A constante pressão do cabeçote do vídeo na fita acabava por danificar a mesma, ela ficava amassada ou se rompia. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hoje, nos computadores, imagem e o som são arquivos que podem ser cortados e colados ad infinitum sempre juízo da existência física do mesmo, alias no computador eles nem existem fisicamente.   &lt;br /&gt;Filmes experimentais em película e vídeo eletrônico também buscavam alcançar a materialidade do frame. No cinema (12) temos exemplos de cineastas como Fernand Léger, Man Ray e cineastas brasileiros do udigrudi dos anos 70 que desenhavam, arranhavam ou colocavam objetos no negativo para alcançar formas abstratas no positivo. No vídeo um procedimento usualmente utilizado era fazer uma série de cópias xerox e gravá-los quadro a quadro, na cena digital esta manipulação do frame se concentra na finalização. Um dos grandes trunfos do cinema digital é ter conseguido elevar a quantidade de cortes e ordenação significante dos mesmos a tal ponto que chega, com é o caso de Só ao transformar imagens realistas em abstrações dada a quantidade de cortes e tratamento de cor a que a imagem é submetida. Nestes casos o programa mais utilizado é o After Effects, como o Photoshop, também da Adobe.    &lt;br /&gt;Outros trabalhos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outras experiências Neste ensaio usamos exemplos de filmes muito diferentes, pois como temos dito uma das características da cena digital é promover uma aproximação de procedimentos de trabalho em proposta de linguagem bem distintas. Há no entanto diferenças em termos de velocidade e precisão das tarefas solicitadas à máquina, mas o tempo de dedicação ao filme cria novos caminhos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Outro aspecto desta nova cena é o crescimento do papel da montagem na construção da linguagem do filme. Se em animação em ambientes virtuais pode-se prescindir da captação, quando temos imagens captadas estas podem ser manipuladas em praticamente todos os seus parâmetros de cor, luz, forma, etc. O laboratório perde sua função nos efeitos especiais. Se tomarmos como exemplo o cinema eletrônico, os efeitos de computação eram criados e desenvolvidos em computadores para posterior incorporação ao trabalho. Hoje tudo está no computador O filme de Godard O elogio do amor já citado acima modificou principalmente os parâmetros de cor. O que mais chama a atenção neste trabalho em relação ao uso do digital é a desnaturalização da paisagem proporcionada pela cor. Godard usa filme preto e branco e quando trabalha com fita digital mantém as imagens coloridas. A cor da paisagem de Godard só existe no filme não é um verde como o da natureza. A natureza de Godard é de um amarelo árido misturado com um certo roxo leve, puxado ligeiramente para o magenta. Jogar com o naturalismo e a encenação faz parte do filme. Ele aborda temas como o cinema, a guerra e a encenação de uma maneira geral. Em um jogo de naturalizar a encenação, Godard nos fazer crer que um teste de atores é uma situação que está acontecendo no filme. Por outro lado, o campo é desnaturalizado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em suma, a representação como um todo é colocada em questão. É sempre bom lembrar que o tratamento significante da cor foi usado em O mistério de Oberwald e em diversos filmes de Peter Greenaway o que muda hoje é que alternativas deste tipo estão disponíveis em escala comercial, são uma opção barata e o espectro de mudanças possíveis é bem maior. A gama de recursos disponíveis é mais ampla.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Na captação a cultura do digital, da pequena câmera cria o que estamos chamando de caneta digital. A câmera é usada como bloco de notas ela é um rascunho que pode virar matriz, que pode estar no produto final. É na hora de gravar o trabalho que ele é pensado. Isso não significa falta de reflexão anterior, mas o embate com o tema fornece ao realizador dados para a mudança do mesmo na hora da filmagem, principalmente em se tratando de trabalhos mais subjetivos ou de documentários.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Mudanças de andamento na captação sempre acontecem, costuma-se dizer que no audiovisual existem três trabalhos, o da idéia e roteiro, o da captação e o da montagem, ou seja em cada etapa de trabalho um novo filme vai se fazendo. Mas agora, a disponibilidade de tempo para filmar, a fita é mais barata e longa, e a praticidade proporcionada pelo tamanho da câmera, permite ao realizador uma agilidade maior e o confronto com o tema muitas vezes transforma-se em enredo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;É na hora de se fazer o trabalho que a estratégia de sua realização é elaborada. O filme August, dirigido por Avi Mograbi é um exemplo. Este trabalho é um documentário com trechos ficcionais. É a história de um diretor de cinema que considera o mês de agosto uma metáfora dá má sorte de Israel, ele decide fazer um documentário e se confrontar com o azar e a violência. Sua mulher, papel representado pelo próprio diretor, pensa diferente e conversa com ele algumas vezes. Um produtor, também Mograbi, cobra do diretor o elenco de seu próximo filme de ficção. As situações ficcionais são todas realizadas na sala da casa do diretor, testes com atores acontecem no mesmo lugar. A câmera é fixa em um tripé. A cena ficcional é utilizada como momento de reflexão sobre as imagens captadas, sobre as situações de violência a que estão submetidos o diretor e o povo de Israel, que é filmado em momentos de embate tornados corriqueiros nas ruas de Israel. Quando vai para rua, ele é questionado o tempo todo sobre o porque de estar fazendo imagens, para qual emissora de TV está fazendo o trabalho. Sua câmera é nervosa, é militante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Nas reflexões de Mograbi colocadas no documentário são analisadas as dificuldades do documentarista. Ele sai às ruas com a câmera em busca de cenas de confronto, nada encontra. Em outro momento ele sem câmera nas ruas, perde uma situação importante aos objetivos de seu trabalho. “When I started filming, I thought I would shoot events, small and big, whose potential violence would materialize. But once you go to the street with an intention to film it the way you conceive it in your mind´s eyes, you find that it has a mind of its own” (13).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É a pulsão dos acontecimentos, a mente dos acontecimentos, para usar a expressão de Mograbi, que é revelada na escrita digital. Em certos aspectos aproxima-se da câmera jornalista, a imagem é mais instável, mais suja. Mas tanto nos aspectos formais do trabalho como um todo, quanto na insistência de manter planos longos, sem corte, incômodos, ele instaura outra situação, ele constrói outra linguagem. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O confronto com policiais ou passantes não é encenado, este é o ponto documentário do filme, em um momento sua câmera é atingida. Manter a cena no todo de sua duração parece dilatar o tempo do acontecimento. As situações ficam em suspenso. O desfecho da cena ganha em tensão pois a informalidade da câmera nos faz sentir que tudo pode acontecer a qualquer momento. A câmera de Mograbi é o típico caderno de notas. Ele anda pelas ruas fazendo anotações em fita digital para posterior ordenação do material. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seu filme tem o frescor e a desordem de um caderno de notas. Frame do projeto Blue Desert de Éder Santos   &lt;br /&gt;Outro tipo de escrita digital é a de Éder Santos. Há cerca de dois anos atrás Éder ministrou uma oficina de vídeo no Festival de Inverno de Ouro Preto. Para produzir uma instalação com o grupo de alunos foram feitas imagens. Éder participava de todo o processo, tanto na concepção quanto na captação do material. Para fazer a vídeo instalação foram projetadas dentro em uma caverna pessoas se movimentando. As condições de luz da caverna eram poucas, a imagem ficou nebulosa, difícil de se identificar o que havia. Talvez a textura da caverna ajudava a se criar uma ambiência que lembrava a caverna primitiva. Éder gostou das imagens e as manteve ali à mão, o que significa dentro do seu G 4 portátil ou numa fita bem identificada. Daí, revendo a imagem, começou a ter outras idéias. A imagem suscitava uma situação possível de ser continuada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Corta para Austrália.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Olhando o deserto na Austrália Éder têm a idéia de fazer um longa-metragem de ficção. Em sua história o personagem principal tem o sonho de conhecer o deserto. Como ele tem medo de ir ao deserto faz um robô que irá em seu lugar. O personagem passa a ver o mundo pelos olhos do robô e não consegue mais distinguir o que é uma experiência sua ou do robô. Uma das experiências do robô acontecerá em uma caverna, onde ele se encontrará com homens pré-históricos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;As imagens produzidas durante o Festival são chamadas a entrar na estória. Mas a estória ainda não existia, ainda não existe, é apenas uma sinopse, é apenas um indicativo de um futuro trabalho. Éder decide mandar sua idéia para o concurso de bolsas da Fundação Vitae, este concurso apóia o desenvolvimento de roteiros. Como as imagens da caverna já estão em seu computador, como as imagens já estão sendo trabalhadas, como elas serão incorporadas ao filme através da&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;transferência Éder decide entregar um projeto com as imagens montadas, ele entrega um vídeo em processo.   &lt;br /&gt;Considero este caso exemplar desta idéia de caneta digital. Você registra alguma situação ou evento sem muita expectativa sobre o mesmo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;E este, e alguma imagem que você faz, puxa uma associação e já é um outro projeto, uma outra idéia. O interessante neste caso é que a idéia vem de uma imagem em movimento, e já é parte do trabalho, principalmente em se tratando de criador como Éder que em toda sua trajetória nunca se apegou a padrões de qualidade de imagem pré-estabelecidos. Suas imagens têm uma plasticidade que dispensa a figurativização realista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;É do encontro com a imagem que surge o trabalho. A gênese dele é lúdica, é imagética, é resultado de uma aventurar do querer fazer, é resultado da facilidade de se ter uma câmera na mão. Originalmente há uma idéia na cabeça também. Mas a imagem se presta a outras idéias. Assim uma câmera na mão está não só a serviço de uma idéia na cabeça, mas posteriormente poderá suscitar outras idéias.    &lt;br /&gt;Os casos de Conrado Almada, Avi Mograbi e Éder Santos são exemplos diferentes de propostas de trabalho marcados pelas novas possibilidades de produção audiovisual da garagem, da caneta digital que imprime sua assinatura no trabalho juntamente com o diretor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;Referências Bibliográficas    &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Engeli, Maia. 2000. Digital Stories. The Poetics of Communication. Basel/Boston/ Berlin. Birkhäuser.   &lt;br /&gt;Lévy, Pierre. 1995.As tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. 2 a ed. Tradução: Carlo Irineu da Costa. Rio de Janeiro. Editora 34.    &lt;br /&gt;Machado, Arlindo. 1990. A Arte do Vídeo. 2a ed. São Paulo: Brasiliense.    &lt;br /&gt;_________________ . 1993. Máquina e Imaginário: O desafio das poéticas tecnológicas. SP: Edusp.    &lt;br /&gt;Manovich, Lev. 2001. The Language of New Media. Cambridge, Massachusetts: MIT press.    &lt;br /&gt;Pires, Paulo Roberto. Idéia na cabeça, mouse na mão. Revista do Centro Cultural Banco do Brasil. Ano 7. número 76. abril 2002.    &lt;br /&gt;Rees, A.L. 1999. A history of experimental film and video. From the canonical Avant-Garde to Contemporary British Practice. London: British Film Institute.    &lt;br /&gt;Weibel, Peter. 1984. “On the History and Aesthetics of the Digital Image”. In: Druckrey, Timothy. 1999. Ars Electronica. Facing the Future. A Survey of Two Decades. Massachusetts and London: MIT press.    &lt;br /&gt;Revista de Cinema – Ano II, no 23. Março de 2002. Alex Sernambi.    &lt;br /&gt;Revista Sinopse, no 8, Ano 4, abril de 2002.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;   &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.rhizome.org"&gt;www.rhizome.org&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;font size="5"&gt;ARQUIVO RIZOMA&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-8251309486615667615?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/8251309486615667615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/arquivo-rizoma-caneta-digital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8251309486615667615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/8251309486615667615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/arquivo-rizoma-caneta-digital.html' title='ARQUIVO RIZOMA - CANETA DIGITAL'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UEHHeE0v0G4/TZvfJPKdNRI/AAAAAAAAAEo/qH8hbXaLVl8/s72-c/tumblr_lfmy2rW2d01qecj3uo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-1338173137621055558</id><published>2011-08-05T12:45:00.001-03:00</published><updated>2011-08-08T11:06:56.690-03:00</updated><title type='text'>ZINE – ARTE É FATO (QUARTA EDIÇÃO EM PDF)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-JK69nOAN78s/TjwP89LghmI/AAAAAAAAC1I/LAsHDggTkiw/s1600-h/lourenco-mutarelli%25255B7%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="lourenco-mutarelli" border="0" alt="lourenco-mutarelli" src="http://lh6.ggpht.com/-PnqGSzcd9o0/TjwQHBMlm0I/AAAAAAAAC1M/HLGkhJTGBhc/lourenco-mutarelli_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800" width="380" height="380" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;IMAGEM/ LOURENÇO MUTARELLI&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;ARTE É FATO &amp;gt;Zine &amp;lt;mantido por Leila Leite e João Leno Lima&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;com textos de suas próprias autorias, arquivos rizomáticos, resenhas de música, poesias e entrevistas com artistas de Belém e regiões metropolitanas e outros delírios.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/document/nWoMIrYn/ARTE_E_FATO_QUARTA_EDIO_2.html?" target="_blank"&gt;Download&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-1338173137621055558?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/1338173137621055558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/zine-arte-e-fato-quarta-edicao-em-pdf.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1338173137621055558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/1338173137621055558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/zine-arte-e-fato-quarta-edicao-em-pdf.html' title='ZINE – ARTE É FATO (QUARTA EDIÇÃO EM PDF)'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-PnqGSzcd9o0/TjwQHBMlm0I/AAAAAAAAC1M/HLGkhJTGBhc/s72-c/lourenco-mutarelli_thumb%25255B3%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-6230437256244559094</id><published>2011-08-04T08:38:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:16:31.691-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wikileaks'/><title type='text'>WikiLeaks detalha projeto imperialista dos EUA no Haiti</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;img src="http://www.estadao.com.br/fotos/haiti_eua_200110_EFE_SHAWN_THEW_cortada.jpg" width="448" height="301" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[John Marion, Tradução de Diário Liberdade] 28 de julho de 2011. WikiLeaks lançou cabos das embaixadas dos EUA em Porto Príncipe, Haiti, Nassau e Bahamas, detalhando o interesse do governo dos EUA na formação e manutenção de uma força militar da ONU para a ocupação do Haiti após fevereiro de 2004 e a eliminação do presidente Jean-Bertrand Aristide. Cientes da história tanto do Haiti como uma colônia francesa e a longa história de ocupação militar do país pelos Estados Unidos, o governo dos EUA passou a usar a ONU como uma camuflagem.&lt;/p&gt;  &lt;hr width="50%" /&gt;  &lt;p&gt;Na imprensa burguesa, a MINUSTAH (sigla francesa para a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti) é passada como uma força de paz em um país incapaz de se autogovernar. No entanto, em primeiro de outubro de 2008, o texto intitulado “Por que precisamos da presença de MINUSTAH no Haiti”, o então embaixador do Haiti Janet Sanderson escreveu que “a Missão de Estabilização da ONU no Haiti é uma ferramenta indispensável para a realização dos interesses políticos no Haiti do núcleo do Governo dos EUA”. Estes interesses incluem suprimir “forças políticas insurgentes&amp;#160; populistas e a economia&amp;#160; antimercado” e um possível “êxodo de migrantes por via marítima”, mantendo o país aberto ao investimento estrangeiro e os lucros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Embora observando que a MINUSTAH tenha custado aos EUA e seus aliados $ 2 bilhões até 2008, Sanderson escreveu que a força da ONU era “um negócio de segurança financeira e regional para a USG.” Dadas as ocupações contínuas no Iraque e no Afeganistão, ela argumentou que “no contexto atual dos nossos compromissos militares em outros lugares, os EUA sozinhos não poderiam substituir esta missão.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Além de proteger os interesses comerciais, este “negócio de segurança” comprou para EUA uma fonte de informação sobre a evolução política. Um texto de fevereiro 2010 do embaixador Joseph Merton descreveu uma “série de 145 focos de grupos (10 pessoas cada)” organizados em todo o Haiti pela MINUSTAH para medir o ânimo popular após o devastador terremoto de janeiro 2010. Enquanto se prepara para os focos dos grupos, o diretor político da MINUSTAH alertou a embaixada que os opositores do presidente René Préval poderiam “aproveitar da insatisfação pública para organizar protestos, enfraquecer o GOH, e procurar... o acesso ao controle dos fundos.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;MINUSTAH não é nem a primeira nem a última força militar a impor os interesses dos EUA no Haiti, como evidenciado pelo envolvimento direto dos militares dos EUA após o terremoto de 2010, é, no entanto, uma parte dessa longa e sangrenta história.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por exemplo, um relatório publicado pelo advogado de imigração Thomas Griffin e o professor Irwin Stotzky da Universidade de Miami descreve algumas das atividades de “paz” durante um período de 10 dias em novembro de 2004. Os soldados da ONU, sempre em veículos blindados, acompanhavam a Polícia Nacional Haitiana (PNH) em incursões assassinas nas favelas mais pobres em Porto Príncipe.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Quando eles estão em uma operação”, segundo o relatório da MINUSTAH, “&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Armoured_personnel_carrier"&gt;APC&lt;/a&gt;s são montados com uma grande metralhadora, fixada e manejada por um soldado. Ele é cercado por outros soldados que estão dentro do APCs com suas cabeças e ombros expostos, cada um segurando um rifle de assalto na posição pronta. “Com esses veículos em alta velocidade nas ruas movimentadas e estreitas, as mortes de civis foram inevitáveis. Porque nenhum dos soldados da ONU falou crioulo, a violência foi agravada por sua incapacidade de se comunicar tanto com os moradores ou com a Polícia Nacional Haitiana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Griffin e Stotzky observaram uma invasão na favela de Bel Air: “a operação começou com um ou dois helicópteros pairando sobre o bairro-alvo, enquanto oficiais da PNH reuniram-se em caminhões (picapes e &lt;i&gt;SUVs&lt;/i&gt;) e a pé do lado de fora. A maioria dos oficiais vestidos de preto, com capacetes pretos e máscaras, todos carregavam grandes rifles semi-automáticos, ou rifles de assalto totalmente automático”. Não apenas os soldados da ONU participam na violência – atirando em um homem que estava simplesmente caminhando para o trabalho – mas eles também usaram seus APCs para vedar o bairro do acesso dos repórteres. O tiroteio durou horas, e em suas consequências os investigadores testemunharam uma rua repleta de corpos. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em uma petição em separado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Griffin e outros 13 descrevem os resultados de um ataque de Junho de 2005 pela MINUSTAH em Bel Air: sete mortos, incluindo um homem desarmado sentado em uma cadeira de rodas em seu pátio, que foi baleado por soldados brasileiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Relatórios epidemiológicos de confiança têm ligado também soldados da MINUSTAH à epidemia de cólera que já atingiu mais de 363 mil haitianos, matando pelo menos 5.500 no ano passado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Textos lançados pelo&amp;#160; WikiLeaks também expuseram outras operações militares dos EUA afetando o&amp;#160; Haiti. Três textos provenientes da Embaixada dos EUA em Nassau, Bahamas, descreve o planejamento das operações navais conjuntas para manter refugiados haitianos longe daquele país.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;WikiLeaks está trabalhando com o Haiti Liberte, uma publicação semanal simpática a Aristide e publicada por membros da diáspora haitiana, para liberar os textos. Em seus artigos, Haiti Liberte colocou muito foco sobre as ações dos indivíduos e das maquinações políticas do governo dos Estados Unidos. Em liberar os três textos do Bahamas, por exemplo, o site se concentrou na busca de um pretexto dos Estados Unidos para derrubar Aristide, enquanto o governo das Bahamas foi pedindo a ajuda dos EUA em protegê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em abril de 2003, escreve Haiti Liberte, os EUA estavam tentando usar uma cláusula da “Carta Democrática Interamericana” da OEA para “encontrar uma alavanca pseudo-judicial para eliminar Aristide”. Mais tarde, em fevereiro de 2004, enquanto o primeiro-ministro das Bahamas Perry Christie pleiteou com os EUA para impedir o iminente golpe, um texto arrogantemente se gabou de que ele iria “Conceder para os EUA como ‘cão superior’”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para a maior parte, Haiti Liberte perde o quadro mais amplo de esforços militares dos EUA na região. Em 23 de fevereiro de 2004, o texto da embaixada Nassau, por exemplo, descreve os pedidos de ajuda do governo das Bahamas para o governo dos EUA na construção de um porto de águas profundas das Bahamas para a Real Força de Defesa para usar como base, enquanto voltam barcos de haitianos refugiados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um exercício naval dos EUA com o owerlliano nome “Operação Compaixão”&amp;#160; estava sendo realizado para este propósito, e os EUA estavam dispostos a oferecer o reabastecimento na Baía de Guantánamo se Bahamas se comprometesse com pelo menos três navios para o exercício. Argumentando que o reabastecimento em Guantánamo seria mais barato do que ajudar a construir um porto na Ilha Great Inagua do arquipélago das Bahamas, a embaixada dos EUA se recusou a fornecer fundos para esse esforço. O governo das Bahamas tinha um plano reserva de pedir a Royal Caribbean Corporation para ajudar na construção do porto.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um dos textos de Nassau também indica que a MINUSTAH iria disfarçar um renovado desejo francês de enviar tropas: “Enquanto a França indicou a disposição de enviar ajuda militar para o Haiti, o espectro das tropas francesas no Haiti neste momento é uma questão muito sensível, particularmente como a França é a ex-colonizadora e o Haiti está ‘comemorando’ o aniversário de 200 anos independência. Um despacho conjunto sob a bandeira da ONU seria mais palatável”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Traduzido para Diário Liberdade por Pamela Penha&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;TEXTO ORIGINAL EM&amp;gt; &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=18152:wikileaks-detalha-projeto-militar-dos-eua-no-haiti&amp;amp;catid=241:direitos-nacionais-e-imperialismo&amp;amp;Itemid=156" target="_blank"&gt;diarioliberdade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-6230437256244559094?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/6230437256244559094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/wikileaks-detalha-projeto-imperialista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/6230437256244559094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/6230437256244559094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/wikileaks-detalha-projeto-imperialista.html' title='WikiLeaks detalha projeto imperialista dos EUA no Haiti'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5397842732482592716</id><published>2011-08-03T13:42:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.338-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>revelado os reias motivo do Império  na intervenção na Líbia</title><content type='html'>&lt;p&gt;[Robert Morgan] 27 de julho de 2011. Telegramas diplomáticos americanos divulgados pelo WikiLeaks expõem os reais motivos e as tensões diplomáticas por trás do bombardeio da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte – N.T) que ocorrem à Líbia. Longe de iniciar uma intervenção “humanitária” para proteger civis contra o governo de Muammar Kadafi, Washington apoiou a intervenção da OTAN por uma única razão: a instalação de um regime que melhor servisse aos interesses estratégicos dos Estados Unidos, bem como as operações das gigantes do petróleo e companhias de gás.&lt;/p&gt;  &lt;hr width="50%" /&gt;  &lt;p&gt;Os telegramas datam de 2007, aproximadamente três anos depois da administração Bush impor sanções e formalmente restabelecer relações com o regime de Kadafi, na busca por garantir acesso a recursos líbios altamente valorizados. Até a eclosão de levantes revolucionários em todo o Oriente Médio neste ano, Kadafi era recebido de braços abertos em Washington e internacionalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como os documentos mostram, em agosto de 2009, o senador Americano John McCain liderou uma delegação no Congresso, de caráter bipartidário, para encontrar Kadafi. McCain caracterizou o “andamento geral das relações bilaterais como excelente”. O senador Joe Lierberman disse “nós nunca poderíamos ter imaginado, há 10 anos, que estaríamos em Trípoli, sendo recebido pelo filho de Muammar Kadafi”, antes de ter a Líbia como “um importante aliado na guerra contra o terror”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é surpresa alguma que os telegramas se refiram ao “potencial de produção de hidrocarboneto” da Líbia e a “grande expectativa” entre as companhias internacionais de petróleo. De forma significativa, o regime de Kadafi estendeu a Washington a perspectiva de maior riqueza. De acordo com um telegrama de 2009, o então chefe interino da Corporação Nacional do Petróleo da Líbia, Ali Sugheir, disse à embaixada dos Estados Unidos que as principais “bacias sedimentares de recursos petrolíferos foram descobertas na Líbia”, com dados sísmicos indicando “muito mais do que tem sido descoberto em todo o país.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A disputa entre dezenas de companhias internacionais de gás e petróleo para lucrar com a instituição das sanções, no entanto, logo produziu dois grandes problemas para o governo americano. Primeiramente, nas palavras de um telegrama de 2007, “nacionalização dos recursos da Líbia” – políticas destinadas a aumentar “o controle e participação sobre a receita dos recursos de hidrocarboneto” por parte do governo líbio. O documento conclui que os Estados Unidos deveriam demonstrar “a clara desvantagem” de tal prática.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A política de Kadafi forçou as companhias de gás e petróleo a renegociar seus contratos de acordo com essa última versão do Acordo de Participação na Produção e Exploração Líbio (EPSA IV – do inglês Exploration and Production Sharing Agreement – N.T). Entre 2007 e 2008, muitas companhias como EXXonMobil, Petro-Canadá, Repsol (Espanha), Total (França), ENI (Itália) e Occidental (Estados Unidos) foram compelidas a assinar novos acordos – em condições significativamente menos favoráveis que as anteriores – e foram coletivamente obrigados a pagar US$ 5,4 bilhões em “bônus”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um telegrama de 2008 diz que o Oasis Group – incluindo as empresas americanas Conoco Phillips, Marathon e Hess – seria a próxima do bloco, apesar de já terem pagado US$ 1,8 bilhões em 2005. O documento questiona se a Líbia pode ser confiável nos sentido de honrar novos contratos da EPSA IV, ou voltaria a “propor um corte maior”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O documento ainda discute as implicações mais amplas dos contratos da EPSA IV. Enquanto os contratos foram “amplamente generosos” para as companhias de óleo, que era pra fazer “muito mais dinheiro por barril de óleo produzido”, a ameaça de renegociação forçada criou um precedente internacional perigoso – um “novo paradigma para a Líbia que está jogando com todo o mundo que está num número crescente de países produtores de petróleo”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As gigantes do petróleo e o governo americano ficaram alarmados pelas ameaças feitas por Kadafi, em uma vídeo-conferência feita em janeiro de 2009 aos alunos da Universidade de Gerogetown, de nacionalizar a indústria de gás e petróleo. Um telegrama de janeiro de 2010 relata que “o discurso do regime no início de 2009 de possível nacionalização do petróleo... colocou a questão novamente à tona.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Kadafi também forçou as companhias internacionais de petróleo a contribuir com o as Reivindicações do Acordo de Compensação entre Estados Unidos e Líbia. Assinado em agosto de 2008, o acordo estabelece a criação de um fundo para assistência a vítimas de atentados envolvendo os dois países. Dois telegramas de fevereiro de 2009 reportam que a Líbia apresentou um ultimato às companhias de petróleo: contribuem para o fundo ou “sofrem sérias consequências.”. O presidente da Companhias Nacionais de Petróleo, Shurki Ghanem, referiu-se explicitamente às ameaças feitas por Kadafi de nacionalizar a indústria do óleo. O embaixador americano alertou que “pressionar as companhias americanas foi ‘cruzar a linha vermelha’”. Ele “pediu a Ghanem e seus colegas para considerarem a relação de longo prazo com os Estados Unidos.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A segunda consequência indesejada da aplicação de sanções era que isso permitia à Líbia desenvolver relações mais próximas com rivais americanos, notavelmente na Europa, China e Rússia. Um telegrama de junho de 2008 descreve um “recente interesse na Líbia por parte de empresas de petróleo não ocidentais (particularmente, da Índia, Japão, Rússia e China), que venceram a maior parte das concessões das áreas petrolíferas recentemente encontradas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um telegrama de 2009 descreve como o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, assistiu à ratificação do tratado de “amizade e cooperação” entre Líbia e Itália, segundo o qual a Itália teria de pagar US$ 200 milhões por ano durante 25 anos como compensação por “danos de colonização”, em troca da garantia de “preferências por companhias italianas para desenvolvimento de projetos”. Um oficial italiano contou à embaixada americana que os principais interesses da Itália em relação à Líbia era “óleo, óleo, óleo e migração.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A crescente presença da China também gerou preocupação. De acordo com um telegrama de fevereiro de 2009, a China Railway foi premiada com um contrato de US$ 805 milhões e outro de US$ 2,6 bilhões um ano antes. Um telegrama de maio de 2009 diz que Kadafi contou ao comandante da União dos Estados Africanos, o comandante geral William Ward, que a “China tem preferência” na África “porque não interfere nos assuntos internos”. Um telegrama de setembro de 2009 diz “companhias chinesas esculpiram alguns nichos por si mesmas no mercado líbio, mais exatamente no setor da construção civil e das telecomunicações”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vários telegramas apontam para uma aproximação entre Líbia e Rússia. Em abril de 2008, o presidente russo, Vladmir Putin, teria voado para a Líbia, acompanhado por 400 assistentes, jornalistas e executivos, para assegurar um “acordo para negociar uma dívida Líbia de 4,5 bilhões de dólares da época da URSS com a Rússia” em troca “de um contrato de ferrovia e muitos outros futuros contratos na área da construção civil e desenvolvimento de projetos no setor de energia”. Vários memorandos de entendimento foram assinados com a gigante de eletricidade russa, Gazprom. No encontro, Kadafi expressou oposição à expansão da OTAN para a Ucrânia e Geórgia, questões sensíveis para a Rússia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mais significativamente de uma perspectiva estratégica americana, Kadafi aparentemente “anunciou sua satisfação em relação ao aumento do poderio russo servir como um contrapeso necessário ao poder americano, ecoando o apoio do líder líbio a um mundo multipolarizado.”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste contexto, os Estados Unidos cultivaram relações com certas figuras do regime de Kadafi e, secretamente, discutiram os benefícios de tirar Kadafi de cena. Um telegrama de 2008 relata como Ibrahim el-Meyet, um “amigo íntimo” de Ghanem (e uma fonte de “proteção estrita”) contou à embaixada americana que Ghanem e ele “concluíram que não haveria um reforma econômica ou política real na Líbia até que Kadafi saísse da cena política”, e isso “não aconteceria enquanto Kadafi estivesse vivo.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Outro telegrama de janeiro de 2009 apontava a existência de “duas linhas de pensamento” dentro o governo Líbio – uma “pró Estados Unidos e um outro grupo que suspeitava dos motivos dos Estados Unidos e perseverantemente se opôs a um conjunto mais amplo de engajamento”. Enquanto Kadafi e seus filhos aparentemente pertencerem ao “grupo pró-Estados Unidos”, Kadafi “apoiaria o aumento da cooperação Líbia-Estados Unidos, mas com ‘condições’ e isso trouxe uma preocupação de que &lt;b&gt;&lt;i&gt;a meta eventual dos Estados Unidos seria mudar o regime estabelecido na Líbia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;” (grifo da fonte).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As preocupações de Kadafi eram bem fundamentadas. Nos bastidores, as tensões cresciam com a chegada de Obama ao poder. Um telegrama de fevereiro de 2009 dizia que o governo líbio estava “temeroso de que a nova administração americana pudesse adotar políticas marcadamente diferentes em relação à Líbia”. Era uma referência aos “indivíduos poderosos da Líbia que se opuseram fortemente à melhora no relacionamento com os Estados Unidos, que estariam prestes a perder um grande negócio caso o atual sistema mudasse significativamente, e que veem os Estados Unidos como o catalisador de tais reformas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os telegramas mostram que o governo dos Estados Unidos monitorou de perto a oposição política ao regime de Kadafi no lado oeste da Líbia, onde a força “rebelde” do Conselho Nacional de Transição está baseada. Um telegrama de 2008 refere-se a uma política de governo deliberada da Líbia para “manter os pobres do oeste como um meio de limitar a ameaça política potencial ao regime de Kadafi”, que levou “muitos jovens do leste da Líbia” a acreditar que não tinham “nada a perder participando da violência extremista na Líbia” e contra as forças americanas no Iraque.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As relações também foram intensificadas com elementos de dentro do governo Kadafi. Quando o Ministro das Relações Exteriores, Musa Kusa, encontrou o General William Ward em maio de 2009, ele relembrou que estava “compartilhando de sua visão frequentemente e abertamente com seus contatos americanos na Agência Central de Inteligência (CIA) e no Departamento de Estado”. Kusa fugiu para a Inglaterra em um jato particular em 30 de março deste ano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os vazamentos do WikiLeaks demonstram ainda mais que a intenção administração Obama para derrubar o governo da Líbia e seu reconhecimento aos “rebeldes” nada têm a ver com “ajuda humanitária”. Ao contrário, a Casa Branca está somente respondendo ao impacto desestabilizador das lutas em erupção por todo o mundo árabe, no caso da Líbia, por virar bruscamente contra seu antigo “aliado importante”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A administração Obama tem começado os preparativos, que remonta a pelo menos em 2007, para derrubar o atual regime e tentar instalar outro, mais alinhado aos interesses americanos. Longe de proteger civis, o governo americano procurou afastar o risco de qualquer revolta genuinamente popular contra Kadafi, com base em considerações guiadas pelo grande poder de criar rivais e demandas que garantam os lucros das grandes corporações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Traduzido para Diário Liberdade por Bruno Baader&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;TEXTO ORIGINAL EM&amp;gt; &lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=18094:documentos-do-wikileaks-revelam-apoio-estadunidense-na-intervencao-na-libia&amp;amp;catid=256:direitos-nacionais-e-imperialismo&amp;amp;Itemid=131" target="_blank"&gt;Dario Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5397842732482592716?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5397842732482592716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/revelado-os-reias-motivo-do-imperio-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5397842732482592716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5397842732482592716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/revelado-os-reias-motivo-do-imperio-na.html' title='revelado os reias motivo do Império  na intervenção na Líbia'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5719123163878365348</id><published>2011-08-02T13:41:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:21:43.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pará'/><title type='text'>PELA NÃO DIVISAO DO PARÁ</title><content type='html'>&lt;p&gt;Por: &lt;em&gt;Cybernic&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-_MoIxM4pyZ4/TdwKJi4TGxI/AAAAAAAAA_E/sFVxx9KZ7mk/s1600/ekwuxi5mo6zhjjvzay9clck3d.jpg" width="384" height="509" /&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ser um país continental tem suas desvantagem, quando isso serve de desculpa política para explicar a péssima distribuição de renda e o descaso com que a esmagadora população é tradada na maioria dos estados da federação. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Estado do Pará pode ser chamado de um estado continental. São quase 150 municípios. Terra farta porém de um povo pobre financeiramente, carente, abandonado, principalmente quando sua região não traz nenhum atrativo de investimento - digo - interesses financeiros. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em maio de 2011, a câmara dos deputados aprovou a autorização do plesbicito sobre a&amp;#160; divisão do estado. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Dividir o estado resolverá os problemas de distribuição de renda, conflitos de terras, impunidade exacerbada, trabalho escravo, violência, entre outras graves problemas do estado? &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minha resposta é NAO. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É preciso estar ciente primeiro. É notório que o estado sofre com um grande problema em âmbito nacional, a corrupção (cultural nesse país) É preciso confessar também que os governos tem se mostrado elitistas, propagandistas e limitados nesses anos a manobrar os recursos para seus próprios fundos e mimar uma parte privilegiada com recursos e que a maioria da população - mesmo num estado ricos de terras, de minerais, com grande possibilidade de turismo (se houvesse uma politica mais inteligente e menos oportunista quanto a isso) com forte peso cultural no país - mesmo assim - seja uma terra onde reina a ausência do básico para qualquer ser humano viver. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acreditar que divisão do Pará, trará benefícios - (como a melhoria da distribuição de renda) - é ingênuo com relação a lógica do capital e a cultura da corrupção desse país. A divisão do estado (Carajás, tapajós) so interessa a uma determinada classe politica. A burguesa política vigente; que festejará mais dinheiro entrando em seus bolsos abarrotados. Será como repartir metade de um bolo de um grande banquete e somos nós (Paraenses) o prato principal. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ingenuidade explorada que também deve ser a tônica da campanha Pró separação. A população dessas regiões certamente ouvirá argumentações como que a divisão melhorará as infra estrutura das suas cidades, haverá mais dinheiro da união, mais geração de emprego, menos...desigualdade.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma falácia sem tamanho. Seguindo essa lógica, estado como Acre ou Sergipe (o menor estado do Brasil) seriam os mais ricos e na verdade, são exemplos contrários. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A falta de reformas políticas, previdenciária, agrária, com investimentos robustos em educação, seria (talvez) capaz de romper com essa rasga mortalha cultural que é a politica feita nesse país. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É preciso a população entender: O estado - como administrador - falhou, a população falhou - como conivente e comprada - partidos e ideologias são meras caricaturas do que um dia se pensou que poderiam ser - portas de entrada para discussões sérias - a divisão do Pará não mudará o curso desigual do capitalismo e a lógica do lucro que tem na medíocre distribuição de renda dos estado uma sombra cotidiana. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo com uma natureza exuberante como é a do estado do Pará,&amp;#160; a sua natureza - como unidade federativa - é uma lástima. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;NÃO A DIVISÃO&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;em&gt;SIM AS REFORMAS !!!!!!!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-_YZGwuG7s2Q/Tc1jBobsQDI/AAAAAAAABRA/LFrHrRtWiuo/s1600/farra_1%25281%2529.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-5719123163878365348?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/5719123163878365348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/pela-nao-divisao-do-para.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5719123163878365348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/5719123163878365348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/08/pela-nao-divisao-do-para.html' title='PELA NÃO DIVISAO DO PARÁ'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_MoIxM4pyZ4/TdwKJi4TGxI/AAAAAAAAA_E/sFVxx9KZ7mk/s72-c/ekwuxi5mo6zhjjvzay9clck3d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-7948579272346761511</id><published>2011-07-28T10:57:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:19:12.118-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Marituba – Arte e fatos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-7QS5w9Jdh5g/TjFq2hv7GnI/AAAAAAAAC0Q/6AgyWPhgigU/s1600-h/P1010122%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="P1010122" border="0" alt="P1010122" src="http://lh4.ggpht.com/-73M9tdms9qg/TjFq4nbEVmI/AAAAAAAAC0U/yyhc26haEk4/P1010122_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="422" height="512" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No mês de Junho, em Marituba, houveram os lançamento de dois importantes livros para o expoente atual da poesia da cidade. &amp;quot;Resíduo de Relógio&amp;quot; do Poeta Antônio Marcelo e &amp;quot;Semblantes&amp;quot; de Gilmar Galvão. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para entender a importância histórica dos trabalhos é preciso olhar com sensibilidade para a produção atual de uma cidade carente de incentivos, periférica em sua estrutura e com graves problemas sociais. Marituba, que em sua historia, parece ter vocação para a manifestação artística, vem, ao longos dos ultimos anos, nos dando importantes, gratificantes e pontuais provas, que não se rende. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Trabalhos como a compilação de poetas &amp;quot;Frutos Colhidos com mãos de chuva&amp;quot; mostram que a inciativa em mudar a cara da inércia artística da cidade ainda encontra expoentes. Grupos como o &amp;quot;POEMA&amp;quot; e o &amp;quot;Uivo&amp;quot; evidenciam, no mínimo, o desejo de continuar a fazer...Arte. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Muita coisa ainda precisa ser feita, a produção cultural da cidade, como a Editora &amp;quot;Uivo&amp;quot;, uma iniciativa de dar nomes as produções artesanais de alguns poetas e o apoio entre tribos distantes (com a eterna miscigenação entre grafiteiros, músicos e loucos) mostra que mesmo rudimentar em estrutura, Marituba ainda produz e acontece, como uma chama distância que seduz o olhar e atraí sedutoramente quem se deixa encantar. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8964104199585211076-7948579272346761511?l=entulhocosmico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/feeds/7948579272346761511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/07/marituba-arte-e-fatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7948579272346761511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8964104199585211076/posts/default/7948579272346761511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entulhocosmico.blogspot.com/2011/07/marituba-arte-e-fatos.html' title='Marituba – Arte e fatos'/><author><name>Entulho Cósmico</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FWFcpNZ0O4s/SXG07cpgVFI/AAAAAAAAAk4/tN3265LBDsQ/S220/Irrepar%25C3%25A1vel.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-73M9tdms9qg/TjFq4nbEVmI/AAAAAAAAC0U/yyhc26haEk4/s72-c/P1010122_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8964104199585211076.post-5616107198442896092</id><published>2011-07-26T23:14:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T10:11:07.338-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observatório'/><title type='text'>A industria do tabaco</title><content type='html'>&lt;div class="wlWriterEditableSmartContent" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:8b5b0cd6-c705-4097-9e3d-b9875c96839f" style="padding-right: 0px; 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&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;“To see the world in a grain of sand&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;And the heaven in a wild flower.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Hold Infinity in the palm of your hand&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;And Eternity in one hour.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo pareceria ao homem como realmente é, infinito.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;William Blake&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Não existem livros sobre êxtases e orgasmos cósmicos escritos por cientistas, somente narrativas orais e poesia. Os livros de história são sobre eventos públicos insignificantes como guerras, eleições e revoluções. As únicas coisas importantes acontecem nos corpos e cérebros dos indivíduos.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Neal Cassady, expoente beatnik.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Uma nova civilização está surgindo em nossas vidas, e indivíduos cegos, espalhados por toda parte, tentam suprimi-la. Esta nova civilização traz consigo novos estilos de família; modos diferentes de trabalhar, amar e viver; novos conflitos políticos; e por detrás de tudo isso, estados alterados de consciência (...).&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;O nascimento dessa nova civilização é o fato mais explosivo e singular de nossos tempos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;É o evento central, a chave para compreender os anos que estão por vir. É um acontecimento tão profundo como a Primeira Onda de mudanças lançada há dez mil anos com a invenção da agricultura, ou a estrondosa Segunda Onda iniciada pela revolução industrial. Nós somos as crianças da próxima transformação, a Terceira Onda.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Alvin Toffler&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;A evolução biológica é, em grande parte, uma história das fugas pelos corredores cegos da superespecialização; a evolução das idéias, uma série de fugas da tirania dos hábitos mentais e das rotinas estagnantes. Na evolução biológica, a fuga é realizada por um refúgio do adulto num estágio juvenil como ponto de partida para uma nova vereda; na evolução mental, por uma regressão temporária a modos mais primitivos e desreprimidos de ideação, seguido pelo salto criativo para adiante.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Arthur Koestler&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Apresentação do tradutor anônimo&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Leitor, como eu sei que é terrivelmente maçante ler prólogos ou “notas iniciais” ou esse tipo de coisa, vou ser o mais conciso e o mais direto possível.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nem me lembro mais como ou quando foi que comecei a me interessar pela psicodelia do final dos anos 60, interesse que me levou a conhecer o psicólogo americano Timothy Leary, conhecido como “papa do LSD” nos anos 60. Em vez de contar a sua história aqui, eu recomendo a leitura de “Flashbacks”, sua autobiografia. Eis alguns trechos:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Eu ri novamente da minha pompa diária, da arrogância tacanha dos acadêmicos, da presunção do racionalismo, da impotência asseada das palavras em contraposição à riqueza bruta e dinâmica dos panoramas que inundavam meu cérebro.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Visto que as drogas psicodélicas expõe-nos a níveis diferentes de percepção e experiência, usá-las significa entrar em uma aventura filosófica, obrigando-nos a confrontar a natureza da realidade com os nossos frágeis sistemas subjetivos de crenças. A diferença é a causa do riso, do terror. Nós descobrimos abruptamente que fomos programados todos esses anos, que tudo que aceitamos como sendo realidade é apenas uma construção social.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;(...)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Em quatro horas (...) aprendi mais sobre a mente, o cérebro e suas estruturas do que nos quinze anos anteriores como psicólogo dedicado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Aprendi que o cérebro é um biocomputador subutilizado, que contém bilhões de neurônios não utilizados. Aprendi que a consciência normal é uma gota um oceano de inteligência, que consciência e inteligência podem ser sistematicamente expandidas, que o cérebro pode ser reprogramado, que o conhecimento de como o cérebro opera é a questão científica mais urgente de nosso tempo.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;O medo irracional é o maior impedimento à evolução humana, seja pessoal ou como espécie: diminui a inteligência, seu contágio é virulento e leva a uma rejeição não apropriada ao engajamento em novas coisas das quais depende o crescimento dos indivíduos.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;A Experiência Psicodélica&lt;/b&gt; é um dos principais livros de Leary, que se dedicou à pesquisa da expansão da consciência e à divulgação em prol da libertação das mentes desde o início dos anos 60 até os anos 90, quando faleceu vítima de câncer. Contribuíram neste trabalho os seus amigos e colegas de Harvard Ralph Metzner e Rick Alpert.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Leary e seus colegas foram duramente perseguidos pelas autoridades governamentais norte-americanas, cujo primeiro passo foi tornar ilegal o LSD, que ironicamente vinha sendo utilizado secretamente pela CIA num projeto de controle da mente, vários anos antes do início da pesquisa psicodélica de Timothy Leary, que passou boa parte de sua vida preso ou no exílio, por defender a libertação do ser humano de suas prisões psicológicas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma conseqüência dessa perseguição reacionária foi que tornou-se dificílimo obter material para estudos a partir das pesquisas de Timothy Leary, dificuldade ainda maior se você não vive nos Estados Unidos, e se não sabe inglês então fica mais difícil ainda. Procurando na internet por este livro, fui encontrá-lo após muito custo num site finlandês, e escrito em inglês. Não sei da existência de uma tradução portuguesa de &lt;b&gt;The Psychedelic Experience – A Manual Based on the Tibetan Book of the Dead&lt;/b&gt;. Então decidi eu mesmo traduzi-la e distribui-la gratuitamente através da internet. Que se fodam os direitos autorais ou da editora, pois a Experiência Psicodélica deve, segundo o próprio Timothy Leary, “ser anunciada a todas as pessoas vivas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Ligar-se, sintonizar-se, libertar-se.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Ligar-se significa voltar-se para dentro afim de ativar os equipamentos neurais e genéticos. Tornar-se sensível aos muitos e diferentes níveis de consciência e aos botões específicos que os acionam. (...)&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Sintonizar-se significa interagir harmoniosamente com o mundo exterior: exteriorizar, materializar, expressar as novas perspectivas internas.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Libertar-se sugere um processo ativo, seletivo e suave de separação de compromissos involuntários ou inconscientes. Libertar-se significa autoconfiança, descoberta da singularidade individual, compromisso com a mobilidade, escolha e mudança.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&amp;quot;Ligar-se, sintonizar-se e libertar-se! Chegou a hora de acionar a chave interna para força máxima! Ouçam, ou vocês vão passar o resto de suas vidas como figurantes mal pagos em algum documentário barato, preto-e-branco e amador, ou vão se tornar os produtores dos seus próprios filmes.&amp;quot;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;Timothy Leary&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;Notas sobre a tradução:&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Já vou começar dizendo que nunca fiz curso de inglês nem nada do tipo e que aprendi este idioma sozinho, com um dicionário e discos dos Beatles, acompanhando das letras das músicas. Então, caro leitor, saiba desde já que esta tradução “&lt;i&gt;não é uma coisa que se diga: minha nossa! Mas que bom trabalho!... Mas é melhor que nada...”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para ajudar no entendimento, vou esclarecer alguns pontos que possam causar dúvidas:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- foi utilizada em certos trechos do livro o que se pode chamar de “linguagem psicodélica”. Vocês vão ver que não é muito fácil de entender, mas isso acontece porque as descrições de viagens psicodélicas são prejudicadas pelo fato de as palavras não terem grande utilidade em níveis mais profundos de consciência. Mesmo no nível superficial de consciência, que é o que normalmente usamos, as palavras não são muito eficientes... Nada comparado à experiência direta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- A palavra “&lt;i&gt;game&lt;/i&gt;” foi traduzida em alguns casos como “jogo” e em outros como “script&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn1" name="_ftnref1_8118"&gt;[1]&lt;/a&gt;”, que me pareceu mais apropriado para facilitar a compreensão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Distinção importante: &lt;i&gt;extático &lt;/i&gt;(relativo a êxtase) não é o mesmo que &lt;i&gt;estático &lt;/i&gt;(que se acha em repouso, sem movimento).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;- Distinção importante: &lt;i&gt;e&lt;b&gt;x&lt;/b&gt;otérico&lt;/i&gt; é o ensinamento que pode ser transmitido ao público sem restrição, dado o interesse generalizado que suscita e a forma acessível em que pode ser exposto, enquanto que &lt;i&gt;e&lt;b&gt;s&lt;/b&gt;otérico&lt;/i&gt; é o ensinamento hermético, obscuro, compreensível apenas por poucos, passível de ensinar-se a um círculo mais restrito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ao longo do livro, adicionei algumas notas (no rodapé, em vermelho) para explicar melhor alguns pontos e para os termos sem tradução direta para o português.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;“Meu teatrinho tem tantas portas de palco quantas queiram, dez, cem ou mil, e atrás de cada uma espera-lhes precisamente aquilo que andam a buscar. É uma formosa lanterna mágica, meu caro amigo, mas de nada valerá recorrer a ela nas condições em que se encontra. Você se veria impedido e deslumbrado por aquilo a que se acostumou chamar de sua personalidade. Sem dúvida já terá adivinhado há algum tempo que o domínio do tempo, a libertação da realidade e tudo aquilo que deseja chamar de seu anseio, não significa outra coisa senão o desejo de libertar-se de sua chamada personalidade. Tais são as prisões em que você se encontra. E se entrasse neste teatro assim como está, assim como é, acabaria por ver tudo com os olhos de Harry, com os velhos óculos do Lobo da Estepe. Por isso, convido-o a despojar-se desses anteparos e deixar no vestíbulo a sua honrada personalidade, onde estará à sua disposição a qualquer momento que assim o desejar. (...) Você vai entrar agora, sem receio e com verdadeiro prazer em nosso mundo visionário; conseguirá isso por meio de um suicídio aparente, de acordo com o hábito. (...) Mas, naturalmente, seu suicídio não é definitivo, de maneira alguma; estamos num teatro mágico, onde tudo não passa de símbolos, onde não existe nenhuma realidade.”&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;i&gt;trecho de “O Lobo da Estepe” de Hermann Hesse&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;~ A Experiência Psicodélica ~&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Um manual baseado no Livro Tibetano dos Mortos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por Timothy Leary, Ph.D., Ralph Metzner, Ph.D., &amp;amp; Richard Alpert, Ph.D.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os autores estiveram engajados num programa de experiências com LSD e outras drogas psicodélicas na Universidade de Harvard, até que a propaganda nacional sensacionalista, injustamente concentrada no interesse estudantil pelas drogas, levou à suspensão das experiências. Desde então, os autores têm continuado seu trabalho sem os auspícios acadêmicos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta versão do LIVRO TIBETANO DOS MORTOS é dedicada a&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;ALDOUS HUXLEY&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;26 de julho de 1894 – 22 de novembro de 1963&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;com profunda admiração e gratidão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Se você começasse do modo errado,” disse eu em resposta às perguntas do investigador, “tudo que acontecesse seria uma prova da conspiração contra você. Tudo estaria auto-validado. Você não poderia respirar sem saber que isto era parte do plano.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Então você acha que sabe onde jaz a loucura?”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minha resposta foi um convicto e sincero “Sim.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“E você não poderia controlá-la?”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Não, não poderia. Se alguém começasse com medo e ódio como premissa maior, teria que ir até o fim.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Você seria capaz,” perguntou-me minha esposa, “de fixar sua atenção naquilo que o Livro Tibetano dos Mortos chama de Serena Luz?”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Fiquei em dúvida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Seria ela capaz de manter o mal afastado, caso você pudesse encará-la?”, insistiu ela. “Ou será que você não poderia fitá-la?”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pensei algum tempo para poder responder e, por fim, disse: “Talvez; talvez o conseguisse. Mas só se houvesse lá alguém que pudesse esclarecer-me a respeito da Serena Luz. Não é possível fazer-se isso a sós. Daí a razão, creio eu, para o ritual tibetano – assentar-se alguém ao nosso lado, durante todo o tempo, para dizer o que vai ocorrendo”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(As Portas da Percepção, 57-58)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;I.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;INTRODUÇÃO GERAL&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma experiência psicodélica é uma jornada a novos reinos da consciência. A abrangência e o conteúdo da experiência são ilimitados, mas suas características são a transcendência de conceitos verbais, das dimensões de espaço-tempo, e do ego ou identidade. Tais experiências de consciência expandida podem ocorrer de diversas formas: privação sensorial, exercícios de ioga, meditação disciplinada, êxtases religiosos ou estéticos, ou espontaneamente. Mais recentemente elas se tornaram disponíveis para qualquer um mediante a ingestão de drogas psicodélicas como LSD, pscilocibina, mescalina, DMT, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Obviamente, a droga não produz a experiência transcendental. Ela apenas age como uma chave química – ela abre a mente, liberta o sistema nevoso de seus padrões e estruturas ordinários. A natureza da experiência depende quase inteiramente do arranjo e do cenário. Arranjo refere-se à preparação do indivíduo, inclusive de sua estrutura de personalidade e do seu humor no momento. Cenário é o elemento físico – o clima, a atmosfera do ambiente; o social – sentimentos das pessoas presentes; e cultural – visões predominantes sobre aquilo que é real. É por esta razão que manuais ou guias são necessários. Sua proposta é fazer com que a pessoa seja capaz de entender as novas realidades da consciência expandida, servir como mapas rodoviários das novas zonas interiores que a ciência moderna tornou acessíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Diferentes exploradores produzem mapas diferentes. Outros manuais estão para ser escritos segundo modelos diferentes – científicos, estéticos, terapêuticos. O modelo tibetano, no qual este manual é baseado, visa ensinar a pessoa a direcionar e controlar a consciência de modo a alcançar o nível de entendimento diversamente chamado de liberação, iluminação ou esclarecimento. Se o manual for lido várias vezes antes de uma sessão, e se uma pessoa de confiança estiver lá para lembrar e refrescar a memória do viajante durante a experiência, a consciência será libertada dos jogos que constituem a “personalidade” e das alucinações positivas-negativas que freqüentemente acompanham os estados de consciência expandida. O Livro Tibetano dos Mortos é chamado em sua língua própria de Bardo Thodol, que significa “Libertação pela Audição no Plano Pós-Morte.” O livro realça que a consciência livre precisa apenas ouvir e lembrar-se dos ensinamentos de forma a ser libertada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Livro Tibetano dos Mortos é aparentemente um livro descrevendo as experiências esperadas no momento da morte, durante um período intermediário de quarenta e nove (sete vezes sete) dias, e durante o renascimento numa outra estrutura corpórea&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn2" name="_ftnref2_8118"&gt;[2]&lt;/a&gt;. Esta, entretanto, é apenas a armação esotérica que os budistas tibetanos usaram para encobrir seus ensinamentos místicos. A linguagem e o simbolismo dos rituais de morte do Bon, a religião tradicional do Tibete pré-budista, foram habilmente misturados com conceitos budistas. O significado esotérico, como foi interpretado neste manual, é que é a morte e o renascimento que são descritos, mas não do corpo. Lama Govinda indica isso claramente em sua introdução quando escreve: “É um livro para os vivos tanto quanto para os mortos.” O significado esotérico do livro é geralmente oculto sob várias camadas de simbolismo. Não é para o leitor médio. É para ser entendido apenas por aquele que tiver sido iniciado por um guru nas doutrinas budistas, na experiência pre-mortem-morte-renascimento. Essas doutrinas têm sido mantidas em segredo por muitos séculos. Na tradução como um texto esotérico, portanto, existem dois passos: um, a tradução do texto original para o inglês; e dois, a interpretação prática do texto para seus usos. Ao publicar esta interpretação prática para o uso em sessões de drogas psicodélicas, estamos em certo sentido rompendo com a tradição de segredo e assim contrariando os ensinamentos dos lamas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto, este passo é justificado, já que o manual não será entendido por alguém que não tenha tido uma experiência de expansão da consciência e também porque há sinais de que os próprios lamas, depois de sua recente diáspora, desejam estender seus ensinamentos a um público mais amplo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Seguindo o modelo tibetano, distinguimos três fases da experiência psicodélica. O primeiro período (Chikhai Bardo) é o da transcendência completa – além das palavras, além do espaço-tempo, além do self. Não há visões, nem sentido do self, nem pensamentos. Há apenas consciência pura e liberdade extasiante de quaisquer envolvimentos com jogos (e biológicos). [“Jogos” são seqüências comportamentais definidas por papeis, regras, rituais, objetivos, estratégias, valores, linguagem, lugares característicos no espaço-tempo e padrões característicos de movimento. Qualquer comportamento que não tenha estes nove fatores é um não-jogo: isto inclui reflexos fisiológicos, ações espontâneas, e consciência transcendente.] O segundo grande período envolve o self, ou jogo realidade exterior (Chonyid Bardo) – numa claridade aguda ou na forma de alucinações (aparições cármicas). O período final (Sidpa Bardo) envolve o retorno ao jogo realidade rotineiro e ao self. Para a maioria das pessoas o segundo estágio (estético ou alucinatório) é o mais longo. Para os iniciados, o primeiro estágio de iluminação dura mais. Para os despreparados, os &lt;i&gt;heavy game players&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn3" name="_ftnref3_8118"&gt;[3]&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, aqueles que se agarram angustiadamente a seus egos, e para aqueles que tomam a droga num cenário não-apropriado, a luta para voltar à realidade começa cedo e normalmente dura até o fim da sessão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Palavras são estáticas, enquanto que a experiência psicodélica é fluida e mutável. Normalmente a consciência do sujeito salta de um para outro desses três níveis com oscilações rápidas. Uma proposta deste manual é habilitar a pessoa a recuperar a transcendência do Primeiro Bardo e a evitar a permanência prolongada nos padrões alucinógenos ou de jogos ego-dominados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As Confianças e Crenças Básicas. Você deve estar disposto a aceitar a possibilidade de que haja uma extensão ilimitada da consciência para a qual não temos palavras no momento; que a consciência possa se expandir para além do seu ego, seu self, sua identidade familiar, além das diferenças que normalmente separam as pessoas umas das outras e do mundo em torno delas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Você deve lembrar-se de que, através da história humana, milhões fizeram essa viagem. Uns poucos (a quem chamamos místicos, santos ou budas) fizeram com que essa experiência durasse e comunicaram-na aos seus seguidores.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Você deve lembrar-se, também, de que a experiência é segura (na pior das hipóteses, você sairá da experiência como a mesma pessoa que entrou), e que todos os males que você teme são produtos desnecessários de sua mente. Se você experimentar o paraíso ou o inferno, lembre-se de que é sua mente que os está criando. Evite agarrar-se a um ou fugir do outro. Evite impor o jogo do ego à experiência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Você deve tentar manter a fé e a confiança no potencial do seu próprio cérebro e no processo vital de bilhões de anos de idade. Com seu ego atrás de você, o cérebro pode se complicar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tente lembrar-se de um amigo de confiança ou de uma pessoa respeitada cujo nome sirva com guia e protetor.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Confie em sua divindade, confie em seu cérebro, confie em seus companheiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em dúvida, desligue sua mente, relaxe, vá boiando rio abaixo&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn4" name="_ftnref4_8118"&gt;[4]&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de ler este guia, a pessoa preparada deve ser capaz, logo no início da experiência, de se mover diretamente ao estado de êxtase de não-jogos e à revelação profunda. Mas se você não estiver preparado(a), ou se há jogos em volta de você a distraí-lo(a), você se verá caindo. Se isto acontecer, as instruções na Parte IV devem ajudá-lo(a) a recuperar e manter o estado de libertação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Libertação neste contexto não implica necessariamente (especialmente no caso o indivíduo médio) a Libertação do Nirvana, mas principalmente a libertação do ‘fluxo vital’ do ego, de tal modo a fornecer a maior consciência possível e conseqüentemente um bom renascimento. Mesmo para a pessoa experiente e eficiente, o [mesmo] processo esotérico de Transferência [Leitores interessados numa discussão mais detalhada do processo de “Transferência”, ver Ioga e Doutrinas Secretas Tibetanos, editado por W. Y. Evans-Wentz, Oxford University Press, 1958.] pode ser, de acordo com os lamas, assim utilizado para prevenir uma quebra do fluxo da corrente de consciência, do momento da ego-perda ao momento do renascimento consciente (oito horas depois). De acordo com a tradução feita pelo falecido Lama Kazi Dawa-Samdup, de um antigo manuscrito tibetano contendo indicações práticas para os estados de ego-perda, a habilidade para manter um êxtase de não-jogos durante toda a experiência é possuída apenas por pessoas treinadas em concentração mental, a tal grau de proficiência que sejam capazes de controlar todas as funções mentais e ignorar as distrações do mundo exterior.” (Evans-Wentz, p. 86, note 2)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Este manual é dividido em quatro partes. A primeira parte é introdutória. A segunda é uma descrição passo-a-passo de uma experiência psicodélica baseada diretamente no Livro Tibetano dos Mortos. A terceira parte contém sugestões práticas de como preparar e conduzir uma sessão psicodélica. A quarta parte contém passagens instrutivas adaptadas do Bardo Thodol, que podem ser lidas ao viajante durante a sessão, para facilitar o movimento da consciência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No restante desta seção introdutória, veremos três comentários sobre o Livro tibetano dos Mortos, publicados na edição de Evans-Wentz. São a introdução pelo próprio Evans-Wentz, o distinto tradutor-editor de quatro tratados sobre misticismo tibetano; o comentário de Carl Jung, o psicanalista suíço; e pelo Lama Govinda, um iniciado numa das principais ordens budistas do Tibete.&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;UM TRIBUTO A W. Y. EVANS-WENTZ&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;“O dr. Evans-Wentz, que literalmente sentou-se aos pés de um lama tibetano por anos, de modo a adquirir sua sabedoria (...) não apenas demonstra um profundo interesse naquelas doutrinas esotéricas tão características do espírito do Oriente, mas igualmente possui a rara faculdade de torná-las mais ou menos inteligíveis ao leigo.” [Citação de uma resenha antropológica sobre a edição da Oxford University Press do Livro Tibetano dos Mortos.]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;W. Y. Evans-Wentz é um grande estudante que dedicou os seus anos adultos à tarefa de construir uma ponte entre o Tibete e o Ocidente: como uma molécula de RNA ativando o último com a mensagem codificada do primeiro. Não poderíamos render maior tributo ao trabalho deste libertador acadêmico que não fosse basear nosso manual psicodélico em seus insights e citar diretamente seus comentários na “mensagem deste livro.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A mensagem é que a Arte de Morrer é tão importante quanto a Arte de Viver (ou de Vir à Vida), de que é complemento e resumo; que o futuro do ser é dependente, talvez inteiramente, de uma morte altamente controlada, como a Segunda parte deste volume, sobre a Arte de Reencarnar, salienta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Arte de Morrer, como indicado pelo rito de morte associado à iniciação nos Mistérios da Antigüidade, e citada por Apuleius, o filósofo platônico, ele mesmo um iniciado, e por muitos outros ilustres iniciados, e como o Livro Egípcio dos Mortos sugere, parece ter sido bem melhor conhecida pelos antigos povos que habitavam os países mediterrâneos do que agora por seus descendentes na Europa e nas Américas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Para aqueles que passaram pela experiência secreta de morte pre-mortem, a morte é justamente uma iniciação, conferindo, assim como faz o rito iniciatório de morte, o poder de controlar conscientemente o processo de morte e regeneração.” (Evans-Wentz, p. XIII-XIV)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aluno de Oxford, como seu grande predecessor do século XI, Marpa (“O Tradutor”), que trouxe os textos budistas indianos ao Tibete, desse modo preservando-os da extinção, viu a importância vital dessas doutrinas e as tornou acessíveis a muitos. O “segredo” já não está oculto: “a arte de morrer é tão importante quanto a arte de viver.”&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;UM TRIBUTO A CARL G. JUNG&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;A Psicologia é a tentativa sistemática de descrever e explicar o comportamento do homem, o consciente e o inconsciente. A abrangência do estudo é ampla – cobrindo a infinita variedade da atividade e experiência humanas; estudando a história do indivíduo, a história de seus ancestrais, as vicissitudes evolucionárias e os triunfos que determinaram o estado atual da espécie. O mais difícil de tudo, a abrangência da psicologia é complexa, ocupando-se com processos que estão sempre mudando.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não é de admirar que os psicólogos, em face de tal complexidade, fogem para lado da especialização e da tacanhez paroquial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma psicologia baseia-se nos dados disponíveis e na habilidade e disposição dos psicólogos para utilizá-los. O behaviorismo e o experimentalismo da psicologia ocidental do século XX são tão estreitos quanto triviais. A aplicação social e o sentido social são largamente negligenciados. Um curioso ritualismo é promulgado por um sacerdócio que cresce rapidamente em número e poder.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A psicologia oriental, em contraste, nos oferece uma longa história de observação detalhada e sistematização da extensão da consciência humana juntamente com uma vasta literatura de métodos práticos de controle e modificação da consciência. Os intelectuais ocidentais tendem a desprezar a psicologia oriental. As teorias da consciência são vistas como ocultas e místicas. Os métodos de investigar a consciência variam, como meditação, ioga, retiro monástico, e privação sensorial, e são vistos como alheios à investigação científica. E o mais prejudicial de tudo aos olhos do estudante europeu, é a alegada ignorância dos psicólogos orientais em relação aos aspectos práticos, comportamentais e sociais da vida. Tal criticismo revela os conceitos limitados e a incapacidade de lidar com os dados históricos disponíveis num nível significativo. Os psicólogos do oriente encontraram aplicações práticas na organização do estado, na organização da vida diária e da família. Há uma abundância de guias: o Livro do Tao, os Anais de Confúcio, o Gîtâ, o I-Ching, o Livro Tibetano dos Mortos, só para mencionar os mais conhecidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os psicólogos orientais podem ser julgados em termos do uso das evidências disponíveis. Os estudantes da China, Tibete e Índia foram tão longe quanto seus dados permitiram que fossem. Eles careciam das descobertas da ciência moderna e assim suas metáforas pareciam vagas e poéticas. Mesmo isto não nega o seu valor. De fato, teorias filosóficas orientais de quatro mil anos atrás se adaptam facilmente às mais recentes descobertas da física nuclear, bioquímica, genética e astronomia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma das maiores tarefas da psicologia atual – oriental ou ocidental – é construir uma estrutura de referência grande o bastante para incorporar as recentes descobertas das ciências da energia numa descrição revisada do homem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Julgado pelo critério do uso dos fatos disponíveis, os maiores psicólogos do nosso século (séc. XX) foram William James e Carl Jung. [Para comparar com propriedade Jung com Sigmund Freud precisamos olhar para os dados disponíveis que cada um usou para seus estudos. Para Freud foram Darwin, termodinâmica clássica, o Antigo Testamento, o Renascimento cultural, história, e o mais importante, a atmosfera fechada e superaquecida de uma família judia. A maior amplitude das referências materiais de Jung fazem com que suas teorias encontrem maior simpatia com os desenvolvimentos recentes nas ciências da energia e nas ciências evolucionárias. Ambos evitaram os caminhos estreitos do behaviorismo e do experimentalismo. Ambos lutaram para preservar a experiência e a consciência como uma área da pesquisa científica. Ambos se mantiveram abertos ao avanço da teoria científica e ambos recusaram-se a desconsiderar a erudição oriental.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung usou como fonte de dados a fonte mais fértil – a interior. Ele reconheceu o rico significado da mensagem oriental; reagiu ao grande borrão, o Tao Te Ching. Escreveu prefácios perceptivos e brilhantes para o I-Ching, para o Segredo da Flor Dourada, e lutou com o significado do Livro Tibetano dos Mortos. “Por anos, desde que foi publicado pela primeira vez, o Bardo Thodol tem sido meu companheiro constante, e dele tirei não apenas muitas idéias estimulantes e descobertas, mas também muitos insights fundamentais... Sua filosofia contém a quintessência do criticismo psicológico budista; e, como tal, pode-se verdadeiramente dizer que é de uma superioridade sem par.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Bardo Thodol está no mais alto grau, psicológico, em sua perspectiva; mas, como ocorre conosco, sua filosofia e teologia estão ainda na era medieval, estado pré-psicológico onde apenas afirmações são ouvidas, explicadas, defendidas, criticadas e disputadas, enquanto a autoridade que as produz, por consenso geral, fica de fora do âmbito da discussão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Afirmações metafísicas, entretanto, são afirmações da psique, e são portanto psicológicas. Para a mente ocidental, que compensa seu bem conhecido ressentimento por uma consideração servil com explicações “racionais”, esta verdade óbvia parece totalmente óbvia, ou então parece-se como uma negação inadmissível da “verdade” metafísica. Quando o ocidental ouve a palavra “psicológico”, ela sempre soa a seus ouvidos como “somente psicológico”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung baseia-se em concepções orientais de consciência para alargar o conceito de “projeção”:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não apenas as “coléricas” mas também as deidades “pacíficas” são concebidas como projeções da psique humana, uma idéia que parece demasiado óbvia ao esclarecido europeu, porque faz com que se lembre de suas próprias simplificações banais. Mas embora o europeu possa facilmente explicar essas divindades como sendo projeções, ele seria absolutamente incapaz de defini-las como reais ao mesmo tempo. O Bardo Thodol consegue fazer isso, porque, devido às suas mais essenciais premissas metafísicas, ele tem o europeu esclarecido e o ignorante, ambos, em desvantagem. A idéia sempre presente, a presunção calada do Bardo Thodol, é o caráter anti-nominal de toda afirmação metafísica, e também a idéia da diferença qualitativa dos vários níveis de consciência e das realidades metafísicas condicionadas por elas. O pano de fundo deste livro incomum não é o europeu “um ou outro-ou”, mas uma afirmação magnífica, “ambos-e”. Esta afirmação pode parecer censurável ao filósofo ocidental, pois o ocidente adora a clareza e não a ambigüidade; conseqüentemente, um filósofo se agarra à situação “Deus é”, enquanto outro se agarra tão ardentemente quanto o primeiro à negação, “Deus não é”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung vê claramente o poder e a amplitude do modelo Tibetano mas ocasionalmente ele falha em apreender os seu significado e aplicação. Jung, também, estava limitado (como todos nós estamos) aos moldes sociais de sua tribo. Ele foi um psicanalista, o pai de uma escola. Psicoterapia e diagnose psiquiátrica foram as duas aplicações que lhe vieram naturalmente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung perde o conceito central do livro tibetano. Este não é (como o Lama Govinda nos lembra) um livro dos mortos. É um livro do morrer; o que quer dizer que é um livro dos vivos; é um livro sobre a vida e sobre como viver. O conceito de morte física real foi uma fachada esotérica adotada para se adaptar aos preconceitos dos bonistas tradicionais no Tibete. Longe de ser um guia para embalsamadores, o manual é um relato detalhado sobre como perder o ego, como introduzir a personalidade em novos reinos de consciência; e como evitar os processos limitantes involuntários do ego; como fazer com que a experiência de expansão da consciência permaneça na vida diária subseqüente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung luta com este ponto. Ele chega perto mas nunca o resolve. Ele não tinha nada em sua armação conceitual que pudesse fazer sentido numa experiência de ego-perda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O Livro Tibetano dos Mortos, ou o Bardo Thodol, é um livro de instruções para os mortos e moribundos. Como o Livro Egípcio dos Mortos é tido como um guia para o homem morto durante o seu período de existência do Bardo (...)”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nesta citação Jung concorda com o esotérico e perde o esotérico. Numa citação posterior ele parece chegar mais perto:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“ (...) a instrução dada no Bardo Thodol serve para lembrar ao morto a experiência de sua iniciação e os ensinamentos se seu guru, pois a instrução é, no fundo, nada menos que uma iniciação do morto na vida do Bardo, da mesma forma como a iniciação do vivo foi uma preparação para o Além. Tal foi o caso, pelo menos, com todos os cultos nas antigas civilizações do tempo dos mistérios egípcios e eleusianos. Na iniciação do vivo, entretanto, este ‘Além’ não é um mundo além da morte, mas uma inversão dos propósitos da mente e da perspectiva, um ‘Além’ psicológico ou, em termos cristãos, uma ‘redenção’ das mazelas do mundo e dos pecados. Redenção é uma separação e entrega de uma condição anterior de escuridão e inconsciência, e leva a uma condição de iluminação e liberação, à vitoria e transcendência de tudo o que é ‘dado’.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Da mesma forma o Bardo Thodol é, como sente o Dr. Evans-Wentz, um processo de iniciação cuja proposta é restaurar à alma a divindade perdida com o nascimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ainda em outra passagem Jung continua a luta mas perde outra vez:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Nem é o uso psicológico que fazemos dele (o Livro Tibetano) outra coisa senão uma intenção secundária, embora ela esteja possivelmente sancionada pela tradição lamaísta. A proposta real deste livro singular é a tentativa, que deve parecer muito estranha ao educado europeu do século XX, de esclarecer os mortos acerca de sua jornada através das regiões do Bardo. A Igreja Católica é o único lugar no mundo dos homens brancos onde as provisões são feitas para as almas dos que se foram.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No resumo dos comentários do Lama Govinda que se segue veremos que o comentador tibetano, livre dos conceitos europeus de Jung, vai diretamente ao significado prático e esotérico do livro tibetano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em sua autobiografia (escrita em 1960) Jung se compromete totalmente com a visão interior e com a sabedoria e a realidade superior das percepções interiores. Em 1938 (quando seu comentário do Livro Tibetano foi escrito) ele estava indo nesta direção, mas cuidadosamente e com a reserva ambivalente do psiquiatra em relação ao místico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O morto precisa desesperadamente resistir aos ditames da razão, como a entendemos, e desistir da supremacia do egotismo, considerado sacrossanto pela razão. O que isto significa na prática é a completa capitulação aos poderes objetivos da psique, com todas as suas implicações; um tipo de morte simbólica, correspondente do Julgamento dos Mortos no Sidpa Bardo. Isto significa o fim de todo consciente, do racional, da conduta de vida moralmente responsável, e uma rendição voluntária àquilo que o Bardo Thodol chama de ‘ilusão cármica’. A ilusão cármica surge da crença num mundo visionário de uma natureza extremamente irracional, que não concorda com nosso julgamento racional nem deriva dele, mas é produto exclusivo da imaginação desinibida. É puro sonho ou ‘fantasia’, e toda pessoa prudente vai instantaneamente nos prevenir contra ela; nem por isso alguém conseguiria ver à primeira vista a diferença entre fantasias deste tipo e a fantasmagoria de uma lunático. Muito freqüentemente um pequeno &lt;i&gt;abaissement du niveau mental&lt;/i&gt; é necessário para desencadear esse mundo de ilusão. O terror e a escuridão deste momento têm seu equivalente nas experiências descritas nas seções introdutórias do Sidpa Bardo. Mas o conteúdo deste Bardo também revela os arquétipos, as imagens cármicas que aparecem primeiro em sua forma terrificante. O estado Chonyid é equivalente à psicose deliberadamente induzida (...)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A transição, então, do estado Sidpa para o Chonyid é uma reversão perigosa dos alvos e propósitos da mente consciente. É uma sacrifício da estabilidade do ego e uma rendição à extrema incerteza do que deve parecer um tumulto caótico de formas fantasmagóricas. Quando Freud cunhou a frase de que o ego era ‘a verdadeira casa da ansiedade’, ele estava dando voz a uma intuição profunda e verdadeira. O medo do auto-sacrifício se esconde no fundo de todo ego, e este medo é freqüentemente apenas uma demanda precariamente controlada das forças inconscientes para estourar com toda a força. Ninguém que se esforce por si mesmo (individualização) está dispensado desta perigosa passagem, pois que esta é temida e pertence à inteireza do eu – o sub-humano, ou supra-humano, mundo de ‘dominadores’ psíquicos dos quais o ego originalmente se emancipou com enorme esforço, e só parcialmente então, por causa de uma liberdade mais ou menos ilusória. Essa libertação é certamente um empreendimento muito necessário e heróico, mas não representa nada definitivo: é meramente a criação de um indivíduo, que, a fim de encontrar realização, tem ainda que ser confrontado com um objeto. Este, à primeira vista, pareceria ser o mundo, que é composto com projeções para aquele propósito. Aqui procuramos e encontramos nossas dificuldades, aqui procuramos e encontramos nosso inimigo, aqui procuramos e encontramos o que é querido e precioso para nós; e é confortante saber que todo o mal e todo o bem deve ser encontrado ali, no objeto visível, onde pode ser conquistado, punido, destruído ou aproveitado. Mas a própria natureza não permite que este estado paradisíaco de inocência continue para sempre. Existem, e sempre existiram, aqueles que não podem ajudar mas vêem que o mundo e suas experiências estão na natureza de um símbolo, e que ele reflete realmente algo que jaz escondido no próprio sujeito, em sua realidade transubjetiva. É desta intuição profunda, de acordo com a doutrina lamaísta, que o estado Chonyid deriva seu verdadeiro significado, que é o porquê do Chonyid Bardo ser chamado ‘O Bardo da Experimentação da Realidade’.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A realidade experimentada no estado Chonyid é, como a última seção do Bardo correspondente ensina, a realidade do pensamento. As ‘formas-pensamento’ aparecem como realidades, a fantasia toma forma real, e os sonho terrificante evocado pelo carma e trabalhado pelos ‘dominadores’ inconscientes começa.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jung não teria ficado surpreso com o antagonismo profissional e institucional à psicodelia. Ele fecha seu comentário tibetano com um comovente aparte político:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“O Bardo Thodol começou por ser um livro ‘fechado’, e assim tem permanecido, não importa que tipo de comentários possam ser escritos sobre ele. Pois este é um livro que se abrirá apenas ao entendimento espiritual e esta é uma capacidade com a qual nenhum homem é nascido&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn5" name="_ftnref5_8118"&gt;[5]&lt;/a&gt;, mas que só pode ser adquirida com treino e experiência especiais. É bom que tais livros de intenções e propostas ‘inúteis’ existam. Eles se destinam àquelas ‘pessoas esquisitas’ que não se importam muito com as utilidades, objetivos e significado da atual ‘civilização’.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Prover o “treino especial” para a “experiência especial” possibilitada por materiais psicodélicos é a proposta desta versão do Livro Tibetano dos Mortos.&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;UM TRIBUTO AO LAMA ANAGARIKA GOVINDA&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Na seção anterior foi dito que a filosofia e a psicologia orientais – poéticas, indeterministas experienciais, de visão interior, vagamente evolucionárias e com o fim em aberto – são mais facilmente adaptadas às descobertas da ciência moderna que a silogista, segura, experimental e externalizantemente lógica psicologia ocidental. A última imita os rituais irrelevantes das ciências energéticas mas ignora os dados da física e da genética, os significados e implicações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo Carl Jung, o mais penetrante dos psicólogos ocidentais, falhou em entender a filosofia básica do Bardo Thodol.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Totalmente em contraste estão os comentários do Lama Anagarika Govinda ao manual tibetano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sua afirmação de abertura à primeira vista faria um psicólogo judeu-cristão bufar de impaciência. Mas um olhar mais atento a essas frases revela que ela são a afirmação poética da situação genética como atualmente descrita pelos bioquímicos e pesquisadores do DNA.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pode ser argüido que ninguém pode falar da morte com autoridade, se não está morto; e desde que ninguém, aparentemente, tenha alguma vez retornado da morte, como pode alguém saber o que a morte é, ou o que acontece depois dela?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O tibetano responderá: “Não há uma pessoa, por isso, não há ser vivo que não tenha retornado da morte. De fato, nós todos já morremos muitas vezes, antes desta encarnação. E o que nós chamamos nascimento é apenas o lado inverso da morte, como um dos dois lados de uma moeda, ou como uma porta a qual chamamos de ‘entrada’ de fora e ‘saída’ de dentro de uma sala.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O lama prossegue e faz um segundo comentário poético sobre as potencialidades do sistema nervoso, a complexidade os computador cortéxico humano.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“É muito mais assombroso que nem todos se lembrem de suas mortes anteriores; e, por causa dessa falta de memória, muitas pessoas não acreditam que tenha havido uma morte anterior. Mas, igualmente, elas não se lembram de seu último nascimento – e ainda assim não duvidam que tenham nascido. Elas se esquecem de que a memória ativa é apenas uma pequena parte de nossa consciência normal, e que nossa memória subconsciente registra e preserva toda impressão passada e experiência que nossa mente desperta falha em relembrar.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O lama então procede a fatiar o significado esotérico do Bardo Thodol – aquele significado central que Jung e por conseqüência a maior parte dos orientalistas europeus falhou em apreender.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Por esta razão, o Bardo Thodol, a libertação garantida pelo livro tibetano do estado entre a vida e o renascimento, – estado chamado pelo homem de morte, – foi transmitida em linguagem simbólica. É um livro selado com os sete selos do silêncio, – não porque o seu conhecimento pudesse ser mal-entendido e, portanto, tenderia a induzir em erro e prejudicar aqueles que não estão preparados para recebê-lo. Mas o tempo veio para quebrar os selos do silêncio; pois a raça humana chegou neste momento ao ponto em que deve decidir se vai se contentar com a subjugação do mundo material ou se vai se esforçar para conquistar o mundo espiritual, pela subjugação dos desejos egoístas e pela transcendência das limitações auto-impostas.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O lama a seguir descreve os efeitos das técnicas de expansão da consciência. Ele está falando aqui sobre o método que conhece – o iogue – mas suas palavras são igualmente aplicáveis à experiência psicodélica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Há aqueles que, em virtude da concentração e de outras práticas iogues, são capazes de trazer o subconsciente ao reino da consciência discriminante e, dessa forma, se debruçar sobre a tesouraria irrestrita da memória subconsciente, onde estão guardados não apenas os registros de nossas vidas passadas, mas os registros do passado de nossa raça, o passado da humanidade, e de todas as formas pré-humanas de vida, senão da própria consciência que torna possível a vida neste universo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se, por obra de algum truque da natureza, os portões de um subconsciente individual fossem se abrir subitamente, a mente despreparada seria sobrecarregada e esmagada. Entretanto, os portões do subconsciente são guardados pelos iniciados, e escondidos sob o véu de mistérios e símbolos.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Numa seção posterior do seu prefácio, o lama apresenta uma elaboração mais detalhada do significado interior do Thodol.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Se o Bardo Thodol fosse para ser considerado como sendo meramente baseado em folclore, ou como consistindo de especulação religiosa sobre a morte e um hipotético estado pós-morte, ele seria apenas do interesse de antropólogos e estudantes de religião. Mas o Bardo Thodol é muito mais. É uma chave para os mais profundos esconderijos da mente humana, e um guia para os iniciados, e para aqueles que estão procurando por uma via espiritual de libertação.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Embora o bardo Thodol seja nos dias de hoje normalmente usado no Tibete como um breviário, e lido ou recitado na ocasião da morte – razão pela qual foi chamado de “O Livro Tibetano dos Mortos” – não deve-se esquecer de que ele foi originalmente concebido para servir como um guia não só para os moribundos e mortos, mas igualmente para os vivos. E aqui está a justifica para termos tornado o Livro Tibetano dos Mortos acessível para um público mais amplo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não obstante, os costumes e crenças populares que, sob a influência das antigas tradições de origem pré-budista, cresceram em torno das profundas revelações do Bardo Thodol, ele tem valor apenas para aqueles que praticam e realizam seus ensinamentos durante suas vidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Há duas coisas que têm causado confusão. Uma é que os ensinamentos parecem ser endereçados aos mortos ou moribundos; a outra é que o título contém a expressão “Libertação Pela Audição” (em tibetano, Thos-gnol). Como resultado, chegou-se à crença de que é suficiente ler ou recitar o bardo Thodol na presença de uma pessoa moribunda, ou mesmo de uma pessoa que tenha acabado de morrer, de modo a efetuar a sua libertação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tal mal-entendido só poderia Ter se dado entre aqueles que é uma das mais antigas e universais práticas do iniciado atravessar a experiência da morte antes de poder renascer espiritualmente. Simbolicamente, ele precisa morrer para o seu passado, e para o seu antigo ego, antes que possa tomar seu lugar numa nova vida espiritual na qual tenha sido iniciado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pessoa morta ou moribunda é endereçada no Bardo Thodol por três razões principais: (1) quem pratica intensamente esses ensinamentos deve considerar cada momento de sua vida como o último; (2) quando um seguidor desses ensinamentos estiver morrendo realmente, ele deve ser lembrado de suas experiências da ocasião da iniciação, ou das palavras (ou mantra) do guru, especialmente se a mente do moribundo perder a atenção durante os momentos críticos; e (3) alguém que ainda estiver encarnado deve tentar envolver a pessoa moribunda, ou que tenha acabado de morrer, com pensamentos a morosos e esperançosos durante os primeiros estágios do novo estado de existência, ou estado pós-morte, sem permitir que a afeição interfira ou faça surgir um estado de depressão mental mórbida. Assim sendo, uma função do Bardo Thodol parece ser mais ajudar aqueles que foram deixados para trás a adotar a atitude correta diante dos mortos e diante do fato da morte do que assistir aos mortos, que, de acordo com as crenças budistas, não se desviarão de seus próprios caminhos cármicos...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Isto prova que devemos agir com a própria vida e não somente com uma missa para os mortos, à qual foi reduzido o Bardo Thodol nos últimos tempos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sob a aparência de ciência da morte, o Bardo Thodol revela o segredo da vida; e aqui jaz o seu valor espiritual e o seu apelo universal.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Aqui está a chave de um mistério que se tem perpetuado por mais de 2500 anos – a experiência de expansão da consciência – o rito da morte pré-morte e do renascimento. As sagas védicas conheciam o segredo; os iniciados eleusianos o conheciam; os tântricos o conheciam. Em todos os seus escritos esotéricos eles sussurraram a mensagem: é possível ir além da consciência do ego, sintonizar-se a processos neurológicos que operam na velocidade da luz, e tornar-se consciente da enorme tesouraria de antigos conhecimentos raciais soldada no núcleo de cada célula do seu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A moderna química psicodélica proporciona uma chave para este reino esquecido da consciência. Mas da mesma forma que este manual sem a consciência psicodélica na é nada senão um exercício acadêmico de tibetologia , assim também a poderosa chave química é de pequeno valor sem os conselhos e ensinamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os ocidentais não aceitam a existência de processos conscientes para os quais eles não tenham um termo operacional. A atitude predominante é: - se você não pode rotular uma coisa, e se ela está além das noções atuais de espaço-tempo e de personalidade, então ela não está aberta à investigação. Assim vemos a experiência da ego-perda confundida com esquizofrenia. Assim vemos os psiquiatras dos dias atuais declarando as chaves psicodélicas perigosas e produtoras de psicoses.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A nova química visionária e a experiência pré-morte-morte-renascimento podem ser mais uma vez empurradas para as sombras da história. Olhando para trás, nos lembramos de que todo administrador político na Europa e no Oriente Médio (com exceção de certos períodos na Grécia e na Pérsia) tem, nos últimos três mil anos, se apressado em impor leis contra qualquer processo transcendental emergente, contra a sessão de pre-mortem-morte-renascimento, seus adeptos, e contra qualquer método de expansão da consciência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O presente momento da história humana (como disse o Lama Govinda) é crítico. Agora, pela primeira vez, possuímos os meios de prover o esclarecimento a qualquer voluntário preparado (o esclarecimento sempre vem, nós lembramos, na forma de um novo processo energético, um evento físico, neurológico). Por essas razões preparamos esta versão psicodélica do Livro Tibetano dos Mortos. O segredo é disperso novamente, num novo dialeto, e nos sentamos calmamente para observar se o homem está pronto para se mover adiante e fazer uso das novas ferramentas proporcionadas pela ciência moderna.&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;h3&gt;II&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;PRIMEIRO BARDO:&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O PERÍODO DA EGO-PERDA OU DO ÊXTASE DE NÃO-JOGOS&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;(Chikhai Bardo)&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Parte I: A Serena Luz Primária Vista no Momento da Ego-perda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todos os indivíduos que tenham recebido os ensinamentos práticos deste manual serão postos, se o texto for lembrado, face a face com a irradiação extática e receberão a iluminação instantaneamente, sem entrar em lutas alucinógenas e sem mais sofrer na antiga trilha da evolução normal que atravessa os vários mundos do jogo existência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta doutrina é a base de todo o modelo tibetano. Fé é o primeiro passo na “Trilha Secreta”. Então vem a iluminação e com ela a certeza; é quando o objetivo é alcançado. O sucesso implica uma preparação muito incomum na expansão da consciência, e do mesmo modo muita calma, e o jogar o jogo compassivo (bom carma) da parte do participante. Se pode-se fazer o participante ver e apreender a idéia da mente vazio tão logo o guia a revela – isto é, se ele tem o poder para morrer conscientemente – e, se no supremo instante de perder o ego, puder reconhecer o êxtase que o tomará, então, e se tornar uno com ele, todos os vínculos ilusórios de jogos se quebrarão imediatamente: o sonhador acorda para a realidade simultaneamente com a poderosa conquista do reconhecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É melhor se o guru (professor espiritual), de quem o participante recebe as instruções, estiver presente, mas se o guru não puder estar presente, deve haver outra pessoa experiente; se o último caos também não for possível, então uma pessoa em quem o participante confie deve ser capaz de ler este manual sem impor quaisquer se seus próprios jogos. Assim, o participante trará à mente o que ele ouviu precisamente a respeito da experiência e virá a reconhecer pela primeira vez a Luz fundamental e indubitavelmente obterá a libertação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Libertação é o sistema nervoso destituído de atividade mental-conceitual. [Realização do Vazio, do Não-Tornado, do Não-Nascido, do Não-Formado, implica o estado do Buda, o Perfeito Esclarecimento – o estado da mente divina do Buda. Pode ser de ajuda lembrar-se de que esta antiga doutrina não está em conflito com a física moderna. O teórico físico e cosmologista George Gamow apresentou em 1950 um ponto de vista próximo da experiência fenomenológica descrita pelos lamas tibetanos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“Se imaginamos a história correndo de volta no tempo, inevitavelmente chegamos à época do ‘big squeeze’ com todas as galáxias, estrelas, átomos e núcleos atômicos espremidos, por assim dizer, ao tamanho de um caroço. Durante este estágio primitivo da evolução, a matéria deve Ter estado dissociada em seus componentes elementares (...) Chamamos esta mistura primordial de ‘ylem’.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste primeiro ponto na evolução do ciclo atual, de acordo com este físico de primeira linha, existia apenas o Não-Tornado, o Não-Nascido, o Não-Formado. E este, de acordo com os astrofísicos, é o modo como a coisa acaba; a unidade silenciosa do Não-Formado. Os budistas tibetanos sugerem que o intelecto ordenado pode experimentar o que os astrofísicos confirmam. O Buda Vainochana, o Dhyani Buda do Centro, Manifestador de Fenômenos, é a mais alta forma de chegar ao esclarecimento. Como fonte de toda a vida orgânica, nele todas as coisas visíveis e invisíveis têm sua consumação e absorção. Ele é associado ao Reino Central do Densamente-Condensado, isto é, a semente de todas as forças universais e as coisas estão condensadas juntas, densamente. Esta notável convergência da astrofísica moderna e do antigo lamaísmo não requer nenhuma explicação complicada. A consciência cosmológica – e consciência de todo processo natural – está lá no córtex. Você pode confirmar este conhecimento místico pré-conceitual através da observação empírica e meditação, mas está tudo lá no seu crânio. Seus neurônios “sabem” porque estão ligados diretamente ao processo, são parte dele.] a mente em seu estado condicionado, isto é, quando limitada a palavras e jogos do ego, está continuamente em atividade de formação de pensamento. O sistema nervoso em estado de quietude, alerta, acordado mas não ativo, é comparável ao que os budistas chamam de o mais elevado estado de dhyana (meditação profunda) quando ainda unida ao corpo humano. O reconhecimento consciente da serena Luz induz a uma condição consciência extática como o que os místicos e santos do Ocidente chamavam de iluminação.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O primeiro sinal é o vislumbre da “Serena Luz da Realidade”, “a mente infalível do estado místico puro”. Isto é a consciência das transformações energéticas sem a imposição de categorias mentais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A duração deste estado varia para cada indivíduo. Depende da experiência, da segurança, confiança, preparação e dos elementos exteriores em torno do participante. Naqueles que já tenham tido uma pequena experiência prática do tranqüilo estado de consciência de não-jogos, e naqueles que tenham scripts felizes, este estado pode durar de trinta minutos até várias horas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste estado, a realização do que os místicos chamam de “Verdade Final” é possível, desde que tenham sido providenciada anteriormente a preparação necessária pela pessoa, de outro modo, ela não poderá se beneficiar agora, e deverá vagar por estados alucinatórios cada vez mais profundos, determinados pelos seus jogos passados, até voltar à realidade rotineira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É importante lembrar que o processo de expansão da consciência é o reverso do processo do nascimento, sendo o nascimento o início da vida de scripts e a experiência de ego-perda sendo uma cessação temporária da vida de scripts. Mas em ambos há uma passagem de um estado de consciência para outro. E assim como uma criança precisa acordar e apreendera experência da natureza deste mundo, da mesma forma uma pessoas no momento da expansão da consciência precisa acordar para este novo mundo brilhante e tornar familiares suas tão peculiares condições.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Naqueles grandemente dependentes de seus jogos do ego&lt;a href="http://www.experienciapsicodelica.kit.net/#_ftn6" name="_ftnref6_8118"&gt;[6]&lt;/a&gt;, e que temem abandonar o controle, o estado iluminado dura tão somente o tempo de estalar um dedo. Em alguns, ele pode durar o tempo de tomar um lanche ou almoçar ou coisa que o valha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o indivíduo estiver preparado para diagnosticar os sintomas da ego-perda, ele não precisará de nenhuma ajuda externa neste ponto. A pessoa prestes a abandonar o ego deve ser capaz não apenas de diagnosticar os sintomas assim que eles vierem como também de reconhecer a Serena Luz sem que outra pessoa ajude a identificá-la. Se a pessoa falhar em reconhecer e aceitar o início da ego-perda, ela pode queixar-se de estranhos sintomas corporais. Isto indica que ela não alcançou o estado de libertação. Então o guia ou amigo deve explicar os sintomas como indicadores do início da ego-perda.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Eis uma lista das sensações físicas comumente relatadas: 1. Pressão corporal, que os tibetanos chamam de terra-se-desfazendo-em-água; 2. Frio úmido, seguido por calor febril, o que os tibetanos chamam de água-se-desfazendo-em-fogo; 3. Desintegração do corpo ou a sua dispersão em átomos, chamada fogo-se-desfazendo-em-ar; 4. Pressão na cabeça e nos ouvidos, que os americanos chamam de foguete-sendo-lançado-ao-espaço; 5. Formigamento nas extremidades; 6. Sensação de como se o corpo estivesse derretendo ou escorrendo como cera; 7. Náusea; 8. Tremor, começando na região pélvica e se espalhando para o tronco.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As reações físicas devem ser reconhecidas como sinais indicativos da transcendência. Evite tratá-las como sintomas de doença, aceite-as, una-se a elas, aproveite-as.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma leve náusea ocorre freqüentemente com a ingestão de “morning glory” ou peiote, raramente com mescalina, e ainda com menor freqüência com LSD e pscilocibina. Se o sujeito experimentar sensações estomacais, elas devem ser saudadas como um sinal de que a consciência está se movendo pelo corpo. Os sintomas são mentais; a mente controla as sensações, e o indivíduo deve unir-se à sensação, experienciá-la totalmente, aproveitá-la e, tendo a aproveitado, deve deixar a consciência fluir para a próxima fase. É mais comum deixar que a consciência fique no corpo – a atenção do indivíduo pode mover-se do estômago para a respiração, as batidas do coração. Se isto não livrá-lo da náusea, o guia deve guiar a consciência para eventos externos – música, uma caminhada no jardim etc.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O aparecimento de sintomas físicos da ego-perda, reconhecida e entendida, deve resultar na conquista tranqüila da iluminação. Se a aceitação extática não ocorrer (ou quando o período de silêncio tranqüilo parecer estar terminando), as seções de instruções relevantes podem ser sussurradas ao ouvido. É freqüentemente útil repeti-las, claramente, incutindo-as à pessoa para evitar que sua mente fique vagando por aí. Um outro método de guiar a experiência com um mínimo de atividade é ter as instruções previamente gravadas na voz do próprio sujeito. Isto recordará ao viajante sua preparação prévia; fará com que a consciência nua seja reconhecida como a “Serena Luz do Início”; vai lembrar ao indivíduo sua união com o estado de perfeito esclarecimento e ajudá-lo a mantê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando, experimentada a ego-perda, se estiver familiarizado(a) com este estado, em virtude da experiência e preparação prévias, a Roda do renascimento (isto é, todos os jogos) parará, e a libertação será alcançada imediatamente. Mas tal eficiência espiritual é raríssima, e a condição mental normal da pessoa é inadequada à suprema façanha de manter-se no estado em que brilha a Serena Luz, e aí vai descendo progressivamente a estados cada vez mais baixos da existência Bardo, até o renascimento. A comparação com uma agulha equilibrada sobre uma linha é usada pelos lamas para explicar esta condição. Enquanto a agulha mantêm o equilíbrio, ela permanece sobre a linha. Mas por fim a lei da gravidade (o puxão do ego ou de uma simulação exterior) a afeta, e ela cai. No reino da Serena Luz, da mesma forma, a mentalidade de uma pessoa no estado de transcendência do ego momentaneamente desfruta da condição de estabilidade, de perfeito equilíbrio e de unidade. Sem estar familiarizada com este estado, que é um estado extático de não-ego, a consciência do ser humano médio carece da capacidade de funcionar nele. Propensões cármicas (isto é, propensões a jogos/scripts) envolvem o princípio-da-consciência com idéias de personalidade, do ser individualizado, do dualismo. Assim, perdendo o equilíbrio, a consciência cai para fora da Serena Luz. São os processos do pensamento que impedem a realização do Nirvana (que é a “extinção da chama” do desejo egoísta de jogos); e então a Roda da vida continua girando.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todas ou algumas das passagens apropriadas nas instruções podem ser lidas ao viajante durante o período de espera até que a droga faça efeito, e quando os primeiros sinais da ego-perda aparecerem. Quando o viajante estiver claramente num êxtase de transcendência do ego, o guia sábio permanecerá em silêncio.&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;Parte II: A Serena Luz Secundária Vista Imediatamente Após A Ego-perda&lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;A seção anterior descreve como a Serena Luz pode ser reconhecida e mantida a libertação. Mas se tornar-se aparente que a Serena Luz Primária não está sendo reconhecida, então pode-se assumir certamente que está principiando o que é chamado a fase da Serena Luz Secundária. O primeiro lampejo da experiência usualmente produz um estado de êxtase da maior intensidade. Toda célula do corpo é sentida como sendo envolta em criatividade orgástica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Pode ser de ajuda descrever em maiores detalhes alguns dos fenômenos que geralmente acompanham o momento da ego-perda. Um deles pode ser chamado de “fluxo de ondas de energia”. O indivíduo torna-se consciente de que é parte de um campo de energia carregado, e de que está cercado por ele, que parece quase elétrico. Para prolongar o estado de ego-perda tanto quanto possível, a pessoa preparada relaxará e permitirá que as forças fluam através dela. Há dois perigos a evitar: a tentativa de controlar ou racionalizar esse fluxo. Ambas as reações são indicativas da atividade do ego e então a transcendência do bardo se perde.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O segundo fenômeno pode ser chamado de “fluxo vital biológico”. Aqui a pessoa torna-se consciente dos processos bioquímicos e fisiológicos, da atividade rítmica pulsante no interior do corpo. Freqüentemente isto pode ser sentido como poderosos motores ou geradores continuamente pulsando e irradiando energia. Um fluxo interminável de formas celulares e cores passa como raios. Os processos biológicos interiores podem também ser ouvidos com chiados e barulhos de crepitação e trituração característicos. Novamente a pessoa deve resistir à tentação de rotular e controlar esses processos. Nesse ponto você está ligado(a) a áreas do sistema nervoso que são inacessíveis à percepção rotineira. Você não pode arrastar seu ego para dentro dos processos moleculares da vida. Esses processos são um bilhão de anos mais velhos que a mente conceitual erudita.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Uma outra fase típica e mais compensadora do Primeiro bardo envolve o movimento de energia extática sentido na espinha. A base da espinha parece estar derretendo ou pegando fogo. Se a pessoa puder manter-se calma e concentrada, a energia será sentida como se fluísse para cima. Os adeptos do tantra devotam décadas de mediação concentrada para liberar essa energia extática que chamam de Kundalini, a Força da Serpente. Permite-se que as energias subam através de vários centros ganglionares (chakras) até o cérebro, onde são sentidas como um ardor no fundo do crânio. Essas sensações não são desagradáveis para a pessoa preparada mas, pelo contrário, são acompanhadas pelos mais intensos sentimentos de alegria e iluminação. Indivíduos mal-preparados podem interpretar a experiência em termos patológicos e tentar controlá-la, normalmente com resultados desagradáveis. [O professor R. C. Zaehner, que como estudante oriental e “expert” em misticismo deve saber mais sobre o assunto, publicou um relato sobre como esta experiência de primeira classe pode ser perdida e distorcida com queixumes hipocondríacos pelos não-educados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;“(...) senti algo curioso no meu corpo, que me fez lembrar do que o Sr. Custance descreve como um ‘formigamento na base da espinha’, que, de acordo com ele, geralmente precede um ataque psicótico. Foi bem assim. Na Broad Walk esta sensação ocorreu de novo e de novo até que o clímax da experiência foi alcançado (...) Eu não gostei dela, absolutamente.” (R. C. Zaehner: Misticism, Sacred and Profane. Oxford University Press, 1957, p. 214).]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se os indivíduos falham em reconhecer o fluxo corrente dos fenômenos do Primeiro Bardo, a libertação do ego é perdida. A pessoa se vê retornando às atividades mentais. Nesse ponto ela deveria tentar se lembrar das instruções ou ser lembrada delas, e um segundo contato com esses processos poderia ser feito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O segundo estágio é menos intenso. Uma bola quicando alcança a maior altura no primeiro salto; o segundo quique é menor, e assim vai até que a bola volte ao repouso. A consciência na ego-perda é similar a isto. Seu primeiro salto espiritual, ao deixar o corpo-ego, é o mais alto; o próximo é mais baixo. Então a força do carma (isto é, dos jogos passados), se ergue e diferentes formas de realidades exteriores são experimentadas. Finalmente, a força do carma tendo se esgotado, a consciência retorna ao “normal”. As rotinas são retomadas e assim ocorre o renascimento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O primeiro êxtase normalmente termina com um flashback momentâneo para a condição do ego. Este retorno pode ser feliz ou triste, cheio de amor ou de suspeitas, de medo ou de coragem, dependendo da personalidade, da preparação e do cenário.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Este flashback do ego-jogo é acompanhado por uma preocupação com a identidade. “Quem sou eu agora? Estou morto(a) ou não-morto(a)? O que está a acontecer?” Você não consegue determinar. Vê o que o cerca e a seus como costumava fazer antes. Há uma sensitividade penetrante. Mas você está em outro nível. A compreensão do seu ego não é mais tão segura quanto antes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As alucinações e visões cármicas ainda não começaram. Nem as aparições atemorizantes nem as visões paradisíacas começaram ainda. Este é um período mais prenhe e sensitivo. O saldo da experiência pode ser levado para um lado ou para outro dependendo da preparação e do clima emocional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se você tem experiência na alteração da consciência ou se é uma pessoa naturalmente introvertida, lembre-se da situação e do plano. Fique calmo(a) e deixe que a experiência o(a) leve aonde ela quiser. Você provavelmente experienciará o êxtase da iluminação; ou pode derivar em esclarecimentos estéticos, filosóficos ou interpessoais. Não segure: deixe o rio levá-lo(a).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A pessoa experiente está normalmente além da dependência do cenário. Ela pode desligar-se da pressão exterior e retornar à iluminação. Uma pessoa extrovertida, dependente de jogos sociais e situações exteriores pode, no entanto, ficar prazerosamente distraída (cores, sons, pessoas). Se você antecipar a distração do extrovertido e quiser manter um estado de êxtase de não-jogos, então lembre-se de seguir as seguintes instruções: não se distraia, tente se concentrar numa personalidade contemplativa ideal, por exemplo o Buda, Cristo, Sócrates, Ramakrishna, Einstein, Hermann Hesse ou Lao Tsé: siga o seu modelo como se ele fosse um ser com um corpo físico esperando por você. Junte-se a ele.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se não obtiver sucesso com isso, não se aflija nem pense nisso. Talvez você não tenha um ideal místico ou transcendental. Isto significa que seus limites conceituais estão dentro de jogos exteriores. Agora que você sabe o que é a experiência mística, pode se preparar para a próxima vez. Você perdeu o fluxo livre-de-conteúdo e agora deve estar pronto(a) para mergulhar na excitante confrontação com a realidade externa. No Segundo bardo você pode experienciar profundamente as revelações de jogos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Acabamos de antecipar as reações do naturalmente misticamente introvertido, da pessoa experiente e do extrovertido. Agora vamos nos voltar para o novato que demonstra confusão no estágio inicial da seqüência. O melhor procedimento é sinalizar confiança e mais nada. Teremos lido este manual e teremos alguma orientação. Deixe-o(a) em paz e ele(a) provavelmente mergulhará em seu pânico e o dominará. Se ele(a) indicar que deseja orientação, repita as instruções. Diga a ele(a) o que está acontecendo. Lembre-o da fase do processo em que ele(a) está. Inste-o a relaxar a luta do seu ego e a voltar ao contato com a Serena Luz.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Preparação e orientação deste tipo permitirão a muitos alcançar o estado iluminado, que não seria de outra forma por eles reconhecido.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste ponto, é necessário dar uma palavra como um alerta benigno. Ler este manual é extremamente útil, mas nenhuma palavra é capaz de comunicar a experiência. Você ficará surpreendido(a), espantado(a) e deliciado(a). Uma pessoa pode Ter ouvido uma descrição detalhada da arte de nadar e ainda assim nunca Ter tido a oportunidade de nadar. Igualmente, há aqueles que tentaram aprender a teoria da experiência da ego-perda, e nunca a aplicaram. Eles não conseguem manter intacta a continuidade da consciência, ficam desnorteados com a mudança de condição; falham em manter o êxtase místico; falham em tirar vantagem da oportunidade a não ser com a ajuda e a direção de um guia. Mesmo com tudo o que um guia pode fazer, eles ordinariamente, devido ao carma ruim (heavy ego games), falham em reconhecer a libertação. Mas isto não é motivo para preocupações. Nas pior das hipóteses, eles flutuam de volta à praia. Ninguém se afogou, e a maioria dos que fizeram a viagem ficaram ansiosos para repeti-la.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Mesmo aqueles que já se familiarizaram com os mapas e já tiveram previamente uma experiência de iluminação podem se achar em cenários nos quais o comportamento marcado por jogos intensos (heavy games) da parte dos outros os forcem ao contato com a realidade externa. Se isso acontecer, lembre-se das instruções. A pessoa que domina esse princípio pode bloquear o exterior. Quem dominou o controle da consciência fica independente do cenário.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Novamente há aqueles que, embora tenham tido sucesso anteriormente, podem Ter trazido consigo à sessão ego-jogos. Podem querer fazer com que alguém mais tenha um tipo particular de experiência. Podem estar atrás de algum objetivo próprio. Podem estar nutrindo sentimentos negativos, competitivos em relação a alguém do grupo. Se isso acontecer, lembre-se das instruções. Lembre-se da unidade de todos os seres. Desfaça-se de sua programação egoísta e flutue de volta à radiante beatitude do em-unicidade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se você alcançar a Serena Luz imediatamente e mantê-la, chuchu beleza! Mas se não, se você flutuou de volta às preocupações da realidade, lembrando-se destas instruções você deve ser capaz de recuperar o que os tibetanos chamam de Serena Luz Secundária.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Enquanto neste nível secundário, um interessante diálogo ocorre entre a transcendência pura e a consciência que esta visão extática lhe produz. A primeira irradiação não conhece nenhum eu, nenhum conceito. A experiência secundária envolve um certo estado de lucidez conceitual. O self paira num terreno transcendente do qual é normalmente excluído. Se as instruções forem lembradas, a realidade exterior não se intrometerá. Mas o envio de mensagens entre a divindade livre-de-ego e a individualidade lúcida de não-jogos produz um êxtase intelectual que desafia a descrição. A leitura filosófica de antes vai subitamente tomar um significado vivo!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim, no estágio secundário do Primeiro Bardo, são possíveis ambas as experiências do não-eu místico e do eu místico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois de Ter experimentado esses dois estágios, você pode querer fazer essa distinção intelectual. Somos confrontados aqui com um dos mais antigos debates da filosofia oriental: É melhor ser parte do açúcar ou provar do açúcar? Controvérsias teológicas e suas dualidades ficam longe da experiência. Uma vez que o misticismo experimental tenha se tornado possível por meio de drogas que expandem a consciência, você pode Ter tido a sorte de Ter experimentado o vai-e-vem entre os dois estados. Você pode ser sortudo o bastante para conhecer o que os monges acadêmicos podiam apenas conjeturar.&lt;/p&gt;  &lt;h3&gt;Aqui termina o Primeiro Bardo, o Períod
